setembro 01, 2006

Era o vinho, Meu Deus, era o vinho... - 2.º episódio

A taxa limite de alcoolemia permitida aos condutores “é a que consta da lei, 0,50 gramas por litro de sangue, e não qualquer outra”, esclarece um comunicado emitido ontem, ao final do dia, pelo Ministério da Administração Interna (MAI).

O MAI reagia assim às notícias ontem veiculadas pela imprensa e que indicavam que as divisões de trânsito da PSP e da GNR só passam multas por excesso de álcool a partir dos 0,57 gramas por litro de sangue, respeitando uma directiva da Direcção-Geral de Viação (DGV).

Sabe-se agora, e após comunicado da DGV, que a medida é justificada com a necessidade de criar uma margem de erro que salvaguarde o possível mau funcionamento dos aparelhos de medição.

A situação acabou por gerar alguma confusão, uma vez que o Governo desconhecia a existência da directiva emanada pela DGV para as forças de segurança.

Na nota à comunicação social emitida ontem à noite, o MAI sublinha ainda que “as explicações de natureza técnica foram consideradas satisfatórias”, mas que “caberá à Direcção-Geral da Viação a sua divulgação”.

E vivam os brandos costumes...!!!

Publicado por castafiore às 11:30 PM | Comentários (10)

agosto 14, 2006

Tristes números...

De acordo com os números oficiais (reportados ao final de 2004) existem 2717 sem-abrigo em Portugal.

Ou seja, a realidade deve ser bem pior... ainda...

Publicado por castafiore às 12:42 AM | Comentários (942)

agosto 01, 2006

O Ferrari à porta da barraca!

Hoje de manhã na TSF ouvi um interessante debate sobre se a concessão aos privados que invistam no aeroporto da OTA deve ser de 30 ou 40 anos, como possibilidade de melhor amortizar o brutal investimento que vai ser efectuado (e cuja necessidade ainda falta convencerem-me a mim e a meio Portugal...)

Logo a seguir, a notícia que no Hospital de Évora, em todo o hospital, e também especialmente no bloco operatório, a temperatura ronda, em média, no Verão, os 40 graus dentro do edifício.

Os doentes têm de levar de casa as suas próprias ventoínhas para aguentarem a temperatura, agravada pelo facto de os colchões serem plastificados o que aumenta o calor. Nada porém que se compare ao bloco pediátrico, onde o calor é tanto que, nos caso mais graves das crianças com febres muito elevadas, os antibióticos levam, em regra mais 2 dias do que o normal a fazer efeito, porque com tanto calor é impossível combater a infecção...

O porquê da situação? Falta de verba para novas instalações ou sequer para montar aparelhos de ar condicionado novos...

Ainda bem que vamos construir a OTA... "Obviamente" um bem de primeira necessidade, uma vez que todas as questões básicas e elementares do País estão amplamente asseguradas...

Publicado por castafiore às 11:58 PM | Comentários (42)

julho 12, 2006

Haja vergonha!!!

Ontem o Prof. Cavaco Silva, em entrevista aos meios de comunicação, transmitiu o seu orgulho na prestação da selecção nacional de futebol no Mundial 2006, e expressou a vontade de ver que o mesmo empenho que todos dedicámos no apoio à selecção, fosse aplicado em diversos e variados sectores da vida nacional, de forma a levarmos adiante, de modo positivo e com sucesso, o nosso País...

Sábias palavras!

Como que pegando na deixa, mas se calhar sem perceber exactamente o conteúdo, Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, iniciou esforços no sentido de tentar que o prémio de € 50.000,00 que cada jogador da selecção recebeu, por Portugal ter ficado em 4.º lugar, seja declarado isento da obrigação de pagamento de IRS.

Invoca (e o pior é que tem...) a cobertura legal prevista no Código do IRS, pretendendo que o lugar alcançado é de importância e relevância nacionais, para o desenvolvimento, reconhecimento e divulgação de Portugal no estrangeiro...

Haja vergonha!

Haja vergonha de permitir que a lei contenha tal excepção. Haja vergonha de pedir para si próprios tal benesse. E haja (maior) vergonha (ainda) para os jogadores de se colocarem na posição de aceitarem tal regalia se a mesma lhes for dada...

Belo exemplo seria para todos os Portugueses que idolatram a selecção, muitos deles trabalhadores imigrados, mal pagos, a lutarem de sol a sol para conseguirem dinheiro para meramente sobreviver... Belo exemplo dado pelos seus heróis... Mais uma vez, a triste conclusão que os deuses têm pés de barro...

Publicado por castafiore às 11:50 PM | Comentários (219)

julho 03, 2006

Avaliação de professores- 3

Sobre este post, alguém deixou um comentário, que gostaria eu própria de comentar, dividindo-o em 2 partes principais.

A 1.ª:
"Não é bem assim.
Aconselho, se é pessoa de bem, a informar-se melhor. Os professores já são avaliados. Concordo que muita coisa tem de mudar. Mas o que está em causa não é a avaliação. Isso está a ser usado par desviar atenções. O que está em causa é isto: imagine que, numa escola, há um grupo de professores realmente bons, que cumprem, se esforçam, fazem as suas provas são classificados de bom ou muito bom, mas porque o decreto assim determina, só 30% podem continuar carreira e ascender aos lugares da frente. E os outros?!"

Sobre este ponto gostaria de comentar que na Organização onde trabalho temos gestão por objectivos anuais que nos são fixados através de um plano de actividades para cada departamento, que depois se desdobra em cascata para os respectivos dirigentes e destes para todos os colaboradores. No fim do ano fazemos a avaliação e daqui resultam notas e... quotas...

Ainda que existam muitos "Muito Bom" e "Excelentes", no total não pode haver mais de 20% e 5%, respectivamente, calculados sobre o n.º total de trabalhadores. Isso significa que existem Excelentes e Muito Bons trabalhadores que não têm impacto na sua evolução profissional naquele ano porque houve outros que foram melhores... Dentro destas classificações, os trabalhadores são ordenados de acordo com as pontuações numéricas e apenas as mais elevadas são recompensadas... Injusto? Imperfeito? Talvez... A não existência de quotas, porém, iria fazer cair no extremo oposto: para ninguém ficar sem promoção todos seriam Excelentes - a situação, aliás, que existia antigamente na Administração Pública.

Vamos a um 2.º aspecto do comentário que me enviaram:
"Imagine agora a 2ª situação. Você é professor dos bons está em vista de continuar a sua carreira e tem um acidente que o obriga a ficar no hospital duas semanas; como por decreto se der mais de 3% de faltas no ano, e num ano há menos de 200 dias de aulas, (faça bem as ciontas)você já não pode progredir. Que tal?!"

Informo que uma das formas que na Organização onde trabalho há para escalonar os melhores entre os melhores é aferirmos os níveis de assiduidade/pontualidade. Quem menos falta e quem é mais pontual tem preferência sobre os outros. Isso quer dizer que alguém a quem morreram os pais e que faltou os 5 dias de nojo que a lei concede fica à partida prejudicado perante outros que em geral até são menos pontuais mas tiveram a sorte de não ter essa tragédia familiar. E ainda por cima, com esses 5 dias de faltas justificadas não apenas descem em termos de posicionamento na listagem de classificações, como em acréscimo a esta situação, no ano seguinte não irão ter nenhuma bonificação ao nível de dias de férias... Que tal...???

Esta é, feliz ou infelizmente, a realidade para muitos trabalhadores... bem vindos ao mundo real, duro e cru do mercado de trabalho, senhores professores. Com todas as injustiças e incorrecções que possa ter (e tem), com todas as situações que poderiam ser melhoradas (são muitas), ainda assim é mais honesto e mais corajoso.

E garanto, depois de muitos anos nestas andanças, que quem é bom acaba sempre por se destacar... e quem é mau também!

Para bem de todos!

Publicado por castafiore às 01:55 AM | Comentários (17)

julho 01, 2006

Avaliação de professores- 2

"O Governo apresentou (...) várias propostas para a revisão do estatuto da carreira docente que, entre outras coisas aparentemente sensatas, visam distinguir, para efeitos de progressão na carreira, os melhores dos piores profissionais do sector.
Num páis civilizado, a única razão para um escândalo adviria do facto de a medida apenas estar a ser discutida no ano da graça de 2006. No mundo empresarial, a questão nem se colocaria. Em qualquer empresa minimamente competitiva, o princípio da diferenciação é, ele próprio, condição elementar de sobrevivência.
(...)
Infelizmente em Portugal, para mal dos nossos pecados e para desgraça dos nossos impostos, há ainda quem, em pleno século XXI, tenha alergia à simples ideia da progressão por mérito.
A FENPROF é uma dessas venerandas instituições que faz do conservadorismo mais radical uma profissão de fé. (...)

(in, Opinião de Pedro Norton, revista Visão de 1 de Junho de 2006)

A situação de facto não podia ser mais extraordinária. Onde todos são avaliados estes senhores pretendem continuar a progredir paulatinamente simplesmente pelo mérito do passar do tempo... Como educar é uma coisa que se faz maioritariamente pelo exemplo, devem ser bem jeitosos os conceitos pedagógicos que estes "profissionais", passam aos seu alunos...

Publicado por castafiore às 01:32 AM | Comentários (7)

junho 20, 2006

Responsabilidade e bom senso

Ouvi hoje de manhã na TSF a notícia que a partir de amanhã, o Governo irá fornecer totalmente grátis aos produtores de vinho da região do Douro afectados pelas chuvadas colossais da passada semana, as necessárias doses de cálcio que permitam, na medida do possível, tratar as vinhas destruídas. De acordo com os entendidos, esse tratamento com cálcio, a ser feito de imediato, é a única forma de eventualmente viabilizar as colheitas do ano que vem, sendo que as deste ano se encontram irremediavelmente perdidas.

Inicialmente, o Ministro da Agricultura referiu a possibilidade deste cálcio vir a ser vendido a um preço simbólico, mas afinal o Governo acabou por optar pela sua disponibilização gratuita. Em simultâneo está a ser estudada uma linha de crédito especial a facultar aos mais afectados por esta catástrofe.

Quando ouvi a notícia, até aqui, as coisas até não me pareceram nada mal: condições climatéricas inesperadas e adversas, colheitas importantes perdidas, prejuízo para a economia, apoio do Estado. Nada de anormal e até, antes pelo contrário, um apoio de forma muito solidária. Isto apesar de não deixar de ser irónico ver aqueles que há 1 mês bradavam pela demissão do Ministro da Agricultura serem tão submissos ao aceitar estas “dádivas”...

Mas... Mas depois ouvi o resto da notícia. É que os produtores a quem estão a ser oferecidas todas estas facilidades não têm seguro de colheitas! Isto apesar do Governo avisar, ano após ano, para que seja feito e apesar de existirem condições muitíssimo vantajosas para a realização de uma apólice de seguro colectiva, tal como negociada pelo Governo. Nada! Nada fizeram...

E são estas mesmas pessoas, que basicamente se estão nas tintas para o que é seu, que não tomam as mais elementares medidas de precaução que qualquer comum cidadão toma em relação à sua casa, ao seu carro, à sua loja, que, agora que a vida lhes corre mal vêm gritar aqui d’el rei quem é que nos acode.

O Governo acode (e percebe-se que o faça, por um lado...), mas à custa das contribuições de todos nós.

Quer-me parecer assim que, mais uma vez estamos a premiar a desresponsabilização. Não faz mal não haver seguros porque se houver algum azar, faz-se uma “manif”, grita-se um bocado, fala-se em catástrofe no telejornal com a voz embargada e o Governo disponibiliza logo ajuda...

Não me parece que seja muito pedagógico. Disponibilizar ajuda àqueles que tinham seguro, claro porque não, dar apoio, criar algumas facilidades mas que nem teriam de ser excessivas uma vez que os seguros seriam accionados, compreende-se, agora isto já me parece demais...

Faz-me lembrar o caso daqueles “jovens” que saem de casa dos pais porque querem o seu “espaço” e precisam da sua “independência”, mas que quem lhes paga a renda da casa, a conta do telefone e do supermercado e quem oferece o carro são, claro.... os papás!

Assim ninguém cresce, assim não se educa ninguém! E neste nosso Portugal são muitos os que precisam de ser educados!

Publicado por castafiore às 08:06 AM | Comentários (687)

junho 19, 2006

A inclusão de Cavaco

Hoje que o Presidente Cavaco Silva iniciou o seu 2.º Roteiro, gostaria de aqui deixar um texto muito bom:

“Cavaco Silva lançou-se no terreno a favor da inclusão social. Como não pretende, pelo menos nesta fase, ouvir dizer mal do Governo, a sua luta centra-se na divulgação das boas práticas, no repto à sociedade civil. Nada de novas verbas do Estado ou de comprometer as finanças públicas. Gastar melhor não significa sempre gastar mais. O projecto do PR passa por rebocar a comunicação social e desta forma alertar as consciências, interrogar cada um dos portugueses sobre o que podem fazer para combater a exclusão social em todas as suas dimensões, da desertificação do interior ao alcoolismo, passando pela violência sobre a mulheres e as crianças – coisas concretas da vida, que há muito afastam uma parte significativa dos portugueses do interesse, e orgulho, pelo País. Pode parecer uma luta quixotesca para um homem habituado ao rigor dos números, dos investimentos e dos resultados, mas é necessária. E não deixa de ser politicamente curioso que o frio Cavaco tenha hasteado para primeiro tema dos seus roteiros, em sintonia com o discurso de Abril, uma luta a favor dos pobres, dos velhos, de quem sofre. Portugal não é só números, indicadores, barómetros, taxas. É sobretudo, pessoas. Quem no-lo relembra, nestes tempos de crise e agravamento das desigualdades, é o professor de economia e finanças colocado em Belém. Alguém disse que o Presidente era de Direita e esta só defende os ricos?”.

(João Marcelino – director editorial - revista Sábado, 1 de Junho 2006)

Publicado por castafiore às 10:49 PM | Comentários (309)

junho 18, 2006

Ainda o caso Gilberta

Lembram-se do travesti/transsexual brutalmente assassinado no Porto por um bando de delinquentes no passado mês de Fevereiro?

Os responsáveis foram julgados e condenados com o crime de homicídio voluntário com dolo eventual. Uma coisa grave e adequada ao crime que praticaram.

A pena? Pois aqui é que começa a hipocrisia. Como se tratam de "jovens" com idades até 14 anos as penas têm de ser suaves, coitaditos...

A proposta é de 1,5 ano de internamento em colégio de reinserção social (num máximo possível de 3 anos) e que poderá ser em regime semiaberto (saídas aos fins de semana). A sentença definitiva sairá para o final deste mês.

É quanto vale uma vida, hoje em dia...

Publicado por castafiore às 09:48 PM | Comentários (431)

maio 29, 2006

O princípio do fim de um lobby

Com as medidas propostas pelo Governo para alterar as regras de funcionamento das Farmácias, parece-me que o meu Ministro preferido, volta a marcar pontos. Correia de Campos agarrou este dossier logo de início e não o largou. Apesar do PCP e do Bloco de Esquerda se terem mostrado muito cépticos aquando da apresentação destas medidas no Parlamento, na passada sexta-feira, com medo do que possam ter sido as eventuais contrapartidas à Associação Nacional de Farmácias, a verdade é que o pacote apresentado parece muito bom.

Vamos lá ver se quando o passarem à prática se mantêm as boas intenções:

1 - Fim da propriedade exclusiva de farmacêuticos. Qualquer um passa a poder ser proprietário de uma farmácia, mantendo-se a exigência de um farmacêutico como director técnico, com mais autonomia.

2 - Médicos, empresas de indústria farmacêutica ou de distribuição grossista de medicamentos não podem ser proprietários de farmácias.

3 - O n.º de farmácias que pode ser detida por um único proprietário passa de 1 para 4.

4 - Os hospitais terão farmácias de portas abertas ao público durante 24 horas/dias, todos os dias do ano.

5 - Abertura de 300 novas farmácias (distância mínima entre farmácias reduzida de 500 para 350 metros; capitação para abertura de nova farmácia baixa de 4000 para 3500 pessoas; onde não exista nenhuma farmácia num raio de 2 kms. pode sempre abrir uma nova farmácia independentemente da capitação).

6 - Horário de funcionamento mais alaragado.

7 - Proibição de cobrar taxa de urgência ao cliente.

8 - Novo serviço a prestar aos utentes: venda pela Internet, serviço ao domicílio, venda de produtos veterinários, de meios auxiliares de diagnóstico e terapêutico.

9 - Possibilidade de praticar descontos: em vez de preço fixo os remédios passam a ter um preço máximo recomendado.

10 - Certos medicamentos passam a poder ser vendidos avulso.

11 - Médicos passam a receitar medicamentos não pelo nome da marca mas pelo nome da susbstância activa que os compõe.

12 - Novo modelo de receita médica retira ao farmacêutico a possibilidade de substituir os medicamentos sempre que o médico não o proiba explicitamente.

13 - Em caso de substituição: o farmacêutico tem sempre de entregar ao cliente o remédio mais barato. Se não o tiver disponível, será a farmácia a pagar a diferença.

Publicado por castafiore às 10:01 PM | Comentários (2)

maio 20, 2006

Surrealismo puro

Apenas 3 dias depois da inauguração da exposição da Cow Parade, uma das vacas em exibição, mais concretamente, a vaca Cowpyright, uma das 2 localizada no Campo Pequeno foi roubada! Exactamente! Roubada, durante a noite, por um grupo de pessoas que foram avistadas por um taxista.

Este chamou a polícia mas quando chegaram ao local, nem vê-la. Foram difundidos apelos para que o objecto fosse devolvido ainda que danificado, pois a sua reparação seria sempre possível, e haveria que considerar que se trata de um objecto integrante de uma exposição.

Ontem, 6.ª feira, após 48 horas desaparecida, a vaca em questão foi recuperada em Queluz e aguarda-se que volte a ser colocada em exposição!

Surreal, tudo isto!

Publicado por castafiore às 01:03 AM | Comentários (1)

maio 19, 2006

Será coincidência...???

Hoje estava convocada mais uma greve dos funcionários públicos membros da CGTP. Desde que o Governo tomou posse, esta é talvez a 5.ª ou 6.ª greve da Função Pública, e, que me lembre, apenas uma não foi convocada para 6.ª feira à tarde...

Apesar de implicarem perda de vencimento, as faltas dadas por motivo de adesão à greve sempre são justificadas e como de facto ninguém controla se o funcionário vai para a "manif" ou simplesmente começa mais cedo o fim de semana....

Talvez mudar o dia das greves senhores sindicalistas...???

Não é por nada, mas também convém aparentar alguma seriedade...

Publicado por castafiore às 11:44 PM | Comentários (2)

maio 15, 2006

E vai mais uma...

... morte de mais uma criança aos cuidados da Comissão que supostamente protege os menores em risco. Como a principal preocupação destes técnicos é não cortar os laços com a família biológica, desta vez foi uma rapariguinha de 12 anos violada e esquartejada pelo tio, quando foi devolvida à família para ser acompanhada pela mãe a uma consulta médica...

Fazem bem estes técnicos em achar que o acompanhamento pela família de origem é importante, pois realmente são essas famílias as mais eficientes em assassinar as crianças...

E como se tem provado que é uma metodologia de sucesso, parece-me que fazem bem em manter essa orientação...

Não vale a pena dizer mais nada, a não ser que essa Comissão mete nojo. Quanto aos assassinos... simplesmente inqualificáveis...

Estamos todos de luto! Mais uma vez!

Publicado por castafiore às 11:25 PM | Comentários (3)

maio 10, 2006

Desemprego - os números não mentem

Pela primeira vez desde a sua adesão à União Europeia, Portugal tem prevista uma taxa de desemprego superior à média comunitária, com a indicação que a mesma atingirá, em 2007, 8,3% da população activa...

Publicado por castafiore às 12:39 AM | Comentários (2)

maio 04, 2006

O verão todo num só dia

Tavira, no fim de semana passado.

Publicado por castafiore às 12:30 AM | Comentários (6)

abril 26, 2006

O (bom) exemplo sueco

“Depois de inventar o cinto e o airbag e de ser considerada n.º 1 mundial em termos de segurança rodoviária, a Suécia, quer agora, também, ser líder à escala global no que respeita ao número de mortos e feridos graves na estrada. O programa VISÃO ZERO é uma questão nacional e envolve veículos, infra-estruturas, o código da estrada e até o horário do comércio: há centros comerciais que encerram às 19 horas para evitar que os clientes guiem cansados até casa.
O Governo assegurou 540 milhões de euros para a segurança rodoviária e pôs especialistas de todo o país a testar novas tecnologias, traçados mais seguros ou técnicas inovadoras para o ensino da condução.”

In “O modelo sueco”, por Vera Lúcia Arreigoso, revista Única, jornal Expresso, 14/04/06

Estão em causa alguma medidas simples como a instalação de câmaras de vigilância nas estradas, a obrigatoriedade de utilização de capacete para ciclistas até aos 15 anos, a alteração do traçado das auto-estradas evitando troços a direito e faixas múltiplas, entre outras. Durante 2005 a Suécia (um país com 9 milhões de habitantes) teve um número de 440 mortos na estrada e tem como objectivo que em 2007 esse número não ultrapasse os 270.

Em Portugal, de acordo com a DGV:
- morreram 1093 pessoas nas estradas, em 2005
- todos os dias morrem cerca de 3 pessoas em consequência de acidentes de viação
- 12 ficam gravemente feridas, diariamente
- e 140 ficam feridas sem gravidade, também numa média diária

Em Portugal, quando se fala em reduzir a taxa de alcoolemia legalmente permitida, levanta-se uma manifestação popular afirmando que se trata de uma violação dos direitos pessoais constitucionalmente consagrados dos cidadãos.

Em Portugal, os Governos alteram legislação mais rigorosa nesse sentido porque os camionistas de longo curso protestam por não poder beber a sua pinguinha ao almoço, o que ainda torna mais dura a sua profissão...

