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<title>poesia em portugal</title>
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<modified>2007-05-21T11:15:10Z</modified>
<tagline>poemas inéditos e mais alguns...</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2007, Poeta das 5</copyright>
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<title>Aniversário</title>
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<summary type="text/plain">Guardo apenas a tristeza De não ter sabido ser O amigo que pedias. Sou assim, não vou mudar Por mais que passem os dias....</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

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<![CDATA[<p>Guardo apenas a tristeza<br />
De não ter sabido ser<br />
O amigo que pedias.<br />
Sou assim, não vou mudar<br />
Por mais que passem os dias.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>Fechas os olhos,<br />
Apagas as velas do bolo de aniversário,<br />
Murmuras desejos como quem reza o rosário,<br />
Fechas os olhos porque estão molhados.<br />
Velas…<br />
O nosso amor está de olhos fechados,<br />
No caixão das nossas vidas emprestadas,<br />
Morto.<br />
Morreu em sofrimento,<br />
Numa agonia alimentada às sextas-feiras,<br />
Com golpes de palavras, só asneiras.<br />
Hoje, neste teu dia natal<br />
Apagas as velas no velório da paixão,<br />
No velório desse amor que já nasceu moribundo.<br />
Enterra o seu caixão bem fundo<br />
Que hoje é dia de alegria,<br />
Afinal é o teu dia,<br />
Dia em que nasceste,<br />
E neste dia me venceste.<br />
Que importa há quantos anos foi?!...<br />
Ou foi ontem que viveste,<br />
Ou foi hoje que morreste,<br />
Para mim…<br />
Nunca vivemos juntos o nosso aniversário.<br />
Foi destino, coincidência?<br />
Talvez o amor tenha ciência,<br />
E na sua matemática<br />
A nossa soma seja um acontecimento impossível,<br />
Uma observação discordante no gráfico universal.<br />
Hoje é teu dia de natal.<br />
Nasceste num mês de flores,<br />
Na Primavera de amores<br />
Que tão frugal te tem sido,<br />
Mereces tanto do mundo<br />
Tanto que não tem limite,<br />
Que por te querer dar esse tudo<br />
Nada te dei e perdi-te.<br />
Não amor, nada receies,<br />
Não guardo mágoa nem dor<br />
Ódios ou ressentimentos,<br />
Guardo apenas a saudade<br />
Dos dias que não vivemos<br />
Partilhando sentimentos;<br />
Guardo apenas a tristeza<br />
De não ter sabido ser<br />
O amigo que pedias.<br />
Sou assim, não vou mudar<br />
Por mais que passem os dias.</p>

<p>Christian de La Salette</p>]]>
</content>
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<title>Ciúme</title>
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<modified>2007-02-26T14:20:59Z</modified>
<issued>2007-02-25T22:12:53Z</issued>
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<summary type="text/plain">Nascem em mim sentimentos negativos, Ódios, invejas, desespero e sofrimento, Nascem-me desejos imperativos De te amar sem o teu consentimento....</summary>
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<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

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<![CDATA[<p>Nascem em mim sentimentos negativos,<br />
Ódios, invejas, desespero e sofrimento,<br />
Nascem-me desejos imperativos<br />
De te amar sem o teu consentimento.</p>]]>
<![CDATA[<p>Arde um fogo imenso no meu peito,<br />
Alastra-se uma dor intensa de ciúmes,<br />
Saber que outro dorme no teu leito,<br />
Respira sem pudor os teus perfumes.<br />
Dói-me saber-te tocada por outros dedos<br />
Beijada por outros lábios indecentes,<br />
Mas o maior de todos os meus medos<br />
É que os teus olhos se fechem de contentes.<br />
Dói-me essa traição legitimada,<br />
Por mero compromisso anelar,<br />
Mesmo que ele te represente nada,<br />
Tem sempre o privilégio de te amar.<br />
Dói-me esta angústia dos momentos<br />
Em que te imagino nua a seu lado,<br />
Teu corpo, gemidos e lamentos<br />
A ele se entregando sem pecado.<br />
Dói-me não te ter só para mim,<br />
Magoa-me a inveja de seres dele,<br />
Do seu desamor e mesmo assim, <br />
Deixares que te toque a tua pele.<br />
Doem-me os fluidos que partilhas,<br />
Essa tua entrega/rendição total,<br />
Dói-me não serem minhas as tuas filhas,<br />
Sacrificares-te por dever matrimonial.<br />
Nascem em mim sentimentos negativos,<br />
Ódios, invejas, desespero e sofrimento,<br />
Nascem-me desejos imperativos<br />
De te amar sem o teu consentimento.<br />
Dói-me não te ter ao anoitecer,<br />
Quando as luzes do dia se extinguem,<br />
Dizendo-me querendo receber,<br />
A semente que carrega a minha origem.<br />
Dói-me não te ter de madrugada,<br />
Deitada a meu lado adormecida,<br />
Amante satisfeita e regalada,<br />
Fera domesticada e rendida.<br />
Dói-me este destino tão irónico,<br />
Que cruel me destrói e me definha,<br />
Por ter somente teu amor platónico<br />
Possuir-te sem nunca seres minha.</p>

