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<title>Pena Venenosa</title>
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<modified>2005-02-12T22:58:30Z</modified>
<tagline>Artigos de Opinião publicados no DN Madeira, exercícios para futura publicação, impublicáveis e censurados, comentários avulsos e dispersos, disparates ocasionais, e também eteceteras...</tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2005, Raul Ribeiro</copyright>
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<title>O PLÁGIO “VICENTINO”</title>
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<name>Raul Ribeiro</name>

<email>raulribeiro@netmadeira.com</email>
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<![CDATA[<p>     Escrever opinião não é profissão. Actividade normalmente não remunerada, deveria ser, acima de tudo, um exercício de cidadania, um espaço de reflexão e debate.  Para uns poderá ser trampolim para “voos partidários”, para outros será mera arma de arremesso; por vezes não é mais que mero panfleto, outras um exercício narcisista de sapiência. Acima de tudo, é uma responsabilidade enorme, pois quem escreve deve presumir que vai ser lido, e quem o faz com alguma regularidade espera contar com muitos leitores ocasionais, e pelo menos com alguns habituais...Sem ter a pretensão de conseguir mudar o Mundo, é secreta esperança do articulista lograr contribuir com algo de útil para o eventual leitor, nem que seja ao conquistar-lhe uma secreta aquiescência ou um escasso sorriso, ou por antítese, entristecê-lo, provocá-lo, abaná-lo, porventura enraivecê-lo...Em suma, tudo o que permita sacudir os nossos concidadãos, afastando-os temporariamente do miserabilismo conformista que teima em assolar a nação. Assim sendo, a honestidade é fundamental...<br />
	Vem isto a propósito do lamentável episódio do plágio de Roberto Rodrigues a Vital Moreira e a Vicente Jorge Silva. Pondo de parte a tese do “plágio involuntário”( que Rui Gomes da Silva não desdenharia subscrever), sobressaem deste imbróglio alguns pontos dignos de nota:<br />
1 – Foi francamente penosa a tentativa de reverter a acusação de plágio. A mera sugestão de que Vicente e Vital se teriam apropriado de textos elocubrados por Rodrigues só poderia ser considerada ao nível da anedota, e a lastimável Carta de Leitor em que tal hipótese foi aventada constituiu prova cabal de que só por intervenção divina teria sido o mesmo indivíduo a redigir ambos os textos, em utilizações tão divergentes do nosso código linguístico comum...<br />
2 – Como sempre, foi excessiva e acintosa a reacção de Vicente. Imbuído da sanha anti-tudo-e-todos que o caracteriza, puxou dos seus desnorteados galões para iniciar mais uma cruzada, cuspindo venenosos disparates em todas as direcções, atingindo mesmo o próprio DIÁRIO, que se limitou a averiguar, constatar, condenar e dispensar. Logo, mais um tiro falhado do “ Vil Vicente”...<br />
3 – Como oportunamente referiu o jornalista Ricardo Miguel Oliveira, muito mal andam as referências ideológicas da nossa direita, quando se vê obrigada a socorrer-se de textos de duas figuras conotadas com a esquerda...E logo quem?: Vital Moreira, ex-comunista, reputado e ilustre constitucionalista (soa bem para quem não conhece a Constituição da República Portuguesa e os seus enviesados labirintos marxistas) e acima de tudo um declarado inimigo das Autonomias, que não hesita em verberar cada passo que damos rumo ao desenvolvimento, como se tivesse sido ele e a sua pandilha esquerdóide a pagar a factura...e o inefável Vicente, paladino e renegado de todas as causas, “entertainer” dos sete instrumentos, ex-director de jornal, ex-deputado, ex-jornalista, ex-cineasta medíocre, ex-ecrável inimigo dos seus conterrâneos, que já apodou de intelectualmente inferiores pelas opções políticas que democraticamente têm vindo sucessivamente a sufragar...Ah, e inventou o odioso anátema da “Geração Rasca”, que provavelmente será a única gravação a constar do seu epitáfio...<br />
4 – Resultados-o plagiador foi forçado a encostar às “boxes” e provavelmente liquidou precocemente uma hipotética carreira política = derrota; o plagiado ressabiado ganhou mais um troféu = vitória de Pirro (vai continuar prisioneiro do seu imenso ego); DIÁRIO – deu mais uma lição de isenção e equidade = goleada; universo dos leitores = divertido fait-divers, a render saborosas gargalhadas, antecipando o amargo de boca de ter de escolher entre dois clones, Santana e Sócrates...um deles vai prolongar o Carnaval por quatro longos anos...mas parece que já ninguém leva a mal...<br />
</p>]]>

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<title>BENVINDOS À QUINTA DIMENSÃO</title>
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<issued>2004-12-03T22:56:00Z</issued>
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<summary type="text/plain"> - Portugal tinha quase 450.000 desempregados em Agosto de 2004, sendo previsível que este número aumente no decorrer do próximo ano. - É grave...? Não! Grave é que o José Castelo Branco partiu uma unha a ordenhar um boi...e...</summary>
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<![CDATA[<p>	- Portugal tinha quase 450.000 desempregados em Agosto de 2004, sendo previsível que este número aumente no decorrer do próximo ano. <br />
- É grave...? Não! Grave é que o José Castelo Branco partiu uma unha a ordenhar um boi...e ainda não conseguiu ordenhar o Frota... <br />
- Em 2003, mais de 20 % dos trabalhadores portugueses por conta de outrém lidava com a precariedade do seu vínculo laboral, por usufruir de contratos a prazo.<br />
- Preocupante...? Nem um pouco! Preocupante é a Cinha Jardim não saber que toilette escolher para o jantar... <br />
- Um em cada cinco portugueses encontra-se em risco de pobreza, com salários inferiores a 60 % da média nacional. Em contrapartida, os nossos gestores são os mais bem pagos da Europa, com rendimentos anuais líquidos superiores a € 40.000,00. <br />
- Dramático e injusto...? Mas o que é que isso interessa ? Dramático é ser obrigado a dar à manivela para poder refrescar a cútis; Injusto é ninguém vislumbrar a sensível borboleta que se esconde por detrás do homúnculo Alexandre Frota,  catalogando-o como um mero actor pornográfico, quando ele apenas aspira a  ser um membro (oops!) útil aos parceiros de concurso ...<br />
- Países como Malta e Eslovénia apresentam valores de salário mínimo que suplantam o dos portugueses. <br />
- As perspectivas da Comissão Europeia apontam para que o nosso país registe o pior crescimento económico da Europa dos 25.<br />
- Na Zona Euro, o nosso PIB per capita   é o mais baixo.<br />
- Mas isto está assim tão mau...? Oh querida, que disparate. Então a Paulinha Coelho, a Mónica e a Cóias andam tão sorridentes... deve ser exagero !<br />
- Mais de metade da população portuguesa não completou o ensino secundário; os portugueses passam em média menos de oito anos na escola; o investimento do Estado na educação situa-se abaixo da média da OCDE (5,9% do PIB).<br />
- Ah, mas somos o líder europeu do telemóvel, e além disso, não é preciso saber ler nem interpretar para ver a Quinta das Celebridades...<br />
- O elevado índice de endividamento das famílias e das empresas, a baixa produtividade dos trabalhadores, o preocupante défice externo e a má utilização dos dinheiros públicos são factores negativos que nos afastam cada vez mais da convergência com as economias mais avançadas do espaço europeu...<br />
 - Isso só pode ser exagero, porque a Júlia Pinheiro nem sequer tocou nesses assuntos... Aliás, até mesmo o Professor Martelo, antes de lhe cortarem o pio, nunca fez referência a essas desgraças: falou foi dum livro ilustrado sobre os pauliteiros de Miranda e de uma colectânea de poesia erótica chamada “Os Firmes e os Hirtos”...<br />
- Os trabalhadores portugueses são também aqueles que, dentro da União Europeia, têm menos acesso à formação profissional; o poder de compra dos portugueses voltou a decrescer; a inflação ameaça dar mais um pequeno salto, enquanto que a Bolsa dá sucessivas quedas e essa miragem chamada retoma foi já retirada da programação...<br />
- Pois é, mas o Santana Lopes diz que vai aumentar os salários, baixar os impostos e fazer crescer a economia. Até dizem que vai entrar na Quinta das Celebridades, juntamente com o Paulinho Portas !<br />
 Um pouco mais a sério, caro leitor, se não deu grande atenção aos indicadores socio-económicos, mas identificou todos os nomes de participantes no programa mais abjecto da televisão, se até simpatiza com aquela colecção de parasitas, se por acaso acompanha com fervor quase religioso as mariquices e bilhardices desse esgoto audiovisual, se acha mesmo que aquilo é Portugal...por favor, feche o “DIÁRIO”, vá ler a “Nova Gente” e...seja Benvindo à Quinta Dimensão...!!!   <br />
</p>]]>