Em Portugal, pessoas com responsabilidades morais como a escritora Inês Pedrosa, por exemplo, consideram uma violência a obrigatoriedade dos adultos utilizarem cintos de segurança...

Em Portugal os praticantes de street racing que provocam mortes entre gente inocente não têm a sua pena agravada.

Em Portugal as mentalidades são de tal forma pequeninas que somos os campeões europeus de mortes nas estradas. O civismo e a educação rodoviárias não existem, nem os mais básicos princípios de convivência. O que importa é guiar muito depressa (e muito mal), mostrar que o carro é mais potente que o do vizinho (e que foi mais caro, claro) e beber uns bons litros de álcool para mostrar que se é muito macho e destemido ... e estúpido!

Em Portugal e muito antes de termos capacidade para copiar o exemplo do choque tecnológico da Finlândia, precisamos de copiar o exemplo do choque civilizacional sueco.

Precisamos de crescer e aprender a ser adultos e responsáveis e a termos a coragem de tomar as medidas que são prioritárias e realmente importantes para o desenvolvimento das mentalidades dos cidadãos, independentemente de todos os interesses mesquinhos que estejam em causa. Precisamos de ter coragem para fazer o que é difícil. Só depois disso poderemos almejar outros patamares. E o perigo de querermos fazer as coisas por outra ordem é que o choque nos mate. E não será o choque tecnológico. Será mesmo o do próximo imbecil que esmagar o carro em que viajamos pacatamente porque vem bêbado ou não sabe guiar ou violou mais uma vez o limite de velocidade...

Publicado por castafiore às 12:09 AM | Comentários (4)

abril 25, 2006

PPENO ou a SIDA e a profilaxia "a posteriori"

Apesar de não ser muito divulgada e de a maior parte das pessoas não saber da sua existência, ou sequer, que em termos clínicos essa possibilidade é real, a verdade é que existe uma profilaxia a posteriori para quem tenha estado exposto em contacto directo com alguém seropositivo: chama-se PPENO - Profilaxia Pós-Exposição Não Ocupacional (nos sites internacionais, para quem a quiser procurar, vem referida como PEP ou post exposure prophilaxy)

Por estranhas razões, esta profilaxia é praticamente escondida pelas autoridades. Por exemplo, no site da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA (CNLCS) nem uma única referência ali surgia...

O que é e como funciona?
O prazo limite para a iniciar é bastante curto: 72 horas após relações sexuais desprotegidas, com ruptura ou deslizamento de preservativo, ou em caso de partilha de material injectável (caso do consumo de droga). A medicação é semelhante à terapêutica anti-retroviral que é receitada a uma pessoa infectada com HIV e deve ser tomada durante 28 dias.

Efeitos secundários?
Infelizmente existem bastantes - perturbações do funcionamento do fígado ou dos rins, náuseas, vómitos, dificuldade em dormir, sensação estranha na cabeça, anemia, alergias, etc.

Taxa de sucesso
Entre os 80% e os 90% de acordo com dados da comunidade científica internacional.

Num interessante artigo sobre o assunto na revista do jornal Expresso de 14/04, a jornalista ligou para várias linhas de apoio/informativas sobre SIDA e todas lhe confirmaram a existência desta profilaxia, apesar de o fazerem com muitas reservas e acautelando para a necessidade de ser sempre receitada por um médico.

Excepção novamente para a linha telefónica da CNLCS que foi peremptória em afirmar que tal profilaxia não existe e que em caso de exposição não há nada a fazer... Talvez repetir o teste dentro de 6 semanas (óptimo timing, considerando que é obrigatório agir nas 72h. imeditas...)...

Repulsivo funcionamento das linhas que teoricamente deveriam ajudar à parte (mas que infelizmente no nosso país são um clássico - Prof. Correia de Campos, olhe que vou começar a baixar a nota 20 que há tempos lhe dei... Isto é uma vergonha!), vamos a factos:
- esta prática clínica existe há pelo menos 5 anos em Portugal
- o comum cidadão desconhece-a em absoluto
- a maioria dos médicos também
- não existem procedimentos de actuação
- aparentemente o futuro da utilização desta profilaxia ainda está em estudo por parte das autoridades médicas - envolve um potencial grau de risco elevado, mesmo tendo em conta os bons resultados alcançados - deve, assim, ser reservada para os casos-limite
- a Direcção Geral de Saúde desconhece números sobre a prescrição do PPENO
- no Hospital Egas Moniz, nos últimos 7 anos, 20 pessoas receberam esta profilaxia
- no Hospital Amadora-Sintra o medicamento é recusado a quem o pede directamente, sendo invocada escassez de medicamentos para ingestão pelo próprio pessoal médico, pelo que mais nada pode ser dispensado...
- no Hospital de São João no Porto, é prescrita desde 2000 nos Serviços de Infecciologia
- em casos de violação esta profilaxia não costuma ser referida às vítimas pois a maioria dos médicos desconhece-a...

Subjacente a este sonegar de informação, provavelmente 2 linhas de pensamento "inteligente":
- o possível perigo que ao saberem existir "pílula do dia seguinte" para situações deste tipo as pessoas negligenciem maiores cuidados e se caia numa pretensão de utilização abusiva da profilaxia;
- os custos inerentes: a profilaxia é cara para o Estado: 28 dias de tratamento custam cerca de € 1.100,00/€ 1.400,00.

Ou seja, a pequenina moralidade mesquinha marca pontos contra a livre disseminação da informação, a divulgação ponderada de vantagens e desvantagens destes tratamentos, a informação que pode salvar vidas perante a liberdade de escolher, a possibilidade de aconselhamento médico e análise casuística de cada situação.

Mais uma vez, pretendemos cobardemente tentar tapar o sol com a peneira. É pena é que o que esteja em causa, aqui em concreto, seja uma questão de vida ou de morte, literal, para muitas pessoas. Que morrem porque os médicos que os deviam ajudar até ao último sopro, de acordo com o juramento que um dia fizeram, não sabem que existe alternativa ou, sabendo, preferem não a divulgar...

"Saudável" e "interesante" esta nossa forma de estar... Afinal não precisamos de um choque tecnológico... Talvez mais de uma descarga de civismo e inteligência. Atitudes destas são típicas das repúblicas de democracia de opereta nos tempos aúreos das ditaduras da América Central e do Sul... É triste concluir que afinal ainda não evoluímos assim tanto... Mais triste ainda é descobrir a existência de situações deste tipo justamente no dia em que se celebra mais um aniversário do nascimento da nossa (pseudo) democracia...

Publicado por castafiore às 01:01 AM | Comentários (5)

abril 14, 2006

Berardo, o fantástico

Foi com pompa e circunstância, muito show-off e muito marketing hollywoodesco, que fica sempre bem para deslumbrar os basbaques e desviar a atenção daquilo que é mesmo importante, que o protocolo entre o Governo e a Fundação Berardo foi assinado.

E o que resulta daí? É simples: durante os próximos 10 anos o Estado Português empresta o seu melhor e mais digno espaço de exposições ao senhor Joe Berardo para que este tenha um espaço de armazenagem para a sua colecção particular de (pseudo) arte contemporânea.

Mais! Imbuído de uma generosidade sem limites, o Estado Português acrescentou ainda uma cereja no topo do bolo: além do espaço do CCB a referida Fundação receberá igualmente meio milhão de euros anuais para que haja possibilidade de aumentar a colecção, adquirindo novas peças... Interessante este conceito de darmos ao proprietário da colecção dinheiro para ele a aumentar... Se é este o conceito que Sócrates tem de pocket-money...

Daqui a 10 anos, porém, se assim o entender o dito proprietário agarra na sua colecção e leva-a para onde entender, faz dela o que lhe apetecer, oferece-a, vende-a, lucra com ela, envia-a para o estrangeiro, mas seja o que for que fizer será sempre a custo zero e com lucro máximo, já que todas as despesas que entretanto tiver lhe estão a ser financiadas... Como aliás foram até agora durante os 10 anos em que a colecção esteve em Sintra (e durante os quais o Eng.º José Sócrates, mecenas e patrono generoso da arte e da cultura, nunca teve oportunidade de a ir visitar, como o próprio admitiu...).

Interessante este acordo, sem dúvida: um dos poucos espaços de exposições dignos desse nome e do moderno conceito de museu, afecto em exclusividade a uma colecção de arte em redor da qual se criou uma mítica que serve apenas para alimentar a polémica que, por sua vez, lhe alimenta a fama. É que com sinceridade a colecção não vale 2 tostões!

Ao contrário do Primeiro-Ministro tive oportunidade de a visitar. Aliás, mais do que uma vez. É que tal foi o desgosto, o espanto e a sensação de fraude que tive com a 1.ª visita que voltei 2.ª vez para me convencer que tinha mesmo visto a exposição certa. Para quem não viu uma sucinta descrição: uma vez, em Paris, no Centro Pompidou, vi uma exposição de um supostamente promissor artista contemporâneo Francês cuja obra máxima consistia numa instalação em que um cobertor com aspecto de ter resistido às 2 grandes guerras, subia e descia, impulsionado por uma câmara de ar que estava por baixo, escondida, simulando assim o ritmo de sono de alguém que não existia e cujo sonoro ronco estava gravado e servia de enquadramento; a obra, claro, chamava-se "Respiração"...

Pois garanto-vos que esta colecção Berardo é pior! Por muito sonantes que possam ser alguns nomes de alguns artistas contemporâneos cujas obras a integram, garanto-vos que dos tais 850 objectos que a formam não há mais de uma dúzia com interresse. E já é ser muito benevolente... No entanto, em redor de tudo isto gerou-se uma polémica tremenda. O que queremos? Imitar a doação ao reino de Espanha da colecção Thyssen...??? Por favor! Isso sim, é uma colecção de arte a sério, com obras de extremo bom gosto e que vale milhões absolutamente incalculáveis e cujo proprietário, apesar de ter muitos filhos e netos, resolveu, ainda assim, doar ao reino de Espanha.

Obviamente que o Tuga-Berardo não se priva do que é seu! Ai isso é que não! E obviamente que o Tuga-Governo em vez de calmamente deixar que o senhor faça daquele monte de lixo o que bem entender, assume mais uma vez uma atitude de lambe-botas para investir muito onde nada (ou muito pouco) seria merecido.

Ou estão com medo de admitir que o rei vai nu ou então Berardo é mais um "boy"... Entre os 2 males venha o Diabo e escolha. Por mim, escolho voltar a ter no CCB um espaço polivalente e versátil para exposições de obras de qualidade!

Publicado por castafiore às 09:17 PM | Comentários (4)

abril 11, 2006

Angola ... outra vez!

"Ir a Angola e não olhar para a realidade da violação dos direitos humanos no país é como ir a Roma e não ver o Papa. Levar a Angola 70 empresários portugueses, potenciais investidores no país, e condená-los a fazer parcerias com as empresas angolanas, como se sabe dominadas pela família de José Eduardo dos Santos, é o mesmo que entregar o ouro ao bandido. E fazer jogging pela manhã na marginal de Luanda com dez seguranças, batedores à frente e um carro da polícia atrás era, no mínimo, dispensável. Para não dizer provocador..."

Leonete Botelho, in Público, 8 de Abril de 2006

Publicado por castafiore às 11:51 PM | Comentários (2)

abril 08, 2006

Era o vinho, Meu Deus, era o vinho...

Há 2 dias atrás ouvi uma notícia na rádio em que o Secretário da Administração Interna se indignava com o n.º de mortos nas estradas de Portugal, todos os anos e culpava principalmente o excesso de velocidade e o excesso de alcóol no sangue, por essa calamidade.

E interrogava-o o jornalista se a taxa de alcoolémia legalmente permitida fosse reduzida, se tal medida não poderia contribuir para, pelo menos, ajudar a diminuir o n.º de ocorrências...

Foi o que bastou para a histeria se generalizar. Desde a Associação de Viticultores, ao Ministro da Agricultura, passando pela Associação de Condutores de Pesados, todos gritaram a uma só voz que nem pensar, que isso é que não podia ser, reduzir a taxa de alcoolémia é que não, que isso não tem nada, mas absolutamente nada a ver com o assunto, e que se já é tão baixa tal como está nem pensar em mexer-lhe...

É interessante esta ordem de prioridades, não é?

A segurança rodoviária que se lixe desde que a malta se possa empifar à vontade e o pessoal dos vinhos possa continuar a assegurar as suas vendas, produções e subsídios!

Ah, que ricas mentalidades!

Publicado por castafiore às 11:51 PM | Comentários (253)

abril 06, 2006

Ainda o Canadá

Sobre este assunto apenas umas breves.

1 - Vitimização dos imigrantes portugueses clandestinos no Canadá:
- muitos, ao saberem que iriam ser expulsos, recorreram ao expediente de pedir o estatuto de refugiados... refugiados de quê? Haja decência...
- muitos que agora se indignam com o que lhes está a acontecer lastimam a oportunidade perdida pois ao regressarem a Portugal voltam com poucas posses; muitos destes, porém, admitiram que nada pouparam, compraram casas, televisões, apararelhagens de som e carros topo-de-gama (jaguares, mais precisamente) pois "nunca pensaram ser realmente obrigados a vir embora" (sic).

2 - Ou seja, acharam que o Governo do Canadá é como o Governo Português que pactua com estes laxismos mas como depois não tem coragem para posições de força deixaria ficar tudo na mesma.

3 - Defender a posição destas pessoas (repito novamente, com todo o respeito que alguns destes dramas humanos inspiram) é defender a perpetuação da ilegalidade e de uma posição em que o não cumprimento das leis e regras de um País é irrelevante, pois nenhumas consequências advêm para aqueles que assim se comportam.

4 - Último ponto: gostava francamente de saber qual a posição do Dr. Freitas do Amaral relativamente ao fenónemo da imigração ilegal em Portugal. Qual deverá ser a nossa política relativamente aos milhares de imigrantes ilegais que detectatamos e que voltamos a colocar na fronteira? Devemos aceitá-los a todos? Coitadinhos.... Presumo que o Sr. Ministro deve ser a favor dessa medida... Adivinho, talvez alguma contradição com a posição que o Sr. Ministro da Administração Interna terá nesta matéria...

Ou será que pretendemos tratamento diferente desde que os ilegais sejam Portugueses em País estrangeiro??? Infelizemente parece-me bem que sim...

Publicado por castafiore às 11:55 PM | Comentários (271)

abril 01, 2006

Ele lá sabe...

Armando Leandro, o Presidente da Comissão Nacional de Protecção às Crianças em Risco, proferiu recentemente a seguinte afirmação:

"Se eu fosse uma criança em perigo não me sentia seguro".

Estamos todos muito mais descansados...

Publicado por castafiore às 09:03 PM | Comentários (27)

março 28, 2006

Simplex 333

Oh Sr. Primeiro Ministro...!!! Mas porquê...??? Acho que isto era mesmo necessário???

Sabia que:

1 - Podia arranjar um nome para o programa que não soasse tanto a detergente de máquina de lavar roupa ou a remédio para a tosse...
2 - Ou então a um plágio de mau gosto do livro do José Rodrigues dos Santos - Codex 632...
3 - Ainda que importantes, nalguns casos, não lhe parece que o país necessita de outro tipo de intervenções mais de fundo, mais estruturantes, mais de actuação concreta em problemas transversais de fundo da nossa sociedade, do que estas acções de marketing político para tapar o sol com a peneira...??? Já chega de cosmética, não lhe parece?
4 - E porquê 333? Algum fetiche com este número? É que cerca de 200 têm a ver com a eliminação de certidões... Era preciso contar todas a uma e uma...??? Depois queixe-se de o acusarem de tentar andar a fazer figura... Ainda consegue deslumbrar alguém (além de a si próprio...) com estas acções?
5 - Já agora, cuidado, não se deixe entusiasmar. É que no meio desta fúria anti burocrática ainda elimina algumas coisas que, apesar de tudo, são mesmo necessárias. Já me fez lembrar aquelas limpezas caseiras de Primavera em que acabamos quase sempre por deitar fora alguma coisa importante com tanto entusiasmo...
6 - Finalmente, "Simplex" faz lembrar um pouco a palavra simplista o que não me parece também uma boa associação de ideias...

Já esteve melhor, não acha, meu caro? Ou será que ainda se acha fantástico? Nós começamos mesmo a achar que não, sabia...???

Publicado por castafiore às 11:48 PM | Comentários (1)

março 26, 2006

(Mais) uma valente imbecilidade

E desta vez vinda de onde menos se esperava....

E, se bem que este comentário, já seja um pouco extemporâneo, não posso deixar este apontamento sobre a verdadeira barbaridade que foi o fim do Ballet Gulbenkian.

Não sei o que passou pela cabeça daqueles "iluminados" mas coisa boa não foi de certeza, e quem ficou a perder fomos todos nós. Os mais belos, interessantes e bem dançados espectáculos de dança que vi, foi através deles que tive oportunidade de desfrutar.

Uma homenagem póstuma e com algum atraso mas mais do que merecida...

Publicado por castafiore às 08:57 PM | Comentários (0)

março 24, 2006

Maratona financeira

Notícia do DN online de 22/03:

"As Finanças recuaram à última hora no convite a todos os funcionários do ministério para que participassem nas próximas meia e minimaratona de Lisboa, domingo, envergando uma camisola com o dístico "consolidar agora para um futuro melhor". Nada mais nada menos que o lema político do Governo inscrito no Orçamento do Estado para 2006.
O convite foi endereçado por e-mail aos vários funcionários, tendo estes de responder se aceitavam o convite para que o ministério procedesse à impressão das referidas camisolas. Depois de um primeiro apelo à participação (com data-limite de 15 de Março), o Ministério das Finanças deu um novo prazo para os funcionários responderem, prazo esse que terminou no passado dia 20 de Março. As camisolas seriam oferecidas pelo ministério, bem como a referida impressão, mas a inscrição na prova teria de ficar a cargo dos eventuais participantes.
Ontem, perante questões colocadas pelo DN, as Finanças disseram que se decidiu anular a iniciativa e que todos os funcionários inscritos seriam avisados da decisão."

No email dirigido aos funcionários podia ler-se ainda a seguinte frase: "O equilíbrio orçamental é um elemento indispensável ao quadro de estabilidade macroeconómica no qual se reforça a confiança dos investidores internos e externos e com ela o investimento na economia portuguesa. Este assegura o potencial de crescimento e o bem-estar das futuras gerações. Por isso, a consolidação orçamental é também um acto de solidariedade intergeracional a favor dos nossos filhos e dos nossos netos."

Oh Sr. Ministro... Isto é que é literalmente vestir a camisola... ou não... já que afinal esta ideia "genial" não vingou... Isto quase ganha o prémio da patetice do ano, mas como ainda vamos em Março, infelizmente que muitas mais virão...

Publicado por castafiore às 12:02 AM | Comentários (1)

março 20, 2006

Não matam mas moem...

Em 2005, os números são brutais: 7.995 ocorrências de casos de violência doméstica entre casais aos quais acescem 382 praticados sobre menores com menos de 16 anos.

Neste total 7.745 suspeitos são do sexo masculino e 761 do sexo feminino.

As vítimas, por sua vez invertem-se em proporção como seria de esperar; aqui, o tradicional "sexo fraco" é mesmo fraco: contabilizamos 960 vítimas do sexo masculino contra 7.734 do sexo feminino...

Quanto a agressores detidos, existe um número "recorde": 83...

Estes números deixam-me profundamente triste, com uma tristeza imensa que não passa, porque é causada por um mal profundamente intrincado na nossa sociedade: a bestialidade do ser humano.

Será possível inverter isto...???

Publicado por castafiore às 11:38 PM | Comentários (4)

março 16, 2006

Atropelamento e fuga

De acordo com a Câmara Municipal de Lisboa, o ano de 2005 resume-se desta forma, relativamente a acidentes ocorridos na zona metropolitana:

N.º de atropelamentos - 918
Mortos - 23
Feridos graves - 141
Feridos ligeiros - 811

Que civilizados que somos, que bem que guiamos e tanto que respeitamos as regras de condução e de civismo... Viajar nas nossas estradas já era uma aventura... Cada partida representa uma incógnita sem que se saiba se chegamos ao fim da viagem com vida; agora, andar ou guiar na cidade já representa quase o mesmo risco...

Publicado por castafiore às 01:19 AM | Comentários (1)

março 14, 2006

Homícidio qualificado

“Há pouco mais de 1 mês, 3 rapazolas de famílias médias encurralaram uma pedinte de Barcelona numa caixa de multibanco, deitaram-lhe fogo e deixaram-na morrer. Há poucos anos, uns jovenzitos ricos encontraram um índio Bêbado dormindo numa paragem de autocarro de Brasília, pontapearam, queimaram e mataram-no. Na semana passada, um grupo numeroso de rapazes pobres do Porto seviciou durante dias um travesti, doente e solitário, matou-o e atirou-o a um poço. Ponto comum nas 3 mortes: muitos mataram alguém solitário e fraco.
(...)
Ora, à luz do crime do Porto, os heterossexuais não têm de ter pena dos outros, têm de ter medo também por si. O crime do Porto não é um travesti morto, é um homem morto. E são 14 rapazes, dos 12 aos 16 anos, capazes de matar de forma vil e cobarde como o fizeram. Estes têm de ser combatidos pelo que fizeram com o Gesberto, por terem provado do que são capazes de fazer com as velhas sem companhia, com os automobilistas apanhados em lugar ermo e à noite, com os comerciantes desprevenidos e sozinhos. Connosco, enfim. (...)”

(in “O essencial do crime”, Ferreira Fernandes, revista Sábado, de 2 a 8 de Março – sublinhado meu)

E por favor não me venham com tretas atenuantes que se tratam de crianças rejeitadas pela sociedade, sem amor e sem carinho e que no fundo os culpados somos nós! Será que nunca teremos coragem de castigar e punir com severidade aqueles que realmente o merecem? Temos medo de quê?

