« Igreja de Santa Luzia | Entrada | Coliseu do Porto e Teatro Rivoli »

novembro 05, 2006

Ulysses Grant

1955

Ulysses Grant

18º Presidente dos E.U.A.

Estátua a Ulysses Grant, vencedora do concurso público lançado para o efeito, pelo Ministério do Ultramar, erigida frente ao edifício dos Paços do Concelho de Bolama, na Guiné-Bissau.

"Ulysses Grant foi um general e estadista americano, nascido em 1822 e falecido em 1885. Andou na Guerra do México, em 1847, e participou activamente na Guerra da Secessão, lutando ao lado dos Nortistas, tendo dado o golpe de misericórdia aos Sulistas em 1865. Candidato a Presidente dos Estados Unidos, venceu por maioria esmagadora, tendo governado de 1868 a 1876, como 18ºPresidente. De 1877 a 1880 fez uma viagem triunfal em volta do mundo, onde foi sempre calorosamente recebido."

"Pois foi este famoso estadista que defendeu abertamente a posse da Guiné para Portugal. Em memória de alguém que, sendo grande, soube advogar com generosidade uma causa justa, o Governo Português encomendou a Manuel Pereira da Silva a respectiva estátua que, não obstante os ventos revolucionários da independência guineense, ainda se encontra no mesmo lugar."

in Joaquim Costa Gomes - Três Escultores de Valia: António Fernandes de Sá, Henrique Moreira e Manuel Pereira da Silva. Ed. Confraria da Broa de Avintes.


Apesar da sua formação clássica, Manuel Pereira da Silva, influenciado pelas novas correntes que irromperam em Paris de forma um tanto irreverente, que mais se acentuaram após o termino da guerra de 1939/45, também tentou substituir a riqueza de linhas, de feição tradicional, baseada na perfeição da anatomia humana, por uma geometrização de linhas, procurando, de certo modo, assimilar a doutrina revolucionária de Georges Braque e de Pablo Picasso imposta a partir da primeira década do século XX.


Daí muitos dos seus trabalhos espalhados pelo seu atelier, quase todos tendo por tema a família, parecem ter uma postura à parte em relação a todos os outros de concepção clássica que os emparceiram.


Por muito retrógrada que seja a afirmação, a verdade é que a escultura que ultimamente se tem implantado em todo o País, não encontra receptividade emotiva nas pessoas acorrentadas à força do tradicionalismo que assenta na beleza das formas.


Dilema terrível este de se fazerem comparações entre a Arte presente e a Arte do passado, quando a leitura analítica aplicada aos dois sistemas tem de ser totalmente oposta: para a Arte do século XX, ainda sem classificação marcante, mais revolucionária no seu conceito estético, alheia à emoção visual, é a interioridade que tende a captar a mensagem de cada autor e nunca a sensibilidade.


É sempre uma espécie de equação labiríntica que cada observador deve alimentar, face ao abstraccionismo da mensagem que o artista concebeu no acto da criatividade.

É possível, e nunca se sabe o que o futuro nos reserva, que este ciclo de Arte sem beleza visível venha a esgotar-se por falta de inspiração criativa, processando-se então um retrocesso em busca de dos valores perdidos.

Ou então o ser humano vai deixando morrer gradualmente dentro de si a força da emoção artística, limitando-se esta a ser um valor híbrido disposto a "comer" o que a publicidade lhe impuser como paradigma do génio criativo.

Se nos lembrarmos que todos os movimentos no campo da Arte são cíclicos, só esperamos que as gerações futuras, por força dos elementos hereditários que lhes estão subjacentes, encontrem o equilíbrio necessário para não destruirem de vez os padrões de beleza secular.

Fazerem-se obras para a classe intelectual, que se serve de uma adjectivação hiperbólica e confusa para demonstrar à saciedade a leitura subjectiva de cada trabalho de características abstractas, talvez seja uma erro.

A valia da Arte deve assentar fundamentalmente na simplicidade de princípios e nunca na complexidade charadística de certas obras que nos são apresentadas como concepções de alta qualidade.

Tudo passa com o tempo, porque ele tem o condão de peneirar de forma impiedosa o que concebe, só deixando passar pela rede apertada da sua malha analítica o que realmente tem valor para adquirir a perenidade.

Poderá ser um conceito um tanto impiedoso, mas o tempo não tem sensibilidade e por isso arruma para a prateleira do obsoleto tudo aquilo que assenta na banalidade.

Publicado por pereiradasilva às novembro 5, 2006 07:12 PM

Comentários

Articles like these put the consumer in the dvrier seat-very important.

Publicado por: Cherlin às outubro 30, 2011 12:19 AM

SqBJA5 , [url=http://pvdydrmqxbxv.com/]pvdydrmqxbxv[/url], [link=http://xmxgtzwperdh.com/]xmxgtzwperdh[/link], http://fzqgaooextdl.com/

Publicado por: ubawacxp às novembro 1, 2011 06:27 PM

1SZawh , [url=http://lqdjtcpyimkp.com/]lqdjtcpyimkp[/url], [link=http://feftbdwyrjxl.com/]feftbdwyrjxl[/link], http://yfdxkoeiontt.com/

Publicado por: dveixvj às novembro 6, 2011 03:50 PM

Comente




Recordar-me?