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<copyright>Copyright (c) 2010, Renata Huston</copyright>
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<title>O  medo contemporâneo: abordando suas diferentes dimensões</title>
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<name>Renata Huston</name>

<email>meiacalca@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p><br />
RESUMO</p>

<p>Este trabalho tem o objetivo de descrever as fisionomias que o medo adquire no cenário contemporâneo. Embora esteja entre as emoções consideradas básicas no homem, o medo é tomado aqui como uma emoção que é também construída socialmente (Solomon, 1995; Costa, 1998). Estudamos como o medo passou por um processo de internalização que pode ser descrito na atualidade, a partir de algumas configurações características, como o medo patologizado, tal como ocorre na chamada síndrome do pânico, a busca do prazer através do medo e as precauções em torno da segurança pessoal. Tais modalidades de medo se acham associadas ao chamado mal-estar contemporâneo, relacionado aos traços da cultura em que vivemos.</p>

<p>Palavras-chave: Medo, Pânico, Subjetividade.</p>

<p>ABSTRACT</p>

<p>The aim of this essay is the description of the aspects that fear has acquired in the contemporary setting. Fear is here interpreted as an emotion which is also socially constructed. We can observe how fear went through a process of internalisation and can now be described in terms of a few characteristic forms: the so-called panic syndrome, the search for pleasure through fear and the precautions taken in regard to personal security. Such forms of fear are associated to the so-called contemporary malaise and related to the features of the culture we live in.</p>

<p>Keywords: Fear, Panic, Subjectivity.</p>

<p> </p>

<p> </p>

<p>O tema do medo está na ordem do dia. Tal fato pode ser percebido na quantidade de informação veiculada sobre o tema na atualidade, em diversas matérias em jornais e revistas, que o abordam em suas várias dimensões. O medo é um tema que vem atravessando o cotidiano e marcando de forma cada vez mais palpável a vida coletiva e individual, o que leva à modificação de comportamentos sociais e hábitos mentais.</p>

<p>Este trabalho tem como objetivo, portanto, descrever as fisionomias que o medo adquire na sociedade contemporânea. O medo é descrito como uma emoção e, entre as diferentes concepções de emoção na história do pensamento, seguimos autores como Costa (1988) e Solomon (1995), que não desvinculam as crenças e a cognição das emoções.</p>

<p>O trabalho, dessa forma, apresenta como proposta a seguinte discussão: 1)o medo no campo conceitual, a partir de autores que não desvinculam o caráter social e histórico das emoções, e 2) seguindo essa argumentação, a breve descrição do medo do ponto de vista da história, considerando as diferentes faces que adquire de acordo com determinado período histórico.</p>

<p> </p>

<p>O Medo como Emoção</p>

<p>A discussão sobre o medo permite abordagens muito distintas. Delumeau (1989) expõe algumas das formas pelas quais podemos estudar essa emoção. O autor refere-se aos diferentes sentidos nos quais o medo pode ser estudado. Primeiro, conceitua o medo como uma emoção básica, como um componente básico da experiência humana.</p>

<p>Em um sentido estrito do termo, o medo é concebido como uma emoção-choque devido à percepção de perigo presente e urgente que ameaça a preservação daquele indivíduo. Provoca, então, uma série de efeitos no organismo que o tornam apto a uma reação de defesa como a fuga, por exemplo. Para Delpierre (1974), “o medo pode provocar efeitos contrastados segundo os indivíduos e as circunstâncias, ou até reações alternadas em uma mesma pessoa: a aceleração dos movimentos do coração ou sua diminuição, uma respiração demasiadamente rápida ou lenta, uma contração ou uma dilatação dos vasos sangüíneos, uma hiper ou uma hipossecreção das glândulas, constipação ou diarréia, poliúria ou anúria, um comportamento de imobilização ou uma exteriorização violenta. Nos casos-limite, a inibição irá até uma pseudoparalisia diante do perigo (estados catalépticos) e a exteriorização resultará numa tempestade de movimentos desatinados e inadaptados, característicos do pânico” (Delpierre, 1974, apud Delumeau, 1989:23).</p>

<p>Constata-se, portanto, que o medo é uma emoção básica, não só no sujeito, mas em diferentes formas de vida, aproximando-se de uma reação biológica comum. Esse fato aproxima o medo humano do medo animal, o medo tomado como mecanismo fisiológico.</p>

<p>Para Delumeau (1989), porém, o medo se torna mais complexo quando trata da esfera humana. O autor cita Caillois (1961) ao referir-se ao medo no animal, que, segundo ele: “é único, idêntico a si mesmo, imutável: o de ser devorado”, enquanto nos seres humanos os medos são múltiplos por serem fruto da sua imaginação e, portanto, passíveis de descrições históricas porque sofrem variações (Caillois, 1961 apud Delumeau, 1989:19). Delumeau, dessa forma se refere especificamente a um medo humano, mais complexo e diferenciado do que o medo animal.</p>

<p>O uso contínuo da mesma palavra poderia veicular um sentido de medo universal, presente e imutável em diferentes formas de vida. Autores como Delumeau fazem com que se perceba, porém, a variação que o sentido do termo adquire ao longo da história: não apenas ocorre uma mudança das formas pelas quais o medo se apresenta, como também a própria concepção de medo sofre modificações.</p>

<p>Preferimos, assim, investigar a pluralidade de sentidos que a palavra pode ter dependendo do contexto do que abordar a temática do medo a partir de uma indagação acerca de uma natureza universal e essencial da emoção. Torna-se mais rico, a nosso ver, explorar a diversidade de concepções e experiências ligadas ao medo do que buscar a sua suposta essência universal, imutável e trans-histórica. Será abordada, então, a polissemia do termo ao invés de se circunscrever a uma definição conceitual única. As noções do pragmatismo lingüístico, em especial na sua concepção naturalista da linguagem, embasarão o trabalho a fim de que se possa realizar uma leitura da subjetividade e da relação desta com a linguagem, na qual será incluída uma discussão acerca do lugar e dos sentidos que o medo adquire conforme o contexto histórico-cultural no qual se situa.</p>

<p>O sentido de uma determinada experiência emocional requer uma indagação acerca dos sentidos que transmite para uma comunidade de falantes. Perguntar pelo sentido de uma palavra ou de uma frase equivale a indagar como ela é usada, ou seja, como seus usos são definidos pelas regras estabelecidas nos jogos de linguagem. Assim, o sentido de nossas experiências internas não é intrínseco a elas mesmas, mas constitui-se a partir de uma linguagem pública, cujos sentidos vão ganhando forma a partir das regras de uso, em contextos determinados. Pensar assim implica aceitar que diferentes jogos de linguagem e diferentes formas de subjetivação originarão formas distintas de entender e experimentar o medo.</p>

<p>Costa (1998), adota a perspectiva de que as emoções são constituídas de sentimentos e sensações, mas também de crenças e julgamentos, não podendo ser redutíveis quer a uma base neuroquímica, quer à idéia de sentimentos universais, trans-históricos, constituintes de um psiquismo universal. Para Solomon (1995), as emoções consistem, ao menos em parte, em modos de estar conscientemente no mundo, as quais denominou julgamento. Esse último requer conceitos, e a questão é que conceitos são requeridos para uma particular emoção. Ao invés de serem irracionais, as emoções são “um julgamento básico sobre nossos eus e seus lugares no mundo” (Solomon, apud Costa, 1998:196).</p>

<p>Segundo o autor, citado em Costa (1998), “a emoção combina racionalidade, sentimento e sensação para produzir julgamentos reflexivos ou pré-reflexivos. (...) as emoções, por serem julgamentos racionais, podem ser alteradas por força de redescrições, desde que não se entenda redescrição como um cálculo intelectualista. Afirmar que crenças emocionais podem ser alteradas não significa que toda crença, independente da origem, modo de funcionamento e articulação com outras crenças, pode ser transformada pela pura reinterpretação intelectual de seu sentido. O autor afirma que “não é a natureza da emoção que importa tanto, mas a natureza e o lugar de um tipo particular de emoção numa visão de mundo particular” (Solomon, 1995, apud Costa, 1998:196).</p>

<p>Esse conceito de emoção pode causar certa estranheza à primeira vista, uma vez que na visão de emoção há uma forte crença que a assemelha à paixão irracional, em que o sujeito se imagina controlado por algo que é da ordem do “irracional” e que o levará a uma passividade à qual não pode reagir, pois está fora de seu domínio, de seu controle. Essa é uma perspectiva de emoção compartilhada por Costa (1998). Para melhor diferenciar e explicitar sua visão de emoção, Costa se refere à relação do sujeito com o sentimento, efetuando uma distinção conceitual entre sentimento e sensação. Sentimentos são estados afetivos que não confundem com as sensações e que aprendemos a reconhecer como medo, pesar, decepção, frustração, raiva, temor, gratidão, amor, carinho, ternura, entusiasmo, enlevo, preocupação com o outro, êxtase etc.</p>

<p>Entendemos que mesmo emoções básicas como o medo não fogem à regra. São também socialmente construídas, a partir das descrições expostas anteriormente. Quando aprendemos um termo para designar uma emoção, aprendemos segundo o jogo lingüístico no qual aquele sentimento é classificado, conforme as regras e padrões de uma determinada cultura.</p>

<p>Assim, diferentes culturas implicam variações na emergência de sentidos de determinadas emoções, assim como também quais emoções são fundamentais, importantes para cada cultura. Esta, em períodos históricos distintos, designará regras de uso para determinadas emoções que compõem o seu “arsenal”, em que a linguagem tem um papel fundamental. A linguagem consiste, assim, em uma ferramenta necessária para formas que as emoções tomam a partir de uma modelação que é principalmente circunstancial e contingencial, porque é através dela que derivam os sentidos das emoções.</p>

<p>Solomon (1995) inclui o medo na classificação das emoções primordiais, ou seja, concorda com autores que adotam a perspectiva de que o medo parece estar entre as emoções mais regulares. Tal fato, porém, não implica afirmar que as emoções básicas sejam entendidas como fenômenos humanos universais, invariantes de cultura para cultura.</p>

<p>O autor se refere às sensações como básicas em cada cultura. A sensação de medo, por exemplo, existiria em toda cultura, mas o principal seria: “em que situações? Qual a intensidade do medo? Em que esse medo difere do pânico? Em que medida essa tendência inata pode ser superada pela educação, treinamento ou experiência? O pânico é aceito nesta sociedade e nestas circunstâncias ou o pânico é acompanhado pela vergonha ou humilhação? O pânico é entendido como uma reação natural ou como uma fraqueza? É compreendido como uma apreensão involuntária ou como um ato voluntário, se bem que espontâneo ?</p>

<p>Solomon (1995) infere que mesmo as emoções básicas são passíveis de mudança: devemos supor que as emoções primordiais variam consideravelmente de cultura para cultura, e mesmo quando permanecem superficialmente as mesmas, elas devem ter status diferentes e desempenhar papéis muito diferentes nas interações sociais.</p>

<p>A visão de medo enquanto contingencial implica a aceitação do fato de que, embora o nome seja o mesmo, as características que compõem a emoção, o que é aceito como caracterizando a emoção, varia em cada cultura e em cada época que atravessa determinada cultura.</p>

<p>Nesse sentido, o medo não é só uma reação emocional, contendo crenças por trás. O medo não implica, portanto, uma natureza única e imutável. Trata-se de um sentimento construído historicamente, aprendido e ensinado de formas diferentes, dependendo da época. Existe uma série de emoções que reconhecemos como de medo, e, por um acordo público na língua, há alguns comportamentos que concebemos como de medo. O medo, aqui, é abordado como algo conhecido, pois todos reconhecem o sentimento ou a sensação de medo, ninguém tem dúvida de que sente medo. Pode ser uma reação de fuga, reação de retração, reação de negação, reação de precaução, reação de inibição. Tais reações fazem parte de outros complexos emocionais, mas dotadas de diferentes configurações. A caracterização de medo não é simples e nesse viés, seria diferente de outras emoções parecidas, de terror, de susto, de pavor. É uma tentativa de pensar a emoção a partir desse olhar que não pode descartar ou minimizar a importância do aspecto social.</p>

