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<title>perdidaporcem</title>
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<modified>2004-11-22T16:32:07Z</modified>
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<copyright>Copyright (c) 2004, imperdível</copyright>
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<title>Saudades do terceiro género...</title>
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<summary type="text/plain">As mulheres escrevem sobre si próprias e sobre os pequenos universos que julgam poder influenciar. Os homens escrevem sobre os outros e sobre o mundo, na esperança vâ de o determinar. Elas continuam a guardar o lar; eles continuam a...</summary>
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<![CDATA[<p><strong>As mulheres escrevem sobre si próprias e sobre os pequenos universos que julgam poder influenciar. Os homens escrevem sobre os outros e sobre o mundo, na esperança vâ de o determinar. Elas continuam a guardar o lar; eles continuam a fazer a caça e a guerra.  Os blogues também têm género: são, predominantemente, femininos ou masculinos. A natureza humana não tem conserto: falta-lhe um terceiro género.</strong></p>]]>

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<title>Tão cúmplice e sedutora como o mais longínquo ponto de interrogação...</title>
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<modified>2004-11-21T20:24:42Z</modified>
<issued>2004-11-21T20:22:06Z</issued>
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<![CDATA[<p>Estranho leitor e confidente... Dialoga comigo como se me soubesse cúmplice e, porém, sou tão sedutora para ele como o mais longínquo ponto de interrogação. Não tenho corpo, não tenho voz, não tenho nome (a não ser esta máscara), não tenho sequer uma identidade tangível, serei apenas aqui um puzzle de narrativas que me elevarão talvez, não mais do que isso, à condição de enigma. Mas ele aceita dialogar com o enigma que eu projecto nas palavras que vou escrevendo e publicando e que tão pouco (julgava eu) dizem de mim. Na intimidade dos pensamentos que não falam, nem escrevem, como será que ele me imagina? Jamais alguém me interrogou e imaginou assim, porque eu sempre tive um rosto (e não uma máscara) para todos os que se aproximaram de mim. Pela primeira vez, sou de facto, antes de tudo o que nos prende à circunstância, um anjo para alguém. Será que me apetece desta vez descer à terra e tornar-me visível e desejável?<br />
Saborearei a dúvida.</p>]]>

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<title>Aviso à navegação...</title>
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<modified>2004-11-21T12:56:06Z</modified>
<issued>2004-11-21T12:48:26Z</issued>
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<summary type="text/plain">Gosto de me sentir espreitada e comentada, mas não responderei em privado (senão em circunstâncias muito...favoráveis) aos comentários que depositem aqui. Quando não resistir a responder ou comentar, fá-lo-ei em público e canal aberto. Entendido?!......</summary>
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<![CDATA[<p>Gosto de me sentir espreitada e comentada, mas não responderei em privado (senão em circunstâncias muito...favoráveis) aos comentários que depositem aqui. Quando não resistir a responder ou comentar, fá-lo-ei em público e canal aberto. Entendido?!...</p>]]>

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<title>&quot;Oh God, make me good, but not yet!&quot; *</title>
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<modified>2004-11-21T12:43:23Z</modified>
<issued>2004-11-21T12:27:21Z</issued>
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<summary type="text/plain">Não gosto de dormir nua , nem de ficar abraçada ao amante, depois do orgasmo. Beijos de língua, evito-os. E mesmo de boca, só q.b., no auge do arrebatamento, quanto já tudo apetece ou se tolera... Ao invés, detesto a...</summary>
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<email>ptelles@aeiou.pt</email>
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<![CDATA[<p>Não gosto de dormir nua , nem de ficar abraçada ao amante, depois do orgasmo. Beijos de língua, evito-os. E mesmo de boca, só q.b., no auge do arrebatamento, quanto já tudo apetece ou se tolera...<br />
Ao invés, detesto a média-luz, porque o olhar luxuriante do amante excita-me. E adoro oferecer-me à cobiça dos espelhos, porque o reflexo do jogo dos corpos empresta à relação erótica uma dimensão cinematográfica que a aproxima da pornografia. Gosto de me masturbar para ele, delicadamente, mas jamais simulando a penetração. Na vagina, só tolero mesmo o pénis;  dedos ou vibradores, jamais, incomodam e irritam. Gosto de arrastar suavemente os dedos e a palma da mão pelo filamento clitoriano. Ao mesmo tempo, com a agilidade característica das serpentes,  uso as pontas dos dedos da mão disponível para, alternadamente, acariciar os mamilos e molhar o ânus, preparando-o para o ritual sodomítico, que prefiro (confesso a perversão) a todos os demais.<br />
O único acessório que aceito no ménage a trois são as algemas, para mim ou para ele. Gosto de me sentir dominada, gosto de dominar. Na posição de algoz, sou perita na arte e no engenho da humilhação. Gosto de o conduzir com a língua e as mãos às fronteiras do orgasmo e penetrá-lo, mantendo-o, porém, sempre insaciado. Gozo lentamente o prazer que a mim própria me provoco, elevando-me arrebatadamente sobre ele. Depois, chicoteio-o delicadamente e, no clímax da catarse, cruzo as coxas sobre a boca aberta da vítima indefesa e exijo-lhe a suprema humilhação, que frequentemente concretizo com requintes de imperturbada malvadez. <br />
A cama (confirmam eles) não é, definitivamente, o meu calcanhar de Aquiles...</p>