Publicado por castafiore às 12:07 AM | Comentários (0)

março 13, 2006

O silêncio é de ouro

Nalguns casos mais do que noutros...

De acordo com notícia do jornal Público do passado dia 4/03, Freitas do Amaral comentou sobre o ataque às embaixadas da Noruega nalguns países muçulmanos: “uma reacção condenável mas compreensível”.

Mas ninguém o manda estar calado... ???

Publicado por castafiore às 11:02 PM | Comentários (1)

fevereiro 28, 2006

Sol e sombra

À tarde, na Baixa.

Publicado por castafiore às 07:28 PM | Comentários (1)

fevereiro 26, 2006

Alerta

Porque é urgente repor a verdade:

"Alerta para a macaquice estatística que no mês passado levou as Universidades de Yale e de Columbia a cair num logro sobre o estado ambiental do nosso país. Com base em fontes estatísticas não indentificadas e que ninguém duvida serem erradas de alto a baixo, chegaram à conclusão brilhante de ser Potugal um dos países do mundo com melhor performance ambiental. Com - imagine-se - dados como 100% da população ligada à rede dos esgotos e a beneficiar de eficiência de saneamento, atribuem-nos o 11.º lugar no "ranking" do índice de desempenho ambiental.
Errar é humano, mas já agora, convinha emendar o erro - não vá a UE, deslumbrada com a descoberta estatística das Universidades americanas, decidir que o país afinal não precisa dos vários milhões de euros que vai receber para saneamento básico e que são a nossa última oportunidade para deixar de viver a chapinhar em águas sujas e a contaminar lençóis freáticos...
Estranho é que o Ministério do Ambiente não tenha sequer levantado o sobrolho de admiração. Ou será que, aproveitando a dinâmica Gates, está a pensar decretar a realidade pela medida de estatística americana ?!?..."

(in revista Única, jornal Expresso de 25/02, Luísa Schmidt)

Querido Primeiro-Ministro, uma vez que até já foi Ministro do Ambiente, nem isso sequer lhe dá vontade de tomar algumas medidas mais concretas e pragmáticas em nome do dito cujo? Sabe que quando se deteriorar de vez (e já estivemos mais longe...) não há retorno possível...

Publicado por castafiore às 09:21 PM | Comentários (1)

fevereiro 20, 2006

Todos os caminhos vão dar a...


Publicado por castafiore às 11:01 PM | Comentários (2)

fevereiro 15, 2006

Cidade à beira mar estendida

Lisboa ao fim da tarde, claro.

Publicado por castafiore às 12:08 AM | Comentários (4)

fevereiro 14, 2006

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Pois!

Exactamente! Mais vale começarem a escrever assim.... Talvez se perceba melhor...

É que agora não temos histórias para contar, temos estórias. Não seguimos líderes mas sim lidêres que nos fazem entrar em guerras que acabam em dezenas de cadávêres. Em compensação fala-se de alérgias e refere-se o perigo da hépátite...

E como se não bastasse todo este disparate ortográfico-fonético ainda me vêm impingir os cartunes...

Está tudo doido!

Publicado por castafiore às 09:40 PM | Comentários (4)

fevereiro 01, 2006

Uma história de eficiência

Cá por casa, há já uns dias que a situação começava a raiar o pânico. O frio de rachar que se faz sentir, e das minhas torneiras, a água que saía, se bem que quentinha, tinha um caudal correspondente a um fio de azeite...

Depois das verificações habituais de não haver obras por perto, uma fuga na rua ou a bomba de pressão ter saltado, o mistério adensava-se. Decidi consultar na internet o site da EPAL para ver se detectava alguma informação relevante, mas nada! Por mero descargo de consciência deixei nota da situação no local próprio para o efeito...

E é aqui que tudo muda!

Porque também temos de dizer bem quando ele é merecido, aqui vai o relato, digno de qualquer país super-super civilizado e desenvolvido.

Dia seguinte à ocorrência anterior.

Chego a casa, à hora de jantar. Recado no gravador de mensagens.

É da EPAL. Acusam recepção da reclamação que deixei no site e pedem-me para que, assim que possível, entre em contacto com eles para o n.º de telefone de atendimento 24 horas que me deixam registado.

Telefono. Sou atendida com imediato tratamento personalizado pela operadora. Não só o sistema reconheceu o meu n.º de telefone como assinalou o assunto.

Nada tive de explicar!

Muito pelo contrário, pedem-me que me dirija a uma torneira e verifique se o caudal já está regularizado.

...!!! Sim, de facto, já está!!! Mais do que regularizado...

Ficam satisfeitos. Havia obras de manutenção em curso na conduta prioritária de abastecimento à minha área da cidade e ainda não tinham a certeza do abastecimento já estar reposto com normalidade em todas as zonas.

A minha reclamação fê-los verificar que não, e imediatamente duplicaram a intensidade do caudal.

Obviamente que se a situação voltasse ao anteriormente, teria de os contactar com a maior brevidade. Para o efeito foi-me dado um n.º de telefone especial... Despedem-se de forma amável, desejando boa noite e agradecendo o facto de ter feito a reclamação.....

Fico 1 minuto a olhar para o telefone de boca aberta!

Será que finalmente estamos a ficar civilizados...????

Publicado por castafiore às 10:14 PM | Comentários (1)

janeiro 29, 2006

100 justificação...

Pela aplicação da fórmula dos 5% do Fórum Europeu da Criança, aos 2,2 milhões de indivíduos portugueses entre os zero e os 17 anos, conclui aquele Organismo que existem 110.000 crianças em perigo, em Portugal.

Destes dados, a pediatra M.ª José Lobo Fernandes elaborou um estudo cuja conclusão revela 100 menores diariamente vítimas de alguma forma de mau trato físico, no nosso País...

Publicado por castafiore às 04:26 PM | Comentários (0)

janeiro 27, 2006

Semáforo com vista sobre...

Publicado por castafiore às 12:05 AM | Comentários (2)

janeiro 26, 2006

Balanço instantâneo

Porque me parece uma análise muito bem feita. No Público de 23 de Janeiro.

“Venceu o candidato mais misterioso. De mais difícil qualificação. Mais previsível, na vitória, mais imprevisível no comportamento. Na verdade, o que merece ser sublinhado é que tem as mãos livres. Pode fazer o que entender com o Governo e com os partidos que o apoiaram. Não se comprometeu, a não ser com princípios gerais e intenções bondosas. Venceu graças à reputação, não às ideias, que não exprimiu, nem ao programa, que não tornou claro.

O primeiro e o segundo candidatos mais votados foram os mais independentes, talvez os mais populistas, mais próximos dos movimentos sociais, mais... contra ou à margem dos partidos instalados. Que daí não venha mal ao mundo: pode ser que os partidos aprendam!

Manuel Alegre é a grande surpresa desta campanha. O seu resultado, de irremediável crueldade para Mário Soares, é a tradução exacta do mal-estar socialista. A votação de Alegre é uma derrota e um problema para Sócrates. Mas não creio que Alegre saiba o que fazer com estes votos.

Mário Soares pagou pelos seus erros. Erros desnecessários. A sua candidatura não teve sequer a grandeza dos grandes combates. Pela simples razão que não havia grande combate. Soares, que se podia ter poupado a isto e do mesmo nos podia ter dispensado, pode evidentemente queixar-se de Sócrates e do PS. Mas convenhamos: é sobretudo dele que se pode queixar. Revelou ter perdido o contacto com a população e com o eleitorado. Assim como mostrou ter uma ingénua confiança na sua Corte. Esta é, no género, a maior e a mais colorida do país. Mas a sua auto-suficiência é superior à sua lucidez. E Soares, contra os instintos pretéritos, confiou nela. Sem perceber que quem vê a Corte, não vê o país.

José Sócrates revelou ser capaz do pior. O seu comportamento foi lamentável. A única preocupação era a de sair incólume desta eleição. Em vista do que não olhou a meios. Torpedeou Alegre, por vingança partidária. Enganou-se na escolha do candidato, o que mostra pouca clarividência e nenhum talento. A um verdadeiro combate, com riscos, preferiu uma derrota. Escolheu Soares, mas não lhe deu apoio. A fim de poder garantir que a derrota era do candidato e não a sua nem do seu partido. Por motivos menores e com malícia, desejou a vitória dos adversários.

Sócrates deve julgar que ganhou. Mas desenganar-se-á rapidamente. Vai ter enormes sarilhos. Por causa da colossal votação de Manuel Alegre. Por o candidato oficial do PS ter obtido 14% dos votos. E por o seu partido não ter assumido compromissos nem cumprido os deveres. Mas as suas principais dificuldades serão outras. Ele acha que tem Cavaco Silva nas mãos e que este é a sua alma gémea. E que com ele conta para as sua políticas duras. Em breve descobrirá que se engana. Cavaco Silva será tudo menos um incondicional.

No seu discurso da noite eleitoral, Sócrates mostrou quem é. Pisou o segundo candidato mais votado, obrigando os canais de televisão a passar para ele. O seu despotismo veio à superfície. Aqueles, infelizmente, num gesto inqualificável, submeteram-se! No seu discurso, Sócrates tentou cavalgar a ficção. Qualificou de “particularmente difíceis” as circunstâncias da candidatura de Mário Soares, quando tal não é verdade. As circunstâncias eram as de um país que, há menos de um ano, lhe tinham dado uma formidável vitória eleitoral. Eram as de um tempo, único na história, em que um governo socialista beneficiava de uma maioria parlamentar robusta! Para Sócrates, as “circunstâncias particularmente difíceis” começam hoje!”

(António Barreto)

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janeiro 24, 2006

Teoria da Conspiração

Já começa a fartar um bocadinho este assunto recorrente do "perigo eminente" do Prof. Cavaco Silva dissolver a Assembleia da República e demitir o Governo quando tomar posse como PR...!!!

Senhores comentadores e senhores jornalistas: percam se faz favor, essa mania de perseguição...; só porque o próximo Presidente da República é de centro-direita, pela primeira vez desde o 25 de Abril, isso não quer dizer que vão voltar os tempos Salazaristas... Sim, foram 50 anos de ditadura! Mas, se não me engano, também já são 31 anos de democracia! Os pratos da balança começam a estar muito equilibrados!!!

Não acham que já é altura de deixar cair esses complexos de pseudo-esquerda intelectual...??? Não são necessários numa democracia adulta, equilibrada e esclarecida de um país membro da UE, sabiam? Está na altura de nos libertarmos de todos esses chavões e aprendermos a lidar com as coisas como elas são, sem etiquetas pré atribuídas, sem preconceitos e sem tantos traumas.

Está na altura de crescermos, entramos na idade adulta e percebermos que as escolhas políticas não podem ser feitas motivadas por paixões partidárias, mas sim por decisões racionais, lógicas e pensadas que ponderem aquilo que numa determinada ocasião é a melhor conjugação governativa para um país, inserido num determinado contexto.

A melhor solução, num determinado momento, pode não corresponder ao nosso ideal ideológico perfeito, pode não encaixar rigorosamente naquilo que queremos, mas pode, ainda assim, ser exactamente aquilo de que precisamos. E, do mesmo modo, não será certamente igual, agora ou daqui a 5 anos. Cada momento tem um timing, uma conjuntura e uma envolvência próprios. Viver em democracia é isso mesmo: é poder analisar, não ter medo de experimentar, saber aprender com os erros, conseguir reajustar, ser capaz de seguir em frente e fazer sempre mais e melhor.

Viver em democracia "pura e dura", é acreditar que se quisermos, conseguimos. Se soubermos deixar para trás o acessório e nos concentrarmos apenas no que é realmente essencial.

Publicado por castafiore às 12:28 AM | Comentários (1)

janeiro 23, 2006

Caminhos-23

Publicado por castafiore às 11:15 PM | Comentários (1)

janeiro 22, 2006

Primeiro a boa ou a má notícia?

Primeiro, a boa notícia:
De acordo com o DN de ontem, sábado, 2 técnicas do Instituto de Reinserção Social (IRS) vão ser punidas disciplinarmente pelo seu comportamento profissional no caso Vanessa, a criança assassinada pela avó e pelo pai, no Porto, no passado mês de Maio, no Bairro do Aleixo e que apareceu a boiar nas águas do Rio Douro.

As penas, com motivo em "negligência grave" dos técnicos do IRS que decidiram retirar a Vanessa de casa dos padrinhos e entregar a criança aos cuidados da família biológica que a maltratou e assassinou, foram decididas pelo próprio Ministro da Justiça, Alberto Costa, uma vez que os relatórios da Inspecção-Geral dos Seviços de Justiça propunham o arquivamento sem sanções dos cinco provcessos terminados até à data.

...!!! ...??? ...!!!!

Nem parece coisa nacional, pois não...??? ... !!! Uma caso em que a culpa não morre solteira....

Pois... Calma, não se entusiasmem muito... Agora, vem a má notícia.

A negligência grave de técnicas especializadas de um serviço desta natureza, que culmina num crime desta violência em que uma criança de 5 anos é espancada e queimada e deixada morrer em agonia, foi punida com as seguintes penas:
uma das técnicas foi multada em 500 euros...
e
a outra suspensa de funções por 20 dias ....

Uau... isto é que é ter a mão pesada.... Que intransigente, Sr. Ministro...

E que tal um despedimento sumário ou uma acusação de co-autoria por homicídio por negligência? Não lhe parece mais adequado face ao desfecho que a história teve....???

Oh, claro que não! Esqueci-me que estamos em Portugal, que elas coitadinhas esforçam-se muito, e que não lhes aumentam o ordenado, mas que lhes subiram a idade da reforma e que por isso não podemos ser muito duros, não é....!!! Claro que sim, disparate o meu......

Publicado por castafiore às 01:34 AM | Comentários (3)

janeiro 21, 2006

Lá por cima

Publicado por castafiore às 10:46 PM | Comentários (0)

janeiro 19, 2006

É de homem!

O Presidente do Automóvel Clube Português, Carlos Barbosa, hoje de manhã, em entrevista à TSF, demonstrou ser um homem de convicções fortes. Sobre o aumento do preço dos combustíveis afirmou sem medo que, não que ele estivesse a incitar à revolta, mas que por menos do que isto já se fez um buzinão no passado e a Ponte sobre o Tejo foi bloqueada....

Ah, valente!

Publicado por castafiore às 10:29 PM | Comentários (0)

janeiro 16, 2006

Ramificações-2

Publicado por castafiore às 11:00 PM | Comentários (0)

janeiro 15, 2006

Que infantilidade, Inês!

Além de apreciar imenso o estilo de escrita, aprecio imenso o conteúdo dos textos da Inês Pedrosa. Muitas das apreciações, análises e considerações, muitas das opiniões que ela exprime semanalmente na Crónica Feminina podiam ser escritos por mim, de tal forma reflectem a maior parte das minhas próprias opiniões.

Imaginem a minha desilusão, esta semana ao ler a crónica habitual no Expresso. Com o título "O novo PREC", e dedicada ao abuso de poder por parte do Estado na forma como colide com as liberdades privadas, tem como suporte a indignação pela lei que em ESPANHA proíbe que se fume em locais públicos com determinadas características e dimensões.

Eu própria suspeito do fundamentalismo dessas medidas, apesar de não ser fumadora e de me incomodar imenso e cada vez mais, estar a almoçar ou a tomar uma bebida e a conversar com amigos e ter de estar a engolir o fumo do cigarro alheio... Acresce que existem outros vícios privados sobre os quais julgo que seria mais importante o Estado legislar e intervir pelos estragos que, mesmo na esfera privada de cada um, podem acabar por causar na comunidade...

Ainda assim não posso deixar de me indignar quando leio a seguinte frase na referida crónica: "Protegem-nos como crianças (a obrigatoriedade do cinto de segurança em adultos é outro sintoma desta negação da liberdade individual), ou seja, desconsideram a nossa capacidade de escolher a nossa própria vida."

Em 1.º lugar, comparar a tudo o resto a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, e considerar tal medida como uma negação da liberdade individual parece-me uma afirmação com uma dosagem de infantilidade que não é digna de alguém com as capacidades intelectuais da Inês Pedrosa.

Em 2.º lugar, parece-me que levarmos a conversa para esse campo acaba por fazer de nós fundamentalistas também, mas no extremo oposto. Recordo-me sempre, em situações como esta, da frase que o meu Pai ouviu num restaurante poucos dias depois do 25 de Abril de 1974, e que o deixou à beira de um ataque de nervos: "Ainda bem que agora temos a liberdade para eu até poder passar com os sinais vermelhos...!!!" E vivam as mentalidades esclarecidas dos nossos Tugas!

Em 3.º lugar, para alguém que, como a Inês Pedrosa, tantas e tão boas crónicas escreveu sobre a falta de civismo dos Portugueses ao volante, o facto de sermos o País da Europa onde mais se morre na estrada, o facto dos acidentes serem quase integralmente causados por excesso de velocidade e excesso de álcool e a circunstância de com isso se acabarem de forma violenta, ou estropiá-las para sempre, vidas que apenas tiveram o azar de estar no sítio errado, na hora errada, parece-me um profundo contrasenso esta explosão de revolta adolescente de considerar que a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança é uma negação da liberdade individual...

Desculpe-me lá, cara Inês, mas você não deve começar sequer por ter uma pálida ideia do que são privações de liberdade individual "à séria" para ter sequer a falta de senso para comparar uma coisa à outra. Devia abster-se de o fazer por respeito e consideração para com todas as pessoas que diariamente no mundo vêem os seus direitos mais básicos e as suas liberdades individuais mais elementares serem-lhes retiradas...

Finalmente, e em 4.º e último lugar, desculpem que vos diga que enquanto houver pessoas que fazem afirmações destas e comparações destas é natural que haja uma certa tendência para desconsiderar a capacidade de cada um escolher a sua própria vida. Portugal é, infelizmente, um País com um nível excessivamente elevado de boçalidade intelectual. E enquanto assim for existem pessoas que precisam que pensem por elas e que à força lhes seja demonstrado o que podem ou não fazer para permitir uma sã convivência entre todos. Se isso tiver de passar por estradas com tolerância zero, proibição absoluta de beber álcool antes de guiar, penas de prisão pesadas para os praticantes de street racing, mais pesadas ainda para condutores que em violação do código da estrada assassinam inocentes, paciência!!!

Pessoalmente, prefiro suportar a alegada violência de ter de apertar o cinto de segurança para me deslocar 2 quarteirões até casa dos meus pais do que pensar que posso ser projectada para fora do meu carro, por não o ter colocado, quando o próximo adolescente-imbecil-sem-carta-e-podre-de-bêbado-que-saíu-às-escondidas-com-o-mercedes-do-pai, embater a 160 kms./hora, no meu carro por trás porque nem sequer sabia a diferença entre o travão e a embraiagem... E curiosamente, a única violação que acho que é feita à minha liberdade pessoal num caso desses, é a do responsável sair impune dessa situação porque tem "a sorte" de só ter 17 jovens e inconscientes aninhos...

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janeiro 14, 2006

Ao fim de tantos anos...

Em termos de paisagem urbana não há nada que me deixe tão nostálgica como estas fachadas de prédios e lojas antigas que, apesar de recuperadas e modernizadas, mantêm a sua traça original. Acho-as fabulosas!

A antiga Manteigaria União que, como o seu o seu nome indica, assinala o local onde havia uma antiga confecção de manteigas, fica em Lisboa, no Chiado, no princípio da R. do Loreto, e hoje em dia é um actualizado prédio de escritórios (e não sei se também de habitação...)

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janeiro 12, 2006

Quiosque-2


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janeiro 11, 2006

À espera-10


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janeiro 10, 2006

Iluminar


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janeiro 09, 2006

Cavaco e Sócrates

Porque me parece um texto mutíssimo bem escrito e de uma extraordinária lucidez, gostaria de partilhar a crónica do António Pinto Leite, no Expresso de sábado passado.

"Dentro de algumas semanas, tudo leva a crer, Aníbal Cavaco Silva e José Sócrates irão iniciar uma caminhada em conjunto. Conhecem-se mal. São ambos reservados de feitio e determinados de temperamento. Cavaco Silva preocupar-se-á, essencialmente, com dois aspectos do primeiro-ministro: o carácter e o sentido de Estado. Poucos políticos privilegiarão de modo tão agudo o relacionamento de confiança, o sigilo da intimidade institucional, a blindagem à intriga palaciana ou jornalística, como Cavaco Silva.
José Sócrates, presumo, colocará a si mesmo várias questões. Desde logo, a questão básica: será bom ser primeiro-ministro com Cavaco Presidente? A resposta é simples: Cavaco Silva é o melhor Presidente da República que um bom primeiro-ministro pode ter e o pior Presidente que um mau primeiro-ministro pode ter.
Se for um bom primeiro-ministro, íntegro, articulado, preparado, corajoso e orientado para os resultados, José Sócrates terá em Cavaco Silva um excelente aliado. Se for errático nos objectivos ou mal preparado nas políticas, não terá um relacionamento fácil com Cavaco, certamente que não.
Para um engenheiro é essencial a previsibilidade, perceber como que conta. José Sócrates leu, certamente, os textos programáticos de Cavaco Silva. Se for eleito, Cavaco Silva vai fazer exactamente o que diz que vai fazer e agirá sempre de um modo racional. Finalmente, é importante para José Sócrates entender que lidará com um Presidente diferente, pela primeira vez estará em Belém um homem marcadamente pragmático, que privilegia resultados. Enquanto Portugal não sair da crise o país sentirá a ansiedade de Cavaco Silva. Será muito estimulante, mas muito exigente.
Se tudo correr como se prevê, Cavaco Silva e José Sócrates vão conviver quatro anos. Pela lógica das respectivas eleições e pela natureza do sistema de governo, vão depender um do outro. Cavaco Silva será eleito com a expectativa de que será capaz, mesmo com as limitações do seu cargo, de devolver a confiança a Portugal. Os portugueses colocam em Cavaco uma elevada expectativa de que, com ele, Portugal sairá da rota de empobrecimento em que se encontra.
Cavaco Silva seria criticado se a situação actual não viesse a ser invertida. Ora, para conseguir inverter a situação, com as limitações que um Presidente tem, Cavaco Silva precisa que Portugal tenha um bom primeiro-ministro. Quanto melhor primeiro-ministro Sócrates for, melhor será o mandato presidencial de Cavaco.
Pelo seu lado, José Sócrates falhará rotundamente se, daqui por quatro anos, a situação de Portugal não se tiver invertido. Apesar de algumas medidas corajosas, Sócrates corre o risco de fazer um enorme esforço e acabar soterrado pelo declínio em que o país se encontra.
Para dar a volta à situação precisa de um clima de confiança. Precisa também de cobertura política para aprofundar algumas reformas, nomeadamente no combate ao despesismo interno. Cavaco Silva é, assim, para Sócrates, uma janela de oportunidade, rigorosamente a única que as presidenciais lhe oferecem.
Em suma, José Sócrates precisa de Cavaco Silva e Cavaco Silva precisa de José Sócrates. Com o prestígio que o eleitorado atribui ao Presidente da República, seria suicidário para José Sócrates afrontar um Presidnete com o peso que Cavaco Silva, se vier a ser eleito, terá. Na frágil situação em que Portugal se encontra, seria temerário se Cavaco Silva conflituasse com José Sócrates.
José Sócrates é a jangada de que Cavaco disporá para atravessar o rio do seu primeiro mandato. Cavaco Silva é a bóia de que José Sócrates dispõe para não se afogar no mar picado da crise.
Cavaco Silva e José Sócrates estão condenados, não só a entenderem-se, mas a cooperar. Acredito que assim sucederá. Se não for por encanto pessoal recíproco, será por pragmatismo, porque ambos precisam um do outro. E também porque um povo a empobrecer - e saturado de políticos de pequena estatura - não perdoaria que assim não fosse."