<p><br />
Christian de La Sallette</p>]]>
</content>
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<title>Permissão</title>
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<modified>2007-02-21T18:33:16Z</modified>
<issued>2007-02-21T18:31:59Z</issued>
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<summary type="text/plain">Abre as portas do teu mundo, As tuas janelas de par em par, Nem que seja por um segundo Dá-me permissão para entrar....</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p>Abre as portas do teu mundo,<br />
As tuas janelas de par em par,<br />
Nem que seja por um segundo<br />
Dá-me permissão para entrar.</p>]]>
<![CDATA[<p>Abre-me o teu pensamento,<br />
Dá-me espaço no teu olhar,<br />
Deixa-me por um momento<br />
Os teus sonhos povoar.<br />
Abre um sorriso nos lábios,<br />
Cada vez que no teu lembrar,<br />
Esqueces conselhos sábios,<br />
És tentada a pecar.<br />
Coloca-me nas tuas estantes,<br />
Como se fosse um troféu,<br />
Deixa-me pensar por instantes<br />
Que além de mim só o céu.<br />
Deixa-me entrar em alegria,<br />
E aninhar-me ao teu colo,<br />
Nem que seja por um dia<br />
Quero ser creme do teu bolo.<br />
Abre-me a tua vida,<br />
Escancara o coração,<br />
Recebe-me esbaforida,<br />
Entrega-me a tua paixão.<br />
Tudo o que alcance o olhar,<br />
No teu horizonte visual<br />
Te peça para eu entrar<br />
No teu espaço carnal.<br />
Abre-te de corpo e alma,<br />
Entrega-te a mim totalmente,<br />
Encontra em mim a calma<br />
Da tempestade iminente.<br />
Não te feches de repente,<br />
Abre-te sem vacilar,<br />
Nem que seja eternamente<br />
Dá-me permissão de te amar.</p>

<p>Christian de La Sallette<br />
</p>]]>
</content>
</entry>
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<title>Derrota</title>
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<modified>2007-02-08T12:50:48Z</modified>
<issued>2007-02-08T12:47:54Z</issued>
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<created>2007-02-08T12:47:54Z</created>
<summary type="text/plain">Deixa-me só esta noite, Escapa-te da minha mente, Torna-te inexistente, Que estou cansado de sofrer....</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Deixa-me só esta noite,<br />
Escapa-te da minha mente,<br />
Torna-te inexistente,<br />
Que estou cansado de sofrer.</p>]]>
<![CDATA[<p> <br />
Deixa-me só este dia,<br />
Para ver se esta agonia,<br />
Sai de vez da minha vida,<br />
Que anda confusa, perdida,<br />
Sem saber o que fazer.<br />
 <br />
Volta atrás no pensamento,<br />
Num regresso temporal,<br />
Deixa-me naquele tempo,<br />
Onde não me fazias mal,<br />
Onde tudo era diferente,<br />
Noite e dia sempre igual,<br />
Onde tudo era contente,<br />
Por não te saber real.<br />
 <br />
Regressa à tua infância,<br />
Tenta mudar o destino,<br />
Tenta guardar a distância,<br />
Não te cruzes mo meu caminho,<br />
Que é tão triste a minha vida,<br />
Cada vez que eu te lembro,<br />
Cada vez que me despertas,<br />
Para mais um dia ausente, <br />
Como chuva de Setembro<br />
A findar um Verão quente.<br />
 <br />
Pede àquele que te guia,<br />
Para ter muita atenção,<br />
Há caminhos que te levam, <br />
Para a minha perdição,<br />
Caminhos que os duendes,<br />
Como diabretes que são,<br />
Vão enfeitando com flores,<br />
Tão perfumadas que estão,<br />
Te enganam os meus sentidos,<br />
Me dão a tua paixão,<br />
Puro engano dos bandidos,<br />
É apenas ilusão.<br />
 <br />
Deixa-me só nesta vida,<br />
Finge que nunca exististe,<br />
Estou cansado e perdido, <br />
Apaixonado mas triste,<br />
De cada vez que te encontro,<br />
Nestas palavras escritas,<br />
Rejubilo por momentos,<br />
Ao ler os teus pensamentos, <br />
Mas depois, quando regresso,<br />
De volta à realidade,<br />
Vejo-te desaparecida,<br />
Só a dor é de verdade.</p>

