26 de maio, 2003

esta é a última, antes

esta é a última, antes da próxima, memória que guardo do degredo.Recent Forgeries, de Viggo Mortensen os senhores da guerra estão irados e barulhentos, ouço-os tão longe: incomodativos.

penso no lindo movimento que anunciei e ao qual renuncio, agora. este local é de silêncios e não de movimentos de elegância questionável. assim, não vos direi o que penso pela simples razão de que não tenho pensamentos nem tempo para os ter nem me apetece ter.

alguns poetas são execráveis... ou nem por isso.. e os que nem por isso não são só poetas.. não se permitem ao parasitismo da cultura humana. hão pessoas poetas bonitas, outra feias e ainda outras que não se dá por elas, porque não incomodam uma mosca... e há quem morra e se deixe matar em consciência absoluta de uma nulidade inculcada e construída como a saída mais fácil, numa sociedade que admite a auto-exclusão e o suícidio como conceitos de controlo natural da raça humana.

foda-se! como é lindo estar certo das incertezas dos outros e não ter dúvidas enquanto alguém se mija pernas abaixo para nos transmitir uma ideia: tão incapazes de armar aos cucos!! isto é, pôr o ovo no ninho de outro!

estou muito contente, hoje! a vitória dos deuses... foi-me anunciada num jornal de actualidades. a vitória dos deuses e a minha morte no minuto anterior!

Escrito por jm às 12h35...




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