maio 15, 2009

Agridoce

Doces os sonetos que me trazias
Nas madeixas de cabelo ruivo da Primavera dos sonhos
No beijo da promessa das promessas de beijo
Na curiosidade desmedida da novidade
Do encanto que tanto nos surpreende
Com a descoberta de um mundo novo nos olhos de alguém novo
De um amanhã incógnito que tudo pode trazer

E as manhãs envelhecem e ficam dias
Quando vamos sorrindo tristes sem nunca estar risonhos
No calor que se consome na chama de um desejo
Com o rubor na face de um Verão à tarde
Quando amorna a chama e o amor se rende
Num mar azul triste onde num mergulho me envolvo
No acre do acreditar no que queremos crer

Voltamos a descobrir o amor terno
No cair das folhas de um Outono doce
Quando é maduro o amor que se nutre consciente
No carinho dedicado que se dedica a conhecer
Sem medo dos erros, porque todos erramos
Como amantes errantes sem medo da morte
Que um dia nos deixa a todos sós

Mas nada nesta vida é eterno
E o Inverno vem para nos abraçar como se fosse
O último abraço que um corpo morto sente
Pois aprendemos que estamos aqui para perder
Vivemos para envelhecer e perder quem amamos
Até ao dia em que se tivermos sorte
Alguém envelhece para nos perder a nós

de João Natal

Like the Sunshine by ~shecomesincolors
copyright of the photographers

Publicado por D_Quixote em maio 15, 2009 01:12 PM
Comentários

Gostei do conto que fala da Dalila, aproveito para informar o seguinte, a papiro está receptiva a novos autores. Abraço

Afixado por: lobo em maio 16, 2009 03:54 PM

Como já disse, está à altura de muitos poetas de renome. =)

Afixado por: Lua_Roxa em maio 17, 2009 04:29 AM

e mais um grande poema...nao e preciso dizer mais ;)

Afixado por: maria pereira em maio 19, 2009 11:09 AM

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Afixado por: pyjuku em fevereiro 1, 2010 10:02 PM
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