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<title>O Conceito B.A.N.A.N.A. – Missão Impossível...?</title>
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<modified>2005-02-12T22:54:28Z</modified>
<issued>2004-09-20T22:53:42Z</issued>
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<summary type="text/plain"> O meu estimado amigo José Maria Albuquerque (JMA) escreveu um precioso artigo de opinião, inserto no “Público” do passado dia 13, que não resisto a partilhar com os leitores do Diário, recomendando vivamente a sua leitura. Ao contrário de...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

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<![CDATA[<p>   O meu estimado amigo José Maria Albuquerque (JMA) escreveu um precioso artigo de opinião, inserto no “Público” do passado dia 13, que não resisto a partilhar com os leitores do Diário, recomendando vivamente a sua leitura.<br />
Ao contrário de alguns iluminados, que ocasionalmente emitem definitivas sentenças sobre a nossa terra, sem o mínimo conhecimento e enquadramento, JMA sabe do que está a falar, e fá-lo com altíssima qualidade, perfumando o texto com fina ironia e saudável humor, não prescindindo contudo de ser veemente e acutilante no diagnóstico feito à Madeira que temos.<br />
Apesar de me ter deliciado a saborear repetidamente a cativante prosa, outros  não terão partilhado do meu entusiasmo, como constatei dias depois, através de uma carta de Leitor, que discordava ser possível ter algum tipo de simpatia pela “hipercinética do Presidente do Governo Regional, o seu populismo lhano florescendo por entre uma oposição fraccionada  e pouco atractiva”.  Mas não é isso que aqui me interessa agora esmiuçar, mas sim cair na ousadia de transcrever, com a devida vénia, mais alguns trechos que me parecem particularmente bem conseguidos. A frase que deselengatemente interrompi continua assim: “Claro que a sua verbosidade ígnea pode desgostar. Os seus reiterativos contra  imaginados neo-colonialismos do continente ...bem como outras ideias medusantes que lha vão ocorrendo no benigno areal do Porto Santo, podem desgostar. Porém , se falta lógica à sua acção fora do seu espaço, ela é tudo menos errática, tendo sabido sempre não fazer as coisas pela metade.”. E eis um retrato fiel do nosso Primeiro...<br />
Em seguida, o retrato continua fiel, mas pintado a tintas menos coloridas, e mais uma vez JMA é certeiro e lúcido: para onde vai este desenvolvimento, que por vezes parece exceder-se na voracidade com que avança, ultrapassando quiçá o razoável, por desrespeitar o equilíbrio ambiental e urbano, de que são exemplo as demasiadas obras em simultâneo, por muitos apontadas como prejudiciais ao Turismo  na nossa Região?<br />
Chegado aos exemplos, qualquer madeirense identifica no texto as situações descritas como sendo bem  reais, e é notável como num parágrafo se descreve de modo tão preciso muito do que vai mal na nossa terra...<br />
As praias fechadas por rotura nos esgotos; a àgua que se gasta, em ano de seca; a extracção desenfreada de inertes; as obras sem planeamento ( inauguração, inauguração, inauguração, ...); o desrespeito do domínio público marítimo (a areia de Marrocos- valha-nos Alá!!!); as suspensões de PDM’s para obras pontuais... Não faltam as referências bem concretas, desde os delírios orientais dum Hotel no Caniço ao tricentenário solar arruinado nos Reis Magos, passando pelo monumento à asneira que o edil de Santa Cruz permitiu que fosse erigido no coração da cidade de Santa Cruz , um edifício mágico onde as obras não páram, mesmo ao arrepio de decisões dos Tribunais...<br />
Soluções, caminhos a seguir, também os há, e o Engº Albuquerque aponta-os, concluindo o seu artigo com a brilhante sugestão de que, em vez de antagonizar os ingleses, que já tanto nos deram, AJJ devia antes pensar em apropriar-se da “proverbial relutância britãnica por novas construções”, desenvolvendo o Conceito-Banana: “Build absolutely nothing, anywhere near anyone”- em suma ,nem mais um bloco onde já haja gente.<br />
Infelizmente, ainda não chegámos a esse estádio evolutivo, pelo que as tentativas em mudar alguma coisa estão condenadas, não à lógica da batata, mas à da banana           (Bate Albuquerque, Não Aquece Nem Arrefece) . <br />
Mas vamos ambos continuar tentando...<br />
</p>]]>