<p>Christian de La Sallette</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Silêncio Calado</title>
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<modified>2007-02-12T14:40:00Z</modified>
<issued>2007-02-06T15:09:42Z</issued>
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<created>2007-02-06T15:09:42Z</created>
<summary type="text/plain">Calaram-se todas as palavras, deixando em seu lugar um silêncio-estátua, imóvel, um silêncio calado.</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Deixei de ouvir as palavras escritas no computador. Deixei de as escrever e elas ficaram sem som.</p>]]>
<![CDATA[<p> Já não se ouve a dor, o sofrimento, a angústia das palavras que magoam, o riso daquelas que alegram, a tristeza daquelas que choram. Não preciso mais de esconder o coração nas palavras ou descobri-lo em confissões indesejadas. Está livre para não sentir. Não se ouvem os sons que magoam; sons de ciúme, sons da distância, sons que se ouviam com a tua falta (alguns deles eram lágrimas a correrem para dentro dos olhos), sons da consciência a impor-se ao pecado. Resta o ecrã em branco, silencioso. Nem sequer se ouvem os murmúrios dos soluços, ou o riso escarninho da razão. Ela ganhou-nos. Foi mais forte que a insegurança da nossa relação moribunda à nascença, como feto abortado sem licença, aborto espontâneo por falta de útero onde germinasse e crescesse, feto sem som e como tal sem vontade. Já não se ouvem os gritos mudos da minha paixão alucinada e cega; gritos-frases que te escrevia à sexta-feira, gritos-poemas que te continuo a escrever. Não se ouvem os dias a passar longe de ti. É um silêncio que oprime, que vai apertando a solidão como uma amarra, não a deixando soltar-se, partir para outros lados, navegar noutras almas que se amam sem serem correspondidas. Como nós… <br />
Dizes-me que é mentira, que o que eu sinto se corresponde em ti, e eu te digo que apenas se corresponde nas palavras e por isso elas se calam, cansadas de serem usadas por nós dois. Cansadas de serem só palavras que dizem sentimentos sem os sentirem; palavras de amor não amadas. Palavras-letras marionetas, que dançavam com a nossa vontade, ora se deitando por volúpia, ora se levantando com vergonha de se terem despido. Palavras-beijo que viviam na memória e se perderam no correr dos dias, por falta de alimento, por se esquecerem como eram quando estavam abraçadas aos nossos lábios. Palavras-sonho que viveram na nossa imaginação, que se cansaram de ser sonho e se transformaram em palavras-utopia. <br />
Calaram-se todas as palavras, deixando em seu lugar um silêncio-estátua, imóvel, um silêncio calado.</p>

<p>Christian de La Sallette<br />
</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Sexta-feira</title>
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<modified>2007-02-12T14:44:40Z</modified>
<issued>2007-01-29T23:00:01Z</issued>
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<created>2007-01-29T23:00:01Z</created>
<summary type="text/plain">São tão breves os nossos encontros, E tu esquivas-te receosa e recatada, Olhos fugidios e dedos enervados, Desejos contidos, vontade embargada....</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>São tão breves os nossos encontros,<br />
E tu esquivas-te receosa e recatada, <br />
Olhos fugidios e dedos enervados,<br />
Desejos contidos, vontade embargada.</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
És mais natural quando distante, <br />
Libertas-te e as tuas palavras saem,<br />
És, nessas alturas, a melhor amante,<br />
Nua dos receios que se esvaem.<br />
Mas logo os teus medos te dominam,<br />
Ciumentos do ardor com que me falas,<br />
Vestem-se de moralismo e preconceitos,<br />
Afogam os sentimentos que tu calas.<br />
Esgotam-se-me todas as palavras,<br />
Ou eu não encontro as mais certas,<br />
Para escrever o quanto eu te quero,<br />
Para demonstrar o desespero,<br />
Dos dias tristes em que não me apertas,<br />
Nos teus quentes braços com esmero.<br />
São tantos, infelizmente, esses dias,<br />
E tão grande o sofrimento que provocam,<br />
É tanta a angústia e dor que me evocam,<br />
Por não poder partilhar-te as alegrias.<br />
Procuro outras palavras que te falem,<br />
Sintagmas que conjuguem este amor,<br />
Sinónimos deste sentir amargurado,<br />
Letras que ao que sinto dêem cor.<br />
É tão grande a vontade de te ter,<br />
É tão forte o desejo de te abraçar,<br />
Tão louco o anseio de te amar,<br />
Tão doloroso o receio de te perder.<br />
Vivo deste modo por entre dias,<br />
Uns de alegria por ser igual,<br />
Esta forma alucinada de querer,<br />
Sem ver nesse desejo qualquer mal,<br />
Outros são escuros e sombrios,<br />
Não tens vontade de venceres os desafios,<br />
Desculpas-te na família ou na idade,<br />
E eu duvido que o teu amor seja verdade.</p>

