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março 31, 2005

A Democracia segundo Jorge Coelho

Objectivos do PS para as eleições autárquicas segundo Coelho:

a)mais votos,
b)mais câmaras e
c)ganhar lisboa e porto.

Para fazer o quê? Algum apreço, alguma mensagem para os eleitores? Alguma linha política autárquica? Nada. Nem disfarçam que apenas querem o poder pelo poder. Claro que os democráticos jornalistas para variar comportam-se como boas correias de transmissão e ficam todos caladinhos perante tanta responsabilidade democrática.

Publicado por [Renegade] às 05:23 PM | Comentários (1)

Marialvismices

"Já fiz xixi nas calcinhas por causa dele[Gonçalo da Câmara Pereira]"

Elsa Raposo

"Eu já cá devia ter chegado há muito tempo[ao parlamento]"

Nuno da Câmara Pereira

Publicado por [Operation Wolf] às 04:49 PM

VERGONHA adiada

vergonha.jpg

Mais uma vez mulheres portuguesas foram julgadas pela prática de aborto clandestino. Desta vez foram três no tribunal de Setúbal. Para felicidade das mulheres o advogado conseguiu suspender o julgamento "até ao referendo sobre o aborto".

Sobre esta matéria a esquerda divide-se: BE é pelo referendo o quanto antes. PCP critica referendo: "a Assembleia da República" é sede para decisão, segundo crêem.

Por mim o PCP tem razão, mas com uns anos de atraso: depois do tema ter descido às ruas e o patriarcado reaccionário (desculpem o pleonasmo) ter vencido em votos, que legitimidade há para resolver a coisa se não na mesma sede em que a perdemos?

[Paradise Café]

Publicado por [Paradise Café] às 02:07 PM | Comentários (8)

março 30, 2005

Coelho põe Carrilho em Lisboa

A notícia mais que importante é reveladora. Reveladora de que a insistência rende em política, reveladora também no que respeita à táctica de alianças deste "novo" PS.
Vejamos: Carrilho é candidato a candidato há imenso tempo, tanto tempo quanto foi hostilizado pela distrital lisboeta socialista. Mas o que significa uma distrital com organismos eleitos e essas gangas todas? Chegou o mestre Coelho e tirou da cartola (já viram um coelho com cartola?) e disse! Está feito!
Por outro lado, o mesmo Coelho já disse "o Bloco teve mais votos em Lisboa que o PCP nas últimas eleições". Ou seja o PS só aceita negociar com o PCP se os comunistas assumirem o novo lugar que merecem na cena política lisboeta. Engolirão o sapo de ter menos um vereador ou menos duas presidências de juntas que os ex-esquerdalhos? Acho que não.
Será que vamos ver uma lista PS-BE contra as novas esquerdas unidas por Lisboa (PCP-PEV)?

Publicado por [Paradise Café] às 11:56 PM | Comentários (1)

Muitos mais filmes para ver...

Os Encontros Internacionais de Cinema Documental, espécie de antecessor do Festival DocLisboa, terminaram em 2001, mas o seu espólio de filmes, em 12 anos de actividade, estará disponível a partir de hoje com a inauguração, às 18h00, da maior Videoteca Portuguesa de Cinema Documental, a VideoDoc, no Centro Cultural Malaposta, em Olival Basto.

Publicado por [Paradise Café] às 11:54 PM

jogar com bombinhas

mourinho.jpg

"Um menino palestiniano, que se dizia um potencial suicida, depois de estar com Mourinho decidiu enveredar pelo futebol e deixar as bombas de lado". Este foi, segundo o jornalista da TVI que cobria a visita do treinador a Israel, o principal feito de Mourinho durante aquele périplo por terras longínquas e perturbadas, mas pelos vistos com solução à vista: o futebol, de preferência com um ou dois mourinhos à frente.

Publicado por [Paradise Café] às 11:50 PM | Comentários (2)

março 28, 2005

A voz dos donos em acção

O Público e o Expresso têm dedicado bastante espaço à questão do referendo ao Tratado Constitucional Europeu ("Constituição" Europeia?, não sei bem qual é a designação jurídica para uma coisa tão estranha) em Maio próximo em França, em especial durante e no rescaldo da cimeira dos Governos na semana passada.

Sem dúvida que o fazem ecoando o que se passa lá fora, sobretudo depois de duas sondagens sucessivas terem dado uma maioria com tendência crescente de votos no Não. Se a França disser Não, a Europa pára (pelo menos por alguns minutos). O tom em que os jornalistas destacados para abordar a questão falam é o do medo que se vai instalando entre as elites dirigentes da União Europeia e dos diversos Estados membros.

É muito engraçado observar a menorização política e até intelectual a que submetem os partidários do voto negativo. A política jornalística passa por adjectivação nacionalista pejorativa (porque os bons são patriotas), pela tentativa de semear a culpa pela ingratidão entre os beneficiários da PAC (no caso os agricultores franceses, maioritariamente de direita), pelo martelar do facto de os defensores do Não estarem fora do pacto republicano e até, tal é a vontade deslegitimadora, do consenso democrático (comunistas, trotskistas, socialistas de esquerda, republicanos de esquerda transviados, frente nacional, ATTAC, sindicatos)!!!, pela tentativa de explicar e demonstrar a irracionalidade do voto negativo em função da situação de crise económica e, sobretudo, social, que a França atravessa. O povo vota Não porque no fundo, no fundo, não passa de uma turba politicamente cega aos altos desígnios das elites, uma espécie de versão pós-moderna da fronda pelo pão e salários envernizada pela democracia burguesa. As massas votam Não, enfim, porque o Jacques Chirac ainda não veio para a rua virar a mesa (factor líder carismático).

O resultado do referendo pode ser incerto, mas uma coisa é certa: eles hão-de arranjar maneiras de o povo votar Sim, neste ou noutro referendo. Em Portugal, é certo e sabido que o povo vai votar Sim sem espinhas, e embora a questão ainda não ocupe os soundbytes do prof. martelo nem de nenhum dos políticos profissionais cá do burgo, os jornalistas da nossa praça já estão em campanha pelo que chamam de "futuro da Europa". A Europa deles, pois claro.

