28 de abril, 2003

destas coisas culturais

uma amiga destas coisas culturais e menos culturais, sociais e, para muitos, apócrifas, congratulava-se humilde e timidamente de que começara a escrever para um universo superior a seis pessoas diárias. e, pensei eu, AINDA BEM!

saber que somos lidos, em qualquer vertente da escrita - a grande maioria prefere os chats com mais de trinta users -, é um facto que massaja o ego. massaja o meu ego, massaja qualquer ego.

a minha amiga estreou-se com um artigo simples, objectivo e, claro, controverso. a clareza da controvérsia, entitulada "A Cultura não é para quem pode - é para quem quer!" era tanta que ao terceiro comentário, lá estava um pessimista anónimo a dizer que a estupidez humana é tamanha que não crescerá mais... e tamanha é, ainda, que se nota ser indestrutível. no comentário deste pessismista o que mais me perturbou foi o seu anonimato, caracterizado por um receio óbvio de se confrontar com honestidade.

acontece muito ao mundo identificar-se como sendo o melhor, revelando que o outro mundo, dele diferente - o outro -, é algo com limites bem definidos, pequeno e horrível. bem hajam estes anónimos do mundo! será que também escreve quadras populares?

a minha amiga escreve na Janela Indiscreta.

Escrito por jm às 21h43...




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