<p>Christian de La Sallette<br />
</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Usurpação</title>
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<modified>2007-02-12T14:45:16Z</modified>
<issued>2007-01-12T22:56:49Z</issued>
<id>tag:poesia.weblog.com.pt,2007://1919.381782</id>
<created>2007-01-12T22:56:49Z</created>
<summary type="text/plain">Entraste dentro de mim abruptamente,
Invadiste o meu espaço intimamente,
Ocupaste-me todo o corpo, até a mente,
Usucapiaste-me por usufruto permanente.</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Entraste dentro de mim abruptamente,<br />
Invadiste o meu espaço intimamente,<br />
Ocupaste-me todo o corpo, até a mente,<br />
Usucapiaste-me por usufruto permanente.</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
Apropriaste-me como se fosse coisa tua,<br />
Tiraste-me toda a minha propriedade,<br />
Já nada de meu tenho, roubaste-me a lua,<br />
E até me tiraste a liberdade.<br />
Acompanhas-me para todos os lugares,<br />
Deitas-te comigo, todos os dias, no meu leito,<br />
Entras nos meus sonhos sem sonhares,<br />
Tens sobre mim domínio perfeito.<br />
Sou um fantoche que colocas no teu dedo,<br />
Marioneta que se move ao teu desejo,<br />
Condenaste o meu arbítrio ao degredo,<br />
À minha vontade deste ordem de despejo.<br />
Sou-te assim como um boneco de crianças,<br />
A quem arrancas braços, cabeça, tronco e pernas,<br />
Despes-me e vestes-me e disso não te cansas,<br />
Bates-me de má e dás carícias ternas.<br />
És tão dona de mim que já não sei,<br />
Se é verdadeira a minha existência,<br />
Ou se apenas vivo num mundo que inventei,<br />
Se apenas existo na tua consciência.<br />
Duvido-me de mim, serei alguém?<br />
Terei corpo palpável, serei presente?<br />
Ou sou mais um no meio de ninguém, <br />
Corpo que se move por entre um mar de gente?<br />
És tu quem conduz o meu destino,<br />
És tu quem me dita o caminho,<br />
És tu que me fazes sentir menino,<br />
Quando te vais sem me deixar sozinho.<br />
Usucapiaste-me por usufruto permanente,<br />
Entraste dentro de mim abruptamente,<br />
Invadiste o meu espaço intimamente,<br />
Ocupaste-me todo o corpo, até a mente.</p>

<p>Christian de La Sallette<br />
</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Vício</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://poesia.weblog.com.pt/arquivo/2007/01/vicio_1.html" />
<modified>2007-02-12T14:45:53Z</modified>
<issued>2007-01-03T15:15:48Z</issued>
<id>tag:poesia.weblog.com.pt,2007://1919.381034</id>
<created>2007-01-03T15:15:48Z</created>
<summary type="text/plain">És o meu vício, droga, ou bebida,
Tudo o que não devo consumir,
Porém, sem ti não faz sentido a vida,
Só tu me fazes louco a sorrir.</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>És como o primeiro cigarro<br />
Vício inicial de adolescente,<br />
Misto de prazer agoniado,<br />
Enjoo e tontura entorpecente.</p>]]>
<![CDATA[<p><br />
És condensado e nicotina,<br />
Dose inalada de alcatrão,<br />
Que me inebria a mente e me domina,<br />
Boneco articulado em tua mão.<br />
És como vinho novo ou aguardente,<br />
Copo de cerveja à pressão,<br />
Que me embriaga e embota os sentidos,<br />
Que me levanta e logo atira ao chão.<br />
És haxixe, erva, marijuana,<br />
Mary Jane, pedra, chá, cavalo,<br />
Droga entranhada no meu corpo,<br />
Lapa que não quer abandoná-lo.<br />
És a cocaína injectada,<br />
Seringa de heroína cavalar,<br />
Que me tira todas as certezas,<br />
E coloca o desconhecido em seu lugar.<br />
És anfetaminas, barbitúricos,<br />
Whisky, vodka, rum, ou a tequilha,<br />
Que se mistura em shots inocentes,<br />
Prazer que se revela armadilha.<br />
Dás-me sensações já esquecidas,<br />
Fazes-me imaginar as ilusões,<br />
Prometes felicidade em neblinas,<br />
Logo te esfumas noutras confusões.<br />
És o meu vício, droga, ou bebida,<br />
Tudo o que não devo consumir,<br />
Porém, sem ti não faz sentido a vida,<br />
Só tu me fazes louco a sorrir.</p>

