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      <title>...</title>
      <link>http://reticencias.weblog.com.pt/</link>
      <description></description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2012</copyright>
      <lastBuildDate>Thu, 12 Oct 2006 21:21:45 +0000</lastBuildDate>
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         <title>As time goes by...</title>
         <description><![CDATA[<p>You must remember this<br />
A blog is just a blog<br />
A post is just a post<br />
There are other fundamental things of life<br />
As time goes by...</p>

<p>Este espaço era para ter mais vida, mas...</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/as_time_goes_by</link>
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         <category>Geral</category>
         <pubDate>Thu, 12 Oct 2006 21:21:45 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Tão só um poema</title>
         <description><![CDATA[<p>Este é tão só um poema<br />
que gostaria de ter escrito,<br />
e por isso hesito...<br />
A hesitação é pois o tema,<br />
a falta de inspiração o cenário,<br />
e os actores...<br />
Os actores faltaram à chamada,<br />
Apesar de a hora estar marcada...<br />
Na acta ficou apenas o horário<br />
e as faltas,<br />
pois não é a horas altas<br />
que se abafam as dores.<br />
Dá-se o assunto por encerrado,<br />
o poema fica assim, inacabado!</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/08/tao_so_um_poema</link>
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         <category>Poesia</category>
         <pubDate>Thu, 17 Aug 2006 21:02:15 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O realejo</title>
         <description><![CDATA[<p>7 da manhã. A mãe já saíra para apanhar o comboio para o emprego, deixando-lhe um beijo na testa enquanto ele fingia ainda dormir. O pai mira-o da fotografia da mesinha de cabeceira. Abre a gaveta de onde tira o seu presente do oitavo aniversário, o último que festejou antes de o pai morrer: um realejo.</p>

<p>Não é um realejo qualquer. Tinha já pertencido ao seu avô, tendo passado para o seu pai. Este, sabendo que estava perto do fim da sua vida, ofereceu-lho e ensinou-lhe a tocar as mais belas modas. Foi o que lhe ficou do pai, juntamente com as histórias de países distantes que, enquanto marinheiro, visitara.</p>

<p>Entretanto, passaram 3 anos. Todos os dias, a mãe sai de casa às 6 da manhã e só volta às 8 da noite. De manhã, deixa-lhe o pão e o leite na mesa, à noite comem a sopa com broa, por vezes algum petisco extra, e conversam sobre a escola. Ele mente, escondendo da mãe o facto de raramente ir lá. Já sabe ler e escrever, quer é conhecer o mundo, como o pai fizera.</p>

<p>Assim, depois do pequeno-almoço, pega no realejo e sai de casa. Os seus primeiros passos seguem na direcção da rua central, onde ajuda o Sr. Santos a carregar a mercadoria que chega ao armazém, a troco de dois cigarros e de uma saqueta de cromos de futebol. O resto da manhã passa-o na escadaria da estação do metro, tocando o realejo enquanto algumas moedas caem no chapéu e alguns transeuntes correspondem ao seu pedido de cigarros. De vez em quando aparecem os polícias e estragam-lhe o negócio. Mas hoje tudo correu bem, ganhou 4 euros e 3 cigarros.</p>

<p>O almoço é na casa da madrinha. Esta preocupa-se com ele. Quando vê que a roupa ou os sapatos estão mais gastos, aparece com um saco de roupa e calçado que pertencera ao filho. Também lhe ralha por saber que ele não vai à escola. Já tentara de tudo, chegou a levá-lo lá pelas orelhas, mas acabou por desistir, perante a persistência do afilhado. Contudo, ocultou sempre o facto da comadre, já carregada de problemas.</p>

<p>A tarde sempre foi variada. Quando chove, mete-se no shopping onde embacia as vitrinas com modelos de barcos. Se faz sol, compete com os frequentadores da taberna do Sr. Guilhermino, poucas vezes perdendo no bota-abaixo. Noutras ocasiões vai ganhar mais algum dinheiro, com o seu realejo.</p>

<p>Outras vezes, como hoje, vai para o cais, tocar as modas que o pai lhe ensinou, e ver os barcos, melancolicamente. Num deles, quando tiver o dinheiro suficiente, partirá um dia, rumo ao desconhecido.</p>

<p>(publicado anteriormente no <a href="http://ante-et-post.weblog.com.pt" target="_ante">ante et post</a>)</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/06/o_realejo</link>
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         <category>Contos</category>
         <pubDate>Thu, 01 Jun 2006 23:20:50 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>5 anos, 2 meses e 20 dias...</title>
         <description><![CDATA[<p>...caiu o primeiro dente!</p>

