maio 31, 2006

Agora, na Pedra Formosa

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No quadro da renovação da sua identidade gráfica, a Sociedade Martins Sarmento criou um novo blogue informativo, adoptando como designação o ex-libris desta Instituição, a Pedra Formosa. Esta é uma nova forma de comunicação que, complementando o Boletim e a Revista de Guimarães, contribuirá para a aproximação da Sociedade aos seus sócios e ao público em geral.

No blogue Pedra Formosa estarão disponíveis e em permanente actualização notícias sobre as actividades da SMS.

Ao mesmo tempo, o novo blogue continuará a ser uma montra para o nosso património e para a História de Guimarães.

A informação da Sociedade Martins Sarmento passou estar disponível no endereço: http://pedraformosa.blogspot.com/

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 12:45 PM | Comentários (0)

fevereiro 05, 2006

Francisco Martins Sarmento, sobre Jean Meslier

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Jean Meslier (1664-1729)

Depois de ler Meslier

Maldito sejas tu, padre descrido,
Que às portas do sepulcro ainda blasfemas.
E no Deus, que juraste amar com culto,
Cuspiste sem piedade.

Maldito sejas tu, que me levaste
Às bordas dum abismo tenebroso,
E, com frases de hipócritas remorsos,
Lá me arrojaste então.

Maldito sejas tu, que me turvaste
As crenças cardeais de toda a vida;
Que, apontando o altar, disseste: "nada"
"Nada" apontando a campa.

O bronze meia-noite geme ao longe;
O mocho nas ruínas pia, e eu tremo;
Maldito sejas tu, padre descrido,
Que me fazes tremer.

Maldito sejas tu, que me apavoras,
E horrorosas visões me dás à mente;
Maldito sejas tu, que escarneceste
O Deus que eu tanto amava.

Se esta crença morrer, quem, oh! maldito.
Me dará outra igual? Sem esta crença,
Quem, se o egoísmo do homem me repele.
Me afagará na dor?

Errarei sobre a terra, abandonado,
Em busca duma cova, onde me esconda,
E ainda ali, oh! maldito, eu, que fui homem.
Cinza só ficarei!!...

Maldito sejas tu, se foi a ciência,
Que te abriu os arcanos tenebrosos
De verdades cruéis... cruéis. Se mentes,
Maldito sejas tu.

(In: Poesias por F. Martins, Porto, 1855)
Informações sempre actualizadas em: http://pedraformosa.blogspot.com/

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 05:23 PM | Comentários (0)

A propósito do casamento de Francisco Martins Sarmento

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Le bon sens du Curé Jean Meslier suivi de son testament, Paris, 1830. Exemplar que pertenceu a Francisco Martins Sarmento.

As circunstâncias invulgares que rodearam o casamento de Francisco Martins Sarmento, no dia 5 de Fevereiro de 1876 (ver notícia abaixo), têm gerado diversas especulações. É certo que o arqueólogo, de natureza reservada, era pouco dado a participar em cerimónias públicas que o envolvessem directamente. Todavia, a verdade é que o seu casamento por procuração não chegou a ser um acto público, uma vez que decorreu à porta fechada.

Há, na biografia de Sarmento, alguns aspectos ainda pouco conhecidos, nomeadamente os que se relacionam com a sua religiosidade: apesar da sua educação tradicional, praticou um visível distanciamento em relação às coisas da religião. Esta atitude aprofundou-se com as suas leituras de filosofia, que o levaram a interrogar-se sobre os fundamentos da explicação do Universo, da vida e da morte com base em preceitos de fé.

Entre as leituras que o marcaram contam-se as memórias do padre de Étrépigny, Jean Meslier. Ao morrer, em 1729, depois de uma vida pacata de padre de aldeia, este sacerdote francês deixou como testamento as suas surpreendentes Mémoire dés pensées et dés sentiments, onde dava conta de uma inabalável descrença em relação à existência de Deus e à vida depois da morte:

"De onde tiramos que um Deus que seria essencialmente imutável e imóvel por natureza poderia no entanto mover algum corpo? De onde tiramos que um ser que não teria nenhuma extensão nem parte alguma seria no entanto imenso, e mesmo infinitamente esparso por toda a parte? De onde tiramos que um ser que não teria cabeça nem cérebro seria no entanto infinitamente sábio e esclarecido? De onde tiramos que um ser que não teria nenhuma qualidade nem nenhuma perfeição sensíveis seria no entanto infinitamente bom, infinitamente amável e infinitamente perfeito? De onde tiramos que um ser que não teria nem braços nem pernas e que nem sequer seria capaz de mover-se seria no entanto todo-poderoso e faria verdadeiramente todas as coisas? Quem teve a experiência disto?"

"Depois disso, que pensem, que julguem, que digam e que façam tudo o que quiserem no mundo, pouco me preocupa; que os homens se arranjem e governem como quiserem, que sejam sensatos ou sejam loucos, que sejam bons ou que sejam maus, que digam ou que até façam o que quiserem depois de minha morte; não me preocupa; eu já quase não faço parte do que se faz no mundo; os mortos com os quais estou prestes a juntar-me não se incomodam mais com nada, não se intrometem mais em nada, e não se preocupam mais com nada. Terminarei então isto pelo nada, também sou pouco mais que nada, e em breve não serei nada."

O abalo que a leitura desta obra provocou no jovem Sarmento transparece do poema Depois de ler Meslier, que faz parte do volume Poesias, que publicou em 1855, aos 22 anos.
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Efemérides: 6 de Fevereiro

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O Teatro D. Afonso Henriques em 1912.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1273 — Sentença apostólica, dada em Braga pelo Mestre Estêvão, Arcebispo de Braga, como subdelegado do Arcebispo de Compostela delegado do Papa Clemente IV, declarando que o Priorado de Guimarães com cura de almas pertencia a El-rei. - Documento trasladado do Tombo dos Padroados fl. 204 vº.

1597 — Confirmação régia, em Madrid, dos Estatutos que transmutaram a confraria de Nª Sª da Consolação, que era privativa de estudantes, em Irmandade para todas as pessoas.

1826 — Na madrugada, apareceu morta na cama e com uma corda atada ao pescoço, uma mulher da Rua de Val-de-Donas. Esta morte atribuiu-se aos ladrões porque tendo ela escondido 30 peças de 7$500 e alguns cordões, que apareceram depois, este fosse o motivo porque a mataram, por ela não dizer onde estava o dinheiro. Foi sepultada na igreja de S. Domingos. P. L.

1870 — Domingo. Às 2 horas da tarde, no salão do teatro D. Afonso Henriques foi a inauguração solene da Associação Artística Vimaranense. Numerosos artistas no salão, ao fundo sentados em cadeiras as comissões definitiva e instaladora, recitaram-se alguns discursos ad hoc, sendo todos calorosamente aplaudidos. A fachada do teatro elegantemente adornada; durante a inauguração tocaram à porta alternadamente as duas músicas da cidade, que depois percorreram as ruas, como já haviam feito de madrugada e ao meio-dia. - Neste dia, às 10 horas da noite, um desabrido furacão arrombou janelas e quebrou vidros; no meio do vento, chuva torrencial e trovões.

1878 — Decreto nomeando Governador Civil do Porto o Conde de Margaride.

1881 — Inaugura-se, com um baile de máscaras, de tarde e uma récita dramática, à noite, o Teatro de Recreios Dramáticos, numa casa do Largo do Retiro, de que era empresário Eduardo Branco.

1935 — Às 3 horas da tarde visitaram esta cidade os 2 aviadores, tenente Humberto da Cruz e o sargento mecânico Lobato. Foram recebidos festivamente.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Tesouros sarmentinos: (7) Itinerário da Terra Santa, de Frei pantaleão de Aveiro (1593)

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Itinerario da Terra Sancta e svas particvlaridades/ composto por frey Pantaliam Daveiro .- Em Lisboa: em casa de Simão Lopez, 1593.
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Um casamento singular

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Há precisamente 130 anos, no dia 5 de Fevereiro de 1876, Francisco Martins Sarmento contraiu matrimónio com Maria de Freitas de Aguiar. A cerimónia, que decorreu à porta fechada na Colegiada da Oliveira e à qual não compareceram os noivos, foi bastante sui generis, conforme o revela o relato de uma das testemunhas, João Lopes de Faria:

"Às 8 horas da noite, na igreja Colegiada, contraem o sacramento do matrimónio o Dr. Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento e D. Maria da Madre de Deus Freitas Aguiar, por seus representantes, do noivo, seu primo José Ribeiro Martins da Costa, e da noiva o Dr. Rodrigo de Freitas Araújo Portugal, sendo ministro do acto o cónego-cura José António Rodrigues Cardoso e testemunhas os únicos dois assistentes (por ser à porta fechada) António Lopes de Faria e seu filho João Lopes de Faria, empregados da Colegiada, aos quais os pré-noivos deram boas gratificações."
(in Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria)
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fevereiro 04, 2006

Efemérides: 5 de Fevereiro

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Cofre-relicário da Colegiada da Oliveira (1419). Da colecção do Museu de Alberto Sampaio (foto: MAS).

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1664 — O D. Prior, D. Diogo Lobo da Silveira, na presença do cónego fabricante, António de Sousa de Mesquita, do cónego cura, João de Figueiredo Barbosa, do padre sacristão-mor, Tomé ribeiro e do padre António Pereira, cura da igreja de S. Paio, fez abertura do cofrezinho de prata que tem uma grande inscrição gótica, que ainda se conserva no tesouro ou museu da Colegiada, e examina as relíquias que dentro do mesmo cofre estavam; também faz abertura de outros cofres que com relíquias havia, fazendo exame às mesmas, os quais cofres, à excepção daquele, há muitíssimos anos que não existem.

1799 — O cónego fabriqueiro da Colegiada mandou vender os seguintes objectos: umas contas, 2 laços, 3 corações e uns botões desaparelhados, de ouro, e duas veneras e uns botões desaparelhados, de prata, que eram da imagem de Nª Sª da Oliveira, de prata, que o ourives Francisco Teixeira comprou a peso por 4$290 réis, cuja quantia foi para ajudar a dourar e esmaltar a mesma imagem.

1827 — Entra aqui a guarda dos voluntários do Sr. D. Pedro IV, e as milícias que se haviam retirado par Penafiel por causa da aproximação a esta vila da divisão do Marquês de Chaves; à entrada houve foguetes e repiques. Neste dia fizeram os voluntários alguns distúrbios. P. L.

1850 — João da Silva Ribeiro, da cidade do Porto, envia às Capuchinhas, por intermédio do vimaranense Francisco José Gonçalves de Oliveira, 101$140 réis, 2 arráteis de chá, uma arroba de polvo, uma dita de arroz, idem de farinha de pau, idem de figos, 3 ditas de bacalhau, sendo a 4ª remessa da subscrição que promovia para elas, as quais lhe agradeceram (sem data.)

1908 — Hoje e nos 3 dias seguintes foi desfeito o tanque que estava defronte da capela de Sta. Luzia, abaixo do solo, e foi atulhado e nivelado o sítio em que ele existiu.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Tesouros sarmentinos: (6) Torre das Caldas da Rainha, de Columbano

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Columbano Bordalo Pinheiro, Torre das Caldas da Rainha, óleo sobre madeira, 1886.
Da colecção da Sociedade Martins Sarmento.
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fevereiro 03, 2006

Efemérides: 4 de Fevereiro

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D. João IV. Gravura do século XVII, da colecção da SMS.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1513 — Alvará de D. Manuel I nomeando Mestre da Balança da Casa da Moeda o vimaranense Gil Vicente, ourives; cargo que largou em 1517 passando-o.

1588 — Carta de Pero Guedes, governador do Porto, ao juiz e vereadores, avisando-os da aproximação da armada do corso inglesa, a fim de que esteja prestes a gente para acudir aonde seja preciso.

1602 — Alvará concedendo ao provedor e irmãos da Misericórdia de Guimarães o uso de todas as mercês, privilégios e liberdades da misericórdia de Lisboa, isto naquelas coisas em que se lhe puderem aplicar.

1641 — Carta de El-rei D. João IV agradecendo à Câmara o amor e fidelidade com que os vimaranenses acudiam ao seu real serviço, conforme tinha sido informado por D. Gastão Coutinho, capitão geral desta província.

1661 — Carta régia, dirigida à Câmara, participando a criação do papel selado para acudir às despesas da guerra.

1841 — O deputado F. J. Maia mandou para a mesa da Câmara dos Deputados, na sessão deste dia, uma representação da Câmara de Guimarães, em que pedia o Convento e quintal de S. Domingos para nele se construir o Paço do Concelho e mais oficinas necessárias à municipalidade.

1880 — Foram plantadas as primeiras árvores no terreiro de S. Francisco e apareceram todas cortadas no dia 15 e em 23 do mesmo mês e ano foram plantadas outras árvores à custa dos negociantes do mesmo terreiro, voluntariamente, por se dizer que eles as mandaram cortar.

1888 — A Câmara representa a El-rei pedindo prolongamento da linha-férrea até Chaves.

1912 — Domingo - Principiou o relógio da torre de Nª Sª da Oliveira a dar 24 horas.

1924 — Às 11 horas da noite, junto à capela de Sta. Luzia, assassinaram com 7 facadas António Vieira de Castro Basto Brandão, empregado dos impostos.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Jornal de Guimarães (1876)

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Começou a publicar-se, há exactamente 130 anos, o Jornal de Guimarães, que se apresentava como folha política, comercial e noticiosa. Saiu às segundas e quintas-feiras entre 3 de Fevereiro de 1876 e 11 de Setembro do mesmo ano.
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Tesouros sarmentinos: (5) Estátua de guerreiro

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Estátua representando uma figura de guerreiro calaico-lusitano, em posição hierática, da época proto-histórica. Encontrada perto do monte de Santo Ovídio (Fafe), foi adquirida, em 1878, por Martins Sarmento. Pertence ao Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento.
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fevereiro 02, 2006

Festas de Guimarães: São Brás (3 de Fevereiro)

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São Brás. Gravura iluminada com aguada colorida, de Nicolau José Baptista Cordeiro (séc. XVIII).

Dia 3 de Fevereiro é dia de São Brás, o santo protector da garganta e da voz. No próximo Domingo terá festa em Figueiredo, Pevidém e São Lourenço de Sande.
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Descoberta colecção de folhetos sobre terramotos na Biblioteca da SMS

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Entre os livros da rica biblioteca que Francisco Martins Sarmento legou à Sociedade que tem o seu nome, encontra-se um volume em cuja lombada está gravado o título Obras ao Terremoto. Tem encadernação do século XIX e reúne diversos folhetos curiosos e raros, editados entre 1742 e 1757 (ao todo, o volume inclui 42 folhetos, havendo alguns que estão em duplicado). Quase todos tratam dos mesmos assuntos: descrições de terramotos e das suas consequências e especulações acerca das causas deste género de desastres. A única excepção é o folheto que aparece em último lugar no volume, onde se dá notícia das exéquias que a Inquisição de Goa dedicou ao Cardeal Nuno da Cunha de Ataíde.

Este volume foi, recentemente, objecto de uma exposição promovida pela Casa de Sarmento – Centro de Estudo do Património e pelos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, com o título Voz do Céu, retumbando na Terra com os formidáveis ecos do horroroso terramoto, que se ouviu no 1 de Novembro de 1755. Quando a exposição já estava patente, foi encontrado na Biblioteca da SMS um outro volume com folhas volantes sobre a mesma temática, sob o título Colec. das obras ao terremoto do anno de 1755. Este volume inclui 36 folhetos, dos quais 14 não constam no volume que já era conhecido. Um dos títulos presentes nesta segunda colecção é uma cópia manuscrita de um folheto impresso em 1732.

Está disponível documento em que se apresentam os folhetos sobre o terramoto de 1755 e as suas consequências, bem assim como diversas notícias sobre os terramotos que antecederam a catástrofe de Lisboa. Ao todo, integram estas duas colectâneas 78 folhas volantes, correspondentes a 51 títulos e a aproximadamente 2000 páginas.
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Efemérides: 3 de Fevereiro

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Revolução no Porto, 3 de Janeiro de 1927. Emídio Guerreiro é o militar em primeiro plano, de pé.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1408 — Carta de El-rei D. João I, em Estremoz, restituindo ao concelho de Guimarães as terras e jurisdição delas que ele havia dado a D. frei Álvaro Gonçalves Camelo até que ele obtivesse o priorado do Hospital, terras que tinham sido de Gonçalo Vasques de Melo, a terra das Caldas, préstamo de Restelo e de Sá, terra de Arões, terra de Travassós, terra da Adeganha, terra de Vila Nova de Freitas e de S. Gião, terra de Sobradelo, terra de Quilhas (ou Lulhas), préstamo do Castelo, préstamo dos juízes. E ficaram do termo com antes eram. - Chanc. De D. João I, lº 3º, fl. 83.

1684 — Cai extraordinária quantidade de neve, que atingiu grande altura, levantando-se também furiosa ventania que causou enormes estragos, destruiu e lançou por terra corpulentas árvores.

1715 — O Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles crisma na igreja da Misericórdia.

1832 — Chegou um frade Jerónimo do Convento de Belém, o qual vinha em uma liteira e escoltado por soldados de polícia, vindo também um escrivão e um meirinho; foi neste mesmo dia para o convento da Costa para nele ser encarcerado por tempo de um ano; era preso político. P. L.

1837 — A freguesia de S. Cristóvão de Abação, que após 1834 fora anexada no civil e eclesiástico a Santa Maria dos Gémeos, foi desanexada neste dia por carta de provisão do vigário capitular e nomeado pároco encomendado o padre Francisco Joaquim Alves, requerendo então os moradores à Câmara a desanexação civil e por despacho em vereação de 25 deste mês e ano foi desanexada e mandada proceder à eleição da Junta e comissário de paróquia.

1876 — Publicou-se o nº 1 do "Jornal de Guimarães ", bissemanário à 2ª e 5ª feira, folha política, comercial e noticiosa.

1927 — Revolução no Porto. Pelas 4 horas da tarde, forças do 8, fiéis ao Governo, vieram tomar conta do correio e do quartel de Guimarães, abandonando os revoltosos os seus postos. Em Guimarães, o batalhão nº 2 de metralhadoras, diz o major: "neste batalhão apenas aderiu ao movimento um grupo de oficiais, incluindo o oficial de serviço à unidade, os quais na madrugada deste dia 3 se apoderaram do quartel mantendo-o na sua posse durante algumas horas." A revolução foi promovida por alguns regimentos contra o governo. Este foi o vencedor. Principiou na madrugada deste dia 3 e, na tarde do dia 9, deu-se a rendição de revoltosos.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 12:54 PM | Comentários (0)

Tesouros sarmentinos: (4) Arrecadas da Citânia de Briteiros

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Par de arrecadas em ouro (séculos III a.C. - I a.C). Encontradas na Citânia de Briteiros, em 1937. Pertencem ao Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento.
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fevereiro 01, 2006

Efemérides: 2 de Fevereiro

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Santo António dos Capuchos.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1663 — Foi solenemente lançada a 1ª pedra do Convento dos Capuchos. - Vide "Guimarães e Santo António".

1850 — Nesta noite e na seguinte representou-se no teatro a Moura e o Judeu, sendo muito grande a concorrência; assistiram o Conde de Vila Pouca e o Visconde da Azenha.

1884 — Instalação definitiva da Irmandade de Nossa Senhora da Luz, na capela da sua invocação, em Creixomil.

1888 — Às 7 horas da noite, Manuel José de Oliveira "O Gato", latoeiro, de 15 anos de idade, de maus precedentes, filho da meretriz Maria "Gata", que há tempos desafiava o sapateiro Domingos Ribeiro Marinho, de 17 anos, seguindo-o e insultando-o, indo este no seu caminho ao qual este, na Rua de Trás do Muro, em que ambos trabalhavam, respondeu dando-lhe um leve bofetão; aquele arranja imediatamente uma navalha e segue o seu inimigo dando-lhe um profundo golpe no pescoço que lhe cortou as carótidas deixando-o instantaneamente morto. O assassino foi logo em continente preso. O cadáver exposto na loja do seu mestre Silva Guimarães "O Pimpona", próxima do local do crime, onde foi visitado por muito povo até que a justiça o levantou.

1891 — Faleceu em Donim o abastado capitalista João Antunes Guimarães, fundador do Asilo de Inválidos em Donim.

1900 — Com assistência do Presidente da Câmara e de alguns membros da mesma, foi aberto ao público e começou a funcionar o novo matadouro, aos Pombais, acabando o velho sistema de matar o gado a malho.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Tesouros sarmentinos: (3) Os Argonautas, de Apolónio de Rodes

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Apollonii Rhodii: Argonauticon libri IIII; cvm annotationibvs Henrici Stephani ex quibus quantam in hanc editionem contulerit diligentiam cognosci poteri .- [Paris]: Excudebat Henricus Stephanus, anno 1574.

Os Argonautas são um poema épico em quatro cantos, de Apolónio de Rodes, poeta grego que viveu em Alexandria e em Rodes. A sua poesia é influenciada por Homero. O quarto livro descreve o regresso venturoso dos Argonautas, pelo mar Negro. Esta obra foi traduzida para latim por Varrão (116 - 27 a.C.) e inspirou Virgílio (70 - 19 a.C.) especialmente no IV livro da Eneida. O exemplar da edição de 1574 da Biblioteca da SMS pertenceu a Francisco Martins Sarmento, que em 1887 publicou um estudo em que interpreta a lenda dos Argonautas.
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janeiro 31, 2006

Efemérides: 1 de Fevereiro

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O príncipe Augusto de Leuchtenberg, primeiro marido de D. Maria II. Gravura recortada, colada em papel com um ramo de flores bordado à mão. Da colecção de gravuras da SMS.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1662 — O D. Prior, D. Diogo Lobo da Silveira, aprovou os Estatutos que o Cabido concluíra em 9 de Janeiro de 1662, os quais vigoraram até à reorganização da Colegiada, 1891, no todo, ficando depois a vigorar, só em parte, até à supressão da mesma.

1835 — Chega a notícia oficial de ter chegado a Lisboa o príncipe Augusto marido da rainha Sr.ª D. Maria II; tocaram logo a repiques e deram-se bastantes foguetes do ar. À tarde saiu da Câmara um luzido bando (enquanto andou fora tocaram muitos repiques e deram muitos foguetes do ar) mandando pôr luminárias nestas 3 noites. À noite houve iluminação na igreja e casa da misericórdia e andou pelas ruas uma música a tocar o hino. P. L.

1863 — Domingo da septuagésima. - Houve animada soirée mascarada na Sociedade Recreativa, dançou-se até às 3 da madrugada; distinguiu-se uma mascarada representando as deformidades e imensas variantes da política e dos homens dela.

1873 — Principia a funcionar o Banco de Guimarães.

1886 — Abertura da aula de aritmética, geometria e escrituração industrial da escola industrial Francisco de Holanda, no palacete dos Laranjais. Assistiram o Inspector das Escolas Industriais do Norte, o Secretário do Instituto Industrial do Porto, a direcção da Sociedade Martins Sarmento e muitos cavalheiros; os alunos matriculados foram 29, todos do sexo masculino.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Tesouros sarmentinos: (2) Paisagem (Dórdio Gomes)

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Dórdio Gomes, Paisagem, óleo sobre tela, 1932.
Da colecção da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 30, 2006

Efemérides: 31 de Janeiro

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O Castelo de Guimarães numa gravura do séc. XIX.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1385 — D. João I, por carta dada em Montemor-o-Novo, toma debaixo da sua protecção a sua igreja de Santa Maria de Guimarães, as dignidades, cónegos e beneficiados dela por seus capelães, ordenando que lhe seja, defesas guardados e cumpridos todos os privilégios, honras e graças que eles e à dita igreja eram outorgados.

1807 — Principia por ordem da Câmara, a adoptar-se o sistema de numerar as casas e indicar nas esquinas os nomes das ruas.

1836 — Um dos sócios da Sociedade Patriótica Vimaranense propõe a demolição do Castelo por haver servido de prisão política no tempo de D. Miguel. P. L.

1881 — Na noite deste dia, pelas 8 horas da noite, devido ao peso das chuvas, desabou parte da cerca das freiras de Santa Clara, que confrontava a sul com o quintal do D. Priorado da Colegiada. O muro abatido foi talvez na extensão de 8 metros, e muito ainda o que ficou abalado.

1917 — Na noite de hoje 31 para a manhã de 1, furtaram na igreja de S. Tiago de Lordelo, por meio de chaves falsas, 1 vaso dourado, do sacrário, 1 cálice dourado, uma lâmpada de prata, 3 resplendores de prata, duas varas e um vaso pequeno de metal, deixando ficar o pé. Em 9 de Fevereiro, objectos e gatunos estavam na esquadra policial desta cidade.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Tesouros sarmentinos: (1) A Pedra Formosa

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A Pedra Formosa é o ex-libris da Sociedade Martins Sarmento. É um monumento singular, baptizado pelo povo de Briteiros por causa da beleza da sua ornamentação. Ao longo de muitas décadas, o mistério que a envolvia alimentou aceso debate entre os especialistas acerca da sua natureza e função.

É um monólito de granito lavrado há uns três mil anos, com quase três metros de largura e mais de dois de altura. Apesar das suas dimensões e peso, calculado em mais de cinco toneladas, já foi objecto de várias trasladações. Segundo a tradição, a primeira ocorreu quando foi levada à cabeça, desde o alto da Citânia até ao adro da Igreja de Santo Estêvão de Briteiros, por uma moura fiandeira.

Sabe-se agora que a Pedra Formosa fazia parte da estrutura de um balneário composto por três espaços distintos: átrio com um tanque onde caía a água corrente, destinado a banhos frios, antecâmara de transição e câmara para banhos de vapor, tipo sauna. O vapor era produzido lançando água sobre seixos previamente sobreaquecidos num forno adjacente a esta última câmara. A Pedra Formosa erguia-se entre a antecâmara e o espaço da sauna, permitindo o acesso através da pequena abertura semicircular situada na sua base, concebida de modo a evitar a fuga de calor, mas suficiente para permitir a passagem de uma pessoa.

As “pedras formosas” são, pela sua importância material e simbólica, os achados mais valiosos que os arqueólogos podem encontrar nas ruínas dos velhos castros. Já se conhecem umas quantas. Mas a que hoje se pode ser admirada no Museu da Cultura Castreja, em S. Salvador de Briteiros continua a ser ‘a’ Pedra Formosa: a maior, a mais bela, a que precedeu e deu o nome a todas as outras.
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janeiro 29, 2006

Efemérides: 30 de Janeiro

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João de Meira. Óleo de Abel Cardoso.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:
1458 — O Duque, senhor de Guimarães, o juiz, ouvidor, vereação e a maior parte dos homens bons e povo da vila e arrabaldes dela, não obstante o privilégio que o concelho desta vila tinha " que nenhum fidalgo nem infanção não houvesse casa de morada na dita vila contra vontade dos moradores dela", concedem ao fidalgo da casa do duque, Fernão de Sousa, licença para vir morar nesta vila (por esta causa correra demanda que ora cessava) impondo-lhe diversas condições com penalidades. Perg. nº 60 da C. M.

1591 — É feita transacção entre as freiras de Santa Clara de Guimarães e Francisco Leão, abade de Santa. Cristina de Arões, dando-se por terminado o pleito que se havia levantado sobre a anexação da dita igreja ao referido convento, ficando ela de pagar às religiosas metade dos seus frutos e rendimentos.