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<title>TRÊS TRISTES TONTICES</title>
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<modified>2005-02-12T22:53:16Z</modified>
<issued>2004-08-30T22:52:09Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Todos os anos, chegado o mês de Agosto, tornou-se moda falar da “silly season”, uma “estação tonta” caracterizada pela ida para férias da maior parte dos políticos, onde nada de verdadeiramente importante acontece, obrigando os media a socorrer-se de...</summary>
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<![CDATA[<p>	Todos os anos, chegado o mês de Agosto, tornou-se moda falar da “silly season”, uma “estação tonta” caracterizada pela ida para férias da maior parte dos políticos, onde nada de verdadeiramente importante acontece, obrigando os media a socorrer-se de futilidades e fait-divers para cumprir com a dose diária de alimento informativo...<br />
	Temos, contudo, assistido ultimamente a tantas situações caricatas fora de época, que é legítimo questionar se a tontice não estará a tomar conta da nossa terra. Eis apenas três exemplos do que tem sido a agenda da “bilhardice” regional:<br />
O estranho caso de  D. Savino, o Castrador – O edil de Santa Cruz e Grão-Mestre da AMRAM ferveu de indignação ao tomar conhecimento de que um livro de poemas, patrocinado pela sua Câmara, era capeado por um pénis em grafitti. Já nem houve apresentação pública, o beberete foi às malvas, deixando intelectuais e penetras escandalizados e, mais grave, em jejum. Nos dias que se seguiram, foram inúmeras as manifestações públicas de apoio e as acusações de censura, com maior pendor para os críticos do corte autárquico ao poético membro. Mas Savino não se comoveu, mantendo-se firme e hirto na sua posição, acabando por sair deste incómodo imbróglio de cabeça erecta, perdão, erguida... <br />
 O tiro no pé de Alberto, o Caça-Turistas – Desta vez, Jardim não esperou pela Universidade de Verão para as sempre aguardadas “boutades”, habituais destaques da Comunicação Social, que não dispensa o ritual anual do PGR, sabiamente dividido pelo areal e pela imperial. O caricato episódio da turista multada, a que se juntou a estapafúrdia ameaça de expropriar os ingleses, provocou uma reacção em cadeia nunca por cá vista, com diversas ilações a retirar: 1ª - Os madeirenses em geral não gostaram destas tiradas de AJJ, que podem ser vistas como xenófobas e em última análise ter um efeito perverso numa região dependente do turismo, como é a nossa; 2 – Os madeirenses perderam o medo, ou pelo menos o respeito, à paternal figura do nosso Presidente, pois das inúmeras cartas publicadas no DIÁRIO só algumas provinham dos conhecidos e habituais “bota-abaixo”: a maioria foi escrita por cidadãos mais ou menos anónimos que simplesmente discordaram liminarmente daquilo que ouviram e leram, e alguns exprimiram-se em termos que ultrapassaram a fronteira do bom gosto, chegando mesmo ao insulto; 3- Isto prova que Alberto João Jardim desta vez não tem desculpa, pois a Universidade do reitor Morna ainda não tinha aberto as portas, e mesmo aí costuma haver uma ténue linha de bom senso, que neste caso foi claramente atravessada; 4 – De positivo há a reter que a liberdade de expressão na Madeira é uma realidade indesmentível, se acaso alguém tivesse dúvidas, e que o DIÁRIO é um baluarte dessa conquista inalienável  da democracia, sendo difícil encontrar paralelo, a nível nacional, em isenção e qualidade de informação. Caem assim por terra as inanes insinuações que certa Comunicação Social elitista  do continente frequentemente aponta à  Imprensa madeirense em geral, e ficam sem tema para post-scriptums pretensiosos e idiotas mais de uma dezena de cronistas e “calunistas” de opinião...<br />
Nadia será como antes, ou os dois sininhos do Campanário – Uma foi eleita Miss Portugal, outra Miss Big Brother de Sua Majestade; uma parece ter “tudo no sítio”, a outra já não pode dizer o mesmo...; uma é estimada por todos e conhecida em todo o País, a outra é a “vergonha” da terra que a viu nascer e um ídolo do país onde renasceu. A vergonha é haver mentalidades que não evoluem, triste é confundir a história de Nadia com uma mera “mariquice”, lamentável é haver tanta tontice a cruzar estes três casos.</p>

<p>É  a nossa “silly season”, não  tão hilariante quanto a corrida à liderança do PS, não tão ridícula quanto as intervenções do  Manuel Monteiro, mas orgulhosamente nossa, e o Verão ainda não acabou...  </p>]]>

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<title>Selecção governamental</title>
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<modified>2005-02-12T22:52:00Z</modified>
<issued>2004-07-22T22:47:20Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Foi com alguma mágoa que vi gorar-se a hipótese de Felipão Scolari tomar as rédeas do País, o que faria todo o sentido: acabámos de exportar um primeiro-ministro, porque não importar um novo, que tão bons resultados obteve à...</summary>
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<![CDATA[<p>    Foi com alguma mágoa que vi gorar-se a hipótese de Felipão Scolari tomar as rédeas do País, o que faria todo o sentido: acabámos de exportar um primeiro-ministro, porque não importar um novo, que tão bons resultados obteve à frente da selecção. <br />
Tem a seu favor o facto de não ser avesso a remodelações e já estar habituado a ficar atrás da Grécia, país com que disputamos a cauda da Europa. <br />
Alguns dos atletas fariam certamente melhor figura que os do "escrete" de Santana, senão vejamos: <br />
Luís Figo seria um excelente ministro dos Negócios Estrangeiros; Deco poderia ser o mágico de que as Finanças necessitam; Ricardo parece talhado para as Obras Públicas (principalmente por não aceitar luvas em momentos decisivos); Costinha já tem o cognome de O Ministro, pelo que a sua polivalência poderia ser aproveitada em várias pastas, desde a Cultura (táctica) ao Ordenamento do Território, passando pela Administração Interna; Cristiano Ronaldo cumpriria o desígnio de termos um madeirense no Governo, e que bem que o nosso menino ficaria nos Assuntos Parlamentares, a fintar a oposição...; Rui Costa e Fernando Couto seriam candidatos naturais à Segurança Social, Família e Criança (estão à beira da reforma, e já só pensam em dedicar-se à mulher e aos filhos); Simão Sabrosa poderia ficar com a Ciência e o Ensino Superior (tem uma Escola de Futebol – e, como a Ciência não existe em Portugal, qualquer um serve); Ricardo Carvalho seria o Kaiser da Defesa (onde poderia fechar as Portas aos disparates); Pauleta ficaria bem na pasta da Agricultura, Pescas e Florestas (foi um nabo, fartou-se de meter água, e os seus esforços nunca deram frutos); para Maniche teríamos as Actividades Económicas e Trabalho – e como precisamos de quem dê um chuto na nossa Economia, e que trabalhe tanto como ele...!!!; quanto aos restantes, Nuno Valente e Rui Jorge, por alinharem à esquerda, dificilmente teriam lugar neste Governo; pelas razões opostas, Paulo Ferreira e Miguel teriam sempre um tacho garantido, nem que fosse numa Secretaria de Estado; Postiga, por quase ter provocado uma paragem cardíaca nacional na marcação do tal "penalty", não ficaria mal na Saúde, que por sinal também se encontra à beira de um ataque de nervos; Quim, Moreira e Tiago acumulariam o ministério do Turismo, se bem que todos ficariam bem na Saúde (à semelhança de milhares de portugueses, nunca saíram da lista de espera); para Jorge Andrade e Nuno Gomes, proporia a criação de um novo ministério: o dos Assuntos Capilares – gel gentilmente fornecido por Santana Lopes "himself"...; finalmente, para a Educação e principalmente para a Justiça, reservaria a única possibilidade credível, aliás a melhor opção para abarcar toda a Governação de Portugal: Nossa Senhora de Caravaggio... Porque acredito bem mais nos bons ofícios de uma santa estrangeira que nos devaneios populistas de um Santana nacional... <br />
Posto isto, resta-me pedir sinceras desculpas se por lapso ou esquecimento deixei de fora algum atleta ou ministério, sabendo à partida que a humilde tentativa de fazer sorrir os leitores com este exercício lúdico-futebolístico-ministerial está condenada ao fracasso, pois basta olhar para o elenco de cromos que nos vai governar nos próximos tempos para rebentar a rir... <br />
Não guardem as bandeiras...a festa continua... VIVA PORTUGAL!!! <br />
</p>]]>
<![CDATA[<p></p>

<p><u><strong>Comentário</strong></u></p>

<p>Esqueceste o Petit, disseram-me benfiquistas ferrenhos...</p>

<p>Pronto, fica com a pasta da Juventude e com o acompanhamento do dossier Casa Pia...mas longe dos arguidos...OK?!</p>]]>
</content>
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<title>Disparates do quotidiano </title>
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<modified>2005-02-12T22:47:01Z</modified>
<issued>2004-05-20T22:46:00Z</issued>
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<created>2004-05-20T22:46:00Z</created>
<summary type="text/plain"> Há situações com que nos deparamos diariamente que espantam, incomodam, surpreendem, desagradam e por vezes até irritam solenemente, pela carga de insensatez, desrespeito, selvajaria e estupidez que transportam. Não passam de pequenas coisas, mas acabam por crescer em importância...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

