maio 01, 2008

O MALFADADO DIA

Cavaco Silva disse, em plena Sessão Solene das Comemorações do 25 de Abril, estar impressionado com a “ignorância” dos jovens sobre o Dia da Liberdade! Então… e depois Senhor Presidente?
Ontem era porque se devia mudar a forma de celebrar a data tendo em conta o cativar dos mais novos para a história recente do seu País. Hoje (e porque entretanto nada mudou) vem à berlinda a imperícia, outra vez dos mais novos, quando confrontados com um discutível questionário político de três perguntas! E amanhã, o que é que deverá ser mudado?
Para o comum conhecedor destas andanças tão só mudará a cor das “farpelas” que os privilegiados da Nação farão desfilar no cinzentão, pesado e sorumbático “briefing” das 9,30h a ter lugar em S.Bento, porque de resto tudo ficará como dantes!
Manifestar determinadas preocupações em dia e hora marcada mais não é que um acto de pura hipocrisia! Será que os políticos ainda não deram conta que são os jovens (os menos jovens e os mais “entradotes”) a manifestarem-se impressionados a toda a hora e a todo o instante com a “ignorância” deles sobre a realidade que efectivamente se vive neste País?
Ou será também preciso “mandar” elaborar um questionário para tão brilhantes mentes atingirem tal conclusão?

Publicado por António Carvalho às 01:42 PM | Comentários (0)

abril 24, 2008

PARTIDO SEM DESTINO

O desapego de Luís Filipe Meneses com o poder e a frontalidade com que justificou a decisão de marcar o novo acto eleitoral no seio do Partido “laranja” não chegou para branquear o claro deficit de liderança que mostrou possuir. Um saldo negativo que habilmente poderia ter atenuado através de um núcleo duro, coeso e credível e não de companhias menos próprias, porque excessivamente expansivas, fotogénicas… e verbalmente descuidadas. Quando precisava de uma equipa que lhe orientasse o “tiro aos pratos”, optou por peritos atiradores no “tiro ao pé” (sic)!
Apesar de tudo, com esta posição firme e aparentemente séria, talvez tenha amealhado créditos para outros “voos” que venham oportunamente a surgir (após a clássica travessia do deserto).
Cumprida a função da liderança de Meneses e no pressuposto de não vir a existir qualquer infundamentada vaga de fundo (porque nestas ondas o coração sobrepõe-se à razão) venham de lá agora os Borges, os Antónios, os Patinhas, os Passos e outros “quejandos” que tais… que até aqui tem passado demasiado tempo a guiar (em) branco pela cada vez mais desacreditada estrada da Social Democracia nacional.
A rir-se com tudo isto, só o Zé de Vilar de Maçada e os seus mais chegados acólitos!

Publicado por António Carvalho às 10:34 PM | Comentários (0)