outubro 30, 2003

[ift] Ideias, Formas e Técnicas: programa e bibliografia

Ideias, Formas e Técnicas é uma cadeira de consolidação de conhecimentos e de estímulo à reflexão crítica, ao debate teórico e à curiosidade intelectual. Esta cadeira inspirar-se-á em diversas tradições disciplinares e áreas do conhecimento e esforçar-se-á por promover o ecletismo [...]

IDEIAS, FORMAS E TÉCNICAS

Docente: Rui Tavares
Sugestões, críticas e comentários: tavares@ehess.fr
Blogue de apoio: http://ruitavares.weblog.com.pt

Ideias, Formas e Técnicas é uma cadeira de consolidação de conhecimentos e de estímulo à reflexão crítica, ao debate teórico e à curiosidade intelectual. Esta cadeira inspirar-se-á em diversas tradições disciplinares e áreas do conhecimento e esforçar-se-á por promover o ecletismo, a vivacidade no discurso e a abordagem descomplexada, mas empenhada, a autores e obras essenciais do nosso panorama cultural.
Propõe-se para este ano uma abordagem organizada em quatro linhas de força:
a. Pensamento, linguagem e cultura contemporânea: uma visão panorâmica.
b. Uma história regressiva dos media, da tinta digital ao aparecimento da escrita.
c. Teoria e crítica de arte e cultura: a arte da memória e a imaginação estética, de Simónides à actualidade.
d. Investigações temáticas: a cegueira.
Os critérios para avaliação serão os seguintes:
~ um trabalho de grupo no primeiro semestre [40%];
~ uma frequência no segundo semestre [40%];
~ participação, questões, trabalhos opcionais [20%].
Bibliografia
Os livros seguintes, e outros que serão utilizados nas aulas, tratam aspectos importantes da cadeira. Devem ser lidos como ferramenta, ou seja, cabe a cada um decidir a forma de utilização que mais lhe convém (leitura anotada de uma obra essencial, leitura integral de dois títulos, ou leitura sumária de diversos destes livros). Muitos podem ser encontrados na biblioteca do IADE e praticamente todos na Biblioteca Geral de Arte da Fundação Gulbenkian, que é o local de trabalho recomendado para a cadeira.
? AAVV, Enciclopédia “Einaudi” 2. Linguagem – Enunciação, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1984.
? BAUMAN, Zygmunt, Life in Fragments. Essays in Postmodern Morality, London, Blackwell, 1997 [1995].
? CARRUTHERS, Mary, The Book of Memory. A Study of Memory in Medieval Culture, Cambridge, Cambridge University Press, 1990.
? CHARTIER, Roger [coord.], As Utilizações do Objecto Impresso, Lisboa, Difel, 1998 [1994].
? CHARTIER, Roger, Forms and Meanings. Texts, Performances, and Audiences from Codex to Computer, Philadelphia, University of Pennsylvania Press, 1995.
? Crary, Jonathan, Techniques of the Observer. On vision and modernity in the nineteenth century, Cambridge MA - London, MIT Press, 1999 [1990].
? DANTO, Arthur C., The Transfiguration of the Commonplace, Cambridge Massachusetts, Harvard University Press, 1981.
? DAWKINS, Richard, O Relojoeiro Cego, Lisboa, Ed. 70, 1988.
? DIDEROT, Denis, Carta sobre os Cegos [trad. Rui Tavares], Almada, Íman edições, no prelo. Excertos da tradução serão entregues aos alunos em aula.
? ECO, Umberto, Obra Aberta, Lisboa, Difel, 1989 [1962].
? FEBVRE, Lucien & Martin, Henri-Jean, O Aparecimento do Livro, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2000.
? FINKELSTEIN, David & MCCLEERY, Alistair [eds.], The Book History Reader, London, Routledge, 2002.
? GEIRSSON, Heimir & LOSONSKY, Michael, Readings in Language and Mind, Oxford - Cambridge MA, Blackwell, 1996.
? GOODMAN, Nelson, Languages of Art. An approach to a theory of symbols, London, Oxford University Press, 1969.
? GOMBRICH, E.H., The Uses of Images. Studies in the Social Function of Art and Visual Communication, London, Phaidon Press, 1999.
? HARRISON, Charles & WOOD, Paul [eds., with Jason Gaiger], Art in Theory 1815-1900. An Anthology of Changing Ideas, Oxford, Blackwell, 1998. Três volumes de antologia de textos, na sua maioria curtos, que serão utilizados diversas vezes nas aulas. A adquirir algum dos volumes, o aluno deverá começar por aquele correspondente à época que pessoalmente mais lhe interessar. Vol. I: 1648-1815; vol. II: 1815-1900; vol. III: 1900-2000.
? HOFSTADTER, Douglas R., Gödel, Escher, Bach: an Eternal Golden Braid, London, Penguin Books, 1980 [1979].
? JANSON, História da Arte, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, várias edições.
? MCLUHAN, Marshall, A Galáxia de Gutenberg. A formação do homem tipográfico, São Paulo, Editora Nacional, 1977.
? PANOFKSY, Erwin, O Significado nas Artes Visuais, Lisboa, Editorial Presença, 1989.
? PANOFSKY, Erwin, Idea. A evolução do conceito de Belo, São Paulo, Martins Fontes, 1994.
? SACKS, Oliver, A Ilha sem Cor, Lisboa, Relógio d’Água, 1998.
? SACKS, Oliver, Um Antropólogo em Marte, Lisboa, Relógio d’Água, 1996.
? STEINER, George, Gramáticas da Criação, Lisboa, Relógio d’Água, 2002.
? VOLTAIRE, Micromegas. História filosófica [trad. Rui Tavares], Almada, Íman edições, 2001.
? WITTGENSTEIN, Ludwig, Tratado Lógico-Filosófico \ Investigações Filosóficas, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2002.
? YATES, Frances A., The Art of Memory, Harmondsworth, Penguin Books, 1969.

