18 de outubro, 2001

poder poder

lido com várias pessoas em diferentes situações sociais: escola, trabalho, casa e lazer. não vou estar aqui a separar esses espaços, pois teria que os definir primeiro e, depois, realizar uma descrição de como essas pessoas são e, caso houvesse elementos pertencentes a uma intercepção de espaços, o que as diferencia em cada lugar. contudo, é do meu agrado que compreendam que cada um de nós toma forma diferente num lugar diferente com pessoas diferentes ou não, por isto, eu não sou igual em nenhum dos possíveis espaço físicos onde me encontre, com quem quer que seja.

tenho notado uma alteração no comportamento de várias pessoas no que toca à sua relação comigo. reparei que alterei primeiro a minha relação com elas. portanto, questionam vocês, para quê este falatório? não se trata apenas duma reacção? eu respondo: talvez! não se trate apenas duma reacção.

talvez! porque eu sempre pensei os outros como pessoas conscientes de si mesmas e da sua vontade. e a sua vontade mostra-se, na relação comigo, muito pouco à vontade. sinto medo nessas pessoas... preferia ter utilizado o substantivo respeito, mas não posso. não é essa a percepção que tenho das acções dos outros. chamam-me e, quando olho, vejo um sinal de subjugação (pietá) disforme... ah! e isso é o quê? disforme porque, na minha ausência, a relação comigo continua. permanece, mas com laivos de rispidez e maldizer. portanto, subjugação na relação directa e deformação na indirecta.

talvez! eu seja inócuo para quem me tente usar! contudo, não será essa inocuidade vista como desprezo? não sei. digam-me, o inócuo faz bem ou mal? não faz nada. exacto, não faz nada! se não faz nada... a reacção que descrevi não tem sentido. logo não serei inócuo. mas serei o quê?

não vou procurar. direi que não se trata de simples reacção porque existe um recriar de defesas implícito nesta forma de estar. esse recriar é já uma acção.. ou uma contra-acção!

... to be continued

Escrito por jm às 02h01...




Comentários