<p>Christian de La Sallette</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Diz Qualquer Coisa</title>
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<modified>2006-12-21T20:41:24Z</modified>
<issued>2006-12-21T20:40:26Z</issued>
<id>tag:poesia.weblog.com.pt,2006://1919.380163</id>
<created>2006-12-21T20:40:26Z</created>
<summary type="text/plain">Diz-me coisas banais. Que gostas do sol, do riso das crianças, do cheiro das flores e das suas cores, que detestas a tristeza e a guerra, porque estas também são coisas banais. Infelizmente… Diz qualquer coisa....</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Diz-me coisas banais. Que gostas do sol, do riso das crianças, do cheiro das flores e das suas cores, que detestas a tristeza e a guerra, porque estas também são coisas banais. Infelizmente…<br />
Diz qualquer coisa.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>Diz qualquer coisa.<br />
Estás sempre a arranjar pretextos para esconderes, talvez de ti própria, a vontade de dizeres o que sentes, de me dizeres o que realmente desejas.<br />
Não haverá solução para nós? Estaremos condenados antes de sermos julgados? Penso que não. Sei que não. Tens é receio de te deixares dominar pelos teus sentimentos e que as consequências te façam sofrer ainda mais. Por isso tentas afastar-me. Por isso não consegues deixar-me. Tenho esperança que a parte que há em ti que me quer, consiga vencer a outra que me rejeita. <br />
Diz qualquer coisa.<br />
Senti a tua falta hoje. Sei que não vieste encontrar-te aqui comigo porque não podias. Talvez seja difícil falarmos nos próximos dias. Vou deixando mensagens offline.<br />
Ainda não foi hoje que vieste. Costumo vir aqui, neste cantinho só nosso, espreitar se há alguma mensagem tua, qualquer vestígio da tua passagem. Deparo-me, inevitavelmente, com o monitor em branco e a mesma mensagem do Messenger a dizer que pareces estar offline. Também poderia dizer que pareces estar offlife, my lyfe, está-se mesmo a ver.<br />
Diz qualquer coisa.<br />
A tua imagem é bastante apropriada; duas cadeiras vazias viradas para o mar. Ninguém à espera de coisa nenhuma numa praia qualquer. É uma alegoria ao poema Onda do Mar. Neste momento estás nas tuas viagens por outros mares.<br />
Continuo aqui à espera, praia de duas cadeiras sob um chapéu-de-sol, vazias... <br />
Tenho saudades. Sinto-te a falta. Sinto até a falta dos teus receios, porque, pelo menos, sei-te desse lado, ao contrário deste momento. <br />
Diz qualquer coisa.<br />
Diz até que nada importa. Que te apetece fazer loucuras, fugir de dentro de ti própria, dessa obrigação doméstica e familiar em que se transformou a tua vida. Ou então diz-me para ter juízo, que já tenho idade para não ter ideias parvas, de quarentão taradinho que só está à espera de uma fenda nas tuas defesas. <br />
Diz qualquer coisa.<br />
Diz-me que hoje está frio. Que gostavas de me ter ao pé de ti a aquecer-te, a aconchegar-te. Que gostavas de estar num país quente neste momento. Que gostavas de ir à lua ou de haver alguém que te levasse lá na sua imaginação. Diz que os azulejos da cozinha são brancos e os da casa-de-banho são azuis. <br />
Diz qualquer coisa.<br />
Continuas ausente. Tenho receio de não chegares a ler o que te escrevo. Tenho mais receio de que tenhas desistido e te tenhas conformado com a tua vida ou com a rotina da tua vida. Tenho receio de tudo o que não dizes. Do que fazes enquanto pensas no que deves fazer. Preciso-te. É uma necessidade que vai aumentando todos os dias. <br />
Diz qualquer coisa.<br />
Preciso de imaginar o teu sorriso enquanto lês o que te escrevo. Preciso imaginar-me beber as tuas lágrimas quando te emocionas, impedir que elas desçam nas tuas faces ou bebê-las quando tocam os teus lábios. Preciso de sentir o teu toque virtual. <br />
Diz qualquer coisa.<br />
Diz-me disparates. Que te apetece fugir para a Cochinchina, onde quer que isso seja, ou para outra parte qualquer inimaginada pelos outros, apenas imaginada por nós dois, amantes virtuais que se amam nas pontas dos dedos (ainda não consigo escrever com os lábios).<br />
Diz qualquer coisa.<br />
Diz-me que a vida só te importa se me souberes deste lado do computador, ou ainda mais próximo. Diz-me que precisas tanto de mim como eu de ti, que sem a nossa relação o mundo deixa de ter cores alegres; apenas está pintado de monotonia, de um lento passar de dias, de um doloroso passar as noites sozinha no meio de gente que já não te diz nada, a quem nada dizes. E eu digo-te que sou o teu espelho de sentimentos, que aquilo que sentes se reflecte em mim, ainda que não seja verdade. Ainda que te mascares com a distância e inventes culpas que não queres ter ou pecados que não queres fazer.<br />
Diz qualquer coisa.<br />
Diz que vais passear ao Jardim onde estivemos nos braços um do outro e fechas os braços apertando-me, imaginariamente, a ti. Diz que tens necessidade do meu cheiro, do meu olhar de desejo, da minha vontade incontrolável de te levar para maus caminhos. Será que eles existem?<br />
Diz que precisas de mim como de um vício, o substituto desse cigarro que teimas em acender, com a mesma sofreguidão com que tentas apagar este lume que te arde na alma.<br />
Diz-me como gostas de ser acordada nas manhãs frias de Inverno ou nas quentes do Verão. Quais as primeiras palavras que te fariam feliz em cada dia. O que te apetece fazer quando ainda estás estremunhada, se te espreguiçares tentando agarrar o sono que te foge ou levantares-te de um salto temendo que o sono não te largue. <br />
Diz-me coisas banais. Que gostas do sol, do riso das crianças, do cheiro das flores e das suas cores, que detestas a tristeza e a guerra, porque estas também são coisas banais. Infelizmente…<br />
Diz qualquer coisa.<br />
</p>]]>
</content>
</entry>
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<title>Destino</title>
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<issued>2006-12-18T23:42:22Z</issued>
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<summary type="text/plain">Deixa, então, o teu destino Com o meu destino a seu lado Juntar num único caminho A amada e o amado....</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
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<![CDATA[<p>Deixa, então, o teu destino<br />
Com o meu destino a seu lado<br />
Juntar num único caminho<br />
A amada e o amado.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>Tivéssemos nós vinte anos<br />
No auge da juventude, <br />
Teria sido diferente?<br />
Terias outra atitude?<br />
Viverias só para mim<br />
Completa e apaixonada,<br />
Ou dessa vida conjunta<br />
Já estarias cansada?<br />
Quererias ficar comigo?<br />
Ou estarias como agora,<br />
Apaixonada por outro<br />
Com vontade de ir embora?<br />
Seria eu teu amor<br />
A razão para viveres?<br />
Seria eu o calor<br />
P’ra no frio te aqueceres?<br />
Seria o teu Sol, teu mundo,<br />
A tua noite ou manhã?<br />
O teu sonho mais profundo?<br />
Ou vida oca, vazia e vã?<br />
Seria o amanhecer<br />
Em quente cama de linho,<br />
Ou insónico adormecer,<br />
Pedregulho no caminho?<br />
Seriam as tuas filhas<br />
Testemunhas do amor,<br />
Ou algemas que te prendem,<br />
Grilhetas do teu senhor?<br />
Haveria alegria<br />
Em cada dia que passa,<br />
Vida cheia de harmonia,<br />
Ou promessas de desgraça?<br />
Cada vez que os teus olhos<br />
Nos meus olhos se encontrassem,<br />
Brilhariam de contentes<br />
Ou em lágrimas se lavassem?</p>