<p>(e foi a própria, corajosa, que o tirou)</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/05/5_anos_2_meses_e_20_dias</link>
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         <category>Geral</category>
         <pubDate>Sun, 28 May 2006 22:41:45 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>5 anos, 2 meses e 19 dias...</title>
         <description><![CDATA[<p>... começou a abanar o primeiro dente!</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/05/5_anos_2_meses_e_19_dias</link>
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         <category>Geral</category>
         <pubDate>Sat, 27 May 2006 13:00:57 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>A tua melodia</title>
         <description><![CDATA[<p>Os teus pequenos dedos<br />
Baloiçam no piano em harmonia,<br />
Leves e ledos,<br />
Qual grito silencioso de poesia.<br />
Serena,<br />
Enfrentas o público atento.<br />
De magia plena<br />
Preenches cada suave movimento.<br />
E eu, maravilhado,<br />
Ouço em silêncio a tua melodia,<br />
Todos os dias, a teu lado,<br />
Minha flor, meu sol de cada dia.</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/05/a_tua_melodia</link>
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         <category>Poesia</category>
         <pubDate>Thu, 04 May 2006 23:50:34 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Maio Maduro Maio...</title>
         <description><![CDATA[<p>...quem te colheu?<br />
E pensar que já passou um terço do ano.<br />
Por falar em terço, Maio é o mês de rezar o terço.<br />
E por falar em rezar, toca a caminhar até Fátima.<br />
E por falar em Fátima, como vai Felgueiras?</p>

<p>E agora pergunto-me, porque é que há coisas que começam bem e acabam tão mal? Como, por exemplo, este post...</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/05/maio_maduro_maio</link>
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         <category>Divagações</category>
         <pubDate>Tue, 02 May 2006 18:06:54 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Testamento...</title>
         <description><![CDATA[<p>Tudo o que me resta é este corpo que carrego comigo,<br />
Erigido sobre um esqueleto que já não aguenta o seu peso.<br />
Sobre ele já pairaram desgraças, injustiças e outras que tais,<br />
Também momentos belos, de felicidade julgada eterna,<br />
Alguns momentos-chave, em que um ou outro destino teria sido possível.<br />
Mas, agora, nada resta desses tempos idos,<br />
Esta cabeça mal guarda as memórias que fizeram a sua história,<br />
Nada, a não ser a constatação da tua presença, a meu lado,<br />
Tu, que suportaste todo o peso da minha existência, toda a vida,<br />
Olhas-me, e sabes que o que de mim resta é teu, só teu...</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/testamento</link>
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         <category>Códigos</category>
         <pubDate>Thu, 27 Apr 2006 20:05:57 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Caminhando...</title>
         <description><![CDATA[<p>Corpo em movimento compassado,<br />
Avistando a linha do horizonte,<br />
Marcha silenciosamente.<br />
Intensamente batendo o coração<br />
No peito, por fora suado.<br />
Habita nele uma vontade de chegar<br />
Ao destino que a vida lhe traçou.<br />
Não há força capaz de o deter<br />
Da linha em ziguezague à sua frente,<br />
Ondas quebradas, de momentos sombrios...</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/caminhando</link>
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         <category>Códigos</category>
         <pubDate>Wed, 26 Apr 2006 17:00:31 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Solidão...</title>
         <description><![CDATA[<p>Sem amigos<br />
Ou companheiros,<br />
Languidamente contando os segundos,<br />
Imensos pedaços de tempo.<br />
Desespero lento e sombrio,<br />
Ancião das causas perdidas,<br />
Olha angustiado para o fim da linha...</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/solidao</link>
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         <category>Códigos</category>
         <pubDate>Wed, 26 Apr 2006 16:48:08 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O mar</title>
         <description><![CDATA[<p>Chamava-se Mariana. Como o seu irmão, Marco, tinha o nome começado por mar, porque o mar era sustento da sua famíla. Família de pescadores, o mar era tudo para eles. Quando nasciam, eram banhados no mar, para que os espíritos dos que partiram os protegesse. Depois, era o sustento. Por fim, ou morriam no mar ou eram-lhe posteriormente entregues.</p>

<p>Mariana sabia que o mar tudo dava e tudo tirava. Levara-lhe o pai, bem cedo. Por esse motivo, Marco começou cedo na faina. Um dia também não voltou. Poucos dias depois, a mãe terá escorregado num falésia e desapareceu para sempre. Mariana ficou só.</p>