Com o Post Scriptum ainda me falta dizer isto: a Attac-Portugal aparece nos cartazes da Attac francesa apelando ao voto no Não. Fui ao Grão-de-areia e dá a ideia que a coisa encerrou para balanço mas não deixaram aviso. À consideração.

Publicado por [Renegade] às 11:37 PM | Comentários (2)

Cavaquistão

Tirada a dica do Há Lodo no Cais uma reportagem de dia 26 no DN que merece leitura.

"Os paneleiros 'hádem' morrer todos"
Maria admite que ao princípio "estava contra", e só ia para acompanhar o namorado. "Mas quando entrei nas casas de banho e vi os preservativos, os lenços de papel, até esperma no chão... Fiquei revoltada. Podem-se apanhar doenças, ali. Há famílias que se servem daquelas casas de banho... E ouvi dizer que há pessoas com sida que lá vão." Dir-se-ia que para esta rapariga de 26 anos, como para os amigos, a sida se transmite por contágio visual. Ou, diz um deles, "pelo suor".

Trabalhadores do sector primário e secundário sem mais que a escola de lei, estes rapazes e raparigas de feições espessas, rurais, exibem sem filtro as convicções. Para eles, o nome certo da coisa é abominação. "Deus fez a mulher para o homem." Num sorriso envergonhado, os olhos sempre suspensos no namorado, Maria repete a catequese. Se alguma vez lhe passou pela cabeça ter um filho homossexual? Abana a cabeça, confusa. "Se sair ao pai, não é de certeza." À queima-roupa, o prospectivo pai dispara "Eu sou sincero: mais valia afogá-lo logo no rio."

amor que não ousa dizer o nome. Foi numa noite de Inverno, no fim de 2004. O carro estava num ermo à saída da cidade, quieto, luzes apagadas. Um cerco súbito de faróis no máximo e motores rugidos estremece os ocupantes, vultos perscrutam o interior do carro. Depois, tão depressa como chegaram, desaparecem. Perplexos, a mulher e o homem levam tempo a remediar o susto. O romance clandestino ia aca- bando mal. Mas não era esse tipo de clandestinidade que os outros procuravam.

É do "amor que não ousa dizer o seu nome", como escreveu há mais de um século Oscar Wilde, que eles andam à procura. Mais concretamente, dos engates ou encontros sexuais de ocasião entre homens, como os que há muito ocorrem numa zona de descanso no IP5, ao pé de Viseu. A mesma que, numa notícia publicada em Outubro num diário nacional, foi referida como uma área "de prostituição masculina" em relação à qual o presidente da câmara Fernando Ruas (PSD) manifestava a intenção de solicitar um reforço de policiamento (intenção que, diz agora, nunca concretizou, já que tem "total tolerância por essa inclinação sexual" e condena "aquilo que vem a lume na Imprensa como perseguição a homossexuais"). Uma zona que Carlos, 39 anos (o nome, como quase todos os mencionados nesta reportagem, foi alterado), frequentava. Até que, numa bela noite de Outono, "estava no carro com um amigo quando fomos rodeados por uma série de automóveis, que nos barraram a saída".

contas a ajustar. Vultos masculinos cercam-nos, enquanto nos veículos, nota Carlos, "ficam umas moças, a observar". Sem escapatória, tranca as portas. "Ali estávamos, muito quietos, mortos de medo, sem perceber nada." Os homens, entre os 20 e os 30 anos, batem no carro, gritam insultos. "Era paneleiros, filhos da puta, eu sei lá. Urinaram-me o automóvel todo, riscaram-no... Ameaçavam com pancada e repetiam 'os paneleiros hádem morrer todos, havemos de correr com eles daqui para fora'." Ao longo dos 45 minutos que, garante , o episódio durou, ligou para a GNR: "Disse que havia indivíduos a ameaçar-me e a danificar-me o carro, e eles nada."

Depois, continua Carlos, "deixaram-nos sair. Dirigi-me para o posto da guarda, onde me receberam muito bem, dizendo que havia muita gente a queixar-se do mesmo". Mas, garante, aconselharam-no a "esperar" antes de avançar com a queixa, porque "tinha meio ano para decidir se queria ir com aquilo para a frente". Retrospectivamente, acha "estranho". Mas terá seguido o conselho, como quando, de acordo com o seu relato, foi abordado pelos mesmos indivíduos no centro de Viseu num sábado de Janeiro. "Diziam 'Foste fazer queixa, temos contas a ajustar.' Ofereceram-me porrada, e eu ala para a esquadra da PSP, com eles atrás." Mais uma vez, "suspendeu" a queixa. "Ainda estou a pensar se devo ou não avançar, eles são pessoas perigosas, de muitas represálias."

querem que eu morra? Relatos como o de Carlos não são difíceis de obter, em Viseu. E há até histórias de horror um homossexual teria sido queimado com pontas de cigarro, a outro teriam apontado uma pistola à cabeça... Mas estas, que empalidecem episódios como o de Carlos, não são assumidas por ninguém. Porque são falsas ou porque a vergonha e o medo falam mais alto?

Certo é que queixas "efectivas" contra um grupo com as características do descrito só há quatro, todas na PSP. Na GNR, que tem a intendência da zona de descanso do IP5 onde a maioria dos casos se terá dado, nem uma para amostra. Aliás, o tenente Ferreira, comandante do posto, garante que nunca o grupo de indivíduos em causa foi, sequer, identificado. Isto apesar de vários testemunhos - incluindo os dos membros do grupo - certificarem que as visitas à zona eram quase diárias. "Que quer que lhe diga", diz o tenente. "É fácil reconhecer as nossas viaturas, as pessoas podem fugir..." Quanto ao "conselho" alegadamente dado a Carlos, fica interdito "Isso é muito estranho." Já a PSP terá logrado, por duas vezes, identificar os alegados agressores. Uma das queixas, relativa a uma ocorrência de Dezembro, terá já, de acordo com o comissário Lopes Ferreira, "seguido para o tribunal". As outras três, apresentadas pela mesma pessoa, estão ainda em investigação.