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janeiro 07, 2006

Deu-lhe uma branca...

... e não se lembra do que disse há cerca de 6 meses, decerto...

É que no Verão de 2005, Mário Soares, após "ameaçar" que iria apresentar a sua 3.ª candidatura à Presidência da República, avisou que iria de férias e que iria aproveitar esse tempo para sondar diversos sectores da sociedade portuguesa e variadas personalidades, para apurar, através dessa sondagem, o interesse da Nação nessa candidatura.

Ontem mesmo, porém, confrontado com a mais recente sondagem da Universidade Católica que atribui a vitória a Cavaco Silva na 1.ª volta com uma percentagem de 60%, informou do alto do seu desdém, que não acredita em sondagens, não lhes reconhece nenhum valor e tanto assim é que ele próprio, nunca fez nenhuma para decidir sobre se haveria ou não de se candidatar...

Enfim...

Publicado por castafiore às 12:19 AM | Comentários (0)

janeiro 05, 2006

Comissão da Treta

No Dia de Natal e na Vergonha absoluta já tivemos oportunidade de verificar como a Comissão de Protecção de Menores em Risco, se portou de forma verdadeiramente vergonhosa no caso da bébé de um mês e meio de Viseu, barbaramente espancada. Chama-se Fátima e os pais (sim o pai e a mãe) espancaram-na repetidamente e abusaram sexualmente dela durante os seus primeiros 50 dias de vida... Nem os animais se portam assim...

Já tivemos oportunidade de constatar como o Dr. Armando Leandro, responsável nacional por esta Comissão, ainda assim, acha que este é um caso exemplar, em que "o sistema funcionou" porque houve uma familiar próxima que denunciou a situação e levou a bébé ao hospital... Já tivemos oportunidade de verificar que este optimismo inabalável só deve ser explicado por um caso clínico de imbecilidade...

E agora temos oportunidade de verificar que a comissão de inquérito nomeada para averiguar o caso apurou:
- que a dita Comissão falhou em toda a linha
- que as técnicas foram negligentes
- que não são profissionais bem preparadas
- que a experiência que têm não lhes permite lidar com estas situações
- que não averiguaram com tanto detalhe como deviam todos os antecedentes da criança e do casal
- que a responsável pela Comissão no distrito de Viseu mentiu na entrevista que deu à SIC quando o caso se tornou público, afirmando que sabia e estava certa que tudo tinha sido feito de forma exemplar
- que os próprios médicos do hospital de Viseu omitiram nos seus relatórios diversas equimoses que a bébé apresentava nos 4 internamentos que teve...

Tudo isto ficou apurado mas claro que a culpa não é de nenhum dos envolvidos, pois todos deram o seu melhor, todos têm imenso trabalho, nenhum é suficientemente bem pago, todos se sentem prejudicados pelo aumento da idade de reforma, todos são pessoas bem formadas e não acharam possível que os pais da criança lhes mentissem, todos acham que o Governo devia baixar os impostos, blá-blá-blá-blá... No fundo a culpa não é de ninguém porque tudo não passa de uma imensa fantochada!

Já não é só aos governantes que a responsabilidade tem de ser pedida!!! É a todos nós!!! Continuo a ter nojo completo de um país que é o meu, mas onde se permite que tudo isto aconteça e onde ninguém vai ser demitido, nem castigado, nem responsabilizado, pois errar é humano e devemos aprender com os nossos erros... Azar que a bébé (se sobreviver...) fique com lesões neurológicas irreversíveis... Azar que nasceu na família e no país errado onde ninguém defende os que não se podem defender sózinhos e onde os valores básicos da família, respeito, civismo e educação são ainda palavras para se dizerem de boca cheia e impressionarem os restantes bacocos...

Que imensa e completa treta!


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janeiro 03, 2006

Grelha... de partida?


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janeiro 02, 2006

Está de chuva


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dezembro 30, 2005

Best of

Depois de desfolhar as revistas Sábado e Visão, e já que o ano está a terminar, ficam aqui umas breves notas, tipo sumário, do que tem acontecido neste nosso país:

1 - Não, o facto de a Manuela Moura Guedes ter deixado de apresentar as notícias na TVI, não é uma tragédia. Não, ela não era boa loucutora, nem inteligente, nem oportuna. Ultimamente, aliada a uma aparência física a raiar o patético à custa de tanto esforço para se manter artificialmente e forçadamente jovem, havia uma jornalista inoportuna, a dizer piadas forçadas, sem graça e muitas vezes de mau gosto, com comentários despropositados e a transmitir um ar de falta de seriedade. Em boa hora terminou a saga...

2 - Mário Soares à força de querer transmitir uma imagem de "bon vivant", descontraído e experiente com um extremo à-vontade junto de tudo e todos, e uma mentalidade pseudo-jovem, revela uma figura também patética, ultrapassada e de uma arrogância excessiva, principalmente por não existirem bases para tanta arrogância... É tempo de se retirar novamente e ... definitivamente! Enquanto ainda conseguimos ter algumas recordações positivas, oriundas de um passado já distante.

3 - O silêncio e a descrição de Cavaco Silva, no meio do arrazoado de disparates e baboseiras debitadas em velocidade alucinante pelos outros candidatos, dá-lhe, até agora, 40% de vantagem. Mesmo assim, Sr. Prof. está na altura de nos começar a transmitir de forma mais assertiva o conteúdo do seu programa de candidatura. E abstraia dos cães que ladram...

4 - Jorge Coelho proferiu a calinada do ano quando apelou aos outros candidatos presidenciais de esquerda para desistirem a favor de Mário Soares; e isto não é uma opinião; é um facto comprovado pela indignação e ofensa do próprio Soares perante tal pedido...

5 - António Costa apercebeu-se finalmente que o equipamento de base dos polícias não incluía coletes à prova de bala e que eram os próprios que os custeavam... E apercebeu-se também que as armas estão "um bocadinho" ultrapassadas.... Foi pena que para isso tivesse de morrer (mais) um polícia! Será que finalmente acabamos com a cobardia moral de defender os brandos costumes e temos a coragem de lutar a sério e com impacto contra a escumalha (e antes que me comecem - novamente - a acusar de racismo, esclareço já que escumalha inclui todas as pessoas de TODAS as raças, credos, religiões, sexos e orientações políticas que seguem o caminho da delinquência e dos desrespeito pelas normas mais elementares de vida em sociedade. E não, a pobreza, a droga, o desemprego e a exclusão social não são definitivamente desculpa...!!!)?

6 - Querido Primeiro-Ministro, é urgente actuar contra o consumo de droga nas nossas prisões - nas últimas duas semanas houve 3 mortes por overdose, reparou?... Talvez menos safaris no Quénia e menos férias na neve na Suíça (ainda por cima caiu e magoou-se ...) e mais medidas pragmáticas, executivas e imediatas. O choque tecnológico tem também de ser um choque social pela positiva, sob pena de se perder muito do que já conseguiu até aqui...

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dezembro 28, 2005

De esquina

Ainda na Baixa.

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dezembro 25, 2005

Dia de Natal

Hoje é Dia de Natal, e mesmo para mim, sem crenças na religião católica, é impossível ficar indiferente à mensagem de amor e união entre os homens subjacente a este dia. Seria bom podermos pensar que tal mensagem é uma realidade. Não é!

Recomendo a leitura da excelente "crónica feminina" da Inês Pedrosa no Expresso desta semana (O Natal segundo Pôncio Pilatos). Tem a ver com a Vergonha absoluta de que falei aqui há uns dias.

Tem a ver com a fabulosa frase do Presidente da não menos fabulosa Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, sobre o caso da Fátima Letícia, a bébé de mês e meio em coma e em risco de vida depois de torturas e abusos sucessivos por parte dos progenitores biológicos.

Tem a ver com a vergonha absoluta de uma frase como a que se transcreve: "A Comissão agiu bem ao fazer tudo para que o bébé se mantivesse no seu meio natural de vida. Desta vez o sistema até funcionou, porque houve uma avó que tentou estar sempre presente e se preocupou, tendo denunciado tudo o que se passou".

A bébé está em coma, sofreu espancamentos vários desde que nasceu, o pai abusou sexualmente dela com diversos objectos, se ( e é um grande "se"...) sobreviver ficará com lesões neurológicas irreversíveis e o Dr. Armando Lenadro acha que o sistema funcionou!!!!!!! É extraordinário! Dele, confesso, não esperava uma frase destas. Acompanhei o seu percurso profissional durante muito tempo e tinha por ele a maior das considerações. Erradamente ao que vejo. Mais depressa se lhe perdoaria o reconhecimento de mais outra falha no sistema desta absolutamente incompetente e ineficaz Comissão, do que se pode perdoar esta cobarde tentativa de desresponsabilização e de deitar areia para os olhos dos outros... Absolutamente imperdoável!

Tal como a Inês Pedrosa, questiono-me porque é que os direitos das nossas crianças são menos importantes do que o Plano Teconógico. Só um país de saloios provincianos (em termos de mentalidades, claro) se preocupa em construir OTA's e TGV's quando nem sequer consegue assegurar o básico: a dignidade, a segurança e a própria vida das suas crianças.

Enquando houver Fátimas, Joanas, Vanessas, Danieis, Catarinas e outros tantos anónimos a sofrerem na pele situações destas e a pagarem com a vida a indiferença de um sistema de vergonha, Portugal nunca deixará de ser um país de opereta a querer fingir que é como o resto da Europa civilizada.

A minha vergonha é cada vez maior. E o sentimento de repugnância também...

Desculpem o tom tão pouco natalício, mas aquelas crianças também não puderam escolher um destino diferente do que tiveram!

Publicado por castafiore às 04:07 PM | Comentários (3)

dezembro 23, 2005

Contagem decrescente

Estamos quase no dia 24....

Publicado por castafiore às 11:27 PM | Comentários (3)

dezembro 20, 2005

Santa Justa

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dezembro 19, 2005

DN

Publicado por castafiore às 11:09 PM | Comentários (0)

dezembro 18, 2005

Ramificações

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dezembro 16, 2005

Luzes na cidade

Lisboa, Chiado, fim da tarde.

Publicado por castafiore às 11:52 PM | Comentários (0)

dezembro 14, 2005

Vergonha absoluta!

Esta é a notícia tal como surge no "Diário Digital", de hoje:

"Pais de menina abusada ficam em prisão preventiva
Os pais da bebé de Viseu vítima de maus- tratos ficaram esta quarta-feira em prisão preventiva após um primeiro interrogatório judicial, disse à agência Lusa fonte do Tribunal de Viseu.
A medida de coacção, aplicada por igual à mãe e ao pai da bebé, de 20 e 22 anos, respectivamente, assenta nos «fortes indícios» de que eles serão autores dos crimes de abuso sexual de criança e ofensa à integridade física agravada. A vítima, com cerca de sete semanas de vida, encontra-se internada em estado grave no Hospital Pediátrico de Coimbra, desde sexta-feira, após ter sido observada no Hospital de Viseu.".

De manhã, na TSF informaram ainda que a criança (que está em estado de coma), estava a ser acompanhada por técnicos da Comissão de Protecção a Menores em Risco mas que tinham determinado que não havia perigo de vida para a criança, pelo que poderia continuar a residir com a família. Como em relação aos pais tinham algumas reservas, porém, a criança foi entregue aos cuidados da avó, que (mero detalhe...) vivia na mesma casa que os pais.

Uma decisão "inteligente" e "sensata", sem dúvida, reveladora de pouca ingenuidade e de muita experiência nestas matérias...

A criança tem 1 mês e meio.... Esteve várias vezes hospitalizada vítima de maus tratos e as verdadeiras bestas que são as técnicas da comissão de acompanhamento acham que não há razões de perigo de vida...!!!???? Portanto, o facto de ao longo de 50 dias de vida ter sido hospitalizada 4 vezes com sinais de maus tratos físicos diversos não é motivo para a retirar da família....????

Não esquecer que são as mesmas bestas (leia-se a mesma entidade, porque infelizmente as bestas são pessoas diferentes o que quer dizer que há muitas) que em Faro acharam que a Joana podia continuar com a mãe; resultado: criança assassinada.

As mesmas bestas que no Porto acharam que a Andreia podia viver com o pai e com a avó; resultado: criança assassinada...

As mesmas bestas incompetentes que por esse país fora deixam vítimas inocentes nas mãos de verdadeiros carniceiros.

Tenho nojo e vergonha disto tudo:
-deste país que é o recordista europeu de maus tratos a crianças;
-destes seres que fazem isto aos filhos;
- destas bestas incompetentes que são os técnicos destas comissões;
- destes governantes hipócritas que caso, após caso, após caso, continuam a dizer que está tudo bem, que erros de avaliação todos cometem e que estes técnicos são poucos e têm muito trabalho, coitaditos... mas fazem sempre o seu melhor;
- desta sociedade que finge ser civilizada e apta a viver numa Europa cultural e socialmente avançada, mas que não passa de uma horda de incompetentes.

É fácil errar com os filhos e com as famílias dos outros!

Por todas as crianças que já deixámos assassinar, por todas as que irão continuar a ser vítimas deste inferno, pela nossa cobardia e falta de dignidade, estou de luto.

Publicado por castafiore às 11:51 PM | Comentários (3)

dezembro 13, 2005

Escadinhas

Estas ficam na Baixa, no Chiado, e ligam a R. Ivens à R. Nova do Almada. Diz a tradição que dá azar falar enquanto se sobem ou descem este tipo de escadas e que não se deve parar a meio para descansar...

Há uns anos trabalhei em Alfama perto do Castelo de São Jorge e para vir até à Baixa, à hora do almoço, tinha umas escadinhas deste tipo como caminho mais rápido: as escadinhas de São Crispim. Descíamos sempre em silêncio forçado porque ninguém era supersticioso e essas coisas são uma valente parvoíce, mas a verdade é que nunca ninguém arriscava...

Quando voltávamos o silêncio era mais espontâneo porque subir de uma assentada os 200 e tal degraus parece fácil mas não é... Desconfio desde essa altura que a superstição do silêncio deve ter tido origem nalguém menos atleta que resolveu disfarçar as falhas respiratórias...

Publicado por castafiore às 11:20 PM | Comentários (0)

dezembro 11, 2005

Sombras


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dezembro 10, 2005

Em fila


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dezembro 09, 2005

É Natal

Hoje estive de férias e aproveitei para fazer uma coisa que há muito tempo não fazia e me andava a apetecer imenso. Peguei na máquina e fui para a Baixa. Pode estar velha e em muitos sítios poderia estar muito mais bem arranjada, mas eu adoro a Baixa. Não sei se é por me lembrar a minha infância e adolescência ou simplesmente porque gosto mesmo daquele ambiente.

O dia pareceu durar muito mais do que quando entro no Colombo ou nas Amoreiras num "raid" de compras urgentes, sempre em contra relógio e aos encontrões...

Andei a passear, a entrar nas lojas (muito mais interessantes que as dos centros comerciais, mesmo as que são das mesmas marcas...). Tirei imensas fotografias, misturei-me com as centenas de turistas e com as centenas de habitantes dos bairros. Vi desfilar uma banda, entrei nas "clássicas" (Brasileira, Casa Macário, Casa das velas do Loreto, Bertrand...), explorei o potencial imobiliário daqueles prédios abandonados, vi o Tejo de dezenas de ângulos diferentes e de cada um achei-o mais fabuloso do que dos outros, encontrei produtos e lojas alternativas, vi um malabarista que comia fogo e um pedinte que tocava acordeão enquanto um mini cão dançava, ouvi um profeta anunciar o fim do mundo eminente, lanchei chá com scones, passei muito tempo nas livrarias e senti-me muito, muito bem.

E no fim, deliciei-me como uma criança com as iluminações de Natal...

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dezembro 08, 2005

Uma cidade sem horizontes-21

Publicado por castafiore às 08:54 PM | Comentários (2)

novembro 28, 2005

Siameses

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novembro 26, 2005

Uma cidade sem horizontes-19

Em Sintra.

Publicado por castafiore às 08:39 PM | Comentários (1)

novembro 22, 2005

Vista de cima-5


Publicado por castafiore às 09:28 PM | Comentários (1)

novembro 16, 2005

Umas atrás das outras

Confesso que estava a tentar não emitir comentários sobre as presidenciais, mas irritei-me! Já não há pachorra para as baboseiras que o Mário Soares vai debitando dia após dia, ao abrigo de uma pseudo imunidade que ele deve achar que tem e que lhe dá o direito de abrir a boca para despejar comentários parvóides, supostamente acutilantes ou humorísticos mas que, na minha opinião, revelam já uma total incapacidade e inaptidão para estas lides.

O último, ouvi-o hoje e foi a "fabulosa" frase que achava que os candidatos presidenciais deviam apresentar boletim de saúde para que se pudesse aferir da sua aptidão física para o desempenho do cargo.

Tratava-se obviamente de piadinha ao Manuel Alegre (candidato por quem não nutro a mais pequena simpatia), mas de piadinha de mau gosto, porque o facto de esse senhor ter tido no passado problemas de saúde não o torna, de forma nenhuma, e apenas por isso, um candidato menos apto que qualquer outro. Como qualquer pessoa de bom senso se apercebe.

Desculpem o desabafo mas suspeito ser o próprio Mário Soares que nem compreende decerto o que diz; deve achar que por ter desempenhado o papel que desempenhou na nossa história e na história da nossa democracia (e cuja importância é de facto inegável) pode dizer todas as imbecilidades que lhe passarem pela cabeça que todos o desculpabilizam e até talvez lhe achem graça...

... espero apenas que quando se referia ao boletim de saúde estivesse apenas a pensar nas doenças físicas, porque se formos para as do foro psicológico talvez seja ele quem obviamente não esteja muito apto...

Publicado por castafiore às 11:11 PM | Comentários (1)

novembro 15, 2005

Escadas que sobem...

... para um dos patamares de acesso à casa principal da Quinta da Regaleira, em Sintra.

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novembro 13, 2005

Caminhos-21


Publicado por castafiore às 07:23 PM | Comentários (0)

novembro 11, 2005

Uma cidade sem horizontes-18

Angra do Heroísmo, novamente...

Publicado por castafiore às 11:55 PM | Comentários (3)

novembro 09, 2005

Quiosque

Foz do Arelho, hoje.

Publicado por castafiore às 11:51 PM | Comentários (4)

outubro 27, 2005

Gripe das aves

Hoje vi na televisão um homem a dar beijos a uma galinha para provar que não tem medo da gripe das aves... Vi também uma turba em fúria a insurgir-se contra o facto de não poderem vender galinhas em mercados ao ar livre, o que entendem ser incompreensível porque toda a vida o fizeram. Também vi um homem a incentivar os seus "pares" à revolta contra o poder instituído que quer acabar com o comércio das aves...

E pergunto-me: será isto uma reacção normal...??? Será que nos outros países da Europa em que foram impostas algumas restrições as pessoas também regiram desta forma "inteligente"...?

Porque é que por cá tem de ser sempre assim...?

Publicado por castafiore às 11:56 PM | Comentários (1)

outubro 23, 2005

Caminhos-19


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outubro 18, 2005

Gaiolas de grilos

Quando eu era miúda, todos os anos, quando chegava o bom tempo, os meus avós ou os meus pais compravam-me uma destas gaiolas de plástico super coloridas e construídas com o formato de pequenos palácios orientais, onde se introduzia um grilo, ou um casal de grilos, que eu alimentava cuidadosamente com folhas de alface durante todo o verão.

Às vezes, a coisa corria mal e os grilos fugiam, pelo que uma ou outra vez tiveram de ser substituídos. Mas, na maioria das vezes sobreviviam estoicamente, muito bem tratados e no meio de uma enorme algazarra, para desgosto de toda a família (menos eu, claro) que dormia ao som do infindável grri-grri-grri....

Tinham sempre nomes pomposos e importantes, de acordo com o personagem histórico que eu tinha estudado mais próximo das férias de verão. Lembro-me de um Napoleão, de uma Josefina, de um Lafayette, de um Nelson, enfim, toda uma panóplia de heróis....

