28 de novembro, 2001

o zurrar de muita gente

o zurrar de muita gente parece uma parada de burros falantes.

como seria bom entender quem tem direito a falar. como seria bom que a fala de alguém, a quem é dada voz, fosse perceptível a todos... e realmente falasse e mostrasse o que quer.

destes, quem fala tem poder. quem fala é rei em terras de república. quem fala esconde, na verborreia construída sobre dicionários de termos esdrúxulos, ataques à inteligência dos outros... e afirma e ordena e diz e manda fazer... qualquer coisa que se não entende... e nunca se revela... e se pedirem bis não se repete porque já se não sabe ou não interessa por motivos pouco claros e recomendáveis.

mas, se há culpa... seja essa culpa o que for... não é só de quem fala em catadupas de metáforas e analogias baratas, é, também, de quem lhe dá a voz... sinto megafones nos meus ouvidos, todos os dias, produzindo ruído sem intervalo.

a sorte macabra dessa gente é a gentinha surda que deambula pelos mesmos lugares que nós todos.. e acenam... e assentem... e crêem... surdos mais surdos que surdos!

Escrito por jm às 01h59... | Comentários (0)

26 de novembro, 2001

estar, não estar, não ter que estar.

estar, não estar, não ter que estar.
ausência... sem ausência.
permancer.
não ser visto, estar cego.
não se pede uma compreensão capaz a nada.
não se pede porque pode incomodar.
silêncio... obtuso... falso.
assim... sem mais.

Escrito por jm às 01h25... | Comentários (0)

16 de novembro, 2001

...

«O homem indiferente lê [o jornal] e passa para a luta, bem cheio da sua própria desgraça, para se importar com a desgraça dos outros.» - Raul Brandão, in O Padre

Escrito por jm às 14h08... | Comentários (0)