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fevereiro 17, 2005

Novamente a Orquestra Sinfónica Portuguesa

Ontem à noite no CCB, mais uma excelente prestação da OSP, sob a direcção soberba de Emílio Pomàrico, maestro que já tinha tido a felicidade de ver dirigir a mesma orquestra em duas ocasiões.
Desta vez, além de uma obra de Rihm (bem diferente da ouvida na semana passada), Pomàrico dirigiu a 7ª Sinfonia de Bruckner (sem partitura - uma obra de cerca de 75 minutos!), o meu compositor preferido.

Anton Bruckner.jpg

E só vos posso dizer que foi um concerto soberbo, um Bruckner mais sereno, mais clássico, longe das inquietações da morte patentes na 8ª e na 9ª sinfonias.
Para quem não está familiarizado com a obra do grande compositor austríaco esta 7ª é, com a 4ª, a sinfonia ideal para começar a penetrar no seu fascinante universo, onde as influências quer da música religiosa quer do wagnerismo se fazem notar, num todo coerente e muito original.
Wagner que é muito sentidamente homenageado no 2º andamento, um longo adagio de quase meia hora: o grande músico alemão faleceu quando Bruckner estava a escrever esse andamento, que veio a constituir um longo lamento pelo passamento de Wagner. Um monumento.

Publicado por FG Santos às fevereiro 17, 2005 05:10 PM