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<title>As ruas da minha casa</title>
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<tagline>Estreitas? Tortuosas!</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2011, inquilino</copyright>
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<title>De vez em quando...</title>
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<summary type="text/plain">Balada de Coimbra - Do Penedo da Saudade Lancei os olhos além. Meu sonho de eternidade Com saudades rima bem... Ai sombras da Torre de Anto, Do Convento de além rio, Dos muros brancos do Pio, De Santo António a...</summary>
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<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p><b>Balada de Coimbra</b></p>

<p><br />
- Do Penedo da Saudade<br />
Lancei os olhos além.<br />
Meu sonho de eternidade<br />
Com saudades rima bem...</p>

<p>Ai sombras da Torre de Anto,<br />
Do Convento de além rio,<br />
Dos muros brancos do Pio,<br />
De Santo António a cismar,<br />
Que é de outras sombras que à tarde<br />
Convosco se confundiam,<br />
E ao ar os braços erguiam,<br />
E as mãos abriam no ar...?</p>

<p>(Sem saber para onde iam,<br />
Aonde iriam parar?)</p>

<p>- Penha da Meditação...<br />
Silêncio que paira em tudo!<br />
A terra e o céu dão a mão<br />
Num longo colóquio mudo...</p>

<p>Ai céus de Setembro-Outubro,<br />
Painéis de sonho e loucura,<br />
Rasgando a toda a lonjura<br />
Cenários de arrepiar,<br />
Que é de esses olhos de abismo<br />
Que à tarde a vós se elevam,<br />
Por longe andavam, voltavam,<br />
Vos devolviam no olhar...?</p>

<p>(Sem saber o que buscavam,<br />
Que haviam de ir encontrar?)</p>

<p>- Chegam da Baixa até Celas<br />
Os ais dos sinos na bruma.<br />
Se o céu tem tantas estrelas,<br />
Importa lá cair uma!</p>

<p>Ai linda triste janela,<br />
Toda voltada ao poente,<br />
De onde a menina doente<br />
Sorria a um Anjo seu par,<br />
Rainha Santa do bairro,<br />
Que é de essa cuja mão fria<br />
Do teu caixilho pendia<br />
Como um lírio a desfolhar...?</p>

<p>(Sem saber para onde ia,<br />
Aonde iria parar?)</p>

<p>- Quinta das lágrimas, onde<br />
Chora a fonte doce e langue!<br />
Corre a água, e não esconde<br />
Aquelas manchas de sangue...</p>

<p>Ai olivais silva e prata,<br />
Choupos transidos de mágoa,<br />
Ai laranjais de ao pé de água<br />
Com frutos de oiro a brilhar,<br />
Que é do bando vagabundo<br />
Cujo rir vos acordava,<br />
Cuja tristeza só dava<br />
Mais vontade de cantar...?</p>

<p>(Sem saber o que buscava,<br />
Que havia de ir encontrar?)</p>

<p>- Fui à Lapa dos Esteios,<br />
Grandes coisas fui saber:<br />
Que há pedras que têm seios,<br />
que eu bem n-as ouvi gemer...</p>

<p>Ai pedras nuas dos becos<br />
Despenhando-se, angustiados<br />
Entre esses velhos telhados<br />
E muros de ar singular,<br />
Que é de esses passos que a medo<br />
Vos pisavam, e tremiam,<br />
Passos de irmão, que sofriam<br />
Da mágoa de vos pisar...?</p>

<p>(Sem saber para onde iam,<br />
Aonde iriam parar?)</p>

<p>- No Choupal quis fazer versos,<br />
Olhei as folhas do chão.<br />
Deus sabe os sonhos dispersos<br />
Que o vento leva na mão!</p>

<p>Ai águas do meu Mondego<br />
Que entre choupais murmurando<br />
Se me esquivais, nesse brando<br />
Sempre ir andando até mar,<br />
Que é das mãos roxas de febre<br />
Que em vós se desalteravam,<br />
E entre as folhas que boiavam<br />
Se deixavam arrastar...?</p>