Nunca mais vi estas gaiolas à venda, e no Verão passado, descobri estas numa mercearia em Amarante. Nem imaginam como me senti bem e feliz durante todo esse dia... E nem imaginam o que me arrependo de não ter comprado uma para, mesmo vazia, a pôr ali em cima da estante e ficar só a olhar para ela.

Publicado por castafiore às 11:28 PM | Comentários (4)

outubro 17, 2005

À espera-8


Publicado por castafiore às 11:09 PM | Comentários (2)

outubro 13, 2005

Carantonha

Publicado por castafiore às 01:05 AM | Comentários (1)

outubro 11, 2005

The only way is up

Publicado por castafiore às 12:38 AM | Comentários (5)

outubro 10, 2005

Pesadelo autárquico - director's cut

Pois!
Isto de facto foi lindo!

Isaltino - eleito
Valentim Loureiro - eleito
Fátima Felgueiras - eleita!
O único que teve azar foi o Avelino Ferreira Torres...

A julgar pelo historial dos outros 3, não foi decerto o facto de já ter condenações pela Justiça que o impediu de ser eleito... Deve ter sido mesmo só pouca sorte...

Que país este... Que vergonha...

Publicado por castafiore às 11:45 PM | Comentários (3)

outubro 09, 2005

Uma cidade sem horizontes-17

Açores, Ilha Terceira, Vila Praia da Vitória, Império da Caridade

Publicado por castafiore às 09:25 PM | Comentários (3)

outubro 08, 2005

Brincar aos médicos

Ainda na Visão desta semana o artigo sobre o homem que ao que parece anda a esfaquear pessoas em Lisboa, sem que se conheça a causa ("Homicídio porque sim" - pág. 94).

O que achei extraordinário na noticía foi isto:
""Foi um rebuliço", diz fonte hospitalar do Curry Cabral", unidade onde foram assistidas as vítimas. "Nenhuma equipa das urgências está preparada para receber, de rompante, três casos a necessitar de cirurgia urgente.""

...????... !!!! Desculpem, mas terei lido mesmo bem...???? Será que isto é normal???? Uma equipa de urgências não está preparada para intervir em 3 situações em simultâneo que precisem de operações....????? Então para que é que servem as Urgências??? Crises de acne juvenil, pé de atleta ou uma conjuntivite, talvez, desde que não seja tudo ao mesmo tempo, claro....

Isto é ridículo e deixa-me mesmo muito sossegada se alguma vez tiver de ir por qualquer razão mais grave para uma urgência hospitalar.... Oxalá consiga ir depressa... é que se lá chegou alguém antes de mim com uma unha encravada, estou bem arranjada...

Publicado por castafiore às 12:54 AM | Comentários (1)

Crianças maltratadas

A leitura do artigo de capa da Visão desta semana é suficiente para deixar qualquer um de nós, num estado lastimoso.

Como se a notícia da existência de crianças maltratadas não fôsse suficientemente má em si própria, ficamos a saber que Portugal é o país da OCDE onde existem mais crianças maltratadas.... É extraordinário não é? Somos uns verdadeiros burguessos... Garanto que este é o tipo de situações que me faz ter vergonha do meu País... Maltratar crianças é do mais baixo, primitivo e animalesco possível...

Perdão, animalesco não, porque tanto quanto sei nenhuma espécie do mundo animal faz isto às suas crias... Geralmente o que acontece quando à nascença algumas são rejeitadas é que outras mães desse grupo as recolhem e protegem, os elefantes quando se deslocam em manada levam as crias fechadas em círculo no meio para as proteger, as corças quando bebem em rios de águas infestadas de corcodilos formam roda à volta dos mais novos que, sendo menos rápidos, têm menos hipóteses de sobrevivência a um ataque feroz.

Nós os Portugueses, em compensação, maltratamos as nossas crianças. Espancamos, violamos, abandonamos, matamos. Não protegemos nem ajudamos aqueles que por serem mais frágeis e indefesos mais precisam do nosso amparo.

Da leitura dos 3 casos relatados no artigo em questão, todos relativamente conhecidos e divulgados, fiquei doente. Um em particular deixou-me verdadeiramente transtornada: a história do Daniel, uma criança de 6 anos, deficiente, morto em consequência dos abusos sexuais do namorado da mãe que enquanto lhe dava banho o violava com um pau de piaçaba, até lhe ter perfurado o intestino, o que lhe causou a morte... Apenas imaginar o sofrimento desta criança é suficiente para se ficar de rastos... Existe alguma coisa mais horrível do que isto????

Talvez exista! Talvez o facto da criança, antes da sua morte ter ido algumas vezes a hospitais onde o seu estado físico causou estranheza aos médicos e enfermeiros, pelas lesões que apresentava e ninguém fez nada, ninguém disse nada, ninguém procurou saber o que se passava. Talvez isto seja também horroroso pelo que implica.

Talvez ainda, o facto do monstro que fez isto estar acusado da prática de um crime que lhe pode valer apenas 15 anos de prisão: abuso sexual de criança agravado por morte.

Quer-me a mim parecer que homicídio qualificado seria o mínimo a considerar num caso destes. É que 25 anos de prisão, ainda assim, parece-me pouco perante um crime destes.

Que a vergonha e o horror desta situação se abatam sobre todos nós, que seja uma humilhação pública bem merecida de sofrermos quando quisermos brincar aos países civilizados... Vergonha pela permissividade na sua ocorrência!Vergonha pela brandura dos nossos costumes e leis! Vergonha pela cobardia em tomarmos medidas mais definitivas em situações destas!

Afinal, estamos bem baixo em termos de escala de civilização... Diria mesmo que batemos no fundo!

Publicado por castafiore às 12:30 AM | Comentários (2)

outubro 07, 2005

Vista de cima-3


Publicado por castafiore às 12:38 AM | Comentários (5)

outubro 06, 2005

História de 2 aeroportos

Áreas:
Aeroporto de Málaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.

Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução a 40Km da cidade.

Palavras para quê...???

Publicado por castafiore às 11:35 PM | Comentários (0)

outubro 05, 2005

Azul


Publicado por castafiore às 10:05 PM | Comentários (5)

outubro 04, 2005

Continuação do pesadelo autárquico

Hoje de manhã a TSF revelou 2 sondagens da Marktest para o Diário de Notícias e Universidade Católica. Ambas tinham resultados muito "animadores": em Oeiras Isaltino vai 2 pontos percentuais à frente nas intenções de voto, logo seguido pela Teresa Zambujo.

Em compensação, em Gondomar, o "nosso amigo" major Valentim Loureiro lidera as intenções de voto com 48%...

Quanto a este último aspecto, um dirigente partidário local afirmou que é natural que assim seja, mas que decerto tal não corresponde à realidade: é que a Marktest faz as sondagens pelo telefone, e, em Gondomar o clima de terror é tanto, que as pessoas respondem assim com medo das influências do major...

Não sei o que é preferível, francamente, se a triste realidade da sondagem, se a depressiva realidade da justificação...

Publicado por castafiore às 09:29 PM | Comentários (0)

Pois é...

De acordo com informações do Banco de Portugal, entre Janeiro e Agosto deste ano, os portugueses passaram mais de 650 mil cheques sem provisão. Correspondiam, ao todo, a mais de 1400 milhões de euros, um valor próximo ao registado no mesmo período do ano passado.

A diferença é que, este ano, estão a aumentar as devoluções de cheques de montante inferior a 150 euros, a maioria por falta de cobertura. É esse o limite a partir do qual passou a ser crime assinar "cheques careca".

Antes era considerado crime um cheque sem provisão de € 62,35. Agora, os bancos são obrigados a pagar os cheques sem cobertura até € 150,00.

O Banco de Portugal aponta 56 razões diferentes para a devolução de cheques -desde assinaturas ilegíveis a contas encerradas ou inexistentes, mas na maior parte dos casos trata-se mesmo de falta de provisão.

Às vezes não gosto de ter razão...

Publicado por pTd às 09:19 PM | Comentários (0)

outubro 02, 2005

Pesadelo autárquico

E que coisa é esta do Procurador Geral da República mandar suspender as investigações do Apito Dourado até depois das autárquicas para não se confundirem as coisas e não haver perigo de um inocente deixar de ser eleito por se saber que existem suspeitas sobre ele ...???....!!!

Parece-me, a mim, um mal menor, comparado com a situação de poder vir a ser eleito um autarca para depois se comprovar que é realmente um dos muitos implicados nesse ou noutros casos semelhantes... Isso sim, é digno de uma república da América Latina!!!

E receio que seja mesmo isso que venha a acontecer: é só escolher entre Isaltino, Fátima Felgueiras, Avelino F. Torres, Valentim Loureiro.... O pior é que desconfio que todos eles vão ganhar as eleições... E isso não abona lá muito a favor de todos nós....

Publicado por castafiore às 10:16 PM | Comentários (1)

outubro 01, 2005

Oh louro dá cá o pé...


Publicado por castafiore às 09:06 PM | Comentários (0)

setembro 30, 2005

FF

Bem sei que não é assunto novo mas hoje tive um animado debate com colegas e amigos sobre o assunto da Fátima Felgueiras e só queria deixar aqui expressa a minha indignação relativamente à fantochada que isto revela sobre o estado da nossa nação.

A mulher sai do país, fugindo às autoridades, vive 2 anos no Brasil de onde regressa com o visual renovado: mais nova, mais magra, novo corte de cabelo, nova cor e com aspecto de quem regressa de umas longas, repousadas e saborosas férias.

Perdoam-lhe a prisão preventiva porque já não há perigo de fuga uma vez que ela voltou voluntariamente (devo precisar de cerca de mais 40 anos para digerir a lógica subjacente a esta argumentação...)!!! Participa na campanha eleitoral, candidatando-se justamente a presidente da câmara de onde fugiu com acusações de corrupção e ...

... ou muito me engano ou vai mesmo ser eleita ....

E depois...??? Bem, isso só nas cenas dos próximos episódios. É que qualquer semelhança entre esta história e um guião do 421.º episódio de uma qualquer telenovela mexicana é pura coincidência... O pior é que a nossa história é mesmo baseada em persongens reais....!!!

Pobre país!

Publicado por castafiore às 11:56 PM | Comentários (2)

setembro 29, 2005

Vista de cima-2


Publicado por castafiore às 11:27 PM | Comentários (4)

setembro 28, 2005

Uma cidade sem horizontes-16


Publicado por castafiore às 10:09 PM | Comentários (4)

setembro 26, 2005

À tona de água-7

O que é que está verdadeiramente cá fora, à tona de água? Aquilo que temos como real ou, ao invés, o reflexo invertido? É que, se por qualquer razão nos pusséssemos de cabeça para baixo, o que agora é inverso passava a verdadeiro... Onde começa e onde acaba a linha divisória? Será num simples espelho de água?

Publicado por castafiore às 11:51 PM | Comentários (2)

setembro 24, 2005

Um dia de praia-6

Açores, São Miguel

Publicado por castafiore às 11:36 PM | Comentários (5)

setembro 22, 2005

Chapitô

O Chapitô recebeu a Silver Rose Award, um prémio atribuído pela SOLIDAR, uma organização não governamental europeia, membro da EAEA - European Association for Education of Adults, pelo trabalho desempenhado nessa área.

Afinal também sabemos fazer coisas boas e bem feitas!!!

Que tal fazer mais...???

Publicado por castafiore às 11:25 PM | Comentários (2)

Vista de cima

Publicado por castafiore às 11:17 PM | Comentários (2)

setembro 21, 2005

Lista telefónica

Hoje, quando cheguei a casa encontrei, no tapete de entrada, a nova lista telefónica. No processo de substituição da antiga, caiu-me ao chão e abriu-se acidentalmente nas páginas iniciais.

Pude verificar uma coisa que se calhar para muitos não é novidade mas com que só hoje me deparei... As linhas telefónicas de apoio especial têm horário de funcionamento, muitas com pausa para o almoço...!!!

Inédito!!!

A linha de apoio à criança maltratada funciona entre as 10.00 e as 20.00, ou seja a partir desta hora, exactamente quando muitas crianças são confrontadas com a dura realidade do regresso a casa de pais e mães violentos ou embriagados, não existe ajuda telefónica deste tipo...

... a linha de apoio à vítima é mais requintada: funciona entre as 10.00 e as 13.00 e entre as 14.00 e as 17.30. À hora de almoço, pelos vistos, as vítimas que se amanhem como puderem...

A linha SOS Drogas, está activa das 10.000 às 24.00, por isso pessoal, nada de "chutos" depois da meia noite que ninguém atende o telefone se a coisa der para o torto...

E a linha SIDA funciona das 10.00 às 20.00 e ao sábado das 14.00 às 20.00, o que me leva a imaginar que ao domingo não funcione, por isso dúvidas e perguntas sobre o assunto só mesmo na hora do expediente...

Serei só eu a achar que isto é profundamente ridículo??? Serei só eu a achar que ou estas linhas telefónicas são para funcionar a sério 24 em 24 horas, 7 dias em 7, ou então é ridículo existirem, com horário de repartição pública do século passado, num arremedo de seriedade e competência que apenas parece troçar das tragédias reais, sérias, dramáticas e profundas daqueles que realmente teriam necessidade de as utilizar a qualquer hora, em qualquer momento...????

Por outro lado, será necessário existir a linha SOS Criança, em paralelo com a linha Criança Maltratada e ainda com a Recados da Criança...??? Todas, evidentemente, dependem de diferentes organismos e todas têm diferentes horários de atendimento, MAS nunca para além das 20.00 horas, claro....

E será necessário haver uma linha SOS - Deixar de fumar...???

A triste realidade é que tudo isto existe de facto.... E tudo isto é profundamente patético...

Publicado por castafiore às 12:31 AM | Comentários (4)

setembro 18, 2005

Filhos de uma justiça menor

"(...) Salvador é um dos 170 antigos funcionários da falida Cooperativa Agrícola do Vale do Sorraia, que há quase 10 anos (des)esperam por receber o dinheiro que lhes é devido por indemnizações de antiguidade subsídios e salários em atraso. E o desespero continua: revogando duas decisões judiciais anteriores (1.ª instância e Relação), um controverso acórdão do Supremo Tribunal de Justiça retirou aos trabalhadores a prioridade dos créditos da massa falida da empresa, tendo dado primazia à Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Significa isto que só depois de o maior banco português (e possuído pelo Estado) ser ressarcido dos mais de dez milhões de euros de que é credor, é que a situação dos ex-funcionários merecerá atenção."

(Tiago Fernandes, in Visão, 25 de Agosto de 2005)


Esta decisão, muito polémica, como o artigo refere, e inclusivamente tecnicamente (leia-se, juridicamente) muito questionável do ponto de vista da sua correcção, ou mesmo legalidade, foi subscrita pelos juízes-conselheiros do STJ, de seu nome, e a saber: Neves Ribeiro (relator), Araújo Barros e Oliveira Barros.

Os mesmos, certamente, que juntamente com tantos outros magistrados judiciais, protestam contra as medidas do Governo de redução das férias judiciais (de 60 para 30 dias) porque isso os obriga a ter férias numa altura específica do ano o que consideram ilegal (por acaso também acontece o mesmo, por exemplo, com os professores, mas até agora ainda nenhum se lembrou de vir reclamar contra isso...), ou contra o facto dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça irem ser extintos e terem de passar a usufruir "apenas" das mesmas outras regalias que os restantes funcionários públicos, integrados no sistema geral da ADSE (que por acaso, para quem não saiba, é, por sua vez, bastante mais generoso em termos de regalias e reembolsos, do que o sistema de Segurança Social, de que o comum mortal beneficia...).

Nada disto decerto preocupa Salvador Domingos, de 59 anos, o ex-funcionário da Cooperativa Agrícola que o artigo da Visão refere. Não é por falta de interesse cívico, de qualquer forma, que ele não se preocupa com isto.

Desempregado, sem família, sózinho, talvez tenha os seus dias demasiado ocupados a tentar obter 100 euros mensais para pagar o exíguo quarto onde vive, e mais alguns cêntimos que diariamente lhe permitam matar a fome...

É tudo uma questão de perspectiva, decerto, mas cada vez me convenço mais, que no nosso Portugal de hoje, a Justiça, infelizmente, não é cega. Antes fôsse, porque esta que nós temos, de olhos bem abertos e que escolhe a dedo aqueles poucos que resolve agraciar, infelizmente é cada vez mais digna das tristemente célebres ditaduras da América Latina.... Ali, Justiça significa aplicação da lei tout court, mas interpretando-a sempre da forma mais conveniente a quem tem mais poder; nos países civilizados geralmente costumam ponderar-se muitas outras variantes e consideram-se muitas outras perspectivas: sociais, económicas, culturais, pessoais, até....

... pelos vistos ainda não chegámos lá...

Publicado por castafiore às 09:22 PM | Comentários (0)

setembro 17, 2005

Marcha-atrás

"As Nações Unidas não esclarecem se é devido à crise económica ou ao clima de austeridade instalado no País, mas garantem, no Relatório do Desenvolvimento Humano, que os padrões de vida dos portugueses se degradaram no último ano, quando comparados com outros países desenvolvidos.

Entre 2004 e 2005, Portugal passou da 26.ª para a 27.ª posição, no Índice de Desenvolvimento Humano, trocando de lugar com a Eslovénia, um dos novos parceiros da União Europeia. Esta mudança significa que aquela República da antiga Jugoslávia garante, actualmente, melhor qualidade de vida que Portugal, em matéria de educação, esperança de vida e rendimento real ajustado.

A Noruega continua a liderar este índice das Nações Unidas, seguida da Islândia, país que, no ano passado, se encontrava na 7.ª posição. Uma das maiores surpresas este ano é a queda da Suécia da 2.ª para a 6.ª posição, bem como da Holanda que perdeu 7 lugares. Quanto a subidas destaca-se o Luxemburgo, que surge como o 4.º país com maior desenvolvimento humano.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considera que Timor-Leste foi um dos Estados que mais conseguiu melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, tendo subido 18 lugares na lista, passando países como o Sudão, o Paquistão e o Quénia, entre outros."

(Paulo Santos, in Visão, 10 de Setembro de 2005)

Publicado por castafiore às 02:42 PM | Comentários (0)

setembro 15, 2005

E não se pode exterminá-lo...???

Refiro-me àquele estranhíssimo ser, de seu nome José Castelo Branco, que, ao assumir-se como apoiante da candidatura de Mário Soares, proferiu a seguinte frase: "Não me apetece muito ter o senhor professor como Presidente e a senhora dona Cavaca como primeira-dama"...

Bem sei que, em democracia, todos têm direito a expressar as suas ideias, mas ter de gramar com estas pseudofilosofias é dose...

Publicado por castafiore às 01:13 AM | Comentários (3)

Elogiar é preciso!

António Correia de Campos, um Ministro competente e conhecedor das matérias com que lida, decidiu louvar publicamente 7 funcionários do Sistema Nacional de Saúde pelas boas práticas de eficiência e, acima de tudo, de solidariedade, reveladas durante a época de incêndios deste Verão.

São funcionários do Centro de Saúde de Penacova: a directora clínica (médica, portanto), 1 motorista e 4 enfermeiras; estes, em conjunto com 1 enfermeiro de Santa Comba Dão auto-destacaram-se para o teatro de operações, i. é., para o local onde as labaredas estavam no seu apogeu para melhor poderem prestar assistência, in situ, às polulações e aos bombeiros em risco.

Bons exemplos a seguir: o de um Ministro que não tem medo de elogiar, o de cidadãos que se superam e vão mais longe do que aquilo que lhes é exigido, indo muito além da usual mentalidade mesquinha do nosso portuguesinho-rasca (moralmente rasca), geralmente traduzida naquela frase tantas vezes repetida: "não me pagam para isto".

Por enquanto estes "condecorados" ainda são a excepção. Oxalá um dia sejam a regra... O louvor, esse, será sempre merecido.

Publicado por castafiore às 01:00 AM | Comentários (1)

Sorry baby, the honeymoon is over...

Ainda no espírito de partilha das minhas leituras atrasadas, um excerto da execlente crónica da Áurea Sampaio, na Visão de 25 de Agosto, sob o título "Consumido pelo fogo":

"... Já agora, apenas uma ou duas coisas a propósito das férias de José Sócrates. Não vale a pena questionar aspectos menores destas duas semanas de lazer. Vendo bem, ele regressou tão mal disposto e tão stressado que até justificaria passar mais algum tempo no safari. E é verdade que, se as tivesse interrompido, os fogos não desapareceriam por artes mágicas. Mas há vertentes impossíveis de ignorar: ele é o chefe do Governo e isso implica deveres, sobretudo quando há mortos (13 durante a sua ausência), dezenas de feridos, centenas de desalojados, milhares em desespero e sofrimento, ora porque combatem ora porque perderam tudo. Por isso Sócrates tinha a obrigação de estar presente nestes momentos dramáticos, de dar a cara em nome da solidariedade humana e política e de ser o exemplo para aqueles que, no terreno, fazem esforços sobre-humanos na luta contra as chamas. Não o fez e isso terá um preço. O que fica por esclarecer é se a sua ausência implicou atrasos nos pedidos de ajuda internacional e no desencadear de outras medidas urgentes. Afinal, não seria de bom-tom dramatizar uma situação com um primeiro-ministro fora do País. Talvez isto nunca se saiba, mas o mais certo é qualquer réstia de estado de graça de Sócrates ter sido consumida nas labaredas deste Verão.".

Pois é... novamente...

Publicado por castafiore às 12:45 AM | Comentários (0)

Caminhos-17


Publicado por castafiore às 12:43 AM | Comentários (0)

setembro 14, 2005

O carisma do rock 'n roll

Uma das vantagens das férias (e dos fins de semana...) é que geralmente consigo sempre ler muito mais, e muito mais intensamente, do que durante os restantes períodos. Estas férias (que ainda continuam, mas agora em terras lusas) não estão a ser excepção.

Estou inclusivamente a pôr em dia a leitura de algumas revistas "Visão" que tinha deixado menos bem lidas.

