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<title>pedra a pedra</title>
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<copyright>Copyright (c) 2006, nocturnoplacido</copyright>
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<title></title>
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<summary type="text/plain">A minha canção não está neste tempo (música e letra que deito ao vento): está na voz dos marinheiros de águas do espaço dos caminhantes de ignotos caminhos na voz das estrelas dos que sonham com revoluções caladas no voo...</summary>
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<name>nocturnoplacido</name>

<email>noitibo@iol.pt</email>
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<![CDATA[<p>A minha canção não está neste tempo<br />
(música e letra que deito ao vento):<br />
está na voz dos marinheiros de águas do espaço<br />
dos caminhantes de ignotos caminhos<br />
na voz das estrelas<br />
dos que sonham com revoluções caladas<br />
no voo das mentes para muitas lonjuras</p>

<p>A minha canção<br />
não está na insanidade da memória,<br />
está num cofre sem código nem cifra<br />
guardado pelo medo que os guerreiros temem<br />
e só os poetas sabem abrir<br />
porque intuem pelo sonho<br />
</p>]]>

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<summary type="text/plain">Sinto-me no lado oposto da palavra diante de um posfácio por escrever de um livro em branco cheio de poemas indizíveis É como se estivesse no outro lado da alma ou como se eu e ela fôssemos agora e não...</summary>
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<![CDATA[<p>Sinto-me no lado oposto da palavra<br />
diante de um posfácio por escrever<br />
de um livro em branco<br />
cheio de poemas indizíveis<br />
É como se estivesse no outro lado da alma<br />
ou como se eu e ela fôssemos agora<br />
e não antes nem depois<br />
- e no entanto somos há tanto tempo –<br />
num tempo sem tempo<br />
nesta ponta do universo<br />
onde nem sempre escrevemos Amor<br />
Garatujo palavras para quê<br />
se belo é a música<br />
e tudo o que me rodeia<br />
Poesia para quê<br />
se ela está aí... sem palavras<br />
</p>]]>

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<title></title>
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<modified>2006-01-12T00:13:25Z</modified>
<issued>2006-01-12T00:12:56Z</issued>
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<summary type="text/plain">Nos lábios do poeta há comissuras de raiva quando a alma do poema não sobe à altura da árvore Volteiam as palavras num rodopio surdo de vento letargia de memórias Preciso da água primeira do que está antes da água...</summary>
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<name>nocturnoplacido</name>

<email>noitibo@iol.pt</email>
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<![CDATA[<p>Nos lábios do poeta<br />
há comissuras de raiva<br />
quando a alma do poema <br />
não sobe à altura da árvore</p>

<p>	Volteiam as palavras<br />
	num rodopio surdo de vento<br />
	letargia de memórias</p>

<p>Preciso da água primeira<br />
do que está antes da água<br />
ou mesmo antes do útero</p>

<p>Palavras novas<br />
palavras de sabores de infância<br />
das que me libertam<br />
para usar no poema<br />
sem lábios de raiva<br />
com alma à altura da árvore<br />
</p>]]>

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<title></title>
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<modified>2006-01-03T15:31:40Z</modified>
<issued>2006-01-03T15:26:47Z</issued>
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<summary type="text/plain">O frio brando do branco em flocos sobre os ombros afagos de cristais do céu preenchendo de linho rendilhado as árvores e o teu cabelo Soubessem os deuses que o branco tem todas as cores deste amor em branco guardado...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<![CDATA[<p>O frio brando do branco<br />
em flocos sobre os ombros<br />
afagos de cristais do céu<br />
preenchendo de linho rendilhado<br />
as árvores e o teu cabelo<br />
Soubessem os deuses<br />
que o branco tem todas as cores<br />
deste amor em branco guardado</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-12-22T19:54:57Z</modified>
<issued>2005-12-22T19:41:57Z</issued>
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<summary type="text/plain">É muito provável que haja alguma irracionalidade nesta coisa de um impenitente mediterrânico, em pleno inverno, em vez de procurar os climas quentes que todas as agências de viagens oferecem, optar por fazer mil e duzentos quilómetros ao volante à...</summary>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>É muito provável que haja alguma irracionalidade nesta coisa de um impenitente mediterrânico, em pleno inverno, em vez de procurar os climas quentes que todas as agências de viagens oferecem, optar por fazer mil e duzentos quilómetros ao volante à procura de uma semana rodeado de branco por todo o lado. Que os pobres nórdicos, enregelados desde que nasceram,  escolham as Caraíbas faz todo o sentido. Porém, sair do frio alentejano para procurar mais frio até parece masoquismo.<br />
Ou será a busca do exotismo no sentido inverso do tradicional?<br />
Seja o que for espero voltar inteiro porque esquis foi coisa que nunca calcei.<br />
Desejo-vos um bom Natal, um gorro, um ramo de azeviche e muitas prendinhas.</p>]]>

