setembro 20, 2004

Doce Firmamento

Sob um manto que adocica levemente um respirar
Estamos aqui e sentimos o aroma de um momento
E vos peço que abraçam o nobre sentimento
De ser sem olhar para os porquês, densa omissão.

Nas palavras que tatuam esta folha que vos fita
Tatuam-se as ressonâncias perdidas de uma voz
Que nunca cessará de se fazer ouvir, perante o firmamento
Perante a eloquência de um Mundo, que palpita sem cessar

Em cada individualidade, um retalho, uma canção e divindade
Em cada rosto, uma lágrima incessante, uma doce saudade
Uma história simples, um suspiro, magnífica invocação
Em cada um de vós o som sustenido de um bravo coração

No que somos, a nossa ténue felicidade
No que criamos, a efervescente ambiguidade
No que respiramos, o doce sabor da conquista
No que perdemos, a agridoce sensação mista.

E hoje cativos, permanecemos na mesma mesa
Sob a comemoração de algo que dita a intempérie do tempo
E novamente as minhas palavras são empurradas pelas ondas
Sal de memórias, sabor temperado de mil memórias sorridentes

Nem sequer a obrigação de um sorriso, de um vasto afecto
Ou a recriação incessante de palavras num nenúfar de sonhos
Estamos aqui porque vivemos, porque sentimos e amamos
O olhar com que despimos a natureza é a voz da nossa alma.

Eu escrevo, ressalvo com carinho e intensa ternura
Estou aqui porque sinto, porque vos admiro e concentro
Eternamente dentro do meu coração e essência
E tudo o que faço se reveste no museu eterno de um sabor

Sabor de mil paladares, de um fruto adicionado do vosso açúcar
Fervilhando em corações, em actos, em danças acrobáticas
Num simples olhar, numa conversa franca e aberta, num suspiro
O canto que reveste a minha vida é voz lírica de uma canção

Que todos vós fizeram, e que é tradução da beleza das vossas almas.

Poema dedicado a todos os meus verdadeiros amigos, num momento especial da minha vida.

Publicado por Ray_Manzarek em setembro 20, 2004 12:00 AM
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setembro 20, 2004
Doce Firmamento

Sob um manto que adocica levemente um respirar
Estamos aqui e sentimos o aroma de um momento
E vos peço que abraçam o nobre sentimento
De ser sem olhar para os porquês, densa omissão.

Nas palavras que tatuam esta folha que vos fita
Tatuam-se as ressonâncias perdidas de uma voz
Que nunca cessará de se fazer ouvir, perante o firmamento
Perante a eloquência de um Mundo, que palpita sem cessar

Em cada individualidade, um retalho, uma canção e divindade
Em cada rosto, uma lágrima incessante, uma doce saudade
Uma história simples, um suspiro, magnífica invocação
Em cada um de vós o som sustenido de um bravo coração

No que somos, a nossa ténue felicidade
No que criamos, a efervescente ambiguidade
No que respiramos, o doce sabor da conquista
No que perdemos, a agridoce sensação mista.

E hoje cativos, permanecemos na mesma mesa
Sob a comemoração de algo que dita a intempérie do tempo
E novamente as minhas palavras são empurradas pelas ondas
Sal de memórias, sabor temperado de mil memórias sorridentes

Nem sequer a obrigação de um sorriso, de um vasto afecto
Ou a recriação incessante de palavras num nenúfar de sonhos
Estamos aqui porque vivemos, porque sentimos e amamos
O olhar com que despimos a natureza é a voz da nossa alma.

Eu escrevo, ressalvo com carinho e intensa ternura
Estou aqui porque sinto, porque vos admiro e concentro
Eternamente dentro do meu coração e essência
E tudo o que faço se reveste no museu eterno de um sabor

Sabor de mil paladares, de um fruto adicionado do vosso açúcar
Fervilhando em corações, em actos, em danças acrobáticas
Num simples olhar, numa conversa franca e aberta, num suspiro
O canto que reveste a minha vida é voz lírica de uma canção

Que todos vós fizeram, e que é tradução da beleza das vossas almas.

Poema dedicado a todos os meus verdadeiros amigos, num momento especial da minha vida.

posted by Ray_Manzarek at 12:00 AM
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