Quem as apresentou está agora impedido de falar devido ao segredo de justiça. Mas antes, "por ver que a polícia não ligava nenhuma", decidiu "chamar a SIC". Na reportagem, emitida em meados de Fevereiro, após dois dos alegados ataques de que foi alvo, Manuel, de 30 anos, narrava como, na noite de 11 para 12 daquele mês, tendo estacionado o seu carro no centro de Viseu, junto ao tribunal, se viu, com dois amigos que transportava, "cercado de automóveis, que me trancaram a saída". Seguem-se as pancadas no carro, ameaças, insultos. "Eram 20 ou 30 à nossa volta. Liguei para a polícia duas vezes. À segunda, meia hora depois da primeira, estava histérico. Só gritava 'Querem que eu morra?'" Tempos depois, entre as quatro paredes de casa, num jantar de amigos, Manuel, em encarnação perfeita do Nelo de Herman José, faz do drama uma comédia hilariante: "Um dos meus amigos só se persignava. 'É hoje! De hoje não passamos!"

Só quando Manuel tem a ideia de começar a anotar as matrículas das viaturas dos atacantes estes se afastam e o deixam sair dali. Vai direito à esquadra. "E os outros sempre atrás de mim. Chego, apito que nem um louco, e nem um polícia aparece. Vou lá eu e que vejo? Três agentes todos descansados a ler o jornal. 'Què que foi?', dizem eles." Envergonhado de ter de se assumir como homossexual, Manuel hesita. Perguntaram-me três vezes o que me tinham chamado... E eu, muito baixo paneleiro." Sentindo-se mal, pede para ser escoltado ao hospital, já que os agressores continuam lá fora. "Os polícias saíram comigo e nem se deram ao trabalho de os identificar."

o "pretenso gang". Só no terceiro encontro de Manuel com o grupo, já após a reportagem televisiva, a polícia responde prontamente ao seu pedido de socorro, identificando cinco homens e duas mulheres. Mas antes, narra Manuel, é mais uma vez ameaçado "Ai que reportagem tão linda na SIC! É hoje que vais morrer."

A visibilidade do caso determinou protestos vários, sobretudo de associações ligadas à defesa dos direitos dos homossexuais como a ILGA Portugal e a Opus Gay. A 22 de Março, a associação Olho Vivo e as Panteras Rosa/Frente de Combate à Homofobia deram uma conferência de imprensa em Viseu, acusando as autoridades locais de não terem feito tudo ao seu alcance para debelar os atentados contra os homossexuais. Uma frase do comandante da PSP local - "estas situações acontecem a quem as procura" - é mote para a suspeição de uma certa bonomia em relação aos agressores.

Agressores cuja existência parece, de resto, não ser inteiramente admitida pelas polícias. A 23 de Março, a Lusa citava o mesmo comandante, que garantia "não estar confirmada, para já, a existência de um gangue organizado de 30 pessoas". E o governador civil, em comunicado do mesmo dia, falava de "um pretenso gang que andaria nos últimos tempos a perseguir cidadãos de determinada inclinação sexual". E prossegue "Em Viseu, vive-se, felizmente, um clima de segurança que permite aos cidadãos em geral viverem de forma tranquila e com normalidade, salvo raríssimos casos pontuais de reduzida dimensão".

Seja lá o que for um gang (ou gangue), e seja lá o que for o conceito de organização implícito na ideia, esta dezena de viseenses que às 11 horas da muito fria noite de 22 de Março se encontra com o DN numa zona deserta da cidade fez questão de surgir assim, "em grupo" "Ou falamos todos ou não fala nenhum." Mesmo se são menos de dez e garantem que "são muitos, às vezes mais de 40", assumem-se como um colectivo que age com um objectivo comum: "Limpar esta porcaria" . A "porcaria" são "os paneleiros", que "metem nojo". "Haviam de morrer todos", repetem. "Um homem que tem sexo com outro não merece viver."

Não obstante, certificam que "nunca ameaçaram ninguém de morte, ao contrário do que esse mentiroso disse à SIC", e " não terem nada contra os homossexuais". Só querem "acabar com o nojo do IP5", onde um deles terá sido assediado. "Fui à casa de banho, vem um gajo e mete-me a mão no coiso. Levou logo um malhão." Virá daí o espírito da milícia, alimentado em conversas de café. "Começámos a ir lá todos os dias."

em vez da polícia. Nascia assim, há meio ano, uma peculiar forma de diversão. A "brigada anti-homossexual", como a crisma o mais brincalhão, cujo pai surge a meio da conversa e fica a assistir, encantado. "Claro que sei o que o meu filho faz." Não é excepção "As nossas famílias sabem e concordam. Só dizem para termos cuidado." A crer no grupo, não são as únicas forças vivas da cidade a dar-lhes a bênção. Certos de que a maioria do povo de Viseu está do seu lado, insistem ter também o apoio das polícias. "Estão fartos de saber o que andamos a fazer. Fomos identificados muitas vezes, já nos revistaram os carros... Alguns até dizem que como eles não podem fazer nada, fazemos nós." Convicto do mandato, o namorado de Maria faz manifesto: "Temos o direito e o poder de agir em vez da polícia." Um dos camaradas ri: "Somos tantos que eles nem sabem... Os polícias e nós."

Este "eles" inclui o homem da queixa mediática, as suas testemunhas e quem os apoiar. Mesmo se aqui todos desconsideram as consequências do processo. "Não vai dar nada. É a nossa palavra contra a deles. E se ele sabe mentir, nós também sabemos." O mal, lamentam, "foi não lhe darmos umas porradas". Como fazem a todos os que "resistem". "Se se viram a nós, levam". Enlevados na epopeia, arriscam confidências. A história preferida, pela sua moral, é a do homem de meia-idade "que fizemos despir-se todo e andar nu, de um lado para o outro, no parque do IP5". No fim da lição, quando lhe entregaram a roupa, "ele agradeceu. Disse que tinha mulher e filhos e que aquilo que ia ali fazer era uma vergonha." Os olhos do justiceiro brilham mais, em triunfo e comoção. "Disse que devíamos fazer o mesmo a todos. Vê?"
Fernanda Câncio

Paula Cardoso Almeida

Publicado por [Operation Wolf] às 08:36 PM | Comentários (2)

Props e tortellini para a zona autónoma bolognesa


Publicado por [Rick Dangerous] às 04:14 PM | Comentários (2)

março 27, 2005

War ina Babylon

Pouco barulho!! Parem tudo!!
Os Skatalites vêm tocar a Lisboa daqui a duas semanas. Ainda vem Max Romeo!! Uma daquelas ocasiões raras em que a História vem ter connosco, tipo 25 de Abril de '74, 14 de Julho de setecentos e oitenta e nove, 25 de Outubro de '17, ou mesmo 7 de Janeiro de '77!
Dia 9 de Abril tod@s a Algés! Quem vai falhar o encontro? Só faltava Lee Perry...
Se algum dia conseguir ouver os Chieftains já posso ir para o céu.