<p>Se soubesses o teu destino<br />
Nada mais te importaria,<br />
Nem a noite nem o dia,<br />
Nem tristeza ou alegria.<br />
Sei que em parte não sabida,<br />
Algures nesse caminho,<br />
O teu destino e o meu<br />
Quiseram fazer um ninho,<br />
Mas ou porque assim queria<br />
Ou porque nós o quisemos<br />
Nem o ninho se teceu<br />
Nem esse ninho tivemos.<br />
Foi cruel nosso destino?<br />
Foi má a nossa fortuna?<br />
Será que é nossa sina <br />
Que este amor nunca se una?</p>

<p>Não creio que assim seja.<br />
Tal não pode suceder.<br />
Não posso ter-te encontrado<br />
P’ra te voltar a perder.<br />
Há-de haver uma razão<br />
Para estes anos volvidos,<br />
Nós os dois apaixonados<br />
Voltarmos a estar unidos.<br />
Não sei se isso é destino,<br />
Ou assim quer nossa sorte,<br />
Que apenas fiquemos juntos<br />
Um dia para além da morte.<br />
Tudo eu hei-de fazer<br />
Para que tal não aconteça,<br />
Mesmo que nisso me perca,<br />
Mesmo que nisso esmoreça.<br />
Peço-te a mesma vontade<br />
De vencer tal desafio.<br />
E, quem sabe, consigamos<br />
Aquilo que hoje porfio.</p>

<p><br />
 <br />
Christian de La Sallette</p>

<p> </p>]]>
</content>
</entry>
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<title>Onda do mar</title>
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<modified>2006-12-12T16:43:33Z</modified>
<issued>2006-12-12T16:41:33Z</issued>
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<summary type="text/plain">És como onda marinha
Que anda ao sabor da maré. 
Ora se deita na areia
Ora foge do meu pé.</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">

<![CDATA[<p>És como onda marinha<br />
Que anda ao sabor da maré. <br />
Ora se deita na areia<br />
Ora foge do meu pé.<br />
Eu sou areia na praia<br />
Onde te deitas brejeira<br />
P’ra depois ao mar voltares<br />
Em perpétua brincadeira.</p>

