junho 20, 2005

JUSTIÇA SOCIAL: Trabalhador privado, o escravo deste país

Se um qualquer manga-de-alpaca deste país, doutor ou não, fardado ou não, se reforma aos sessenta anos de idade e trinta e cinco de trabalho, com o vencimento por inteiro, porque é que um trolha, um vidreiro ou um trabalhador rural tem de trabalhar quarenta anos, pelo menos, e até aos sessenta e cinco de idade para receber, quando muito, 80% da média dos melhores 10 dos últimos 15 anos?

E porque é que um qualquer manga-de-alpaca deste país, doutor ou não, fardado ou não, tem o emprego garantido enquanto um trolha, um vidreiro ou um trabalhador rural está sempre com o credo na boca, sujeito às contingências do mercado e aos interesses do patrão?

E porque é que um qualquer manga-de-alpaca deste país, doutor ou não, fardado ou não, recebe o vencimento por inteiro quando está de baixa enquanto um trolha, um vidreiro ou um trabalhador rural só recebe uma parte e paga mais nas comparticipações?

E quem é que verdadeiramente produz?
E de que serve produzir serviços se não houver bens?

Quem é que constrói tectos sem ter paredes?
E quem é que constrói paredes sem ter alicerces?

A propósito: que história é essa de justiça social neste país?

Publicado por polilog em 11:01 AM | Comentários (1)