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março 11, 2005

Fragmentos Económico-Filosóficos 1. Salário, preço e lucro

A fábrica da Opel da Azambuja é a segunda maior indústria automóvel portuguesa, com cerca de 1200 trabalhadores e uma produção da ordem das 100 mil viaturas/ano.
Os trabalhadores reclamam um aumento generalizado de 75 euros (reduziram a sua pretensão para metade dos 150 euros inicialmente propostos) e a empresa oferece uma actualização de dois por cento.
A administração da GM Portugal pretende adaptar a fábrica aos ciclos do mercado, podendo reduzir a produção ou parar em períodos de menor procura e solicitar que, por compensação, os trabalhadores laborem aos sábados em fases de maior procura, encarando esse tempo num mecanismo de troca e não de horas extraordinárias."Não há resistência à flexibilização. Há sim o querer dialogar e chegar a um consenso que sirva os interesses comuns", salientou Paulo Vicente, o coordenador da CT.

"É mais fácil falar este ano". Esta foi a primeira declaração que o presidente da Sonae SGPS, Belmiro de Azevedo, fez na apresentação de contas consolidadas, referindo-se aos números que o grupo tinha para anunciar.
A Sonae fechou o ano de 2004 com lucros de 192 milhões de euros, mais 68 por cento do que no ano anterior e com todas as áreas de negócio a apresentar resultados positivos. O aumento de lucros vai reflectir-se no dividendo a distribuir aos accionistas, que será de dois cêntimos ilíquidos por acção, mais que os 1,5 cêntimos do ano passado. No total, a Sonae vai afectar 37 milhões de euros para dividendos.

A Embraer quer aumentar para quase o dobro a produtividade da Ogma - Indústria Aeronáutica de Portugal em cerca de três anos, até ao final de 2007, passando de uma facturação actual de cerca de 70 mil dólares (53,8 mil euros) para cerca de 120 mil dólares (92,3 mil euros) por trabalhador, que somam cerca de 1600.

Quanto aos resultados de 2004, o presidente executivo da Jerónimo Martins considerou-os "bons e conformes às expectativas". A empresa teve um acréscimo de 59 por cento de lucros face a 2003, para 92,5 milhões de euros - "são os melhores resultados de sempre", sublinhou Soares dos Santos, referindo-se também aos 10,5 por cento ganhos nos resultados operacionais da empresa e aos 3,6 de aumento das vendas consolidadas (3,5 mil milhões de euros), em que ressalvou "o excelente desempenho do Pingo Doce".

Publicado por [Rick Dangerous] às março 11, 2005 05:39 PM

Comentários

É a crise amigo, é a crise...como dizias, a crise é não haver crise.

Publicado por [Renegade] às março 11, 2005 08:27 PM