<p>Apesar da tragédia familiar, Mariana conseguiu ganhar a vida sozinha. De mãos prendadas, fazia os bordados mais bonitos da região. E assim se fez mulher, independente. Nenhum dos rapazes das redondezas lhe conquistara o coração.</p>

<p>Um dia, um rapaz bateu à sua porta. Era João, outrora pescador e seu vizinho, que partira para tentar a sorte na cidade. Tornara-se fotógrafo. Tinha decidido vir reviver a sua infância, fotografar a vida dos pescadores. Pensava ficar uma semana. Acabou por ir ficando, fascinado por Mariana.</p>

<p>Um dia João perguntou a Mariana a quem devia pedir a sua mão. Nessa noite, Mariana levou-o até à praia. E João, virando-se ao mar, pediu aos seus pais e irmão a sua mão. Uma brisa beijou-lhes a cara, abençoando-os. Naquele momento, independentemente de qualquer papel oficial, eram marido e mulher. E os seus corpos salgados uniram-se na areia molhada, sendo o mar testemunha do seu amor.</p>

<p>Alguns dias depois, João partiu com os pescadores. Queria fotografar o seu trabalho árduo. Mariana, pressentindo o pior, pediu-lhe que não fosse. Ele descansou-a, dizendo-lhe que eram só algumas horas. Mas as horas passaram, e o barco não voltou.</p>

<p>Desde então, Mariana começou a ir todos os dias olhar o mar, na esperança do seu regresso. A esperança foi dando lugar à resignação. Já só ia lá recordar, reviver os bons momentos que o mar lhe reservara.</p>

<p>Até que, nove meses depois daquele fatídico dia, fez as malas. Pegou no filho, entretanto nascido, e foi banhá-lo no mar, cumprindo a tradição. Tinha esperado até àquele momento para que o pai, os avós, o tio e todos os seus antepassados conhecessem o seu filho, o primeiro homem da família que não seria pescador. Depois, abalou para o interior, onde o mar não os conseguiria alcançar.</p>

<p>(publicado anteriormente no <a href="http://ante-et-post.weblog.com.pt" target="_ante">ante et post</a>)</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/o_mar</link>
         <guid>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/o_mar</guid>
         <category>Contos</category>
         <pubDate>Thu, 20 Apr 2006 23:11:48 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O soldadinho de chumbo</title>
         <description><![CDATA[<p>Conheci pessoalmente o José Fanha num encontro de poesia, organizado pelo amigo Jorge Castro (também conhecido por OrCa), do blog <a href="http://sete-mares.blogspot.com/" target="_sete">Sete Mares</a>. Passamos uma excelente noite de poesia, boa comida e bom vinho, e, acima de tudo, de grande camaradagem.</p>

<p>Foi uma noite inesquecível. Entretanto, quase por acaso, descobri que criou um blog, no passado dia 2 de Abril, com o nome <a href="http://zefanha.blogspot.com/" target="_sold">O soldadinho de chumbo</a>. Mais um blog a não perder.</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/o_soldadinho_de_chumbo</link>
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         <category>Doutros lados</category>
         <pubDate>Wed, 12 Apr 2006 21:45:27 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Raisparta o trabalho...</title>
         <description><![CDATA[<p>...que não me deixa escrever neste blog.</p>

<p>Eu sempre quis ter um emprego, mas por azar, arranjei um trabalho.</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/raisparta_o_trabalho</link>
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         <category>Divagações</category>
         <pubDate>Tue, 11 Apr 2006 23:12:35 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Ainda não consegui parar de rir...</title>
         <description><![CDATA[<p>... com estas frases recebidas por e-mail. Por isso, decidi partilhá-las!</p>

<p>FUMAR MATA. QUANDO SE MORRE, PERDE-SE UMA PARTE MUITO IMPORTANTE DA VIDA.<br />
Brooke Shields</p>

<p>ESTAR VIVO É O CONTRÁRIO DE ESTAR MORTO.<br />
Lili Caneças</p>

<p>NÓS SOMOS HUMANOS COMO AS PESSOAS.<br />
Nuno Gomes, jogador do Benfica</p>

<p>QUEM CORRE AGORA É O FONSECA, MAS ESTÁ PARADO.<br />
Jorge Perestrelo, relator desportivo</p>

<p>INÁCIO FECHOU OS OLHOS E OLHOU PARA O CÉU!<br />
Nuno Luz, comentador desportivo da SIC</p>