Textos complementares
A lista seguinte consta de artigos ou conjuntos de fotocópias destinados a dar apoio ao ponto b) do programa:
Tinta digital.
NEGROPONTE, Nicholas & JACOBSON, Joe, “Surfaces and Displays”, 5.01, janeiro 1997. Procurar arquivo em www.wired.com/wired/archive/5.01.
PLATT, Charles, “Digital Ink”, in Wired magazine, 5.05, maio 1997 [http://www.wired.com/wired/archive/5.05/ff_digitalink_pr.html].
JACOBSON, Joe, “The Last Book”, in IBM systems journal, volume 36, nº3, março 1997
[http://www.research.ibm.com/journal/sj/363/jacobson.html].
? Referência literária: Jorge Luís BORGES, “O Livro de Areia”, in O Livro de Areia, Lisboa, ed. Estampa, col. “livro b”, várias edições de vários anos. [Atenção: as diversas referências literárias são imprescindíveis para reflexão e debate e eu espero vê-las nos testes, trabalhos, etc.]
Fotografia
[O invento, ou descubrimento…], in O Panorama, 16 fevereiro 1839. Citado por SENA, António, História da Imagem Fotográfica em Portugal — 1839-1997, pp. 13-15. Tradução parcial do discurso de François Arago. Autor provável: Alexandre Herculano.
? Referência literária: Bernardo SOARES [Fernando PESSOA], fragmento 56 de O Livro do Desassossego [ed. Richard Zenith], Lisboa, Assírio & Alvim, 1998, pp. 89-90.
Imprensa
EISENSTEIN, Elisabeth, “Defining the Initial Shift”, in Finkelstein, David & McCleery, Alistair [eds.], The Book History Reader, London, Routledge, 2002. Livro disponível na Biblioteca Geral de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
CHARTIER, Roger, “Before and After Gutenberg”, in The Book & the Computer website [http://www.honco.net/os/chartier.html].
? Referência literária: Voltaire, Micromegas. História filosófica, Almada, Íman edições, 2001.
Escrita e oralidade
ONG, Walter, “Orality and Literacy. Writing restructures consciousness”, in Finkelstein, David & McCleery, Alistair [eds.], The Book History Reader, London, Routledge, 2002. Livro disponível na Biblioteca Geral de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
BAUMAN, Zygmunt, “Does Reading Have a Future?”, in The Book & the Computer [http://www.honco.net/100day/02/2000m0911mbauman.html].
? Referência literária: Livro de Jonas, que pode ser encontrado em qualquer Bíblia ou adquirido separadamente na edição da colecção “98 mares” (Lisboa, Expo 98, 97).

A maioria dos textos encontra-se disponível na reprografia do IADE. Uma parte deles encontra-se no blogue de apoio em http://ruitavares.weblog.com.pt. Virtualmente todos, e ainda muitos outros (nomeadamente em português) que os podem substituir com vantagem, são distribuídos ou circulam nas aulas. Apenas algumas das referências literárias (Micromegas e o Livro de Jonas, por exemplo) se não encontram nem na reprografia nem no blogue de apoio, devendo ser procuradas em bibliotecas e/ou livrarias.

Publicado por ruitavares em outubro 30, 2003 06:47 PM
Comentários

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sou a esponja que absorve informacao na internet
curiosidade e o motor do meu processo de aprendizagem
a curiosidade matou o gatERROR#001001pEڐÑâ

o ecletismo no computador gera erros pela absorcao de ideias opostas antagonicas diferente contraditorias

o ecletismo e a predesposicao para aprender em sitema aberto

o ecletismo nao pode ser a base das nossas ideias porque entao nao temos nenhumas somos esponjas moles que nao rejeitam nada e absorvem tudo e sao aquilo que absorvem e ERROR#;ŠA u‹Mü; ŠA uƒ%ŠA ‹Mü‰B_^[ÉáŠA ‹ŠA VW3ÿ;Áu0D‰PÁàPÿ5ŠA Wÿ5 Ô1A ;ÇtaƒŠA £ŠA ¡ŠA ‹ŠA hÄA j€ÿ5 Š

Afixado por: BioTronic em dezembro 11, 2003 05:01 PM

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eu gostava de sair daqui e aprender aí
a rede é o ether onde respiro e o unico
a internet é ecletica a Internet é contraditoria a Internet tem informacao contraditERROR#0010001;Áu0D‰PÁàPÿ5ŠA Wÿ5 Ô1A ;ÇtaƒŠA ;Áu0D‰PÁàPÿ5ŠA Wÿ5 Ô1A ;ÇtaƒŠA ;Áu0D‰PÁàPÿ5ŠA Wÿ5 Ô1A ;ÇtaƒŠA

Afixado por: BioTronic em dezembro 11, 2003 05:05 PM

estou com dificuldedes de encontrar os textos da tinta digital.
No entanto comprei o livro de areia do autor jorge luis borges

Afixado por: isabel sá em março 23, 2004 10:16 PM

estou com dificuldedes de encontrar os textos da tinta digital.
No entanto comprei o livro de areia do autor jorge luis borges, ainda quer que o comente na sala de aula?

Afixado por: isabel sá em março 23, 2004 10:19 PM