<email>raulribeiro@netmadeira.com</email>
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<![CDATA[<p><br />
    Há situações com que nos deparamos diariamente que espantam, incomodam, surpreendem, desagradam e por vezes até irritam solenemente, pela carga de insensatez, desrespeito, selvajaria e estupidez que transportam. Não passam de pequenas coisas, mas acabam por crescer em importância quando repetidas até à náusea, até atingirem o limite do suportável. Inventariá-las a todas obrigaria a um suplemento especial, por isso ater-me-ei apenas a algumas... <br />
Tomemos como exemplo a modelar superfície comercial localizada nos Viveiros – tem vários pisos de estacionamento, todos com acesso a elevador, o que pressupõe uma capacidade superior a meio milhar de viaturas: mas a esmagadora maioria dos seus asininos frequentadores opta por utilizar apenas um, abandonando os veículos onde e como calha, o que invariavelmente provoca engarrafamentos e dificuldades acrescidas nas manobras; no exterior, toda a área supostamente destinada aos transportes públicos, e devidamente assinalada como tal, é também abusivamente ocupada, obrigando bastas vezes os autocarros a parar na faixa de rodagem, o que não facilita nada o escoamento do tráfego, numa zona que se situa entre uma saída da via rápida e uma rotunda... <br />
Outro tanto se passa no parque do Edifício 2000, onde parece que cabe sempre mais um, nem que seja nas rampas destinadas à circulação de carrinhos de bebé e cadeiras de rodas, nos recantos mais inconvenientes ou junto a qualquer parede ou esquina; os utentes demonstram habitualmente que, quando investidos da condição de peões, mantêm o comportamento irresponsável: apesar da saída pedonal estar devidamente assinalada com setas, não obstante o sinal de proibição para peões, é vê-los quase todos a sair por onde só deviam circular carros, e no regresso também não dão mais alguns passos para entrar correctamente – é pelo mesmo sítio, e os carros que esperem... <br />
Outro monumento à asneira é o tão adorado Shopping – não há uma gota de consideração pelo próximo quando o que interessa é estacionar rapidamente, não há saída de emergência que escape, passadeira que não fique tapada, em certas alturas é o caos absoluto... <br />
Pesadelo absoluto foi tentar visitar o novo espaço comercial da Cancela no primeiro mês após a inauguração... Parques demasiado pequenos para tanta procura, sendo um deles uma autêntica ratoeira; quanto aos arredores, nem nos Barreiros em dia de jogo grande se vê semelhante confusão... <br />
Obviamente que a ânsia pelo lucro impede que os responsáveis por estas superfícies evitem controlar eficazmente as lotações, mesmo que tal implique riscos acrescidos em termos de segurança. Mas meus senhores, se as regras existem, porque não cumpri-las? Discipline-se o número de entradas, evite-se o estacionamento em locais impróprios, invista-se em proporcionar as melhores condições aos visitantes... Quanto a estes, não é demais repeti-lo, meditem no significado destas palavras, tão pouco utilizadas que correm o risco de desaparecer do nosso vocabulário: civismo, bom senso, educação, consideração, respeito! Não ajudem a perpetuar o mito do Selvagem Superior... <br />
</p>]]>

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<title>Inimigo de estimação</title>
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<issued>2004-04-28T22:44:38Z</issued>
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<created>2004-04-28T22:44:38Z</created>
<summary type="text/plain"> Não é a primeira vez que refiro o nome de Miguel Sousa Tavares (MST) nas minhas crónicas mensais, mas é certamente a última. Esta criatura repelente provoca-me náuseas, já que teima em espumar contra a Madeira com uma inexplicável...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

<email>raulribeiro@netmadeira.com</email>
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    Não é a primeira vez que refiro o nome de Miguel Sousa Tavares (MST) nas minhas crónicas mensais, mas é certamente a última. Esta criatura repelente provoca-me náuseas, já que teima em espumar contra a Madeira com uma inexplicável raiva de rafeiro tinhoso. O presunçoso "calunista" voltou a agredir-nos com insultos rasteiros, indo buscar toda a plêiade habitual de injúrias e falácias, como o estafado argumento de que os contribuintes do continente é que sustentam a Região, idiotice que MST e mais alguns indígenas do "Rectângulo" esgrimem como um dogma. Mas desta vez foi longe de mais... ao verberar no jornal "A Bola" o C.D. Nacional, o seu Estádio e os seus Adeptos com autênticos insultos, atingiu não apenas os visados, mas todos os Madeirenses. <br />
E para evitar que me acusem de clubite aguda, ponho já as cartas na mesa: sou adepto do C.S. Marítimo e simpatizante do F.C. Porto, mas antes de mais sou madeirense, e não admito que um tripeiro pedante e de maus fígados arraste pela lama os símbolos da nossa Região – e o Nacional é um símbolo, sendo descabida e mal-intencionada a campanha levada a cabo por muita imprensa continental, que põe a sílaba tónica no excesso de brasileiros e escassez de portugueses do plantel alvinegro, em vez de destacar os óbvios méritos da equipa sensação desta Superliga. Não se lembram duma equipa do Belenenses, há anos atrás, que chegou a jogar com apenas um português a titular, esquecem as inúmeras equipas dos nossos campeonatos que estão carregadas de estrangeiros, as equipas inglesas, espanholas, francesas ou italianas que estão infestadas de jogadores de outros países (O Chelsea, se não me engano, chegou a jogar só com um jogador britânico a titular). Além disso, temos na Madeira um exemplo único no panorama futebolístico luso – o Marítimo, que tem um número elevado de atletas madeirenses, titulares ou regularmente utilizados, podendo até constituir maioria num onze inicial... Nenhum outro clube se pode gabar de utilizar tantos atletas da própria região: quantos lisboetas jogam no Benfica ou no Sporting?; quantos aveirenses fazem parte do plantel do Beira-Mar?; e barcelenses no Gil Vicente ? Pois é, poucos ou nenhum... <br />
Depois MST arranca com diversas alusões "terceiro-mundistas" e "sul-americanas", ridicularizando um estádio ("quintal madeirense") , um clube ("equipa sul-americana"), os seus adeptos ("rufadores de tambores e mulheres berberes histéricas") e uma região (ao apodar o nosso Bailinho de pior música do Mundo)... <br />
Oh, Sr. Dr. Tavares, de berberes anda você rodeado, que trabalha em Lisboa, capital da moirama. E quanto à música, bonitos são os cânticos dos adeptos do F.C. Porto, aliás, dedico-lhe desde já aquele que começa assim: " Ó Sousa Tavares, vai pró...". Bem, não me lembro do resto, mas isso agora não interessa !!! <br />
Por uma vez, devíamos todos seguir o conselho do Presidente do Governo Regional, (que afirmou "defecar no que esse senhor escreve"), pegar no jornal "A Bola" do passado dia 21 e limpar a nossa indignação na fotografia de Miguel Sousa Tavares... Pela expressão facial que habitualmente apresenta, certamente já está habituado... <br />
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<title>O medo </title>
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<issued>2004-03-23T22:43:36Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Os atentados de Madrid deixaram-me cicatrizes na memória: as imagens de morte e horror ardem-me nos olhos, o sanguinário desrespeito pela vida humana atordoa-me, a proximidade assustadora preocupa-me e a tenebrosa hipótese de esta escalada de barbaridade nos atingir...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