<p>O MEU CORAÇÃO SÓ TEM UMA COR: AZUL E BRANCO.<br />
João Pinto, ex-capitão do F.C.Porto</p>

<p>A CHINA É UM PAÍS MUITO GRANDE, HABITADO POR MUITOS CHINESES...<br />
Charles de Gaulle</p>

<p>LÁ VAI PANEIRA NO SEU ESTILO INCONFUNDÍVEL... (PAUSA) ...MAS NÃO, É VELOSO.<br />
Gabriel Alves, comentador desportivo</p>

<p>JUSKOWIAK TEM A VANTAGEM DE TER DUAS PERNAS!<br />
Gabriel Alves, comentador desportivo</p>

<p>É TRÁGICO! ESTÁ A ARDER UMA VASTA ÁREA DE PINHAL DE EUCALIPTOS.<br />
Jornalista da RTP</p>

<p>UM MORREU E O OUTRO ESTÁ MORTO.<br />
Manuela Moura Guedes</p>

<p>A NOVA TERAPIA TRAZ ESPERANÇAS A TODOS OS QUE MORREM DE CANCRO A CADA ANO.<br />
Manuela Moura Guedes</p>

<p>ANTES DE APERTAR O PESCOÇO DA MULHER ATÉ À MORTE, O VELHO REFORMADO SUICIDOU-SE.<br />
João Cunha, testemunha do crime</p>

<p>QUATRO HECTARES DE TRIGO FORAM QUEIMADOS. EM PRINCÍPIO TRATA-SE DE INCÊNDIO.<br />
Lídia Moreno, Rádio Voz de Arganil</p>

<p>O ACIDENTE FOI NO TRISTEMENTE CÉLEBRE RECTÂNGULO DAS BERMUDAS.<br />
Paulo Aguiar, TV Globo</p>

<p>O ACIDENTE FEZ UM TOTAL DE UM MORTO E TRÊS DESAPARECIDOS. TEME-SE QUE NÃO HAJA VÍTIMAS.<br />
Juliana Faria, TV Globo</p>

<p>A POLÍCIA E A JUSTIÇA SÃO AS DUAS MÃOS DO MESMO BRAÇO.<br />
Bento Ferreira, juiz</p>

<p>OS ANTIGOS PRISIONEIROS TERÃO ASSIM A ALEGRIA DO REENCONTRO PARA REVIVER OS ANOS DE SOFRIMENTO.<br />
Maria do Céu Carmo, psiquiatra</p>

<p>FERIDO NO JOELHO, ELE PERDEU A CABEÇA.<br />
Crónica do Diário das Beiras</p>

<p>AS CIRCUNSTÂNCIAS DA MORTE DO CHEFE DE ILUMINAÇÃO PERMANECEM RIGOROSAMENTE OBSCURAS.<br />
Eng.º Paulo Assunção, EDP</p>

<p>À CHEGADA DA POLÍCIA, O CADÁVER ENCONTRAVA-SE RIGOROSAMENTE IMÓVEL.<br />
Ribeiro de Jesus, PSP de Faro</p>

<p>O AUMENTO DO DESEMPREGO FOI DE 0 % O MÊS PASSADO.<br />
Luís Fontes, A Capital</p>

<p>O ACIDENTE PROVOCOU FORTE COMOÇÃO EM TODA A REGIÃO, ONDE O VEÍCULO ERA BEM CONHECIDO.<br />
António Bravo, SIC</p>

<p>A CONFERÊNCIA SOBRE A PRISÃO DE VENTRE FOI SEGUIDA DE FARTO ALMOÇO.<br />
Diário da Universidade de Bragança</p>

<p>ELA CONTRAÍU A DOENÇA EM VIDA.<br />
Dr. Joaquim Infante, Hospital de Santa Maria</p>

<p>HÁ MUITOS REDACTORES QUE, PARA QUEM VEIO DO NADA, SÃO MUITO FIEIS ÀS SUAS ORIGENS.<br />
António Tadeia, Crónicas do Correio da Manhã</p>

<p>OS NOSSOS LEITORES NOS DESCULPARÃO POR ESTE ERRO INDESCULPÁVEL.<br />
Rui Lima, A Bola</p>

<p>UM SURDO-MUDO FOI MORTO POR UM MAL ENTENDIDO.<br />
António Sesimbra, O Independente </p>

<p>A VÍTIMA FOI ESTRANGULADA A GOLPES DE FACÃO.<br />
Ângelo Bálsamo, Jornal do Incrível </p>