Publicado por [Renegade] às 11:32 PM | Comentários (1)

Luta de classes

Entrei no comboio quando ainda faltavam alguns minutos para a partida. Um homem com os seus 60 anos deixa as coisas uns lugares mais à frente e vai depois para a 1ª classe (que estava completamente vazia). Senta-se, fecha os olhos, sorri e relaxa. O comboio arranca e ele volta ao seu lugar. O revisor passa pouco depois. Está tudo em ordem, ninguém na 1ª classe com bilhete de 2ª.

Publicado por [Rex] às 01:45 PM

março 26, 2005

Quand nous en serons, au temps des cerises...

Foi por esta altura, há 134 anos.
E estes são quatro grandes livros de BD.

"La commune est morte, vive la commune !"

Publicado por [Renegade] às 11:29 PM | Comentários (2)

março 25, 2005

Seca II

Oeiras.
Cerca das 21:30.
Chove.
A Câmara Municipal rega os relvados da freguesia.
Um jovem passa e olha.
Um jovem afasta-se e sorri, o sol dentro do peito.

Publicado por [Renegade] às 10:42 PM | Comentários (3)

Uma história de xixi e de cultura

Com uma hora de avanço e uma ligeira vontade de fazer xixi, desloquei-me a uma casa de banho do aeroporto Paris-orly para posteriormente não ter que fazer xixi no ar. Enfim, por ter decidido fazer xixi em terra tive que pagar 50 cêntimos à senhora que faz a limpeza das "ditas", controlando ao mesmo tempo as entradas e saídas pela mediação de um cestinho de pagamento tornado obrigatório.
Com um sábado disponível e uma ligeira vontade de usufruir da cultura parisiense, desloquei-me ao Musée du Louvre para posteriormente não me queixar de ser uma inerte cultural. Enfim, por ter decidido ir visitar o Louvre tive que pagar 6 euros (tarifa reduzida) ao Estado Francês que vende a cultura a uma elite, interditando ao mesmo tempo a cultura a um público mais vasto.
Se o direito de fazer xixi é uma necessidade "corporal/privada", o direito à cultura é uma necessidade societal/pública. Enquanto Victor Hugo dizia "Quand vous ouvrez une école, vous fermez une prision", eu diria quando vocês abrem um museu, vocês fecham um centro comercial.
Caramba! Face à gratuidade dos museus nacionais britânicos a partir de 2001 (Viva Blair!echech) a frequência destes últimos progrediu em cerca de 75%. É certo que provavelmente o público continua a ser uma população selectiva, mas as portas estão abertas a políticas de fomentação e integração cultural a públicos menos susceptíveis de "consumir" arte. É certo também que a gratuidade dos museus custa cerca de 101 milhões de euros anuais aos contribuintes britânicos, mas esperemos que os britânicos prefiram passar um simpático dia num museu do que assistir à morte de 101 milhões de civis em variadas guerras pagas por eles!
Defendo, sim, à gratuidade dos museus e das casas de banho…Afinal, foi através de uma pintura presente num museu, que descobri o prazer de fazer coisas tão triviais, tão quotidianas, como fazer xixi.

Publicado por [Shift] às 12:30 PM | Comentários (4)

março 24, 2005

O Intratável, por Garcia Pereira

Conte-me lá uma história desses tempos de Durão Barroso.
O Durão Barroso, quando era dirigente da FNL, era absolutamente intratável. Tinha reacções como as de atacar uma camarada que vestia uma camisola de lã, que não era nada de especial mas apenas bonita. Entrou logo com aqueles desvarios dos desvios burgueses e não sei que mais, algo que gerou uma discussão tal que estivemos à beira do confronto físico e eu, depois de tanta coisa que já vi, tenho-me arrependido, várias vezes [ri bastante], tenho-me interrogado, pelo menos, se não devia [ri] ter dado o passo seguinte [ri].

Garcia Pereira em entrevista a António José Vilela, revista "Sábado"

Publicado por [Joystick] às 11:55 AM | Comentários (4)

SECA

The Polyphonic Spree
It's The Sun

Sun
Take some time, get away
Sun
Suicide is a shame
Sun
Soon, you'll find your own way
Sun
Hope has come, you are safe
And it makes me cry
Because I'm on my way
On my way
On my way
Hey, it's the sun, and it makes me shine
Hey, it's the sun, and it makes me shine
Hey, it's the sun, and it makes me shine
Hey, now, it's the sun, and it makes me shine

Sun
Soon, you'll be okay
Sun
Soon, you'll be okay
And it makes me smile
Because I'm on my way

Hey, it's the sun, and it makes me shine
Hey, it's the sun, and it makes me shine
Hey, it's the sun, and it makes me shine
Hey, now, it's the sun, and it makes me smile
All around
Hey, now, it's the sun, and it makes me smile
All around, all around

Ba dada ba ba...

Hey, now it's the sun, and it makes me smile
All around
Hey, now it's the sun, and it makes me smile
All around, all around

Ba dada ba ba...

Publicado por [Renegade] às 01:13 AM

março 22, 2005

Retrato de uma princesa desconhecida


Para que ela tivesse um pescoço tão fino
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos

Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino


Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado por [Operation Wolf] às 08:29 PM | Comentários (2)

março 21, 2005

E ainda se queixam?!

Seis agentes mortos desde 1999 (continua em baixo)

Este título do Público diz tudo sobre a polícia destomatada que temos e de como o clamor público contra a insegurança só pode redundar em falsificação da realidade e instrumento perigoso em mãos ultra-securitárias. Morreram 6 agentes da PSP em serviço desde 1999! Ai Jesus, que desgraça, este país é um faroeste! Portugal é um dos países mais seguros do mundo para quem trata da imposição da ordem.

