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<title>Inconstante</title>
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<copyright>Copyright (c) 2010, sofia pontes</copyright>
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<title>Orvalho</title>
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<summary type="text/plain">Certos caprichos formais nem tão formais assim revelam a minha cara instantes gostejantes de glórias, alegrias, agonias passageiras. é escorregadio aqui em cima. quem dera pudesse sair para dar uma volta, esquecer da revolta, entender tudo isso. uma gota de...</summary>
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<name>sofia pontes</name>

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<![CDATA[<p>Certos caprichos formais<br />
nem tão formais assim<br />
revelam a minha cara</p>

<p><br />
instantes gostejantes de glórias, alegrias, agonias passageiras. é escorregadio aqui em cima. quem dera pudesse sair para dar uma volta, esquecer da revolta, entender tudo isso.</p>

<p><br />
uma gota de orvalho<br />
pra apagar um incêndio<br />
uma gota de chuva pra lavar o teu rosto<br />
uma gota de lágrima pra salgar o seu dia</p>

<p>que tá muito doce, docinho demais<br />
pro meu gosto.</p>]]>

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<title></title>
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<email>nagila_mmi@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>Eu confesso que tenho medo. Medo de enlouquecer em meio a todo esse marasmo, essa infinidade de coisas e fatos e andares, todos esses andares me chamando pro infinito. Eu só queria poder tomar conta disso tudo por alguns instantes, antes de desaparecer completamente. Era só poder te contar da lua, das estrelas, desse décimo-oitavo andar da zona sul. Era só uma brecha pra te dizer que andei pensando em tanta coisa, em você e em todas as outras coisas que estão ao meu redor. Aquelas que apareceram depois de você e antes de você, por causa de você. Confesso que não tenho medo de ter essa vontade de contar tudo isso, pra você. É tudo interessante demais, é tanta loucura, você deve ter uma pequena noção. é interessante e desinteressante ao mesmo tempo. Eu queria sentar numa cadeira e ter todo o tempo do mundo para me entregar às palavras que me rodeiam. Como aquelas pessoas que parecem desesperadas, morimbundas, passando fome por se alimentar apenas do movimento incansável de percorrer os olhos pelo parágrafo acima com a imagem perfeita dos parágrafos de baixo. futuro, passado, presente. E de ter um pedaço de qualquer coisa para comer e uma taça de vinho no lugar do espaço que outrora comportava uma caneca de achocolatado. E de inventar palavras. Eu inventei uma ontem. É o molo. Hahaha. Sabe o que é um molo? pois eu te explico... sabe aquelas lanchas que deslizam o mar lá pelo meio, depois das ondas quebrando, das ondas se formando, das ondas andando? sabe aquele rastro de espuma branca, branquinha? Aquelas espumas me revelaram ser um punhado de palavras aguardando para serem colhidas. Mas não me abalei, decobri o movimento do vento trazendo todas elas ao meu alcance. Basta sentir o vento no rosto e fechar os olhos. Elas te pertencem a partir do momento que você as aceita ali naquele monte de água espumada. E, incrivelmente, elas se alojam ao seu redor, nas suas mãos, na sua caneta, gruda no papel, invade a sua mente. Acho que é por isso que eu tenho tanto medo. Eu só posso contar isso pra você se eu não te contar, entende? Só posso te contar se eu não estiver mais aqui, porque senão você não vai mais me dar ouvidos. Vai achar que eu vivo num mundo de fantasias, porque você é meu mundo de fantasias. Você mais do que ninguém sabe disso. E tem todas as outras coisas, tantos pormenores, teria receio de dizê-los assim sem mais nem menos. Eu te conto porque eu vi a lua e ela estava muito bonita. E aquela varanda, e aqueles andares, o vento, as estrelas, o telefone ali pertinho. Só falta a coragem, sempre falta a coragem de dizer que meu mundo de fantasias me esgota, me cansa. Cansa ter que controlar as ânsias quando se pensa tão racionalmente. Fantasias seriam como as palavras dos escritores... elas alimentam tão pouco e tão muito. Mas elas somem ao mínimo toque. Saciam a mente e abandonam o corpo. Pobre o corpo dos escritores. Pobre o corpo dos que fantasiam para não enlouquecer, mesmo sabendo que corre o risco de não ter mais volta. O passado apagado como escritos na areia. Como as espumas do molo. Como a lua e suas fases. Eu tenho medo e não tenho. Talvez seja apenas uma suposição. Talvez eu nem queira achar uma solução.</p>]]>

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<title>Laços</title>
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<summary type="text/plain">laços escassos de véus e amores amores desertos...</summary>
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<name>sofia pontes</name>

<email>nagila_mmi@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>laços escassos<br />
de véus e amores</p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p>amores desertos</p>]]>

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<title>Mais um</title>
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<modified>2009-12-15T23:05:29Z</modified>
<issued>2009-12-15T22:59:52Z</issued>
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<summary type="text/plain">De tantos outros Desdobros de mim fôlegos intenções tantos tantas boa noite a gente tenta...</summary>
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<name>sofia pontes</name>

<email>nagila_mmi@hotmail.com</email>
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<![CDATA[<p>De tantos outros<br />
Desdobros de mim</p>

<p>fôlegos<br />
intenções</p>

<p>tantos<br />
tantas</p>

<p>boa noite<br />
a gente tenta</p>]]>

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