<p>(Sem saber o que buscavam,<br />
Que haviam de ir encontrar?)</p>

<p>- A Santa Cruz, um por um,<br />
Dos troncos fui despedir-me.<br />
Não tenho amigo nenhum<br />
Que me haja sido tão firme...</p>

<p>Ai choro com que o Paredes,<br />
Vibrando os dedos em garra,<br />
Despedaçava a guitarra,<br />
Punha os bordões a estalar,<br />
Gritos de cristal e de oiro<br />
Que o Bettencourt alto erguia,<br />
Que é da roda que algum dia<br />
Vos sabia acompanhar...?</p>

<p>(Sem saber para onde ia,<br />
Aonde iria parar?)</p>

<p>- Fonte do Largo da Sé,<br />
Que dizes tu ao cair?<br />
- Mortos do adro, de pé!,<br />
Que os vivos é só dormir...</p>

<p>Ai crepúsculos de antanho,<br />
Limalha do sol, que morre<br />
Lá desde o cimo da Torre<br />
Té Santa Clara, além mar,<br />
Que é de essa plêiade antiga<br />
Cuja alma em vós se encantava,<br />
Feita de cinza e de lava,<br />
Desfeita em sombra e luar...?</p>

<p>(Sem saber o que buscava,<br />
Deus sabe o que iria achar!)</p>

<p>- Do Penedo da Saudade<br />
Lancei os olhos acima.<br />
Sonho meu de eternidade<br />
Com saudade é que bem rima...</p>

<p><i>José Régio<i></p>]]>

</content>
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<title>Os poetas suportam o mundo...</title>
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<modified>2010-10-25T18:58:29Z</modified>
<issued>2010-10-25T18:55:03Z</issued>
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<summary type="text/plain">Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o...</summary>
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<![CDATA[<p>Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.<br />
Tempo de absoluta depuração.<br />
Tempo em que não se diz mais: meu amor.<br />
Porque o amor resultou inútil.<br />
E os olhos não choram. <br />
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.<br />
E o coração está seco.</p>

<p><br />
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.<br />
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,<br />
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.<br />
És todo certeza, já não sabes sofrer.<br />
E nada esperas de teus amigos.</p>

<p><br />
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?<br />
Teus ombros suportam o mundo<br />
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. <br />
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios<br />
provam apenas que a vida prossegue<br />
e nem todos se libertaram ainda.<br />
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,<br />
prefeririam (os delicados) morrer.<br />
Chegou um tempo em que não adianta morrer.<br />
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.<br />
A vida apenas, sem mistificação.</p>

<p><i><b>Carlos Drummond de Andrade</b> - Os Ombros Suportam o Mundo </i></p>]]>

</content>
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<title>(p)este</title>
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<modified>2010-09-15T18:59:58Z</modified>
<issued>2010-09-15T18:58:59Z</issued>
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<summary type="text/plain">Seguir em frente, fuga de repente sem rodeios nem se...&apos;s Espreme o sumo da sequóia que é gigante, sem memória de elefante Nem pata de patego crocodilo, lágrima de Ésquilo que irrita Demócrito Sem vento, apara agora esta coisa disforme,...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Seguir em frente, fuga de repente sem rodeios nem se...'s<br />
Espreme o sumo da sequóia que é gigante, sem memória de elefante<br />
Nem pata de patego crocodilo, lágrima de Ésquilo que irrita Demócrito<br />
Sem vento, apara agora esta coisa disforme, não não dorme o embaraço<br />
Que causas às pessoas, essas boas, e que tentam sem sucesso<br />
O ingresso na resposta à vida, a despedida imaginária sempre fomos<br />
Ver a causa precária desta miragem a que chamamos glória e é passado<br />
Não é história, nem imagem é o que sobra do que foi imaginado<br />
Por quem escreveu e escreve, a espada e a rosa do almocreve e das <br />
Contas que despontam acertadas de milhentos ciumentos nadas<br />
Como tu pai país designação moderna coragem coração vontade que te<br />
Mandam às paredes certeza eterna por mais que eu não queira e <br />
NÃO te sinta nas fronteiras da geografia mas tenho-te à flor da <br />
Beira-mar que cheiro e rebento em maresia fina de rio, democracia<br />
Fachada pró menino e prá menina acocorada em acto de necessidade<br />
NÂO te quero como és na verdade, não dispenso a tua fantasia e <br />
Agora queria parar de te escrever descrever nesta rima quebrada <br />
E não sei como, mesmo isto não me soa a ti nação de velhos...</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Sehr wichtige leute...</title>
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<modified>2010-06-23T11:26:02Z</modified>
<issued>2010-06-23T11:21:44Z</issued>
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<created>2010-06-23T11:21:44Z</created>
<summary type="text/plain">Wer hat dich geplant, gewollt, dich bestellt und abgeholt Wer hat sein Herz an dich verlor&apos;n Warum bist du gebor&apos;n Wer hat dich gebor&apos;n Wer hat sich nach dir gesehnt Wer hat dich an sich gelehnt, dich, wie du bist,...</summary>
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<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Wer hat dich geplant, gewollt,<br />
dich bestellt und abgeholt<br />
Wer hat sein Herz an dich verlor'n<br />
Warum bist du gebor'n<br />
Wer hat dich gebor'n</p>