<p>A POLÍCIA ENCONTROU NO ESGOTO UM TRONCO QUE PROVÉM, SEGURAMENTE, DE UM CORPO CORTADO EM PEDAÇOS. E TUDO INDICA QUE ESTE TRONCO FAÇA PARTE DAS PERNAS ENCONTRADAS NA SEMANA PASSADA.<br />
Agente Paulo Castro, relações públicas da PJ</p>

<p>OS SETE ARTISTAS COMPÕEM UM TRIO DE TALENTO.<br />
Manuela Moura Guedes, TVI</p>

<p>QUANDO O JOGO ESTÁ A MIL, MINHA NAFTALINA SOBE.<br />
Jardel, ex-jogador do Sporting </p>

<p>QUEREM FAZER DO BOAVISTA O BODE RESPIRATÓRIO.<br />
Jaime Pacheco, ex-treinador do Boavista</p>

<p>EM PORTUGAL É QUE É BOM. LÁ, A GENTE RECEBE SEMANALMENTE DE 15 EM 15 DIAS.<br />
Argel, ex-jogador do Benfica</p>

<p>NEM QUE EU TIVESSE DOIS PULMÕES ALCANÇAVA ESSA BOLA.<br />
Roger, ex-jogador do Benfica</p>

<p>TENHO O MAIOR ORGULHO DE JOGAR NA TERRA ONDE CRISTO NASCEU.<br />
Djair, jogador do Belenenses ao chegar a Belém/Restelo, no dia que assinou contrato com este clube </p>

<p>FINALMENTE, A ÁGUA CORRENTE FOI INSTALADA NO CEMITÉRIO, PARA SATISFAÇÃO DOS HABITANTES.<br />
Presidente da Junta da Freguesia do Fundão</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/ainda_nao_consegui_parar_de_ri</link>
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         <category>Recebido por e-mail</category>
         <pubDate>Fri, 07 Apr 2006 17:00:27 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O &quot;ladrão&quot; de tomates</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>João, empregado de escritório, identidade secreta: "ladrão" de tomates.</strong></p>

<p>Olá, o meu nome é João, sou conhecido, embora ninguém saiba que sou eu, pelo "ladrão" de tomates. Com aspas, porque, na realidade, eu não os roubo. Mas comecemos, como deve ser: pelo início.</p>

<p>Fui habituado, desde sempre, a comer salada de tomate com todas as refeições. E assim, depois de casado, continuei a manter esse hábito saudável. Mas certo dia cometi um erro. Por duas vezes consecutivas reclamei por causa da qualidade dos tomates que a minha mulher tinha comprado.</p>

<p>Os tomates não podem ser demasiado maduros nem demasiado verdes. Têm de estar no ponto certo. Mas como se pode fazer ver isso a uma mulher? Assim, ao invés de a convencer a ter mais cuidado na escolha dos ditos, ela disse, naquele tom que não admite ser contrariado:<br />
- Se não gostas da minha escolha de tomates, compra-os tu!</p>

<p>E assim, a partir daquele dia, fiquei eu incumbido da compra dos tomates. Mas se, por um lado, sabia apreciar o sabor, a escolha visual ou apalpativa dos tomates não era arte que eu dominasse. Assim, tentei ver, no hipermercado, o que uma senhora idosa (na realidade, era uma velha, mas disseram-me que agora se usa o termo idosa) escolhia. Mas não consegui vislumbrar um padrão na sua escolha que me permitisse inferir um conjunto de regras simples para seguir.</p>

<p>Foi então que a senhora idosa, após pesar os tomates, os colocou no carrinho, e afastou-se, para escolher os pepinos. Foi então que, por instinto, me acerquei do carrinho, e num movimento rápido, peguei no saco e fui a correr para a caixa, paguei e vim-me embora.</p>

<p>Quando cheguei a casa, verifiquei que os tomates tinham a qualidade que o meu paladar exigia. Agora, tinha a certeza, as velhas, digo, as senhoras idosas são as mais bem apetrechadas no que toca ao conhecimento táctil e cromático dos tomates. A partir daí, comecei a seguir este estratagema:<br />
1. Hipermercado.<br />
2. Senhora idosa a escolher tomates.<br />
3. Esperar que ela pese e coloque os tomates no carrinho.<br />
4. Pegar nos tomates já pesados.<br />
5. Pagar na caixa.<br />
6. Sair.</p>