<p>Em seu estudo sobre emoção, Costa (1998) efetua uma distinção conceitual sutil entre sensação e sentimento que nos permite melhor compreender a caracterização da emoção denominada medo. Para ele, embora tal classificação esteja longe de ser consensual, é importante para entendermos a experiência sentimental do homem contemporâneo.</p>

<p>A sensação seria “corporalmente localizada”, “referidas a imagens corporais” e seriam estados do organismo, “processos ou eventos físico-mentais” que evocariam “dor, prazer ou desprazer”. Essa seria a principal característica das sensações, a de serem “reguladas pelo trinômio dor, prazer, desprazer. O que produz dor e desprazer tende a ser violentamente repudiado, e o que produz prazer, a ser buscado” (Costa, 1998:211).</p>

<p>As emoções dependeriam de referentes corporais para serem identificadas. Os sentimentos, como ele define, não teriam essa vinculação com uma específica reação corporal, já que aprendemos a reconhecê-los sem o auxílio de atributos corporais e não dependem do prazer para serem desejados. Seriam, dessa forma, mais elaborados do ponto de vista lingüístico.</p>

<p>O medo seria fronteiriço entre sensações e sentimentos: “angústia, mal-estar, desconforto são eventos afetivos que podem ser descritos como sentimentos ou como sensações, dependendo de critérios adicionais como a maior ou menor reflexividade, a maior ou menor modificação dos estados físicos dos sujeitos etc.” (Costa, 1998:211).</p>

<p>Podemos pensar que é possível redescrever o que sentimos, num processo histórico, e que essas redescrições produzem alterações significativas dos afetos. É uma tentativa de resgatar nossa reflexão e autocontrole, não para negar nossas emoções, mas para dar-lhes um sentido diferente; ver emoção enquanto crença emocional é resgatar nossa capacidade de ação.</p>

<p>Isso se relaciona com uma abordagem histórica da construção de subjetividades. O autor cita Rorty, segundo o qual: “afirmar que o sujeito pode se libertar das paixões quer dizer que esse sujeito se transformou ao ‘transformar estados afetivos passivos em estados afetivos ativos’. O sujeito não é uma essência ou substrato indiferenciado preexistente à predicação afetiva. Ele é ‘seus estados afetivos’. Ao mudarem os afetos, muda o sujeito e, com a mudança, mudam também seus desejos, necessidades, aspirações, propósitos etc.” (Rorty, 1991, apud Costa, 1998:187). Uma vez adotada a perspectiva de que as emoções são contingenciais, recorremos à genealogia do medo para afirmar essa hipótese, ou seja, veremos como o medo se modificou ao longo da história, tendo adquirido diferentes sentidos conforme a época histórica em que foi estudado.</p>

<p> </p>

<p>Algumas Reflexões Acerca do Medo na Grécia Antiga, Idade Média e Modernidade</p>

<p>Delumeau (1989) procura identificar a presença do medo nos comportamentos de grupos sociais distintos. Segundo o autor, na Grécia antiga pode-se encontrar a personificação de paixões – como o medo – em deuses. Os antigos concebiam o medo como uma punição dos deuses. Os gregos divinizaram Deimos (o temor) e Phóbos (o medo), e tentavam entrar em harmonia com esses deuses em tempos de guerra.</p>

<p>Para se desvencilhar do poder aprisionante dessas divindades, os antigos realizavam oferendas apropriadas a fim de que essa força não os abatesse e tomasse conta de seus espíritos, de suas almas. Tais oferendas tinham o objetivo, ainda, de desviar a ação aterrorizante de tais divindades para o inimigo.</p>

<p>Os medos, portanto, eram concebidos como exteriores ao homem e desempenhavam importante papel no seu destino, em um sentido individual e coletivo. Isso nos leva a pensar que a visão do medo como um deus parte de uma pressuposição de sujeito da época, como um sujeito “não-interiorizado”.</p>

<p>Nesse sentido, o medo não seria uma expressão de algo interno, da sua singularidade individualizada, mas a expressão de algo externo que se manifestava no sujeito. O medo se configurava, então, como experiência subjetiva, como paixão que atravessava o sujeito.</p>

<p>É importante ressaltar que o medo passou por um processo de internalização com o passar dos tempos. Mudando de tempo e civilização, Delumeau (1989) e Duby (1999) se referem à Idade Média e à importância do cristianismo na estruturação de uma vida subjetiva interiorizada e, no processo de internalização das emoções, entre elas figura o medo.</p>

<p>A Inquisição direcionou suas investigações para bodes expiatórios, os pagãos e para os próprios cristãos: “atuando Satã, com efeito, sobre os dois quadros, e podendo todo homem, se não tomar cuidado, tornarse um agente do demônio. Daí a necessidade de um certo medo de si mesmo” (Delumeau, 1989:32).</p>

<p>O mecanismo de internalização do medo, portanto, iniciou-se nos primórdios do cristianismo. Como nos mostra Delumeau, a Igreja teve uma grande contribuição nesse sentido quando apresentou o medo do demônio e do pecado. Segundo ele, “os homens de Igreja apontaram e desmascararam esse adversário dos homens. Levantaram o inventário dos males que ele é capaz de provocar e a lista de seus agentes: os turcos, os judeus, os heréticos, as mulheres (especialmente as feiticeiras). Partiram à procura do Anticristo, anunciaram o Juízo Final, prova certamente terrível, mas que seria ao mesmo tempo o fim do mal sobre a terra. Uma ameaça global de morte viu-se assim segmentada em medos seguramente temíveis, mas ‘nomeados’ e explicados, porque refletidos e aclarados pelos homens de Igreja. Essa enunciação designava perigos e adversários contra os quais o combate era, se não fácil, ao menos possível, com a ajuda da graça de Deus” (Delumeau 1989:32).</p>

<p>Delumeau analisa a difusão da teologia na vida cotidiana da civilização ocidental como discurso incitativo ao medo de si, ou seja, o quanto o indivíduo passou a temer a si mesmo, uma vez que podia ser um agente de Satã. Assim, não faltaram bodes expiatórios: judeus e feiticeiras ocuparam esse lugar do demônio, do demoníaco, do mal. O medo do inferno, o medo da condenação eterna tinha relação com o encontro ou não com Deus, tudo passando por uma introspecção, pela procura de pureza, de combate ao pecado, que voltava o olhar para o interior do sujeito.</p>

<p>Esse processo de internalização do medo, porém ocorre de maneira lenta e complexa, pois, como mostra Elias (1993), o homem medieval não tinha controle sobre as paixões. O autor assinala as mudanças psicológicas ocorridas no processo denominado por ele de civilização, e tais mudanças dizem respeito ao fato de terem sido instigados no indivíduo mecanismos de controle de sua conduta. As sociedades guerreiras medievais não dispunham de um monopólio complexo da violência física; o medo, portanto. provinha de uma ameaça física externa, assumindo a forma do medo de forças exteriores.</p>

<p>O autor mostra a forma como mecanismos de controle efetuados através de terceiras pessoas são convertidos, de diversas maneiras, em autocontrole: “(...) as atividades humanas mais animalescas são progressivamente excluídas do palco da vida comunal e investidas de sentimentos de vergonha, (...) a regulação de toda a vida instintiva e afetiva por um firme autocontrole se torna cada vez mais estável, uniforme e generalizada” (Elias, 1993:194).</p>

<p>A sociedade cortesã dos séculos XVII e XVIII, portanto, ocupou um lugar específico no movimento destinado a impor uma regulação mais uniforme de padrões de conduta e na moderação das emoções. Uma das transições mais decisivas é a mudança de guerreiros para cortesãos, — dispensa dizer que há diferentes estágios nessa transição — que, no Ocidente, ocorreu no século XI ou XII até que, lentamente, veio a extinguir-se nos séculos XVII e XVIII.</p>

<p>Segundo o autor, nos círculos da vida na corte é que se desenvolve o que chamamos hoje de visão psicológica do homem, porque é onde opera o autocontrole vigilante e a observação minuciosa do próximo, requisitos necessários para se preservar determinada posição social.</p>

<p>Percebemos, então, que paulatinamente o medo vem adquirindo o aspecto de emoção interiorizada no indivíduo, fruto de uma construção histórica. Fazendo parte do processo de construção psicológica do homem, o medo se constitui como emoção singularizada, constitutiva do psiquismo do sujeito, parte de seu repertório emocional.</p>

<p>Diferentemente de medos antigos, temos a experiência de medo do indivíduo hoje, uma experiência individualizada, singularizada. Pretendemos abordar os sentidos de medo hoje inseridos na discussão acerca dos mal-estares contemporâneos.</p>

<p> </p>

<p>O Medo no Cenário Contemporâneo</p>

<p>Compartilhamos as idéias de diferentes autores que, em suas análises do cenário contemporâneo, se referem à presença de um “mal-estar”, na atualidade, que apresenta diferenças significativas em relação a épocas anteriores.</p>

<p>Como afirma Mezan (1985), Freud foi um pensador que, nas primeiras décadas do século XX, se referiu aos mal-estares de seu tempo, ressaltando que os sofrimentos psíquicos se acham inseridos em uma coletividade e também são construídos coletivamente. Para ele, as principais causas do sofrimento psíquico em sua época seriam devidas à insatisfação pulsional imposta pela sociedade, dita “patriarcal”, na qual a religião possuía relevante peso, com uma moral sexual que exigia pesadas renúncias dos indivíduos. Assim, havia por um lado a repressão social e, por outro, a renúncia dos indivíduos a seus desejos e fantasias devido às restrições culturais, e estas seriam as razões da infelicidade, espécie de mal-estar, insatisfação. Por que infelicidade? Porque o indivíduo precisava renunciar aos seus impulsos, desejos e fantasias para ter a segurança de pertencer a uma sociedade.</p>

<p>Em contraste com a época de Freud, final do século XIX, surgem na atualidade outras fontes de inquietação. Para Mezan, se a sociedade antiga era, em muitos aspectos, mais rígida, a atual é por vezes desnorteante na sua fragmentação e na aceleração do ritmo das mudanças; se aquela opunha ao avanço do indivíduo obstáculos sedimentados na tradição, a de hoje já não oferece valores nem rumos claramente identificáveis. Existe maior tolerância quanto aos aspectos sexuais em sentido estrito — o corpo é cuidado no esporte e exibido sem tantos pruridos, a homossexualidade já não é perseguida como delito, as oportunidades para relacionamentos sexuais antes ou fora do casamento se multiplicaram, mas a violência urbana, o consumo de drogas e outras pragas sociais se alastraram em um grau que Freud jamais poderia ter previsto.</p>

<p>O afrouxamento da autoridade patriarcal e de seus derivados nas diversas esferas da vida não deu lugar à fraterna união dos iguais, porém a um universo de desorientação e de insegurança cujos sinais estão por toda parte.</p>

<p>Para o autor, o mal-estar atinge, como um todo, populações urbanas principalmente, sem levar em conta a classe e a posição social, expressando-se através de fenômenos como stress, depressão, episódios psicossomáticos, uso de drogas e mesmo delinqüência. Segundo ele, “(...) talvez se possa dizer que a angústia seja o ponto para o qual convergem essas diversas condições, angústia sem dúvida conatural ao ser humano, mas certamente fomentada e potencializada pelas condições sócio-econômicas da atualidade” (Mezan, artigo publicado na revista Veja, Dez/2000).</p>

