20 de julho, 2003

tantas vezes

tantas vezes considerei a verdade como a fronteira final que, hoje, olhando para trás, não há verdade alguma no que penso, no que digo nem no que faço. sinto-me triste. triste comigo e com o espelho e com o mundo ignóbil que sou e represento ao dar palmadinhas nas costas a quem vem ter comigo para me dar palmadinhas nas costas e sorrir, pelo fácil realismo em que torno os seus desejos. desejo, enfim, o melhor das verdades... o melhor da falsidade absurda a que esta gente, que me rodeia e me presenteia com armadilhas, está votada se depender de mim.

Escrito por jm às 22h25...




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