19 de dezembro, 2003

a bolha de sabão

A existência precária de uma bolha de sabão assemelha-se em muito à actividade mental humana.

Frases assim ditam o mundo como uma bola de felpo imundo. Mas não fosse este adjectivo e até lhe achavamos alguma graça.

Alguns de nós são felizes, estou em crer. Nós, eu na massa humana. Eu considerando que nenhum dos leitores deste local é feliz... desgraçando o nós. Arrepiando o pêlo, em consideração pelos demais.

O senhor da papelaria, que me quis vender três x-actos, não saberia o que fazer com a incompreensão de um cliente que o sacudisse e lhe dissesse: senhor, que pensa você desta notícia escrita nas nuvens e atirada às valetas pela chuva?

Ainda na lenga-lenga do Canibal, ouve-se: a chuva é o meu conforto

Não temos rigorosamente nada para dizer uns aos outros, somos tristes e assumimos tal facto com um sorriso nas trombas e não somos pobrezinhos ou coitadinhos... olhamos os outros pelas veias e não pela roupa que envergam.

A bolha de sabão não resistiu este tempo todo, mas outra virá para a substituir.

Escrito por jm às 20h53...




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