Aproveito para transcrever um excerto de um artigo do Pedro Norton, na revista de 31 de Agosto:

"Um Estado só poder ser respeitado se se der ao respeito. Se os seus representantes máximos souberem cultivar, obviamente sem conservadorismos barrocos, uma consideração mínima pelos símbolos e pelas tradições que lhe dão corpo. Ao condecorar em Belém um Bono Vox de jeans e chapéu de cowboy o Presidente da República não contribui - ao contrário do que possa pensar - para construir uma imagem "moderna" ou cosmopolita do País. Muito pelo contrário, associa Portugal à imagem de um país provinciano cujo Presidente se presta a tudo para receber uma estrela rock internacional."

Pois é.... infelizmente é mesmo assim...

Publicado por castafiore às 12:20 AM | Comentários (1)

setembro 02, 2005

Um dia de praia-5

Açores, São Miguel

Publicado por castafiore às 11:56 PM | Comentários (2)

agosto 30, 2005

Para quê, senhores...??!!??

Será normal/necessário/útil/relevante que este tipo de situações venha publicada em Diário da República...??? Podem confirmar: 3.ª série, de 8/06/2005...

Onde é que isto vai parar ...???

Publicado por castafiore às 11:53 PM | Comentários (2)

agosto 27, 2005

Um dia de praia-4

Açores, Ilha Terceira.

Publicado por castafiore às 01:56 AM | Comentários (0)

agosto 25, 2005

Caminhos-16


Publicado por castafiore às 09:51 PM | Comentários (3)

agosto 23, 2005

Horários de trabalho

A fotografia não é minha mas a situação é demasiado peculiar para deixar de ser mostrada

Publicado por castafiore às 11:07 PM | Comentários (1)

agosto 22, 2005

... ou acompanhada


Publicado por castafiore às 10:38 PM | Comentários (0)

agosto 21, 2005

Só...


Publicado por castafiore às 09:46 PM | Comentários (5)

agosto 17, 2005

Consistência-2

Em homenagem a todas as que já arderam...

Publicado por castafiore às 10:19 PM | Comentários (0)

agosto 10, 2005

Um pequeno exercício de estatística

Em cada 100 incêndios que ocorrem na Europa, 41 têm lugar em Portugal...

Desde o início de 2005 já tiveram lugar 20.000 ocorrências incendiárias, contabilizando incêndios de grandes dimensões, fogos e fogachos...

Desde essa mesma data já arderam em Portugal 68.000 hectares de terreno: uma área equivalente aos concelhos de Sintra, Cascais, Lisboa, Amadora e Loures todos juntos...

Não digo mais nada!!!

Publicado por castafiore às 10:49 PM | Comentários (6)

A indústria dos incêndios

Apesar do tema dos incêndios já ser recorrente gostava de partilhar um excelente texto disponível na SIC online, datado de 9 de agosto de 2005 e assinado pelo José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação daquele canal de televisão.

"Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.


Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo."

Publicado por castafiore às 10:32 PM | Comentários (0)

agosto 09, 2005

E ainda arde!!!

Desta vez é todo o Parque Nacional da Serra da Estrela...

... e ontem foram os 10.000 hectares que formavam a mais vasta área europeia de pinheiro manso, situados em Vila Pouca de Aguiar...

Que vergonha! Que imensa vergonha!!! E que imenso desgosto!

Pena é que as nossas lágrimas não formem um rio suficientemente grande para apagar este fogo que nos destrói de forma irremediável... para sempre...

Publicado por castafiore às 12:39 AM | Comentários (6)

agosto 06, 2005

O seu a seu dono

No Portugal está a arder!!! escrevi que não compreendia como é que se mantinham os militares nos quartéis e não se dava ordem para irem ajudar os bombeiros neste combate brutal que se repete incessantemente. Na altura e na hora em que o escrevi, fi-lo porque em lado nenhum tinha conseguido obter informação em sentido contrário. Apenas na 6.ª feira de manhã soube que essa já não era a realidade e que havia já vários grupos de militares no terreno a lutar lado a lado com bombeiros e populações.

O seu a seu dono e a verdade acima de tudo.

Obrigada Vítor Marques, pela chamada de atenção (vd. comentário àquele post), mas foi apenas por uma questão horária que ainda não tinha rectificado este facto.

Publicado por castafiore às 12:51 AM | Comentários (0)

agosto 05, 2005

Portugal continua a arder!

O silêncio, que comentei anteriormente, das individualidades nacionais que me parecia a mim, se deveriam ter pronunciado sobre a situação de verdadeira calamidade que está a ocorrer, está já explicado. Jorge Sampaio foi em visita de Estado a Nova Iorque... José Sócrates está de férias no Kenya, ao que parece..., e António Costa (que por acaso o substitui em período de férias), hoje lá foi visitar algumas áreas atingidas.

De acordo com declarações prestadas à TSF, de manhã, a opinião do Sr. Ministro era que, ao invés de se queixarem de uma pseudo tragédia que se abate sobre o país, os cidadãos deveriam era ajudar os bombeiros a combater os incêndios...

Da parte da tarde, a sua opinião tinha já mudado ligeiramente de orientação, dizendo o Ministro da Administração Interna (que por acaso tem a responsabilidade de tutelar estas situações) que a situação é "extremamente grave" e que os patrões devem colaborar no esforço nacional, libertando todos os seus empregados que são bombeiros voluntários para que possam cumprir a sua tarefa.

Enfim... Ocorriam-me coisas mais importantes e inteligentes para serem ditas face à nossa actual situação. Ocorre-me também a necessidade de se falar menos e agir de facto! Medidas práticas e concretas. Coisas que podem não ser grandiosas de per si, mas que todas juntas fazem realmente a diferença.

Por exemplo, soube hoje que existem nas OGMA dois aviões de combate a incêndios, modernos e bem equipados, que precisam de uma pequena manutenção para ficarem operacionais. Talvez tratar disso...????!!!??? Não sei, parece-me a mim que poderia ser uma ajuda...

Ou então dar treino específico de combate a incêndios aos nossos militares para em situações destas o reforço aos bombeiros ser imediato e em grande número....

Publicado por castafiore às 09:12 PM | Comentários (6)

Portugal está a arder!!!

Mais uma vez...

... o pouco que restava está a desaparecer...

... pessoas perdem casas, povoações desaparecem, famílias ficam na miséria, os bombeiros desdobram-se e superam-se em esforços incríveis...

Curioso que num dia trágico como o de hoje nem o Presidente da República, nem o Primeiro Ministro, nem o Ministro da Administração Interna se tenham dado à maçada de ir ver o que se passa aos locais atingidos pela tragédia, ou pelo menos às redondezas, nem sequer se tenham lembrado de falar ao país, de explicar a situação, de dizer algumas palavras de apoio ou solidariedade.

Curioso que os militares continuem calmamente nos quarteis, curioso que não haja meios aéreos suficientes para combater incêndios, curioso que pareça que é a primeira vez que tudo isto acontece...

... suponho que a causa de toda esta estranheza se deva ao facto de todos estes acontecimentos serem novidade entre nós, nunca antes terem acontecido...

Se não fôsse tão absolutamente trágico até parecia que estavam a gozar connosco!!!!!!

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julho 30, 2005

A importância de ser arrastado

Vamos lá ver se de uma vez por todas se consegue clarificar o que está aqui em causa.

Que pode ter havido exagero ou sensacionalismo da comunicação social na forma como a notícia foi transmitida, sem dúvida. Mas nós somos um país pequenino (em todos os sentidos, infelizmente) e nos países pequeninos as notícias são tratadas desta forma. Não esquecer que estamos a falar da mesma comunicação social que abre um telejornal em prime time com a notícia do Mourinho ir ser transferido para o Chelsea onde ganhará um ordenado milionário ou que 2 concorrentes daqueles reality shows patéticos andaram à estalada ao vivo ou aprofundaram intimidades em directo frente às câmaras… Portanto, tudo dentro da mesma linha…

Mas quanto ao resto… quanto ao resto, acho que seria importante não esquecermos o essencial que aconteceu mesmo e tratarmos disto com alguma moderação. E isto aplicar-se-ia a ambas as facções. A tese anti-arrastão defende estarmos perante manipulação da informação e (sic) “branqueamento da realidade”. A principal defensora desta posição, a jornalista Diana Andringa, actual candidata independente do BE à câmara municipal da Amadora, produziu, inclusivamente, um documentário para provar esta circunstância.

Trata-se de um filme de 20 minutos, em minha opinião tecnicamente bem feito e que revela algum trabalho cuidado de investigação detalhada e de suporte mas, também ele, bastante manipulativo da realidade. É que os argumentos que usa e repete, sucessivamente até à exaustão, para defender que não houve arrastão são puramente demagógicos; a saber:
- o elevado n.º de adolescentes na praia naquele dia era pura coincidência e devia-se ao encerramento do ano lectivo;
- algumas pessoas que se encontravam na praia naquele dia não deram por nada;
- os pseudo assaltantes fotografados a fugir com objectos nas mãos, eram os seus legítimos proprietários em fuga (de que fugiam, então, não se percebe se afinal nada aconteceu…);
- nem no Brasil (país que detém os direitos de autor de arrastões) alguma vez ocorreu um arrastão com 500 participantes, pelo que não seria em Portugal que iria ter lugar o primeiro;
- alguns dias passados chega-se à conclusão (não se sabe bem como…) que assaltantes eram “só” 30 ou 40.

Sinceramente, não me podia estar mais a borrifar para o nome que lhe dão. O facto (e pelos vistos isto deve ser verdade pois mesmo os anti-arrastão aceitam essa situação) de 30 ou 40 indivíduos, de forma organizada, ou não, entrarem por uma praia dentro e começaram a roubar o que podem, já me parece, só por si, bastante grave sem ter que me preocupar com a qualificação técnica a atribuir. Como também me pareceria grave se fosse apenas 1 ou 2 que fizessem o mesmo. Por sua vez, a gravidade não aumenta nem diminui se o marginal ou os marginais em questão forem louros de olhos azuis, chineses, árabes, negros, indianos ou de qualquer outra raça. Esse facto não pode servir para os desculpar nem para os condenar em excesso, mas, simultaneamente, não devem deixar de ser acusados pelo receio de, ao o fazer, se poder estar a incorrer em perseguição racista.

Chamem-lhe o que quiserem, inventem um pseudo critério para o classificarem: o acto em si está mal, a situação em si está errada, os infractores devem ser severamente punidos. Tudo se reduz a estes simples factos e divagar como tem sido feito sobre esta situação é demagogia pura.

Ou será que, como o Miguel Portas afirma, como não eram 500 marginais de raça negra “mas só 30 ou 40 putos” já não faz mal e as pessoas não se devem indignar, nem preocupar, nem levar a mal o que aconteceu…???

De tudo isto, têm sido feitas derivações em todos os sentidos possíveis: religiosos, rácicos, económicos, sociais. Neste campo e por causa disto, já se debateram questões como a imigração, a nova lei da nacionalidade, a exclusão social e até o aborto… Parece-me que não podemos perder a perspectiva do que está aqui verdadeiramente em causa, analisando o facto de todos os seus diversos ângulos e em relação a todos os intervenientes: falta de segurança, desgoverno, permissividade, brandos costumes, desemprego, carências económicas, falta de educação cívica, desresponsabilização, falta de disciplina, omissão de justiça, ausência de autoridade.

Em 2001, num debate sobre terrorismo, Diana Andringa explicou que tinha uma maneira de olhar o terrorismo condicionada pela leitura do livro A condição humana. Disse a jornalista: “Percebi que quando um terrorista comete os seus actos, há qualquer coisa que desligou. Sai da condição humana. O que resulta sobretudo, do facto de não serem tratados como seres humanos. Sou contra o terrorismo, mas também não posso deixar de o tentar perceber”. O mesmo, presumo, pode-se aplicar à sua visão sobre a marginalidade. Tentar percebê-la não está errado, muito antes pelo contrário, tentar desculpá-la e justificá-la vitimizando o criminoso e transformando-o num pobre coitado, isso sim, é profundamente errado. Na minha opinião, também o marginal, tal como o terrorista, saiu da condição humana. Neste ponto em concreto, estamos plenamente de acordo.

Apenas uma última nota quanto ao assunto da exclusão social: por uma questão de respeito para com aqueles que tão pouco têm e que vivem em condições tão difíceis, acho que as pessoas deveriam evitar utilizar este argumento como justificativo todo-poderoso e ilibador de toda a culpa nos casos de marginalidade. É que (infelizmente) existem milhares de pessoas em situação de exclusão social, e desses milhares (felizmente) apenas uma parte residual, apesar de tudo, resvala para a marginalidade. Se outros não o fazem e com enormes dificuldades conseguem continuar a ter uma vida séria e honesta, por vezes sem se saber a custo de quê, então, usar as causas sócio-económicas como desculpa permissiva é no mínimo vergonhoso.

Tudo isto é no mínimo vergonhoso!

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julho 28, 2005

Emel - 4.º episódio

Ao fim de todo este tempo (de notar que a saga começou a 27 de Abril), 3 meses mais tarde portanto, a EMEL reconheceu que tinha rebocado o meu carro indevidamente... Foi um engano, um erro, disseram eles... Errar, parece que é humano... Magnânimes, devolveram-me parte do dinheiro que paguei. Da multa de € 90,00, devolveram-me € 60,00 porque os restantes têm de ser devolvidos pela DGV, para onde na altura também reclamei, mas que até agora se remeteu ao mais absoluto silêncio...

Há pachorra para isto...???

Episódios anteriores:
Emel - 3.º episódio
Emel - 2.º episódio
Emel

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julho 26, 2005

Prémio Inchado como um perú

Obviamente atribuído a Mário Soares, que "modestamente" considera a sua (re)candidatura à presidência da República Portuguesa como "um acto cívico e pedagógico" (sic), de acordo com notícia de hoje do Diário Digital.

Amor próprio ninguém o pode acusar de não ter.... Quanto à noção da realidade, já será diferente...

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julho 25, 2005

À espera-6


Publicado por castafiore às 10:58 PM | Comentários (3)

julho 22, 2005

Às riscas


Publicado por castafiore às 11:53 PM | Comentários (0)

julho 21, 2005

Live 8

Bem sei que não é uma notícia muito actual mas não podia deixar passar esta questão sem a mencionar aqui. Uma referência para a Mariza, a única artista Portuguesa a participar no Live 8, através de um convite pessoal do Peter Gabriel, seu admirador incondicional.

Integrada na sessão Africa Calling que decorreu na Cornualha no extraordinário cenário do Eden Project, Mariza cantou e deslumbrou quem a ouviu.

Parece que o "fádôh" começa a ser moda em terras estrangeiras... Uma interessante tendência a seguir e a incentivar agora que Portugal pretende classificá-lo como património mundial junto da UNESCO.

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julho 20, 2005

Caminhos-14


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julho 10, 2005

Clube motard

Tinha-me esquecido completamente desta fotografia! Foi tirada o ano passado em Santa Maria, nos Açores. O Clube Motard tinha estas instalações liliputianas mas nem imaginam a agenda e calendário preenchidos com actividades!

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julho 05, 2005

Vergonhoso!

Mais uma vez o país está a arder!!! Todos os anos, muito certinho, tudo volta a acontecer... Já não ardem extensões tão grandes porque pura e simplesmente está tudo queimado! Como é que é possível que ano após ano, após ano, após ano nada seja feito...???

A única resposta possível é que muita gente importante, em muitos sectores-chave, não quer que isto acabe!!! Não há outra explicação!!!

Desta vez é (novamente) a Tapada de Mafra. 400 bombeiros, verdadeiros heróis, estão no terreno a tentar circunscrever o incêndio. 8 estão hospitalizados, 4 em estado muito grave com queimaduras de 1.º e 2.º grau. O fogo passou de um lado para o outro da autoestrada com a ajuda da ventania que se faz sentir. Uma extensão considerável já ardeu e é irrecuperável nos próximos 50 anos. 50 anos!!!

Diversas espécies animais estão em perigo e não morreram mais porque corajosos cidadãos voluntários acorreram à zona zoológica da Tapada e, na medida das suas possibilidades, salvaram os que puderam. Entre eles uma família de 8 lobos, os primeiros a ali se reproduzirem em cativeiro!

Que país de atrasados mentais nós somos para destruir o que é nosso, as nossas principais riquezas aquelas que nunca mais se recuperam! Somos bem os murcões de garrafão e fato de treino roxo! Às vezes tenho vergonha deste país!

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julho 04, 2005

Prémio bacorada

Mais uma vez (não sei porquê algo me diz que não será a última...) é atribuído a Alberto João Jardim, pelas suas declarações durante o fim de semana, em que afirmou que não tolerará nem chineses nem indianos na Ilha da Madeira!

Palavras para quê ....??? É o Presidente do Governo Regional, em exercício de funções há 26 anos...

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junho 26, 2005

Corrupção

Em Portugal existiu até 1992, altura em que foi extinta, uma Alta Autoridade Contra a Corrupção (AACC). Nessa mesma data em que no nosso país se extinguia esse organismo, diversos países europeus criaram organismos semelhantes.

Numa entrevista à revista Visão desta semana, Luís Sousa, investigador do ISCTE fala sobre o assunto e sobre as razões que levaram a tal extinção:

"A classe política apontou a existência de poucos resultados. Com o alargamento de competências, que lhe permitia investigar as entidades soberanas, começaram os problemas, sobretudo no que dizia respeito às declarações patrimoniais. E isso explica que os partidos com representação parlamentar, à excepção do Partido Comunista, tenham votado o seu fim. O certo é que, no momento em que foi extinta, a AACC tinha mais de 2.000 processos em investigação. Apesar de alguns deles implicarem empresas públicas, as denúncias não partiram da classe política".

Palavras para quê? Estamos em Portugal!

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junho 10, 2005

Ponto de passagem


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junho 07, 2005

Educação

Uma referência também para a excelente crónica da Inês Pedrosa, publicada na revista Única do jornal Expresso do último sábado, com o título "A obsessão de educar".

O tema é a actual convulsão que a nível nacional parece agitar pais e professores e associações de pais e movimentos de famílias cristãs e católicas por causa dos famigerados programas de educação sexual nas escolas.

Subscrevo a crónica da Inês na íntegra porque se a tivesse escrito eu própria decerto não seria mais adepta do que lá consta. E como compreendo o seu desabafo inicial: " Alguém devia dedicar-se a inventar a fórmula química do bom senso para a pôr à venda em frasquinhos, como medicamento genérico.".

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junho 06, 2005

Um dia de praia-2

Esta é uma praia mais "clássica". Porto Santo

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junho 05, 2005

(no) logo-2


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maio 31, 2005

Os não-infelizes

"Se houvesse um livro de Bernardim Ribeiro que começasse "Menina e moça voltei para casa dos meus pais e desde esse dia nunca mais chorei uma só lágrima", nunca teria arranjado editor. Portugal pode não ser um país triste, mas é decididamente um país infeliz. Em mais nenhuma língua ser feliz, que deveria ser uma coisa natural, significa também ter sorte, ser bem sucedido.
Ninguém tem pena das pessoas felizes. Os portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem uma soar repelente, rimador de javardo) vêm-se obrigados a fingir a dor que deveras sentem, só para poderem brincar "com os outros meninos"."

(Miguel Esteves Cardoso, in Os meus problemas)

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maio 28, 2005

Mentalidades

Foi apenas ao ler um artigo na revista Visão desta semana que me apercebi, em choque, de quão retrógada ainda é a mentalidade do povo Português, em certas matérias... E não apenas dos Portugueses, em bom rigor. Num excelente artigo sobre a homossexualidade ("Ser gay em Portugal") recordei dois factos reveladores:

1.º - apenas no início da decáda de 80, com a revisão do Código Penal, a homossexualidade deixou de ser considerada um crime, lado a lado com o incesto, adultério e prostituição...

2.º - apenas há 15 anos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista das doenças mentais...

É extraordinário! E chocante! Como é que alguém, um legislador, um povo, uma moral colectiva, que seja, acha que tem idoneidade ética ou moral para poder classificar alguém como criminoso apenas por causa das suas preferências sexuais, quando elas vão no sentido de gostar de pessoas do mesmo sexo....???!!!??? E não vale a pena aduzir argumentos ou exemplos como o do processo Casa Pia, pedofilia, etc. Confundir os elementos é comum e frequente, e um truque a que muitos pseudo-moralistas recorrem.

Homossexualidade, pedofilia e abuso de menores, são 3 realidades distintas e independentes que não se podem nunca considerar de forma una. Senão, repare-se apenas que em termos de incidência a grande percentagem de abuso de menores e pedofilia ocorre com heterossexuais.

Como o referido artigo chama, e bem, a atenção, a questão das mentalidades é tão gritante quanto a forma como a homossexualidade foi utilizada na última campanha eleitoral, em tentativas sórdidas de tentar denegrir a imagem de políticos com piadas e insinuações torpes sobre as suas eventuais escolhas sexuais... O que é que as restantes pessoas terão a ver com isso é o que eu me interrogo... E o que é isso pode influir na forma como se governa um país, ou exerce uma profissão também é matéria que me escapa!

Decididamente ainda estamos muito na idade da pedra no que toca a estas matérias...

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maio 23, 2005

Caminhos-12


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maio 21, 2005

Um dia de praia

Nem todas as praias são iguais. Nem todas têm areia dourada e um mar turquesa à volta. Nem todas têm ondas azuis com espuma branca, enormes e redondas. Nem todas têm pedrinhas e conchas. Vamos visitar praias diferentes, de vários géneros...

Para já temos esta nos Açores, Ilha Terceira: praia de Salgueiros.

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maio 13, 2005

Mais uma...

Mais uma criança brutalmente assassinada pela avó e pelo pai... Desta vez tinha 5 anos, chamava-se Vanessa, morava no Porto e depois da tareia que a deixou a agonizar a sua extremosa família não a levou ao hospital para não desconfiarem deles; quando a criança finalmente morreu atiraram o corpo ao rio!