<p>Wer hat sich nach dir gesehnt<br />
Wer hat dich an sich gelehnt,<br />
dich, wie du bist, akzeptiert,<br />
dass du dein Heimweh verlierst<br />
dass du dein Heimweh verlierst</p>

<p>Dreh dich um<br />
Dreh dich um<br />
Dreh dein Kreuz in den Sturm<br />
Du wirst versöhnen, wirst gewähren,<br />
selbst befreien für den Weg zum Meer</p>

<p>Wer ersetzt dir dein Programm<br />
Nur wer fallen, auch fliegen kann<br />
Wer hilft dir, dass du trauen lernst,<br />
du dich nicht von dir entfernst,<br />
du dich nicht von dir entfernst</p>

<p>Dreh dich um<br />
Dreh dich um<br />
Vergiss deine Schuld, dein Vakuum<br />
wende den Wind, bis er dich bringt<br />
weit zum Meer<br />
du weißt, wohin</p>

<p>Dreh dich um<br />
Dreh dich um<br />
Dreh dein Kreuz in den Sturm<br />
geh gelöst, versöhnt, bestärkt,<br />
selbstbefreit den Weg zum Meer<br />
selbstbefreit den Weg zum Meer<br />
selbstbefreit auf dem Weg zum Meer</p>

<p><i><b>Herbert Grönemeyer</b> - Zum Meer</i></p>]]>

</content>
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<title>Mais lixo na net...</title>
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<modified>2010-03-09T23:21:05Z</modified>
<issued>2010-03-09T22:56:49Z</issued>
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<summary type="text/plain">Refreia os impulsos e dispensa a catatonia, não há destinos certos nem errados. As pedras no caminho não são castelos antecipados nem motivos para dores nos dedos grandes dos pés. Instinto é consciência, ainda que disfarçada de impulso. Grandes frases...</summary>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Refreia os impulsos e dispensa a catatonia, não há destinos certos nem errados. <br />
As pedras no caminho não são castelos antecipados nem motivos para dores nos dedos grandes dos pés. <br />
Instinto é consciência, ainda que disfarçada de impulso. <br />
Grandes frases ditas não soam quando se escrevem.<br />
Verdadeiras máximas transpõem-se imutáveis para o papel.<br />
Este post não vai sair no Twitter.</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>No silêncio aflito ...</title>
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<modified>2010-03-02T20:53:38Z</modified>
<issued>2010-03-02T20:50:47Z</issued>
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<created>2010-03-02T20:50:47Z</created>
<summary type="text/plain">A presença das formigas Nesta oficina caseira A regra de três composta Às tantas da madrugada Maria que eu tanto prezo E por modéstia me ama A longa noite de insónia Às voltas na mesma cama Liberdade liberdade Quem disse...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>A presença das formigas<br />
Nesta oficina caseira<br />
A regra de três composta<br />
Às tantas da madrugada<br />
Maria que eu tanto prezo<br />
E por modéstia me ama<br />
A longa noite de insónia<br />
Às voltas na mesma cama<br />
Liberdade liberdade<br />
Quem disse que era mentira<br />
Quero-te mais do que à morte<br />
Quero-te mais do que à vida </p>