<p>Mas (o dilema persegue-me)...onde estão elas?...</p>

<p>* Com os devidos créditos à Cidália Dias (Grande Reportagem).</p>]]>

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<title>O meu dilema...</title>
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<modified>2004-11-19T00:10:10Z</modified>
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<summary type="text/plain">Tenho um problema de orientação para resolver, que não sei se quero resolver. Confuso? Troco-me por miúdos (se assim me posso dizer)... Desde a mais remota adolescência que me excito com elas e acabo sempre por me render a eles....</summary>
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<![CDATA[<p>Tenho um problema de orientação para resolver, que não sei se quero resolver. Confuso? Troco-me por miúdos (se assim me posso dizer)...<br />
Desde a mais remota adolescência que me excito com elas e acabo sempre por me render a eles.  Assumo a fragilidade e a aparente contradição: a elas, desejo-as viçosas, angélicas, lolitianas; a eles, maduros, tranquilos, experimentados. O próprio Freud, resolvida sumariamente a questão do pai, teria alguma dificuldade em explicar o meu descaso com as fêmeas. O problema, porém, é ainda mais sério do que parece, porque a verdade, verdadinha é que matei o pai muito cedo e jamais me passaria pela cabeça e pelo resto ir com ele para a cama. A mãe que o aguente e lhe dê toda a serventia que possa (e não há-de ser muita)...</p>

<p>Com doze, treze anos, só havia uma aula que me fazia levantar mais cedo da cama para correr para a escola. Infelizmente, educação física era só três vezes por semana. Nos balneários, as colegas viam-me corada e riam-se do que julgavam ser a minha timidez. Mal elas sabiam que o motivo da atrapalhação era outro: eu não conseguia olhar para o corpo delas sem sentir uma estranha aceleração das batidas do coração. Felizmente, a minha mãe fora precavida e começara a comprar para a filha cuecas forradas no sítio certo, que eu, nesses dias gloriosos de balneário, reforçava com um penso, para que ninguém desse conta da humidade que me tornaria suspeita aos olhos daquelas tansas.<br />
A minha vergonha, pois, era outra: a de me sentir trocada no desejo erótico. Elas só falavam dos rapazes; eu cobiçava-as. E tinha tanto medo de ser descoberta que, na confusão dos corpos despidos, procurava sempre colocar-me à margem das intimidades, o que, desgraçadamente, me valeu a alcunha de careta, que me acompanhou quase até ao final do básico.</p>

<p>A vingança servi-a a preceito, quando cheguei ao secundário: aí pelos quinze anos, comecei a sair e a ir para a cama com os professores que elas, discretamente, cortejavam. Eu, a careta, intimizava com eles, enquanto elas, as marmanjas, se entretinham a dedicar-lhes desenhos e poemas ridiculamente apaixonados, que nunca saíam das capas. De careta a puta, foi uma rapidinha... <br />
Claro que eles só me excitavam quando me lambiam lentamente nos sítios certos e eu, de olhos fechados, imaginava a luxúria de outro género de línguas. Os profs não podiam sequer adivinhar que aquela menina de vagina estreita que gemia como uma mulher entesoada os traía em pensamento e em desejo no exacto momento em que fodia com eles...</p>

<p>Eis, pois, o que continua ainda a ser o meu dilema: excito-me envergonhadamente com elas e, como uma libertina, venho-me na cama com eles. Que farei para me resolver?</p>]]>

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<title>Hei-de cuspir-vos na campa ou na cama?</title>
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<modified>2004-11-18T12:55:28Z</modified>
<issued>2004-11-18T12:34:27Z</issued>
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<summary type="text/plain">Pelas minhas contas (há medidores para tudo) são 69.625 os homens que em Portugal se passeiam pela blogosfera à procura de sexo ou romance (ou, os completamente tarados, das duas coisas). Imagino o outro lado do espelho, as ingénuas que...</summary>
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<name>imperdível</name>

<email>ptelles@aeiou.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://perdidaporcem.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Pelas minhas contas (há medidores para tudo) são <strong>69.625 os homens que em Portugal se passeiam pela blogosfera à procura de sexo ou romance </strong>(ou, os completamente tarados, das duas coisas). Imagino o outro lado do espelho, as ingénuas que ainda se imaginam vinculadas a esses caçadores furtivos e que ignoram os patéticos jogos de sedução em que eles, frequentemente, se envolvem.<br />
Mas, porque <strong>em geral gostamos de ser caçadas</strong>, nós vamos alimentando interiormente a fera que convida à caça (e, geralmente, poucos dias ou horas depois, à caca).<br />
Este blogue, que abro hoje aos caçadores furtivos, promete (e talvez garanta) <strong>muito tiro e muito sangue</strong>. Sobrará ainda alguma energia para o orgasmo? Tudo dependerá da arte e do engenho dos caçadores que se considerem suficientemente loucos (há machos para todos os feitios e estações...) para se aproximar desta presa, que há muito usa colete à prova de bala...<br />
<strong>Amigo: vai um tirinho?!...</strong></p>]]>

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