1766 — O Cabido, em observância às ordens que tinha recebido do D. Prior, celebra uma festa em acção de graças pelas melhoras do Conde de Oeiras (depois marquês de Pombal), irmão dele D. Prior, em cuja festividade foi orador frei Cristóvão (?), recebendo pelo sermão 19$200 reis; houve fogo, iluminação, etc., sendo toda a despesa 32$240 reis, paga pelas mesas capitular e prelacial.

1826 — Provisão confirmando o estabelecimento da fábrica de curtume de couro de casca e sumagre de José Gomes e filho João Gomes Guimarães, no lugar da Corredoura, freguesia e couto de S. Torquato, concedendo-lhe os respectivos privilégios.

1860 — A Câmara pede ao seu presidente, Visconde de Pindela, que era deputado da nação, para lhe alcançar o convento do Carmo.

1865 — A Câmara dirige duas representações a El-rei, pedindo: - que nos estudos a que se estava procedendo para o caminho-de-ferro do Porto a Braga se considere como ponto obrigado a cidade de Guimarães; - mande estudar e construir a directriz do caminho-de-ferro do Porto ao Peso da Régua pela margem do Sousa.

1882 — Em sessão de direcção da Sociedade Martins Sarmento é apresentada uma proposta do vogal Dr. Avelino da Silva Guimarães, para compra da livraria do jurisconsulto Bento António de Oliveira Cardoso, para a Sociedade estabelecer biblioteca e para representar à Câmara, mostrando-lhe a necessidade e conveniência de a criar. A proposta foi aprovada com um aditamento em sessão da mesma direcção a 1 de Fevereiro seguinte.

1886 — Parte para Lisboa uma numerosa comissão da colónia vimaranense no Porto, presidida pelo Dr. João Vasco Leão, juiz de uma das varas cíveis do Porto, para apresentar na Câmara dos Deputados a representação da mesma colónia, aprovada na reunião que houve ali, pedindo a aprovação do projecto de lei de Franco Castelo Branco para a anexação deste concelho ao distrito do Porto.

1907 — Na escola médico-cirúrgica do Porto defendeu tese, e obteve 20 valores, classificação máxima, o Dr. João Monteiro de Meira, um dos mais talentosos e laureados académicos das modernas (então) gerações escolásticas.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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A neve também cai em Guimarães

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1971. Vista de Guimarães, com a Amorosa em primeiro plano. (fot. de Belmiro P. Oliveira)

Hoje a neve apareceu nos sítios mais insólitos de Portugal. Em Guimarães, está um dia de sol radioso. Mas, de vez em quando, a folheca também cai por cá. Até em Agosto.

No extraordinário diário vimaranense que o paleógrafo João Lopes de Faria nos legou, encontram-se diversas notícias de nevões em terras de Guimarães. Por exemplo:

03 de Fevereiro 1684: Cai extraordinária quantidade de neve, que atingiu grande altura, levantando-se também furiosa ventania que causou enormes estragos, destruiu e lançou por terra corpulentas árvores.

11 de Fevereiro 1695: Na capa de pergaminho de uma nota do tabelião Nicolau de Abreu, pela parte de dentro, está escrito o seguinte: "A 11 de Fevereiro de 1695 foi o ano (deveria dizer o dia?) da maior neve que houve há muitos anos e assim o afirmam homens de muita idade e entanto que desceram muitos lobos cá para baixo e um chegou à Madrôa e viu muita gente e foi pelo campo da Honra às Lameiras do Palhares e aí o viu Francisco Borges Peixoto da quinta de Laços.”

14 de Janeiro 1830: "Apareceu, logo de manhã, tudo coberto de folheca." P. L.

26 de Dezembro 1836 "Ao amanhecer apareceu tudo coberto de neve, de maneira que estavam os telhados das casas, as ruas, terreiros e montes todos brancos. Não havia exemplo de uma camada de neve tão grande desde Janeiro de 1829 em que houve uma igual, e da qual se supôs a quase extinção da ferrugem (bicho) das oliveiras, tendo desde então dado as oliveiras bastante azeite, o que há muitos anos não tinha acontecido, muito principalmente nesta província do Minho, onde muitos lavradores tinham cortado os seus olivais por lhe não darem azeite". P. L.

11 de Abril 1837: Caiu por espaço de algumas horas uma tão grande quantidade de neve, a que chamam folheca, que cobriu todos os montes e se não fosse a chuva que se lhe seguiu custaria muito a derreter, fazendo um frio intensíssimo. As pessoas que tinham sido atacadas de gripe continuavam a passar incomodadas por causa do frio, o qual tinha sido tão continuado, que só apenas no fim de Março é que tinham havido alguns dias em que o tempo esteve mais macio. Por este tempo ainda estavam, uma parte das vides por arrebentar e as que tinham arrebentado ou eram de casta ou eram das que estavam abrigadas. Os poucos gomos de vide que haviam estavam amarelos. Os poucos centeios que tinham espigado, tinham sido queimados pela neve e, em geral, havia poucas ervas porque o Inverno tinha sido muito seco e tinha havido muitas neves. PL

3 de Abril 1847: De manhã apareceu tudo coberto de neve, levando bastante tempo a derreter e havendo um intensíssimo frio. Toda a gente se admirou de haver tanta neve e tão tarde. Em algumas partes a neve subiu acima de 2 palmos de altura.

24 de Agosto 1850: Neste dia caiu neve em Guimarães e nos dias seguintes houve calor.

13 de Fevereiro 1853: Neste dia e nos dois seguintes caiu no concelho grande quantidade de neve, que atingiu altura de 2 palmos.

17 de Fevereiro 1853: Lê-se no Braz Tisana - Guimarães, 17 de Fevereiro. Hoje está um dia muito lindo; mas a neve por enquanto vai resistindo ao sol. Os males que a neve tem causado são muito graves. Em Basto está o povo fechado nas casas, pois consta que a neve ali tem a altura de homem: é certo que nem o correio tem vindo. Para os sítios de Barroso parece que morreram três almocreves, bem como as cavalgaduras, todos gelados. Para os lados de Fafe foi a neve tanta que três dias se não pôde sair para fora das casas, muitas das quais se alagaram e caíram, bem como oliveiras, laranjeiras e outras árvores que não puderam com o peso da neve. Em Pentieiros (Guimarães) consta que morreu um almocreve com as cavalgaduras enterradas na neve. Para os sítios da Serra de Santa Catarina os vizinhos tiveram de fazer buracos nas casas para puderem passar o comer uns dos outros e o mesmo aconteceu para os lados de Abação. Do Marão ainda nada se sabe, só sim dos lobos virem de lá fugindo. Enfim, não obstante o dia lindo de hoje, os montes, os campos e os telhados estão cobertos de neve. Teme-se muito que morra o gado com fome por não poder pastar. - Há já bastantes acções de 1.000$000 réis cada uma para a construção do novo teatro.

25 de Janeiro 1880: Desde o meio-dia à meia hora da tarde caiu folheca abundantemente. A Penha ficou toda branca de neve, o termómetro marcava dentro, em casa, 10 graus centígrados.

8 de Janeiro 1889: Das 3 às 4 e meia da tarde caiu tanta folheca que chegou nas ruas a ter 4 dedos de altura, e depois choveu muito que a derreteu toda.

7 de Janeiro 1895: Caiu muita folheca: a Penha ficou toda branca.

8 de Fevereiro 1898: Às 8 horas da manhã caiu tanta folheca que cobriu o monte da Penha até S. Roque.

2 de Fevereiro 1902: Domingo. - De manhã houve grande nevada que caindo em pequenos flocos e com a atmosfera seca, deu causa a um fenómeno deslumbrante. Às 11 horas da manhã o regimento nº 20 de infantaria, com mais de 200 homens, saía da missa na igreja de S. Francisco e seguia para o quartel pelo Toural, produziu-se um destes quadros que poucas e raras vezes se presenciam, marchando o regimento sobre uma chuva de flores brancas que em grande quantidade atapetava o chão e se penduravam dos bonés, ombros e fardas dos militares produzindo um efeito fantástico. Na 2ª feira de manhã e durante a noite novas quedas de neve se produziram em tamanha abundância que os telhados pareciam todos enormes, cobrindo por completo as casas; a Penha esteve encantadora. Alguns carros das carreiras de Braga e Basto não saíram e os que de lá vieram chegaram muito mais tarde e os cavalos cansadíssimos. Tiraram-se algumas vistas fotográficas da cidade. Dizia-se que desde 1854 não houvera igual. Em algumas ruas atingiu 5 centímetros.

11 de Fevereiro 1906: A Penha esteve coberta de neve.

1 de Março 1908: Neste dia, de manhã, e também no dia seguinte de manhã, apareceu a Penha coberta de neve, desde o Senhor dos Serôdios até à Fonte Santa.

27 de Janeiro 1915: Desde as 6 até às 7 da manhã caiu neve em abundância que atingiu 5 centímetros de altura; era uma delícia ver os montes, nos quais se conservou 8 dias, árvores e telhados tudo coberto de neve. As serras do Gerês, Marão, Lameira cobertas com grande altura.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 28, 2006

Efemérides: 29 de Janeiro

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Avelino da Silva Guimarães (óleo de Abel Cardoso)

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1781 — A Câmara mandou lançar Bando pelas ruas, para que todas as pessoas se vestissem de luto em demonstração de sentimento pela morte da rainha mãe, D. Mariana Vitória, 3 meses rigoroso e outros 3 aliviado, e os pobres que não pudessem comprar luto trariam os sinais dele, que estavam estabelecidos por estilo, sob pena de castigo, conforme parecesse justo ao Senado e de ser dada conta a S. Majestade de tal desobediência. O Bando foi votado pelo pregoeiro da Câmara, vestido de capa e volta e um fumo grande no chapéu pelas costas abaixo, e duas caixas de guerra destemperadas e cobertas de baeta preta, tocando por todas as ruas.

1842 — Ao meio-dia foi aclamada nesta vila a Carta Constitucional de 1826 e a rainha pela Câmara e autoridades, tomando pouca parte nesta aclamação os habitantes da vila. Logo depois da aclamação saiu um bando da Câmara a convidar os habitantes da vila a porem luminárias tanto na noite deste dia, como na noite dos dias seguintes. Por este acontecimento não houve outro sinal de regozijo público senão alguns foguetes do ar e repiques de sino. A aclamação foi feita por ordem do administrador geral de Braga. P. L.

1882 — No palacete do Toural, é eleita em assembleia-geral, presidida pelo bacharel Rodrigo Teixeira de Meneses, uma direcção provisória para tratar dos primeiros elementos da organização definitiva, até 9 de Março, da Sociedade Martins Sarmento e foi proclamado sócio honorário o Dr. Francisco Sarmento.

1883 — A Sociedade Martins Sarmento realizou à noite na sua sala a 1.ª conferência. Foi conferente o Dr. Avelino da Silva Guimarães, sobre o estado das indústrias neste concelho e meio de as melhorar.

1888 — Mr. Felix Barreau fez a sua 3.ª ascensão nesta cidade no balão "La Sirenne" subindo a altura de cerca de 600 metros e correndo na direcção, impelindo pelo vento com bastante velocidade, caiu em um pinhal na freguesia de S. Tiago de Candoso.

1919 — Às 8 e meia da noite, manifestação acompanhada por duas bandas de música saiu do Largo de D. Afonso Henriques tocando o hino da Carta, foi ao quartel militar, Câmara, Administração e comando militar, de regozijo; houve entusiásticos discursos e aclamações à monarquia, rei, Paiva Couceiro e outros, promovida por um grupo de jovens monárquicos.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.

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Humor vimaranense: do Azemel à blogosfera

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O Padre Faria, numa caricatura de José de Meira (1905)

Nos tempos que correm, assiste-se ao aparecimento de novas formas de escrita de humor em Guimarães, que se difundem através da blogosfera. Escritos em Guimarães, têm-se destacado dois projectos, de naturezas completamente diferentes: o 4800Guimarães, dedicado à condição vimaranense, e o Sou Burro, escatológico e imprevisível. Ambos retomam uma velha (e rica) tradição local.

A imprensa periódica vimaranense tem uma longa história. Todavia, há uma vertente que se foi perdendo, em especial a partir dos tempos de chumbo iniciados em 1926 (como alguém disse, o cinzento acinzenta) e nunca mais foi retomada com a força que tinha antes: a tradição satírica, burlesca, humorística e crítica, iniciada logo em 1822 com o Azemel Vimaranense, em cujo cabeçalho se lia:

Aqui vão troando
Os ecos das bombas,
Que estouram nas trombas
dos Rinocerontes

No inventário da colecção da imprensa vimaranense existente na Sociedade Martins Sarmento, encontram-se os seguintes títulos com carácter humorístico: O Formigueiro (1879-1881), O Zirro (1887-1888), O Grulha (1898), O Malho (1914), O Melro (1914), Aurora Académica (1915), O Espião (1915), O Bando (1915), O Melro (1915), O Pardal (1916), A Sentinela (1916-1917), Gil Vicente (1918-1924), O Taralhão (1924), A Ortiga (1925-26) e O Zezista (1930). Dentro de algum tempo, estes jornais estarão disponíveis na Internet através do sítio da Casa de Sarmento.

Um dos mais geniais escritores vimaranenses foi João de Meira, a quem a morte prematura impediu que nos tivesse legado a obra que prometeu. Tinha um refinado sentido de humor, que se espelha nos seus dons de falsário (que usava por puro divertimento, imitando os estilos de diferentes autores de renome). Com o seu irmão José de Meira, compôs um curioso Álbum de Glórias, com uma inscrição em alemão gravada na capa: Was murret ihr? (O que estais a resmungar?), que a Sociedade Martins Sarmento guarda no seu arquivo. Integra duas séries de caricaturas traçadas pela pena do irmão José, entre 1905 e 1907, onde se retrata mais de meia centena de figuras da sociedade vimaranense daquele tempo. João de Meira legendou as caricaturas, descrevendo em versos satíricos as figuras retratadas. A figura que aparece ao cimo desta nota representa o Padre Faria, a quem João de Meira se refere como a seguir se lê:

Ao depois que morreu o Mastodonte
O Mamute e outros bichos colossais,
Deus pondo a imensa mão na imensa fronte
Disse: — É preciso fazer outros que tais!

E tomando da argila, enfastiado,
Com imenso trabalho e agonia,
Talhou um Mastodonte tonsurado,
Fez o novo Mamute, padre Faria!

Aí o vedes, tal qual ele é;
Negra a batina e negra a alma dura...
A meia rota a deixar ver o pé
Que ainda sonha com a ferradura!...

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"Voz do Céu retumbando na Terra", exposição até 31 de Janeiro

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A exposição Voz do Céu, retumbando na Terra com os formidáveis ecos do horroroso terramoto, que se ouviu no 1 de Novembro de 1755, onde se mostra a notável colecção de folhas volantes sobre terramotos que Francisco Martins Sarmento doou à Biblioteca da SMS poderá ser visitada até ao próximo dia 31 (terça-feira).

Para assinalar esta exposição, a SMS editou o folheto de onde foi retirado o título da exposição, no qual José de Almeida Castelo-Branco Bezerra glosa o seguinte soneto, atribuído a um anónimo:

Treme a terra insensível elemento,
Dorme a terra no homem animada,
Uma terra com culpa sossegada,
Outra terra sem culpa, e em tormento.

A que nunca pecou por pensamento,
Dos castigos do Céu tão assustada,
A que deve temer ser castigada,
Sem temor, no pecado está de assento.

Tempo é, terra vital, de recordar,
Se não queres, ó homem, perecer,
Trata, ó terra vital, de ressurgir;

Pois a terra te vem a despertar,
Que te faça temor, o seu tremer,
Já que a fez tremer tanto o teu dormir.

A edição, de 200 exemplares numerados e marcados com o selo branco da SMS, pode ser adquirida na SMS pelo valor de 2 euros cada exemplar (mais 50 cêntimos para despesas de envio, no caso de pedidos de entrega através do correio).
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janeiro 27, 2006

Efemérides: 28 de Janeiro

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Mosteiro de S. Torcato

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1688 — Alvará por resolução de 3 de Abril de 1687, concedendo, a requerimento da Câmara, que houvesse feira ou mercado na vila de 15 em 15 dias, que noutro tempo fora concedida de mês em mês quando a população era menor. Actualmente fazia-se mercado todas as semanas mas só se pediu como fica dito.

1727 — Provisão de El-rei D. João V pela qual, a pedido do Cabido de Guimarães, manda copiar da Torre do Tombo uma provisão de El-rei D. Afonso V que confirma os privilégios e mercês do mosteiro de S. Torcato, anexo à Colegiada.

1811 — Aviso régio louvando o D. Prior pelo zelo e prontidão com que satisfez à comissão que lhe foi encarregada da cobrança das duas contribuições extraordinárias de defesa, relativas à Colegiada, dando neste objecto mais uma evidente prova de quanto se interessava e contribuía para a causa pública.

1836 — "Na noite deste dia foram espancados nesta vila alguns Realistas, ficando alguns bem mal tratados, pelos Constitucionais, por aqueles terem encontrada alguma exaltação, e por terem escrito uma carta ao redactor do Artilheiro, escrivão Bandeira, atacando-o a ele, à rainha, ao seu defunto pai, etc., e tendo posto pasquins" P. L.

1842 — Marcha para o Porto o batalhão de infantaria nº 14, para se reunir à guarnição daquela cidade em defesa da rainha e da Carta Constitucional. P. L.

1870 — Saiu o 1º número do jornal "Fraternidade", político e noticioso. Administrador António Vieira Correia da Cunha.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 26, 2006

Efemérides: 27 de Janeiro

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Guimarães em dia de nevão

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1280 — Falece no convento de S. Domingos de Guimarães o Beato Frei Lourenço Mendes, notável em todas as virtudes cristãs. As suas relíquias estão actualmente sob guarda da Ordem Terceira. - Vid. Diccion. "Portugal" 4, 1012.

1657 — A Câmara determina que a ponte de Sta. Luzia que andava a fazer-se de 16 palmos de largo, se lhe acrescentasse mais um palmo.

1840 — Às Trindades, deram duas facadas em um procurador de demandas, chamado Manuel Basto, ao pé da sua casa, morava na rua de Val-de-Donas. Passados 2 dias foi preso um sapateiro, filho de um Vieira da rua de Couros, por o ofendido se queixar de ser ele que lhas tinha dado. As facadas foram dadas, segundo se dizia, por ele Basto ser procurador de uma demanda contra o sapateiro. P. L.

1858 — A Câmara faz a 1ª tabela com o número de badaladas para os sinais de incêndio, dividindo para isto a cidade em 7 estações, sendo 10 o número de badaladas para a 1º estação e 22 da última, as quais eram dadas depois de dar o toque a rebate.

1858 — A Câmara representa a El-rei pedindo-lhe que a Câmara de Braga lhe entregue um exemplar de cada obra que na biblioteca dessa cidade existisse em duplicado, para nesta estabelecer bilblioteca.

1884 — Sobe pela primeira vez à cena, no teatro de D. Afonso Henriques, o drama inédito de costumes popular "A Cruz do Outeiro" devido à pena do nosso cónego doutor António Joaquim de Oliveira Cardoso.

1886 — A Sociedade Martins Sarmento reúne-se em assembleia geral, com forma de comício, no teatro de D. Afonso Henriques, para novamente representar ao parlamento a favor do projecto da desanexação deste concelho do distrito de Braga apresentado pelo nosso deputado João Franco Ferreira Pinto Castelo Branco.

1886 — O povo de Braga recebe com entusiasmo a comissão que no dia 20 partiu para a capital para tratar sobre o conflito bracaro-vimaranense. Houve discursos, não faltando os do visconde de Pindela!!! Malandro, falso filho de Guimarães!!!

1901 — Fez estreia a companhia equestre, ginástica e mímica, composta de 15 pessoas de ambos os sexos e 11 cavalos de várias raças amestrados em liberdade e saltadores, dirigida pelo professor de equitação M. Luigi Cardinali, condecorado na cidade do Porto com a medalha de ouro e o diploma de honra.

1915 — Desde as 6 até às 7 da manhã caiu neve em abundância que atingiu 5 centímetros de altura; era uma delícia ver os montes, nos quais se conservou 8 dias, árvores e telhados tudo coberto de neve. As serras do Gerês, Marão, Lameira cobertas com grande altura.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 25, 2006

Efemérides: 26 de Janeiro

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O Testamento de Mumadona

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

959 — É desta data o solene testamento ou doação que fez "Mumadona" ou "Dona Muma" dotando com grandes bens e móveis o seu mosteiro duplex que havia fundado em Guimarães à honra do Salvador do mundo e de Sta. Maria, sendo já o 4º abade Ordónio. Ela era tia e colaça de D. Ramiro II rei de Leão e viúva de Hermenegildo Gonçalves.

1488 — O cónego Gonçalo Martins, como procurador do Cabido, na forma ou em virtude de uma sentença eclesiástica de Braga, toma posse da capela de Santa Luzia que era de uma gafaria administrada pela Câmara, ficando desde então o seu rendimento anexo à mesa capitular, até à supressão da Real Colegiada.

1818 — Nasce em Vizela o bacharel em matemática, filosofia e medicina José Joaquim da Silva Pereira Caldas, cuja bibliografia se encontra no dicionário Bibliográfico Português.

1840 — Veio em procissão para a capela dos Terceiros Franciscanos a imagem do Senhor da Pedra, a de S. Roque, para que Deus permitisse que não continuassem as chuvas, que havia mais de 4 meses não cessavam de cair, sendo causa de que a maior parte das colheitas estavam por fazer. Acompanhavam-na a Ordem Terceira de S. Francisco, algumas irmandades e muitíssimo povo. P. L.

1852 — O "Periódico dos Pobres no Porto" deste dia, noticiando o enterro do pintor Roquemont, que viveu alguns anos em Guimarães, no Porto, diz, deixou ao seu amigo Nicolau Arrochela, a quem nomeou 2º testamenteiro, o seu retrato, uma luneta que fora do mano do mesmo Arrochela e 4 volumes da História dos Monumentos antigos e modernos; ao filho do Arrochela 15$000 réis para comprar um cavalo para se divertir; e ao filho do visconde Azenha 250$000 réis para comprar um cavalo para passear.

1868 — No teatro D. Afonso Henriques, o vimaranense Sebastião Augusto de Magalhães Brandão dá um espectáculo de jogos de física recreativa, em benefício da construção da torre, lado sul, da igreja de Nª Sª da Consolação e Santos Passos, sendo a 3ª parte do espectáculo a decapitação do muito conhecido Lourenço Aveiro.

1879 — Os ourives desta cidade e alguns da freguesia de s. Martinho de Travassos reúnem na casa da Associação comercial e resolvem representar para que no caso de ser reformado o serviço de contrastaria, não se centralize todo na cidade do Porto, como dali pretendiam, mas se crie também um contraste nesta cidade de Guimarães

1913 — Realizou-se no Internato Municipal anexo ao Liceu o acto solene da inauguração da Caixa Filantrópica de Socorros a Estudantes Pobres.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 24, 2006

Nos 200 anos do nascimento de Bento Cardoso

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No dia 25 de Janeiro de 2006 completam-se 200 anos sobre o nascimento de Bento António de Oliveira Cardoso. Filho de Francisco José Gonçalves de Oliveira e de Maria Teresa da Encarnação, foi um advogado de grande fama, a quem Camilo Castelo Branco se referiu no capítulo IV de A Brasileira de Prazins (“O Dr. Adolfo absteve-se de entusiasmos, e pôs-se a estudar a questão, em conferências com o Bento Cardoso, de Guimarães, e o Torres e Almeida, o Rasqueja de Braga, dois chavões”). Escreveu sobre assuntos de jurisprudência.

Cidadão activo e participante, esteve envolvido, na década de em 1830, na Sociedade Patriótica Vimaranense. Fez parte da comissão da subscrição para socorro dos pobres de Lisboa vítimas da epidemia da cólera morbus, que recebeu, em Fevereiro de 1858, um agradecimento publicado em Portaria do Ministério do Reino. Em 1869, integrou, com, entre outros, Martins Sarmento, José Sampaio e Alberto Sampaio, a comissão da filial em Guimarães da Associação Arqueológica de Lisboa, de que acabaria por pedir escusa, alegando achaques e a sua vida laboriosa.

Uma das suas facetas mais destacadas foi a de bibliófilo. A sua biblioteca era famosa pelas preciosidades que guardava, despertando grande interesse entre os coleccionadores. Numa das primeiras reuniões após a criação da Sociedade Martins Sarmento, em Janeiro de 1882, o Dr. Avelino da Silva Guimarães propôs a compra da livraria de Bento Cardoso, para com ela dar início à instalação de uma biblioteca da Sociedade, sugerindo que se mostrasse à Câmara de Guimarães a necessidade e a conveniência da sua criação. Apesar de ter sido aprovada, a compra dos livros não se concretizaria então. Apenas teria lugar após a morte de Bento Cardoso, em 12 de Abril de 1886. Nessa altura, a direcção da SMS fez um esforço financeiro considerável para se antecipar à hasta pública que já estava anunciada. Em boa hora o fez.

Em grande parte composta por obras de Legislação e Direito, a biblioteca de Bento Cardoso guardava diversas preciosidades, entre as quais se destacam umas Ordenações de 1565, os Estatutos da Universidade de Coimbra, de 1591, e um exemplar da edição princeps de Os Lusíadas, de 1572, cujo fac-símile foi recentemente editado pela Universidade do Minho.
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Efemérides: 25 de Janeiro

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Balança e pesos de pedra para pesagem de linho (da colecção da SMS)

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1613 — Em vereação foi taxado com os da governança que o linho de Coimbra fosse a 500 réis a pedra, e a linhaça a 200 réis a rasa; e ninguém levasse linho ou linhaça para fora do termo sob pena de 30 cruzados e 30 dias de cadeia.

1742 — Provisão mandando demarcar no monte da Falperra, limites de Guimarães e Braga, com assistências dos procuradores das duas Comarcas, terreno para casas de capelão, ermitão, guarda de paramentos, horta, e entregar à irmandade de Sta. Maria Madalena, que há pouco tinha edificado o templo, para ela tapar e fazer as edificações.

1806 — Nasce Bento António de Oliveira Cardoso, cavaleiro de S. Tiago da Espada, bacharel em Cânones e jurisconsulto muito notável e considerado.

1822 — Luminárias por ser o 1º aniversário da instalação das cortes em Lisboa. Nesta noite deu o Vago-Mestre, botequineiro (era João Manuel da Costa) um copo de água aos seus fregueses, aonde se cantou o hino constitucional. P. L.

1835 — Nesta noite vai a polícia desta vila a Ronfe e Brito para fazer prender vários realistas. Só traz preso o "Vila Verde". P. L. NB: Este Vila Verde era Francisco Joaquim de Abreu Vale, desta vila, residente em S. Vicente de Oleiros, tinha 50 anos, casado, ex-escrivão dos almotacés; foi para a Relação em 12 de Março deste ano.

1870 — A Câmara oficia ao Cabido consultando-o se está de acordo em que seja removido o polígono que se achava derrubado, e a oliveira que estavam fronteiros ao Padrão, para o vazio entre o Passo do Postigo da Guia e a parede do claustro (encostada à Capela de S. Brás) ou se para tal fim preferia outro local.