<p><i>A Presença das Formigas - <b>José Afonso </b></i></p>]]>

</content>
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<title>Partida</title>
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<modified>2010-02-21T19:20:18Z</modified>
<issued>2010-02-21T19:10:52Z</issued>
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<created>2010-02-21T19:10:52Z</created>
<summary type="text/plain">Custou entrar, sem ver o caminho Quis poder acordar e resolver a tempo os nós e as revoltas Mas foi um impulso que me ajudou a rematar a fúria e não te amei Ri por dentro, para perceber melhor de...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Custou entrar, sem ver o caminho <br />
Quis poder acordar e resolver a tempo os nós e as revoltas <br />
Mas foi um impulso que me ajudou a rematar a fúria e não te amei</p>

<p>Ri por dentro, para perceber melhor de onde vinha <br />
esta voz, <br />
um pedaço de mim a cair de podre <br />
e um ramo novo a crescer de pé...</p>

<p>Levantei-me e fui-me embora só para descobrir que <br />
Mesmo assim dói</p>]]>

</content>
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<title>aconteceu ...</title>
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<modified>2009-11-13T22:18:08Z</modified>
<issued>2009-11-13T22:15:30Z</issued>
<id>tag:ruas.weblog.com.pt,2009://97.443529</id>
<created>2009-11-13T22:15:30Z</created>
<summary type="text/plain">Aconteceu Eu não estava à tua espera E tu não me procuravas Nem sabias quem eu era Eu estava ali só porque tinha que estar E tu chegaste porque tinhas que chegar Olhei para ti O mundo inteiro parou Nesse...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Aconteceu<br />
Eu não estava à tua espera<br />
E tu não me procuravas<br />
Nem sabias quem eu era<br />
Eu estava ali só porque tinha que estar<br />
E tu chegaste porque tinhas que chegar<br />
Olhei para ti<br />
O mundo inteiro parou<br />
Nesse instante a minha vida<br />
A minha  vida mudou<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos?<br />
O que foi que aconteceu?<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos, meu amor?<br />
O que foi que aconteceu?<br />
Aconteceu<br />
Chama-lhe sorte ou azar<br />
Eu não estava à tua espera<br />
E tu voltaste a passar<br />
Nunca senti bater o meu coração<br />
Como senti ao sentir a tua mão<br />
Na tua boca o tempo voltou atrás<br />
E se fui louca<br />
Essa loucura<br />
Essa loucura foi paz<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos?<br />
O que foi que aconteceu?<br />
Tudo era para ser eterno<br />
E tu para sempre meu<br />
Onde foi que nos perdemos, meu amor?<br />
O que foi que aconteceu?</p>

<p><br />
<i>O que foi que aconteceu - <b> Ana Moura </b> - Letra/Música: Tozé Brito </i></p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>... cicatriz ?</title>
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<modified>2009-11-02T15:21:36Z</modified>
<issued>2009-11-02T15:19:24Z</issued>
<id>tag:ruas.weblog.com.pt,2009://97.443049</id>
<created>2009-11-02T15:19:24Z</created>
<summary type="text/plain">foi como entrar foi como arder para ti nem foi viver foi mudar o mundo sem pensar em mim mas o tempo até passou e és o que ele me ensinou uma chaga pra lembrar que ha um fim diz...</summary>
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<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>foi como entrar<br />
foi como arder<br />
para ti nem foi viver<br />
foi mudar o mundo<br />
sem pensar em mim<br />
mas o tempo até passou<br />
e és o que ele me ensinou<br />
uma chaga pra lembrar<br />
que ha um fim</p>

<p>diz sem querer poupar meu corpo<br />
eu ja nao sei quem te abracou<br />
diz que eu nao senti<br />
teu corpo sobre o meu<br />
quando eu cair,<br />
eu espero ao menos<br />
que olhes para tras<br />
diz que nao te afastas<br />
de algo que é também teu<br />
nao vai haver um novo amor<br />
tao capaz e tao maior<br />
para mim sera melhor assim<br />
ve como eu quero<br />
eu vou tentar<br />
sem matar o nosso amor<br />
nao achar que o mundo é feito para nós</p>

