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<title>Por mim... Para todos</title>
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<modified>2008-06-19T18:13:51Z</modified>
<tagline>é o meu mundo. o mundo onde divágo sem limites.
onde digo o que penso
onde escrevo o que sinto</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2008, C.C</copyright>
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<title></title>
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<summary type="text/plain">sim melhor inimigo, porque os inimigos são o que de melhor temos na vida!
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<email>catarina_correia13@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Existem dias menos bons.<br />
existe por vezes dias em que queremos fugir...<br />
Não nos valerá de nada tentar fugir! para quê? o passado vai perseguir-nos sempre, a cada passo, em cada esquina, a cada olhar, a cada momento...<br />
e não vai haver maior e ao mesmo tempo melhor inimigo que ele, sim melhor inimigo, porque os inimigos são o que de melhor temos na vida!<br />
São eles que nos calcam a seus pés, para que possamos murder-lhe os calcanhares e subir-mos as suas pernas, na esperança de entrar e pesar nas suas cabeças para que eles sofram tanto como nós!<br />
é esta a imagem que temos de ter das coisas más!<br />
Se elas existem é porque algum sentido fazem e alguma utilidade têm!</p>]]>
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<title>poesia</title>
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<modified>2008-06-16T18:24:07Z</modified>
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<summary type="text/plain">UMA FOLHA…. UMA SIMPLES FOLHA DE PAPEL! Um dia, choro nela… Deixo cair sobre ela as minhas lágrimas, Ninguém as verá, mas elas continuarão sempre lá… Posso rasgá-la quando sentir raiva, Mas ela será sempre papel… Posso desenhar nela… Algo...</summary>
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<![CDATA[<p>UMA FOLHA….<br />
UMA SIMPLES FOLHA DE PAPEL!</p>

<p><br />
Um dia, choro nela…<br />
Deixo cair sobre ela as minhas lágrimas,<br />
Ninguém as verá, mas elas continuarão sempre lá…</p>

<p>Posso rasgá-la quando sentir raiva,<br />
Mas ela será sempre papel…<br />
Posso desenhar nela…<br />
Algo ou alguém …<br />
Posso desenhar-me<br />
a mim mesma…</p>

<p>Posso calcar nela a minha alma…<br />
Posso pintá-la,<br />
Como quando era criança…<br />
Quando não sabia escrever<br />
Mais que o meu nome,<br />
e era tão feliz…</p>

<p>Posso mudá-la…<br />
Posso tentar destruía-la …<br />
Mas ela será sempre uma folha de papel!</p>

<p>É, tal como eu…<br />
Podem repreender-me<br />
Podem tratar-me mal,<br />
Podem até não gostar de mim!<br />
Mas eu serei sempre eu!</p>

<p>…e se juntar tudo o que lhe fiz, tenho um pouco de mim…<br />
Um bocadinho da minha vida!<br />
</p>]]>

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<title>Indiferença e desigualdade humana</title>
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<modified>2008-06-16T18:19:50Z</modified>
<issued>2008-06-16T18:17:23Z</issued>
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<summary type="text/plain"> “Em tempo de penúria, ninguém morre de pasmo”</summary>
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<name>C.C</name>
<url>http://pormimparatodos.weblog.com.pt</url>
<email>catarina_correia13@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p></p>