Não vale a pena qualquer comentário a mais um acto de pura bestialidade praticado por seres que não me parece poderem ser apelidados de humanos. E não me venham com a conversa da treta que são pessoas de fracos recursos, moralmente miseráveis, desculpabilizados pela toxicodependência... Culpabilizados, isso sim, parece-me que deveriam ser. Eles e as autoridades que permitem que famílias destas tenham crianças à sua guarda.

E seja tal permissão derivada da total ausência de controlo destas situações, seja por, como no caso da Joana, acharem que estas situações não são de perigo!

De acordo com a "Visão" a linha SOS Criança recebeu em 2004 o maior número de chamadas jamais registado: 5.125. Presumo que poucas devem ter dado azo a investigações ou a resultados .... Pelo menos neste caso não deram! Ainda bem que existem para ajudar e defender aqueles que por serem pequeninos, por vezes não sabem ou não podem defender-se...

De acordo com aquela mesma revista, na missa de 7.º dia mandada rezar pela mãe da criança assassinada (que a abandonou à nascença mas que não dava autorização ao casal que a criou até aos 5 anos e que eram seus padrinhos para a adoptar, apesar das inistências destes...), o padre que a rezou, na paróquia de Lordelo do Ouro, no Porto, de seu nome Domingos Oliveira disse, porém, no final da homilia: "matar uma criança no seio materno ainda é mais violento do que matar uma menina de 5 anos!"...


Se não fôsse a tragédia subjacente só poderia tratar-se do argumento de um filme surrealista de Fellini... Palavras para quê...?????

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maio 10, 2005

Torturas várias

Ontem à noite, domingo, estava eu na minha saga de visionamento ininterrupto dos meus episódios de X-files, e após 3 seguidos decidi parar e ir dormir antes de começar a ver homenzinhos verdes com antenas por todo o lado. Eis senão quando desligo o DVD e zás.... fico sintonizada na TVI que estava a dar um qualquer programa especialissímo sobre a famigerada "Quinta das Celebridades" que pela 1.ª vez me forcei a ver por um período superior a 15 segundos...

Aquilo é realmente muito mau! O que leva alguém a sujeitar-se a fazer aquelas figuras? Só pode ser uma enorme necessidade de dinheiro e uma total impossibilidade de o obter por outra qualquer forma.... Que degradante tudo aquilo é: desde o cenário, às pessoas, a própria apresentadora ... enfim, não há palavras.

E fiz uma associação a este breve excerto que tinha lido recentemente, noutro contexto:

"Sociedade do supérfulo. Uma raparigazita ganhou a sorte grande na lotaria infantil. Lá está ela no palco, radiante de excitação, ao lado do apresentador; cinco auxiliares de cena sobem ao palco com um gigantesco embrulho transparente contendo mil bonecas. Mas que raio de presente é este? Mil vezes a mesma boneca, mil camponesas da Floresta Negra iguais umas às outras. Os pais, presentes na sala, pensam a princípio tratar-se de uma graça crítica feita a seu propósito e riem timidamente. Mas o apresentador, que não sabia do que constava o primeiro prémio, fica desarmado e não volta a referir o assunto. A criança tenta sufocar um soluço com os pequenos punhos mas perde o controlo e desata a chorar com todas as froças. O público fica num desassossego, os pais irritam-se e ouvem-se apupos e protestos. "Organização de tortura infantil!" grita a mãe numa queixa raivosa; lança-se sobre o palco, seguida de outras pessoas, e afasta a filha para o lado, protegendo-a do primeiro prémio."

(Botho Strauss, in A Dedicatória)

E a nós quem nos protege?

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Uma cidade sem horizontes-13


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maio 07, 2005

Acusados!

Aqui há uns meses falei da Joana (Lavo daí as minhas mãos e Ainda sobre a Joana) e do enorme nojo, repulsa e vergonha que me causa saber que vivemos num país, numa sociedade onde acontecem coisas destas.

Hoje, menos mau, fiquei a saber por uma notícia no Expresso que o Ministério Público acusou de homicídio qualificado, ocultação e profanação de cadáver a mãe e o tio da Joana, ficando cada um sujeitos a penas de prisão de até 25 anos.

Oxalá ninguém se lembre de os tentar desculpabilizar dizendo que eles próprios são vítimas de uma sociedade de consumo que marginaliza aqueles que não têm dinheiro nem emprego, blá, blá, blá....

Oxalá seja permitido acusá-los sem hipocrisias e sem cobardias pelo enorme acto de bestialidade que praticaram...

Oxalá alguém se lembre até lá de mudar o código penal e estabelecer a pena de prisão perpétua. É que parece-me que 25 anos não chegam para castigar alguém por um crime desta natureza!


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abril 30, 2005

Uma cidade sem horizontes-12

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abril 27, 2005

Emel

Hoje a EMEL esteve igual a si própria.

O meu carro foi rebocado.

O detalhe que faz a diferença é que foi rebocado estando estacionado em frente de um parquímetro onde está assinalada a zona a que o meu dístico de residente pertence...

Perdi 2h. 30m. para recuperar o carro, tive de pagar €90,00 e agora espera-me uma saga de reclamações e protestos junto da EMEL e da DGV para recuperar o dinheiro em questão e restantes custos acrescidos.

Vai ser lindo! Como é que é possível pôr isto a funcionar como deve ser quando existem empresas deste calibre...???

Vou relatando a saga à medida que for decorrendo.

Publicado por castafiore às 11:54 PM | Comentários (4)

abril 20, 2005

Onde a terra acaba

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abril 19, 2005

Contradições...?

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abril 13, 2005

Teia ... de aranha? - 3

Todo o dia para cima e para baixo, subi e desci vezes sem conta. Contrariamente ao que pode parecer, descer não é muito cómodo, fico muitas vezes de cabeça para baixo. Ao fim de algum tempo sinto-me tonta. Mas tinha de acabar. E não é fácil. Nuns sítios tenho de cruzar, noutros de fazer um ziguezague; noutros ainda preciso de desenhar círculos. O desenho não é aleatório; previamente pensei muito nele. Tem de ficar exactamente como o imaginei. E não pode ser trabalho mal feito. O fio tem de ser de qualidade, bem confeccionado. Apesar de ter mudado a hora, foi-se fazendo tarde... e escuro! Receei não conseguir terminar atempadamente! Onde iria dormir? Felizmente já vou tendo alguma prática! Quando finalmente acenderam a luz o resultado excedeu as expectativas! A minha casa estava linda! Original e bem diferente das anteriores. Já posso descansar e ficar repousadamente à espera de visitas....

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abril 09, 2005

Quioto

De acordo com o Ministério do Ambiente, Portugal terá de gastar entre 200 a 300 milhões de euros adicionais em 5 anos para comprar quotas de emissão de dióxido de carbono ou investir em mecanismos de desenvolvimento limpo.

Para os ambientalistas, nomeadamente, para a Quercus, o cenário não é assim tão optimista: a derrapagem nacional está calculada, por aquela entidade, em 13 milhões de toneladas. Tendo por base um valor de mercado de 12 euros por tonelada, isso implica que Portugal terá de gastar 160 milhões de euros por ano para conseguir cumprir Quioto....

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abril 03, 2005

Uma cidade sem horizontes-10


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abril 02, 2005

À tona de água-6


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março 31, 2005

Caminhos-10

Publicado por castafiore às 11:49 PM | Comentários (4)

março 03, 2005

À espera-IV

Esta é dedicada ao B. Carriço do Fragmagens.

Sim, também é nos Açores, mais precisamente S. Miguel.

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março 02, 2005

Verde!


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fevereiro 23, 2005

À tona de água-V


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fevereiro 21, 2005

Conseguimos!

Conseguimos tirar de cá o Lopes! Finalmente!

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fevereiro 20, 2005

Uma cidade sem horizontes-VII


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fevereiro 15, 2005

Poupem-me!

... ao Dr. Santana Lopes de gravata preta no debate televisivo em sinal de luto pela morte da Irmã Lúcia!

Por favor! Até eu que não sou crente acho que a senhora merece mais respeito do que ter a sua morte a ser utilizada desta forma...

E logo por quem...

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fevereiro 13, 2005

À tona de água-IV


Publicado por castafiore às 08:17 PM | Comentários (0)

fevereiro 11, 2005

Tiro ... na cabeça...

... por sua vez, directamente e bem no meio da testa, é o que se pode chamar ao mais recente comentário-baboseira do Alberto João Jardim quando inquirido sobre a suposta notícia em que Cavaco Silva apoiaria o PS nas próximas eleições: "Esse homem (Cavaco Silva) é um energúmeno e devia ser expulso do partido!", disse AJJ do alto da sua integridade...
Se assim fôsse, nem quero pensar de onde o deveríamos expulsar a ele próprio, mas do planeta Terra, assim de repente, está a parecer-me uma boa hipótese...

Publicado por castafiore às 12:12 AM | Comentários (2)

fevereiro 10, 2005

Tiro no pé

Bem sei que esta tem já uns dias, mas hoje voltei a comentar a situação com uns amigos e o ridículo da mesma voltou a assolar-me em toda a sua plenitude... Então o nosso ilustre Primeiro-Ministro demissionário pretende processar todas as empresas de sondagens que actualmente prevêem baixa percentagem de voto para o PSD nas próximas eleições de dia 20, caso venha a ganhar as ditas cujas.....??? Mas será que este homem perdeu completamente o sentido do decoro e a própria sanidade mental.....??? E será que ninguém o cala....? Será que ele ainda não percebeu que cada vez que abre a boca faz campanha a favor de todos os outros partidos juntos e contra si próprio...??? Isto já não é sequer um tiro no pé; ele já atinje orgãos vitais próprios....

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fevereiro 04, 2005

Água

"Sem esquecer, é claro, que se não existisse tudo o que não são plantas, nem tudo o que não é água, tanto uma coisa como a outra não existiria. A água é tudo quando não acaba em nada, nem no pingo que ainda pinga - ou já não pinga - dos ramos da Roseira, nem no charco que alaga o calhau da Calçada."

(Manuel Zimbro, "O mundo, visto da terra, aqui à volta de casa")

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janeiro 25, 2005

Caminhos-VIII


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janeiro 16, 2005

Ecopontos

Este é um dos muitos ecopontos que existem ao pé de minha casa; foi fotografado hoje à tarde.
Onde os meus vizinhos depositam conscientemente as suas embalagens para reciclar....
... mesmo quando já não cabe mais nada....
... mesmo quando, obviamente, a Câmara já não passa para recolher e esvaziar há muito, muito tempo...
Seria útil, talvez, dar aulas de civismo aos fanáticos da reciclagem e aulas de eficiência prática aos serviços camarários...

Publicado por castafiore às 09:13 PM | Comentários (0)

janeiro 14, 2005

Santanice

Nova palavra para o dicionário de Português:

Santanice - acto ou acção de alguém que acaba sempre por prejudicar outro alguém e ser também ele prejudicado com esse acto ou acção, sem ter consciência disso. Forma de agir inopinada e irresponsável que prejudica toda a gente envolvida directa ou indirectamente na acção, sem que o autor tenha uma consciência absoluta das consequências dessa acção - "fez-lhe uma santanice", " acabou por se santanizar", "se disse isso, vai ser santanizado"; estupidez, parvoíce, inexperiência, irresponsabilidade de grande dimensão, efeito negativo de algo dito ou feito por um inconsciente com poder para o fazer.

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janeiro 12, 2005

À espera-II

Estas estavam à minha espera no Funchal...

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janeiro 10, 2005

Caminhos-VI

Bom Jesus, Braga

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janeiro 08, 2005

Uma cidade sem horizontes-III

Esta fachada é de uma casa em Ourém, na vila velha, mesmo encostada às muralhas.

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janeiro 06, 2005

À tona de água-II

O Céu beijou a Terra e deixou-lhe impressa no rosto a sua efígie deslumbrante.
O Céu é a imagem da Terra, mas indefinida e transparente.
Noivam, todos os anos, o Céu e a Terra.

Teixeira de Pascoaes (1877-1952) - "O Pobre Tolo - Prosa e Poesia"


O mar de Porto Santo parece-me adequado para ilustrar este belissímo verso.

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janeiro 05, 2005

Uma cidade sem horizontes-II

Continuando, pelos Açores, ainda na Ilha Terceira, esta casa ficava numa terra mesmo ao lado de Angra do Heroísmo de cujo nome não me lembro...

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janeiro 04, 2005

Uma cidade sem horizontes

Descobri que pelos vistos gosto de fotografar casas... Não precisam de ser monumentos. Bastam simples casas. Estive a rever fotografias de viagens e constatei que tenho imensas de casas. Podem ser prédios de apartamentos, de escritórios, casas de famílias, igrejas, barracas, mas acabam sempre por ser casas. Casas de uma cidade que não começa nem acaba. Sem princípio nem fim. Casas de uma cidade que se espalha pelo mundo inteiro.

Começo aqui hoje uma nova série de fotografias com este tema.

Esta primeira é dos Açores, Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, a terra das minhas raízes paternas.

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janeiro 02, 2005

À tona de água

Paira à tona de água
Uma vibração,
Há uma vaga mágoa
No meu coração.

Não é porque a brisa
Ou o que quer que seja
Faça esta indecisa
Vibração que adeja,

Nem é porque eu sinta
Uma dor qualquer.
Minha alma é indistinta
Não sabe o que quer.

É uma dor serena,
Sofre porque vê.
Tenho tanta pena!
Soubesse eu de quê!...

(Fernando Pessoa, in Poesias)

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dezembro 31, 2004

Fraude

Fraude é o único nome que posso dar à tentativa que o Governo fez de aldrabar as contas públicas, fingindo que o déficit estava controlado através de um esquema de vigarice barato: pagar só em Janeiro o que era devido já em Dezembro, para na passagem da meia noite o dinheirinho ainda estar nos cofres do Estado.

Seria "apenas" um esquema rasca de vigaristas reles se não tivesse afectado directamente aqueles que são os mais carenciados na pirâmide social: os destinatários das prestações de desemprego e doença... Assim sendo tornou-se escandaloso!

Ideia digna de qualquer ditadura de opereta, de países do terceiro mundo, o Governo apressou-se a desmentir a situação dizendo que tudo não passava de um mal entendido e de uma notícia errada...

O grande azar é que o jornalista do Diário Económico tinha consigo a prova material e assinada que a ordem tinha saído directamente das Finanças....

Dizem que em Portugal ainda há 15% de analfabetos.

Que me perdoem aqueles que por razões sociais muitas vezes trágicas não sabem ler nem escrever. Porque a verdadeira percentagem de analfabetos, essa vamos poder aferi-la no próximo dia 20 de Fevereiro pela votação dada ao partido do nosso actual Governo..

Publicado por castafiore às 12:24 AM | Comentários (0)

Caminhos-V


Publicado por castafiore às 12:14 AM | Comentários (0)

dezembro 30, 2004

Imbecilidade

Na SIC Notícias foi transmitida uma reportagem onde entrevistaram diversos turistas portugueses que partiram para a Tailândia nos últimos dias, mantendo férias anteriormente marcadas, mesmo depois da tragédia recentemente ocorrida...

Dulce Ferreira, uma dessas turistas, respondeu que já tinha as férias marcadas, que não tinha ficado "nada preocupada com o que tinha acontecido, porque os pais, que já lá estavam, tinham enviado uma mensagem a dizer que tinha havido uns tsunamis e umas coisas, mas estavam bem.".

Quando a jornalista lhe perguntou se estava triste com toda a situação, Dulce Ferreira respondeu "sim, claro, agora já não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não tivesse acontecido nada disto. Por outro lado, estou contente, porque vejo as coisas mais ao natural, como elas são."

O último balanço dos tsunamis e outras coisas, contabiliza 80.000 mortos....

Oxalá a Dulce, sem dúvida séria candidata ao prémio Atrasada Mental do Ano, tenha umas boas férias...

Publicado por castafiore às 12:06 AM | Comentários (1)

dezembro 20, 2004

Inacreditável

Portugal é o país da UE com o Salário Minímo Nacional mais baixo.

Mas somos também o país com a maior diferença entre os salários mais elevados e os mais reduzidos...

Palavras para quê...???

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dezembro 08, 2004

Ajuda de Berço

A Ajuda de Berço é uma Associação, fundada em 1998, que acolhe e apoia crianças dos 0 aos 3 anos, necessitadas de protecção urgente, face a situações que as coloquem em risco, tais como maus tratos, abusos sexuais, pais alcoólicos ou toxicodependentes, prostituição, falta de lar ou abandono.

É uma associação com um trabalho louvável, com a responsabilidade de ter nas suas mãos o cuidado de alguns futuros homens e mulheres da nossa sociedade e é também uma associação com carências de apoio a todos os níveis. Carências essas que nós, todos juntos, podemos ajudar a diminuir substancialmente.

Para isso basta estar disposto a fazer a doação de alguns dos seguintes itens:
Fraldas 9-15 kg ou 13-18 kg
Fraldas 13-20 kg
Toalhitas
Creme Corpo loção bébé
Água de colónia bébé
Soro fisiológico
Leite de vaca meio gordo
Leite em pó - Nan 2
Leite em pó - Nidina 2
Leite em pó - Aptamil 2
Papas
Boiões de fruta
Bolachas
Massas, Azeite, óleo
Roupa de bébé

As doações podem ser feitas nas seguintes moradas:
- Sede Social e Centro de Acolhimento (Alcântara)
Av. de Ceuta, nº 51 – r/c
1300-125 Lisboa

- Nova casa da Ajuda de Berço (Monsanto)
Travessa Francisco Resende, nº 21 a 55
(junto ao Colégio Beiral)
1500-289 Lisboa

Se quiser saber mais sobre esta instituição e continuar a ajudar estes bébés, basta visitar o seu site: Ajuda de Berço.

Para nós o gesto pode ser insignificante, para eles pode representar a vida inteira...

Publicado por castafiore às 10:55 PM | Comentários (0)

dezembro 07, 2004

Caminhos-IV

Ainda outro caminho nos Açores - Ilha Terceira.

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dezembro 05, 2004

Portugal e o Mar

Este é o título genérico da revista Ùnica do Expresso de 20 de Novembro, por sinal interessantissíma, com artigos extraordinariamente bem conseguidos e que revelam a história de amor mais antiga e conturbada de sempre: a do nosso país com o oceano...

Os poemas que aqui deixei nos 2 últimos dias são retirados de lá, do artigo de abertura intitulado "A nação do mar", com fotografias aéreas do Rui Ochôa que só por si já valem tudo.

Para aprendermos a gostar mais de nós próprios e a darmos valor ao imenso e riquissímo património biológico, cultural, ecológico, paisagistíco e económico que tantas vezes ignoramos.

Publicado por castafiore às 02:24 AM | Comentários (0)

dezembro 01, 2004

Em boa hora...

... o nosso Presidente decidiu convocar eleições antecipadas...!
Se pecou por alguma coisa, foi por ter demorado tanto tempo a tomar esta decisão... Um atraso de 4 meses, mais ou menos... Mas mais vale tarde do que nunca! O "Sr. Lopes" que me perdoe mas isto era um descalabro...!

Publicado por castafiore às 10:32 PM | Comentários (0)

novembro 27, 2004

Caminhos-III

Continuando nesta categoria, mais um caminho nos Açores - Ilha Terceira.

Publicado por castafiore às 01:36 AM | Comentários (3)

novembro 23, 2004

Conclusão

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novembro 19, 2004

Caracol

E já agora que recordo os Açores, fica aqui mais uma da Terceira: Hotel do Caracol.

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novembro 18, 2004

Caminhos-II

Em Agosto editei aqui uma fotografia de um caminho nos Açores que tinha achado particularmente bonito. Quando revi as fotografias de lá encontrei outras que também me agradaram. Deixo aqui mais uma. Esta é também na Terceira, uma estrada que atravessa a ilha transversalmente.

Publicado por castafiore às 11:49 PM | Comentários (2)

novembro 17, 2004

Passeio

Esta também é de Braga. Já não ia lá há algum tempo. Achei que a cidade está gira. E esta zona do centro histórico, pedonal e com ar de "Passeio da Avenida" de outros tempos dá-lhe pinta...

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novembro 16, 2004

Verão de S. Martinho

Sábado passado, Praia da Torre (ao lado de Carcavelos)... Apetecia mesmo um mergulho...

Publicado por castafiore às 10:41 PM | Comentários (3)

novembro 15, 2004

Braccara Augusta

Rua no centro histórico de Braga.

Publicado por castafiore às 11:43 PM | Comentários (1)

novembro 11, 2004

Portas vermelhas

Não me perguntem porquê mas gostei imenso destas portas...
São em Viana do Castelo.

Publicado por castafiore às 12:01 AM | Comentários (2)

novembro 02, 2004

Nota máxima

Nota máxima para a juíza Conceição Oliveira e para o delegado do Ministério Público que hoje, por ausência de provas conclusivas, e apenas ao fim de 1 hora do decurso da audiência de julgamento, mandaram arquivar o processo em que uma mulher (mais uma) ia ser julgada pela prática do crime de aborto.

O mesmo teria ocorrido quando a rapariga tinha 17 anos (há cerca de 4 anos) e teria decorrido da ingestão propositada de comprimidos, tomados com esse mesmo objectivo.

A tomada de conhecimento pelas autoridades? Através de um "zeloso" enfermeiro do hospital Amadora-Sintra que, em manifesta viloação do seu dever de sigilo profissional, decidiu que essa seria a mais correcta linha de actuação...

Palavras para quê? É um moralista português em todo o seu patético apogeu...

Desta vez, porém, fez-se Justiça! São decisões como a que estes magistrados tomaram hoje que ainda me fazem manter a crença na possibilidade de uma sociedade mais justa, de um mundo melhor, sem leis hipócritas nem gente cobarde, mas com seres humanos moralmente dignos e corajosos.