1880 — Desde o meio-dia à meia hora da tarde caiu folheca abundantemente. A Penha ficou toda branca de neve, o termómetro marcava dentro, em casa, 10 graus centígrados.

1884 — Colocou-se a última pedra que remata o frontão da basílica de S. Pedro, no Toural.

1885 — Da igreja de S. Domingos sai em procissão de penitência, a imagem de Nª Sª dos Terramotos em andor, acompanhada por mais de 6000 pessoas, por causa dos terramotos ocorridos em Andaluzia, Espanha. Nos dias anteriores houve preces e sermão, e também o houve antes de sair a procissão, sendo de todos orador o prior de freguesia do Salvador de Souto, Luís Dias da Silva.

1891 — É inaugurada no edifício da Sociedade Martins Sarmento a escola de ginástica e instrução militar com 22 alunos, criada pela mesma Sociedade.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento
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janeiro 23, 2006

Uma bernarda... minhota

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A propósito das notícias acerca do conflito entre Guimarães e Braga, ocorrido há 120 anos, que por estes dias têm sido referidas nas nossas “Efemérides”, o jornal humorístico Maria Rita publicou por aquela altura, sob o título Uma bernarda... minhota, a gravura que se reproduz acima, com a seguinte legenda:

"Braga, a Fiel, na pessoa dos snr. Valada, agrediu Guimarães, o glorioso Berço da Monarquia, na pessoa do snr. de Margaride. A batalha travou-se renhida e violenta, e as duas cidades batem-se furiosas. Braga armada dos pés à cabeça, ergue os seus tamancos; Guimarães armada até aos dentes... dos seus garfos, resiste corajosa ao ataque, esperando que o snr. Valada volte costas! E o Porto, de braços cruzados, jura aos seus deuses que não entra na questão, porque lá diz o ditado: "Entre pais e irmãos, não metas as mãos". Quer dizer, o Porto tem os olhos na Travessa... da Espera."
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Efemérides: 24 de Janeiro

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Vista do Campo da Feira. Ao fundo, a igreja do Senhor dos Passos.

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1561 — Doação da capela de Jesus na igreja Colegiada ao lado direito da capela-mor, feita por D. Duarte, duque de Guimarães e padroeiro da dita igreja, a Francisco de Mesquita, ascendente dos da casa de Vila Pouca, para seu jazigo e de seus descendentes, na qual com o consentimento do d. Prior já estavam sepultados seus pais, por terem feito benfeitorias nela, com obrigação de a fabricarem com tudo o necessário e que lhes fosse mandado pelos prelados em visitação.

1805 — Francisco Joaquim Moreira de Sá obtém alvará régio para a fábrica do papel de vegetais, como invenção sua.

1833 — Pelas duas horas da tarde principia a ouvir-se nesta vila muitíssimo fogo de artilharia para as partes do Porto, o qual durou até às 9 horas da noite, causando bastante admiração aos habitantes da mesma, pois que não havia parte alguma onde se não ouvisse. Este fogo foi em consequência de alguns navios que estavam fora da barra para entrar, trazendo gente e víveres, vindo para proteger o desembarque à esquadra do Sr. D. Pedro, que tinha estado em Vigo, sendo a maior parte do fogo que s e ouviu da supradita esquadra. Também as tropas do Sr. D. Pedro (combateram) as do Sr. D. Miguel para as partes de Matosinhos, morrendo muita gente de parte a parte. Entrou tudo o que vinha nos navios. P. L.

1851 — Portaria régia concedendo à Ordem 3ª de S. Domingos a igreja e sacristia do extinto convento de S. Domingos.

1856 — 5ª-feira. Na noite deste dia para o seguinte o povo da rua de Couros esteve em número crescido com paus e outras armas em volta da igreja do Senhor dos Passos para impedir que o órgão dali fosse para o teatro, para a representação do Frei Luís de Sousa. Levaram depois o da capela de S. Domingos. - Notícia no "Domingo" de Lisboa.

1864 — Visitaram esta cidade e retiraram para o Porto a 26 deste, à noite, o conde de Terena a seu genro Marquês de Monfalim.

1881 — Na noite de 24 para 25 choveu aqui um vendaval desfeito, quebrando nos campos algumas árvores e abatendo uma casa nas Oliveiras do Campo da Feira, moinho e telhado sobre a cama onde dormia uma mulher, que foi necessário tirar dos entulhos.

1886 — Grande comício, promovido pela comissão de vigilância, no salão da Associação Artística Vimaranense em que foram apresentadas mensagens de diversas corporações aderindo às resoluções tomadas pela comissão de vigilância sobre "A União ao Porto".

1898 — Deu entrada nesta cidade, puxada a 23 juntas de bois, uma enorme caldeira destinada à fábrica de tecidos de linho e algodão que se andava construindo na Avenida da Indústria, da qual eram proprietários o Visconde de Sendelo, Pedro Pereira da silva Guimarães & Companhia.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 22, 2006

Efemérides: 23 de Janeiro

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O Toural em 1932

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1400 — Foi sagrada a capela-mor (anterior à actual) da igreja da Colegiada, mandada edificar por El-rei D. João I. Foi sagrante o bispo de Coimbra, D. João de Azambuja com licença do arcebispo de Braga, D. Martinho de Miranda, que teve por assistentes o arcebispo de S. Tiago da Galiza, D. João Manrique, e o bispo de Cidade Rodrigo, D. Rodrigo. Estiveram presentes El-rei D. João I e sua esposa D. Filipa, e o filho bastardo de El-rei, D. Afonso, conde de Barcelos e mais tarde duque de Bragança.

1401 — Carta de El-rei D. João I, dada em Guimarães, mandando aos juízes da cidade do Porto e guardar os privilégios concedidos à Colegiada, para que os caseiros dela não paguem as peitas, fintas nem talhas e outras; também isenta os mesmos de trabalhar na adua (muralha), obra que se estava fazendo na cidade do Porto, e a que as justiças os queriam obrigar. Foi dirigida aos juízes da cidade do Porto.

1531 — Em vereação "acordaram que por o impedimento de Galiza da peste, de que Deus nos guarde, nenhum almocreve não vá à Galiza buscar peixe nem sardinha sob pena de dois mil réis de cada vez, além da pena do mandado de El-rei nosso senhor e os que lá forem não entrem sob a dita pena sem licença dos guarda-mores, e isto por haverem por informação que morrem agora em muitos lugares de Galiza, e foi apregoado" NB: Este termo está depois daquele de 23 e de um de 27.

1641 — Em vereação foi acordado que não mais se pagasse o real de água da carne e vinho imposto pelo rei de Castela.

1825 — É conduzida processionalmente com acompanhamento do Cabido, comunidades religiosas e todo as irmandades de Guimarães a imagem do Senhor crucificado, da capela de Vila Pouca da igreja da Colegiada para a nova capela do Campo Santo. P. L.

1832 — Vindos das prisões de Viana e Valença, chegam setenta e tantos presos por opiniões políticas, entre os quais o Domingos Ferraz de Sta. Luzia desta vila, vinham sem algemas. Partem no dia seguinte para Alijó, sendo presos por cordas, por assim o exigir o governador militar desta vila que era Fortunato Cardoso, ainda que nisso tivesse bastante repugnância o comandante que os trazia e a quem eles tinham sido entregues. P. L.

1876 — A assembleia geral da irmandade de N.ª Sr.ª da Consolação e Santos Passos aprova a criação de um asilo de mendicidade que havia sido deliberado em sessão de mesa de 17 de Dezembro de 1875, e aceita o donativo de 50$000 réis do padre António José Rodrigues Cândido, abade de S. Tomé de Abação, 1º benfeitor do mesmo asilo.

1880 — Hoje arborizou-se o largo de S. Francisco, plantando-se ali 30 oliveiras da Austrália - Acácia Melanoxilon. Os habitantes do largo requereram logo à Câmara contra tal plantação, alegando que aquelas árvores os assombravam no Inverno, e pedindo antes a preferência de outras de folhas caducas. Dias antes cortaram-se as antigas e grandes carvalhas de S. Francisco, fronteiras ao lado norte da igreja, e que tinham dado o nome ao sítio; ficou apenas uma, e havia tenção de arborizar o mesmo local com árvores mais próprias, que ainda até hoje 29 de Janeiro de 1932 se não realizou.

1883 — Na noite deste dia para o seguinte, os ladrões arrombaram a porta lateral-norte da capela de Sta. Luzia e, entrando, roubaram da imagem da Santa um cordão de ouro, coroa de prata, anel e uns olhinhos de ouro, tirando a cabeleira e quebrando um braço à imagem mais pequena. Também levaram dali uma caixa de esmolas, que arrombaram e deixaram ficar na ponte de Sta. Luzia.

1884 — A Associação Artística Vimaranense representa ao Governo, secundando a da Sociedade Martins Sarmento, pedindo a criação nesta cidade duma escola industrial.

1886 — O nosso deputado João Franco Castelo Branco discursa na Câmara dos Deputados sobre o conflito brácaro-vimaranense.

1928 — Principiou a fazer-se de mosaico o pavimento, ruas, do jardim do Toural.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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janeiro 21, 2006

Efemérides: 22 de Janeiro

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A antiga igreja de S. Paio, vista a partir do Toural

Algumas das efemérides vimaranenses deste dia, coligidas por João Lopes de Faria:

1588 — Sentença do ouvidor de Braga, Sebastião Gil, sede vacante, concedendo que o cano da água vá pelo adro da igreja de S. Paio, o que já autorizara o Cabido da Colegiada padroeiro. A Câmara alcançara provisão régia para trazer água para a vila, e já ali estava, e agora para passar pelo adro para o novo chafariz do Toural pretendia licença.

1644 — O cónego arcipreste de Guimarães, Baltazar de Meira, perfilhou, na nota do tabelião Francisco Veloso, a Francisco Meira, que o houve de Bárbara de São Francisco.

1744 — A Câmara, nobreza e povo, informam a S. M. que era justo dar-se de esmola 400$000 réis das sobras dos bens de raiz aos frades de S. Francisco para reedificação da capela-mor, onde haveriam de colocar o corpo da venerável senhora D. Constança de Noronha, e da tribuna.

1787 — O Cabido, em sessão plenária, delibera demolir a torre de N.ª Sr.ª da Guia que estava a alagar-se, para o que desde 18 de Fevereiro de 1778 tinha provisão régia que lhe concedia a pedra da dita torre para a construção da sua nova casa capitular, e que, pela demora havida em a demolir, a Câmara pedira a S. M. lha concedesse para as ruas da vila.

1838 — O Barão de Almargem, general da província, estabelece aqui seu quartel general, que desde muitos anos era em Braga. P. L.

1875 — Esteve aberta nesta cidade, em Braga e no Porto, a subscrição para o novo Banco Comercial de Guimarães, a qual excedeu muito a quantia pedida, que era de 500 contos em 1000 acções de 50$000 réis, havendo por isso rateio talvez superior a 80 por cento.

1879 — Principiou-se a fazer a parede para fechar o terreno de N.ª Sr.ª da Penha. A 29 e 30 deste mês fizeram-se ali as primeiras plantações de árvores. A cerca ficou completamente fechada no mês de Fevereiro, fazendo-se a segunda plantação a 9 de Março deste ano. - Vide este dia 9.

1893 — Falece em S. Clemente de Sande, onde era vigário colado, o padre Torquato José Rodrigues. Lia exorcismos, tinha boa fortuna; deixou um papagaio às freiras Capuchas, mas não lhes deixou com que o manter e para o trabalho que lhes veio dar.

Fonte: Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, manuscrito da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento.
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Exposição: "Estação Arqueológica", de Isabel Carvalho

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Prosseguindo o ciclo de arte contemporânea em curso na Galeria de Arte da Sociedade Martins Sarmento, está patente, até ao próximo dia 20 de Fevereiro de 2006, a exposição Estação Arqueológica, de Isabel Carvalho.

Isabel Carvalho, nasceu no Porto em 1977. Tem desenvolvido actividades como Artista Plástica, autora de BD. É professora extensão de Guimarães da ESAP. Licenciada em pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, fez mestrado no Camberwell College of Arts (London Institute). Integra o colectivo “Alíngua”, que edita a revista Satélite Internacional, ao grupo artístico Ateliers Mentol, ao ZOINA, grupo feminista de intervenção artística. Participou , entre outras, nas exposições “Arte-Público”, 2002, Museu de Serralves, Porto e Culturgest, Lisboa; “WAW-women against women”, 2002, Galeria Marta Vidal, Porto; “National Museum”, 2004; “16 salas, 1 espaço” , 2005, no Laboratório das Artes em Guimarães; “Tale about Urban Piracy”, 2005, no Centro de Artes Visuais de Coimbra; projecto “Terminal”, no Hangar k7 na fundição de Oeiras.

Isabel Carvalho integrou o grupo de artistas que participaram no projecto de Carla Cruz, “All My Independent Women”, que esteve patente da Galeria de Arte da SMS em Setembro e Outubro de 2005.

Nesta Estação Arqueológica, como escreve Mário Moura no texto de apresentação que escreveu, existe “uma forma de arqueologia, de recolha e de classificação. Livros para criança ilustrados, dicionários de rimas, posters educativos ou propagandísticos, estatuetas Disney em plástico corroído, cadernos escolares semi-preenchidos, são recuperados em farrapeiros e alfarrabistas, para serem depois reproduzidos com afinco, a sua caligrafia e os desenhos ampliados com paciência, em grandes composições ou séries temáticas, documentando aquilo que é suposto ser, de acordo com o senso comum da nossa sociedade, uma adolescência no feminino”.

O booklet da exposição está disponível para download.
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janeiro 20, 2006

Efemérides: 21 de Janeiro

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Capela-mor da Igreja da Colegiada da Oliveira

Alguns acontecimentos do dia 21 de Janeiro, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1712 — O escultor Pedro Coelho, morador na freguesia de S. João de Gondar, obriga-se ao Cabido, na nota do tabelião Manuel da Silva, a construir-lhe por 170$000 réis, os caixilhos e mais obra da capela-mor da Colegiada, os quais correriam até ao retábulo, guarnecendo com eles os painéis e frestas, e os claros entre umas e outras, repartindo-os em três painéis com os mesmos caixilhos, e ao pé dos santos correrem outros caixilhos enxambrados uns com os outros semelhantes aos redondos com meias canas que estavam nas naves da igreja, para cuja planta lhe assistiria o escultor António de Andrade, morador nesta vila, e outras mais condições relativas à escultura, que constam deste contrato.

1797 — De madrugada, faleceu no convento dos Capuchos, com opinião de santidade, Frei Luís do Porto ou das Chagas, obrando o milagre de dar vista à mulher do cirurgião, que o curava, imediatamente à sua morte antes que no convento dessem fé do falecimento, pois ela já estava com vista recuperada quando lá os sinos deram principio ao sinal fúnebre. Ele tocava muito bem viola, o que fazia quando lhe estavam curando as feridas. O seu retrato, ainda eu o vi acantonado com outros painéis na sacristia do convento; desapareceu próximo ao ano de 1880.

1849 — Por iniciativa de Rodrigo (Reilha) Martins da Costa, Domingos (da Custodinha) António de Freitas e Jerónimo de São Carlos Fernandes da Silva Ribeiro, planeou-se neste dia a fundação de um teatro, por meio de acções de 1$000 réis, no grande salão do extinto convento de S. Francisco, na parte que fazia esquina para a rua do Quintal. Foi inaugurado em 6 de Maio do mesmo ano com o drama, em 5 actos, "O Cigano" e com a comédia "Um duelo no terceiro andar".
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janeiro 19, 2006

Efemérides: 20 de Janeiro

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A antiga Avenida do Comércio (actual D. Afonso Henriques)

Alguns acontecimentos do dia 20 de Janeiro, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1529 — El-rei D. João III, em Lisboa, confirma a carta dada por El-rei D. Fernando em Leiria a 30 de Novembro de 1376 em que determina "que os fidalgos possam estar em a vila de Guimarães oito dias quando aí vierem e nos ditos oito dias lhe poderão ser dadas sem dinheiro, e o mais que por seus dinheiros e se aí estiverem mais tempo pagarão as ditas casas e camas, e o mais que houverem mister" - Perg.º nº 75 da C. M.

1609 — O arcebispo D. Agostinho de Jesus deu a cabeça de uma das onze mil virgens a Gonçalo Faria de Andrade, e este deu-a ao convento de Sta. Clara.

1766 — Decreto do arcebispo, ordenando à abadessa de Sta. Clara não conceda locutório, nem dê licença, a religiosa alguma para ir falar à portaria, nas rodas ou crivos, sem examinar primeiro com toda a vigilância a qualidade das pessoas que procuram falar às religiosas, e que depois de conceder as ditas licenças, por julgar necessárias, vá pessoalmente aos locutórios e examine, se as pessoas são as mesmas para quem as concedeu, e se nelas há perturbação, ou divertimentos impróprios do estado religioso.

1869 — Inauguração da Real Fábrica de Tecidos de Algodão, Linho e Lã, no lugar de Caneiros, freguesia de Fermentões, fabrico manual, sob a firma comercial de Guimarães, Filho e Sobrinho. O título de real foi-lhe em portaria de El-rei D. Luís e o infante D. Augusto.

1875 — Instalação do Banco Comercial de Guimarães, na casa no nº 19 do Campo da Misericórdia. Principiou a funcionar em 1 de Maio de 1875.

1880 — À noite, recebeu-se a notícia de que pelo ministério das Obras Públicas haviam sido expedidas ordens para se proceder imediatamente aos estudos da avenida de ligação entre esta cidade e a estação do caminho-de-ferro, em Vila Flor. Às 8 e meia uma banda de música, seguida de um numerosíssimo grupo de populares, com archotes acesos, percorreram as principais ruas dando vivas.

1886 — A Câmara de Guimarães representa à dos Deputados pedindo-lhe a aprovação do projecto que desanexa o concelho de Guimarães do distrito de Braga e o anexa ao do Porto.
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janeiro 18, 2006

Efemérides: 19 de Janeiro

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O Toural numa gravura antiga, com a igreja de S. Sebastião (demolida) e o chafariz que foi trasladado para o Largo Martins Sarmento

Alguns acontecimentos do dia 19 de Janeiro, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1587 — Tendo os fregueses de S. Sebastião de Guimarães requerido ao Arcebispo, alegando-lhe que a sua igreja já era antes ermida, por a freguesia de S. Paio ser muito grande e não caberem na igreja dela os fregueses todos e, por outros motivos, o arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires por visitação a fez paróquia e dividiu as freguesias e número de fregueses que a cada uma devia.

1786 — Registrou, na Câmara, a sua marca de ourives de prata Francisco José da Silva.

1809 — Abriu-se a aula de retórica e poética no convento de S. Domingos, regida por frei António Pacheco.

1853 — A rainha D. Maria II, "atendendo à distinta ascendência de Nicolau de Arrochela Vieira de Almeida, fidalgo da sua real casa, par do reino; e querendo perpetuar a memória da honra que lhe fez de a hospedar em sua casa (de Guimarães) por ocasião da sua visita às províncias do Norte" faz-lhe mercê de o elevar à grandeza destes reinos com o título de Conde da Arrochela em sua vida.

1886 — Partiu no comboio do correio da cidade de Braga para Lisboa, a comissão de 9 bracarenses eleita no meeting que na dita cidade teve lugar no dia 17 para apresentar a representação que nele foi aprovada contra a desanexação do concelho de Guimarães do distrito de Braga. Saíram do edifício da associação comercial a Câmara com a bandeira, corporações civis, colégios, bombeiros e duas bandas de música até à estação onde à saída do comboio houve os vivas do estilo.
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Efemérides: 18 de Janeiro

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O antigo tanque do Carmo, junto no local onde hoje se situa o Lar de Santa Estefânia

Alguns acontecimentos do dia 18 de Janeiro, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1841 — Na noite de hoje para amanhã foi incendiado o teatro desta vila por acinte, em consequência do Barão de Vila Pouca (senhor do teatro) o ter negado a uns curiosos que queriam repetir nele uma peça que poucos dias antes tinham apresentado em cena. Ao incêndio só acudiram os empregados da Bomba, pois os imensos habitantes da vila que se dirigiram para o sítio donde se dizia que era o fogo, logo que viram que era no teatro se conservaram meros espectadores, fazendo pouco caso de que o teatro ardesse, não porque eles em outros casos semelhantes não mostrassem energia em fazer cessar os estragos que sempre costuma fazer este devorador elemento quando se assenhora de qualquer edifício, mas pelas poucas simpatias que nesta vila tinha o Barão de vila Pouca, senhor do teatro, que foi vítima das chamas. Tudo que era combustível da casa do teatro ardeu, e só ao que se acudiu foi a que não ardessem as casas dos vizinhos que ficavam contíguas à mesma casa do teatro. De madrugada apareceu a igreja de S. Sebastião cercada por polícia para prender mancebos para o recrutamento que estavam na novena. Não prenderam senão um. P. L.

1849 — A administração geral dos correios anuncia achar-se estabelecida uma nova expedição de correspondência para Guimarães, além das duas que já existiam cada semana, saindo as malas de Lisboa nas 2ªs, 4ªs e sábados de tarde, e chegando a Lisboa nas 2ªs, 4ªs e 6ªs de manhã.

1872 — Foi sepultado na igreja de S. José do Carmo o benemérito cidadão e professor primário Francisco António de Almeida (foi o meu professor), iniciador e instituidor do asilo de crianças, de ambos os sexos. Denominado "Asilo da infância desvalida de Santa Estefânia, amor de Deus e do Próximo". Era natural de Lisboa, aí foi sargento de infantaria, e residiu muitos anos nesta cidade de Guimarães.

1917 — A igreja de Sta. M.ª de Silvares foi roubada por meio de chave falsa: roubaram 2 vasos de prata, 2 cálices e suas patenas, violam o Sacrário e espalharam sobre o altar-mor as sagradas partículas.
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janeiro 16, 2006

Efemérides: 17 de Janeiro

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O Abade de Tagilde, segundo José de Meyra.

Alguns acontecimentos do dia 17 de Janeiro, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1770 — Falece em Lisboa D. Paulo de Carvalho e Mendonça, D. Prior (56º) de Guimarães, irmão do Marquês de Pombal, chegando depois da sua morte a sua nomeação de Cardeal feita por Clemente XIV a 29 de Janeiro de 1770.

1803 — Provisão concedendo a António José Pereira, da rua de Alcobaça, licença para estabelecer uma casa de pasto à imitação das de Lisboa e mais cidades, podendo aí vender atabernado vinho do Douro e de Basto, ficando sujeito às posturas da Câmara. Foi ouvida a Câmara antes de ser concedida, etc. Ele era inteligente na arte de cozinha. Esta estalagem passou depois ao Dionísio, ao Manuel José Pereira e ao Francisco António Alves " o Malcriado".

1830 — Deram uma grande maçada a um ourives, oficial do Molarinho, que o puseram em estado de ser logo sacramentado e ungido, e logo foi para o hospital da Ordem 3ª de S. Francisco até que lá morreu no dia 22 de Maio do corrente ano; supõe-se que apanhou por ser constitucional, a maçada foi-lhe dada ao Arco dos Capuchos. Neste dia e noite houve mais porradas não só na vila mas também em Sto. Amaro de onde veio preso o filho do Serafim, José Nogueira. P. L. - Adição e correcção: Do registo hospitalar de S. Francisco consta: Domingos José da Silva, viúvo, ourives, da rua da Tulha, entrou a 17 de Janeiro, saiu a 6 de Março, tornou a entrar a 4 de Maio e morreu a 23 de Maio de 1830. Foi sepultado na capela dos 3ºs de S. Francisco.

1836 — Às 7 horas da noite houve sessão da Sociedade Patriótica Vimaranense. Lida a acta, foi aprovada com uma emenda. Leite de Castro leu uma carta de Ferreira de Castro participando à Assembleia ter entregue a congratulação (vide dia 3 deste mês e ano). Souto leu uma proposta para se formar um teatro nacional nesta vila, a qual foi combatida por Pinto Teixeira e Abreu Ferreira e sustentada por Bandeira, Costa, Abreu, Leite de Castro e Lima; e posta à votação foi aprovada. Pinto Teixeira, como relator da comissão de Instrução Pública, leu um projecto que ficou sobre a mesa. Passou-se à ordem da noite que era a continuação da discussão dos artigos adicionais e aditamentos, e foi levantada a sessão às 10 horas.

1856 — De hoje para amanhã esteve o povo da rua de Couros em número crescido com paus e outras armas em volta da igreja de N.ª Sr.ª da Consolação, para impedir que o pequeno e fraco órgão dali fosse para o teatro para a representação do "Frei Luís de Sousa". Foi levado para isso o da capela dos 3ºs de S. Domingos.

1868 — 6ª feira - À noite, por iniciativa do Visconde de Sta. Luzia, à imitação do que já havia sido feito em Freixo de Espada à Cinta, percorreu a cidade um cortejo fúnebre, formado por homens cobertos de palhoças (coroças) e que, de archote na mão, prestaram as últimas honras ao cadáver do ministério demissionário Fontes Ferrão, que traziam em uma tumba e que iam enterrar, como enterraram, precipitando-o, entre selvagem gritaria, de cima do muro da praça de mercado em construção. Entre a vozearia que fazia o coro fúnebre do cortejo, e o badalar compassado de uma campainha, ouviam-se obscenidades de selvajaria contra os ministros demitidos. Ficou conhecido isto por "Enterro do Fontes".

1872 — Quarta-feira- De madrugada apareceu separada do tronco, serrada à altura de um pouco mais de um metro, a oliveira da praça de N.ª Sr.ª da Oliveira.

1886 — Domingo. À 1 hora da tarde reuniu-se o povo de Braga em comício no teatro de S. Geraldo para protestar contra o projecto de desanexação do concelho de Guimarães do distrito de Braga e anexação ao distrito do Porto, apresentado ao parlamento pelo deputado por Guimarães, João Franco Pinto Ferreira Castelo Branco, motivado pelo conflito brácaro-vimaranense. Falaram diversos cidadãos, entre os quais o vimaranense Visconde de Pindela (infiel à sua pátria natal, onde em tempo tantos louros colheu). Assistiu a Câmara com a bandeira municipal e diversas corporações, etc. foi eleita uma comissão de 7 membros para levar ao parlamento, a Lisboa, uma representação contra a desanexação.

1887 — Foi assinado o despacho do padre João Gomes de Oliveira Guimarães, reitor de Mascotelos, para abade de Tagilde.

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Exposição: Voz do Céu retumbando na Terra

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A exposição Voz do Céu, retumbando na Terra com os formidáveis ecos do horroroso terramoto, que se ouviu no 1 de Novembro de 1755 prossegue com a colaboração dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho e da Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património, que tem permitido mostrar algum do valioso património cultural que a Sociedade Martins Sarmento tem à sua guarda.

Os ecos do Terramoto de 1 de Novembro de 1755 em Lisboa nos sentimentos e na consciência dos portugueses e europeus da época foram múltiplos e profundos, como se pode apreciar pelas publicações e referências ao terramoto que se multiplicaram nos anos seguintes. A exposição das reproduções de folhas volantes do século XVIII sobre terramotos, em especial sobre o terramoto de 1755, pertencentes à Sociedade Martins Sarmento, que se encontra patente no átrio da Biblioteca Geral da Universidade do Minho em Braga, na B-in e na Sociedade Martins Sarmento em Guimarães, pretende ilustrar o sobressalto que o terramoto provocou também na consciência dos homens que lhe sobreviveram, bem como as interpretações e explicações que desde logo se avançaram para a tragédia de Lisboa.

