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setembro 27, 2007

Novo blog

Acabei de criar um novo blog o que significa que este está oficialmente obsoleto.

O novo blog está em http://purpleteenwizard.blogspot.com

The Purple Teen Wizard

Publicado por tptw às 08:49 PM | Comentários (86)

Primeiro e único período

Um gato matou um rato
Que foi enterrado nas traseiras
Da casota de um cão
Que viu o gato
Que quando viu o cão fugiu pela rua fora
Acompanhado pelos seus filhotes e pela sua mulher
Que tinha bigodes longos e finos
Que maravilhavam todos os gatos da zona;
Estes, no entanto, estavam mais interessados
Na peixaria que funcionava ali perto
E que, dizia-se, vendia os melhores peixes da região,
Que também atraíam dezenas de pessoas àquela pequena loja
Onde os gatos, enquanto roubavam o peixe,
Aproveitavam para comer alguns ratos
Que eram conhecidos
Pela sua mania de fazerem períodos longos.

Publicado por tptw às 06:32 PM | Comentários (3)

setembro 23, 2007

O mar


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Publicado por tptw às 07:47 PM | Comentários (5)

setembro 20, 2007

Fábrica de estrelas

Meus amigos, sejam bem-vindos
À nova fábrica de estrelas!
Aqui se fazem cometas e astros lindos
Para depois serem adorados como deuses!

Entro na linha de produção,
E constato a existência de proporcionalidade inversa;
Quanto mais estrelas se fazem,
Menos luz elas nos dão.

Por todo o lado há holofotes
E câmaras de gravação;
Dali saem estrelas feitas de luz,
Cada vez mais parecidas com a escuridão.

E assim se manufacturam
As estrelas dos nossos dias.
O transporte e a venda, esses,
Estão a cargo de um objecto
Bem nosso conhecido:
A boa e velha televisão.

Publicado por tptw às 08:48 PM | Comentários (5)

setembro 16, 2007

Vazio

Tenho um vazio de ideias, mas não tenho.

Não tenho nada para dizer, mas posso dizer algo.

Posso dizer que não tenho nada para dizer.

Não adianta falar do tempo; está tempestuoso e isso é tudo o que se pode dizer sobre ele.

Portanto já disse mais alguma coisa para além de que não tenho nada para dizer.

Mas agora já disse essa coisa e volto a ter um só assunto de que falar.

O facto de não ter nada para dizer.

Pelo menos é um assunto interessante.

Mas agora tudo o que disse antes é mentira. Um dia, até mesmo a parte sobre o tempo será mentira.

Porque agora tenho algo de que falar.

Porque da escuridão se fez luz.

Porque do silêncio se fez voz.

Publicado por tptw às 06:19 PM | Comentários (3)

setembro 11, 2007

#3

Que lindo é o amor!
Que lindo é haver algo sem rancor
A encantar as pessoas e a beijá-las~
Com pura felicidade e meigas falas.

Que bonito é entrares nas pessoas
(Não em todas; apenas naquelas que de bem são)
E dominares os seus corações; depois ressoas
E vibras os sinos da felicidade; então,
A chama que move tuudo fica mais viva,
E a beleza fica-nos cativa.

Mas, amantes, cuidem-se,
Que o amor é traiçoeiro, ai pois é,
Pois benze
Com desgraça aqueles que se metem em fé,
Trazendo tristeza e comoção
Àqueles que amar vão.

Escrito em: 21 de Abril de 2007, 15:54

Publicado por tptw às 05:41 PM | Comentários (2)

setembro 09, 2007

Comparação pontual

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O poder da Ministra agora.

.
O poder da Ministra no próximo ano.

Publicado por tptw às 08:29 PM | Comentários (2)

setembro 06, 2007

Desenho ou programa?


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     var  $;
    $=5   *8;
var _;     _=$-5;
 var         __;
  __=      $*_;
   __=__  *__;
   alert(__);

Publicado por tptw às 06:47 PM | Comentários (4)

setembro 05, 2007

Pôr-do-sol em pontos



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Publicado por tptw às 07:16 PM | Comentários (4)

setembro 04, 2007

A alta definição em 2025

Nova Iorque, 11 de Maio de 2025

Estamos no ano de 2025. O vídeo em alta definição conquistou finalmente o mundo. Todas as televisões são de alta definição e os leitores de discos ópticos já só lêem discos Blu-ray, um formato que neste momento já levou a melhor sobre o HD DVD. Afinal, parece que os utilizadores sempre escolheram o vencedor pela capacidade de armazenamento. Ou talvez tenham sido os estúdos cinematográficos a tomar a decisão. Bem, seja como for, no meio disto tudo, os DVDs e CDs estão reduzidos a objectos de colecção.

