24 de abril, 2002

aéreo

tenho andado um pouco aéreo, com a cabeça a pairar em outras coisas que resultam em nada por causa da merda que os outros fazem.. ou não fazem... e fica tudo na mesma.

entretanto, foi conhecida a morte do vocalista dos Alice In Chains, Layne Staley, que também deu voz a um dos mais belos projectos musicais dentro do estilo: os Mad Season.


mais relevante para a nossa vidinha como seres comuns, terá sido a passagem à segunda volta das eleições presidenciais francesas dum tal senhor Le Pen. um tal senhor Le Pen que é um saudoso senhor do governo colaboracionista de Vichy. o nacional fascismo volta a tomar dimensões que permitem antever alguns futuros negros... pergunto-me: as pessoas têm problemas em ter liberdade de comandar as suas vidas por si mesmas? porque será que precisam sempre dum paizinho a dar-lhes ordens? e porquê isto em França, país que sofreu as atrocidades directamente e onde existem pessoas que têm na mente e no corpo dores provocadas pela II guerra mundial?
pela igualdade - França pós-primeira volta (foto do Le Monde)
sim! eu sei que nem comentei os resultados das eleições legislativas de 17 de Março passado. e, de facto, temos um senhor Paulo Portas, radicalmente colocado à direita duma política de direita anunciada pelo senhor Durão Barroso; os dois juntos, unidos por um só interesse: Portugal (dos pequeninos).

como se tornou claro, nestes últimos tempos a direita ganha a corrida política europeia em muitos planos, mais grave: a direita leva consigo a extrema-direita para o poder. a União Europeia começa a revelar-se como um império ao qual só falta o ditador.

não! eu não sou contra a União Europeia! e também pareço mais favorável a uma união política consolidada e garante duma cidadania, cada vez mais, do mundo. não me importa o país e a sua identidade no conceito da preservação nacional, isso são construções teóricas de ditaduras e totalitarismos. a identidade é localizada, regional se quiserem.... as cidades construíram, na última década e meia, identidades não reconhecidas como nacionais, ainda que tenham ocorrido e sejam produto de cá! porque de facto não são nacionais, são locais! e essas identidades, tal como as mais antigas precisam apenas de ser conservadas e não garante de linhas imaginárias.

ser economicamente viável conservá-las passa pela governação regional, passa em primeiro lugar por melhorar as condições de vida das pessoas e permitir que construam as suas vidas nas zonas com tendência à desertificação humana.

mas, não precisamos preparar isto tudo já!... a direita vem aí... nem vale a pena correr!!

para se lembrarem: amanhã é 25 de Abril, faz anos que por aqui se conseguiu conquistar a democracia em 1974!

Escrito por jm às 12h25...




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