<email>raulribeiro@netmadeira.com</email>
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<![CDATA[<p><br />
  Os atentados de Madrid deixaram-me cicatrizes na memória: as imagens de morte e horror ardem-me nos olhos, o sanguinário desrespeito pela vida humana atordoa-me, a proximidade assustadora preocupa-me e a tenebrosa hipótese de esta escalada de barbaridade nos atingir perturba-me ainda mais... <br />
Também fui dos que acreditaram na necessidade de secar as fontes do terrorismo fundamentalista no Afeganistão, como tantos outros engoli a falácia das armas de destruição massiva de Saddam, mas agora que a iníqua luva negra do ódio destrói indiscriminadamente e ceifa inocentes às centenas, sinto que é legítimo pôr em causa os motivos, os meios e os objectivos dos que se julgam Senhores do Mundo. <br />
Aos poucos a pesada cortina de evidências revelou-se um diáfano véu de falsidades, e a História provavelmente rotulará os heróis de ontem com a indelével marca da infâmia. <br />
Aznar foi o primeiro a cair, vergado ao peso de uma derrota antes inimaginável, um cadáver político a quem os espanhóis não perdoaram as tentativas de capitalizar os atentados para evitar a hecatombe eleitoral. Tony Blair tem-se mantido, a custo, à tona do movediço lodaçal em que se atolou, mas se a Al-Qaeda decidir cobrar o seu tributo de sangue em solo britânico, o seu fim estará também traçado. George W. Bush será lembrado pelas gerações futuras como o patético e trágico Cowboy que chegou a Presidente sem se saber se de facto ganhou eleições, fez política externa baseada na força das armas, ganhou fáceis batalhas contra fracos opositores e lançou o planeta numa destrutiva espiral de violência e vingança. Quanto a Durão Barroso, os efémeros momentos de glória que partilhou com os Grandes Líderes poderão fazer dele o homem que abriu a porta para que o terrorismo entrasse em Portugal... <br />
Não se trata aqui de fazer a apologia do terrorismo, não subscrevo as teses anti-imperialistas, nem advogo a inocência dos tiranos torcionários que foram alvo das campanhas libertadoras do Tio Sam. Há que ser claro: o terrorismo é um alvo a abater, todos devem tentar contribuir para tornar o Mundo mais seguro, mas o que foi desastradamente feito está à vista, com resultados devastadores – começou-se uma guerra com motivos falseados, impôs-se democracias quando a própria conjugação destas duas palavras é inconcebível, conseguiu-se unir a maioria dos muçulmanos contra um inimigo comum – o Ocidente. Nunca a expressão "os fins justificam os meios" que Nicolau Maquiavel imortalizou foi tão avassaladoramente contrariada. <br />
Enquanto as diplomacias se dispersam por gabinetes e cimeiras, cada novo dia é o último para mais alguns inocentes, que caem vítimas de cobardes criminosos, fanáticos que matam e morrem em nome de Alá e segundo o Corão, quando nem o venerado livro que citam nem o Deus que adoram são fontes de ódio e intolerância, mas tributos de amor e paz, como o nosso Deus e a nossa Bíblia. <br />
Agora o terror está mais próximo, os cenários de atentados no Rock in Rio/Lisboa e nos palcos do Euro 2004 ganham notória consistência, e não querendo ser alarmista, estará a Madeira livre da ameaça? É reconfortante pensar que sim, mas quem tenha um pouco de imaginação não consegue evitar começar a conviver com o MEDO dos atentados, aleatórios e indiscriminados, dos quais podemos ser vítimas apenas por estarmos lá... <br />
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<title>	Separatistas, nós...??? </title>
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<modified>2005-02-12T22:43:26Z</modified>
<issued>2004-02-20T22:40:00Z</issued>
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<summary type="text/plain"> Miguel Sousa Tavares; Eduardo Prado Coelho; Vital Moreira. Em comum têm o facto de ser três dos mais destacados detractores da Madeira e inimigos declarados da Autonomia, que não perdem uma oportunidade para nos visarem com o seu ferrete...</summary>
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<![CDATA[<p>		Miguel Sousa Tavares; Eduardo Prado Coelho; Vital Moreira. Em comum têm o facto de ser três dos mais destacados detractores da Madeira e inimigos declarados da Autonomia, que não perdem uma oportunidade para nos visarem com o seu ferrete envenenado. <br />
	O ilustre constitucionalista não passa sem um "post scriptum" sarcástico, ou até mesmo um ocasional e pastoso artigo de fundo, onde se entretém a tratar a Madeira como um dispendioso e inútil apêndice de Portugal; o reputado pensador/escritor/comentador/poeta/crítico/etc., boião de cultura e balde de meritório conhecimento, adora pintalgar as suas profundas croniquetas no "Público" com tirinhos contra Jardim, o "inimputável", tendo também uma especial apetência por "défices democráticos", "despesismos insulares" e "clichés" conexos; finalmente, o ressabiado dragão da "beicinha torta", comentador de serviço em jornais, rádios e televisões, especialista em política (internacional, doméstica e de trazer por casa), economia, artes, desPorto, bilhardices e processos de pedofilia... Sempre que a oportunidade surge, é vê-lo a zurzir na nossa terra, bastas vezes com o arrevesado argumento de que são os contribuintes do "Continente" que pagam impostos para os madeirenses viverem bem. <br />
	Neste ponto reside uma das questões que mais nos penalizam actualmente: há uma dezena de anos atrás, era comum um madeirense de passagem por qualquer ponto do território continental ouvir elogios à sua terra e ao seu Presidente do Governo: – "Cá é que era preciso um Alberto João !" – bradavam muitos, cansados de cinzentismo. <br />
	Após longos anos de exposição às teorias perniciosas destes e de outros iluminados, hoje chega a ser penoso para um madeirense frequentar certos círculos do País Rectangular: há mesmo a convicção de que somos uma "cambada de chulos" que vive à custa dos sacrifícios alheios, vivendo rodeados de luxos e benesses, a quem basta afagar os úberes da vaquinha nacional para logo termos direito às tetas... Tretas!!! <br />
	Por que raio de raciocínio tortuoso é que só os impostos de lá é que contam? Quantos transmontanos vão beneficiar da Barragem do Alqueva? Quantos alentejanos vibraram com o Porto Capital Europeia da Cultura? Quantos minhotos já se deliciaram com o Centro Cultural de Belém? Quantos algarvios percorreram extasiados os modernos quilómetros de auto-estrada que ligam Lisboa ao Porto? Finalmente, quantos açorianos e madeirenses irão assistir a jogos nos Estádios do "Erro 2004"? Quantos vão atravessar a ponte Vasco da Gama ou visitar o Parque das Nações? <br />
	Em todos os casos, certamente alguns, em certos casos eventualmente muitos – mas o dinheiro saiu do bolso de todos os contribuintes, e ninguém ladrou que andava o resto do País a pagar a barragem aos alentejanos, a cultura aos tripeiros ou as pontes aos pintas de Lisboa... <br />
	Por isso, de uma vez por todas, convençam-se de que os madeirenses também pagam impostos, e de que o que é feito na Madeira é feito em território nacional, logo é para o bem do País. <br />
	E ainda dizem que somos nós os separatistas... <br />
</p>]]>