Por isso, hoje vou à Loja de Vídeo Crapmegaray. Primeiro, vou à secção de licenciamento e entro no gabinete nº 67. Depois de esperar por uma fila interminável. Obter a licença para uso de filmes não é fácil. Primeiro tenho de preencher um formulário com alguns dados pessoais (bastante intrusivo, diga-se), depois tenho de assinar uma dúzia de papéis e preencher mais não sei quantos formulários, e, por fim, entregam-me a licença.
A seguir, tenho de ir comprar o filme. Chego à loja, e um dos recepcionistas pergunta-me que filme quero. Eu digo qual é, e o guarda, após entrar numa sala por uma porta por detrás do balcão, entrega-me o filme e pede-me para pagar o preço: 50 euros. Em seguida, ele pergunta-me: "Quer ver agora?". E eu respondo que sim. O guarda faz sinal e saem três polícias de uma outra porta.
Os polícias escoltam-me escadas abaixo até que chegamos a uma garagem. Aí, entramos num carro blindado. Um polícia fica na zona de carga, com o filme, e o outro conduz.
Quando chegamos a minha casa, sou escoltado até à porta e depois até à minha sala de estar, onde está o computador. Os guardas revistam completamente a máquina e depois deixam-me introduzir o disco na drive. Em seguida, sento-me no sofá, em frente ao televisor ao qual o computador está ligado, e o filme começa.
Enquanto vejo o filme, os guardas vigiam a sala, sem arredarem pé de trás do meu sofá. Quando o filme acabou, um dos polícias perguntou-me se queria fazer mais alguma coisa com o filme. Quando eu disse que não, os guardas retiraram o disco da drive, meteram-no na caixa e saíram, por fim, de minha casa. No entanto, um deles, antes de se ir embora, disse-me que para voltar a ver o filme teria de ir às instalações da Crapmegaray, apresentar a licença e pagar 5 euros.

Neste momento, já passaram cinco horas desde que saí de casa para tirar a licença. Cinco horas para ver um simples filme. As coisas já eram complicadas antes, mas nada que sequer se comparasse a isto!

Zeff Fizziraine

(Esta carta foi encontrada numa máquina do tempo virtual inventada pelo autor deste blog)

Publicado por tptw às 07:03 PM | Comentários (235)

setembro 02, 2007

Poema sem nome

Como te chamas, poema sem nome?
Em todos os poemas há uma identidade
Que emana dos sentimentos das palavras
E que toca os corações de quem os lê;
Por que havias tu de ser diferente?

Por que escondes o teu nome nas sombras?
Por que te ocultas no meio do nevoeiro,
Como se fosses demasiado indefinido
Para teres sequer uma disforme silhueta?

Não me entendas mal; por não teres nome
Não és menos poema do que os outros.
Mas será tua a culpa, ou do poeta que te escreveu?
És tu demasiado tímido ou o teu escritor demasiado preguiçoso?
Faças o que fizeres, tu tens um nome.
O meu é poema sem nome; e o teu, qual é?

Publicado por tptw às 06:31 PM | Comentários (7)

setembro 01, 2007

#2

Era uma vez uma história
Feita quase inteiramente da memória
De D. Pedro, por ser sobre justiça,
Criada pela minha alma noviça,
Que o espírito que me enfeitiça!

Ora então, num dia de Primavera,
Onde uma página em branco era,
Subitamente, houve lá rabiscos,
Feitos da tinta que impera
Em todos os livros e petiscos
Da sabedoria feita de numerosos riscos.

E, com a vinda destes versos,
Um tanto ou nada perversos,
Fica vingado o papel
Que, ingloriamente, foi, nas faces e anversos,
Pintaqdo com burocracia, que vale menos que um bocado de cordel,
Com o electrónico cinzel,

E que ficou pobre;
Enquanto que, nesta página, a nobre
Poesia, mais valiosa que platina,
Que enriquece tudo aquilo que recobre,
Faz este papel passar de uma coisa pequenina
A uma sorridente, bela e formosa menina.

E esta é a justiça mundial,
Que tantos pôs no pedestal
Dos grandes justiceiros,
Que exercem a função vital
De trazer ao mundo a magia que os feiticeiros
Usam para fazer a música dos cheiros.

Escrito em:
21 de Abril de 2007, 16:53

Publicado por tptw às 06:03 PM | Comentários (2)