julho 28, 2003

Novo fim.

E assim começa o novo fim. Que tudo que faço tende para o zero e o vazio de finito, que é jamais acabar um sonho. Que soem as cornetas, portanto, que um novo Rei desce já pela avenida, atirando moedas aos pobres e aos ricos, que no meio de tanto desejo tudo parece piolho igual. Acabem com os predicados e os adjectivos, então, que o dinheiro chegou. E à falta dele há-de haver sempre o sexo, que esse é sempre farto. Mais para uns e menos para os mais exigentes, mas a procura é que faz o homem. E a mulher. Que se façam muitos e muitas, então. Não vá o sexo acabar, também. Mas que toquem os sinos e os trompeteiros, como dizia, que um Sonho vem já a atropelar o anterior. Seja ele fruto do mesmo pai ou não. Que se danem os irmãos e as familias, que isto dos sonhos é complicado e jamais saberei qual será o meu último. E a génese do meu primeiro. Resta-me andar a segui-los feito cão, então, que não há-de haver melhor destino para mim do que esse. E se houver há-de ser o do dinheiro e do sexo. Mas apetece-me ser diferente. Há que estar na moda...
Nasce assim um novo propósito sob a forma de nada: a de escrever sobre mim e sobre o que me apetece. Para quem quer ler e para quem não sabe sequer quem sou. Faça-se luz e abram-se alas, que o Menino vem aí.

Publicado por sanzio em julho 28, 2003 08:55 PM
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