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<title>Fim do Ano: Fogo!!! </title>
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<modified>2005-02-12T22:39:46Z</modified>
<issued>2004-01-22T22:31:43Z</issued>
<id>tag:penavenenosa.weblog.com.pt,2004://690.73304</id>
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<summary type="text/plain"> Facto incontestável: O Fim de Ano na Madeira é um espectáculo grandioso e inesquecível, que alia a beleza do anfiteatro natural que a Natureza criou ao delírio de cores e sons forjados pelo Homem, para oferecer ao Mundo momentos...</summary>
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<![CDATA[<p><br />
Facto incontestável: O Fim de Ano na Madeira é um espectáculo grandioso e inesquecível, que alia a beleza do anfiteatro natural que a Natureza criou ao delírio de cores e sons forjados pelo Homem, para oferecer ao Mundo momentos irrepetíveis, que ficam gravados na memória dos milhares de turistas que nos visitam, são registados em fotografia e filme, transmitidos em apoteose para os quatro cantos do planeta, transportando consigo um pouco da alma madeirense. Mas desta vez não foi bem assim... <br />
Este ano os canais generalistas da Metrópole decidiram passar ao lado da Madeira. A pública R.T.P., na sua variante chamada Internacional, optou por cancelar a anteriormente prevista transmissão, privando não apenas milhares de emigrantes madeirenses, mas milhões de portugueses, de televisionar este evento. Havendo a hipótese de mostrar ao Mundo que Portugal não é só prostituição em Bragança e pedofilia epidémica, mas também beleza e alegria, preferiu-se não fazer publicidade gratuita aos ilhéus, a ver se o Algarve recupera um bocadinho... <br />
A R.T.P. 2, pouco antes de tornar-se A 2:, preferiu demonstrar desde logo o seu novo conceito de serviço público, dando honras de transmissão ao aclamadíssimo e intergalacticamente famoso Fim de Ano nos Açores. Neste caso provavelmente para mostrar ao País que Portugal não é só prostituição em Bragança e pedofilia epidémica...Afinal, o turismo açoriano bem que precisa de uma mãozinha amiga... <br />
Os privados, com natural destaque para o Canal da "Boca do Inferno", também conhecido como Televisão do Vómito Informativo, brindaram os telespectadores com um retrato fiel dos mais importantes festejos de fim de ano nacionais: Porto, (onde a festa acabou à meia-noite em ponto, por falta de verbas), Coimbra, Nazaré e mais umas quantas que não registei por enfermarem todas de uma boçalidade deprimente e primarem por uma repetitiva monotonia. À falta de denúncias, escândalos e prisões na Madeira, foi preferível reconciliar os Portugueses com o seu País mais profundo, e assim mostrar-lhes que a Pátria Lusa não é só prostituição em Bragança e pedofilia epidémica... <br />
Nesta linha de serviço público e País profundo, aguarda-se com expectativa outras transmissões futuras, como o Carnaval da Merdaleja, famoso pelo seu desfile de um carro de bois alegórico e que traz à localidade quase duas dezenas de turistas das terreolas vizinhas, os quais se embebedam religiosamente, gritando por entre arrotos para o repórter em directo: "Isto ó o melhor Carnaval do Mundo, carago...!" O Natal dos arguidos da Casa Pia será outro ponto alto, notável pelo seu presépio vivo (sem o Menino por razões de segurança) e lá mais para o final do ano, poderemos acompanhar o Reveillon da Caramunha de Cima, onde quatro grunhos etilizados acenderão três foguetes estropiando dois dedos e cegando um olho, numa festa tipicamente portuguesa...e ninguém se atreverá sequer a pensar que Portugal é só prostituição em Bragança e pedofilia epidémica... <br />
</p>]]>
<![CDATA[<p></p>

<p><u><strong>Comentário</strong></u></p>

<p>Na versão original deste texto, onde se lê prostituição lia-se putedo...</p>

<p>A Direcção do DN considerou que o termo iria chocar os leitores mais conservadores. E o que fizeram ? </p>

<p>Teria sido tão fácil alterar a palavra incómoda, ou mesmo não publicar o artigo...</p>

<p>Mas não... Telefonaram-me a comunicar a melindrosa questão, pedindo-me autorização para substituir putedo por outra coisa qualquer. Sugeri prostituição, pediram-me desculpa pelo incómodo, e assim ficou.</p>

<p>Gostei do profissionalismo e da consideração demonstrada.</p>

<p>Nesta casa trabalha boa gente, também é por isso que o DN Madeira é uma referência...</p>]]>
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<title>Livros para o Natal</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://penavenenosa.weblog.com.pt/arquivo/2003/12/livros_para_o_n.html" />
<modified>2005-02-12T20:15:27Z</modified>
<issued>2003-12-18T20:10:06Z</issued>
<id>tag:penavenenosa.weblog.com.pt,2003://690.73294</id>
<created>2003-12-18T20:10:06Z</created>
<summary type="text/plain"> Neste triste País em que tão pouco se lê, deixemo-nos imbuir do são espírito natalício, e imaginemos como seria se todos decidissem presentear com livros um seu concidadão. O resultado poderia bem ser este: Alberto João Jardim – &quot;Se...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

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<![CDATA[<p> <br />
Neste triste País em que tão pouco se lê, deixemo-nos imbuir do são espírito natalício, e imaginemos como seria se todos decidissem presentear com livros um seu concidadão. O resultado poderia bem ser este: <br />
<strong>Alberto João Jardim</strong> <br />
– "Se não agora, quando?" (Primo Levi), um lamento da oposição; "Até à Eternidade" (James Jones), oferecido pelo PSD/M; <br />
<strong>Bernardo Trindade</strong> <br />
– "Crónica de uma morte anunciada", de Gabriel G. Márquez, oferta do Grupo Parlamentar do PS. <br />
<strong>Brazão de Castro </strong><br />
– "O Homem Invisível" (H.G. Wells), uma prenda dos colegas de Governo. <br />
<strong>Carlos Pereira</strong> <br />
– "Grandes Esperanças", de Charles Dickens, de todos os maritimistas. <br />
<strong>Conceição Estudante</strong> <br />
– "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, oferecido por pensionistas anónimos. <br />
<strong>D. Teodoro Faria </strong><br />
– "Ensaio sobre a Cegueira" (José Saramago), enviado pelos padres da "nova vaga". "Por quem os sinos dobram" (Hemingway), dos paroquianos do Livramento. <br />
<strong>Duarte Caldeira </strong><br />
– "Estorvo", de Chico Buarque, oferta de Bernardo Trindade. <br />
<strong>Edgar Silva</strong> <br />
– "Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett, uma prenda do Povo Superior. <br />
<strong>Filipe Sequeira</strong> <br />
– "Inimigos, uma História de Amor" (I. B. Singer), oferecido por João Cunha e Silva <br />
<strong>Francisco Fernandes </strong><br />
– "O Bem Amado", de Dias Gomes, dos leitores do DIÁRIO, saudosos das suas brilhantes crónicas. <br />
<strong>Guida Vieira </strong><br />
– "A Mãe", de Maximo Gorky, oferta das bordadeiras. <br />
<strong>Jacinto Serrão </strong><br />
– "Voando sobre um ninho de Cucos" (Ken Kessey), dos antecessores no cargo; "A Valsa do Adeus", de Milan Kundera, dos potenciais sucessores. <br />
<strong>Jaime Ramos</strong> <br />
– "Sensibilidade e Bom Senso", de Jane Austen, dos colegas politicamente correctos. <br />
<strong>Jaime Filipe Ramos </strong><br />
– "O Príncipe", de Nicolau Maquiavel, oferta do papá. <br />
<strong>João Carlos Abreu</strong> <br />
– "O Turista por acidente" (Anne Tyler) e "Os Cavalos também se abatem" (Horace McCoy), duas prendas de mau gosto de inimigos da Cultura. <br />
<strong>João Carlos Gouveia</strong> <br />
– "Queres fazer o favor de te calares?", de Raymond Carver. Dos colegas do PS. <br />
<strong>João Cunha e Silva</strong> <br />
– "O Delfim" (José Cardoso Pires), óbvio piscar de olho de AJJ; e ainda "O Bar da Ressaca", de Olivier Rolin, enviado por Felipe Sequeira. <br />
<strong>José Manuel Rodrigues</strong> <br />
– "O Eleito", de Thomas Mann. Ninguém lho deu, foi ele que o comprou. <br />
<strong>Manuel Baeta, António Lobo e Ismael Fernandes</strong> <br />
– "A Oeste nada de Novo", de Erich M. Remarque, oferta concertada da oposição. <br />
<strong>Martins Júnior</strong> <br />
– "O Pregador" (Erskine Caldwell), dos saudosos paroquianos da Ribeira Seca. <br />
<strong>Miguel Albuquerque </strong><br />
– "Em Busca do Tempo Perdido" (Marcel Proust), oferecido por um grupo de apoiantes; "O Nó de Víboras", de François Mauriac, oferta da AMRAM. <br />
<strong>Nuno Homem Costa </strong><br />
– "Os Carros do Inferno", de Sven Hassel, herdado do Coronel Morna. <br />
<strong>Paulo Martins</strong> <br />
– "Dois Anos de Férias", de Júlio Verne. Oferta da esposa. <br />
<strong>PS-Madeira</strong> <br />
– "A Fogueira das Vaidades" (Tom Wolfe), enviado por Ferro Rodrigues. <br />
<strong>Rui Alves </strong><br />
– "O Nevoeiro", de Stephen King. Uma prenda dos adeptos do Nacional. <br />
<strong>Sociedades de Desenvolvimento</strong> – "A Ilha do Tesouro" (R.L. Stevenson), oferecido pelo Governo Regional. <br />
<strong>Tolentino Nóbrega</strong> <br />
– "A Náusea" (J.P. Sartre), dos leitores do "Público". <br />
<strong>Vicente Jorge Silva</strong> <br />
– "Corta!", de Malcom Bradbury. Uma oferta dos espectadores do filme "Porto Santo". <br />
Por razões de espaço, muito boa gente não foi contemplada, mas prometo que oportunamente também terão o seu livrinho. A todos UM BOM NATAL!!! <br />
</p>]]>