<p>Retornando ao argumento de Costa, esse autor faz uma análise da sociedade ocidental com base no argumento freudiano anteriormente citado: “certos padrões de comportamento social hoje são suficientemente estáveis e recorrentes para que possamos afirmar a existência de uma forma particular de medo e reação ao pânico, que é a cultura narcísica da violência. Essa cultura nutre-se e é nutrida pela decadência social e pelo descrédito da justiça e da lei. (...) Na cultura da violência, o futuro é negado ou representado como ameaça de aniquilamento ou destruição. De tal forma que a saída apresentada é a fruição imediata do presente; a submissão ao ‘satus quo’ e a oposição sistemática e metódica a qualquer projeto de mudança que implique cooperação social e negociação não violenta de interesses particulares” (Costa, 1989:167).</p>

<p>Um traço da cultura da violência se manifesta na esfera dos comportamentos sociais. Retomaremos inicialmente o argumento de Bauman, no ponto em que o autor se refere às sociedades atuais como instituídas com base em um modelo dotado do que ele denomina de “insegurança existencial”, que assume uma forma de insegurança pessoal.</p>

<p>Os tempos sombrios em que vivemos, de violência e globalização, que apresentam um quadro social em constante mudança, sem garantias, geram um universo de insegurança e de medo. Podemos dizer que nossa cultura ocidental, onde o individualismo e o consumismo são eleitos como valores pósmodernos, intensifica os sentimentos de desamparo do sujeito.</p>

<p>Como resposta a esse desamparo vemos exemplos de contínuos processos de defesa pessoal e de alarmes, o que indica que as pessoas se encontram em um sistema de vigilância contínua: condomínios cada vez mais fechados, vigiados, com uma explosão de aparelhagens de segurança; cada vez mais, o indivíduo tenta se proteger, fechando vidros de carros, travando portas, assumindo comportamentos defensivos. Recursos cada vez mais sofisticados são adotados, como sensor de ruptura, sensor de pressão, infravermelho ativo etc.</p>

<p>Além disso, vemos um outro sentido de busca de segurança, na tentativa de encontrar referentes materiais, no organismo, para o medo. Uma possível busca de segurança hoje em dia consiste nos mecanismos de medicalização, de estudos do cérebro para encontrar fontes materiais para a origem dos males psíquicos, com o desenvolvimento da indústria farmacológica, entre outros.</p>

<p>Encontramo-nos no limiar de uma nova era em ciências do cérebro e do comportamento. No Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, consta que a década de 90 foi considerada a “década do cérebro”, quando a investigação do sistema nervoso passou a ser o principal foco de investimentos em saúde naquele país. Essa tendência acabou se refletindo em laboratórios de vários cantos do planeta. Através dessas pesquisas acerca do bom ou mau funcionamento cerebral, aprenderemos ainda mais sobre distúrbios mentais como depressão, distúrbio bipolar, esquizofrenia, transtorno do pânico e distúrbio obsessivo-compulsivo. Seremos capazes de usar esse conhecimento no desenvolvimento de novos tratamentos que possam ajudar mais pessoas a superar as doenças mentais. Vemos, portanto, um enorme investimento da indústria farmacológica nesse sentido, na busca de fundamentar as formas de sofrimento psíquico em disfunções do cérebro. Há uma tentativa, portanto, de explicação do medo unicamente a partir de referentes materiais, orgânicos. Como exemplo, podemos citar as abordagens da psiquiatria biológica às experiências de pânico.</p>

<p>Muito se tem falado acerca da síndrome do pânico atualmente. Podemos dividir as diversas concepções a seu respeito em duas grandes tendências: 1) de inspiração mais objetivista, que concebe a síndrome do pânico como uma entidade com substância própria, independente dos contextos sociais e culturais contemporâneos; 2) de orientação historicista e anti-essencialista, que concebe a síndrome do pânico como a expressão de uma cultura, de um universo social que lhe dá os elementos de sustentação. É essa segunda orientação que sustentamos no presente trabalho.</p>

<p>Uma visão dos ataques de pânico ligada à subjetividade, à experiência construída em meio a um tecido social, encontra-se em Rolnik (1997). A autora se refere a alguns fatores que produzem os vazios de sentido da atualidade: “a desestabilização exarcebada de um lado e, de outro, a persistência da referência identitária” (Rolnik, 1997:21). Para ela, há, na atualidade, um sentimento de esvaziamento da subjetividade, uma experiência de vazio “como efeito de uma falta relativamente à imagem completa de uma suposta identidade, e não como efeito de uma proliferação de forças que excedem os atuais contornos da subjetividade e impelem-na a tornarse outra. Tais experiências tendem, então, a ser aterrorizadoras: as subjetividades são tomadas pela sensação de ameaça de fracasso, despersonalização, enlouquecimento ou até morte” (Rolnik, 1997:21).</p>

<p>Para a autora, o que acontece na síndrome do pânico é que a desestabilização é levada a tal ponto que se ultrapassa o que se pode suportar. É no corpo que isso parece se manifestar, uma vez que ele parece ser ameaçado de descontrole de forças, promovendo um caos psíquico, moral, social e orgânico. Então, é como se as funções corporais ganhassem autonomia: o coração dispara, o pulmão deixa de respirar, o controle psicomotor se perde. O corpo é imobilizado, só funcionando a partir do outro corpo, pela simbiose. Essa ameaça imaginária do descontrole de forças é designada como síndrome do pânico, que constitui, a nosso ver, uma das formas de experiência subjetiva do medo atualmente. Abordaremos, por fim, uma outra modalidade de medo atual, a busca por esportes de risco.</p>

<p>Percebemos, então, que o medo, como sensação, vem sendo buscado (tendo em vista que estamos falando das grandes cidades do Ocidente, da classe média) como produto consumível, causador da sensação de frisson. Filmes de terror, que evoquem medo ou pânico, assim como esportes radicais em que o sujeito tem controle parcial do que acontece, ou ao menos convive com um alto grau de risco assumido.</p>

<p>Num mundo laicizado, sem grandes horizontes, sem projetos históricos, sem ambições coletivas, na ausência de um valor mais alto, a força e o sentido da vida ficam na imanência da vida de cada um, e mesmo na experimentação física da existência, na fruição das sensações.</p>

<p>Entre as sensações, podemos citar as sexuais, as buscadas através das drogas, e mesmo, talvez curiosamente, a busca da sensação de medo.</p>

<p>Embora se possa afirmar que sempre tenha havido praticantes de “esportes de risco”, como os gladiadores, por exemplo, as diferenças com relação aos esportes de hoje é nítida: atualmente, o praticante escolhe, determina o risco a ser assumido e busca não a glória, a virtude ou a excelência, mas a simples fruição exacerbada de um certo tipo de satisfação individual: o medo regulado a serviço do prazer. É uma experiência de aventura, de liberdade absoluta, de arrojo etc., mas exige ou possui sempre a tentativa de cercar de fato a surpresa.</p>

<p>Através da procura por tais esportes, podemos perceber que, paradoxalmente, o medo aparece como elemento de busca de alegria, de bem-estar, de satisfação, de felicidade. Caracteriza uma modalidade de medo que não conta com mecanismos de fuga, de exorcismo, mas, pelo contrário, de consumo, o que se pode facilmente verificar na explosão de modalidades de esportes, equipamentos, revistas especializadas, academias de treinamento, profissionais especializados, visibilidade publicitária etc. Os medos estão aparecendo como sensações “consumíveis”.</p>

<p>Como nos diz Costa (1998), vivemos em um mundo pobre de Ideais do Eu, onde não há a força dos meios tradicionais de doação de identidade como a família, a religião, o pertencimento político, o pertencimento nacional, a segurança de trabalho, o apreço pela intimidade, regras mais estritas de pudor moral, preconceitos sexuais etc. Para ele, a matriz de identidade se inscreve no corpóreo, como também os delírios, os fantasmas de desestruturação, de fragmentação, de fragilidade. O medo é inscrito no corpo. A modalidade de identificação que anteriormente possuía um referencial identificatório em Deus agora se inscreve no corpóreo. O que mudou foi a natureza da experiência sentimental.</p>

<p>Costa (1998), citando Bauman e Ehrenberg, afirma que “o indivíduo incerto de hoje se tornou um ‘colecionador de sensações’ e não mais um asceta dos sentimentos(...). Pouco a pouco, aprendemos a querer dos ‘sentimentos’ o que esperamos das ‘sensações’. Ou seja, assim como na gramática das sensações aprendemos a repudiar com veemência toda dor ou qualquer desprazer, também queremos evitar sentimentos que nos façam sofrer”(Costa, 1998:215).</p>

<p>O autor assinala que “no presente, o comércio das imagens e sensações é a âncora identificatória dos indivíduos. Saber quem ou o que se é significa tomar a) o que se ‘experimenta’ como sensações e b) o que é oferecido nos modelos publicitários como critério para saber o que se deve ser. As drogas legais ou ilegais, os cuidados corporais, as imagens televisivas deixaram de ser meios marginais na construção das identidades subjetivas; tornaram-se os instrumentos por excelência do acesso ‘às verdades da nossa natureza’. Em função do poder de compra, temos acesso a alguns deles ou a todos eles, mas nenhum grupo sócio-econômico, pelo menos nas cidades, escapa de sua ação”(Costa, 1998:215).</p>

<p>Em um mundo onde há falta de perspectivas futuras, onde não se tem modelos identificatórios, em que há a descrença na justiça, na lei, no que é transcendente, o que importa é o presente, a fruição das sensações presentes; a boa vida se dá através do culto às sensações. O medo já não é mais sacralizado, não tem mais relação com Deus, já é inscrito no corpo sob a forma de pânico. Há uma invasão de sentimentos de incerteza, fragilidade, insegurança, fragmentação, como maneira decomposta, banalizada, de uma experiência que antes era tão densamente carregada como o medo. Não faz parte mais do trágico, mas do comum; o medo aparece o tempo todo, criando-se inclusive estratégias para lidar com essa emoção, sendo uma delas o medicamento. O medo surge inscrito no corpo, o grande medo o de se descontrolar, de perder o controle corporal.</p>

<p>Para Elias, o homem medieval era subjugado pelas paixões, não tendo assim, controle sobre elas, uma vez que eram exteriores a ele. Segundo o autor, o homem passou por um processo de “domesticação” de suas paixões, ou seja, elas teriam que ser controladas pelo seu “superego” a partir de uma internalização das normas de conduta. É o que Costa afirma ao referir-se ao homem da “nobreza” como aquele cujo medo principal seria o de se “trair” pela fraqueza, a partir de uma individualidade construída em uma observação das normas de conduta, para se viver as regras e normas da boa sociedade.</p>

<p>Hoje parece haver uma segunda exteriorização; o homem não é aquele homem “sentimental” da época romântica, mas parece que a exteriorização fica no limite corporal. Há uma experiência de perda de controle, como se o corpo adquirisse autonomia, e o medo do indivíduo de um descontrole desse corpo, fosse a experiência designada de pânico.</p>

<p> </p>

<p>Considerações Finais</p>

<p>Como efeito dos tempos sombrios em que vivemos, de violência, globalização e constantes mudanças, o medo se torna a conseqüência mais banal, no cotidiano, dos sentimentos exacerbados de desamparo dos indivíduos.</p>

<p>Ao enfatizarmos – na análise conceitual do medo – a sua descrição como uma “emoção”, salientamos não só o quanto de histórico e contextual existe em sua constituição, mas também o quanto de julgamento está inscrito no interior de uma experiência que tendemos a viver como espontânea, natural e idiossincrática.</p>