Morre mais gente por mês em acidentes de trabalho do que os mortos em serviço em 5 anos na PSP. Arrisco-me a dizer que há poucas profissões tão seguras como a de agente da PSP, além de estarem todos contratados com vínculos de trabalho seguros e duradouros, com as consequentes regalias no que toca a compensações em prestações por morte, invalidez ou incapacidade temporária.

Sindicatozinhos pequeninos que ainda não o são e só servem para tratar dos interesses do umbigo. Quando os agentes da PSP matam e torturam pessoas ninguém os ouve piar. A mim não me emprenham pelos ouvidos.

O tiroteio da madrugada de ontem na zona da Amadora elevou para seis o número de agentes da PSP mortos em serviço nos últimos seis anos, três dos quais no primeiro trimestre deste ano. Os quatro casos de assassinatos com armas de fogo aconteceram todos na Amadora. Há cerca de um mês, outro agente foi morto a tiro quando seguia com um colega - que ficou ligeiramente ferido - numa patrulha no bairro da Cova da Moura, na Amadora. Em 2002, morreram dois polícias, um abatido a tiro na Amadora e outro na sequência de um atropelamento intencional em Algés. Em 2003, morreu um agente em serviço, também após atropelamento intencional, mas em Vila Real de Santo António. De acordo com dados avançados à Lusa pela Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, o número de agentes da PSP feridos em serviço desde 1999 ascende a 2800, número que segundo a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) peca por escasso.

Publicado por [Renegade] às 03:07 PM | Comentários (6)

março 19, 2005

Mayor Santana

Carmona fez mais em seis meses que Santana em dois anos. Santana interrompe o trabalho desta equipa para voltarmos aos estragos habituais possíveis nos poucos meses possíveis. As despesas com a campanha autárquica deste senhor vão sair-nos do bolso como vimos acontecer com as legislativas em que se confundiam comícios com inaugurações.
Isto de se ir ser primeiro-ministro por três meses, ter o seu governo sido causa de dissolução da assembleia da república, ter o pior dos resultados em legislativas depois de se estar no governo, e voltar como se nada fosse para atormentar os portugueses, e, em particular, os lisboetas(deve ser por isso que não chove em Portugal) dificilmente terá outro nome que falta de vergonha descarada. Até parece que o homem não tem com que se governar, talvez com a revisão das bases da segurança social tenha perdido o direito ao subsídio de desemprego.
Pior que isso só mesmo o Samapaio no outro dia a dizer que não entendia como é que havia tantos pobres em Portugal, "o que é que fizeram aos fundos estruturais" perguntava-se com o ar de cenoura descorada.
A única coisa positiva no regresso de Santana, como dizia alguem, é não haver melhor oposição a Santana que ele próprio. cartaz_72.jpg

Publicado por [Operation Wolf] às 08:38 PM

Olé!!!... Sairá em ombros?

Alfredo Barroso vai avançar como candidato independente às eleições autárquicas. Depois de perder a confiança da direcção do PCP, o autarca comunista do Redondo recebeu esta sexta-feira o apoio da população. Para já, a direcção nacional do PCP não faz qualquer comentário sobre este caso.

Publicado por [Renegade] às 12:16 AM

março 17, 2005

Adivinha quem voltou!

Comunicado aos Lisboetas

Publicado por [Saboteur] às 08:55 PM | Comentários (1)

Euskadi Ta Askatasuna

Hoje, às 18 horas, em frente à embaixada espanhola, na avenida da liberdade, há uma concentração por um país basco independente e socialista, com uma delegação do batasuna. Sew quiserem ser fotografados pelo SIS e demonstrar a vossa solidariedade com o inimigo nº 1 do estado espanhol, apareçam por lá.

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:13 PM | Comentários (1)

Um direito e um dever

O voto de milhões de portugueses resultou na eleição de uma assembleia da república presidida por este pedaço de sebo com uma forma ligeiramente humanóide. Obrigado camaradas. Mais um sinal de maturidade democrática.

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:10 PM | Comentários (2)

A Apoteose da Alarvice

Existe um senhor em Portugal que é mais católico que o Papa mas não tolera que as pessoas se babem, nem mesmo o Papa que, de Parkinson ou de gula, tem sempre um fiozinho a escorrer-lhe do canto da boca.

César das Neves, que já mereceu um post recente, é um beato com uma missão na vida: a inquisição moral. Foi a tribunal recentemente por comparar pedofilia a homossexualidade e escreve pérolas como esta «hoje são os homossexuais que querem legalizar a sua união como igual ao casamento. Amanhã será a poligamia, depois o incesto, depois - porque não? - a bestialidade». Estão a ver a mente do senhor? Fala-se em homossexualidade e o gajo pensa imediatamente em sexo com galinhas.

«Deboche» é uma das suas palavras preferidas, utiliza-a sete vezes na sua entrevista ao independente, que podem ver aqui. Se quiserem contar, podem ver que «sexo» ou «sexual» aparece dezasseis vezes, «prazer» dezassete e, depois, há «desvio», «aberração», «masturbação» por diversas ocasiões, etc.

Não resisto, vou citar:

1. PIPIS E CUZINHOS

«Antes da Igreja era o deboche absoluto, com regras muito sortidas. Abandonar a Igreja significa voltar ao mesmo. Por isso é que digo que qualquer dia a pedofilia vai acabar por ser legalizada».

Ai César, que dirias do nosso libertino passeando pelas ruas de Braga e lançado piropos como este: «lambia-te das maminhas até ao pipi, ias ver que gozo!».

2. PASTEL DE NATA

«Com o preservativo a relação sexual passa a ser a mesma coisa que comer um pastel de nata.»

Sim, é uma espécie de 2 em 1, género deboche e gula. Depois do sexo com galinhas nem sei como é que o César das Neves não se lembrou de dizer que qualquer dia é permitido foder um pastel de nata quente (tem de ser quente), ali mesmo nas mesas do «Pastéis de Belém».

3. IVG ATÉ AOS DOIS ANOS, O MELHOR ARGUMENTO CONTRA A IVG ATÉ ÀS 12 SEMANAS

«Imaginemos uma família que vive um problema económico dramático e que tem uma criança com um ano. Vamos permitir que se mate a criança para resolver o problema dramático? Não. Então porque é que vamos permitir que isso aconteça meses antes da criança nascer?»