<p>Trazes-me ofertas na espuma,<br />
Tábuas, garrafas, pneus,<br />
Levas-me a quietude<br />
De quem dorme a sete céus.<br />
Viajas pelo mar  fora<br />
Por outras praias distantes<br />
Deixando-me na minha praia<br />
Sem a calma que tinha antes.</p>

<p>Voltas numa outra maré,<br />
Grávida de outro oceano,<br />
Eu areia sossegada<br />
Acordo para outro engano.</p>

<p>Estava eu praia sossegada<br />
Escostada a uma rocha<br />
Vens tu onda desalmada<br />
Envolver-me como trouxa,<br />
Embrulhar-me nos teus braços<br />
De branca espuma revolta<br />
Entranhando-te na areia<br />
Deixando-me a vontade solta,<br />
Para depois, minha ingrata,<br />
Sentindo-me por ti  molhado<br />
Recuares pró mar alto<br />
Rindo-te como uma gata,<br />
Te esconderes ao desafio<br />
Nas ondas de um navio, <br />
Seguindo na sua esteira<br />
Mar a dentro, terra inteira,<br />
Deixando-me de novo sozinha<br />
Praia de areia molhada<br />
Que fica à tua espera<br />
Dia, noite e madrugada.</p>

<p>És como onda marinha<br />
Que anda ao sabor da maré. <br />
Ora se deita na areia<br />
Ora foge do meu pé.</p>

<p>Christian de La Sallette<br />
</p>]]>
</content>
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<title>Amor em movimento</title>
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<modified>2006-12-07T15:24:31Z</modified>
<issued>2006-12-07T15:23:32Z</issued>
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<created>2006-12-07T15:23:32Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">

<![CDATA[<p>Chegaste cautelosa, sem ruído,<br />
Pé ante pé devagarinho,<br />
Sorriso trocista, maroto risinho,<br />
Despertando-me a inquieta libido.</p>

<p>Despiste-me nervosa e apressada,<br />
Rasgando-me a roupa em farrapos,<br />
Os medos e vergonhas foram trapos,<br />
Da moral e do pudor restava nada.</p>

<p>Tiraste lentamente o vestuário,<br />
Fingindo que dançavas num bordel,<br />
Em varão imaginário, qual corcel,<br />
Montada sensual do imaginário.</p>

<p>E vieste bamboleante, para mim,<br />
Teu corpo enguia a chamar o meu,<br />
Brilhante cicatriz nesse pneu,<br />
Gordura sedutora em cetim.</p>

<p>Vinhas de olhos fechados, dançarina,<br />
Temendo que os espelhos te espreitassem,<br />
Receio que os quarenta te lembrassem,<br />
O quão diferente eras em menina.</p>

<p>Eu, braços abertos, te aguardava,<br />
O corpo hirto pleno de desejo;<br />
Roçaste-me ao de leve com um beijo,<br />
Ósculo de rameira que encantava.</p>

<p>Corpo em corpo iniciámos uma dança,<br />
Frenéticos movimentos apaixonados,<br />
Dedos como garras enlaçados,<br />
Meu fálico desejo como lança.</p>

<p>Livraste-te dos últimos empecilhos.<br />
Puxaste-me para ti sofregamente.<br />
Rendido ao teu ardor, quase demente,<br />
Entrei por fim no ninho de teus filhos.</p>

<p>Christian de La Sallette<br />
</p>]]>
</content>
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<title>Primeiro Amor</title>
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<modified>2006-12-06T12:22:23Z</modified>
<issued>2006-12-05T15:03:28Z</issued>
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<summary type="text/plain">Quis o destino que te perdesse, Depois de tantos anos sem te ter, E condoído da dor que eu sentia, Deixou-me os meus olhos a chover. Fugazes os carinhos que me deste, A medo de que dando-te ficasses, Eternamente presa...</summary>
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<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Quis o destino que te perdesse,<br />
Depois de tantos anos sem te ter,<br />
E condoído da dor que eu sentia,<br />
Deixou-me os meus olhos a chover.</p>

<p>Fugazes os carinhos que me deste,<br />
A medo de que dando-te ficasses,<br />
Eternamente presa nesses braços,<br />
Que desejavam nunca os deixasses.</p>

<p>Restam poucas coisas do momento<br />
Em que abraçados juntos como dantes<br />
Sentia o teu corpo em movimento<br />
Pedindo-me que nos tornássemos amantes.</p>

<p>Como posso agora esquecer-te<br />
Se estás gravada a fogo na lembrança<br />
E vives enlaçada nos meus sonhos<br />
Rodando no pensamento em eterna dança.</p>

<p>Não posso olvidar-te meu Amor,<br />
Não consigo esquecer-te minha Amada,<br />
Posso esconder a minha dor,<br />
Mas nunca a minha alma destroçada.</p>

