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março 11, 2005

Fragmentos Económico-Filosóficos 2. Trabalho Assalariado e Capital

Está certo que desejemos ser competitivos vivendo melhor e não vivendo pior. Mas isso só pode ser alcançado pela inovação tecnológica e organizativa. Temos de nos transformar numa verdadeira economia do conhecimento (na prática, há bastante pouco conhecimento na nossa economia). Se pensarmos no investimento em I&D em proporção do PIB, vemos que a Europa está mal. A Finlândia está bem — investe 3,2 por cento — mas Portugal está muito abaixo da média europeia.
Na Europa — e em Portugal, em particular — o problema são as empresas. As empresas não investem em I&D. Acreditam que comprar a tecnologia já chega. Mas não chega, porque ela é cara, é má, e a empresa muitas vezes não a consegue adaptar às suas necessidades.[...]Há, neste momento, mais multinacionais de informação a trabalhar em código aberto que em software Microsoft. Se são comunistas digitais, então a IBM tornou-se comunista.

Manuel Castells

In the process of production, human beings work not only upon nature, but also upon one another.
We thus see that the social relations within which individuals produce, the social relations of production, are altered, transformed, with the change and development of the material means of production, of the forces of production.
It is only the dominion of past, accumulated, materialized labor over immediate living labor that stamps the accumulated labor with the character of capital.
Capital does not consist in the fact that accumulated labor serves living labor as a means for new production. It consists in the fact that living labor serves accumulated labor as the means of preserving and multiplying its exchange value.

Karl Marx

Publicado por [Rick Dangerous] às março 11, 2005 06:14 PM