4. TENHO UMA OPINIÃO MAS NÃO CONCORDO COM ELA

«O que a Igreja diz é a minha opinião.»

Publicado por [Joystick] às 11:21 AM | Comentários (2)

março 16, 2005

Mas é muito mais importante...

"Estou em crer que o lobby do futebol é quase tão forte como o das farmácias".

Obrigado pela imagem

Publicado por [Renegade] às 09:18 PM

março 15, 2005

"Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place"

Gostei mesmo deste filme. Apesar de no último quarto de hora a coisa entrar em derrapagem acelerada de clichés (quando começa a chover), gostei mesmo muito deste filme. Primeiro filme do tipo da direita, que escreveu, interpretou e realizou (e só não trouxe até si, como se dizia antigamente!). E conseguiu uma banda-sonora com piada. Além da Natalie Portman, claro.

Até quase me esqueci que o estava a ver na sala 3 do Quarteto, num ecrã minúsculo com uma mancha brilhante de velhice a meio do branco da tela. O ritmo da fita a rodar nas bobines e a passar no cinematógrafo ouvia-se distintamente lá em baixo. O som saía distorcido pelas n saídas mono das colunas. E a imagem saía projectada num amarelo bolorento um bocado chato, às vezes. Mas gostei mesmo muito deste filme. Críticas aqui.

You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn't really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone. (...) You'll see when you move out it just sort of happens one day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean it's like this rite of passage, you know. You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for your kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.”
ZACH BRAFF (Andrew Largeman)

Publicado por [Renegade] às 11:41 PM

O partido da ordem cerra fileiras

Paulo Portas agraciou a 11 Março, no seu último acto público como ministro da Defesa, o ministro das Finanças, Bagão Félix, o ex-presidente do CDS-PP Adriano Moreira e o antigo embaixador norte-americano em Portugal Frank Carlucci. Os sociais-democratas José Ângelo Correia e Manuel Correia de Jesus, o socialista António Marques Júnior, o histórico do CDS-PP José Nogueira de Brito, o assessor diplomático do primeiro-ministro nos dois governos de coligação, Nuno Brito, o deputado democrata-cristão João Rebelo e a ex-secretária de Estado da Indústria Maria do Rosário Ventura foram os restantes condecorados.No total, 12 condecorados com as medalhas da Defesa Nacional.

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:59 PM | Comentários (4)

março 14, 2005

«A masturbação não é razoável»

JCneves.jpg

É o responsável pelas cadeiras de Introdução à Economia I e II na Universidade Católica portuguesa, bem como pela História do Pensamento Económico. Foi o todo-poderoso homem nos bastidores do Primeiro-ministro Cavaco Silva para os assuntos económicos e deu uma entrevista bastante interessante no Independente.

Talvez com a ida de Cavaco para a Presidência, ele volte aos meandros do poder... Os masturbadores que se acautelem!

Publicado por [Saboteur] às 02:44 PM | Comentários (4)

março 12, 2005

O Poder

Sinto cada vez mais próximos os fumos do poder.

A minha experiência nos círculos do poder de Estado resumia-se, até hoje, a duas bacalhauzadas à ex-Ministra Maria de Belém, no princípio e no fim de uma reunião sobre cursos nocturnos universitários, quando a simpática senhora ministrava igualdade a partir do ostracismo guterrista do Palácio Foz, aos Restauradores.

Até hoje. Porque daqui em diante já posso ostentar alguns tête à têtes com o novel Sec. Estado da Justiça e com o Sec. Estado Adjunto e da Educação, e posso acrescentar que é para mim motivo de orgulho manter amizade com um familiar do novo Sec. Estado do Emprego e da Formação Profissional.

Mas a cereja em cima do bolo é mesmo o ter partilhado quinzenalmente a amena companhia do novo Sec. Estado da Cultura numa famosa instituição de ensino superior. Recordo com certa nostalgia as tardes passadas em discreta conversa sobre uma reestruturação curricular, o processo de Bolonha, o INAFOP (meu deus, o INAFOP, que saudades...), as substituições de serviço docente, os aumentos de propinas e o subfinanciamento do ensino superior...isto para não falar daquelas questões mais obscuras e de problemática resolução como a do escandaloso número de sanitas e urinóis vandalizados nos WCs da faculdade...

Sobre este último aspecto posso garantir que o novo Sec. de Estado da Cultura não ignora que há uma relação directa e imediata entre o número de sanitas partidas e a falta de limpeza dos rebordos das ditas sanitas nos WCs universitários para o sexo feminino. É que, obrigadas pela natureza a fazê-lo sentadas, preferem as ditosas meninas encavalitar-se em precário equilíbrio e assim obrar, mantendo a distância segura os germes a seus pés. Daí que, por vezes, a sanita não aguente a pressão, e aquilo que era um conjunto harmonioso de louça Valadares passe a cortante monte de cacos.

Isto recorda-me uma saudosa sanita vermelha, verdadeira retrete do poder estudantil, palco de crítica literária, peça de instalação em arte de intervenção política, que nunca serviu para o que tinha vindo ao mundo, a saber, uma valente cagada.

E assim, falando de merda, voltamos ao princípio e se fecha o post onde tinha começado.

Publicado por [Renegade] às 12:01 AM | Comentários (3)

março 11, 2005

O Dia da Unidade / Zeca

O Dia da Unidade

No dia da unidade
Joaquim Carvalho Luís
Pelas forças em parada
Lembrado foi no RAL - 1

Onze de Março sabido
Dentro e fora de fronteiras
Para todos garantido
De que já não há barreiras

Que venham dividir homens
Da mesma conformação
Por essas montanhas fora
Faremos a revolução

Numa assembleia de tropas
Delegados da unidade
Decidiram em directo
Que reinaria a igualdade


"De 1974 a 1975 envolve-se directamente nos movimentos populares. O PREC (Processo Revolucionário Em Curso) é a sua paixão. Cantou no dia 11 de Março de 1975 no RALIS para os soldados."