<p>A lição a tirar dessa visão do medo como “emoção” é clara: se toda emoção envolve crença, é possível afirmar que as formas de lidar com o medo implicam o embate com as crenças que sustentam e dão substância às experiências de medo que nos assaltam. Essa é uma das maneiras de pôr em questão não só nossas crenças, mas também nosso mundo tal como está organizado hoje. Essa conclusão, que julgo acertada, é merecedora de maior e melhor exploração e crítica. Ao final, é ela a razão de ser deste estudo. Com todas as limitações, omissões e desvios que nele possam ser encontrados, creio que é possível reconhecer seu intento original: começar uma investigação acerca de termos-chave do vocabulário sentimental que nos define como sujeitos com o objetivo de encontrar novas formas de lidar com nossa experiência no mundo, novos instrumentos para agir no universo de nossas ações cotidianas que nos levem a caminhos mais úteis no enfrentamento daquilo que nos assombra, os nossos medos.</p>

<p>Estamos convencidos de que nenhuma solução “objetiva”, biotecnológica, nenhuma formação político-administrativa pode efetivamente lidar com as experiências atuais do medo sem levar em conta alguns dos aspectos que pretendemos trazer à tona neste estudo introdutório: o caráter histórico de nossa condição, a variabilidade contextual de nossas reações mais básicas, a natureza pragmática de nossas formas de conhecer o mundo e de conceber nossa experiência.</p>

<p> </p>

<p>Referências bibliográficas</p>

<p>BAUMAN, Z. Globalização: as conseqüências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.</p>

<p>CHAUÍ, M. Sobre o medo. In: CARDOSO, S. (Org.). Os sentidos da paixão. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.</p>

<p>COSTA, J. F. Sem fraude nem favor: estudos sobre o amor romântico. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.</p>

<p>DELUMEAU, J. História do medo no ocidente: 1300-1800, uma cidade sitiada. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.</p>

<p>DUBY, G. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos. São Paulo: Unesp, 1999.</p>

<p>ELIAS, N. O processo civilizador: formação do Estado e civilização. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. v. 2.</p>

<p>MEZAN, R. Freud, pensador da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1985.</p>

<p>ROLNIK, S. Toxicômanos de identidade. In: LINS, D. (Org.). Cultura e subjetividade. Campinas: Papirus, 1997.</p>

<p>SOLOMON, R. C. The cross-cultural comparison of emotion. In: _____. Emotions in sian Thought. Albany: State University of New York Press, 1995.</p>

<p> </p>

<p> </p>

<p>  Endereço para correspondência <br />
Luciana Oliveira dos Santos <br />
Rua: Senador Vergueiro, 98/806 - Flamengo <br />
22230 001 Rio de Janeiro-RJ <br />
E-mail: luciana.o@ig.com.b</p>

<p>Recebido 23/09/02 <br />
Aprovado 08/03/03</p>

<p> </p>]]>

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<title>Entrevista c/ psicólogo sobre Fobias</title>
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<![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yEqrPZQDhAI&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yEqrPZQDhAI&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]>

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<title>&quot;Medo ou Preguiça?&quot;</title>
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<summary type="text/plain">Cena do filme &quot; Waking Life&quot;...</summary>
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<![CDATA[<p>Cena do filme " Waking Life"</p>

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<title>Imagem, Educação e História: os temores humanos e seus reflexos atuais.</title>
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<summary type="text/plain">Quando a história recebeu o estatuto de ciência, o que se deu com a escola Positivista em fins do século XIX, o registro privilegiado pelo historiador era o documento escrito, sobre tudo o oficial. Esse documento assumia o peso de...</summary>
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<![CDATA[<p>Quando a história recebeu o estatuto de ciência, o que se deu com a escola Positivista em fins do século XIX, o registro privilegiado pelo historiador era o documento escrito, sobre tudo o oficial. Esse documento assumia o peso de prova histórica e o objetividade era garantida pela fidelidade ao mesmo. Já a escola dos Annales, ampliou a noção de documentos a partir de uma concepção da história. Para esses historiadores o acontecer histórico se faz a partir das ações dos homens, como sita vieira (1995, p.15): “Dai o conhecimento histórico se produz com tudo o que, pertence ao homem, depende do homem, serve o homem, exprime o homem, demonstra a presença, a atividade, os gastos e as maneiras de ser homem." Mas podemos perceber que ao documento escrito incorporam-se outros de natureza diversas, como objetos, paisagens, fotos, filmes, isto é, todos os tipos de imagens. E nesses casos o pesquisador tende a identificar esses registros com o real. Mas a imagem por si não recupera a realidade, o que acontece é a relação história-imagem como um recorte oferecido pelo documento, como Seffner (1997, p. 4) afirma em seu relatório: “Dai deriva uma conseqüência importante para o ensino de história: a maioria dos professores toma a imagem, em especial a fotografia, como um documento que contém a verdade histórica, não se questionando sobre as condições de produto desta foto, e muito menos sobre as características de processo dessa imagem. A máquina fotográfica não capta a realidade, ela constrói a realidade a partir de um determinado ponto de vista intencional, tanto físico quanto imaginário. Algo é fotografado e outras coisas são deixadasde fora.” Mas a fotografia, não é a única forma de imagem que o professor pode utilizar-se, podemos ter ainda o cinema, como uma grande fonte de inspiração para criar um debate em sala de aula, mais perto de se ver o imaginário, que em parte esta contada nos livros. Mas não se pode levar em consideração todos os detalhes contidos em um filme, deve-se saber distinguir o fato histórico da imaginação do autor, mas o cinema também pode ser uma fonte de estudo, como Jeam (1980, p. 13) descreve o cinema em seu livro: “No cinema, fantasia ou não, a realidade se impõe com toda a força. Não datam de então os esforços de cientistas e artistas para produzir a realidade com meios artificiais. A pintura figurativa e a fotografia podem nos dar essa impressão." Todo filme é um documento do presente sobre algo, nesse sentido, ele é um documento histórico, é uma atividade de oralidade, que se torna presente pela fala e não somente pela imagem. O cinema trabalha a história das pessoas em particular, e isso a escola em geral não trabalha. Como Sffner (1997, p. 5) afirma: “De todo modo, o cinema constrói um realismo, a imagem é verdadeira. É com isso que precisamos dialogar na sala de aula.” Mas para continuarmos abordando este tema torna-se necessário esclarecer primeiramente o que é imagem. “Imagem é a representação de uma pessoa ou objeto obtido por meio de desenhos, gravuras ou representações.” Mas impossível falar de imagens na Idade Média sem abordar o conceito do imaginário social que é composto por um conjunto de relações imagéticas que atuam como memória efetivo-social de uma cultura, um substrato ideológico mantido pela comunidade. As significações imaginárias despertadas por imagens determinam referencias simbólica que definem para os indivíduos de uma mesma comunidade, os meios inteligíveis de seus intercâmbios com as instituições. Em outras palavras: a imaginação é um dos modos pelos quais a consciência apreende a vida e a elabora. Como indica Baczko (1985, p. 30) "A imaginação social, além de fator regulador e estabilizador, também é a faculdade que permite que os modos de sociabilidade existentes não sejam considerados definitivos e como os únicos possíveis e que possam ser concebidos outros modelos e outras formulas." Na verdade, são os sentimentos da visão mediados pelo tempo, que fornecem ao homem os principais e primeiros meios de percepção da história, tanto a nível individual quanto coletivo. O homem desde o seu nascimento reconhece e identifica pessoas ou coisas, através da visão e da audição. Essa faculdade faz com que ele tenha maior facilidade de identificar e associar a imagem (representação) à teoria. Em relação ao aspecto abordado, faz-se necessário um trabalho aprofundado e bem fundamentado quanto à ligação intriseca entre a teoria e suas implicações no seu imaginário. Como nos sugere Mix (2001, p. 32) em uma nova forma de estudar a imagem: "Configura uma metodologia para estudar a imagem como do*****ento e não como simples ilustração, recolocar a investigação desde imaginário de época e reconhecer a imagem como forma de conhecimentos que abrem campos novos à investigação e suscitam uma reformulação de muitos aspectos da história." Desde as primeiras décadas do século XX, os educadores preconizam a utilização do cinema como importante recurso didático no ensino de história, e alguns preocupados em ver infielmente os acontecimentos do passado como forma de dialogo e debate. Mas a imagem cria a construção do conhecimento histórico escolar, pois filmes, imagens, fotografias em sala de aula mobiliza operações mentais que conduzem o aluno e elaboram a consciência histórica. Como Abud (2003, p, 26) descreve em seu texto: "A aceitação do filme como documento resulta do abandono da concepção de história da escola metódica.(...) o historiador fabrica seu objeto e ele mesmo é sujeito na produção da história: constrói e recorda seu objeto de estudo." A linguagem própria da imagem auxiliará na construção do conhecimento histórico do aluno, como construir uma memoria coletiva, formar a capacidade de julgar, analisar um situação. Para Borges (1993, p. 45) do ponto de vista das técnicas de pesquisa: "(...) a história esta em desenvolvimento constante. Desde as primeiras investigações gregas até o uso do computador, as formas de registrar os fatos históricos e de utilizar suas fontes vêm tendo um continuo aperfeiçoamento." Na verdade o que é História? A função da história, desde seu inicio, foi a de fornecer à sociedade uma explicação sobre ela mesma. Nossa intenção com este trabalho é realizar uma abordagem didática reflexiva sobre a imagem em nossa história, colocando lado-a-lado o passado e o presente, como uma form despertar o interesse e a curiosidade e a criticidade do aluno frente a este recurso que em nossos dias atuais é de grande interesse para a comunidade escolar. Realizamos a pratica docente sobre forma de estagio supervisionado III, e como tema principal abordamos “Imagem, Educação e História: os temores humanos e seus reflexos atuais.” Analisando a sociedade medieval podemos perceber que as pessoas que viveram nos tempos medievais não eram menos incrédulas ou supersticiosas do que nos hoje. A única diferença que existe é a melhoria do padrão de vida, a tecnologia crescente e o surgimento das cidades industriais, de hoje em relação ao passado. E nestas constatações trabalhamos com as imagens medievais, construídas pela igreja católica medieval, com único objetivo de dominar o povo frágil e alienado. A partir desta evidencia, trabalhamos em sala de aula o papel do medo como forma de dominação e suas possíveis conseqüenciais. Mas quais eram esses medos, e porque em todos os períodos da história ainda temos reflexos do nosso passado medieval. Os medos medievais são: o medo das pestes (doenças), o medo da fome (miséria), o medo das guerras (violência) e o medo do pós-morte ( o além). E todos estes temores inserem-se igualmente aos nossos medos contemporâneos, em uma escala cada vez maior. Os viveres de medos, superstições renovadas e readaptadas às necessidades modernas e técnicas de hoje, ocasionam uma certa ambigüidade, onde os medos continuam os mesmos do passado. É este medo do desconhecido que nos aproxima, mas não apenas nos compara em semelhanças, mas também nas diferenças entre o que nos amedronta. Isto permite afrontar com mais lucidez os perigos de hoje em relação ao nosso passado medieval. Ciro (1986-p.13) refletia muito sobre a falta de consciência medieval, “ pois desde o princípio a dominação aproveitou-se do imaginário para seduzir o real, onde o domínio das velhas religiões e do Cristianismo, convencia massas inteiras com promessas fantasiosas para abrir espaço à exploração. O medo foi o meio usado para manter a dominação, e o instrumento foi o controle desse imaginário de temor frente ao desconhecido.” Sentir medo é natural do ser humano, mas o discurso místico que envolve o medo, nos dá base para irmos além, aprofundando cada vez mais os problemas que permeiam este tema, muitas vezes tão explorados em diferentes pontos de vista. Ciro (1986-p.9) descreve as várias denominações usadas pelos mais poderosos: (...)onde este temor é a forma de dominação mais antiga, a qual usa a aparência das ilusões, do hiper-real e do faz de contas, e embora absurdamente fantástico, é, talvez, o único discurso persuasão de nossa sociedade. Esta farsa montada, criada, impôs-se nas regras políticas, econômicas, na cultura, na arte, na filosofia e principalmente na religião. Este novo modo de se ver, de sentir o medo dispensa verificações. Ilude-se com o falso, o formal, o aparente, o relativo e essa forma parece ser incrivelmente a nova lógica do domínio... O medo nada mais é do que uma "força" sensacional dos novos tempos. Nem as armas atômicas ou tóxicas são tão fortes quanto este temor. Ele domina, cerca, dirfasa-se em uma aparente fraqueza do ser humano. Mas a pergunta é quem se utiliza desse medo? Para que? Obviamente que se trata de um meio de se obter poder, talvez o mais rápido e mais antigo. Com várias passagens na história, escolhe-se aqui a Idade Média e todos os seus reflexos, que ainda hoje permeiam nossas vidas. Contemporaneamente faz-se uma “lavagem cerebral” na massa populacional alienada e facilmente dominável. Hoje, o medo se espalha através da violência, do terror, da dor, tornando o ser humano completamente dócil e suscetível a qualquer forma de dominação. Ele é capaz de fazer qualquer pessoa curvar-se ao domínio, entre eles a moral, a religiosa, a política e a social. O medo tornou-se parte do nosso cotidiano, passando quase despercebido. É a nossa realidade atual: medo de perder o emprego, de ser assaltado, de ficar doente, e, principalmente, de morrer. Conseqüentemente, se torna mais fácil forjar um "poder" maior sobre os mais fracos e despreparados para tratar com o medo e, muitas vezes, na verdade, estas pessoas acabam procurando algo que as proteja, seja qual for o preço, negando as conseqüências de uma escravização inconsciente. E são essas conseqüências e fatos que serão estudados mais profundamente, usando como pano de fundo o passado medieval. 3 Referencias Bibliograficas * BACKZO, Bronnsilaw. Imaginação Social. In Enciclopédia Einaldi. Lisboa: Casa da Moeda, Ed. Portuguesa, v.5:antthopus-homem, 1985. * DUBY, Georges. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos. Editora Unesp, São Paulo, 1999. * FILHO, Marcondes Ciro. Quem Manipula Quem?. Editora Vozes, São Paulo, 1986. * BORGES, Pacheco Vary.O que é História. 2º Ed. São Paulo.Editora Brasiliense. 1993 * BERNADET, Claude Jean. Oque é cinema. São Paulo. Editora Brasiliense. 1980. * ABUDIL, Maria Catia. Revista da Faculdade de Educação de São Paulo - USP- A Construção de uma didática da História: algumas idéias sobre a utilização de filmes no ensino. Editora USP. 2003. * FRANCO, Junior Hilário. A Idade Média: nascimento do ocidente. São Paulo. Editora Brasiliense. 1948. * PESAVENTO, Sandra Jathay. Em busca de uma outra história: imaginando o imaginário” In: Revista Brasileira de História - Universidade de Brasilia .2001. * Mix, Miguel Rojas. El Fin del Milenio y el Sentido de la Historia, Lom Ediciones, Santiago, 2001. * SEFFNER, Fernando. Relatório do Grupo de Trabalho Línguagens Alternativas do Ensino de História. Campinas, 1997.<br />
</p>]]>