<p>Ao fim de um mês descobri que tinha ganho identidade secreta: "ladrão" de tomates. Entre aspas, porque não roubava, apenas usufruia de um serviço especializado gratuito. Com o tempo fui descobrindo o que distinguia um tomate bom dum tomate mau. Já não precisava de continuar a fazer o mesmo. Mas todo aquele ritual se tinha apoderado de mim, e já não conseguia passar sem ele.</p>

<p>Hoje tento, de todos os modos, perder esta mania estranha, mas não consigo. Mesmo que vá ao hipermercado convicto de que não vou comprar tomates, os meus passos dirigem-se, automaticamente, para lá. E volto a fazer o mesmo...</p>

<p><strong>Dona Clotilde, senhora idosa.</strong></p>

<p>Já é a quarta vez que tal me acontece, neste mês. A princípio pensei que fosse da idade, mas depois percebi que algo de estranho se passava.</p>

<p>O meu marido sempre me disse que eu tinha um dom especial na apalpação dos tomates. E eu acho que sim, tomates que eu comprasse no mercado estavam sempre no ponto certo, nem demasiado maduros nem demasiado verdes.</p>

<p>O certo é que, pela quarta vez, neste mês, após ter escolhido e pesado os tomates, os coloquei no carrinho de compras. Fui comprar outros legumes e, quando voltei, os tomates tinham desaparecido. Não consigo perceber o que se passa. É que eles ainda nem sequer estavam pagos.</p>

<p><strong>Rui, filho de João, aluno imberbe de escola secundária, em processo de afirmação pessoal.</strong></p>

<p>O meu pai sempre me foi buscar à escola, desde pequeno. Durante muito tempo não me importei. Até gostava de ir para casa com ele, falávamos de futebol, de revistas de mulheres nuas, ou até sobre a última encíclica papal ou a última condecoração do Presidente da República. Enfim, sentia-me orgulhoso de ter um pai fixe.</p>

<p>Mas, ultimamente, o meu pai criou o estranho hábito de me ir buscar com um saco de tomates na mão. E a conversa anda sempre á roda dos ditos - a sua cor, textura, etc... E mesmo que eu tentasse, por exemplo, falar sobre a má arbitragem do último domingo, ele conseguia levar a conversa de volta ao seu tema preferido.<br />
- Um árbitro tem de ter tomates! Por falar em tomates...</p>

<p>Eu sei que até parece mal estar a falar mal do meu pai, mas já não aguento ouvir as bocas dos meus colegas:<br />
- Olha, lá vem o teu pai com os tomates na mão...</p>

<p><strong>Maria, esposa de João, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.</strong></p>

<p>A culpa foi minha, eu sei. Mas já era a segunda vez que ele protestava por causa da minha escolha de tomates. E eu não aguentei, mandei-o comprar ele. Mas, ao invés de ele não conseguir dar conta do recado e vir-me pedir, de joelhos, para voltar a ser eu a escolher os tomates, ele conseguiu tomar conta do recado, e tornou-se um especialista.</p>

<p>Mas, desde então, a minha vida tem sido um inferno. Os tomates estão por todo o lado. Já não há espaço na cozinha para tanto tomate. Mas isso não é o pior.</p>

<p>Há dias, estando nós em plena consumação das obrigações matrimoniais, ele me pediu:<br />
- Posso pedir-te uma coisa, para apimentar mais este acto?<br />
- Mas claro - disse eu, contente por ele estar a propor algo de novo.<br />
- Podes pegar... nos meus tomates?</p>

<p>Eu fiquei excitadíssima com aquele pedido e disse:<br />
- Claro que sim!</p>

<p>Foi então que, inesperadamente, ele se levantou e foi à cozinha, voltando com dois tomates, que depositou nas minhas mãos, todo contente.</p>

<p>Nem sei o que pensei na altura. Mas desde então que ele me pede para fazer o mesmo todas as vezes que consumamos as nossas obrigações matrimoniais. Eu não sei o que fazer. Fingir um orgasmo já é difícil com as mãos desocupadas, mas assim, torna-se uma tarefa praticamente impossível...</p>

<p>(publicado anteriormente no <a href="http://ante-et-post.weblog.com.pt" target="_ante">ante et post</a>)</p>]]></description>
         <link>http://reticencias.weblog.com.pt/arquivo/2006/04/o_ladrao_de_tomates</link>
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         <category>Contos</category>
         <pubDate>Thu, 06 Apr 2006 22:25:32 +0000</pubDate>
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