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<modified>2005-12-15T12:43:14Z</modified>
<issued>2005-12-15T12:38:27Z</issued>
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<summary type="text/plain"> As pedras moldadas pela erosão que colhi na vazante da maré aprisionei-as numa taça de vidro em água para lhes avivar a vida Olho a superfície da água para mais fundo ver o céu e aquela ténue lâmina quieta...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<![CDATA[<p><br />
As pedras moldadas pela erosão<br />
que colhi na vazante da maré<br />
aprisionei-as numa taça de vidro<br />
em água para lhes avivar a vida</p>

<p>Olho a superfície da água<br />
para mais fundo ver o céu<br />
e aquela ténue lâmina quieta<br />
que separa a água dos meus olhos<br />
é o espelho desta paz inconsciente<br />
que não consente perguntas</p>

<p>vindo dum impulso milenar<br />
olho as pedras vivas<br />
para saber que sempre ali estiveram<br />
e eu aqui com elas<br />
nesta tranquilidade deslembrada<br />
dos poucos da vida</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-12-13T15:56:44Z</modified>
<issued>2005-12-13T15:26:00Z</issued>
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<summary type="text/plain">É como diz LG num comentário: isto da gestão do tempo torna-se mais complicado quando se tem tempo. Quando andamos atarefados com mil coisas para tratar, deixamos tudo ao calendário das coisas importantes e chegamos ao fim do dia contentes...</summary>
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<![CDATA[<p>É como diz  LG num comentário: isto da gestão do tempo torna-se mais complicado quando se tem tempo. Quando andamos atarefados com mil coisas para tratar, deixamos tudo ao calendário das coisas importantes e chegamos ao fim do dia contentes por termos trabalhado muito e nem sempre feito tudo. Mas voltamos no dia seguinte, cheios de energia e com mais obstáculos  para contornar e ficamos satisfeitos porque fizemos coisas importantes.</p>

<p>Porém, neste tempo sem tempo, aprendi, sem horas marcadas, que os coisas simples, os quase nadas, são tão importantes, tão importantes, que desaprendi de gerir o tempo. Ou, se quiserem, desaprendi de gerir o calendário.</p>

<p>O meu tempo são os sorrisos da Leonor, os olhos da Susana e do João, as cumplicidades  dos meus amigos, as mãos da minha Princesa, os sabores das palavras lidas que as escritas são poucas. Querem coisas mais importantes?</p>

<p> Para isto não há calendários!</p>]]>

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<title>Lobo do mar</title>
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<modified>2005-12-05T16:41:18Z</modified>
<issued>2005-12-05T16:40:30Z</issued>
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<summary type="text/plain">Ninguém sabe de onde veio nem porque ali chegou. Sabe-se que não terá família e que vive pobremente do pouco que vai conseguindo com uns biscates nos barcos do porto ou de alguma reforma. Usa uma barba comprida, hirsuta e...</summary>
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<![CDATA[<p>Ninguém sabe de onde veio nem porque ali chegou. Sabe-se que não terá família e que vive pobremente do pouco que vai conseguindo com uns biscates nos barcos do porto ou de alguma reforma. Usa uma barba comprida, hirsuta e deverá ter mais de sessenta anos.</p>

<p>Nunca o ouvi falar e poucos lhe conhecem a fala. É de estatura mediana e agora, no Inverno, deverá viver com mais dificuldades. Vive sozinho, num casebre, no pequeno porto, de frente para o rio quase mar.</p>

<p>Dizem que há muito tempo teve um profundo desgosto. Uns que terá perdido a família, outros predizem um mal de amor. Não sei se lhe conhecem o nome porque lhe chamam lobo do mar.</p>

<p>A única coisa que se lhe conhece é a profunda tristeza, a sua vida solitária e sem amigos, embora aceite e estimado.</p>

<p>Hoje lembrei-me dele e do que levará um homem a viver exilado, a tão expressiva tristeza, a um tal desprendimento da vida.</p>

<p>Só as águas lhe conhecerão o mistério quando estende no mar o olhar.<br />
</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-11-28T15:15:33Z</modified>
<issued>2005-11-28T15:02:53Z</issued>
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<summary type="text/plain">Era um largo. No sonho. Havia sorrisos no cantar dos pássaros e tufos de loendreiros brancos a lembrar-me que ali estive O chão era de pedra e não chovia naquele largo onde caminhei e agora se desvendou em sinais É...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Era um largo. No sonho.<br />
Havia sorrisos no cantar dos pássaros<br />
e tufos de loendreiros brancos<br />
a lembrar-me que ali estive<br />
O chão era de pedra e não chovia<br />
naquele largo onde caminhei<br />
e agora se desvendou em sinais</p>