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<title>Fobias</title>
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<summary type="text/plain">Phobia- Coulrofobia: O Medo de Palhaços...</summary>
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Coulrofobia: O Medo de Palhaços<br />
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<p><br />
</p>]]>

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<title>O SILÊNCIO SOBRE O MEDO</title>
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<summary type="text/plain"> Atormentada por querelas religiosas, tudo á noite era suspeito. As cidades conseguiam afastar completamente o medo para fora de seus muros, ao mesmo tempo enfraquecia este medo tornando possível viver com ele. Mesmo com o complicado mecanismo de proteção,...</summary>
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<![CDATA[<p><br />
Atormentada por querelas religiosas, tudo á noite era suspeito. As cidades conseguiam afastar completamente o medo para fora de seus muros, ao mesmo tempo enfraquecia este medo tornando possível viver com ele. Mesmo com o complicado mecanismo de proteção, os indivíduos sejam individuais ou coletivamente mantiveram um diálogo permanente com o medo.<br />
A historiografia pouco estudou a história por este ângulo, podemos citar o exemplo ao por G. Lefebre e L. Febvre, os primeiros a escrever em 1932, a obra, “O grande medo de 1789”; “No decorrer e nossa história houve medo também fora à França”, assim afirma L. Febvre; o autor vai mais longe e com todo seu conhecimento afirma, que não podemos reconstruir a história a partir do exclusivo sentimento de medo, porém toda civilização é o produto e longa batalha contra o medo.<br />
O medo é natural, sempre temos medo à tempestade quando ouvimos o cripítar na rocha. Jakv Lind em sua obra, O medo é minha raiz, mostra que o homem é medroso por natureza; o homem usa amuletos e os animais não, no mesmo sentido, Sastre escreve: “todos os homens têm medo e aquele que não tiver medo, não é normal”; a insegurança é símbolo da vida, sendo ele símbolo de morte. O homem sabe muito cedo que morrerá, um medo único, idêntico a si mesmo, algo imutável. <br />
O medo é ambíguo, é uma defesa natural que garantimos contra o perigo, um reflexo que permite ao organismo fugir da morte; “sem o medo nenhuma espécie teria sobrevivido”, mas se ultrapassado, pode tornar algo patológico e bloqueador; Descarte identifica como covardia, a qual não se poderia proteger com antecedência. <br />
Portanto medo tornou-se causa da evolução do individuo, no entanto a regressão para o medo é o perigo que espreita, constantemente o sentimento religioso; podendo separar nós, distanciando do mundo exterior.<br />
Sinemon declara que “o medo é o pior inimigo enfrentado pelo homem; uma atitude que percorre além dos casos individuais, um exemplo claro na batalha homem versos medo...”. Mas os historiadores não precisam procurar muito, para identificar a presença do medo, nos comportamentos dos grupos; seja dos povos antigos ou das sociedades contemporâneas. </p>

<p><br />
DO SINGULAR AO COLETIVO</p>

<p>É muito difícil analisar o medo e aumenta a dificuldade, quando se trata de passar do estudo do medo individual para o medo coletivo. Para facilitar a análise podemos tratar da versão mística que possibilita qualquer um a morrer e medo; onde característica do pânico se manifesta, uma energia que se difunde por todo o organismo. <br />
Tratando-se o primeiro sentido de “coletivo” é provável que as reações de uma multidão tomada de pânico ou que libera subitamente sua agressividade resultando em grande parte da adição de emoções choques. O medo torna se operatório no nível coletivo, a partir da distinção que a psiquiatria agora estabeleceu, no plano individual, entre medo e angústia, tratando de dois pólos, o medo tem como objetivo determinar onde pode fazer frente. A angústia não tem e é vivia como uma espera, dolorosa diante de um perigo tanto mais terrível, sendo um sentimento global de insegurança.<br />
O acúmulo das agressões que atingiram as populações do Ocidente de 1345 criou do alto e baixo corpo social, um abalo psíquico profundo, onde são testemunha de todas as linguagens da época, palavras, imagens e figuras, os quais constitui um país do medo. Jean Delumeau sedento e ambicioso, conseguiu reagrupar elementos da sua investigação, no ponto de andamento em que se encontra hoje, em dois conjuntos: “os medos da maioria, a cultura dirigente e o medo, os quais definem o subtítulo: Uma cidade sitiada”. Delumeau retrata o medo através de experiências e do momento que o medo toma conta de si.<br />
O medo camuflado esta presente em toda parte. Mas há uma parte onde o historiador pode encontrar, sem nenhuma falsa aparência, este espaço é o mar; vários povos o temiam; pois aquela; imensidão liquida poderia trazer a peste negra, invasões e outros perigos. A metáfora da fúria, todos os símbolos, animais que se relaciona com a fúria e raiva fazia parte do imaginário a respeito do mar. Desde Homero e Virgilio até Franciade e os Lusíadas, não há nenhuma epopéia, se tempestade, figura com destaque m romance medievais. As metáforas do mar tranqüilo e bom serão, portanto números menores, do que o mar bravio; sendo a tempestade não apenas temas literários e imagem das violências humana; é também em primeiro lugar fato de experiência, relatado por todas as crônicas a navegação para a terra santa.<br />
O mito também ganha espaço na representação do mar; aparecendo relatos de monstros que se alimentava de humanos, como Polifen, Cila, Circe, as sereias, Leviatã e Lorelei. Outra visão mitológica esta relacionada aos textos, apocalípticos clássicos que na origem da sua demência suspeitava de feiticeiras e demônios, pois o mar é freqüentemente representado como o domínio privilegiado de Satã e das potencias infernais. No fim do mar acreditava-se que era também o fim do mundo e associava a ideia de que também encontraria no final dele a passagem para o inferno; um abismo profundo local do medo, da morte, da demência, onde vive Satã, os demônios e os monstros. Assim um dia o mar desaparecera quando toda a criação for regenerada; São João profetiza em Apocalipse.<br />
Portanto até as vitórias das técnicas modernas, o mar era associado na sensibilidade coletiva com as piores imagens de aflição. Mas estas imagens inventadas na Europa na Idade Média e na Renascença, vão além dos mares, permitindo que a Europa sai-se de si mesma.<br />
Na mentalidade coletiva, a vida e a morte não apareciam separadas em um corte nítido; os mortos permanecem entre nós como seres meio material e meio espiritual uns são bons para fazer a vontade de Deus, outros ao contrário, trás a terra “pestes, langores, tempestades e trovão”, fazendo sons no ar para provocar susto. No contexto mostra podemos perceber a concepção a Igreja e uma separação radical da alma e do corpo no momento da morte. No século XVII muitos juristas, dissertaram sobre os cadáveres, os quais Platão, Lucrecio e Marcilio, são invocados para estas questões.<br />
Com o processo da duvida metódica a partir a época e Descarte, levaram pouco a pouco os homens a Igreja, a desconfiarem mais da aparição dos mortos. No final do século VXII e no começo do século XVIII, os fantasmas, que provocava epidemia do medo era os vampiros; o temor dos vampiros continuava no século XIX na Romênia o país do Dracúla.<br />
Voltando no contexto, não podemos esquecer a peste que envolvia o comportamento coletivo, provocando o medo e pânico; episodio que ataca a Europa, sempre desaparecendo e reaparecendo criando um estado e “nervosismo e medo na população”; a peste era vista como um pesadelo que vinha junto com a fome e a guerra uma “praga” que ataca o mundo, que envolve a violência, sendo vista por diversos povos como impetuosa, com um ideal de punição divina.<br />
Mas percebe-se que as epidemias provocavam interrupção na morte, ocorrendo abolição os ritos coletivos de alegria e de tristeza; essas rupturas brutais com os uso cotidiano é acompanhada e impossibilidade radical e conceder projetos do futuro, pertencendo a iniciativa doravante inteiramente á peste.<br />
A violência é uma inquietação coletiva, onde cresce um “medo global”, gerador de pânico e repulsa. A fome também é um medo comum na Idade Média o qual provoca apreensão nas estações, ao escoamento dos meses, até mesmo dos dias; em tempo e crise, provocava pânico e desemboca a loucura, acusações etc.<br />
Os rumores são provocadores o medo coletivo, pois espalhava no Ocidente a revolta, provocada pela morte, pela ameaça e fome e de guerras; os grandes cismas, como as cruzadas contra os hussitas, que levou a decadência a moral do papado, antes do surgimento operado na reforma católica. Neste período, o melhor a fazer é manter-se em seu conto, tímido e de cabeça baixa; apegando com os mandamentos de Deus e praticando o bem para ganhar a salvação eterna.<br />
Podemos perceber que o homem vive constantemente cercado pelo medo materialista, que vai além da vida, ou seja, a pós-morte é a preocupação dos indivíduos. Nesta jornada o homem, parte em busca e explicações, sendo conduzido pelo medo e consequentemente a sua mentalidade o atrai para o pior inimigo a morte.</p>

