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fevereiro 05, 2005

6 de Fevereiro

Tinha guardada para evocação dos 60 anos do fuzilamento de Robert Brasillach uma peça do meu arquivo que muito prezo. Desgraçadamente já dei volta a todas as pastas e gavetas e não há maneira de dar com a coisa. Lamento, por mim, que se calhar perdi uma preciosidade, e por não poder proporcionar aos meus leitores tal texto.
Trata-se de um artigo de uma página na revista "Time" sobre o malogrado escritor, em que o autor da peça se insurgia contra a decisão de De Gaulle de não perdoar a condenação à morte, apesar do apelo de dezenas e dezenas de homens de letras de todos os quadrantes ideológicos. Obviamente que o articulista não desculpava os escritos mais "quentes" de Brasillach mas indignava-se muito justamente com a decisão judicial contra um escritor que assumiu o que escreveu, enquanto por exemplo muitos homens de negócios que beneficiaram financeiramente com a Ocupação eram deixados sossegados.
Quando se evoca uma efeméride ligada a um artista "maldito", essa evocação normalmente ocorre num circuito fechado de admiradores, ficando a grande maioria da população na ignorância. O que o artigo da "Time" fez foi quebrar o muro do silêncio de uma forma surpreendente. Mais ainda porque na altura o Presidente do Conselho de Administração da revista era Edgar Bronfman, Jr., filho de Edgar Bronfman, que era, salvo erro ainda nessa altura (há uns 7/8 anos), presidente do Congresso Mundial Judaico.

Publicado por FG Santos às fevereiro 5, 2005 11:28 PM

Comentários

Robert Brasillach - Presente!

Publicado por: Mendo Ramires em fevereiro 6, 2005 05:38 PM