Estão expostas cópias de 35 folhetos publicados entre 1742 e 1757, incluídos numa colecção que pertenceu à biblioteca do arqueólogo Francisco Martins Sarmento, que integra exemplares raros ou únicos.

É também possível apreciar nesta exposição algumas gravuras da época dedicadas à mesma temática; o poema de Voltaire, de 1756, sobre o desastre de Lisboa e alguma bibliografia existente sobre a matéria em questão.

Para assinalar esta exposição, a Sociedade Martins Sarmento fez uma edição fac-similada do folheto Voz do Ceo retumbando na terra com os Formidaveis eccos do horrozo terremoto que se ouvio no 1 de Novembro de 1755. Esta publicação, de que se tiraram duzentos exemplares numerados e marcados com o selo branco da SMS, está disponível para venda nos locais onde a exposição está patente.

A exposição poderá ser visitada de 16 a 31 de Janeiro, de segunda a sexta, das 9 às 20 horas da Biblioteca Geral da Universidade do Minho e na B-in, e na Sociedade Martins Sarmento, de terça-feira a Domingo, no horário de abertura do Museu.

O catálogo da exposição está disponível para download.

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janeiro 15, 2006

Efemérides: 16 de Janeiro

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Alguns acontecimentos do dia de hoje, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1489 — Bula do Papa Inocêncio VIII autorizando a supressão de 3 conesias e delas criar 6 meias conesias, da Colegiada.

1613 — A Câmara deliberou que o sino de correr se trouxesse para a casa das audiências (que estava junto desta Câmara), conforme a determinação de 21 de Dezembro de 1606, mandando-se fazer um campanário (pondo-se a pregão), e segurar as paredes da casa 8 porquanto havia quem o tangesse por menos que no castelo.)

1832 — Entra uma leva de quarenta e tantos presos políticos que estavam nas cadeias de Braga. Na sua entrada, desde a Conceição até à cadeia, onde pernoitaram, foram acompanhados por muitos recrutas de caçadores do Minho e algum povo, que lhes vinham a dar muitas pupadas e assobios, chamando-lhes muitos nomes injuriosos. A maior parte dos presos vinham algemados. Na noite seguinte foram pernoitar em Margaride e daí foram para a província da Beira, para Almeida. P. L.

1875 — Tem esta data uma representação assinada em S. Miguel de Vizela por 115 indivíduos das freguesias de S. Miguel das Caldas, Tagilde, S. Faustino e S. Paio de Vizela, Ínfias, Polvoreira, Nespereira, Mascotelos, Gandarela, Conde, Guardizela, Lordelo e Moreira de Cónegos, pedindo à Câmara dos Deputados não aprove o contracto que a Câmara Municipal fez provisoriamente com uma sociedade anónima, estabelecida na cidade de Guimarães, denominada "Companhia dos Banhos de Vizela", principalmente na parte em que segundo as plantas do já então falecido engenheiro Dejant a construção havia de ser na bouça das Pedras (parece ser onde está) que além da ficar distante 456 metros das nascentes das águas, era preciso, por causa das grandes inundações, elevar a dita Bouça à altura da estrada nova. - Diário do Governo nº 32 a fl. 220 de 12 de Fevereiro de 1875.

1907 — À 1 hora da noite houve incêndio no Asilo de Santa Estefânia.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:46 PM | Comentários (0)

Efemérides: 15 de Janeiro

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Alguns acontecimentos do dia de hoje, extraídos do manuscrito Efemérides Vimaranenses, de João Lopes de Faria, pertencente à Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento:

1664 — Recebe uma honrosíssima patente de mestre de campo "ad honorem" o bravo militar João Rebelo Leite, por antonomásia "lidador vimaranense" - Vide Apontamentos para a História de Guimarães, 1º vol. Pág. 129 e o jornal Vimaranense "Espectador" nº 49.

1743 — O arcebispo de Braga, D. José de Bragança, ordena, sob pena de suspensão, à abadessa de Santa Clara que no seu convento se dê execução às disposições por decretos capitulares de visita dos seus antecessores, que não estejam revogados, e nele não haja música a canto de órgão, "assim para se evitar a comunicação com as criaturas do século, que de outra sorte fica sendo necessária para se ensinarem a tocar alguns instrumentos e cantar muitos papéis com outros mais inconvenientes", mas sim se cantem os ofícios e se solenizem as festas a cantochão, usando de missal e antifonário que havia o dito canto. Isto por não ter tido bom resultado a concessão que lhe fizera em 17 de Dezembro de 1736.

1858 — Às 6 horas da tarde houve explosão em casa dum fogueteiro, na rua de Gatos. A casa da pólvora era situada no fim do quintal e a explosão foi quando ele estava ceando com a família, ignorando-se o motivo porque a pólvora se incendiou. O telhado da casa foi a grande distância e as casas da rua e das contíguas tremeram.

1883 — Falece, de tarde, vítima duma congestão cerebral, tendo 71 anos, o comendador Cristóvão José Fernandes da Silva " O Cidade", solteiro, grande benfeitor da Ordem 3ª de S. Francisco, foi o concluidor do seu hospital, além de outras importantes obras, com que a dotou, tais como: os guarda-ventos da igreja e da capela, o douramento desta e do altar dos Santos Marrocos, o carro fúnebre, etc. Foi importantíssimo capitalista, proprietário, industrial e negociante de curtumes, deixando avultada fortuna e não tendo herdeiros forçados; não fez testamento, mas por tempo, apareceram alguns falsos. Foi voz corrente que ele era já falecido há 2 ou 3 dias e só neste dia por causa de arranjos é que os 2 primos e os domésticos anunciaram o óbito.

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janeiro 13, 2006

Novos regulamentos dos Museus e da Biblioteca da Sociedade Martins Sarmento

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Os Museus da Sociedade Martins Sarmento (Museu Arqueológico, em Guimarães, e Museu da Cultura Castreja, em S. Salvador de Briteiros) e a Biblioteca Pública da Sociedade Martins Sarmento têm novos regulamentos de funcionamento, que foram aprovados na última Assembleia Geral da Sociedade.

Os Regulamentos agora em vigor adequam as regras de conservação, tratamento e disponibilização para acesso público das vastas colecções museológicas da Sociedade Martins Sarmento.

Estes documentos estão disponíveis para consulta e download:

Regulamento dos Museus da Sociedade Martins Sarmento

Regulamento da Biblioteca Pública da Sociedade Martins Sarmento

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:18 PM | Comentários (0)

Serviço Educativo da SMS inicia projecto inovador

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A Sociedade Martins Sarmento, iniciou o projecto “O Museu vai à Escola”, que conta com o apoio da Casa de Sarmento e da Câmara Municipal de Guimarães.

Esta iniciativa, desenvolvida por técnicos da Sociedade Martins Sarmento que intervêm no espaço da sala de aula, aposta na conjugação das vertentes lúdica e educativa, visando dar a conhecer ao público mais jovem algumas das peças mais significativas dos acervos museológicos e patrimoniais da Sociedade Martins Sarmento. Pretende-se, simultaneamente, mostrar e explicar alguns dos momentos fundamentais que estão na base da evolução da humanidade, as conquistas e os progressos conseguidos, dando ainda particular relevo a alguns dos acontecimentos que marcaram a História de Portugal até à Batalha de Aljubarrota.

Procura-se mostrar às crianças que é possível aceder ao passado, para o conhecer e compreender, através do legado que nos foi deixado pelos antigos e que hoje se pode observar e admirar nos museus.

Também a cidade de Guimarães merece uma atenção especial no âmbito do projecto em curso, apostando-se na divulgação da sua riqueza histórica, monumental, cultural e artística.
Trata-se de uma iniciativa inovadora, que leva o Museu à Escola, com o objectivo de criar e desenvolver junto das crianças o gosto pela história, pela arqueologia e pelos museus.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:56 PM | Comentários (0)

janeiro 01, 2006

Em 2006 a SMS comemora o seu 125.º aniversário

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No próximo dia 20 de Novembro comemora-se o 125.º aniversário da instalação da Sociedade Martins Sarmento, numa reunião que teve lugar numa das salas da Assembleia Vimaranense, convocada por Avelino Germano da Costa Freitas, Avelino da Silva Guimarães, José da Cunha Sampaio, Domingos Leite de Castro e Domingos José Ferreira Júnior.

O objectivo era homenagear Martins Sarmento, não com uma festa ruidosa, nem com um monumento de granito ou mármore, mas com uma instituição duradoura cuja obra perpetuasse o nome do arqueólogo vimaranense. Na acta daquela reunião, que aprovou os primeiros estatutos da Sociedade Martins Sarmento, transcreve-se um documento que explica a intenção do grupo de iniciadores, onde se lê:

Pensamos que é esta a manifestação mais condigna. Poderia erigir-se um monumento em granito ou mármore, abrindo-lhe na base inscrições comemorativas; mas não será um anacronismo que neste século de actividade intelectual prefiramos a inscrição à associação, o mármore a um pensamento em actividade constante, a inércia de uma coluna ao vivido movimento de uma instituição, que deve prosperar se nunca lhe falecer a vossa protecção e a dos nossos conterrâneos?

O monumento pode esboroar-se e desaparecer no fragor das tempestades, ou no vandalismo das guerras: a instituição, se cria raízes, se preenche uma necessidade real, se representa um progresso na educação social, vive além das convulsões, adquire condições de perpetuidade, permanece enquanto não está satisfeito o seu fim, enquanto se não torna inútil por novos progressos, vivendo ainda assim na memória dos que lerem as páginas da sua história.

Assim nasceu a Sociedade Martins Sarmento, que foi inaugurada no dia 9 de Março seguinte (data do aniversário do nascimento do seu patrono).

A Instituição, que foi criada como Promotora da Instrução Popular, ganhou raízes, dando um grande impulso ao desenvolvimento do ensino em Guimarães. Ao mesmo tempo, criou um Museu, uma Biblioteca Pública, começou a publicar a Revista de Guimarães, tornando-se numa das mais respeitadas instituições culturais e científicas de Portugal. Chegou aos nossos dias sabendo adaptar-se à mudança dos tempos, mas respeitando sempre o seu passado.

Para assinalar esta data, a Direcção da Sociedade está a preparar um programa de comemorações, cujos actos principais ocorrerão entre 20 de Novembro de 2006 e 9 de Março de 2007.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 11:24 AM | Comentários (0)

dezembro 31, 2005

Efemérides vimaranenses para 2006

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O Padre Gaspar Roriz, um dos iniciadores das Festas Gualterianas, com Albano Belino (à Direita)

Quando termina 2005, fazem-se projectos para o novo ano que aí vem, onde haverá lugar para assinalar os números redondos em que se celebram as efemérides. Aqui ficam algumas, relacionadas com Guimarães:

Em 25 de Janeiro decorrem 200 anos sobre o nascimento do advogado, Bento António de Oliveira Cardoso. Escritor de assuntos de jurisprudência, foi um dos mais reputados juristas do seu tempo. Possuía uma preciosa biblioteca, em grande parte composta por obras de Legislação e Direito, que viria a ser adquirida pela Sociedade Martins Sarmento após a sua morte. Entre os livros que Bento Cardoso coleccionou ao longo da sua vida, destaca-se a famosa primeira edição de Os Lusíadas que hoje pertence à Biblioteca da Sociedade. Faleceu em 12 de Abril de 1886.

Em 24 de Fevereiro, passa o primeiro centenário sobre o nascimento do Padre Arlindo Ribeiro da Cunha, filósofo, historiador e literato. Nasceu na freguesia de S. Torcato.

No dia 21 de Maio completam-se os primeiros 100 anos sobre a data da publicação no Diário do Governo da constituição do governo presidido pelo conselheiro João Franco Ferreira Pinto Castelo Branco, várias vezes eleito deputado por Guimarães. A notícia foi recebida nesta cidade com grandes manifestações de regozijo, nas quais tomaram parte quatro bandas de música e alguns milhares de pessoas, que aclamaram João Franco.

Em Agosto de 2006 celebram-se os primeiros 100 anos das Festas Gualterianas, criadas em 1906 pela Associação Comercial e Industrial de Guimarães, com o objectivo de revitalizar as velhas Feiras de São Gualter.

Em 19 de Agosto, passa o primeiro centenário da morte do escritor Valentim Brandão Moreira de Sá Júnior, que pertencia à ilustre família vimaranense dos Moreiras de Sá. Esteve no Brasil, onde se dedicou ao jornalismo e ganhou fama de polemista feroz. Faleceu em Guimarães. Na Biblioteca da Sociedade existem as seguintes obras de sua autoria: Sombras e luz (teatro), de 1863, A Virgem do Campo (teatro), de 1868, R. S. Tiberio Gracho (no Mundo maçónico), Vieira de Castro (no Mundo profano), de1870, e Collegio Americano (XVII anno de sua fundação), de 1897.

Em 14 de Setembro passa um século sobre a morte de José Martins de Queirós Minotes, autor da obra Estudos sobre o Turf, que foi publicada na Revista de Guimarães entre 1886 e 1895.

Em 29 de Setembro passam 200 anos sobre o nascimento de Bernardo de Morais Correia de Castro, que viria a ser o 1.º conde da Azenha, senhor do morgado da Parada de Infanções, capitão de cavalaria, comendador da Ordem de Cristo e da de S. Bento de Avis.

Em 2 de Setembro celebram-se 150 anos sobre a data em que veio a público, pela primeira vez, o jornal A Tesoura de Guimarães. Editando-se duas vezes por semana, durou até Janeiro de 1859. É este o mais antigo periódico de Guimarães, depois do Azemel Vimaranense, que se publicou no início da década de 1820. Em Novembro, passam também 150 anos sobre a saída do primeiro número do jornal O Vimaranense, que, com algumas intermitências, se editou até 1872.

Em 11 de Outubro, celebra-se o segundo centenários da provisão de D. João VI que aprovou os estatutos da Irmandade de S. Torquato, à qual atribuiu a administração das esmolas do seu Santo padroeiro (em prejuízo das pretensões do cabido de Guimarães).

No dia 2 de Dezembro, celebra-se o primeiro centenário da morte do arqueólogo Albano Belino. Natural da vila de Gouveia, veio para Guimarães para marçano da tabacaria de José Joaquim de Lemos, o Lixa, à Porta da vila. Protegido do cónego António Joaquim de Oliveira Cardoso (irmão de Bento Cardoso), que o iniciou nas letras. Acabaria por casar rico, com uma sobrinha do seu protector, indo viver para Braga, onde se tornaria arqueólogo, seguindo as pisadas de Francisco Martins Sarmento, a quem tomou como mentor. Reuniu uma rica colecção de objectos arqueológicos com os quais pretendia dar início à instalação de um museu arqueológico em Braga. Desgostoso com a demolição da antiga muralha de Bracara Augusta, acabaria por doar a sua colecção à Sociedade Martins Sarmento, onde actualmente se encontra exposta.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:48 PM | Comentários (0)

dezembro 24, 2005

Boas Festas!

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Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 05:54 PM | Comentários (0)

dezembro 22, 2005

A SMS no JN: "Novas ideias da Sociedade Martins Sarmento"

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Na edição de hoje do Jornal de Notícias pode ler-se a seguinte notícia:

A Sociedade Martins Sarmento (SMS) quer criar, no próximo ano, em Guimarães, uma Quinta Proto-Histórica. O projecto, que se encontra em fase de conclusão, consta do Plano de Actividades da instituição, aprovado em Assembleia-Geral. A intenção é aproveitar os espaços cultiváveis da Quinta da Ponte, em Briteiros S. Salvador, propriedade da SMS.

O parque de merendas previsto para junto do Museu da Cultura Castreja (outra das valências da SMS) será integrado neste projecto, tal como o Museu dos Moinhos, dinamizado pela Associação Moinhos do Rio Torto e Febras, segundo Amaro das Neves, presidente da instituição que assinala 125 anos em Novembro de 2006.

O plano de 2006 prevê dar continuidade aos trabalhos de digitalização e colocação on-line dos acervos documentais da SMS (numa primeira fase os jornais que se publicaram em Guimarães até ao ano de 1930), em parceria com a Universidade do Minho. Uma das metas do próximo ano, salienta Amaro das Neves, passa por "encontrar o modelo mais adequado de gestão" da SMS, que deverá passar pela participação do Estado, numa parceria público-privado mais adequada às necessidades de financiamento e de apoio científico e técnico da instituição.

Dar continuidade aos trabalhos de prospecção arqueológica da Citânia de Briteiros e à preparação da candidatura a Património da Humanidade da rede da cultura castreja do noroeste peninsular são outros dos projectos para 2006. J.F.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:07 PM | Comentários (0)

dezembro 19, 2005

Reuniu a Assembleia Geral da SMS

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Reuniu-se hoje a Assembleia Geral da Sociedade Martins Sarmento, com uma das maiores participações dos últimos anos, tendo sido aprovados o Plano de Actividades e do Orçamento da Instituição para o ano de 2006. Foram também discutidos e aprovados os novos regulamentos da biblioteca e dos museus da SMS, uma autorização de cedência de água à população de S. Salvador de Briteiros e a actualização da quota mensal.

Durante a apresentação do Plano de Actividades para o próximo ano, a Direcção informou os sócios acerca dos contactos que tem mantido com diversas entidades, nomeadamente com o Ministério da Cultura e com a Câmara Municipal de Guimarães, com vista a assegurar a sustentabilidade das actividades da Instituição.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 11:53 PM | Comentários (0)

Plano de Actividades para 2006

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O Plano de Actividades para 2006 da Sociedade Martins Sarmento, aprovado em Assembleia Geral realizada no dia de hoje é o seguinte:

O plano de actividades para o ano de 2006 abrange, para além das tarefas de continuidade, um conjunto de novas apostas e de desafios estimulantes, de entre os quais sobressai a urgência de se encontrar uma solução sustentada para o financiamento das actividades da Sociedade Martins Sarmento.

1. BRITEIROS

Em 2006 será reavaliada a relação entre a oferta e a procura referente à Citânia de Briteiros e ao Museu da Cultura Castreja, com o propósito de optimizar, de um modo integrado, esses recursos culturais. Neste quadro, está previsto o lançamento de um conjunto de iniciativas de promoção junto das escolas e dos operadores turísticos.

No quadro da cooperação com a Universidade do Minho, prosseguirão em 2006 os trabalhos de prospecção arqueológica da Citânia de Briteiros. Ao mesmo tempo, está prevista a realização de um ciclo de workshops sobre diferentes temáticas arqueológicas orientados por especialistas conceituados.

Em 2006, prosseguirão ainda os trabalhos preparatórios da candidatura a Património da Humanidade da rede da cultura castreja do noroeste peninsular, onde a Citânia de Briteiros se assume como um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos.

Decorrido o período experimental de um ano, estabelecido pela Direcção, será feita a avaliação do funcionamento do salão de chá da Citânia de Briteiros, tendo em vista a definição do modelo mais adequado para a sua exploração (em regime de administração directa, partilhada ou de concessão).

2. SEDE: ESPAÇOS EXPOSITIVOS

Com a colaboração de especialistas da Universidade do Minho, será concretizada a revalorização do Museu Arqueológico, com o propósito de proporcionar uma maior qualidade da informação disponibilizada aos visitantes e adequar as condições ambientais, na medida do possível, às necessidades de conservação do acervo museológico.

Em simultâneo, também com o apoio da Universidade do Minho e com utilização de recursos e equipamentos disponíveis, será criado um novo espaço de exposição permanente, com uma concepção museológica contemporânea que disponibilize informação acessível ao público não-especializado, com a preocupação de ajudar a perceber a relevância das colecções arqueológicas da Sociedade. Nesta fase, esta área expositiva ficará instalada na ala virada a sul e a poente do piso inferior do edifício-sede da Sociedade, prevendo-se o seu futuro alargamento para espaços a construir.

No quadro da reorganização dos espaços museológicos em curso, está também prevista a abertura ao público de um núcleo dedicado à Secção de Etnografia, que permitirá a realização de exposições temporárias do seu acervo, actualmente em reserva.

Em simultâneo, prosseguirá o Ciclo de Exposições Arte Contemporânea, em curso na Galeria de Exposições Temporárias.

Será instalada e inaugurada a Sala Professor Emídio Guerreiro, no edifício sede da Sociedade.

3. SEDE: BIBLIOTECA

Em 2006 continuará, em colaboração com a Universidade do Minho, o processo de catalogação e colocação on-line do inventário da Biblioteca da Sociedade. No início do ano, ficará disponível o catálogo do Fundo Local.

Avançará, assim que sejam encontrados os meios de financiamento necessários, o processo de reacondicionamento dos fundos bibliográficos, que passará pela aquisição de estantes compactas e pela instalação de equipamentos de climatização e desumidificação adequados.

4. PROJECTOS

O projecto para a criação de uma Quinta Proto-Histórica nos espaços cultiváveis da Quinta da Ponte encontra-se em fase de conclusão. A sua instalação irá iniciar-se assim que seja definido o respectivo modelo de financiamento. O parque de merendas previsto para junto do Museu da Cultura Castreja será integrado neste projecto.

Prevê-se que em 2006 possa avançar a instalação do Museu dos Moinhos, na Quinta da Ponte, junto do Museu da Cultura Castreja, dinamizado pela Associação Moinhos do Rio Torto e Febras.

5. COOPERAÇÃO COM A UNIVERSIDADE DO MINHO

Continuará em 2006 o trabalho de catalogação da nossa Biblioteca, com o apoio de meios técnicos, informáticos e humanos da Universidade do Minho.

Será dada continuidade aos trabalhos de digitalização e colocação on-line dos acervos documentais da Sociedade. No primeiro trimestre de 2006 serão disponibilizados os jornais que se publicaram em Guimarães até ao ano de 1930, pertencentes ao acervo da Hemeroteca da Sociedade.

Está prevista a realização, com organização da Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património e apoio logístico da Sociedade, de um curso de iniciação à conservação e restauro de artes decorativas, dirigido a público não-especializado, e de um curso de conservação e restauro de edifícios, direccionado para técnicos dos sectores da arquitectura e da construção civil.

A Casa de Sarmento continuará a dar apoio à Sociedade no âmbito das actividades de serviço educativo desenvolvidas pela Sociedade. Além das actividades de animação do Museu Arqueológico, nomeadamente de apoio a visitas de grupos escolares, está previsto um conjunto de acções junto de escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico (projecto “O Museu vai à Escola”, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães).

6. FESTA DO 9 DE MARÇO

A Direcção procederá à avaliação do programa tradicional da Festa Escolar do 9 de Março, tendo em vista torná-lo mais adequado à realidade actual das nossas escolas.

7. COMEMORAÇÃO DO 125.º ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE

Em 20 de Novembro de 2006 completam-se 125 anos sobre a data da assembleia fundadora da Sociedade. A Direcção irá preparar um programa comemorativo condigno, que se deverá estender até ao 9 de Março de 2007 (data em que se celebra oficialmente o 125.º aniversário da Instituição).

8. IMAGEM, COMUNICAÇÃO E MERCHANDISING

Está neste momento em curso o processo de concepção e desenvolvimento de uma nova identidade gráfica da Sociedade, tendo em vista a modernização das suas rotinas de comunicação institucional. Em simultâneo, está previsto o lançamento de uma linha de artigos de merchandising que reflectirá essa nova imagem.

No mesmo plano, com os objectivos de divulgação das suas colecções e de diversificação das suas fontes de receita, a Sociedade passará a dispor para venda de um conjunto de réplicas de peças dos seus acervos museológicos.

9. MODELO GESTIONÁRIO E FINANCIAMENTO

Nos últimos anos, conforme já constava do Plano de Actividades para 2005, têm sido evidenciados os problemas da adequação do actual modelo gestionário da Sociedade às necessidades impostas pela complexidade das suas valências e dos desafios que se colocam para o futuro, evidenciando a necessidade de dotar o quadro de pessoal da Sociedade com profissionais habilitados a responderem aos múltiplos problemas com que a Instituição se debate no seu dia-a-dia. No mesmo documento, concluía-se que a Sociedade não dispunha de meios para contratar os profissionais de que necessitava.

Conforme anunciava há um ano, a Direcção realizou uma profunda reflexão acerca do modelo de gestão da Instituição, procurando encontrar soluções que permitam aceder a meios de financiamento que assegurem a sua sustentabilidade.

Como resultado desta reflexão, a Direcção concluiu que a viabilidade da Instituição terá que passar, necessariamente, pela participação do Estado no esforço de financiamento da sua actividade de salvaguarda e divulgação de um riquíssimo património que a todos pertence. Foi esta a tarefa central em que a actual Direcção se envolveu ao longo de 2005, tendo avançado com um conjunto de iniciativas que passaram por contactos de sensibilização junto dos candidatos às últimas eleições legislativas e por contactos com deputados eleitos pelo Distrito de Braga, com o Governo Civil, com o Ministério da Cultura e com a Câmara Municipal de Guimarães.

No decurso destes contactos, nomeadamente com o Ministério da Cultura e com a Câmara Municipal de Guimarães, a Direcção recolheu, para além do reconhecimento da relevância cultural da actividade desenvolvida por esta Instituição, claras manifestações de vontade de (com)participação numa solução que permita assegurar a sustentabilidade e a viabilidade da Sociedade. Faltará agora encontrar o modelo de parceria público-privado mais adequado às necessidades de financiamento e de apoio científico e técnico da Sociedade.

Essa será a tarefa mais urgente que, nos tempos mais próximos, teremos entre mãos. Para a concretizar, será dada a palavra aos sócios.

Guimarães, 19 de Dezembro de 2004

A Direcção

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 11:51 PM | Comentários (0)

dezembro 13, 2005

Novo Livro de Santos Simões

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Vai ser lançada, no próximo dia 17 de Dezembro, pelas 17.00 horas, a obra Guimarães, a vila de D. João I, ao estilo de Fernão Lopes, de Santos Simões, com ilustrações do pintor Salgado Almeida. A sessão pública terá lugar na Biblioteca Municipal Raul Brandão, em Guimarães.

O texto é uma narrativa passada na Guimarães da Idade Média, tomando como ponto de partida a Crónica de El-Rei D. João, de Fernão Lopes, que Santos Simões deixou pronta para publicação aquando do seu falecimento.

A apresentação será feita pelo escritor Carlos Poças Falcão, e permitirá o reencontro com uma das vertentes da criatividade multifacetada de Santos Simões, a de autor de literatura infanto-juvenil.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:02 PM | Comentários (0)

dezembro 11, 2005

Convocadas reuniões da Assembleia Geral da SMS

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Os sócios da Sociedade Martins Sarmento vão realizar duas reuniões da Assembleia Geral no próximo dia 19 de Janeiro, a partir das 18:00 horas, na sede social da Instituição.

A primeira reunião, que terá carácter ordinário, tem na agenda a discussão e a votação do Plano de Actividades e do Orçamento da SMS para o ano de 2006. A segunda será extraordinária e tem na ordem de trabalhos propostas de deliberação relativas a uma doação de água à população de S. Salvador de Briteiros, aos Regulamentos da Biblioteca e dos Museus da SMS e a uma actualização da quota mensal.