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<title>Apologia da cremação </title>
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<modified>2005-02-12T20:09:50Z</modified>
<issued>2003-11-22T20:08:52Z</issued>
<id>tag:penavenenosa.weblog.com.pt,2003://690.73292</id>
<created>2003-11-22T20:08:52Z</created>
<summary type="text/plain"> Uma recente reportagem televisiva sobre o tema da cremação instigou-me a lançar o debate: deverá construir-se um crematório na Madeira? Tento em seguida apresentar as minhas razões a favor desta solução. Cremar consiste em incinerar o cadáver até reduzi-lo...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

<email>raulribeiro@netmadeira.com</email>
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<![CDATA[<p>    Uma recente reportagem televisiva sobre o tema da cremação instigou-me a lançar o debate: deverá construir-se um crematório na Madeira? Tento em seguida apresentar as minhas razões a favor desta solução. <br />
Cremar consiste em incinerar o cadáver até reduzi-lo a cinzas, submetendo-o a temperaturas que oscilam entre 1.100 e 1.370 graus centígrados, durante cerca de duas horas. Toda a matéria orgânica é ecologicamente consumida, reduzindo-se a cerca de 4 Kg de esbranquiçada cinza, que tanto pode ser guardada numa pequena urna como nos chamados columbários, compartimentos criados para o efeito nos cemitérios. <br />
O Fogo é usado em rituais religiosos desde tempos imemoriais, sendo considerado pelos nossos antepassados como o mais nobre dos elementos, pela sua força purificadora. Com o decorrer dos tempos a cremação consagrou-se primeiro no Oriente, depois nas civilizações grega e romana, generalizando-se também entre os povos ibéricos, sendo lícito afirmar que a tradição do sepultamento começou com a Ressurreição de Jesus. A Igreja, ao estabelecer como Dogma de Fé que o Messias ressuscitara de corpo e alma, transformou decisivamente os hábitos culturais e religiosos dos povos durante quase 2.000 anos. Foi apenas em 1963 que o Papa Paulo VI indicou expressamente que a Igreja não condenava a cremação, mas recomendava o sepultamento. <br />
Actualmente, um pouco por todo o Mundo a cremação ganha adeptos: no Japão, mais de 90% dos mortos são cremados, na Dinamarca e na Holanda 70%, na Austrália e na Alemanha mais de 50%, nos EUA 40%. Em Portugal, os crematórios existentes dividem-se por Lisboa (2), Porto, Ferreira do Alentejo e S. Pedro do Sul, estando em fase de projecto Bragança, Guarda, Guimarães, Portimão e Algueirão. <br />
Que factores recomendam a cremação em detrimento da inumação? Desde logo, por uma questão de espaço e ordenamento urbanístico, que se prende com a saturação dos cemitérios existentes; é além disso, um método mais higiénico, de longe preferível à decomposição do cadáver, que é repasto para vermes, possível contaminador dos solos e que acaba sendo cremado, caso as ossadas não sejam reclamadas passados alguns anos; economicamente a cremação é mais viável, sendo bem menos onerosa quer para as autarquias (despesas com pessoal, manutenção das tumbas) quer para os cidadãos; finalmente, permite conservar as cinzas dos entes queridos em casa, mantendo próxima a sua memória. Apesar das implicações éticas, jurídicas e sociológicas, nenhuma religião condena a cremação, e o Vaticano, abandonada a figuração materializada do céu e do inferno, aceita-a desde que não se configure como negação da fé. Eis, portanto, chegada a hora de deixar de encarar a cremação como uma heresia e abrir a discussão pública. Pela parte que me toca, e uma vez salva a alma, prefiro ser carbonizado como um antigo Viking, do que apodrecer numa campa, coberto de piedosas flores. <br />
Mais vale dar flores aos vivos...e queimar os mortos... </p>]]>

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<title>Querido DIÁRIO </title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://penavenenosa.weblog.com.pt/arquivo/2003/10/querido_diario.html" />
<modified>2005-02-12T20:08:43Z</modified>
<issued>2003-10-24T20:07:49Z</issued>
<id>tag:penavenenosa.weblog.com.pt,2003://690.73291</id>
<created>2003-10-24T20:07:49Z</created>
<summary type="text/plain"> O nosso DIÁRIO é um matutino que todos afirmam ler, mas com muito mais leitores que compradores. Isto porque raro é o bar ou restaurante que não faculta um exemplar para que os seus clientes se mantenham informados. Da...</summary>
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<name>Raul Ribeiro</name>