<p>foi como entrar<br />
foi como arder<br />
para ti nem foi viver<br />
foi mudar o mundo sem pensar em mim<br />
mas o tempo até passou<br />
e és o que ele me ensinou<br />
uma chaga pra lembrar que ha um fim</p>

<p><i><b>Chaga</b> - Ornatos Violeta </i></p>]]>

</content>
</entry>
<entry>
<title>Credo</title>
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<modified>2009-10-14T04:30:06Z</modified>
<issued>2009-10-14T04:28:51Z</issued>
<id>tag:ruas.weblog.com.pt,2009://97.442013</id>
<created>2009-10-14T04:28:51Z</created>
<summary type="text/plain">Creio nos anjos que andam pelo mundo, Creio na Deusa com olhos de diamantes, Creio em amores lunares com piano ao fundo, Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes, Creio num engenho que falta mais fecundo De harmonizar as partes...</summary>
<author>
<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Creio nos anjos que andam pelo mundo,<br />
Creio na Deusa com olhos de diamantes,<br />
Creio em amores lunares com piano ao fundo,<br />
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,</p>

<p>Creio num engenho que falta mais fecundo<br />
De harmonizar as partes dissonantes,<br />
Creio que tudo é eterno num segundo,<br />
Creio num céu futuro que houve dantes,</p>

<p>Creio nos deuses de um astral mais puro,<br />
Na flor humilde que se encosta ao muro,<br />
Creio na carne que enfeitiça o além,</p>

<p>Creio no incrível, nas coisas assombrosas,<br />
Na ocupação do mundo pelas rosas,<br />
Creio que o Amor tem asas de ouro. Ámen.</p>

<p><i> Natália Correia </i></p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Weee...</title>
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<modified>2009-10-02T04:16:36Z</modified>
<issued>2009-10-02T04:13:56Z</issued>
<id>tag:ruas.weblog.com.pt,2009://97.441534</id>
<created>2009-10-02T04:13:56Z</created>
<summary type="text/plain">Les filles, les garçons A tourner se hasardent, En tournant se regardent, On connaît ces façons Des filles et des garçons. La mi-été de Taveyanne - Juste Olivier...</summary>
<author>
<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://ruas.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Les filles, les garçons<br />
A tourner se hasardent,<br />
En tournant se regardent,<br />
On connaît ces façons<br />
Des filles et des garçons.</p>

<p><i> La mi-été de Taveyanne - <b> Juste Olivier </b> </i></p>]]>

</content>
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<entry>
<title>Cry wolf</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://ruas.weblog.com.pt/arquivo/2009/09/cry_wolf.html" />
<modified>2009-09-21T20:51:48Z</modified>
<issued>2009-09-21T20:39:50Z</issued>
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<summary type="text/plain">There was a blank sheet covering your face as you mourned serenity through tears (of joy) I was (as usual) sitting on my corner wishing for you (all the best) Never have I seen red for so many hours, despairing...</summary>
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<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p>There was a blank sheet covering your face as you mourned serenity through tears (of joy)<br />
I was (as usual) sitting on my corner wishing for you (all the best)<br />
Never have I seen red for so many hours, despairing over a constant beacon, a moving circle (a big dilemma)</p>

<p>It shouldn't have bothered me when you left, holding someone's hand (but it did)<br />
I could feel drops of blood (or was it sweat) running down my arms (and face)</p>

<p>(feel me now)</p>]]>

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<title>Tuga Power!</title>
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<modified>2009-09-11T20:40:52Z</modified>
<issued>2009-09-11T20:39:43Z</issued>
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<summary type="text/plain">Movimento Perpétuo Associativo Agora sim, damos a volta a isto! Agora sim, há pernas para andar! Agora sim, eu sinto o optimismo! Vamos em frente, ninguém nos vai parar! -Agora não, que é hora do almoço... -Agora não, que é...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p><b>Movimento Perpétuo Associativo</b></p>

<p><br />
Agora sim, damos a volta a isto!<br />
Agora sim, há pernas para andar!<br />
Agora sim, eu sinto o optimismo!<br />
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!</p>