Estas reuniões assumem particular importância, uma vez que na ocasião a Direcção da Sociedade Martins Sarmento deverá fazer o ponto da situação dos contactos que tem mantido com diversas entidades, nomeadamente com o Ministério da Cultura e com a Câmara Municipal de Guimarães, com vista e encontrar soluções de financiamento e de apoio técnico que contribuam para assegurar a sustentabilidade das actividades da Instituição.


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CONVOCATÓRIA

Nos termos do art. 90 n.os 1 e 2 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Sociedade Martins Sarmento, a reunir na sede social, à Rua Paio Galvão, nesta cidade, no próximo dia 19 de Dezembro de 2005, pelas 18:00 horas, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS

Discutir, apreciar e votar o Plano de Actividades e o Orçamento para o ano de 2006

No caso de, à hora aprazada, não comparecer metade, pelo menos, dos associados, a Assembleia reunirá, no mesmo dia e lugar, em segunda convocatória, pelas 18:30 horas.

Guimarães, 2 de Dezembro de 2005

O Presidente da Assembleia Geral,

Luís da Cunha Teixeira e Melo

***********************

CONVOCATÓRIA

Nos termos do art. 9° n.os 1 e 2 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Extraordinária da Sociedade Martins Sarmento, a reunir na sede social, à Rua Paio Galvão, nesta cidade, em primeira convocação, no próximo dia 19 de Dezembro de 2004, pelas 18:30 horas, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS

1. Ratificar a doação à freguesia de S. Salvador de Briteiros de um terço da água da nascente do Ouvinho que pertence à Sociedade Martins Sarmento.

2. Discutir, apreciar e votar as propostas de alteração aos capítulos V e VII do Regulamento Interno, referentes ao funcionamento da Biblioteca e do Museu.

3. Discutir, apreciar e votar, nos termos do art. 3.o, n.os 4 e 2 dos Estatutos, uma proposta da Direcção para actualização da quota mensal.

No caso de, à hora aprazada, não comparecer metade, pelo menos, dos associados, a Assembleia reunirá, no mesmo dia e lugar, em segunda convocatória, pelas 19:00 horas.

NOTA: os textos das propostas para alteração dos capítulos V e VII do Regulamento Interno encontram-se, a partir da data desta convocatória, à disposição dos Senhores Associados, na sede social, onde poderão ser consultados às horas normais de expediente.

Guimarães, 2 de Dezembro de 2005

O Presidente da Assembleia Geral,

Luís da Cunha Teixeira e Melo

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:02 PM | Comentários (0)

dezembro 10, 2005

Girls Guns: Fotografias da Exposição

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Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:43 PM | Comentários (1)

Girls Guns: Exposição de Paula Tavares na SMS

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O ciclo expositivo de Arte Contemporânea em curso na Galeria de Arte da SMS prossegue com a exposição Girls Guns, de Paula Tavares.

Segundo Cristina Almeida, “Girls Guns é uma mostra para acompanhar com banda sonora. De preferência com música sentimentalona que transpire estereótipos, para que depois de bem sacudida possa resultar numa antítese cómica sem retorno. Envolvendo o poder e a violência associados à masculinidade ironizam-se questões de género trocando e adulterando posições. O limite entre o humor e o cinismo é frágil, ultrapassando a (feliz) caracterização de obra feminista que a priori se apresenta.”

O texto do sexto capítulo de A arte da guerra, fraquezas e forças, de Sun Tzu funciona como fio condutor das intenções de Paula Tavares para esta exposição.

A exposição pode ser visitada na Sociedade Martins Sarmento, na Rua Paio Galvão, em Guimarães, entre os dias 10 de Dezembro de 2005 e 9 de Janeiro de 2005. No site da Casa de Sarmento está disponível, para descarga e consulta, o booklet desta exposição. A entrada é livre.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 11:57 AM | Comentários (1)

dezembro 02, 2005

O Museu vai à Escola

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A Sociedade Martins Sarmento e a Casa de Sarmento, com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães, vão lançar, a partir do mês de Janeiro do próximo ano, um projecto de carácter educativo e pedagógico, denominado “O Museu vai à Escola”. Os principais destinatários desta iniciativa são os alunos do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico dos seguintes Agrupamentos de Escolas: Egas Moniz, João de Meira, Agostinho da Silva, Briteiros e Belos Ares.

O projecto tem em vista a divulgação, através de um conjunto diversificado de actividades, assentes na conjugação das componentes lúdica e educativa, das colecções e do rico espólio do Museu da Sociedade Martins Sarmento, designadamente de peças da Citânia de Briteiros, do Castro de Sabroso, além de outras recolhidas em escavações arqueológicas realizadas no concelho, ligando-as a momentos significativos da história de Guimarães, desde os primórdios até ao período medieval.

Embora o projecto seja dirigido prioritariamente às crianças, pretende-se que a sua concretização seja igualmente um pretexto para despertar e aumentar o interesse do público em geral por aquele espaço cultural, bem como abrir caminho para o lançamento de outras iniciativas que propiciem o aproveitamento das potencialidades que o mesmo oferece.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:41 PM | Comentários (0)

Gravuras de Francesco Bartolozzi em Exposição

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Encontra-se patente no átrio da Biblioteca Geral da Universidade do Minho em Braga e no espaço B-in em Guimarães uma exposição de gravuras de Francesco Bartolozzi, pertencentes à Sociedade Martins Sarmento. Os Serviços de Documentação da Universidade do Minho e a Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património dão, deste modo, a conhecer algumas das obras do mestre da gravura, contratado em 1802 para reactivar a Aula de Gravura de Lisboa no quadro da reorganização da Imprensa Régia.

A série de estampas que integra a exposição, gravadas por Francesco Bartolozzi a partir de desenhos de Giovanni-Batista Cipriani, foi utilizada para a produção de um desdobrável com um conjunto de postais, dedicado à Casa de Sarmento e concebido por Bernardo Providência para o Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem da Universidade do Minho, que também colaborou na realização da exposição. Esse desdobrável, bem como o “Postal de Natal 2005” da Universidade do Minho, inspirado num dos trabalhos de Bartolozzi acompanhado do poema de Ary dos Santos “Quando um homem quiser” podem ser também apreciados na exposição, que integra ainda alguma bibliografia dedicada a este mestre da gravura.

A exposição poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9 às 20h, de 2 a 16 de Dezembro.

O catálogo da exposição está disponível para download.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 01:04 PM | Comentários (0)

novembro 30, 2005

A Citânia de Briteiros já não é em Guimarães?

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A revista Visão distribuiu recentemente um mapa histórico-cultural de Portugal que contou, entre outros, com o patrocínio da Fundação de Serralves. Ali, a Citânia de Briteiros aparece indicada com a representação de algumas das suas ruínas e de uma das casas castrejas reconstruídas por Francisco Martins Sarmento. A crer neste mapa, aquele sítio arqueológico do Baixo Minho terá deslizado para Noroeste, aparecendo bem acima de Braga, junto à Foz do Rio Lima, deixando de estar no local onde foi implantada há pelo menos três mil anos, a meio caminho entre as cidades de Guimarães e de Braga.

A legenda que se refere à Citânia de Briteiros, indica que a estação arqueológica mais emblemática do Norte de Portugal pertence, agora, a Viana do Castelo, e acrescenta que “há outras semelhantes na região”. Resta saber onde estarão…

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 05:51 PM | Comentários (2)

A Citânia de Briteiros vista da Estónia

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O sítio na Internet Lissaboni Eesti Selts, da Estónia, publica um artigo de Harald Kima sobre a cultura portuguesa, onde se destaca, entre outros sítios monumentais portugueses, a Citânia de Briteiros. Inclui fotografias da Citânia.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:18 PM | Comentários (0)

novembro 26, 2005

Direcção da SMS recebida pela Ministra da Cultura

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A Direcção da Sociedade Martins Sarmento foi recebida pela Ministra da Cultura, Professora Isabel Pires de Lima, no dia 25 de Novembro de 2005.

Esta audiência, que decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa, integra-se nos contactos que têm sido mantidos entre a Sociedade Martins Sarmento e o Ministério da Cultura, no quadro da negociação de apoios de natureza técnica e financeira para a actividade cultural e de protecção de património que a SMS desenvolve.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:29 AM | Comentários (0)

novembro 22, 2005

A Cor no Museu

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O serviço educativo da Sociedade Martins Sarmento vai promover, a partir do próximo mês de Dezembro, o curso A Cor No Museu, no qual se desenvolverão diversas actividades em torno das artes plásticas destinadas a jovens com idades compreendidas entre os 9 e os 13 anos. O curso divide-se em três módulos distintos (Desenho, Pintura e Arte Livre), com objectivos de introdução e de aprofundadamente da relação das crianças com as Artes Plásticas, partindo do reconhecimento da arte como campo de aprendizagem de um conjunto de noções e conhecimentos práticos que potenciam a promoção e a valorização das vertentes visuais e plásticas da cultura.

O curso irá dividir-se em três módulos distintos, que funcionarão até ao próximo verão.

As inscrições para o primeiro módulo (Desenho) estão abertas na sede da Sociedade Martins Sarmento.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:49 PM | Comentários (1)

novembro 21, 2005

A SMS no PÚBLICO: "Património centenário da Sociedade Martins Sarmento continua desconhecido"

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Na edição de hoje do jornal Público pode ler-se a seguinte notícia:


"Património centenário da Sociedade Martins Sarmento continua desconhecido"

A Sociedade Martins Sarmento (SMS), instituição vimaranense criada para promover a instrução popular e homenagear o conhecido arqueólogo natural de Guimarães Francisco Martins Sarmento (1833-1899), possui um dos museus arqueológicos mais antigos de Portugal, uma biblioteca de livros centenários que ultrapassa os cem mil volumes, entre os quais uma 1.ª edição de Os Lusíadas, mais de uma dezena de imóveis de interesse público e a publicação de uma das mais antigas e prestigiadas revistas portuguesas de carácter científico.


Com 124 anos de idade, aniversário assinalado ontem, o património da Sociedade é valorizado apenas pela comunidade científica e desconhecido até a nível local. Patrocinada desde a sua fundação por homens abastados, hoje a SMS continua a não receber qualquer apoio do Estado. Vive de rendimentos herdados do seu patrono, créditos bancários e dedicação de voluntários. Com o Governo de José Sócrates, espera conquistar notoriedade, meios e profissionalização.


Nascida em 1881, pelas mãos de "ilustres vimaranenses" preocupados com a pouca instrução escolar, a SMS manteve sempre o "bairrismo quase doentio" dos seus fundadores e beneméritos, nota o actual presidente da instituição, Amaro das Neves. Cidadãos de famílias abastadas, os pais da primeira instituição cultural vimaranense sem fins lucrativos engrandeceram-na, mas também impediram a sua projecção. Sem poder contar com a "boa vontade de homens ricos" que outrora a financiaram, a Sociedade enfrenta hoje uma realidade problemática: muitos encargos e poucos recursos. O legado de Martins Sarmento "é a nossa grande virtude e o pior problema", resume Amaro das Neves.


Um património vasto e valioso

Testamentária de vários vimaranenses, um dos quais o escritor Raul Brandão, a SMS alcançou "um nível difícil de sustentar, mas crítico de travar", acrescenta o presidente. Sem receber "rigorosamente apoio nenhum" por parte do Estado, apenas o resultante de um protocolo com a autarquia, conservar, restaurar e fazer a manutenção do vasto acervo que possui e dos projectos que alimentou "não é coisa pouca", acentua. Além de fundos documentais, a associação detém o edifício onde está sedeada, que ocupa um antigo claustro gótico e o jardim de um extinto convento, albergando também o museu arqueológico. Os castros de Briteiros e de Sabroso, candidatos a património da humanidade, mais de dez monumentos arqueológicos, desde Bragança até Barcelos, é o Museu de Cultura Castreja completam a lista de bens imóveis que supervisiona. E, em cofre bancário, estão guardados vários "tesouros".


Fruto de uma recente relação com a Universidade do Minho (UM), de onde saiu a primeira unidade cultural da academia em Guimarães, a Casa de Sarmento, surgiram alguns laços entre a Sociedade e a comunidade. Os trabalhos levados á cabo por um dos responsáveis da Unidade de Arqueologia da UM, Francisco Sande de Lemos, notabilizaram sobretudo a citânia de Briteiros, visitável através de uma viagem virtual disponível no site da unidade. Desta parceria resultou também a digitalização e publicação on line de todos os volumes da Revista de Guimarães, editada desde 1884.


De acordo com Amaro das Neves, o resultado é positivo, mas "insuficiente". Posta de parte pelos anteriores governos, as esperanças de granjear o "reconhecimento do Estado" cresceram a partir das últimas legislativas. A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, está atenta ao problema e prometeu discuti-lo numa reunião a realizar a "curto prazo". O principal obstáculo parece ser o enquadramento da instituição nos moldes de financiamento do Estado, dada a sua diversidade, assinala o presidente. Para o próximo ano, o Orçamento de Estado não contempla qualquer verba para a SMS. O gabinete de imprensa do Ministério da Cultura adiantou apenas que a relação com a instituição de Guimarães será estudada depois de realizado o referido encontro.

"A SMS não cheira a naftalina"

Mesmo sem dinheiro, a SMS não tem parado no tempo. Um dos projectos que ainda cheiram a fresco é o da criação, na sede, de uma galeria de arte contemporânea. Contudo, para o futuro, a direcção tem planos mais estruturantes. Quer, antes de mais, consolidar as contas e integrar profissionais especializados -no quadro, está, actualmente, apenas uma técnica de conservação e restauro. Em fase de preparação está a renovação da imagem institucional, um "aspecto fundamental" até agora esquecido, nota o presidente, Amaro das Neves. O merchandising passará pela produção de réplicas de peças do museu. Acabar com o que pode parecer uma "mostra de cacos", tornando o museu arqueológico compreensível para qualquer visitante, é outro passo. A revitalização do castro de Sabroso, a criação de uma quinta pratohistórica, com produtos e espécies animais próprios dos castros, a dotação da biblioteca de técnicas de conservação e a classificação do edifício (do séc. XIX) onde está instalada fazem parte dos objectivos. Por tudo isto, "a SMS não cheira a naftalina", garante Amaro das Neves.
ANA FRANCISCA MONTEIRO

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 11:48 AM | Comentários (0)

novembro 20, 2005

Guimarães, 20 de Novembro de 2005

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Assinalando a passagem do 124.º aniversário da Assembleia de Instalação da Sociedade Martins Sarmento, os sócios da Instituição reuniram-se hoje num almoço de confraternização, no Restaurante Jordão, em Guimarães.

Nas intervenções que foram proferidas, foi recordada a história da SMS, colectividade que, desde os seus primeiros dias, se assumiu como um factor de progresso de Guimarães. Ao mesmo tempo, foi destacada a vitalidade da instituição e a sua capacidade de adaptação aos novos tempos.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:00 PM | Comentários (0)

Guimarães, 20 de Novembro de 1881

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Aos vinte dias do mês de Novembro de mil oitocentos e oitenta e um, pelas onze horas da manhã, a convite dos Senhores Avelino Germano da Costa Freitas, Avelino da Silva Guimarães, José da Cunha Sampaio, Domingos Leite de Castro e de Domingos José Ferreira Júnior reuniram-se em uma das salas da Assembleia Vimaranense os cavalheiros abaixo assinados.

Usando da palavra o Senhor Doutor José da Cunha Sampaio, primeiro testemunhou à assembleia o seu agradecimento e dos indivíduos acima referidos pela obsequiosa deferência que lhes dispensaram, acolhendo com agrado os convites que lhe dirigiram e comparecendo àquela reunião. Em seguida expôs em termos gerais, o plano da projectada associação, indicando dirigir-se ela, por um lado, a prestar homenagem ao nosso ilustre conterrâneo o Excelentíssimo Senhor Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento e por outro prestar utilidade a esta terra, promovendo o desenvolvimento da instrução primária, secundária ou profissional.


Fez notar as dificuldades que a comissão teve em vencer a característica modéstia do Excelentíssimo Senhor Sarmento para obter dele a necessária autorização, a fim de que a sociedade pudesse usar, como melhor título de nobreza, do seu nome respeitado e ilustre. Observou ainda, que o pensamento da comissão tinha achado eco no ânimo de todas as pessoas a quem fora comunicado e que por isso ela se afoitara a promover a presente reunião. Disse mais que, para tornar efectivo o pensamento da comissão se organizou um projecto de estatutos o qual vinha acompanhado de um desenvolvido relatório, que explicava cabalmente os intuitos da comissão e que tanto aquele como este ia submeter à patriótica e inteligente apreciação da assembleia.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:59 PM | Comentários (0)

Fotografias da Citânia

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Estão disponíveis fotografias da Citânia de Briteiros no site do fotógrafo romano Marco Mercuri

Trata-se de um espaço na internet onde se mostram imagens sobre arqueologia e turismo.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:10 PM | Comentários (0)

A SMS no Correio do Minho: "SMS comemora 124 anos com olhos postos em novos projectos"

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A edição de hoje do jornal Correio do Minho publica a seguinte notícia:

"SMS comemora 124 anos com olhos postos em novos projectos"

A Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, comemora hoje o 124° aniversário. Para além de um almoço convívio, a data pretende ficar assinalada com novos projectos, entre eles a criação de uma nova imagem da instituição e uma Quinta Pedagógica, em Briteiros.
No dia em que assinala o 124° aniversário, a Sociedade Martins Sarmento (SMS), em Guimarães, está de olhos postos no futuro e nos projectos que pretendem relançar a imagem da instituição.

Em jeito de balanço, o presidente da instituição cultural lembra que os apoios têm faltado, sucessivamente, mas que, fruto da "imaginação e do trabalho de voluntariado", a Sociedade Martins Sarmento tem mantido viva a actividade e visibilidade.

"Com as condições que temos, os resultados têm sido aceitáveis", sublinhou Amaro das Neves.

Sem querer apresentar um discurso direccionado apenas para os problemas financeiros, o presidente da SMS confessa estar "optimista" em relação ao futuro e à concretização dos projectos que estão em carteira, no entanto, é claro: "temos dificuldades económicas grandes".

Dificuldades que Amaro das Neves está convencido poderem ser ultrapassadas, face "à vontade política" demonstrada recentemente pelo Governo.

"Estamos a negociar com o ministério da Cultura uma modalidade de apoio que dê sustentabilidade fi nanceira à Sociedade Martins Sarmento", revelou ao Correio do Minho.

Lembrando que a falta de apoio tem sido reflexo das mudanças sucessivas do Governo, o presidente da SMS está optimista em que o processo possa "andar agora de forma mais rápida", até porque será recebido, em breve, pela ministra da Cultura para que seja encontrada "uma solução sustentável para o futuro".

"Não faz sentido que um instituição com dois museus, quatro monumentos nacionais, uma biblioteca e que faz todo este serviço público não tenha nenhum apoio da parte do Estado", acrescentou.

A ‘sobrevivência’ da SMS tem sido garantida através da comparticipação do Governo Civil e da Câmara de Guimarães, "mas está muito longe de fazer face aos endividamentos".


NOVA IMAGEM E QUINTA PEDAGÓGICA

Do leque de projectos da Sociedade Martins Sarmento, Amaro das Neves destaca a nova imagem da instituição. "Estamos voltados para algo que tem sido uma falha de gestão da imagem e comunicação. Queremos colocar para fora o trabalho que fazemos cá dentro", explicou. A "nova identidade gráfica" vai estar patente no novo logotipo e no novo design do boletim e da revista.

Outro dos grandes projectos é a a criação de uma `Quinta proso-histórica', em Briteiros, junto ao Museu da Cultura Castreja.

"Será uma quinta do mesmo tempo da Citânia de Briteiros. A ideia é criar uma quinta onde sejam produzidos os produtos autoctónes e animais dos tempos dos Castros", revelou.

O novo espaço terá uma vertente pedagógica e de exploração agrícola.

Para Amaro das Neves, a criação da Quinta "será um contributo para alguma alteração estrutural do turismo em Guimarães, transformando o espaço num novo pólo de atracção turística".

A SMS pretende ainda renovar a Biblioteca, por forma a criar condições de controlo de humidade, poeiras e luminosidade que permitam uma melhor conservação do riquíssimo espólio existente.

Quanto ao Museu da SMS - um dos mais antigos do país - a ideia é torná-lo "mais aliciante" aos visitantes. Assim, será criado um espaço paralelo com uma exposição permanente de arqueologia, numa espécie de reserva científica, "que funcione como uma entrada para o museu" permitindo uma leitura mais fácil aos visitantes.

Entretanto, estão a ser desenvolvidos produtos de merchandising e réplicas de peças, entre elas réplicas de duas Senhoras da Oliveira.

Joana Russo Belo


Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 05:31 PM | Comentários (0)

SMS no JN: "Martins Sarmento com nova imagem"

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Da edição de hoje do Jornal de Notícias, transcrevemos aqui a seguinte notícia:


"Martins Sarmento com nova imagem"

A Sociedade Martins Sarmento (SMS), que hoje assinala o 124º aniversário, vai passar a ter uma nova imagem corporativa, com a definição de uma nova cor e logotipo da instituição centenária. "Temos algumas dificuldades em conseguir passar a mensagem e ao nível da política de comunicação e imagem a SMS tem que se renovar", adiantou Amaro das Neves, presidente da direcção daquela instituição. O processo de renovação da imagem corporativa da sociedade está em fase "muito adiantada", e prevê a introdução de "novos materiais" a vários níveis, nomeadamente em envelopes, cartazes, entre outros.

Aquela instituição, uma das mais importantes do município de Guimarães assinala, hoje, de forma discreta, sem cerimónia oficial, com um almoço de confraternização entre associados 124 anos de actividade cultural.

Ao nível de novos projectos, a direcção prepara o lançamento de réplicas de algumas das peças mais emblemáticas, como a Nossa Senhora da Oliveira, enriquecendo, deste modo, a gama de produtos à venda nas três lojas da Sociedade Martins Sarmento, nomeadamente na Citânia de Briteiros e no Museu de Cultura Castreja, na freguesia de Briteiros, Santo Estêvão, e nas instalações do museu da SMS, na cidade. "Uma das imagens da Senhora da Oliveira estava colocada numa pedra de armas da cidade de Guimarães, que se encontrava no Largo da Oliveira, encostada à torre da igreja. Uma outra, mais pequena, está nas chaves simbólicas que foram entregues à rainha D. Maria II, em 1852, durante a visita que resultou na elevação de Guimarães a cidade", revelou Amaro das Neves.

Entretanto, a direcção da SMS aguarda a marcação de uma reunião com a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, para analisar o pedido dirigido pela instituição no sentido de garantir um apoio do Governo à actividade cultural daquela unidade. Depois de sucessivas promessas, Amaro das Neves acredita que o apoio venha a ser materializado, constatando que desta vez "há vontade política, que é o que sempre faltou".

"A instituição é gerida com muitas dificuldades financeiras no seu dia-a-dia, porque sobrevive das receitas que gera, claramente insuficientes para suprirem as despesas, com um apoio da Câmara de Guimarães".

Liliana Costa

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:43 AM | Comentários (0)

novembro 19, 2005

PCP reclama mais apoios para a Sociedade Martins Sarmento

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A Rádio Fundação divulgou, na sua página da Internet, a informação que se transcreve:

O PCP vai reclamar ao Governo mais apoios para a Sociedade Martins Sarmento. Classificando o PIDDAC 2006 como “um documento negativo ao nível social e agravante das assimetrias regionais”, o partido apresentou esta tarde, em Guimarães, as suas propostas de alteração ao PIDDAC 2006.

Pela voz de Agostinho Lopes, deputado do PCP na Assembleia da República, o partido começou por lamentar “o esquecimento que o Governo tem demonstrado relativamente à Sociedade Martins Sarmento”.

Na sua proposta, o PCP reclama uma verba de 100 mil euros para a Sociedade Martins Sarmento. “Um apoio que é essencial”, realçou Agostinho Lopes.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:47 PM | Comentários (0)

novembro 18, 2005

Sociedade Martins Sarmento no Notícias de Guimarães

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Da edição de hoje do jornal "Notícias de Guimarães", transcrevemos a seguinte notícia:

Sem se tratar de uma prenda de aniversário e apesar da falta de apoios financeiros por parte do Estado, a Sociedade Martins Sarmento (SMS) está a ultimar um conjunto de projectos que passam pela nova imagem daquela instituição, pela criação de um conjunto de réplicas de algumas das suas peças mais emblemáticas, pela renovação da biblioteca e do museu arqueológico. Em simultâneo está a trabalhar para a abertura de uma quinta pedagógica em Briteiros.

A poucos dias da festa dos 124 anos da Sociedade Martins Sarmento, que nasceu com o objectivo de homenagear o arqueólogo Francisco Martins Sarmento e promover o desenvolvimento da instrução primária, secundária e profissional, Amaro das Neves fala ao NG dos projectos a realizar e da ‘saúde’ financeira da instituição. E enquanto exibia uma réplica perfeita do busto de Martins Sarmento, o presidente da direcção, visivelmente satisfeito, começou por contar que estão em elaboração, no Museu Arqueológico de Odrinhas, em Sintra, um conjunto de réplicas de ‘elevada qualidade’, entre elas, duas belíssimas Senhoras da Oliveira, as jóias castrejas e um conjunto de peças das colecções de arqueologia. “As Nossas Senhoras da Oliveira são duas peças muito bonitas e com um valor simbólico muito significativo. E estarão à venda antes do Natal”, disse Amaro das Neves. O responsável explicou ainda que uma das imagens em formato maior é em bronze e fazia parte do emblema de uma aparente pedra de armas da cidade que estava num tanque que existiu junto à Torre da igreja da Oliveira e hoje faz parte do espólio da associação. A outra Senhora da Oliveira é uma imagem mais pequena, em prata, que faz parte das chaves simbólicas da cidade, entregues à rainha D. Maria II, em 1852, quando a rainha se deslocou a Guimarães.

A par das réplicas para venda está em estudo aquela que será a nova imagem da SMS no próximo ano, desde o logotipo, cartas, convites... “Neste momento estamos a trabalhar na relação da SMS com o exterior. E como hoje é muito importante a imagem e a questão da identidade gráfica para qualquer instituição estamos na fase terminal da elaboração dos diferentes materiais que irão dar corpo à nova identidade gráfica da SMS a todos os níveis, desde o novo logotipo, o novo design do boletim, da revista, etc”, acresce.

Outros projectos em curso dentro da própria sede passam pela renovação de algumas valências e pela oferta de novos serviços culturais. A longo prazo e sem apontar datas o presidente fala da intenção de renovar a biblioteca. Uma obra difícil de concretizar uma vez que implica a aquisição de novas estantes e a criação de condições ambientais de controle da temperatura, da humidade, das poeiras, entre outras, com o intuito de “conservar e preservar o espólio bibliográfico daquela instituição”, afiança. “Temos umas das melhores colecções que existe no nosso país de livro antigo, isto é, anterior a 1820. E grande parte do nosso acervo bibliográfico exige condições de conservação especiais”, justifica o presidente da instituição e fala dos encargos financeiros que isso acarreta: “Para além de encargos com o equipamento e com mobiliário exige uma operação logística que é muito complicada. Retirar dezenas de milhares de livros do situo onde estão, voltar a repô-los no novo lugar, embora no mesmo espaço, sem os perder é uma operação complexa que vai demorar o seu tempo, isto porque os custos são muito grandes para as possibilidades actuais da casa”.