<p>Adeus, assim pediste, embora a custo<br />
E eu porque te amo obedeço,<br />
Só tive beijos teus, poucos afectos,<br />
Jamais o teu amor, não mais to peço.</p>

<p>Christian de La Sallette</p>]]>

</content>
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<title>Se eu não te amasse tanto assim</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://poesia.weblog.com.pt/arquivo/2006/11/se_eu_nao_te_am_1.html" />
<modified>2006-11-28T15:49:51Z</modified>
<issued>2006-11-28T15:39:23Z</issued>
<id>tag:poesia.weblog.com.pt,2006://1919.378238</id>
<created>2006-11-28T15:39:23Z</created>
<summary type="text/plain">Se eu não te amasse tanto assim Talvez perdesse os sonhos Dentro de mim E vivesse na escuridão Se eu não te amasse tanto assim Talvez não visse flores Por onde eu vim Dentro do meu coração...</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Se eu não te amasse tanto assim<br />
Talvez perdesse os sonhos<br />
Dentro de mim<br />
E vivesse na escuridão<br />
Se eu não te amasse tanto assim<br />
Talvez não visse flores<br />
Por onde eu vim<br />
Dentro do meu coração</p>]]>
<![CDATA[<p>Meu coração<br />
Sem direcção<br />
Voando só por voar<br />
Sem saber onde chegar<br />
Sonhando em te encontrar<br />
E as estrelas<br />
Que hoje eu descobri<br />
No seu olhar<br />
As estrelas vão-me guiar<br />
Se eu não te amasse tanto assim<br />
Talvez perdesse os sonhos<br />
Dentro de mim<br />
E vivesse na escuridão<br />
Se eu não te amasse tanto assim<br />
Talvez não visse flores<br />
Por onde eu vi<br />
Dentro do meu coração<br />
Hoje eu sei<br />
Eu te amei<br />
No vento de um temporal<br />
Mas fui mais<br />
Muito além<br />
Do tempo do vendaval<br />
Dos desejos de um beijo<br />
Que eu jamais provei igual<br />
E as estrelas dão um sinal<br />
Se eu não te amasse tanto assim<br />
Talvez perdesse os sonhos<br />
Dentro de mim<br />
E vivesse na escuridão<br />
Se eu não te amasse tanto assim<br />
Talvez não visse flores<br />
Por onde eu vim<br />
Dentro do meu coração.</p>

<p>Poema de Ivete Sangalo</p>]]>
</content>
</entry>
<entry>
<title>Pedra Filosofal</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://poesia.weblog.com.pt/arquivo/2006/10/pedra_filosofal.html" />
<modified>2006-11-28T15:53:14Z</modified>
<issued>2006-10-20T21:55:26Z</issued>
<id>tag:poesia.weblog.com.pt,2006://1919.374220</id>
<created>2006-10-20T21:55:26Z</created>
<summary type="text/plain">Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança</summary>
<author>
<name>Poeta das 5</name>

<email>frajoleri@sapo.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://poesia.weblog.com.pt/">

<![CDATA[<p>«Eles não sabem que o sonho<br />
é uma constante da vida<br />
tão concreta e definida<br />
como outra coisa qualquer,<br />
como esta pedra cinzenta<br />
em que me sento e descanso,<br />
como este ribeiro manso<br />
em serenos sobressaltos,<br />
como estes pinheiros altos<br />
que em verde e oiro se agitam,<br />
como estas aves que gritam<br />
em bebedeiras de azul.</p>

<p>eles não sabem que o sonho<br />
é vinho, é espuma, é fermento,<br />
bichinho álacre e sedento,<br />
de focinho pontiagudo,<br />
que fossa através de tudo<br />
num perpétuo movimento.</p>

<p>Eles não sabem que o sonho<br />
é tela, é cor, é pincel,<br />
base, fuste, capitel,<br />
arco em ogiva, vitral,<br />
pináculo de catedral,<br />
contraponto, sinfonia,<br />
máscara grega, magia,<br />
que é retorta de alquimista,<br />
mapa do mundo distante,<br />
rosa-dos-ventos, Infante,<br />
caravela quinhentista,<br />
que é cabo da Boa Esperança,<br />
ouro, canela, marfim,<br />
florete de espadachim,<br />
bastidor, passo de dança,<br />
Colombina e Arlequim,<br />
passarola voadora,<br />
pára-raios, locomotiva,<br />
barco de proa festiva,<br />
alto-forno, geradora,<br />
cisão do átomo, radar,<br />
ultra-som, televisão,<br />
desembarque em foguetão<br />
na superfície lunar.</p>

<p>Eles não sabem, nem sonham,<br />
que o sonho comanda a vida,<br />
que sempre que um homem sonha<br />
o mundo pula e avança<br />
como bola colorida<br />
entre as mãos de uma criança.»</p>

<p>poema de António Gedeão<br />
</p>]]>
</content>
</entry>

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