<p><br />
O HOMEM DIANTE DA MORTE</p>

<p><br />
A partir da analise do termo morte, podemos perceber que tal ideia esta associada com ruptura do compostos humanos, numa época onde surgi o dualismo a respeito dos túmulos e da alma algo que começa a penetrar na sensibilidade coletiva. A dor da morte é posta em relação, não se relacionando com os sofrimentos reais da agonia, mas com a tristeza de uma amizade rompida. É possível pensar na morte, não na sua proximidade e sim durante toda a vida.<br />
Nathalie Z. Davis, que afirma que a “vida terrestre é a preparação para a vida eterna, como os nove meses de gestação são a preparação para a vida eterna” pág 329. A arte de morrer é substituída pela a arte de viver.<br />
A vida, portanto é dominada pelo pensamento da morte, e uma morte que não é o horror físico ou moral da agonia, mas sim a ausência de vida, o vazio da vida, cuja incitação envolve a razão a não se lhe apegar, existindo uma relação estreita entre bem viver e bem morrer.<br />
A morte torna-se, nesta postura, uma meditação metafísica sobre a fragilidade da vida; pensando a morte como um meio de viver melhor, pois sempre a morte estará diante de nossos olhos. O medo do pós-morte era bastante comum, entre todos os povos, principalmente os “pecadores”, como eram considerados pela Igreja, os que não seguia as normas doutrinais; o medo o purgatório, o inferno levaria as nações busca de cristo, voltando-se para as coisas do céu, expandindo a devoção pelo pós-tridentina o rosário; que usado durante a vida com certeza oferecia a boa morte, e o alivio do purgatório, porém a morte permanecia sendo um momento forte.<br />
Mas os efeitos da depreciação da boa morte, sobre a consideração serena da mortalidade opõe-se a Idade Média, de uma vida perseguida; que poderia ter efeitos menos favoráveis a piedade; afastando a angustia da morte física, arriscando a ser bem-sucedido, e esquecendo do sentido metafísico da mortalidade, se diferenciando á incredulidade, a sociedade passa a pensar na vida terrena, de modo nenhum pensando em morrer.<br />
Assim, expressa o homem do Ocidente, reagindo á uma sensibilidade coletiva diante da vida e a morte um sentimento medieval pertencente á uma história da cultura global. A morte é um elemento ou código carregado pelo homem em suas tradições e experiências, que deve ser decifrado para compressão. Substituir a morte pela mortalidade geral, quer dizer, o sentimento de morte, concentrada na realidade história, ficando diluída na massa inteira da vida e perdida na sua intensidade.<br />
O distanciamento de uma morte que permanece, sempre próxima, promove um progresso no final do século XVII e principalmente na segunda metade do século XVIII, no desejo de simplificar as coisas da morte, com convicção de revelar o tenso do nada, diferenciando a morte do morto, e isto significa o abandono natural dos corpos.<br />
Porém percebe-se que as pessoas no século XVIII vão escrever testamentos, onde constava a sua vontade depois de mortos; modestamente deixaram escrito, mensagens, desejos e normas funerais cristãs. O abandono ao executor testamenteiro mudará e sentido no final do século XVIII, os quais era percebido apenas nas leituras textuais deixada; agora passara de uma vontade de desprendimento a uma testemunha de confiança afetuosa a vontade de desprendimento não sendo, aliás, necessariamente excluída.<br />
Mas não podemos esquecer que, mesmo a morte, tornando-se complexa e difundida na história do homem, nota-se o caráter social ou ritual, o caráter obrigatório das manifestações que pretendia originariamente expressar a dor da saudade, o dilaceramento de uma separação; e é verdade que as tendências a ritualização a morte é bem antiga, iniciando na Idade Média com os padres, os monges mendicantes, mais tarde, os confrades e os padres tomaram o lugar à família e os amigos em pranto na casa, no cortejo e na igreja; reforçado a impersonalidade e os ritualismos. <br />
Ritualizado, socializado o luto representa o desabafo, que o homem expresse o que sente diante da morte e sim o impede paralisando, no entanto o luto tem o papel de uma tela entre o homem e a morte. O desejo de simplificar os ritos da morte na Idade Média era um meio de negar a existência da própria morte, portanto queriam reduzir a importância afetiva da sepultura e do luto, sendo inspirado pela humildade cristã, e rapidamente confundido com um sentimento ambíguo que Gombeville chama, como os devotos de “justo desprezada vida”. Esta atitude é cristã, mas ao mesmo tempo “natural”; pois o vazio que a morte causa no coração a vida, do amor pela vida, pelas coisas e pelos seres é devido ao sentimento da natureza humana e influenciando pelo cristianismo.<br />
Ao longo do texto, vimos à morte se diluir no discurso total da vida e em sentimento melancólico da passageira vida. O medo da morte parece então se afastar, perdendo o vigor, presença que possuía na Idade Média. Porém nos séculos XVII E XVIII, a morte voltará com uma nova forma, a do corpo morto do erotismo macabro e da violência natural; o homem buscará resposta, começando um estudo da morte mesmo ante de a conhecer.<br />
A sociedade Ocidental conseguiu viver com, o medo, pois foram capazes de aceitar algumas coisa e rejeitar outras, tornando, através das imagens terríveis, correspondida á visão coletiva e secreta da morte, trazidas por homens da Igreja como uma força que a sociedade gostava, pois isto apaziguava o medo. A sociedade Ocidental gostava da proposta da Igreja, porque além de oferecer segurança contra o medo, cada um colocava o seu sentimento ali encontrando parte de sua identidade, de sua história da brevidade melancólica e sua história.<br />
O medo da morte transbordou pra fora do imaginário, penetrando na realidade vivida pelo homem, um sentimento consciente e expresso, sob uma forma, todavia limitada. A morte, tal como a vida, não é um ato apenas individual. Por essa razão, a semelhança de cada grande passagem da vida, sendo celebrada por cerimônia solene, tendo por finalidade marcar a solidariedade entre indivíduos com a sua linguagem e comunicação no meio social; fica claro que a morte não era, um drama pessoal, mas a prova da humanidade, na luta constante para a continuidade da espécie.<br />
A morte, no entanto é vista como uma saída discreta desta vida; de um vivo que tenta seguir regras de uma sociedade; o qual não destruiu ou perturbou as ideias de uma passagem biológica, sem significado, sem esforço nem sofrimento, sem “pecado” e finalmente, sem angústia. </p>

<p>A MORTE NA VISÃO COLETIVA DO OCIDENTE</p>

<p>A morrer é uma certeza irrefutável, uma verdade universal, comum a toda a humanidade. O ciclo da existência acaba por igualar todos na morte, seja qual for o sexo ou condição social. O finito é irremediável para todos, como foi indispensável o nascimento.<br />
A inquietude á respeito da morte foi sempre objeto de grande reflexão do homem, na incerteza do que haveria para além dela. Esta herança milenar sofreu um rude golpe com a modernidade. A sociedade ocidental atual, cada vez mais tentada a prolongar a vida, vai distanciando da morte, não pensando nela, e procura esquecê-la. Com o acentuar do laicismo, afirma-se cada vez mais que após a morte nada há mais, o que modifica o comportamento humano e incentiva cada vez mais a viver a vida, a gozar os prazeres dos sentidos corporais. A postura do homem perante a morte nem sempre foi assim, muito em especial na Idade Média. Com o advento da religião cristã, ao princípio influenciado pelo neoplatonismo de Santo Agostinho, o mundo sensível era apenas considerado uma sombra, um caminho para se passar do sensível ao inteligível, da sombra para a luz. Em vez de procurarem na Natureza o seu próprio fundamento, afirmavam que o mundo foi criado num ato de amor, e que esse amor deveria orientar os espíritos de volta para Deus, salvando-os do Inferno. Passava a ser dogmático que o Inferno e o Paraíso existiam e eram inseparáveis e eternos. Como tal, nesse período, o Mundo era considerado um local de batalha constante contra o Diabo, pela salvação da alma. A religião interfere nos elementos mentais, nas ações materiais e nos aspectos culturais, alterando e modificando o comportamento social do homem ocidental. No período medieval a morte era o grande momento de transição, das coisas passageiras para as eternas. A morte era um rito de passagem. Era aguardada no leito em casa, onde o homem deveria ficar deitado de costas, para o seu rosto estar voltado para o céu. A morte era uma cerimônia pública, um ritual compartilhado por toda a família e amigos. Os medievais pressentiam as suas chegada, e assim tinham tempo de prepara o seu ritual coletivo. Ninguém morria só. A morte era uma festa, momento social da maior importância. Todos deveriam acompanhar a passagem do homem para o além, incluindo as crianças. O pranto era executado exclusivamente pelas mulheres; elas deveriam ficar perto do corpo, arrancando os cabelos e rasgando as vestes. Elas eram os agentes essenciais no rito funerário, pois representavam o prelúdio da mudança para um estado superior. A preocupação não era com a morte, mas sim com a salvação da alma. Essa era a morte lenta no leito daqueles que haviam sobrevivido das doenças, da fome e das guerras. Mas havia também a morte na guerra, a morte antecipada, momento supremo do cavaleiro, que alegremente se dirigia na sua direção. Como o mundo dos vivos estava ligado ao dos mortos, o papel dos mosteiros era exatamente o de interlocutor junto do Além pela sociedade terrestre. Na Idade Média a morte foi assimilada nos corações. Desejada pelos guerreiros, aguardada pelos religiosos, a morte foi sentida como um rito de passagem para um outro mundo, o Além. Os medievais entendiam o Além como uma realidade. Foi o tempo do Além, e a preocupação com a morte, algo constante nas suas vidas. O Além é o espaço espelho da sociedade que o imagina e recria constantemente esta realidade.<br />
No final da Idade Média novas formas de compreensão da morte tomaram conta dos espíritos, como, por exemplo, o macabro esqueleto com a foice, que exprimiu a profunda angústia dos tempos da Peste Negra. Para tanto, contribuíram para essa nova espiritualidade e concepção do Além, os pregadores franciscanos e dominicanos, lembrando às pessoas a corruptibilidade de todas as coisas, sendo o cadáver putrefato a imagem preferida nos sermões.<br />
O Além deixou de ser a razão última da própria existência, para passar a ser a chantagem para a imposição das regras e dos dogmas religiosos.</p>

<p><br />
O MEDO COLETIVO DO OCIDENTE</p>

<p>Desde os primórdios, a morte é considerada algo fascinante, e ao mesmo tempo, aterroriza a humanidade. A morte e os supostos eventos, são historicamente fonte de inspiração para doutrinas filosóficas e religiosas; o interesse pelo tema morte teve inicio com a leitura de algumas reportagens do LELU (Laboratório de Estudos e Intervenção sobre o luto); a partir do contato inicial com o material do LELU e do interesse por ele despertado, que surgiu a busca d outras pesquisa já realizadas no mesmo campo, com o tema morte um fenômeno físico.<br />
Ao trabalhar morte como fenômeno, ajuda-nos a elaborar ideias sobre finitude humana, provocando um certo desconforto, pois damos de cara com essa mesma finitude, o inevitável, a certeza de que um dia a vida chega ao fim. <br />
O tema morte não é uma discussão atual; pois foram muitos os filósofos, historiadores, sociólogos, biólogos, antropólogos e psicólogos que discutiu o assunto no decorrer da historia; dentro dos vários enfoques teóricos que possibilitam a reflexão sobre a morte, que tende a se alterar de acordo com o contexto histórico e cultural.</p>]]>