A criação de um novo espaço museológico já é na opinião de Amaro das Neves uma ideia fácil de concretizar. “É mais leve do ponto de vista logístico e concerteza vamos conseguir encontrar soluções que vão tornar viável essa ideia”, sublinha. Segundo o entrevistado trata-se do museu arqueológico mais antigo do nosso país. Foi feito em finais do século XIX e até hoje mantêm as mesmas características. “E como é pouco adequado a uma leitura com uma perspectiva didáctica e pedagógica, vamos fazer com que tenha pelo menos um núcleo explicativo do próprio museu de forma a tornar-se mais adequado ao público em geral, mesmo que não tenham conhecimentos profundos de arqueologia”. Actualmente é um museu que se auto-explica, mas só para os arqueólogos, que chegam ao museu e ficam encantados com as obras que lá existem. Quando tiver uma leitura museológico contemporânea os responsáveis daquela instituição pretendem encontrar uma solução para passarem a ter as jóias da SMS naquele espaço. Assim, provavelmente a partir do primeiro semestre do próximo ano o museu estará mais acessível para visitas escolares.

Sempre com o intuito de acompanhar a evolução da sociedade, outro desafio da SMS foi a criação de um blog, onde se escreve essencialmente notícias daquela instituição. A saber: http: //sarmento.weblog.com.pt. .

'Uma mais valia para o turismo em Guimarães'.

O outro grande projecto da SMS é fora de portas, sita em S.Salvador de Briteiros junto ao museu da Cultura Castreja. Trata-se da criação de uma quinta pedagógica, com finalidades de exploração agrícola. O projecto visa produzir as mesmas espécies, quer do ponto de vista animal, quer vegetal, que eram produzidas pelos nossos antepassados, no tempo dos castros. As mesmas que se produziam entre nós há dois ou três mil anos.

O projecto a cargo de uma engenheira e um arqueólogo estará concluído dentro de pouco tempo. Entretanto já estão a ser desenvolvidas parcerias e Amaro das Neves acredita que os primeiros passos serão dados durante os próximos dois anos. Altura em que o actual presidente termina o seu mandato e porá o lugar à disposição. “Não é meu propósito fazer mais do que este mandato aqui à frente da direcção da SMS ( Março de 2007) porque é demasiado absorvente e implica uma dedicação exclusiva”.

Retomando o projecto da quinta, Amaro das Neves pensa “que vai ser particularmente aliciante para os miúdos das escolas que passarão a ter ali mais um polo de atracção que vai conjugar com outros pólos de atracção que já existem na zona desde logo a Citânia de Briteiros, o Museu da Cultura Castreja, o Museu dos Moinhos e dentro em breve o Castro Sabroso- que também temos projectos para o requalificar”, descreve. Refira-se que o Castro Sabroso tem um problema de infestação de mimosas “muito difícil de irradicar”. “A instituição já gastou milhares de contos a limpar o Castro e ao fim de pouco tempo voltava ao mesmo. Agora estamos a tentar encontrar uma solução que seja radical e definitiva, ou seja, que faça, com que o Castro Sabroso, um sitio arqueológico muito importante, passe a estar acessível ao público”, refere. Uma ajuda apontada foi o aparecimento do Ave Park naquele local. “Com o aparecimento do Ave Park ali nas fraldas do monte esta ideia vai ser concretizável”, até porque os responsáveis “já revelaram que tem intenções de o requalificar do ponto de vista florestal e refloresta-lo com espécies da região”.
Projectos que para o professor são mais do que ideias da instituição, mas poderão tornar-se em mais valias para o turismo na cidade-berço. “Estes projectos podem ser uma mais valia importante nomeadamente para o turismo em Guimarães, porque passa a criar um novo polo de atracção que tem vários equipamentos e vários pontos de interesse”. Recorde-se que com a colaboração da SMS, mas organizado pela Zona de Turismo de Guimarães está no terreno uma actividade ‘muito procurada’- um circuito pedestre que englobe toda a região. Motivos suficientes para Amaro das Neves defender que este polo pode ajudar a mudar a natureza do turismo em Guimarães. “Nós temos um turismo sem turistas. Temos um turismo de visitantes, de pessoas que vêm vistam o Paço dos Duques e o Castelo, descem ao centro histórico às vezes vão ao museu e vão embora. Não pernoitam, não usam os restaurantes e fazem poucas compras. Isto porque não são obrigados a ficar. E havendo mais do que um polo, mais do que um centro histórico, provavelmente haverá uma contribuição para que o turismo se altere e aí podemos dar uma ajuda importante. Briteiros, com o termalismo nas Taipas e associado ao turismo religioso em S.Torcato pode dar uma contribuição importante”, enaltece. .

'SMS perto da asfixia'.

“Aquilo que temos é um conjunto de projectos ou ideias lançadas, mas ainda não temos datas porque todas elas dependem de questões tão alargadas como mão de obra e financiamento”, sublinha Amaro das Neves, para quem o tempo desde o falecimento do Dr Santos Simões foi em grande parte para adequar o funcionamento da SMS a novas rotinas. “Rotinas que têm a ver com o desaparecimento de uma pessoa que personificava a instituição e tinha sobre os seus ombros a maior parte do trabalho, o que hoje não é praticável”.
De resto, para que os projectos saiam do papel é necessário o apoio do Estado. “São projectos que só poderão andar para a frente a partir do momento em que a SMS tenha concretizado as suas expectativas de sustentabilidade financeira através do protocolo que eventualmente irá ser assinado com o Ministério da Cultura”, desabafou preocupado, explicando que tem muito mais sentido o apoio vir do Estado do que da própria autarquia. “Percebemos que a SMS não é uma instituição só de Guimarães, até porque tem uma actividade que é de âmbito nacional. Publica uma revista que tem uma expansão internacional, exerce uma actividade de protecção de Património Nacional, uma vez que tem quatro monumentos nacionais a seu cargo”. Tem uma anta na Guarda, uma mamoa em Bragança, uma laje- um penedo com gravuras rupestres em Barcelos, um balneareo no monte da Seia e um monumento no Marco de Canaveses. “Há uma percentagem do trabalho que fazemos que é por sua natureza do Estado, desde logo a protecção do Património”, sustenta. Na oportunidade, o presidente afirma que tal apoio é muito necessário para tirar a associação da asfixia. “É necessário que em Lisboa percebam o que é a SMS para termos um futuro mais risonho. Até porque a SMS vive hoje muito perto da asfixia”.

Em tom irónico, Amaro da Neves lembra que para resolver os problemas basta deixar de ter actividades. “Assim não tem despesas, não tem problemas. Mas o que nós queremos é que a SMS continue a ser aquilo para que nasceu. Uma instituição viva que leve o nome de Guimarães ao país e ao estrangeiro”. Em jeito da balanço, o responsável relata que do ponto de vista da actividade, 2005 foi um ano com resultados interessantes. A associação conseguiu completar o espólio do museu da Cultura Castreja, a Casa de Acolhimento da Citânia de Briteiros está em pleno funcionamento, foi condecorada com a Ordem do Infante D.Henrique como reconhecimento da actividade da instituição, iniciou a regularização da actividade editorial. Foi ainda um ano com avanços muito interessantes em termos de trabalho com a Universidade do Minho, nomeadamente com a Casa de Sarmento que permitiu que em pouco tempo centenas de milhares de páginas de jornais fossem digitalizadas e colocadas na Internet. “Foi ainda um ano que tivemos muita gente a trabalhar na SMS porque recorremos às diferentes modalidades de financiamento e colocação de estágios, através do Instituto de Emprego e da universidade e de outras universidades”, adita. Foi também este ano que a SMS lançou um ciclo expositivo da galeria. “São exposições temporárias que estão a decorrer de um modo muito interessante porque temos aí artistas que são novos, mas temos tido amostras muito interessantes”, conclui.

Por:Aurora do Céu Lima

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:34 PM | Comentários (0)

novembro 10, 2005

Francisco Martins Sarmento "entrevistado" na 2:

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A transmissão do programa "Ruas Vivas" dedicado a Francisco Martins Sarmento, inicialmente prevista para ontem, não se realizou, devido à transmissão do debate do Orçamento de Estado para 2006. Segundo informação do canal 2:, o programa irá hoje para o ar, às 19:45.

Este programa insere-se numa série que aborda algumas ruas e largos de Portugal, contando um pouco da história de quem lhes deu o nome, inserida também na História do próprio país, recorrendo a um actor convidado que, conversando com a apresentadora, interpretará a figura homenageada.

Segundo a sinopse do programa divulgada pela 2:, o actor (Vítor de Sousa) apresenta-se sentado a ler um livro no jardim do largo de Guimarães que tem o nome do arqueólogo e a apresentadora (Sofia Sá da Bandeira) faz uma breve introdução sobre a sua figura enquanto se dirige a ele, encetando uma conversa sobre os factos mais salientes da vida de Martins Sarmento, como: a dimensão científica que deu aos estudos arqueológicos, o seu interesse pelos castros do Noroeste da Península; o reconhecimento internacional do seu trabalho arqueológico ou a criação de uma Sociedade com o seu nome, para fomentar a instrução popular.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:12 PM | Comentários (0)

novembro 07, 2005

Ruas Vivas

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Francisco Martins Sarmento (auto-retrato)

Segundo informação divulgada pela Câmara Municipal de Guimarães, serão transmitidos nos próximos dias os episódios da série "Ruas Vivas" dedicados a figuras vimaranenses.

“Ruas Vivas” é uma produção da Academia de Ideias para o canal da 2: que pretende dar a conhecer ao público as pessoas que, por alguma razão, emprestaram o seu nome a artérias das cidades.

É um programa diário com 3 a 4 minutos, começando com entrevistas de rua na artéria seleccionada, sobre a figura que a “baptizou”. Seguidamente, surge um actor ou actriz encarnando a personalidade em causa que, entrevistada por Sofia Sá da Bandeira, revela os aspectos mais relevantes da sua vida, designadamente os que estiveram na origem da distinção toponímica.

A Autarquia de Guimarães entendeu sugerir três personalidades vimaranenses cuja vida e obra tiveram significativo alcance local ou nacional e que se tenham destacado nos campos social, científico e cultural.

As personalidades escolhidas e as datas de exibição dos episódios correspondentes são as seguintes:

- Francisco Martins Sarmento, interpretado por Victor de Sousa (dia 9 de Novembro);

- D. Aninhas, Madrinha dos Estudantes, interpretada por Estrela Novais (dia 15).

- Alberto Sampaio, interpretado por José Boavida (dia 17).

Todos os episódios terão início pelas 19h40, na 2:.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:21 PM | Comentários (0)

Comemoração do 124.º aniversário da SMS

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No dia 20 de Novembro de 1881, realizou-se numa sala da extinta Assembleia Vimaranense, uma reunião convocada por figuradas destacadas da sociedade de Guimarães daquele tempo (Avelino Germano da Costa Freitas, Avelino da Silva Guimarães, José da Cunha Sampaio, Domingos Leite de Castro e de Domingos José Ferreira Júnior). A reunião destinava-se a debater o projecto de criação de uma associação que teria dois propósitos centrais: homenagear o arqueólogo e cidadão vimaranense Francisco Martins de Gouveia Morais Sarmento e promover o desenvolvimento da instrução primária, secundária ou profissional.

Assim nascia, com o lema de Promotora da Instrução Popular, a Sociedade Martins Sarmento.

Assinalando o 124.º aniversário da sua fundação, a Direcção da Sociedade Martins Sarmento organiza um almoço comemorativo e de confraternização aberto a todos os sócios e amigos desta Instituição, que terá lugar no próximo dia 20 de Novembro (Domingo), no Restaurante Jordão, em Guimarães, com concentração a partir das 12:30 horas. As inscrições estão abertas na Sociedade Martins Sarmento até ao próximo dia 18.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:49 PM | Comentários (0)

novembro 01, 2005

Lisboa, o terramoto e os seus personagens

A colecção de Gravuras da Sociedade Martins Sarmento reúne um importante acervo de imagens antigas. Entre elas, diversas estão relacionadas com o Terramoto de Lisboa de 1755, como os exemplos que aqui se mostram.

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Vista imaginária do Terreiro do Paço, em Lisboa, no século XVIII.

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Alegoria a D. José I.

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O Marquês de Pombal

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S. Francisco Borja, orago contra os terramotos (1)

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S. Francisco Borja, orago contra os terramotos (2)

A Colecção de Gravuras da Sociedade Martins Sarmento foi integralmente digitalizada pela Casa de Sarmento - Centro de Estudos do Património. Está disponível através da Internet.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 05:54 PM | Comentários (0)

Guimarães, 1 de Novembro de 1755

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[Imagem do Senhor Jesus dos Terramotos, que se venera na Ermida de Campo
de Ourique. Da colecção de gravuras da Sociedade Martins Sarmento]

No dia 1 de Novembro de 1755, a cidade de Guimarães estremeceu. As consequências não terão ido além de uns vidros partidos, mas o terror instalou-se entre a sua população, alimentado pelas notícias que iam chegando de outras localidades.

Num pequeno folheto manuscrito de curiosidades dum frade da Costa, que pertenceu ao seu mosteiro, lê-se, segundo a transcrição de João Lopes de Faria nas suas Efemérides Vimaranenses:

“Memorável será para todos os séculos o dia de todos os Santos do ano de 1755 pelo terramoto com que o céu atemorizou a todo Portugal, e grande perda de vidas, e fazenda, que houve em Lxª, e suas vizinhanças. Por todo o ano adiante continuaram, ainda que não com a violência e estrago do primeiro. Em todo o Reino se fizeram procissões de penitência. Em Guimarães saiu o Cabido descalço. Os estudantes saíram também com a imagem de N. Pe. (S. Jerónimo penitente) que nos vieram pedir para isso, que alguns Monges acompanharam e pregaram, em S. Dâmaso, donde saiu a procissão, à porta da Colegiada, no terreiro de Sta. Clara, no do Carmo, no da Misericórdia, no Toural, no das Dominicas, e outra vez no Toural, para a parte de S. Dâmaso, aonde se recolheu a procissão.”

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:53 AM | Comentários (0)

outubro 31, 2005

Sociedade Martins Sarmento em entrevista no Jornal de Notícias

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O Jornal de Notícias, na sua edição de hoje (31 de Outubro de 2005), publica a entrevista com o Presidente da Direcção da Sociedade Martins Sarmento que aqui se transcreve.

António Amaro das Neves é presidente da Sociedade Martins Sarmento (SMS), instituição com sede em Guimarães, mas que estende a sua acção a vários pontos do país. Nesta entrevista, Amaro das Neves fala do universo da Sociedade e manifesta esperança numa nova atitude do Poder Central no que toca a apoios.

[Jornal de Notícias] Qual é o "universo" SMS?
[António Amaro das Neves] A SMS foi criada no último quartel do século XIX, em Guimarães, onde tem a sua sede. É, por isso, antes de tudo, uma instituição vimaranense. A acção cultural desenvolvida pela desde os seus primeiros dias tornou-a numa instituição de referência nacional, em especial no quadro da arqueologia, dos estudos históricos e da administração de património monumental. Possui e administra um conjunto patrimonial único, que inclui quatro monumentos nacionais e sítios arqueológicos classificados como Imóveis de Interesse Público em diferentes pontos do país, nomeadamente em Guimarães, em Barcelos, no Marco de Canaveses, em Bragança e na Guarda. Ocupa lugar de destaque, evidentemente, a Citânia de Briteiros, seguramente o sítio arqueológico mais emblemático do Norte de Portugal e uma referência incontornável da arqueologia portuguesa, que assenta boa parte das suas raízes nos trabalhos pioneiros e percursores ali desenvolvidos por Francisco Martins Sarmento. Há alguma tendência para atribuir a José Leite de Vasconcelos o papel de pai fundador da arqueologia portuguesa e nós não negaremos a relevância da sua contribuição, mas não faremos a injustiça de esquecer que Martins Sarmento foi, em matéria de arqueologia, seu mestre.

A SMS mantém abertos ao público três espaços de referência o Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, provavelmente o mais antigo dos museus portugueses do seu género, o Museu da Cultura Castreja, em Briteiros, um dos mais recentes, e a Citânia de Briteiros. Na sua sede, possui ainda uma magnífica biblioteca pública, com um acervo bibliográfico notável, onde sobressai a sua colecção de livro antigo.

Durante muitos anos, a SMS criticou o Poder Central pela falta de apoio à sua actividade. A situação mantém-se?
Mantém-se, mas temos hoje a convicção da evidência de que, finalmente, a situação poderá mudar. A ida à Sociedade dos candidatos a deputados dos diferentes partidos antes das últimas legislativas contribuiu para que hoje a realidade desta instituição seja melhor conhecida junto do Poder Central. Sempre tivemos a convicção de que a principal raiz da dificuldade da SMS em fazer passar a sua mensagem residia na distância que nos separa de Lisboa. O contacto que temos mantido com os deputados eleitos pela nossa região tem ajudado a diminuir essa distância. Por outro lado, o reatamento do protocolo de cooperação com o Governo Civil de Braga teve para nós um importante significado simbólico, por ser um claro sinal de apoio da parte de quem está em condições privilegiadas para ajudar a fazer a ponte com o Governo. Acresce que à actual Ministra da Cultura não houve necessidade de explicar o que é nem o que faz a SMS, porque conhece bem esta Instituição e valoriza positivamente o serviço cultural que aqui é prestado. Há ainda alguns passos a dar para que se encontre uma solução de apoio sustentado da parte do Estado, mas sabemos que existe hoje o que até aqui tem faltado a vontade política de quem pode decidir.

E da parte do poder municipal, que relação existe entre Câmara e SMS?
A relação é de franca cooperação institucional. É da autarquia que vem a principal ajuda externa que lhe ter permitido manter a sua actividade, com base num protocolo que poderá ser renegociado e melhorado, deixando de estar tão estritamente vinculado ao princípio da concessão de um subsídio anual. A SMS dispõe de potencialidades culturais, científicas e técnicas, nomeadamente nas áreas da arqueologia e da conservação e restauro, que pode colocar ao serviço de Guimarães como contrapartida para o apoio que a Câmara lhe concede.

O Museu da Cultura Castreja e a Casa Abrigo na Citânia de Briteiros são dois dos projectos mais recentes implementados pela SMS. Que adesão por parte do público têm registado? E a Galeria de Arte SMS?
O Museu da Cultura Castreja e a Casa de Acolhimento são as duas últimas realizações da obra que o Dr. Santos Simões desenvolveu na SMS. A adesão tem sido significativa, mesmo em tempo de crise de visitantes nos museus portugueses. A Galeria de Arte, que nasce da preocupação da SMS em atrair novos públicos, tem apostado num programa de exposições de jovens artistas que está a ter uma repercussão assinalável.

Em síntese, o que é que resultou das escavações levadas a cabo na Citânia?
A campanha arqueológica, dirigida por Francisco Sande Lemos trouxe novos elementos sobre a ocupação e a antiguidade daquela estação arqueológica, que irão ser objecto de divulgação pública dentro em breve.

Que projectos tem a SMS para a sede da instituição?
Temos dois grandes projectos, que correspondem a duas grandes preocupações a renovação da biblioteca, tendo em vista a criação de condições ambientais adequadas à preservação e ao acondicionamento do seu riquíssimo acervo bibliográfico, e a criação de uma nova área expositiva do nosso Museu Arqueológico, mais conforme com as concepções museológicas contemporâneas, que seja capaz de coexistir com a exposição actualmente existente.
[Entrevista de Joaquim Forte. Fotos de Lisa Soares]

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 01:50 PM | Comentários (0)

outubro 26, 2005

Novo número da Revista de Guimarães

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Já está disponível o número 112 da Revista de Guimarães, que inclui as Actas do seminário sobre O Tempo de Gil Vicente, realizado no quadro das comemorações do V Centenário do nascimento do teatro português promovidas pela Sociedade Martins Sarmento, e que contou com as seguintes comunicações:

J. SANTOS SIMÕES, Apresentação

JOSÉ MARQUES, 0 tempo religioso de Gil Vicente

ISABEL DOS GUIMARÃES SÁ, "Fui em tempo de cobiça": sociedade e valores no Portugal manuelino através de Gil Vicente

ANTÓNIO SILVA RIBEIRO, 0 tempo cientifico de Gil Vicente: náutica e hidrografia

HENRIQUE BARRETO NUNES, 0 tempo bibliográfico de Gil Vicente

ELVIRA AZEVEDO MEA, A sociedade no tempo de Gil Vicente

ISABEL MARIA FERNANDES,Alimentos e alimentação no Portugal quinhentista

FERNANDO CARMINO MARQUES, Sobre a poesia de Gil Vicente

AURÉLIO DE OLIVEIRA, 0 tempo económico no tempo de Gil Vicente

J. SANTOS SIMÕES, Dos momos e arremedilhos ao teatro de Gil Vicente


Este número da revista que a Sociedade Martins Sarmento edita desde 1884 inclui ainda as seguintes colaborações:

HÉLIO J. S. ALVES, Vicente, Shakespeare e a arte do tempo no Auto da índia

ISAAC ALONSO ESTRAVIZ, Relações de Teixeira de Pascoaes com escritores e intelectuais galegos

PAULA M. MESQUITA LEITE SANTOS, A escultura religiosa de Soares dos Reis e a iconografia da Virgem para Guimarães

A Revista de Guimarães pode ser adquirida na Loja do Museu da Sociedade Martins Sarmento ou através de: loja.museu@csarmento.uminho.pt

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:09 PM | Comentários (0)

outubro 25, 2005

Monumentos arqueológicos da SMS no Monte Saia, Barcelos

No dia 20 de Outubro, a Direcção da Sociedade Martins Sarmento visitou os monumentos arqueológicos que esta Instituição possui no Monte Saia, em Barcelos. A visita foi acompanhada por Cláudio Brochado, arqueólogo da Câmara Municipal de Barcelos. A Laje dos Sinais e o Forno dos Mouros são dois importante monumentos adquiridos pela SMS em 1898. Está prevista a realização intervenções de estudo e requalificação de ambos os monumentos, que contará com o apoio da autarquia de Barcelos.

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A Laje dos Sinais está actualmente coberta, como medida de protecção e conservação, no âmbito dos trabalhos preparatórios da intervenção que ali irá ter lugar dentro em breve, sob orientação do Centro nacional de Arte Rupestre (CNART).
Trata-se de um penedo com diversos petroglifos associados (círculos concêntricos, covinhas, suástica). Segundo a descrição de Mário Cardozo, trata-se de " um grande penedo, soterrado na sua maior parte apresentando uma face rasante com o solo repleta de gravuras, constituídas principalmente por círculos concêntricos, covinhas (fossettes), uma espiral e um suástica de braços curvos (tetráscelo) inscrito numa circunferência. Entre os círculos concêntricos, há agrupamentos curiosos, que supomos inéditos na arte rupestre do Noroeste da Península, e nos fazem lembrar certos petróglifos de monumentos megalíticos irlandeses, facto que nada tem de inusitado, dadas as relações culturais no período Eneolítico e começos da Idade do Bronze existentes entre esta região da Península e as Ilhas Britânicas(...)". (CARDOZO, Mário, Monumentos Arqueológicos da Sociedade Martins Sarmento, Revista de Guimarães n.º 61, Guimarães, 1951, pp. 23-24). Dimensões: 6,50 metros de comprimento por 5,10 de largura. O terreno envolvente, na largura de meio metro, é também propriedade da SMS.

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O Forno dos Mouros apresenta a configuração característica dos balneários castrejos, sendo composto pelo átrio, pela antecâmara, por uma câmara e pelo forno que lhe dá o nome. O átrio, a antecâmara e a câmara são de Planta rectangular. No átrio observam-se vestígios de piso com lajeado irregular. A antecâmara encontra-se bastante arruinada; paredes laterais da câmara são construídas em alvenaria composta por pequenas pedras bem aparelhadas com troços em fiadas horizontais, denunciando reconstrução. O forno tem uma forma semicircular, desenvolvendo-se em falsa cúpula até uma altura que ultrapassava os 2 metros, comunicando com a câmara por uma passagem com 1,15 metros de largura. O terreno onde o monumento está implantado e que é propriedade da SMS tem a forma trapezoidal, com as seguintes dimensões: norte, 7,95 metros; sul, 12 metros; este, 15,60 metros; oeste, 15,60 metros.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:18 PM | Comentários (0)

outubro 24, 2005

"Pesos & Medidas – Metrologia e História" em exposição

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Ao longo dos séculos, as sociedades humanas foram desenvolvendo sistemas de medição adaptados aos meios e às necessidades locais. O desenvolvimento da indústria e do comércio implicaram a necessidade de normalizar os sistemas de medição de peso, de comprimento e de capacidade. A maior dificuldade desta tarefa foi levantada pela complexidade dos sistemas de medição e capacidade existentes, que eram tão diversificados que praticamente variavam de terra para terra.

Em Portugal, vários reis procuraram a uniformização dos pesos e medidas, tentando adoptar um padrão que fosse único. Esse objectivo seria atingido por D. Maria II, já em meados do século XIX, com a introdução do Sistema Métrico, a exemplo do que já se fazia na Europa. Esta iniciativa encontrou forte resistência popular, cuja memória persiste no nosso quotidiano, onde ainda se mede em canadas e quartilhos, em rasas e arrobas.

Os Serviços de Documentação da Universidade do Minho e a Casa de Sarmento têm patente, até ao próximo dia 4 de Novembro, no Espaço B-in da Biblioteca da Universidade em Guimarães, a exposição Pesos & Medidas – Metrologia e História, onde se podem observar diferentes instrumentos de medição e respectivos padrões, utilizados entre nós ao longo dos tempos.

Os materiais expostos pertencem à colecção de Etnografia do Museu da Sociedade Martins Sarmento.

Está disponível online o catálogo da exposição.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:58 PM | Comentários (0)

outubro 22, 2005

São Rosas, Senhor! Fotografias da exposição.

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Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:22 PM | Comentários (0)

São Rosas, Senhor! Exposição de Rute Rosas na SMS

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O ciclo expositivo de Arte Contemporânea em curso na Galeria de Arte da SMS prossegue com a exposição São Rosas, Senhor!, de Rute Rosas.

Partindo da lenda da Rainha Santa Isabel, onde o pão da dádiva se transforma em rosas, a exposição de Rute Rosas redefine o espaço arquitectónico da galeria de Arte da Sociedade Martins Sarmento, reorganizando-o simetricamente, em espelho. As rosas, o pão e o corpo são elementos omnipresentes. As imagens reflectidas em espelhos, interagindo com os observadores, produzem efeitos surpreendentes.

Remetendo para a simbologia da dádiva presente no "milagre das rosas", Rute Rosas oferece aos visitantes,no dia da inauguração da exposição, pães em forma de rosas, água e vinho.