Publicado por [Renegade] às 08:58 PM | Comentários (3)

Days of Glory

Publicado por [Renegade] às 08:35 PM

Vantagens e possibilidades do equilíbrio - entre a acrobacia sem rede e o contorcionismo desesperado

"O PCP tomou a iniciativa de propor ao PS a realização, a breve prazo e ao nível das direcções nacionais, de um encontro destinado ao exame das vantagens e possibilidades da reedição da coligação", refere aquele partido, em comunicado.
O PCP considera, no entanto, que "a presença e equilíbrio das principais forças da coligação é em si um factor de garantia da concretização daqueles objectivos e programa".



Publicado por [Rick Dangerous] às 06:43 PM | Comentários (7)

Fragmentos Económico-Filosóficos 2. Trabalho Assalariado e Capital

Está certo que desejemos ser competitivos vivendo melhor e não vivendo pior. Mas isso só pode ser alcançado pela inovação tecnológica e organizativa. Temos de nos transformar numa verdadeira economia do conhecimento (na prática, há bastante pouco conhecimento na nossa economia). Se pensarmos no investimento em I&D em proporção do PIB, vemos que a Europa está mal. A Finlândia está bem — investe 3,2 por cento — mas Portugal está muito abaixo da média europeia.
Na Europa — e em Portugal, em particular — o problema são as empresas. As empresas não investem em I&D. Acreditam que comprar a tecnologia já chega. Mas não chega, porque ela é cara, é má, e a empresa muitas vezes não a consegue adaptar às suas necessidades.[...]Há, neste momento, mais multinacionais de informação a trabalhar em código aberto que em software Microsoft. Se são comunistas digitais, então a IBM tornou-se comunista.

Manuel Castells

In the process of production, human beings work not only upon nature, but also upon one another.
We thus see that the social relations within which individuals produce, the social relations of production, are altered, transformed, with the change and development of the material means of production, of the forces of production.
It is only the dominion of past, accumulated, materialized labor over immediate living labor that stamps the accumulated labor with the character of capital.
Capital does not consist in the fact that accumulated labor serves living labor as a means for new production. It consists in the fact that living labor serves accumulated labor as the means of preserving and multiplying its exchange value.

Karl Marx

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:14 PM

Fragmentos Económico-Filosóficos 1. Salário, preço e lucro

A fábrica da Opel da Azambuja é a segunda maior indústria automóvel portuguesa, com cerca de 1200 trabalhadores e uma produção da ordem das 100 mil viaturas/ano.
Os trabalhadores reclamam um aumento generalizado de 75 euros (reduziram a sua pretensão para metade dos 150 euros inicialmente propostos) e a empresa oferece uma actualização de dois por cento.
A administração da GM Portugal pretende adaptar a fábrica aos ciclos do mercado, podendo reduzir a produção ou parar em períodos de menor procura e solicitar que, por compensação, os trabalhadores laborem aos sábados em fases de maior procura, encarando esse tempo num mecanismo de troca e não de horas extraordinárias."Não há resistência à flexibilização. Há sim o querer dialogar e chegar a um consenso que sirva os interesses comuns", salientou Paulo Vicente, o coordenador da CT.

"É mais fácil falar este ano". Esta foi a primeira declaração que o presidente da Sonae SGPS, Belmiro de Azevedo, fez na apresentação de contas consolidadas, referindo-se aos números que o grupo tinha para anunciar.
A Sonae fechou o ano de 2004 com lucros de 192 milhões de euros, mais 68 por cento do que no ano anterior e com todas as áreas de negócio a apresentar resultados positivos. O aumento de lucros vai reflectir-se no dividendo a distribuir aos accionistas, que será de dois cêntimos ilíquidos por acção, mais que os 1,5 cêntimos do ano passado. No total, a Sonae vai afectar 37 milhões de euros para dividendos.

A Embraer quer aumentar para quase o dobro a produtividade da Ogma - Indústria Aeronáutica de Portugal em cerca de três anos, até ao final de 2007, passando de uma facturação actual de cerca de 70 mil dólares (53,8 mil euros) para cerca de 120 mil dólares (92,3 mil euros) por trabalhador, que somam cerca de 1600.

Quanto aos resultados de 2004, o presidente executivo da Jerónimo Martins considerou-os "bons e conformes às expectativas". A empresa teve um acréscimo de 59 por cento de lucros face a 2003, para 92,5 milhões de euros - "são os melhores resultados de sempre", sublinhou Soares dos Santos, referindo-se também aos 10,5 por cento ganhos nos resultados operacionais da empresa e aos 3,6 de aumento das vendas consolidadas (3,5 mil milhões de euros), em que ressalvou "o excelente desempenho do Pingo Doce".

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:39 PM | Comentários (1)

Mais um artista

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Publicado por [Operation Wolf] às 02:52 PM | Comentários (2)

março 10, 2005

Ética camponesa

Hoje comecei o dia em comunhão com a natureza. Fui fazer machamba e mal acabei choveu logo a seguir. Semear para colher, lá diziam os antigos.

Publicado por [Renegade] às 09:25 PM

março 09, 2005

SIC Comédia

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Passo pelo canal onde antes era a SIC Notícias e vejo Luis Delgado, furioso e indignado, por Luis Campos e Cunha estar a fazer declarações sobre os impostos, antes de ter sido indigitado ministro.

Publicado por [Saboteur] às 12:07 AM | Comentários (2)

março 08, 2005

Os artistas preferidos


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Publicado por [Operation Wolf] às 06:55 PM

março 07, 2005

Será publicidade paga?

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Na primeira página do EXPRESSO - Secção Economia & Internacional, há uma colunazinha à direita (provavelmente a mais lida da secção), intitulada "Últimas"

Foi da edição desta semana que eu tirei mais esta pérola do jornalismo:

«PORTUGAL ULTRA RÍGIDO

Portugal ainda tem as leis laborais mais rígidas dos 30 países da OCDE, dificultando novas contratações e o aumento da produtividade»

Ponto final. É a notícia. Isto e mais um graficozinho, para dar um ar científico à notícia.

Vamos por partes:

"ainda tem"?; "leis laborais rígidas"? Naturalmente tudo isto é matéria d opinião do jornalista... mas o que seria se ele tivesse outra opinião e escrevesse qualquer coisa como "as leis laborais portuguesas ainda são das que mais defendem quem trabalha". O burburinho que não ía ser...