<p>O mundo à minha volta…<br />
Tanta revolta causa em mim, ele e tudo o que diariamente acontece.<br />
As injustiças que vejo, o quanto me martiriza tudo o que os meus olhos vêm acontecer.<br />
No fundo é permanentemente um nervoso miudinho que o mundo a meu torno me transmite, vive-se cada vez mais numa sociedade em que todos se culpam, e aqueles que menos culpa têm são os que mais sofrem.<br />
Quantas pessoas assistem TV sentadas nos sofás e tecem comentários como “estes políticos só falam”, “o mundo está perdido”, “coitadinho deste e daquele”… quantas?! Centenas! Talvez milhares…<br />
Pensava para mim porque é que ninguém metia a mão na consciência, mas só depois me apercebi que não havia consciência para por a mão, não havia espaço para ela em vidas de mentira, de egoísmo.<br />
Já dizia Zeca Afonso, “Em tempo de penúria, ninguém morre de pasmo”, é a pura das verdades, não há ninguém assombrado com a miséria que se sente, não propriamente financeira (embora esse lado também não esteja nada bom), mas sim aquela triste miséria, aquela escassez de valores morais e de sentimentos dignos, porque no fundo todos nós estamos embrenhados nela, todos nós passamos por aquele sem abrigo, no vão da escada, com o saco do lixo, onde levamos o resto do jantar, que irá ser disputado por muitos outros, num qualquer contentor.<br />
Quantas pessoas dormem ao relento?<br />
De entre as grandes centenas de pessoas que de um momento para o outro perderam tudo e estão na rua, 20% devem-no à droga, 16% são emigrantes ilegais que agora não têm forma de voltar a casa, os restantes eram pessoas como cada um de nós, simples pessoas que tinham um trabalho, uma família, uma casa e, simplesmente deixaram-se cair na decadência, deixaram-se vencer pela inferioridade que mostravam perante o mundo. Já ninguém sabe viver com pouco, existe uma ganância permanente e uma cegueira profunda neste mundo.<br />
Mas e nós? Nós que temos casa, família, e comemos todos os dias… Quantas mantas feias, a cheirar a mofo, temos nós dentro daquela gaveta que nunca abrimos, simplesmente porque ficam mal na decoração?<br />
Ninguém se lembra que na rua qualquer coisa serve, porque nenhum de nós por lá passou!<br />
Vive-se num mundo desigual, desinteressado, vive-se aquele falar sem agir, aquele facto de nos limitarmos a olhar, e não a ver… <br />
Ver verdadeiramente!<br />
Ver com os olhos, com a cabeça e com o coração!<br />
O defeito e o problema estão presentes na altura em que o “ser mais perfeito” mostra a sua imperfeição, rudeza e frieza!<br />
O ser humano está longe de ser perfeito e se a sociedade é o reflexo de quem a constitui, então nunca será, desculpem a repetição, perfeita!<br />
O mundo somos nós!<br />
Se nós formos criaturas indiferentes e incapazes de agir, como e com que moral criticamos algo ou alguém?<br />
Como queremos um mundo melhor?<br />
Só seremos perfeitos quando aprendermos a agir mais e falar menos!<br />
Pensar no mundo em que vivo faz-me ter pena dos valores que se perderam…<br />
O meu país, aquele pedacinho de terra a beira-mar plantado, país de gente convicta… um dia, há muitos anos atrás, tantos que já ninguém se lembra.<br />
Na verdade eu nunca o conheci assim, sempre o vi da mesma maneira, apressado, desorganizado, escondido…<br />
Habituei-me a ele… assim… no entanto tenho orgulho naqueles que um dia partiram, deixaram tudo, e foram, nem eles sabiam para onde e muito menos sabiam se voltariam ou não.<br />
As descobertas! A glória! A aventura! E ao mesmo tempo a humildade de quem trabalhava de sol a sol apenas para ter o que comer no fim de cada dia.<br />
Onde está agora a curiosidade deste meu pais, que ninguém se aventura sequer a procurar as crianças que por ele fora passam fome, as mulheres que nele são agredidas, os homens que dormem no frio das suas ruas?!<br />
A glória dos antepassados era agora apagada pela correria, desorganização, inveja e disputa do dia-a-dia!<br />
Penso, por vezes, que já não há nada a fazer, e mesmo que haja, andamos demasiado ocupados, a correr de um lado para o outro, para pensar numa solução que mude isso!<br />
A desigualdade e a indiferença são armas mortíferas para os mais fracos!<br />
Anualmente existem 200 mil pessoas em Portugal que passam fome… 854milhões em todo o mundo!<br />
Isto não nos faz pensar? Ou temos medo de pensar? Temos medo da verdade!<br />
Temos medo do amanhã! Mas ele vem… não vale a pena fugir!<br />
Um dia, um de nós pode passar fome!<br />
Um de nós pode ganhar uma doença, existe 32 mil pessoas com sida neste país, não é difícil conhecer um.<br />
Um de nós pode conhecer alguém que seja diariamente discriminado, alguém que mesmo criança é deixado de parte porque tem sida, uma simples criança abandonada neste mundo, que apenas quer viver, brincar e sorrir, e é diariamente desprezada pelas próprias professoras… porque, simplesmente tem sida! O que é isto?! Isto acontece, existem pessoas, existem crianças, a sofrer neste mundo, e esta crueza não nos dá mais dinheiro nem mais anos de vida, apenas nos devia dar vergonha e nojo de nós mesmos, porque existem seres que apesar de doentes, de sem abrigo, seja lá o que for, são pessoas, tal como nós… ou melhores ainda, porque têm de levar com um mundo de bestas à sua volta…<br />
Agora… seja o que vocês quiserem, porque deus, esse, já deve ter desistido!<br />
</p>]]>

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