A exposição pode ser visitada na Sociedade Martins Sarmento, na Rua Paio Galvão, em Guimarães, entre os dias 22 de Outubro e 25 de Novembro de 2005. No site da Casa de Sarmento está disponível, para descarga e consulta, o booklet da exposição de Rute Rosas. A entrada é livre.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:06 PM | Comentários (0)

setembro 24, 2005

'Presidente da SMS acredita num apoio do Ministério da Cultura'

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«Entre as centenas de convidados estava o presidente da Sociedade Martins Sarmento (SMS), António Amaro das Neves que o NG ‘apanhou’ a conversar com a ministra da Cultura. Que apoio estaria o presidente da SMS a pedir à titular da pasta da Cultura? A questão foi colocada a Amaro das Neves que respondeu “nenhum”. E explicou “esta conversa surge na sequência de contactos já anteriores às eleições com os deputados do círculo de Braga, na altura candidatos”. Pelos vistos “esses contactos tiveram desenvolvimentos, quer directamente da SMS quer por intermédio dos deputados”. Como resultado, a Ministra “mostrou vontade em conhecer os problemas da SMS e em conjunto tentar encontrar soluções para os resolver”. De resto, a conversa tida no CCVila Flor “já estava agendada”. Na conversa ficou decidido a SMS enviar para o Ministérios a documentação que permita avaliar a situação da SMS ao nível da actividade que desempenha, os projectos que tem e as dificuldades que enfrenta. Tudo para que o Ministério “garanta um apoio, quer pontual em relação a actividades da Sociedade, quer em termos de apoio sustentado”.»

Teresa Ferreira, in Notícias de Guimarães, 23-09-2005

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:12 PM | Comentários (0)

setembro 15, 2005

Recordando o Palácio de Vila Flor em 1884

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O palacete que vai passar a acolher o Centro Cultural de Vila Flor foi palco, em 1884, de uma iniciativa dinamizada pela Sociedade Martins Sarmento que contribuiria para a renovação económica e cultural de Guimarães. O texto que se segue é o início de um artigo em que Joaquim de Vasconcelos descrevia, no Comércio do Porto (depois transcrito em O Minho Pitoresco), alguns aspectos deliciosos daquele acontecimento:

"O andar nobre do palacete está dividido, em toda a sua extensão, em duas linhas de salas, que correm paralelas, a partir do grande átrio do lado do jardim, cinco; do lado oposto, na frontaria, apenas três, mas muito maiores. Estas duas linhas estão ligadas, na extremidade da ala, por dois pequenos gabinetes transversais com um vestíbulo de entrada, que dá saída para um dos lados do jardim. O andar superior, talhado em mansarda, seguindo a moda francesa do século XVIII, é de menor altura, mas não tem divisão paralela.

"São três salas, uma das quais ainda está vazia.

"Quem subir a elegante escada encontrará na primeira sala o que há de mais apetitoso no género doces, desde o pão-de-ló monumental de 0,60 centímetros de diâmetro, até à fruta confeitada de maior preço, oculta entre as flores e rendas de uma boceta vistosíssima. Os visitantes lançam por todas aquelas maravilhas um olhar melancólico: muito bonito, sim, mas invioláveis; só o júri é que gozará do privilégio de examinar, a fundo, todas aquelas sedutoras gulodices. O único remédio é pedir, suplicar aos srs. Serafim Barbosa, Mendes Guimarães, Sousa Júnior, às sras. D. Maria dos Prazeres Varandas, D. Maria Mendes, etc., que favoreçam as visitas com um bom sortimento no próprio restaurante da exposição.

"Foi uma excelente ideia estabelecer ali um elegante chalet com refrescos, mas pôr os belos doces tão longe, precisamente quando o viajante chega fatigado ao termo da sua jornada através do andar nobre, isso não foi bem calculado. Solicita-se, pois, um fornecimento em duplicado. Não pediremos outro tanto às sras. D. Antónia Amália Viegas, D. Ana Moreira, D. Isabel Freitas Costa, que apresentam as mais primorosas bocetas: é difícil esgotar qualquer desses exemplares numa tarde, mas não faltaria quem o levasse para casa como lembrança."

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 04:39 PM | Comentários (0)

setembro 12, 2005

Fotografias do pintor Abel Cardoso na Fototeca da Casa de Sarmento

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Já está disponível, na área Personalidades da Fototeca da Casa de Sarmento, uma colecção de fotografias referentes ao pintor Abel Cardoso (Guimarães, 1877-1964), oferecidas por Abel Cardoso, neto do pintor.

A Fototeca da Casa de Sarmento é um repositório de fotografias, gravuras, pinturas e de representações sobre outros suportes materiais dedicado ao património construído, às personalidades, à vida quotidiana, ao trabalho, às festividades, aos acontecimentos públicos de Guimarães e da sua região.

Em larga medida, este projecto retoma e aprofunda a ideia de Joaquim Fernandes que esteve na origem da exposição “Guimarães do Passado e do Presente” organizada em Agosto de 1979 pela Comissão de Coordenação e Dinamização da antiga Biblioteca Pública da Fundação Gulbenkian e do livro com o mesmo título, que permitiu recriar uma imagem viva da antiga Guimarães, desde os meados do século XIX até meados do século XX.

O principal objectivo deste projecto é reunir em acervo digital as imagens dos espaços, das gentes, dos costumes, da economia, da sociedade, da história e da cultura da nossa região. Assume-se como um arquivo em permanente construção que visa preservar e disponibilizar aos investigadores e ao público em geral a nossa memória visual e a percepção das mutações operadas ao longo do tempo.

A Casa de Sarmento - Centro de Estudos do Património é uma Unidade Cultural da Universidade do Minho que nasceu da cooperação da Universidade com a Sociedade Martins Sarmento e com a Câmara Municipal de Guimarães.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:26 PM | Comentários (0)

Exposição All My Independent Women, o blog

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A exposição All My Independent Women, de Carla Cruz, patente na Galeria de Arte da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, tem um blog, que está disponível no endereço allmyindependentwomen.blogspot.com.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:05 PM | Comentários (2)

setembro 10, 2005

All My Independent Women: imagens de uma colecção feminista

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A exposição All My Independent Women, de Carla Cruz, estará patente no Museu da Sociedade Martins Sarmento, na Rua Paio Galvão, em Guimarães, até ao dia 11 de Outubro de 2005.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 06:29 PM | Comentários (0)

All My Independent Women: exposição de Carla Cruz na SMS

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O ciclo expositivo de Arte Contemporânea na Galeria de Arte da SMS prossegue com a exposição All My Independent Women, de Carla Cruz.

A exposição, apesar de individual, reúne uma espécie de colecção de arte sobre o género, com intervenções de outras artistas cujos percursos se têm cruzado com o de Carla Cruz, cujas obras ajudam a questionar a sua posição das mulheres e dos homens no mundo, e no mundo da arte através da especificidade dos seus géneros. O fio condutor da exposição é formado por diversas entradas do Dicionário Português da Crítica Feminista, de Ana Gabriela Macedo e Ana Luísa Amaral, (aborto, androginia, bixessualidade, ciberfeminismo, contos de fadas, corpo, estereotipo, feminilidade, género, imagem, masculinidade, maternidade, patriarcado e prostituição). A artista propõe uma releitura do feminismo em Portugal através da reabertura da discussão feminista nas artes plásticas.

Carla Cruz nasceu em Vila Real, em 1977, fez a Licenciatura em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (1996 / 2001) e o Mestrado em Belas Artes pelo Piet Zwart Institute, Willem de Kooning Academy, Hogeschool Rotterdam, Holanda (2001 / 2003). Vive e trabalha no Porto.

A exposição pode ser visitada na Sociedade Martins Sarmento, na Rua Paio Galvão, em Guimarães, entre os dias 10 de Setembro e 11 de Outubro de 2005. No site da Casa de Sarmento está disponível, para descarga e consulta, o booklet desta exposição. A entrada é livre.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:02 PM | Comentários (0)

julho 28, 2005

Cursinho de Verão na Sociedade Martins Sarmento

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A ideia generalizada que vigorava no passado, segundo a qual os museus e os locais históricos seriam espaços que serviam somente para armazenamento e exposição estática, sem vida, das memórias do passado, encontra-se presentemente ultrapassada. Enquadrando-nos na linha de pensamento actual, e contrariando essa forma de actuação, pretendemos com o implemento de actividades de Verão na Sociedade Martins Sarmento, que este espaço museológico se torne mais dinâmico, funcional e que transmita a mensagem dos nossos antepassados de uma forma aliciante e participante.

Através do “Cursinho de Verão”, que decorreu entre o dia 28 de Junho e o dia 28 de Julho, procurou-se atingir o objectivo principal de aliciar os mais novos a interessarem-se pelas questões do Património e da sua salvaguarda de uma forma lúdica.

O Cursinho abrangeu uma faixa etária de crianças entre os 6 e os 10 anos e decorreu nas instalações da Sociedade Martins Sarmento durante um mês (três tardes por semana). As crianças participaram em actividades no âmbito da Arqueologia, da História e das Artes Plásticas e puderam contactar com diferentes tipos de materiais, com diversas formas de expressão, adquirindo desse modo algumas noções teórico-práticas básicas relacionadas com estas áreas.

No último dia do “Cursinho de Verão” realizou-se uma exposição dos trabalhos produzidos pelo grupo de crianças, que assim puderam manifestar e demonstrar toda a sua dedicação pelas actividades realizadas. Através desta última actividade também se procurou cativar e motivar os próprios pais e outros familiares para a necessidade destes visitarem este espaço museológico, juntamente com as crianças, transformando cada vez mais os Museus em espaços “vivos”.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:29 PM

julho 16, 2005

Inauguração da B>in (Biblioteca Interactiva)

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Foi inaugurado, no dia 15 de Julho de 2005, o novo espaço interactivo da Biblioteca de Guimarães da Universidade do Minho. O Vice-Reitor Acílio Estanqueiro Rocha pronunciou a intervenção de abertura.

A B>in é um espaço onde terão lugar eventos culturais, estando já programadas iniciativas de parceria entre os Serviços de Documentação da Universidade do Minho e a Casa de Sarmento, na sequência da exposição que esteve patente no dia da inauguração, que reuniu diversos tesouros das colecções da Sociedade Martins Sarmento.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:53 PM

julho 13, 2005

"Tesouros de Sarmento" na inauguração da Biblioteca Interactiva B>in

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Vai ser inaugurado, no próximo dia 15 de Julho (sexta-feira), pelas 10h, o espaço B>in (Biblioteca Interactiva), no Campus de Azurém da Universidade do Minho.

Integrado na Biblioteca da Universidade em Guimarães, este será um local dedicado à interactividade, à leitura informal de jornais e revistas, ao estudo em grupo, e à consulta da Internet (o espaço está equipado com tecnologia wireless e com 4 terminais de computadores). Pretende-se que este local funcione também como interface entre a Biblioteca, a Universidade e a cidade de Guimarães, através da realização de iniciativas diversas, tais como exposições, debates, apresentações de livros.

Para assinalar a abertura da B>in, estará patente ao público, durante esse dia, a exposição Tesouros de Sarmento, que se constituirá como uma oportunidade única para apreciar uma mostra de materiais do espólio da Sociedade Martins Sarmento. A organização é uma parceria da Casa de Sarmento e dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:47 PM

julho 05, 2005

Governador Civil de Braga na SMS

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No dia 4 de Julho, o Governador Civil do Distrito de Braga, Fernando Moniz, visitou a Sociedade Martins Sarmento, tendo-se inteirado das actividades, do património e dos problemas desta Instituição centenária. No decurso da reunião que manteve com a Direcção da SMS, deu conta da intenção de dar cumprimento, com efeitos retroactivos, ao protocolo de colaboração assinado entre o Governo Civil e esta Instituição no início de 2001, e que foi negociado durante a sua primeira passagem pelo cargo de representante do Governo no Distrito de Braga.

O Governador Civil reafirmou a sua disponibilidade para apoiar as Sociedade Martins Sarmento nas iniciativas que vem desenvolvendo no sentido de ser encontrada uma modalidade de apoio sustentado por parte do Estado que lhe permita prosseguir com a sua missão cultural e de protecção do património.

No final da reunião, foram visitadas as instalações da SMS em Guimarães, nomeadamente a Biblioteca, o Arquivo e o Museu Arqueológico. Na visita, Fernando Moniz esteve acompanhado pelos seu Chefe de Gabinete, José Ferreira Lopes.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:10 PM

julho 04, 2005

Na saída de Emídio Guerreiro da Sociedade Martins Sarmento

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Escolheu Emídio Guerreiro a Sociedade Martins Sarmento para se recolher antes da sua última caminhada pela Guimarães da sua infância, da sua juventude, da sua saudade maior em tempos de exílio, da sua alegria quando a voltou a pisar em liberdade.

Emídio Guerreiro foi um professor, um matemático, um político, um guerrilheiro, um idealista, um militante do ternário da liberdade, da igualdade e da fraternidade, um cavaleiro da utopia. Tudo isso foi, como nos tem sido recordado nestes últimos tempos, como certamente ouviremos repetir ainda hoje. Mas Emídio Guerreiro também foi, também é, um cidadão de Guimarães que amou, como poucos, a terra que o viu nascer e de que foi violentamente afastado durante quase meio século. E foi ainda um de nós, um dos que se revêem na tradição de serviço público através da cultura que está inscrita na matriz da Sociedade Martins Sarmento, que se honra de contar com Emídio Guerreiro entre os seus sócios honorários.

A história da sua vida é comparável às façanhas dos heróis da gesta medieval. Mas não para Emídio Guerreiro, que costumava afastar os elogios que lhe faziam dizendo que tudo o que terá feito não foi senão cumprir o seu dever. Contra a sua vontade, não tardará muito para que Emídio Guerreiro seja recordado como uma lenda. Mas os que tiveram o privilégio de o conhecer sabem que Emídio Guerreiro atravessou a história do século XX e existiu para além do mito que a sua vida ajudou a construir. E que continuará a ser, para os que no presente e no futuro irão passando por esta casa, o exemplo de um humanista preocupado com a solidariedade e a dignidade humanas, que se identificava com o espírito dos fundadores da Sociedade Martins Sarmento, que comungavam do ideal da elevação do homem através da cultura, como transparece da missão original que atribuíram a esta casa: Promotora da Instrução Popular.

Emídio Guerreiro foi um cidadão que se manteve sempre de olhos despertos para o mundo em convulsão em que viveu. Combateu pela liberdade onde ela perigava. Assistiu à destruição da Europa às suas próprias mãos em duas guerras devastadoras. Viu revoluções e contra-revoluções. Mas também foi testemunha de exaltantes progressos da humanidade. Até ao final dos seus dias, continuava a deslumbrar-se com os avanços da ciência e do conhecimento. Fica-nos na recordação o seu encantamento com a decifração de um enigma matemático velho de séculos quando já dobrava os cem anos.

Ele, a quem não comemoraram o primeiro centenário, mas simplesmente mais um aniversário, não se deslumbrava com a exaltação da sua imensa lucidez em idade provecta. Não se orgulhava da sua celebrada velhice, antes a olhava como uma espécie de condescendência da vida, um tempo em que se desce uma montanha, vendo outros subi-la. Não aspirava à vida eterna. Apenas a uma vida digna. Teve-a. E partiu com dignidade.

Emídio Guerreiro conhecia bem a Sociedade Martins Sarmento, a sua missão, os seus projectos e os seus problemas. Depois do desaparecimento do amigo que partiu primeiro, Santos Simões, continuou a seguir com atenção e preocupação o dia-a-dia desta casa. Deixou-lhe um importante legado que a torna em depositária da sua memória. Esta Instituição, que lhe demonstrou em vida o tamanho da sua gratidão, saberá honrar a sua memória, que passará a fazer parte do imenso património que tem à sua guarda.

Olhando para aquela pequena caixa onde nos dizem que está Emídio Guerreiro, sabemos que nos enganam. Um homem com a sua dimensão não cabe ali.

Perguntámos, como o poeta do cantar de amigo, onde está então Emídio Guerreiro?

Está dentro dos sonhos que sonhou com os olhos abertos, e que perdurarão para lá do seu desaparecimento físico. Emídio Guerreiro morreu, porque a morte é a última das leis da vida, mas continua vivo na utopia que perseguiu durante toda a sua existência.

Há circunstâncias que quase obrigam a palavras de circunstância, como as que nos mandam curvar perante a memória dos que partem. Mas hoje não nos curvaremos. Não nos curvaremos perante a memória de Emídio Guerreiro, porque o seu exemplo nos obriga a olhar em frente, com os olhos no futuro e uma imensa confiança na capacidade criadora do Homem. Apesar de tudo.

Guimarães, 3 de Julho de 2005

[Palavras ditas pelo Presidente da Direcção da Sociedade Martins Sarmento na cerimónia que antecedeu o cortejo fúnebre do Professor Emídio Guerreiro.]

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:51 PM

julho 03, 2005

Última caminhada

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O Professor Emídio Guerreiro escolheu a Sociedade Martins Sarmento para se recolher antes da sua última caminhada pela Guimarães da sua meninice, dos seus primeiros amores, da sua saudade maior durante o exílio, da sua alegria quando a voltou a pisar em liberdade.

O cortejo fúnebre de Emídio Guerreiro sai às 17:00 de hoje, Domingo, dia 3 de Julho de 2005, da sede da Sociedade Martins Sarmento para o Cemitério da Atouguia, em Guimarães.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 12:31 AM

julho 01, 2005

Emídio Guerreiro, na barricada da liberdade (2)

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Perseguido em Portugal, Emídio Guerreiro exilou-se em Espanha onde combateu do lado dos republicanos na Guerra Civil espanhola. Durante a II Guerra Mundial, esteve na Resistência francesa à ocupação nazi. Em 1941, aderiu ao maquis (guerrilha) em Saint Antonin, no Sudoeste da França, adoptando o nome de Capitão Hélio. Combateu até à vitória. Em Agosto 1945, entrou em triunfo na cidade libertada de Montaubaun.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:20 PM

Emídio Guerreiro, na barricada da liberdade (1)

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No dia 3 de Fevereiro de 1927 eclodiu o primeiro levantamento militar contra a ditadura, dirigido pelo general Sousa Dias. O Regimento de Infantaria n.º 20, de Guimarães, aderiu à revolta. Emídio Guerreiro estava lá. A fotografia mostra um pormenor das barricadas que se ergueram na rua de Santa Catarina no Porto.

Emídio Guerreiro é o militar que aparece em primeiro plano, de pé, com capote e espada.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:04 PM

junho 30, 2005

Na morte do Professor Emídio Guerreiro

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No momento do seu desaparecimento, a Sociedade Martins Sarmento rende sentida homenagem ao seu sócio honorário, cuja presença ficará gravada na História do século XX de Guimarães, de Portugal e da Europa, enquanto político, matemático e homem de profunda cultura humanista.

Cidadão do Mundo, bateu-se pelos ideais da liberdade e da democracia em Portugal, em Espanha e em França. Mas nunca esqueceu a terra que o viu nascer, esta “bela cidade de Guimarães em que a minha meninice foi passada”, como lembrou no centenário do seu nascimento.

A vida do Professor Emídio Guerreiro, testemunha actuante num mundo em convulsão, atravessado por guerras, catástrofes, revoluções e contra-revoluções, mas também pelos mais exaltantes progressos da ciência, é um exemplo de coerência, de inconformismo e de dignidade para as gerações do presente e do futuro.

A Sociedade Martins Sarmento orgulha-se de contar com Emídio Guerreiro entre os seus sócios. Acompanhava com interesse o trabalho cultural e de protecção do património desenvolvido por esta Instituição e preocupava-se com as suas dificuldades, contribuindo com o seu apoio moral e material para que a SMS pudesse prosseguir a sua missão cultural.

Como manifestação de reconhecimento pelo apoio desinteressado que recebia de Emídio Guerreiro, esta Sociedade homenageou-o recentemente, instituindo o “Prémio Professor Emídio Guerreiro”, destinado ao melhor aluno da licenciatura de Matemática – Área de Especialização em Ensino, da Universidade do Minho, atribuindo o seu nome a uma das salas da sua sede e dando-lhe o título da Mecenas da Sociedade Martins Sarmento.

Por vontade expressa de Emídio Guerreiro, os seus restos mortais estarão na sede da Sociedade Martins Sarmento a partir da manhã de Sábado, dia 2 de Julho de 2005, onde lhe poderá ser prestada a última homenagem pelos cidadãos da sua terra. O cortejo fúnebre a pé terá lugar no Domingo, dia 3, pela 17 horas, em direcção ao Cemitério da Atouguia, onde as suas cinzas ficarão depositadas.

A Direcção da Sociedade Martins Sarmento apela aos seus sócios e à população de Guimarães para que participem na última caminhada do Professor Emídio Guerreiro pelas ruas da cidade que tanto amou.

Guimarães, 30 de Junho de 2005
A Direcção da Sociedade Martins Sarmento

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:50 PM

junho 29, 2005

Faleceu Emídio Guerreiro

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Faleceu hoje em Guimarães o Professor Emídio Guerreiro. A história da sua vida atravessou três séculos, sendo testemunha participante das grandes convulsões que atravessaram o século XX. Foi um lutador das causas da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Contava 105 anos e faleceu no Centro de Solidariedade Humana que ajudou a criar e que tem o seu nome.

A Sociedade Martins Sarmento curva-se perante a memória deste seu Sócio Honorário, que homenageou recentemente com a instituição do Prémio Professor Emídio Guerreiro, destinado ao melhor aluno da licenciatura de Matemática – Área de Especialização em Ensino, da Universidade do Minho, e a atribuição do seu nome a uma das salas da sua sede.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:32 PM

junho 25, 2005

Quarentena – Site-specific no Museu da Sociedade Martins Sarmento: as imagens

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A exposição pode ser visitada na Sociedade Martins Sarmento, na Rua Paio Galvão, em Guimarães. No site da Casa de Sarmento está disponível, para descarga e consulta, o booklet desta exposição. A entrada é livre.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:34 PM

Radiestesistas portugueses celebraram Solstício de Verão na Citânia de Briteiros

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A “Associação Cultural Radiestesia Lusitaniae” (ACRL), entidade que se dedica à divulgação do estudo e prática da Radiestesia em Portugal, escolheu a Citânia de Briteiros para celebrar, na noite de 24 de Junho, com uma cerimónia esotérica realizada à volta do fogo, o Solstício de Verão. O ritual, orientado pelo francês Jean Marc Ripper, pretendeu invocar, não apenas a festividade joanina, símbolo de entrada num período de maior luz, mas também os velhos rituais pagãos, celtas ou romanos, que festejavam o deus Sol no mês de Junho e foram reconvertidos pelo cristianismo.

Representando o papel de “vestal”, uma jovem mulher recolheu, durante a tarde, nove plantas diferentes, formando com elas um ramo, que depois, na cerimónia, lançou ao fogo. Este, entretanto, tinha sido ateado por um homem, simbolizando o astro solar, que orientou os troncos nas quatro direcções para se colocar em harmonia com as forças terrestres e celestes.

Os assistentes, de mãos dadas, giravam à volta da fogueira, ora aproximando-se, ora afastando-se, para formularem desejos relacionados com a ordem cosmológica universal, com a terra e seus habitantes e com as necessidades de cada um. Cumprido este ritual, os presentes saltaram sobre a fogueira para, segundo explicações do orientador da cerimónia, “dar vitalidade à luz”.

A terceira parte do ritual consistiu na sensibilidade radiestésica dos presentes às energias cósmicas e pessoais, através do reequilíbrio dos “chacras” (do sânscrito “roda”), uma fórmula que remonta há milhares de anos e cuja função é a troca de energia entre o organismo e o universo.

Sentados à roda do fogo e orientados por Jean Marc, um esoterista que pratica a cura pelos cristais, as três dezenas de pessoas presentes fizeram vários exercícios de captação e libertação de energias positivas e negativas para determinar o seu grau de fluidez e, consequentemente, o estado das “chacras” de cada um.

Segundo os radiestesistas, todos os nossos estados de consciência são condicionados pelo estado energético dos nossos “chacras”.

Tal como vem acontecendo em Stonehenge e noutros locais emblemáticos das culturas pré e proto-históricas, geralmente ligadas aos sacerdotes druidas das civilizações celtas, também a Citânia de Briteiros começa a suscitar as atenções dos radiestesistas portugueses que, desta forma, procuram enraizar a sua actividade actual nos usos ancestrais, já que a radiestesia era uma função realizada há muitos milhares de anos. AC

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:05 PM

junho 24, 2005

Guimarães, 24 de Junho de 1128

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Passam hoje 877 anos sobre a data em que se travou, em terras de Guimarães, a Batalha de S. Mamede. Foi a “primeira tarde portuguesa”.

O 24 de Junho de 1128, com tudo o que representa para a afirmação da nacionalidade, é o resultado da reacção colectiva de grande parte da nobreza do Minho, que se sentiu lesada nos seus interesses pela retirada, por parte de D. Teresa, da confiança no exercício dos cargos administrativos do condado portucalense, que estavam nas suas mãos havia mais de um século, em favor de um estranho (o galego Fernando Peres de Trava), escolhendo para seu chefe aquele que melhor poderia assegurar a sua autonomia, Afonso Henriques.

São Mamede é o momento fundador da nacionalidade portuguesa, que se consolidou com o transcurso do tempo. Do ponto de vista da afirmação política e da representação simbólica, assinala a circunstância em que Portugal começa a afirmar a sua autonomia, iniciando um percurso que passará por muitos outros acontecimentos, em diferentes momentos e lugares e que se completará com a demarcação definitiva das suas fronteiras e a sua sustentação perante as pretensões hegemónicas do vizinho peninsular. 1140, 1179, 1385, 1640 são datas que também fazem parte da cronologia da afirmação da independência de Portugal, mas só aconteceram porque houve São Mamede.

Guimarães comemora o 24 de Junho com um vasto programa, do qual se destaca a entrega da medalha de ouro de mérito cultural atribuída pela Câmara Municipal de Guimarães à Professora Maria Norberta Amorim. Docente e investigadora da Universidade do Minho, Norberta Amorim desenvolve a sua actividade científica a partir de Guimarães, onde criou e coordenou o Núcleo de Estudos de População e Sociedade, sendo a principal responsável pelo desenvolvimento dos estudos de demografia histórica em Portugal.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:51 AM

junho 23, 2005

Terceiro centenário da morte de Torquato Peixoto de Azevedo

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Passam hoje trezentos anos sobre a morte do Padre Torquato Peixoto de Azevedo, presbítero secular, historiador, genealogista e monógrafo vimaranense, autor das Memórias Ressuscitadas da Antiga Guimarães.

Na apresentação da obra, o Padre Torquato descreve-a como compreendendo “as primeiras notícias da nossa antiga Araduca, a fundação da nova Guimarães e sua igreja real; sua grandeza, moradores, freguesias, coutos e honras do seu termo; edifícios, mosteiros, capelas, rios, pontes e fontes suas vizinhas; morgados e privilégios, isenções e liberdades com que foram honrados seus reis; casos e sucessos que na sua defesa e do reino sucederam.”

Segundo o Abade de Tagilde, o renovador da historiografia vimaranense, o “Padre Torquato coloca-nos à mão muitos dados, cujo conhecimento só alcançaríamos manuseando grossos volumes, e dá-nos conta de outros, que não adquiriríamos sem o seu auxílio. Deixa-nos alguns pontos que desejaríamos mais lucidamente desenvolvidos e de boamente prescindiríamos de algumas minuciosidades, que nos narra. Mas onde a formosura sem senão?”

