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fevereiro 11, 2005

Sobre as eleições

Este blogue raramente se debruça sobre política nacional, não só porque já há muitos que o fazem com mérito, como porque logo de início o declarei mais virado para actualidade internacional e a cultura.
Mas faltando 9 dias para sabermos quem é que nos vai (des)governar nos próximos 4 (?) anos, aqui ficam umas notas sobre a campanha, sem pretensões de exaustividade.
Como em política as sondagens é que dão o tom às expectativas eleitorais, parece que o PSD se resigna a voltar à bancada da oposição, em benefício de um PS que, após desbaratar os fundos públicos, após 6 anos de "diálogo" (forma perversa de satisfazer quantos lobbies apareçam pela frente), após permitir novas vagas imigracionistas, desta vez sobretudo de Leste, se prepara com praticamente as mesmas "múmias" para voltar ao poleirinho do poder. Uma lástima.
O CDS-PP tem tentado mostrar-se como um garante da estabilidade e da responsabilidade na governação. Portas já mostrou como obtém quase sempre resultados superiores às expectativas.
A CDU continua a mesma pasmaceira intelectual de retórica comunista. Nada de novo por ali.
Tal como no BE, amontoado de revolucionários em potência, sempre prontos a subverter um pouco mais o que ainda resta de sãos princípios de convivência em sociedade. Insidiosos.
A Nova Democracia espera causar uma surpresa nestas eleições, servindo-se de algum carisma angariado por Monteiro quando arvorava a bandeira do PP... Há lá gente de mérito mas o partido parece andar ao sabor da corrente, sem convicções muito sólidas.
O PNR quer assumir-se como um partido anti-sistema, na senda de movimentos nacionalistas europeus como a FN ou o VB. As suas bandeiras são a luta contra a imigração, a independência nacional, a família... No tempo de antena de ontem (aliás muito fraco) mais de metade do tempo foi gasto a falar-se de criminalidade, supondo-se que são os imigrantes os responsáveis por essa vaga crescente. Embora o site do partido não demonstre hostilidade para com os imigrantes per se, nota-se em muitos militantes e apoiantes uma forte tendência racialista (que nunca se percebe muito bem se não descamba em racismo). No contexto nacional e europeu actual é um partido com o seu lugar no nosso espectro político, parecendo no entanto preso à questão imigração, que de resto dá mais votos. Conheço algumas pessoas que lá militam e que são incansáveis lutadores da causa nacional, a eles a minha homenagem, mesmo havendo entre nós algumas divergências de opinião e posicionamento político.
Falta falar, obviamente, no mais que provável vencedor: a sra. Abstenção, claro. Muitos eleitores já experimentaram votar em dois, três ou mais partidos e, como se costuma dizer, já não dão mais para "esse" peditório.

Publicado por FG Santos às fevereiro 11, 2005 05:10 PM

Comentários

De acordo com quase tudo, menos com o libelo contra os imigrantes de Leste, que na sua maioria são benéficos para o País.

Publicado por: clark59 em fevereiro 11, 2005 08:46 PM