<email>raulribeiro@netmadeira.com</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://penavenenosa.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>    O nosso DIÁRIO é um matutino que todos afirmam ler, mas com muito mais leitores que compradores. Isto porque raro é o bar ou restaurante que não faculta um exemplar para que os seus clientes se mantenham informados. Da análise casual ao comportamento destes inúmeros leitores ocasionais, conclui que eles se enquadram em categorias bem específicas, que passo a enumerar: <br />
Os supersticiosos: procuram com afã a página do horóscopo, devoram as parcas linhas com avidez, murmuram entre dentes que está certo, é mesmo assim, fecham o jornal e vão à sua vida, com o necessário suplemento de confiança para enfrentar as agruras do dia. E a todos dizem que leram o DIÁRIO... <br />
Os mórbidos: abrem logo na página das participações, certificando-se em primeiro lugar de que a sua cara não se encontra exposta, acompanhada de uma piedosa cruz; já aliviados, procuram atentamente pelos falecidos que conheciam, mesmo que remotamente, elevando-os de imediato à categoria de santos; depois afastam-se, felizes, por já terem tema de conversa para as "bilhardices" do dia. Também estes leram o DIÁRIO... <br />
Os apressados: passam os olhos na diagonal por todos os títulos, ficando com a vaga ideia de que o Governo Regional e o Saddam empataram a zero na Bolsa de Valores, que caiu do Pináculo provocando-lhe a morte e mais um Jackpot no Totoloto. Cheios de pressa, viram a última página trinta segundos depois da primeira e vão-se embora correndo, infelizes, stressados, mas convictos de que leram o DIÁRIO... <br />
Os maluquinhos da bola: sabem de cor que o Marítimo ganhou ou que o Benfica perdeu, ouviram já dez vezes que a bola é redonda e o futebol é mesmo assim, que quem não marca sofre e quem tem culpa é o árbitro, mas não resistem a ler a crónica do jogo. Depois passam o dia a repetir as sábias palavras dos seus ídolos: merecemos ganhar,... continuar a lutar... o próximo jogo é que interessa... etc. Tudo o resto que se passa na Região, no País e no Mundo não lhes interessa. O que dizem é pura verdade, porque leram no DIÁRIO... <br />
Os egoístas: sentam-se e pedem o almoço e o DIÁRIO. Almoçam e não lêem o DIÁRIO. Deixam-no aberto numa página qualquer, enquanto conversam com o colega ou tiram as medidas às jovens que passam. Depois limpam a boca, pagam a conta e vão-se embora, deixando o pobre jornal escondido numa cadeira, manchado de gordura e impróprio para ser manuseado. E ainda afirmam ter lido o DIÁRIO ao almoço... <br />
Os obcecados: a pior espécie de leitor por empréstimo. Percorrem minuciosamente cada página, o jornal ocupando toda a mesa, os cotovelos fincados em atitude possessiva, os óculos assestados na ponta do nariz, a bica já fria... Não há rodapé que lhes escape, letrinha miúda que os assuste, assunto maçudo que os demova. Estes sim, podem orgulhar-se de ler o DIÁRIO... e de não permitirem que mais ninguém o leia. Para minha infelicidade é quase sempre um destes que me sai na rifa, o que me impede de cumprir o sagrado ritual matinal do bom madeirense: um café... e o DIÁRIO. <br />
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<title>A indesculpável vileza do ser </title>
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<![CDATA[<p>	<br />
	Nos épicos tempos de Caravelas e Infantes, os Portugueses demandaram as sete Partidas do Mundo, escrevendo com letras de ouro algumas das mais belas páginas da nossa ancestral História. Mais recentemente, de descobridores passámos a trabalhadores (não qualificados) e de Heróis passámos a Emigrantes. Uma questão de léxico, já que o risco, a coragem e a vontade indómita continuaram a ser denominador comum; deixámos de conquistar pelas armas, substituindo-as pelo suor, as espadas feitas enxadas, as feridas tornadas calos. Os Países de acolhimento descobriram um povo rijo, honesto, íntegro e ordeiro. Foi uma nova conquista: a do respeito e admiração, bem mais duradouros que qualquer Império. 		<br />
	Com o colapso do Bloco Soviético, eis chegada a nossa vez de sofrer uma invasão pacífica, a dos Imigrantes de Leste. Após a vaga Africana e a vaga Brasileira, esta Terceira Vaga é constituída por cidadãos que aprendem facilmente a nossa língua, regra geral possuem qualificações acima da média, têm uma identidade cultural semelhante à nossa e que também na sua maioria são bons trabalhadores e sociáveis. 		<br />
	Também a Madeira foi bafejada por estes ventos de Leste, e é hoje comum vermos o Vladimir da Bomba de Gasolina, o Anatoly da Auto-Lavagem, o Boris e o Piotr das Obras, a Svetlana da Limpeza e a Katja da copa. Isto leva-me ao caso que vou partilhar com os leitores do DIÁRIO, o de duas bielorussas, chamemos-lhes Anna e Anastasia, que muito prezo e respeito, ambas casadas, com filhos e demais família, que se viram forçadas a deixar para trás, sabe Deus com que aperto no coração... Elas e os respectivos maridos labutam diariamente para ganhar parcos salários, equilibram cada mês na corda bamba para poder enviar algum dinheiro ou uma simples recordação para aqueles que deixaram longe... Até aqui nada de diferente se comparado com aquilo que muitos madeirenses já sentiram na pele quando emigrados, e que muitos ainda sentem nos países da diáspora. A diferença é que estas jovens, ao anunciarem na imprensa regional que procuravam trabalho, receberam apenas propostas de cariz sexual, dezenas de telefonemas de indivíduos que me envergonho de serem madeirenses, tentando aliciá-las para práticas pouco ortodoxas. Linguagem obscena, tiradas lascivas e até ofertas de 100 euros por um fim-de-semana, tudo lhes apareceu menos uma hipótese honesta de trabalho, deixando-lhes a imagem de que somos um povo de frustrados e tarados. 		<br />
	É a todos esses anormais que eu dedico este artigo, pois provavelmente muitos já foram emigrantes, tiveram ou têm familiares no estrangeiro, e nunca foram tratados como objectos. Será que gostariam que as vossas esposas, filhas, mães ou irmãs fossem confundidas com prostitutas? Seria agradável que elas recebessem semelhantes propostas? Certamente que não. É por isso que lhes recomendo vivamente que canalizem essa lubricidade insaciável para as respectivas cônjuges, ou até mesmo para as progenitoras. Como alternativa mais prosaica, podem sempre recorrer aos préstimos duma espanhola, a célebre "Palmita de la Mano". Está provado que não provoca a cegueira e até combate o "stress". E já agora, um pouco mais de respeito. Obrigado. 		</p>]]>

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<title>Resposta de J.C. Gouveia</title>
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<![CDATA[<p>	<strong>Em nome de Sampaio </strong>		<br />
	<br />
		<br />
	A mensagem chegou aos diferentes destinatários. Certos sectores da sociedade madeirense não perdoam os espíritos livres e tranquilos. E, muito menos, as pessoas felizes. Evidentemente que, sobre os atributos e sobre os juízos de valor ali veiculados no DN pelo senhor Raul Miguel Cocharra Ribeiro a meu respeito, nada direi. 		<br />
	Mas, afinal, qual é questão do problema? Respondo: a complacência e a cumplicidade dos representantes dos órgãos de soberania com o sistema político regional. 		<br />
	Caro leitor, o que é que pensa deste sistema que se alicerçou como contraponto aos ideais de liberdade e de democracia emergentes do 25 de Abril? Que comentário faz à participação activa do presidente do governo regional na rede bombista, ligada à FLAMA, de 1974 a 1978? O que é que acha do silêncio do Ministério Público face à corrupção ligada à administração pública regional e ao fortalecimento de uma economia paralela de carácter mafioso, mesmo à frente dos nossos olhos? 		<br />
	É só isto o que está em causa! Isto e só isto! 		<br />
	Agora, as palavras podem ser a alegria da nossa festa. E, nesse sentido, podem entrar, no circo da nossa cidade, todos os ursos do mundo, três ou quatro palhaços e um ou dois mastodontes que não há mal nenhum... 		<br />
	Mas uma coisa é certa: jamais seremos súbditos e submissos! 		</p>]]>

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