Trata-se da mais antiga monografia sobre Guimarães, cujo conteúdo serviu de fonte de inspiração a tudo quanto sobre Guimarães se escreveu nos séculos seguintes.

O Padre Torquato Peixoto de Azevedo nasceu a 2 de Maio de 1622, filho de João Rebelo Leite e de Isabel Peixoto de Azevedo. Além das Memórias Ressuscitadas da Antiga Guimarães (que só se publicaram em 1845), deixou ainda 22 volumes manuscritos com genealogias. Faleceu a 23 de Junho de 1705.

Na Biblioteca da SMS encontra-se o manuscritos das Memórias Ressuscitadas (cuja versão integral está disponível no web-site da Casa de Sarmento), além de diversas obras genealógicas do Padre Torquato.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 10:49 AM

junho 20, 2005

Quarentena – Site-specific no Museu da Sociedade Martins Sarmento

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A Sociedade Martins Sarmento vai inaugurar no próximo sábado, dia 25 de Junho, pelas 16:00 horas, a exposição Quarentena – site-specific no Museu da Sociedade Martins Sarmento, do colectivo composto por Lígia Aarão, Tatiana Miranda, Pedro Ferreira, Magali Marinho, Sandra Silva, Bruno Monteiro, Margarida Ribeiro Cruz, Luciana Ribeiro e Rita Costa Pereira. A exposição, que prossegue o ciclo expositivo de arte contemporânea em curso na Galeria de Arte SMS, estará patente até ao dia 2 de Setembro de 2005.

Esta exposição prossegue com o desafio que conduziu à criação da Galeria de Arte da Sociedade Martins Sarmento e ao lançamento de um ciclo expositivo que invade o seu espaço com novas abordagens plásticas, do qual partiu a provocação lançada a um grupo de jovens artistas para que, com inteira liberdade criativa e com recurso a diferentes processos expressivos, reinterpretassem o Museu, ajudando a desvendar o que se pode ocultar para lá da redoma de cristal em que se encerrou.

A entrada é livre.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:19 PM

junho 18, 2005

Professor Emídio Guerreiro, Mecenas da Sociedade Martins Sarmento

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A Direcção da Sociedade Martins Sarmento, pretendendo homenagear o seu sócio honorário Professor Emídio Guerreiro, em reconhecimento aos altos serviços que tem prestado à Instituição e à generosidade desinteressada com que vem contribuindo para que a SMS possa prosseguir a sua missão de salvaguarda do património e o desenvolvimento da sua acção cultural, decidiu instituir um prémio anual com a designação Prémio Professor Emídio Guerreiro, a entregar ao melhor aluno da licenciatura de Matemática – Área de Especialização em Ensino, da Universidade do Minho e atribuir o seu nome a uma das salas da sua sede.

A Sala Professor Emídio Guerreiro será inaugurada com uma exposição biográfica, organizada a partir do espólio do velho combatente, que irá ser entregue à SMS.

O Professor Emídio Guerreiro, político, homem da ciência e da cultura sempre se manteve fiel aos ideais da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, sendo um exemplo vivo de persistência e de recusa do conformismo e da resignação.

Cidadão de Portugal e do mundo, por todo o lado ergueu a bandeira da dignidade humana, tendo sido testemunha lúcida e actuante de todo um século marcado por esperanças e convulsões.

É este cidadão exemplar de Guimarães que a Sociedade Martins Sarmento homenageia, reconhecida pelo generoso apoio que lhe tem dado.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:40 PM

Sessão de lançamento de obras de Margarida Cachada

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Realizou-se, no dia 17 de Junho, na sede da Sociedade Martins Sarmento, a sessão pública de lançamento de dois novos livros de Margarida Cachada.

O livro Xu Jie – Uma estudante chinesa em Guimarães, retrata a experiência de adaptação de uma jovem chinesa numa escola portuguesa. A obra, editada pela Sociedade Martins Sarmento em edição bilingue (português/chinês), despertou forte interesse entre a comunidade imigrante chinesa, que compareceu em grande número à sessão de lançamento. A tradução para chinês foi assegurada pelo Centro de Estudos Orientais, da Universidade do Minho.

A obra foi apresentada pelas Dras. Sun Lam e Wang Jiangmei que, com o Dr. Luís Cabral, assinam a tradução do texto para chinês. Leram excertos da narrativa a sua protagonista, Xu Jie, que leu em português, e quatro alunas portuguesas da Licenciatura em Estudos Orientais da Universidade do Minho, que leram excertos da versão em língua chinesa. A apresentação da obra esteve a cargo do Dr. Carlos Poças Falcão.

O relatório de investigação Escrita Criativa em Contexto Escolar – Exemplificação de uma Prática no Terceiro Ciclo do Ensino Básico é uma edição do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho, correspondendo ao trabalho de dissertação de mestrado que Margarida Cachada realizou, mas que não foi sujeito a provas públicas, por motivo da doença de que acabaria por a levar prematuramente. Esta obra foi apresentada pelo respectivo o orientador, o Prof. José António Brandão de Carvalho, do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho, que a definiu como um retrato da autora, enquanto professora de Língua Portuguesa que procurava despertar a motivação dos jovens e influenciar as práticas de outros docentes no sentido da promoção da criatividade

A sessão incluiu ainda intervenções do Presidente da Direcção da Sociedade Martins Sarmento, de Armindo Cachada, viúvo da autora, e da Sra. Zhang, adida para a educação da Embaixada da República Popular da China em Portugal. Três momentos musicais estiveram a cargo de Nuno Cachada, Rui Ferreira e Daniela Cachada Cardoso.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 03:38 PM

Dia 21 de Junho: lançamento do livro "Santos Simões, um líder carismático", de António Gama Brandão

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Vai ser lançado, no próximo dia 21 de Junho, pelas 21 horas, no Salão Nobre da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães o livro Santos Simões, um líder carismático, de António Gama Brandão.

Trata-se de uma colectânea de textos que reúne artigos já publicados e inéditos do médico António Gama Brandão, que aludem directa ou indirectamente à figura de Santos Simões. No prefácio desta publicação, o actual Presidente da Direcção da Sociedade Martins Sarmento afirma que a obra "retrata com traços impressivos e afectuosos, o perfil de Santos Simões: espírito inconformista, dotado de uma permanente inquietude e de uma resistência de estóico, trabalhador incansável, referência moral, cultural e política para várias gerações".

Segundo o autor, o livro que vais ser apresentado constitui "mais uma oportunidade para evocar e preitear, ainda que postumamente, uma tão eminente personagem que imensa saudade deixou nos nossos corações".

Joaquim António dos Santos Simões é uma figura incontornável da vida política e da cultura portuguesa. Nos últimos da sua vida dedicou-se à Sociedade Martins Sarmento, a cuja direcção presidiu desde 1990, tendo sido o principal mentor da renovação daquela instituição centenária. Os últimos projectos a cuja materialização se entregou com entusiasmo foram a Comemoração do V Centenário do Teatro Português, a instalação do Museu de Cultura Castreja, a construção de uma nova Casa de Acolhimento na Citânia de Briteiros e a concretização da Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património, Unidade Cultural que consagra a cooperação institucional da Universidade do Minho com a SMS e a Câmara Municipal de Guimarães. Faleceu no dia 23 de Junho de 2004.

António da Gama Brandão é médico pediatra residente em Guimarães, com preocupações de intervenção social e cultural. Amigo de longa data de Santos Simões, foi orador convidado na homenagem que a Universidade do Minho lhe fez em 1999, no Campus de Azurém. A convite da Direcção da Sociedade Martins Sarmento, proferiu o elogio fúnebre de Santos Simões.

O livro será apresentado pelo Dr. Antero Tavares.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:26 PM

junho 13, 2005

Dia 17 de Junho: dois novos livros de Margarida Cachada lançados na SMS

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A Sociedade Martins Sarmento e o Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho vão lançar no próximo dia 17 de Junho, às 18 horas, no Salão Nobre da SMS, na Rua Paio Galvão, em Guimarães dois livros póstumos de Margarida da Conceição Borges de Sá Cachada:

Xu Jie – Uma estudante chinesa em Guimarães (edição bilingue, em português e chinês, da Sociedade Martins Sarmento), com ilustração de Filomena Bento.

Escrita Criativa em Contexto Escolar – Exemplificação de uma Prática no Terceiro Ciclo do Ensino Básico (edição do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho).

Durante a sessão terá lugar uma intervenção musical pelo guitarrista Nuno Cachada e pela violinista Daniela Cachada Cardoso.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 11:58 AM

junho 11, 2005

Sociedade Martins Sarmento recebe Ordem do Infante D. Henrique

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A Sociedade Martins Sarmento foi agraciada com o título de Membro Honorário da Ordem do Infante D. Henrique. A condecoração foi entregue ao Presidente da Direcção da Sociedade pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, durante a sessão solene comemorativa do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que decorreu em Guimarães.

No documento distribuído aos participantes naquela cerimónia, com os currículos das personalidades e instituições condecoradas, podia ler-se o seguinte, na parte em que se referia à SMS:

Ao serviço da comunidade. Assim foi fundada, em 1881, em homenagem ao arqueólogo e etnógrafo Francisco Martins Sarmento. Instituição cultural de utilidade pública, sob a sua tutela estão diversos equipamentos culturais de que são exemplo o Museu Arqueológico – um dos mais antigos e importantes do país -, uma Biblioteca e uma Hemeroteca notáveis. Guimarães tem nesta Sociedade o exemplo de que o País se pode orgulhar.

As insígnias da distinção agora recebida, que reconhece a acção cultural que a Sociedade Martins Sarmento desenvolve, irão juntar-se a outras com que a Instituição já foi distinguida, onde se destacam as da Ordem de Santiago da Espada e a Medalha de Ouro da Cidade de Guimarães.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:09 PM

O Corpo Diplomático na Citânia de Briteiros

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No dia 9 de Junho, a Citânia de Briteiros foi visitada pelo Corpo Diplomático acreditado em Portugal, no âmbito do programa social e cultural paralelo às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

Durante a visita, que foi conduzida pelo Director Científico da Sociedade Martins Sarmento, Francisco Sande Lemos, e pelo arqueólogo Gonçalo Cruz, os visitante puderam assistir a alguns quadros de recriação histórica da vida na Citânia.

A iniciativa, programada pela Câmara Municipal de Guimarães em colaboração com a Sociedade Martins Sarmento, contou com a colaboração da Casa do Povo de S. Salvador de Briteiros e da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 02:09 PM

junho 07, 2005

A colecção arqueológica de Albano Belino em exposição

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Está aberta ao público a exposição A secção Albano Belino do Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, na sede da SMS, em Guimarães, em que é mostrada a colecção de peças arqueológicas que, em 1906, foram doadas pela viúva do arqueólogo àquela instituição.

Inspirado no exemplo do arqueólogo Francisco Martins Sarmento, Albano Belino publicou uma série de estudos sobre epigrafia romana, arqueologia cristã e numismática. Ao mesmo tempo, reuniu vasto acervo museológico com que pretendia iniciar um Museu de Arqueologia da cidade de Braga.

Tendo morrido sem que esse projecto se concretiza-se, por falta de interesse das autoridades bracarenses, e angustiado com a indiferença em relação à destruição do património edificado, acabaria por doar à Sociedade Martins Sarmento, de Guimarães, a colecção que tinha organizado e o conjunto dos seus manuscritos, entre os quais se encontra a correspondência que trocou com Martins Sarmento, que constitui um importante acervo documental para o conhecimento da obra de Belino e da história da exploração das ruínas de Bracara Augusta.

Albano Belino nasceu em 1863, em Gouveia, tendo residido em Guimarães e em Braga. Nesta cidade, dedicou-se a trabalhos de pesquisa arqueológica, seguindo as pisadas de Francisco Martins Sarmento. No seu tempo, foi o mais persistente e devotado defensor do estudo e da protecção das ruínas de Bracara Augusta. Faleceu em 1906.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:29 PM

junho 05, 2005

Visita virtual à Citânia de Briteiros com versão em inglês

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Os desenvolvimentos nas tecnologias de informação, facilitando a divulgação e a difusão de informação e conteúdos multimédia, permitiram à Casa de Sarmento – Centro de Estudos do Património, Unidade Cultural da Universidade do Minho, avançar para a produção e colocação on-line duma Visita Virtual à Citânia de Briteiros. Esta aplicação para a Internet é de livre acesso, disponibilizando diferentes níveis de informação, A partir de agora, passa a estar on-line da versão em língua inglesa desta aventura virtual, promovendo o conhecimento da mais emblemática das estações castrejas de Portugal junto de novos públicos.

A visita virtual à Citânia segue um percurso com 18 pontos de ancoragem, onde é possível olhar a paisagem em redor a partir de diferentes perspectivas, conjugando uma experiência visual realista com o acesso a informação detalhada sobre o que é observado.

Esta aplicação, disponível em www.csarmento.uminho.pt, assume-se como um convite a uma visita à Citânia de Briteiros, em Guimarães, dirigido a todos os que ainda não conhecem um dos sítios mais emblemáticos do património arqueológico português. É também uma oportunidade de redescoberta e aprofundamento de conhecimento para todos quantos já conhecem aquele monumento nacional.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 09:13 PM

junho 04, 2005

Sociedade Martins Sarmento vai ser condecorada com a Ordem do Infante D. Henrique

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O Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, vai condecorar a Sociedade Martins Sarmento na próxima sexta feira, 10 de Junho, na Cerimónia de Imposição Solene de Insígnias das Ordens Honoríficas que terá lugar durante a sessão comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano se realizará no Pavilhão Multiusos de Guimarães.

A Sociedade Martins Samento será agraciada com a Ordem do Infante D. Henrique. Esta é a mais alta distinção civil do Estado português, servindo para recompensar serviços a favor do desenvolvimento e da expansão da cultura portuguesa, sua história e seus valores.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:59 PM

A Sociedade Martins Sarmento na blogosfera

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A Sociedade Martins Sarmento é uma instituição cultural de utilidade pública sem fins lucrativos fundada em Guimarães em 1881 em homenagem ao arqueólogo e etnógrafo vimaranense Francisco Martins Sarmento, cujos estudos científicos atraíram a atenção dos principais centros da cultura europeia do seu tempo. Tendo como propósito inicial a promoção da instrução popular, rapidamente se tornou numa das mais sólidas e prestigiadas instituições culturais portuguesas.

A sede da SMS ocupa o claustro gótico e o jardim do extinto Convento de S. Domingos e um imponente edifício concebido no início do séc. XX pelo Arquitecto Marques da Silva, cuja edificação foi concluída em 1967.

A Sociedade Martins Sarmento detém um admirável acervo patrimonial de interesse cultural relevante, designadamente histórico, arqueológico, arquitectónico, bibliográfico, documental, artístico, etnográfico e científico, com elevado significado para a compreensão, permanência e construção da identidade nacional e local. As suas características de antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade definem os traços da sua natureza de repositório da nossa memória cultural colectiva.

Os seus órgãos oficiais são a "Revista de Guimarães", uma das mais antigas e prestigiadas publicações periódicas de carácter científico portuguesas (publica-se desde 1884), o "Boletim Informativo da Sociedade Martins Sarmento", com periodicidade semestral. O blogue "Sociedade Martins Sarmento" (www.sarmento.weblog.com.pt) é também, a partir de agora, um veículo de transmissão de informação institucional da SMS e de divulgação das suas iniciativas.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:20 PM

O património classificado da SMS

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A Sociedade Martins Sarmento é proprietária e/ou administradora dos seguintes bens culturais imóveis classificados:

• Claustro gótico do Convento de São Domingos, em Guimarães (Monumento Nacional).
• Citânia de Briteiros (Povoado fortificado proto-histórico de grande dimensão, em S. Salvador de Briteiros, Guimarães – Monumento nacional).
• Castro de Sabroso (povoado fortificado proto-histórico, em S. Lourenço de Sande, Guimarães – Monumento Nacional)
• Penedo de Cuba e Gruta de Coriscadas sepultura entre penedos (em Soalhães, Marco de Canaveses -Imóvel de Interesse Público)
• Forno dos Mouros (balneário em Carvalhos, Barcelos - Imóvel de Interesse Público)
• Laje dos Sinais (penedo com gravuras rupestres no Monte da Saia, em Barcelos - Imóvel de Interesse Público)
• Anta da Pêra do Moço (monumento funerário na Guarda - Imóvel de Interesse Público)
• Mamoa de Donai ou Tumbeirinho (monumento funerário em Bragança - Imóvel de Interesse Público)

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:19 PM

As colecções arqueológicas

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As colecções dos Museus, nomeadamente as que integram o seu valiosíssimo espólio de materiais arqueológicos, constituem um vasto fundo de bens patrimoniais relevantes, alguns dos quais susceptíveis de classificação como “tesouro nacional”.

O Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento é o mais antigo e um dos mais representativos museus arqueológicos portugueses actualmente existentes. Instalado no convento de S. Domingos em Guimarães, foi inaugurado no dia 9 de Março de 1885. Uma dos aspectos mais singulares deste museu resulta do facto manter, de nos dias de hoje, o essencial da estrutura expositiva original, constituindo-se como uma memória viva das concepções museológicas da transição do século XIX para o século XX.

A Secção das Indústrias Pré e Proto-Históricas do Museu ocupa a galeria sobreposta ao claustro de S. Domingos, levantada em finais do século XIX. Os materiais aí expostos caracterizam-se pela diversidade, pela quantidade e pela qualidade, assumindo particular relevância as extensas séries de artefactos produzidos pela cultura castreja. Esta secção está organizada segundo os critérios da divisão do tempo histórico vigente em finais de oitocentos, que irá ser preservada na futura renovação do Museu, conciliando-se com a necessidade de modernização e de criação de novos espaços mais conformes a uma gramática expositiva contemporânea.

Da colecção fazem parte:

• inúmeros artefactos de pedra lascada e de pedra polida do período paleolítico (pontas de seta, buris, percutores, raspadores, facas, trituradores, machados, martelos, polidores, enxós, pesos de rede e de tear, etc) de múltiplas proveniências.
• Um significativo acervo de bronze (diversos machados lisos, de talão, de uma e de duas aletas, alabardas, pontas de lança, moedas, fíbulas, fivelas, placas de cinto, agulhas, anéis, pinças, peças votivas, alfinetes de toucado, campainhas, para além de múltiplos fragmentos de difícil identificação). Os objectos de bronze mais notáveis são um enigmático carro votivo e um espeto provenientes de Vilela, no concelho de Paredes
• instrumentos de ferro (sachos, um alvião, machados, pontas de lança, chaves, pregos, das mais diversas proveniências).
• uma imensa colecção de cerâmica, particularmente rica em exemplares castrejos e luso-romanos, com destaque para os vasos e fragmentos encontrados na Citânia de Briteiros e na Penha.
• excelentes espécimes de cerâmica de pasta fina, pintada e de terra sigillata.
• exemplares de telhas, de tijolos e de canalizações romanas.
• um interessante conjunto peças de vidro (fragmentos e objectos intactos).

A colecção exposta na Secção de Epigrafia e Escultura Antiga do Museu distribui-se pela escadaria do antigo convento de S. Domingos, pelo belo claustro medieval e pelo jardim. Os materiais expostos, que começaram a ser reunidos no último quartel do século XIX, como resultado das prospecções arqueológicas de Francisco Martins Sarmento, incluem mais de centena e meia de peças em pedra, com predominância do granito, integrando exemplares de estatuária, inscrições honoríficas, monumentais e sepulcrais, aras votivas, aras anepígrafas, marcos miliários, pedras de armas, elementos de estruturas arquitectónicas, peças de arte ornamental, objectos de uso doméstico.

Nesta secção destacam-se as duas estátuas de guerreiros lusitanos, os marcos miliários e uma notável série de aras votivas.
Para além dos materiais expostos, a colecção do Museu integra uma valiosa colecção de jóias arqueológicas que, por motivos de segurança, não estão disponíveis aos visitantes, encontrando-se guardadas em cofre bancário. Essa colecção é composta por um par de arrecadas encontradas em 1937 na Citânia de Briteiros, pelo Tesouro de Gondeiro (dois braceletes, um aro e uma espiral comprados em 1929), pelo Tesouro de Lebução (um bracelete, dois torques e duas extremidades de torques doados em 1957 pela família de Ricardo Severo) e por uma pulseira, pertencente ao Tesouro de Monte da Saia, comprada em 1957.

Em finais de 2003, a Sociedade Martins Sarmento abriu em Briteiros, no Solar da Ponte (a casa de campo de Francisco Martins Sarmento) o Museu da Cultura Castreja, uma extensão monográfica do seu Museu Arqueológico onde estão expostos, essencialmente, materiais recolhidos na Citânia de Briteiros e no Castro de Sabroso. Trata-se de um museu onde foi aplicada um modelo expositivo moderno e funcional, com um investimento acrescido nos recursos para a interpretação dos materiais expostos. É aí que hoje pode ser visitado um significativo acervo de materiais castrejos, convenientemente tratados e restaurados, entre os quais se destaca um dos maiores tesouros da arqueologia portuguesa: a Pedra Formosa.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:18 PM

A secção de etnografia

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O património móvel da SMS integra uma importante colecção de materiais etnográficos, actualmente em reserva. Reúne uma vasta colecção de peças de variadas proveniências e tipologias. Distribui-se por diversos núcleos:

• o fundo vimaranense, que abrange um importante conjunto de objectos com significado para a história local;
• o núcleo de cultura popular do Minho, que integra o espólio referente ao trabalho, à vida quotidiana, ao trabalho das gentes da região;.
• o núcleo de trabalho do linho, com o acervo referente ao cultivo e à manufactura dos tecidos de linho;
• o fundo religioso, que abrange o conjunto de peças relacionadas com o culto religioso, abrangendo os diferentes aspectos da presença da Igreja e as manifestações da religiosidade popular.
• o fundo ultramarino, que acolhe um vasto conjunto de objectos relacionados com a arte, as práticas religiosas, a guerra, a caça, a vida quotidiana originários das antigas colónias portuguesas, com especial destaque para a cultura africana;
• as armas, que reúne um interessante conjunto de instrumentos bélicos antigos;
• a colecção de cerâmica, com um significativo conjunto de faianças portuguesas dos séculos XVII, XVII e XIX, azulejos hispano-árabes de várias proveniências e uma série azulejos portugueses antigos;
• diversos objectos de diferentes origens, tempos e utilizações, sem grande coerência museológica.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:16 PM

A colecção de arte

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A Sociedade possui uma colecção de Arte Contemporânea que se reparte por núcleos de pintura, aguarela, desenho, gravura e escultura e inclui obras de alguns dos artistas que mais se destacaram em Portugal nos séculos XIX e XX. Integra trabalhos de pintores como Abel Cardozo, Abel Salazar, Acácio Lino, António Carneiro, Roquemont, Columbano, Dórdio Gomes ou José de Guimarães e peças escultóricas de artistas como António de Azevedo, A. Teixeira Lopes, Soares dos Reis ou Raul Xavier.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:15 PM

A Biblioteca

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A Biblioteca de leitura pública da Sociedade Martins Sarmento abriu as suas portas em 1885, disponibilizando o acervo bibliográfico-documental que começou a constituir-se à data da fundação da Instituição, em 1881, e que hoje se aproximará de uma centena de milhar de volumes distribuídos por vários quilómetros de prateleiras.
De grande importância, tanto pela dimensão excepcional, como pela presença de obras raras e com significativo valor patrimonial (com destaque para um exemplar da 1.ª edição dos Lusíadas, de 1572), o fundo de livro antigo tem um lugar à parte nesta biblioteca. Assume também relevo particular o acervo de obras editadas no século XIX. Sem paralelo em qualquer outra biblioteca, o Fundo Local da SMS constitui um dos principais pólos de atracção da sua biblioteca, já que reúne quase tudo o que em Guimarães, sobre Guimarães ou de autores vimaranenses se publicou até aos nossos dias.

Uma das secções mais emblemáticas desta biblioteca é o seu Fundo Local, criado em 1894 e ocupando presentemente cerca de trinta metros lineares nas estantes, constituindo-se no acervo mais procurado por investigadores e estudiosos de assuntos locais.

Integra a biblioteca uma importante Hemeroteca, que reúne mais de 150 títulos de jornais publicados em Guimarães desde o advento do Liberalismo. Muitos dos exemplares pertencentes a este acervo são os únicos conhecidos, de onde resulta a necessidade de cuidados especiais na sua conservação, sendo urgente a concretização de um projecto de digitalização que aguarda financiamento.

Do significativo acervo de impressos raros e únicos da Sociedade merece destaque uma importante colecção de gravuras, cujo núcleo central integrava o legado de Francisco Martins Sarmento a esta instituição. Trata-se de uma série de mais de 1600 estampas dos séculos XVII-XIX, em cobre, madeira e aço (retratos, alegorias, portadas, brasões, registos de santos, etc), impressas em papel e em pergaminho, que o arqueólogo adquiriu ao musicólogo e historiador de arte Joaquim de Vasconcelos. Esta é uma colecção incontornável para o estudo da história da iconografia e da gravura em Portugal. Actualmente é composta por mais de 2.500 estampas.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:14 PM

O Arquivo

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O arquivo documental da Sociedade Martins Sarmento integra cerca de trinta mil peças, de origens e naturezas muito diversas, incluindo documentação que vai desde século XII até aos nossos dias. Abrange também toda a documentação referente à história e às actividades da Instituição.

Resultando fundamentalmente de incorporações por doação, o arquivo reúne acervos documentais de carácter público, religioso e privado e espólios de investigadores e escritores, muitos deles ainda inéditos. De entre os diferentes fundos documentais, destacam-se os de Francisco Martins Sarmento, composto pelos manuscritos da sua obra científica, em parte ainda inéditos, e pela sua correspondência, a volumosa série de manuscritos de João Lopes de Faria, fundamental para os estudos de história local, os apontamentos do Abade de Tagilde ou de Albano Belino, entre outros.

Do conjunto da documentação manuscrita da Sociedade, merecem particular destaque o foral manuelino de Guimarães, de 1517, os pergaminhos (em especial os provenientes dos mosteiros de Souto, em Guimarães, e Santo Tirso) e a colecção de música, onde avultam alguns livros de cantochão particularmente interessantes.

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:13 PM

O espólio fotográfico de Francisco Martins Sarmento

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Francisco Martins Sarmento foi pioneiro no emprego da fotografia como processo de registo das descobertas arqueológicas, utilizou os seus álbuns fotográficos como instrumento de divulgação dos avanços das suas investigações junto de diversas instituições científicas. Tendo iniciado os seus ensaios em 1868, viria a transformar a fotografia num importante instrumento do seu trabalho de arqueólogo quando, a partir de meados da década de 1870, se dedicou à exumação das ruínas de Briteiros. Através de dois álbuns fotográficos Sarmento cativou o interesse dos especialistas do seu tempo para a importância das suas descobertas na Citânia de Briteiros.

O espólio fotográfico que Francisco Martins Sarmento legou no seu testamento à Sociedade Martins Sarmento, composto mais de meio de negativos em vidro, quase todos com imagens de temática arqueológica. Entre os manuscritos que legou à SMS, encontram-se cinco cadernos em que faz o relato do dia a dia dos seus estudos e ensaios fotográficos, entre 8 de Maio de 1868 e 3 de Novembro de 1876, de inestimável valor para a história da fotografia em Portugal

Publicado por Sociedade Martins Sarmento às 07:12 PM