"dificultando novas contratações e o aumento da produtivdade". Continuamos no domínio da opinião politico-ideológica... mas se à luz da teoria neoclássica é costume afirmar que a "rigidez" das leis laborais dificultam o emprego, já meter aqui a questão da produtividade, é um exagero que só mesmo os mais ortodoxos da escola de chicago cometem.

Finalmente o graficozinho: Sem fonte, com a "rigidez" medida numa escala desconhecida (claro) que vai de 1 a 6, e em que Portugal aparece para aí com um 4,3... Todo ele é bastante irregular e cheira a esturro que tresanda... mas o melhor ainda não me tinha saltado à vista: o gráfico tem uma data. 2003.

A notícia - não assinada - na secção das "últimas" refere-se a um gráfico altamente suspeito e que tem 2 anos... Com a agravante de ser anterior à ultima (e flamigerada) grande revisão das leis do trabalho em Portugal.

Publicado por [Saboteur] às 10:56 PM | Comentários (3)

Fotografias que, neste momento, se encontram em trânsito

Fotografia de Freitas do Amaral em trânsito para o Largo do Rato

Fotografia de Lince da Serra da Malcata em trânsito para o Centro de Reprodução Assistida das Espécimes em Extinção

Fotografia de Pasta de dentes em trânsito para a Deco/Gabinete de Produtos infecto-contagiosos

Fotografia de meteorito em trânsito para o leilão de curiosos cosmólogos, a realizar pela Christie's

Fotografia de leitor VHS em trânsito para a Almirante Reis, ali mesmo para o n.º 54, 3º esq., como quem vai do Martim Moniz para a Portugália

Publicado por [Joystick] às 10:20 PM | Comentários (4)

tudo começou há 92 anos, numa manhã de inverno em Petrogrado...

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:18 PM | Comentários (2)

Abro o jornal...

e suspiro pela guerra civil...

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:01 PM | Comentários (2)

março 05, 2005

A lição de dia 20

O país político anda a discutir o último Governo. Ontem era sobre o Freitas, sobre o Curriculum Vitae dos ministros, sobre os perigos de as áreas estruturantes nos negócios de Estado terem caído para o lado da direita.

Hoje já veio o mais recente ministro das Finanças, Luís Cunha, dizer, com a souplesse própria do Tarzan Taborda dos grandes dias, que provavelmente os impostos vão mesmo subir. Vão subir para quem? Eu não sei mas sei que o blá, blá do "pedir sacrifícios aos portugueses" já começou. E que o caminho visto pelos olhos do PS só tem uma via - subida dos impostos combinada com "aposta na redução e controlo da despesa pública".

Nos próximos meses:

i) a esquerda parlamentar vai gritar até à apoplexia contra a política neo-liberal do Governo do Sócras,
ii) a CGTP vai voltar à rua contra as políticas de direita
iii) a UGT vai atrás para não dar cana mas vai assinar no recato dos gabinetes tudo o que lhe puserem à frente e
iv) a direita parlamentar vai ficar sem assunto.

No dia 20 de Fevereiro foram todos lá meter a cruzinha. Está a chegar o tempo dos arrependidos.

Publicado por [Renegade] às 09:12 PM

março 04, 2005

Camarada Freitas

Há uns anos ninguém dava nada por ele. Qualquer dia está no Comité Central do PCP.

Publicado por [Renegade] às 10:26 PM | Comentários (6)

Who wants to live forever?

"Parar o envelhecimento é algo para daqui a 100 ou 200 anos"
Público, 4/3/05

Não sei se fique feliz pelos vindouros ou triste por ter chegado adiantado.

Publicado por [Renegade] às 10:20 PM | Comentários (1)

"I should have made you leave your keys"

Carmona singing for Santana

First I was afraid
I was petrified
Kept thinking I could never live
without you by my side
But I spent so many nights
thinking how you did me wrong
I grew strong
I learned how to carry on

and so you're back
from outer space
I just walked in to find you here
with that sad look upon your face
I should have changed my stupid lock
I should have made you leave your key
If I had known for just one second
you'd be back to bother me

Go on now go walk out the door
just turn around now
'cause you're not welcome anymore
weren't you the one who tried to hurt me with goodbye
you think I'd crumble
you think I'd lay down and die

Oh no, not I
I will survive
as long as i know how to love
I know I will stay alive
I've got all my life to live
I've got all my love to give
and I'll survive
I will survive

It took all the strength I had
not to fall apart
kept trying hard to mend
the pieces of my broken heart
and I spent oh so many nights
just feeling sorry for myself
I used to cry
Now I hold my head up high

and you see me
somebody new
I'm not that chained up little person
still in love with you
and so you felt like dropping in
and just expect me to be free
now I'm saving all my loving
for someone who's loving me

[Gloria Gaynor]

Publicado por [Joystick] às 10:50 AM | Comentários (2)

março 02, 2005

O Spectrum feito pelos seus leitores

O Pedro Vieira chama-nos a atenção para este post no seu blogue.

Publicado por [Rex] às 03:37 PM

março 01, 2005

Comer as papas na cabeça

Há um mês, este amiguinho ia-nos pregando uma partida. Ao que parece esteve vai-não-vai e acabou por ficar. Na semana passada voltou lá para a clínica e foi traqueotomizado. Entretanto, ao que parece para grande desespero dos fiéis, tinham decidido que ia faltar a uma reza (Angelus) que parece que é muito importante nesta altura do ano. Consternação por esse mundo fora. Aberturas de telejornais, destaques em jornais, blá, blá, blá. Ou seja, as centrais de informação do Vaticano e das Igrejas por esse mundo fora a trabalhar em grande estilo, devidamente acolitados por católicos fazedores de opinião católica.

E não é que à última da hora, surpreendendo tudo e todos, o traquina do Karol lá veio à janela benzer a malta? Ah, grande Karol!

Assim se vai vendendo à borla a santidade do velhinho e da instituição de que é cabeça. Ir tratando do futuro enquanto se prepara o presente imediato. Chama-se a isto preparar uma morte em berço de ouro.
No Vaticano a manipulação das massas nunca morreu solteira.

Publicado por [Renegade] às 12:13 AM