<p>É como um pressentimento de inverno<br />
que alivia as árvores das folhas<br />
para o horizonte surgir mais limpo</p>

<p>Há um ténue ruído da respiração da chuva<br />
e tudo é mais suave e nítido<br />
todas as coisas simples se revelam grandes<br />
Todos os sons e todas as cores<br />
têm agora a pureza da luz que as define<br />
Até as árvores frente à casa<br />
têm uma vida que não percebia<br />
Até os murmúrios na entrega dos corpos<br />
me sabem à descoberta do silêncio do tempo</p>

<p>Sei agora que o Amor não morre com a morte<br />
</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-11-24T13:11:19Z</modified>
<issued>2005-11-24T13:01:23Z</issued>
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<created>2005-11-24T13:01:23Z</created>
<summary type="text/plain">Foi preciso escolher a porta para chegar ao largo e me fascinar com as cores que a luz da memória registou Eu já antes sabia sem saber: a brevidade e a distância só existem no vento que criei nos desígnios...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Foi  preciso escolher a porta<br />
para chegar ao largo<br />
e me fascinar com as cores<br />
que a luz da memória registou<br />
Eu já antes sabia sem saber:<br />
a brevidade e a distância<br />
só existem no vento que criei<br />
nos desígnios da dor<br />
e dos limites que me impus<br />
na obstinação da finitude do tempo<br />
No que tantas vezes vivi<br />
só agora contemplo a ilusão<br />
Não é tarde <br />
para acertar as contas comigo<br />
nunca é tarde <br />
para dissipar os véus que escondem as respostas<br />
para transpor os pórticos<br />
da minha imortalidade<br />
É aí que te guardo<br />
lótus da manhã<br />
neste presente que é todo o passado <br />
e todo o futuro<br />
</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-11-23T11:49:26Z</modified>
<issued>2005-11-23T11:48:52Z</issued>
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<created>2005-11-23T11:48:52Z</created>
<summary type="text/plain">Na respiração dos ventos te encontrei de novo regressada da tua ausência Só por ilusão me separei de ti As cordas sei-o agora tinham laços frouxos Os muros e as serras eram transponíveis Sei-o agora nesta planície sem sombras...</summary>
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<name>nocturnoplacido</name>

<email>noitibo@iol.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Na respiração dos ventos<br />
te encontrei de novo<br />
regressada da tua ausência<br />
Só por ilusão me separei de ti<br />
As cordas<br />
sei-o agora<br />
tinham laços frouxos<br />
Os muros e as serras eram transponíveis<br />
Sei-o agora<br />
nesta planície sem sombras<br />
</p>]]>

</content>
</entry>
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<title></title>
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<modified>2005-11-22T15:43:33Z</modified>
<issued>2005-11-22T15:43:06Z</issued>
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<created>2005-11-22T15:43:06Z</created>
<summary type="text/plain">É no outono que nasce o poema que suspeitei no fim do verão quando as cores e os sons das palavras são mais vívidos e lúcidos Quando a luz difusa do entardecer nos esconde e nos revela e o teu...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>É no outono que nasce o poema<br />
que suspeitei no fim do verão<br />
quando as cores e os sons das palavras<br />
são mais vívidos e lúcidos<br />
Quando a luz difusa do entardecer<br />
nos esconde e nos revela<br />
e o teu rosto surge suavemente<br />
como um nenúfar<br />
um cálice<br />
para esta sede inesgotável<br />
Aí me transformo<br />
me suplanto<br />
me espanto no espelho da memória<br />
até os pirilampos rasgarem a noite<br />
</p>]]>

</content>
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<title></title>
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<modified>2005-11-18T16:24:40Z</modified>
<issued>2005-11-18T16:19:20Z</issued>
<id>tag:pedraapedra.weblog.com.pt,2005://335.144989</id>
<created>2005-11-18T16:19:20Z</created>
<summary type="text/plain">Quando algumas pessoas se me dirigiram lamentando o facto de não ter querido continuar nas funções que desempenhei, recordei-me de um pensamento de Frederico, O Grande: &quot;Embora possa não ser um rei na minha vida futura, tanto melhor: nem por...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Quando algumas pessoas se me dirigiram lamentando o facto de não ter querido continuar nas funções que desempenhei, recordei-me de um pensamento de Frederico, O Grande:<br />
"Embora possa não ser um rei na minha vida futura, tanto melhor: nem por isso deixarei de viver uma vida activa e, acima de tudo, colherei menos ingratidão."</p>]]>