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<title>Estiragem</title>
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<![CDATA[<p></p>

<p>Ela queria crescer com tanta vontade que um dia o mundo acabou por responder. Quando chegou o sinal, a interferência enviou um saldo de localização errônea indo parar logo em seu suave corpo.<br />
 A criatura compromissada com a vida só percebeu quando a pele já estirada escreveu um caminho.<br />
Com o tempo as marcas foram ficando tão profundas que gerou uma depressão não mais superficial, atingindo a alma. Ela desencantou, tentou arrumar, embelezar e até disfaçar o que ramificou, certa vez até chorou.<br />
Automática na vida, zangou-se com insistência pela divindade instalada em seu corpo, querendo assim; esconder-se. Já quase derrotada, encolheu-se num canto em figura fetal, atrofiando drasticamente seu estado mental..<br />
Eis que um dia a criatura recebeu o segundo sinal que dizia: “ o ramificado é seu por direito, então cabe a ti a imperfeição consciente.”<br />
De tão feliz, Gritou bem forte a guria exarcebada de emoção. A pele entendendo o recado, transferiu a energia para um outro legado: o da conformação.<br />
Já sucinta à realização, encaixou-se confortavelmente no templo de sua alma e comemorou drasticamente.<br />
</p>]]>

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<title>Homenagem a minha metade.</title>
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<![CDATA[<p><br />
Quando pequena minha heroína sempre foi você! “Buna p/ cá, Buna p/ lá, sem ter a menor consciência da falta do “r”.<br />
Chegou uma época em que isso se tornou tão intenso que desejei SER você!<br />
Passei a vestir as mesmas roupas, fazer as mesmas coisas e até invadir sua foto de formatura.<br />
Até que num belo dia, tão normal quanto esse, descobri o “R” em você e passei a chamar por “BRuna”.<br />
Acredito no big bang que ecoou nesse momento, emitindo um silêncio de entendimento. E tudo se conectou.<br />
Já não mais precisava ser você, pois agora compreendia o MEU “R” existente em você!<br />
Fantástico! Pensei comigo naquele instante que isso era eterno, e com toda certeza sempre foi! Transportando isso p/ hoje percebo a beleza em que nossa par ceria se tornou!<br />
 Nos completamos de uma forma tão grande que naquele dia em que chegamos a conversar por pensamento, gerou o nosso contato mais profundo que de tão lindo dá vontade até de chorar!</p>

<p>Juntas somos um Brasil inteiro, somos “ BR”, em maiúsculo porque vêm a vontade de gritar, gritar por tudo que devo à você!<br />
Então eu grito:<br />
TE AMO INCONDICIONALMENTE!!!!!!!!!!!!!!</p>]]>

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<title>Você tem medo de falar em público?</title>
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<modified>2010-01-27T01:24:48Z</modified>
<issued>2010-01-27T01:23:42Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Você não está só. Segundo pesquisa mundial o maior medo da humanidade é o medo de falar em público. Maior que o medo da morte, do desemprego e até mesmo maior que o medo da solidão. O medo às...</summary>
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<![CDATA[<p></p>

<p>Você não está só. Segundo pesquisa mundial o maior medo da humanidade é o medo de falar em público. Maior que o medo da morte, do desemprego e até mesmo maior que o medo da solidão.</p>

<p>O medo às vezes não é só de grandes platéias, vem até na hora de pedir um aumento ao chefe, de uma dinâmica de grupo, de conhecer uma nova pessoa... Após mais de dez anos ministrando cursos de oratória no Brasil e exterior, descobri com meus alunos o porquê deste medo terrível que muitas vezes deixa–os sem dormir, sem comer e os atormenta de tal forma que suas mãos ficam frias, o suor corre e o coração bate descompassado a cada vez que pensam em sua apresentação.</p>

<p>O maior medo não é exatamente de se apresentar e sim de ser julgado. O medo do que as pessoas pensam ao meu respeito, de que maneira serei avaliado. E se não for bom o suficiente? E se esquecer o que tenho que falar? E se errar na concordância verbal? E se cair ao subir ao palco? E se me der branco? E se não for bom o suficiente? E se...</p>

<p>São tantos "se" que muitas vezes a pessoa literalmente surta! Manda esses "se" pra P.Q.P. Imagine-se sendo aplaudido de pé, acredite que irá dar o melhor de você e que as coisas são exatamente o que fizermos dela.</p>

<p>O medo só nos escraviza e "errar não é errado". Se permita ser 5, 3, 2,5 e até 0 de vez em quando para chegar a ser 10 em algum momento com menos estresse.</p>

<p>O medo de falar em público é o medo de não ser bom o suficiente, de querer ser sempre perfeito em tudo para uma sociedade que esta somente na nossa cabeça como um eterno bicho papão. Permita-se ser você mesmo e crie um personagem tão forte e especial que pouco se importará com o julgamento das pessoas.</p>

<p>O primeiro passo para criar um Orador de Sucesso é se aceitar exatamente como é e procurar se aperfeiçoar nesta arte com cursos, leituras e principalmente criar oportunidades para se expor a cada dia, falando em reuniões, igrejas, comunidades, etc.<br />
 <br />
A má capacidade de ouvir é a maior causa da má comunicação. As pessoas que geralmente falam demais ouvem menos. Assim a "grande jogada" é exatamente ficar com a boca fechada.</p>

<p>A verdade é que saber se comunicar não é tão simples. Você provavelmente terá que mudar velhos hábitos arraigados desde a infância. O primeiro passo é romper paradigmas. Colocar-se na posição de aprender e estar sempre acordado e alerta.</p>

<p>Um dos fatores importantes na comunicação é pensar antes no que será dito, ou sua mensagem não será compreendida. Também é preciso prestar atenção na linguagem não verbal, utilizada em 70% da comunicação. Estou me referindo à linguagem corporal. Há uma variedade de livros publicados sobre o assunto, mas, na verdade, tudo se resume ao bom senso e à observação. É muito importante prestar atenção à sua própria linguagem corporal.</p>

<p>O importante no trabalho de oratória não é manipular as pessoas, e sim, adquirir a sensibilidade de ouvir, captar e repassar emoções.</p>

<p>Certa vez, a grande dama do teatro Fernanda Montenegro, disse que é impossível não ficar tensa ou nervosa antes de se apresentar em público. Ela diz que após 50 anos de palco até hoje suas mãos tremem, além de sentir calafrios. Isso significa que, o que você estará sentindo em sua primeira apresentação ou em qualquer outra é algo super normal. Você terá simplesmente que aprender a controlar as emoções.</p>

<p>Então, não temos mais nada a esperar, mãos à obra!</p>

<p>"O sucesso de um orador vem da persistência em se perceber, ouvir o outro e aprender com isso todos os dias".</p>

<p>Nas próximas colunas vamos dar dicas muito importantes da arte de falar em público com sucesso! E que neste carnaval você treine bastante ouvidos mocos e boca esperta! Só querer beijar...beijar, beijar, beijar...</p>

<p><br />
Costumo iniciar minhas Palestras Motivacionais lembrando que todos nós deveríamos ter uma missão de vida.</p>

<p>Que o dinheiro deveria ser conseqüência de um trabalho realizado com amor e muito bem feito. Acredito que somos feitos para trabalhar com felicidade, motivação e com foco em nossos semelhantes. Gosto muito de contar sobre a vida de pessoas "comuns" que mudam histórias e que fazem a diferença num mundo de iguais.</p>]]>

</content>
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<title>&quot;Qual é o teu maior medo?&quot;</title>
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<modified>2010-01-26T12:32:34Z</modified>
<issued>2010-01-26T12:32:06Z</issued>
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<summary type="text/plain"> &quot;Qual é o teu maior medo? O nosso maior medo não é sermos inadequados. O nosso maior medo é sermos infinitamente poderosos. É a nossa própria luz, não a nossa escuridão, que nos amedronta. Sermos pequenos não engrandece o...</summary>
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<name>Renata Huston</name>

<email>meiacalca@gmail.com</email>
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<![CDATA[<p><br />
"Qual é o teu maior medo? </p>

<p>O nosso maior medo não é <br />
sermos inadequados. <br />
O nosso maior medo é <br />
sermos infinitamente poderosos. <br />
É a nossa própria luz, não a nossa <br />
escuridão, que nos amedronta. <br />
Sermos pequenos <br />
não engrandece o mundo. <br />
Não há nada de transcendente <br />
em sermos pequenos, <br />
pois assim os outros não se <br />
sentirão inseguros ao nosso lado. <br />
Todos estamos destinados a brilhar, <br />
como as crianças. <br />
Não apenas alguns de nós, <br />
mas todos. <br />
E, enquanto irradiamos <br />
a nossa admirável luz interior, <br />
inconscientemente estamos a permitir <br />
aos outros fazer o mesmo. <br />
E, quando nos libertarmos <br />
dos nossos próprios medos, <br />
a nossa presença automaticamente <br />
libertará os medos dos outros." </p>

<p>Trecho do filme coach carter<br />
</p>]]>

</content>
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<title>Glossário de MEDOS</title>
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<modified>2010-01-24T23:45:40Z</modified>
<issued>2010-01-24T23:37:33Z</issued>
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<created>2010-01-24T23:37:33Z</created>
<summary type="text/plain">Agliofobia - medo das dores. Ailurofobia - medo dos gatos. Agrizofobia - medo dos animais selvagens. Ablutofobia - medo de lavar-se ou de tomar banho. Androfobia - medo dos homens. Anablefobia - medo de olhar para cima. Amicofobia - medo...</summary>
<author>
<name>Renata Huston</name>