<p>-Agora não, que é hora do almoço...<br />
-Agora não, que é hora do jantar...<br />
-Agora não, que eu acho que não posso...<br />
-Amanhã vou trabalhar...</p>

<p>Agora sim, temos a força toda!<br />
Agora sim, há fé neste querer!<br />
Agora sim, só vejo gente boa!<br />
Vamos em frente e havemos de vencer!</p>

<p>-Agora não, que me dói a barriga...<br />
-Agora não, dizem que vai chover...<br />
-Agora não, que joga o Benfica...<br />
e eu tenho mais que fazer...</p>

<p>Agora sim, cantamos com vontade!<br />
Agora sim, eu sinto a união!<br />
Agora sim, já ouço a liberdade!<br />
Vamos em frente, e é esta a direcção!</p>

<p>-Agora não, que falta um impresso...<br />
-Agora não, que o meu pai não quer...<br />
-Agora não, que há engarrafamentos...<br />
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...</p>

<p><i>Deolinda</i></p>]]>

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<title>Videovalse</title>
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<modified>2009-09-10T04:12:29Z</modified>
<issued>2009-09-10T04:10:29Z</issued>
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<name>inquilino</name>

<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EJB2GtoP38Y&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&feature=player_detailpage&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/EJB2GtoP38Y&color1=0xb1b1b1&color2=0xcfcfcf&hl=en&feature=player_detailpage&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"></embed></object></p>]]>

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<title>Paroles ...</title>
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<modified>2009-09-10T04:04:40Z</modified>
<issued>2009-09-10T03:56:36Z</issued>
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<created>2009-09-10T03:56:36Z</created>
<summary type="text/plain">C&apos;était Bien (Le P&apos;tit Bal Perdu) C&apos;était tout juste après la guerre, Dans un petit bal qu&apos;avait souffert. Sur une piste de misère, Y&apos;en avait deux, à découvert. Parmi les gravats ils dansaient Dans ce petit bal qui s&apos;appelait... Qui...</summary>
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<email>rudeblunt@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p><strong>C'était Bien (Le P'tit Bal Perdu)</strong></p>

<p>C'était tout juste après la guerre,<br />
Dans un petit bal qu'avait souffert.<br />
Sur une piste de misère,<br />
Y'en avait deux, à découvert.<br />
Parmi les gravats ils dansaient<br />
Dans ce petit bal qui s'appelait...<br />
Qui s'appelait... qui s'appelait... qui s'appelait...</p>

<p>Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens ce sont ces amoureux<br />
Qui ne regardait rien autour d'eux.<br />
Y avait tant d'insouciance<br />
Dans leurs gestes émus,<br />
Alors quelle importance<br />
Le nom du bal perdu ?<br />
Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens c'est qu'ils étaient heureux<br />
Les yeux au fond des yeux.<br />
Et c'était bien... Et c'était bien...</p>

<p>Ils buvaient dans le même verre,<br />
Toujours sans se quitter des yeux.<br />
Ils faisaient la même prière,<br />
D'être toujours, toujours heureux.<br />
Parmi les gravats ils souriaient<br />
Dans ce petit bal qui s'appelait...<br />
Qui s'appelait... qui s'appelait... qui s'appelait...</p>

<p>Et puis quand l'accordéoniste<br />
S'est arrêté, ils sont partis.<br />
Le soir tombait dessus la piste,<br />
Sur les gravats et sur ma vie.<br />
Il était redevenu tout triste<br />
Ce petit bal qui s'appelait,<br />
Qui s'appelait... qui s'appelait... qui s'appelait...</p>

<p>Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens ce sont ces amoureux<br />
Qui ne regardait rien autour d'eux.<br />
Y avait tant de lumière,<br />
Avec eux dans la rue,<br />
Alors la belle affaire<br />
Le nom du bal perdu.<br />
Non je ne me souviens plus du nom du bal perdu.<br />
Ce dont je me souviens c'est qu'on était heureux<br />
Les yeux au fond des yeux.<br />
Et c'était bien... Et c'était bien.</p>]]>

</content>
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