</content>
</entry>
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<title>Lapso meu</title>
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<modified>2005-11-18T16:19:17Z</modified>
<issued>2005-11-18T16:11:49Z</issued>
<id>tag:pedraapedra.weblog.com.pt,2005://335.144988</id>
<created>2005-11-18T16:11:49Z</created>
<summary type="text/plain">Por qualquer lapso meu, ou ainda alguma falta de rotina com o novo visual do weblog, apaguei o anterior post, que ainda por cima, apareceu duplicado. Aqui vai de novo. Trouxeste uma rosa vermelha colhida na música dos rios numa...</summary>
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<email>noitibo@iol.pt</email>
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<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Por qualquer lapso meu, ou ainda alguma falta de rotina com o novo visual do weblog, apaguei o anterior post, que ainda por cima, apareceu duplicado. Aqui vai de novo.</p>

<p>Trouxeste uma rosa vermelha<br />
colhida na música dos rios<br />
numa noite de jardins nocturnos<br />
Sem espinhos que me ferissem<br />
abracei-lhe o perfume<br />
e li a cor das pétalas<br />
Eram as palavras da fábrica do tempo<br />
quando os gestos de amor<br />
não precisavam de palavras:<br />
eram intuições gémeas<br />
que nada podia perturbar<br />
Neste tempo de palavras<br />
regressei ao âmago da rosa<br />
e o amor ficou explicado</p>]]>

</content>
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<title>Vamos lá a ver...</title>
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<modified>2005-11-11T12:56:45Z</modified>
<issued>2005-11-11T12:18:34Z</issued>
<id>tag:pedraapedra.weblog.com.pt,2005://335.142062</id>
<created>2005-11-11T12:18:34Z</created>
<summary type="text/plain">... se é desta que isto vai. É que agora que tenho mais tempo para me dedicar a &quot;isto&quot; a verdade é que me apetece cada vez menos. O exemplo mais recente da minha falta de apetite é um comentário...</summary>
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<name>nocturnoplacido</name>

<email>noitibo@iol.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://pedraapedra.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>... se é desta que isto vai. É que agora que tenho mais tempo para me dedicar a "isto" a verdade é que me apetece cada vez menos. O exemplo mais recente da minha falta de apetite é um comentário que me foi deixado há dias e que só ontem li e que, francamente, me parece tão execrável que me abstenho de mais adjectivações. Embora não me sendo dirigido nem me envolva, não é nada estimulante saber que se utiliza a blogosfera para este tipo de  comentários.</p>

<p>Aliás, recentemente, por altura da campanha eleitoral para as autárquicas, deparei com outros exemplos de cobardia e de mentiras e até de calúnias envolvendo familiares meus que me deixaram triste por saber que há seres humanos que preferem escolher a via tortuosa e da má consciência em vez de optarem pela lisura, pela clareza e pela verdade. Pobres deles que ainda não perceberam o essencial da vida e nem sequer percebem que não atingem os seus maléficos objectivos porque deste lado está alguém muito tranquilo, pleno de auto estima, muito feliz, que não alberga ódios nem retaliações. Só lhes desejo que encontrem a paz que lhes falta e que saibam encontrar o caminho do amor, da tolerância e da amizade.</p>

<p>Num dos comentários que foi feito à minha promessa de voltar, é-me perguntado para quando o quarto livro. Pela minha parte ele está pronto. No entanto, convidei uma artista plástica que me fez algumas sugestões que muito me agradam. Passou a ser um trabalho conjunto que espero  agrade aos editores. Estará para breve.</p>

<p>Como não tenho deixado de escrever, aqui deixo um dos últimos trabalhos durante uma gripe que não foi das aves:</p>

<p><br />
FEBRE</p>

<p><br />
Encosto a febre<br />
às lágrimas da chuva na janela<br />
agora que a sede é mais forte<br />
e os teus lábios se ausentaram<br />
Não quero ninguém por perto<br />
prefiro a impotência de não ser chuva<br />
           de não ser pássaro<br />
           em direcção àquelas nuvens<br />
Neste semear de gemidos roucos<br />
pressinto o mar que não vejo<br />
a afagar as escamas do meu corpo<br />
A mão não procura a espuma<br />
nem anoiteço<br />
Espero-te para contigo navegar<br />
depois da chuva<br />
depois da febre</p>

<p><br />
</p>]]>

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