<email>meiacalca@gmail.com</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://recriacao.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Agliofobia - medo das dores.<br />
Ailurofobia - medo dos gatos.<br />
Agrizofobia - medo dos animais selvagens.<br />
Ablutofobia - medo de lavar-se ou de tomar banho.<br />
Androfobia - medo dos homens.<br />
Anablefobia - medo de olhar para cima.<br />
Amicofobia - medo das arranhadelas ou de ser arranhado.<br />
Amnesifobia - medo da amnésia.<br />
Ambulofobia - medo de andar.<br />
Amaxofobia - medo de andar de carro.<br />
Acrofobia - medo das alturas.<br />
Alodoxafobia - medo das opiniões.<br />
Aliumfobia - medo do alho.<br />
Alectorofobia - medo das galinhas.<br />
Arsonofobia - medo do fogo.<br />
Arrenofobia - medo dos homens.<br />
Aritmofobia - medo dos números.<br />
Aracnofobia - medo das aranhas.<br />
Apifobia - medo das abelhas.<br />
Apeirofobia - medo do infinito.<br />
Anuptafobia - medo de ficar solteiro.<br />
Antlofobia - medo das inundações.<br />
Antrofobia ou Antofobia - medo das flores.<br />
Angrofobia - medo de ficar zangado.<br />
Anemofobia - medo das correntes de ar ou do vento.<br />
Automatonofobia - medo dos bonecos dos ventrílucos, estátuas de cera,<br />
criaturas animadas - tudo o que represente um ser vivo.<br />
Atelofobia - medo da imperfeição.<br />
Aulofobia - medo das flautas<br />
Antofobia - medo das rosas.<br />
Aviofobia ou Aviatofobia - medo de voar.<br />
Autofobia - medo de estar só.<br />
Automisofobia - medo de estar sujo.<br />
Aurofobia - medo do ouro.<br />
Atazagorafobia - medo de ser ignorado ou esquecido.<br />
Atefobia - medo das ruínas.<br />
Assimetrifobia - medo das coisas assimétricas.<br />
Astenofobia - medo de desmaiar<br />
Batofobia - medo das alturas ou de estar perto de edifícios altos.<br />
Balistofobia - medo dos mísseis ou das balas.<br />
Bacilofobia - medo dos micróbios.<br />
Bacteriofobia - medo das bactérias.<br />
Barofobia - medo da gravidade.<br />
Basofobia ou Basifobia - medo de andar ou de cair.<br />
Batofobia - medo da profundidade.<br />
Batonofobia - medo das plantas.<br />
Batracofobia - medo dos anfíbios, tais como sapos, salamandras, etc...<br />
Belonefobia - medo das agulhas.<br />
Bibliofobia - medo dos livros.<br />
Bromodrosifobia ou Bromidrofobia - medo dos odores corporais.<br />
Brontofobia - medo dos relâmpagos e dos trovões.<br />
Catapedafobia - medo de saltar.<br />
Carnofobia - medo da carne.<br />
Cardiofobia - medo do coração.<br />
Cancerofobia - medo do cancro.<br />
Caliginefobia - medo das mulheres bonitas.<br />
Climacofobia - medo das escadas, de subir ou descer escadas, de cair<br />
das escadas.<br />
Coimetrofobia - medo dos cemitérios.<br />
Claustrofobia - medo dos espaços fechados.<br />
Cibofobia ou Citofobia ou Citiofobia - medo da comida.<br />
Cronomentrofobia - medo dos relógios.<br />
Cronofobia - medo do tempo.<br />
Cromofobia ou Cromatofobia - medo das cores.<br />
Crometofobia ou Crematofobia - medo do dinheiro.<br />
Corofobia - medo de dançar.<br />
Ceraunofobia - medo dos trovões.<br />
Cinofobia - medo dos cães ou da raiva.<br />
Ciclofobia - medo das bicicletas.<br />
Cimofobia - medo das ondas ou de movimentos ondulatórios.<br />
Ciberfobia - medo dos computadores ou de trabalhar com computadores.<br />
Cristalofobia - medo dos cristais ou do vidro.<br />
Cremnofobia - medo dos precipícios.<br />
Coulrofobia - medo dos palhaços.<br />
Coprofobia - medo das fezes.<br />
Contreltofobia - medo do abuso sexual.<br />
Coitofobia - medo do coito.<br />
Ciofobia - Medo das sombras.<br />
Clinofobia - medo das camas.<br />
Colpofobia - medo dos genitais, particularmente femininos.<br />
Coinonifobia - medo dos quartos.<br />
Cleptofobia - medo de roubar.<br />
Cinetofobia ou Cinesofobia - medo dos movimentos.<br />
Catisofobia - medo de se sentar.<br />
Catagelofobia - medo do ridículo.<br />
Cainofobia - medo de qualquer coisa que seja nova.<br />
Cipridofobia ou Ciprifobia ou Ciprianofobia ou Ciprinofobia - medo das<br />
prostitutas ou das doenças venéreas.<br />
Diquefobia - medo da justiça.<br />
Didascaleinofobia - medo de ir à escola.<br />
Diabetofobia - medo das diabetes.<br />
Dextrofobia - medo dos objectos que estão do lado direito do corpo.<br />
Dermatofobia - medo das lesões na pele.<br />
Dentofobia - medo dos dentistas.<br />
Dendrofobia - medo das árvores.<br />
Demofobia - medo das multidões.<br />
Demonofobia - medo dos demónios.<br />
Dementofobia - medo da insanidade.<br />
Deipnofobia - medo do jantar.<br />
Decidofobia - medo de tomar decisões.<br />
Distiquifobia - medo dos acidentes.<br />
Dromofobia - medo de atravessar a estrada.<br />
Eurotofobia - medo dos genitais masculinos.<br />
Erotofobia - medo das questões sobre sexo.<br />
Ergofobia - medo do trabalho.<br />
Ereutrofobia - medo de corar.<br />
Equinofobia - medo dos cavalos.<br />
Epistemofobia - medo do conhecimento.<br />
Epistaxiofobia - medo de sangrar pelo nariz.<br />
Entomofobia - medo dos insectos.<br />
Enoclofobia - medo das multidões<br />
Emetofobia - medo de vomitar.<br />
Eleuterofobia - medo da liberdade.<br />
Electrofobia - medo da electricidade.<br />
Eisoptrofobia - medo dos espelhos ou de se ver ao espelho.<br />
Eclesiofobia - medo da igreja.<br />
Fasmofobia - medo dos fantasmas.<br />
Fotofobia - medo da luz.<br />
Fobofobia - medo das fobias.<br />
Filofobia - medo de se apaixonar ou de estar apaixonado.<br />
Filemafobia ou Filematofobia - medo de beijar ou dos beijos.<br />
Fagofobia - medo de engolir ou de comer ou de ser comido.<br />
Frigofobia - medo do frio, das coisas frias.<br />
Felinofobia ou Ailurofobia ou Elurofobia ou Galeofobia ou Gatofobia -<br />
medo dos gatos e dos felinos em geral.<br />
Febrifobia ou Fibriofobia - medo da febre.<br />
Fármacofobia - medo dos medicamentos e drogas.<br />
Ginefobia - medo das mulheres.<br />
Gimnofobia - medo da nudez.<br />
Grafofobia - medo de escrever à mão.<br />
Glossofobia - medo de falar em público ou de tentar falar.<br />
Geumafobia ou Geomofobia - medo dos sabores.<br />
Gerontofobia - medo das pessoas idosas ou de envelhecer.<br />
Gefirofobia ou Gefidrofobia ou Gefisrofobia - medo de atravessar pontes.<br />
Genufobia - medo dos joelhos.<br />
Genofobia - medo do sexo.<br />
Geliofobia - medo das gargalhadas.<br />
Gamofobia - medo do casamento.<br />
Heterofobia ou Sexofobia - medo do sexo oposto.<br />
Herpetofobia - medo dos répteis, coisas rastejantes.<br />
Hemofobia ou Hemafobia ou Hematofobia - medo do sangue.<br />
Heliofobia - medo do Sol.<br />
Hedonofobia - medo de sentir prazer.<br />
Harpaxofobia - medo de ser assaltado.<br />
Hafefobia ou Haptefobia - medo de ser tocado.<br />
Hagiofobia - medo dos santos ou das coisas sagradas.<br />
Hilofobia - medo das florestas.<br />
Homofobia - medo da monotonia ou da homossexualidade ou de se tornar<br />
homossexual.<br />
Hipnofobia - medo de dormir ou de adormecer.<br />
Hipsiofobia - medo das alturas.<br />
Hipengiofobia ou Hipegiafobia - medo da responsabilidade.<br />
Higrofobia - medo dos líquidos.<br />
Hoplofobia - medo das armas de fogo.<br />
Homilofobia - medo dos sermões.<br />
Hipofobia - medo dos cavalos.<br />
Hierofobia - medo dos padres ou das coisas sagradas.<br />
Insectofobia - medo dos insectos.<br />
Itifalofobia - medo de ver, pensar ou ter um pénis erecto.<br />
Isopterofobia - medo das térmitas.<br />
Isolofobia - medo da solidão, de estar sozinho.<br />
Iofobia - medo do veneno.<br />
Ideofobia - medo das ideias.<br />
Ictiofobia - medo dos peixes.<br />
Iatrofobia - medo de ir ao médico ou dos médicos.<br />
Loquiofobia - medo de dar à luz.<br />
Ligofobia - medo da escuridão.<br />
Logofobia - medo das palavras.<br />
Logizomecanofobia - medo dos computadores.<br />
Limnofobia - medo dos lagos.<br />
Lilapsofobia - medo dos tornados ou dos furacões.<br />
Ligirofobia - medo do barulho.<br />
Levofobia - medo das coisas que estão do lado esquerdo do corpo.<br />
Leucofobia - medo da cor branca.<br />
Laliofobia ou Lalofobia - medo de falar.<br />
Lacanofobia - medo dos vegetais.<br />
Medomalacufobia - medo de perder a erecção.<br />
Metalofobia - medo do metal.<br />
Merintofobia - medo de ser amordaçado ou atado.<br />
Menofobia - medo da menstruação.<br />
Melofobia - medo da música.<br />
Melanofobia - medo da cor preta.<br />
Melissofobia - medo das abelhas.<br />
Megalofobia - medo das coisas grandes.<br />
Medortofobia - medo de um pénis erecto.<br />
Mecanofobia - medo das máquinas.<br />
Mageirocofobia - medo de cozinhar.<br />
Mirmecofobia - medo das formigas.<br />
Metifobia - medo do álcool.<br />
Mnemofobia - medo das memórias.<br />
Micofobia - medo ou aversão aos cogumelos.<br />
Monopatofobia - medo de doença numa parte específica do corpo.<br />
Misofobia - medo dos germes ou da contaminação ou da sujidade.<br />
Motorfobia - medo dos automóveis.<br />
Microfobia - medo das coisas pequenas.<br />
Metrofobia - medo da poesia.<br />
Metatesiofobia - medo das mudanças.<br />
Nictohilofobia - medo das florestas à noite.<br />
Nosocomefobia - medo dos hospitais.<br />
Noctifobia - medo da noite.<br />
Nelofobia - medo do vidro.<br />
Necrofobia - medo da morte ou de coisas mortas.<br />
Nebulafobia - medo do nevoeiro.<br />
Parafobia - medo da perversão sexual.<br />
Pteromeranofobia - medo de voar.<br />
Porfirofobia - medo da cor púrpura.<br />
Pogonofobia - medo das barbas.<br />
Pedofobia - medo das crianças.<br />
Papafobia - medo dos Papas.<br />
Pirofobia - medo do fogo.<br />
Peladofobia - medo das pessoas carecas.<br />
Patroiofobia - medo da hereditariedade.<br />
Pediofobia - medo das bonecas.<br />
Pagofobia - medo do gelo ou do congelado.<br />
Partenofobia - medo das virgens ou de raparigas novas.<br />
Parasitofobia - medo dos parasitas.<br />
Quinofobia - medo da raiva.<br />
Quimofobia - medo das ondas.<br />
Queraunofobia - medo dos relâmpagos e dos trovões.<br />
Quionofobia - medo da neve.<br />
Quemofobia - medo dos químicos ou de mexer em químicos.<br />
Rupofobia - medo da sujidade.<br />
Ranidafobia - medo dos sapos e rãs.<br />
Siderofobia - medo das estrelas.<br />
Socerafobia - medo dos sogros.<br />
Singenesofobia - medo dos familiares.<br />
Scriptofobia - medo de escrever em público.<br />
Stenofobia - medo de coisas ou lugares estreitos.<br />
Stigiofobia - medo do inferno.<br />
Surifobia - medo dos ratos.<br />
Scotofobia - medo do escuro.<br />
Sociofobia - medo da sociedade e das pessoas em geral.<br />
Selenofobia - medo da lua.<br />
Sesquipedalofobia - medo das palavras compridas.<br />
Scolionofobia - medo da escola.<br />
Tripanofobia - medo das injecções.<br />
Toxifobia ou Toxofobia ou Toxicofobia - medo do veneno ou de ser<br />
acidentalmente envenenado.<br />
Telefonofobia - medo dos telefones.<br />
Tomofobia - medo das operações cirúrgicas.<br />
Tanatofobia ou Tantofobia - medo da morte ou de morrer.<br />
Talassofobia - medo do mar.<br />
Tapinofobia - medo de ser contagioso.<br />
Tacofobia - medo da velocidade.<br />
Triscadecafobia - medo do número 13.<br />
Unatractifobia - medo das pessoas feias.<br />
Urofobia - medo da urina ou de urinar.<br />
Xilofobia - medo dos objectos de madeira.</p>]]>

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