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outubro 30, 2004

Tempestade

Hoje, em Viana do Castelo, na praia, está muito mau tempo. Mas é tão bonito mesmo assim...


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outubro 28, 2004

Património cultural

Açores - Ilha Terceira - Angra do Heroísmo - Paços do Concelho, onde funcionam em simultâneo a Câmara Municipal e o Governo Civil e onde existe o mais rico Salão Nobre de todo o país.

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outubro 18, 2004

Infelizmente

Cerca de dois milhões de portugueses vivia em 2001 com menos de 300 euros por mês, ou seja, um em cada cinco portugueses enfrentava uma situação de risco de pobreza, indicam os dados divulgados no dia 14/10 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na mesma data, a média nos Quinze era de 15% da população em risco de pobreza, que aqui é medido por população com rendimentos inferiores a 60% da mediana da distribuição do rendimento líquido em cada país. O INE refere ainda que, em Portugal, as transferências sociais traduzem-se numa redução de quatro pontos percentuais no risco de pobreza, que passa de 24 para 20%. Na UE, considerando os 15 Estados- membros, as transferências sociais permitiam uma redução de nove pontos percentuais, de 24 para 15%.

Portugal era também o país da UE com maiores discrepâncias na distribuição dos rendimentos, com uma desigualdade da distribuição do rendimento, medida pelo coeficiente de Gini, de 37%. Este valor compara com os 28% de média nos Quinze.

Portugal apresenta também a maior diferença entre os rendimentos dos 20% da população com maiores rendimentos e os rendimentos dos 20% mais pobres. Em 2001, os mais ricos ganhavam 6,5 vezes mais do que os mais carenciados, enquanto que na UE esse rácio era de 4,4.

Publicado por castafiore às 12:10 AM | Comentários (1)

outubro 14, 2004

Ainda sobre a Joana...

... há muita coisa a dizer, até porque, confesso este assunto tem-me feito muita, muita impressão.... Não consigo compreender como é que uma família, uma mãe, faz uma coisa destas à própria filha, ou igualmente horroroso e condenável, permite que façam. A propósito gostava de aqui deixar o artigo que a Inês Pedrosa escreveu na revista Única do Expresso, de 9/10/2004, com o qual não posso concordar mais...

AS CRIANÇAS-ABONO
“Não, a miséria não explica tudo. De cada vez que se justifica um crime com a pobreza física de quem o cometeu, está-se a exercer uma discriminação violenta contra os milhões de pobres deste mundo que não esfolam nem matam os seus filhos. A família da “pequena Joana” não tem atenuantes – sabia muito bem onde estava o bem e o mal. E sabia que “viver do abono”, ou seja, do dinheiro que o Estado lhes entrega para criar as crianças que vão gerando dá menos trabalho do que trabalhar. As crianças dos pais violentos (e a negligência é também uma forma de violência) não dão trabalho nenhum. Aprendem a sobreviver coladas às paredes. Aprendem a levar porrada em silêncio. Para não levarem mais porrada, pensam elas. Porque são inocentes.

Menos atenuantes ainda têm os funcionários dessa coisa eufemisticamente chamada Comissão de Protecção de Menores. Que menores é que efectivamente esses senhores estão a proteger? As traças do papel em que arquivam as queixas? As “psicólogas” desta extraordinária Comissão receberam uma denúncia por maus tratos e foram averiguar – “obviamente com o consentimento dos pais”, explicava uma delas, briosamente anónima – ao “Correio da Manhã”. Obviamente? Então há uma denúncia de que uma mãe está a maltratar uma criança e a primeira coisa que ocorre a estas almas investigadoras é pedir licença à mãe (porque ao pai, na verdade, nem sequer fora concedido o direito básico de conhecer a morada da filha) para, se faz favor, as ajudar a confirmar ou desmentir as suspeitas? É que às doutoras especialistas parecia-lhes aquela “negligência por pobreza” uma acusação “demasiado vaga”. Olharam para a menina, falaram com a mãe, e apressaram-se a concluir, em bom psicologês, que tudo se resumia a “um problema de organização por parte de mãe”. Na melhor das hipóteses, terão aconselhado a progenitora a “organizar-se” melhor – a não se esquecer de comprar comida ou de tratar da filha. Não lhes ocorreu fazer perguntas aos vizinhos, nem falar com as professoras. Caso o tivessem feito, teriam descoberto que a menina faltava muitíssimo ás aulas, que mudara diversas vezes de escola – e que tinha uma tristeza invulgar numa criança de oito anos. Uma menina muito triste que desenhava incontáveis casas. Casas bonitas, com flores e sol por cima. A casa que não tinha.

Talvez aquela psicóloga em particular estivesse sobrecarregada de trabalho; talvez os meios sejam escassos, e os casos muitos – mas também esta tradicional desculpa lusitana tem que deixar de servir. Às pessoas que têm o dever de proteger as crianças exige-se-lhes a coragem de protestarem em nome delas. De reivindicarem os meios, de insistirem. Tudo menos arquivarem imediatamente os problemas que se lhes apresentam. Faz-se o ofício em português de papel almaço, enterram-se os papeis com os burocráticos améns nos conformes, e fica-se com a suave sensação de dever cumprido. Depois do crime, virá um senhor ministro – no caso, Fernando Negrão – reproduzir a cassete oficial de todo o mundo e ninguém: “Somos todos responsáveis, há uma falta de sensibilidade da sociedade, etc., etc.”. O tanas. A responsabilidade da sociedade acaba, muito concretamente, nos impostos que paga – e que devem servir, entre outras coisas, para pagar aos responsáveis destes serviços sociais imprescindíveis. Se o orçamento não chega, é fácil: cortem nos assessores mais bem pagos do que o Presidente da República e nos monumentais salários e benesses dos gestores públicos. Mas não digam que a culpa é nossa. Eu não tenho culpa que haja tantas Joanas abandonadas a progenitores que não deviam ter o direito de ter crianças à sua guarda. Enquanto cidadã, o que posso - e devo – fazer é exigir que as entidades responsáveis actuem.

(...)”.

O sublinhado é meu, e não resisto a repetir aqui uma frase: ÀS PESSOAS QUE TÊM O DEVER DE PROTEGER AS CRIANÇAS EXIGE-SE-LHES A CORAGEM DE PROTESTAREM.

Pena que ninguém o faça, pena a cobardia generalizada, pena a falta de vergonha de quem manda, pena a mentalidade estúpida e mesquinha dos serviços e da maioria dos seus funcionários.... pena que a Joana tenha morrido, morrido desta maneira, atraiçoada e abandonada por todos, por aqueles que tinham o dever de a amar e proteger e por aqueles que tinham a responsabilidade de a defender....


Publicado por castafiore às 12:28 AM | Comentários (0)

outubro 06, 2004

Não sou

"Não sou uma besta"

(Alberto João Jardim, líder do Executivo madeirense, em entrevista ao Expresso)

... mas disfarça muito bem....

Publicado por castafiore às 08:53 PM | Comentários (0)

setembro 28, 2004

Lavo daí as minhas mãos

Este texto é uma notícia publicada hoje pelo jornal “Correio da Manhã” e é relacionado com a situação da criança de 12 anos, de seu nome Joana, desaparecida em Faro, desde o passado dia 12/09:

“Nem o Ministério da Segurança Social nem a Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco assumem qualquer responsabilidade no arquivamento de uma denúncia feita há cerca de um ano relativa à pequena Joana. O alerta partiu da Associação de Pais da escola local e referia-se a subnutrição e a tarefas domésticas que seriam desempenhadas pela criança que se encontra desaparecida desde o dia 12. Na sequência desta denúncia, os técnicos da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Portimão deslocaram-se, pelo menos duas vezes, à casa de Joana, mas não encontraram nada que fundamentasse as suspeitas. O caso foi arquivado.

Um ano depois, a presidente da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco, Dulce Rocha desculpabiliza esta actuação: “Face ao teor da denúncia, não era previsível que a criança fosse maltratada.

As palavras foram proferidas ontem, dia em que as comissões de protecção se reuniram para avaliar o seu desempenho durante os anos de 2002 e 2003. Num intervalo do encontro, Dulce Rocha foi questionada sobre a responsabilidade dos técnicos que avaliaram a situação de Joana. Como resposta, disse que vai abrir um processo de averiguações, mas deixou claro que as “comissões são independentes” e que respondem somente “perante o Ministério Público”. De resto, Dulce Rocha entende que este caso está a ser empolgado sem necessidade, uma vez que o responsável, em caso de homicídio, “é, obviamente, o criminoso”.

Idêntica postura de desresponsabilização do Estado perante o arquivamento deste caso teve o ministro da Segurança Social, Família e Criança. (…) Fernando Negrão falou em descoordenação de serviços e alteração de mentalidades. “Somos todos responsáveis por esta situação”, disse, destacando “a falta de sensibilidade da sociedade”. “Devemos perder a ideia de que nos não devemos meter na vida dos vizinhos”, frisou Negrão adiantando que “o problema não se resolve com mais meios, mas com a consciência de que as crianças são importantes”.


O texto a “bold” é da minha autoria… Serve apenas para frisar a “inteligência”, “seriedade” e “coerência” dos comentários… Que “felicidade” termos governantes destes! Que descanso e alívio saber o país dirigido por tão boa gente….

O facto de já ser a 2.ª vez este ano que morre uma criança porque um outro relatório também achou que não havia perigo, presumo que seja irrelevante... Não se lembram? No início do ano, no Norte?

Tanto o Ministro Negrão (com a sua vasta experiência na área da Segurança Social...) como a fabulosa Dulce Rocha mereciam ser agraciados com o Prémio Pôncio Pilatos-2004... Pena que o preço a pagar seja em vidas de crianças...

Publicado por castafiore às 11:07 PM | Comentários (0)

setembro 25, 2004

Como é que isto ainda pode ser assim?

“Mais de dois milhões de portugueses viviam abaixo do limiar da pobreza no ano 2000 e não dispunham de casa de banho, água quente ou aquecimento em casa, revela um estudo do INE, divulgado ontem (27/09/2004). Estes são, ainda assim, números melhores que os dos anos 90, pois foi a partir da última metade dessa década que se verificou um decréscimo na taxa da pobreza, particularmente a partir de 1998, "altura da implementação do rendimento mínimo garantido", revelou a investigadora Catarina Silva.

De acordo com o documento - apresentado no Congresso Português de Demografia - pelo menos dois em cada dez portugueses viviam, há quatro anos, com menos de 60% do rendimento médio da população, ou seja, com um orçamento inferior a 283 euros por mês. Além disso, mais de um quinto dos portugueses não tinha dinheiro para comer uma refeição de carne ou de peixe de dois em dois dias.

Ainda que estes números choquem, são melhores do que os verificados em 1995. O estudo revela que em 1995 os mais ricos ganhavam aproximadamente 13 vezes mais do que os mais pobres. Em 2000, a diferença aumentou 10 vezes mais. Ou seja, apesar de a pobreza no nosso país ser alarmante, verifica-se que a partir da segunda metade dos anos 90 há "uma diminuição significativa do problema, sobretudo devido a um aumento das chamadas transferências sociais, como as pensões e os subsídios", revela a investigadora. Ainda sobre o rendimento mínimo nacional, o padre Jardim, presidente da Rede Europeia Antipobreza em Portugal, garante que "tal medida conseguiu, quando apareceu, colmatar situações de pobreza extrema".

Regressando ao estudo do INE, o documento revela que as populações mais frágeis são os idosos (cerca de um terço) e os jovens com menos de 24 anos, sendo as mulheres mais vulneráveis que os homens.”

(artigo de M.ª Leonor Paiva, in Jornal de Notícias, edição online, 28/09/2004)


Que vergonha! O que é que se passa connosco?

Publicado por castafiore às 11:13 PM | Comentários (0)

agosto 31, 2004

Angra do Heroismo

Açores - Ilha Terceira - Angra do Heroísmo vista desde o Monte Brasil

Angra foi classificada pela UNESCO como Património Mundial em 1983, com base no critério de interesse cultural e tem mantido o seu estatuto de forma inquestionável passando com distinção nas diversas vistorias levadas a cabo por aquela Organização.

Uma das muitas coisas boas e bonitas que temos nos Açores.

Publicado por castafiore às 10:49 PM | Comentários (1)

agosto 19, 2004

Contrastes

Nos Açores vi paisagens verdejantes e a natureza numa manifestação de exuberância e beleza como em outros poucos lugares me lembro de ter visto. Vi paisagens naturais de uma dimensão e grandiosidade como não será muito vulgar. Vi uma diversidade natural, ecológica, de fauna e flora pouco vulgares. Vi miradouros arranjados, jardins bem tratados, casinhas pintadas e caiadas, canteiros plantados, monumentos razoavelmente conservados. Uma povoação amável. Alguns hoteis e restaurantes bonitos, bem arranjados, com bom aspecto, em locais de sonho a convidar a ir e ficar e nunca mais vir embora...

Vi também ruas sujas e porcas, lixo a voar no meio de povoações, locais de enorme interesse natural cheios de detritos, cafés imundos, casas de banho indiscritiveis em termos de sujidade...

Vi garrafões de água do luso e garrafas de coca-cola a boiarem dentro das águas das lagoas das 7 cidades que por acaso são paisagem protegida e fazem parte da rede Natura 2000; vi as Caldeiras naturais com letreiros a pedir para não deitar lixo e que continham boiando calmamente no seu interior latas de refrigerantes e sacos de batatas fritas; vi cafés e pastelarias cujas condições sanitárias são dignas de um país do terceiro mundo mas que muitas vezes são as únicas infra-estruturas de apoio e restauração em locais maioritariamente turísticos; vi acampamentos de "turistas" nas margens da Lagoa das Furnas mesmo por baixo de um cartaz a dizer "Proibido acampar"; vi nesse mesmo local uma feira de ciganos, uma autêntica feira no verdadeiro sentido perjorativo do termo, com cavalos a serem vendidos à socapa, roupa a € 1,5 e dvd's pirata a € 5,00...

A minha primeira pergunta é: porque é que as coisas têm de ser assim? Porque é que não sabemos respeitar e conservar aquilo que é de todos nós?

A minha segunda pergunta é porque é que as autoridades e as pessoas responsáveis não tomam medidas eficazes? Parece-me que os cartazes a dizer "Proibido deitar lixo" e "Despejo de lixo sujeito a multa de 10.000" (seja lá do que for...) não estão a resultar lá muito bem....

Um dos projectos do Governo Regional é transformar os Açores num destino turístico selecto, não vulgarizado e não "popularucho"; então há que pôr mãos à obra e começar a arrumar a casa mesmo a sério. Importa mudar o que está mal, principalmente quando o incentivo reveste a forma, a beleza, o perfume e a paisagem daquelas ilhas.

Publicado por castafiore às 01:27 AM | Comentários (1)

agosto 05, 2004

Mau tempo no canal

No primeiro dia nos Açores, na ilha Terceira, choveu... À noite, eram cerca das nove e meia, íamos começar a jantar .... e começou a chover... A temperatura era morna e choveu durante toda a noite.

Ficou no ar um cheiro ainda mais intenso a mar e um aroma delicioso a terra molhada; a semi luminosidade e a neblina faziam-nos sentir um bocadinho dentro de uma "still frame", como se tudo à nossa volta estivesse parado e a flutuar. No espaço e no tempo.

A nostalgia das ilhas e a sensação de tudo estar suspenso em redor criavam um ambiente de "twilight zone"; uma 5.ª dimensão paralela onde a natureza, as pessoas e a própria realidade não eram exactamente as mesmas que tínhamos conhecido até aí.

O encanto tinha começado...

Publicado por castafiore às 11:19 PM | Comentários (0)

junho 16, 2004

Vergonhoso!

Data: dia 15 de Junho de 2004; local: Tribunal de Setúbal; assunto: mais 3 mulheres sentam-se no banco dos réus acusadas da prática de um crime: o de aborto. Dados pessoais: uma, com 76 anos, parteira, é acusada de o ter facilitado às outras duas.

Face à lei, o Estado tem de as julgar. Não invejo, sob forma alguma, os juízes que formam o referido Tribunal, com a certeza porém, que se fosse eu que me encontrasse na sua posição seguramente pediria escusa de desempenhar tal papel.

Moralmente acho mais criminoso quem condena estas situações do que quem é condenado; civicamente acho vergonhoso que se perca tempo dos tribunais e gaste dinheiro dos contribuintes a dar continuidade a estes processos e em termos humanos julgo ser uma das maiores farsas e uma das maiores demonstrações possíveis de hipocrisia.

Creio ser caso para dizer: “aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra”; qual de nós tem a arrogância de se considerar superior a estas mulheres para se atrever sequer a acusá-las????

Que a vergonha de situações como esta se abata sobre todos nós enquanto não tivermos a coragem moral para assumir uma postura honesta face a este problema sem nos refugiarmos nos tradicionais argumentos, lugares-comuns e dogmas da Igreja Católica!

Publicado por castafiore às 12:27 AM | Comentários (0)

junho 11, 2004

Mas tá tudo doido ou quê?

A Visão deste semana, na secção "Em foco - Debate" trás o seguinte artigo:

Quotas para homens
"Foi o Presidente do Instituto de Ciências Médicas Abel Salazar, no Porto, a trazer a público a ideia: devem criar-se quotas para homens nos cursos de Medicina. Mas o tema é debatido, há mais tempo, entre parte da classe médica, alarmada com a crescente feminização da carreira. Nos cursos deste ano há mais 1.500 mulheres do que homens. Um argumento dos apoiantes das quotas é que muitos homens não se sentem bem com uma urologista. Outro é que as médicas grávidas não podem fazer cirurgias longas. O Ministro da Saúde manifestou alguma compreensão para com a tese, o que levou algumas feministas a pedir a sua demissão. Mas a polémica ameaça tornar-se séria: estão a ser estudados novos critérios de selecção para entrar em Medicina, para que não conte apenas a nota dos exames. Será que as candidatas mulheres continuarão em maioria?"

Apenas uns breves comentários a um texto patético que de certa forma parece dar cobertura à ideia de base, não menos patética:

1 - Quando a situação era a inversa, estranhamente não se ouviram mulheres a pedinchar quotas; deitaram mãos ao trabalho, estudaram e chegaram lá;

2 - Enquanto durante muitos anos a classe médica era integralmente dominada por homens, todas as mulheres do mundo tiveram ginecologistas homens; incomodadas com a circunstância ou não, não deixaram de ter filhos ou cuidar da sua saúde; que sensíveis e púdicos estão os homens de hoje em dia...;

3 - ... e que cavalheiros também....: preocupam-se que uma mulher grávida não possa fazer cirurgias longas mas nada dizem contra os turnos de 8 horas nas linhas de montagem das fábricas...;

E para terminar 2 singelos esclarecimentos para o autor do texto:
- quem terá pedido a demissão não são certamente "feministas", como rapidamente foram catalogadas, mas apenas pessoas lúcidas e de bom senso...
- ... e sim, meu amigo, presumo que mesmo com outros critérios de selecção que não apenas as notas dos exames, as candidatas mulheres continuarão decerto em maioria...

... quando durante séculos se teve de lutar arduamente pelos mais básicos direitos que aos homens foram sempre entregues de mão beijada, não é certamente uma mera diferença numérica, ou novas formas de escolha que fazem a diferença ... é apenas uma questão de integridade!!!

Publicado por castafiore às 11:22 PM | Comentários (1)

junho 01, 2004

É uma empresa Portuguesa com certeza….

A propósito de outro dia ter feito algumas considerações sobre a fabulosa qualidade dos serviços dos CTT nos tempos que correm (Ele há cada coincidência), não posso deixar passar estar oportunidade para salientar uma notícia ontem publicada no Jornal de Negócios, segundo a qual as tarifas dos CTT vão descer já a partir de hoje, dia 1 de Junho; tal descida vem directamente na sequência do incumprimento por parte dos CTT, durante 2003, dos critérios de qualidade a que estão obrigados, pelo que a ANACOM impôs a referida sanção, implicando uma redução de preços superior a 1%.

Imagino que o facto de os CTT demorarem hoje em dia mais tempo a entregar uma carta do que há 10 anos atrás, de acordo com o referido estudo, deve estar certamente relacionado…

Segundo o estudo, apenas 91% das cartas enviadas em correio normal a partir do Continente chegam ao destino no prazo-padrão de 3 dias úteis, contra 97,5% há 10 anos atrás. A grande degradação de serviços é, porém, no correio azul onde 94% das cartas deveriam chegar ao destino no dia seguinte, contra uma realidade de apenas 80,2% ….

Palavras para quê???????


Publicado por castafiore às 11:28 PM | Comentários (0)

Uma campanha alegre

Resumos de uma novela

Episódio I:
Dia 30 de Maio de 2004 – 10.53

Reagindo às declarações de Sousa Franco que se mostrou ofendido pelo líder do CDS/PP lhe ter chamado “pai do défice”, Paulo Portas afirmou, num jantar no passado dia 29/05, que corrigia a sua afirmação: ”De facto não é apenas o pai do défice. É o pai, a mãe, a avó, o gato e o periquito do défice. E a família do défice está para as finanças públicas como a família Adams está para os filmes de terror.”


Cenas dos próximos capítulos:
Dia 30 de Maio de 2004 – 17.44

O cabeça de lista da coligação “Força Portugal” para as eleições Europeias, João de Deus Pinheiro, aceitou o repto lançado por Sousa Franco, cabeça de lista do PS, para estabelecer um pacto de “não-insulto” durante a realização da campanha eleitoral. No entanto, Deus Pinheiro, sublinha que não insultou ninguém nas suas intervenções, pelo que admite que o referido desafio seja lançado a outras candidaturas.

Sobre as declarações do líder da Juventude Popular de Lisboa, João Almeida, num comício, o candidato referiu não se identificar com essas palavras, considerando-as até prejudiciais. De facto, João Almeida referiu-se a Sousa Franco como “o tal senhor careca, com óculos grandes esquisitos” que seria “perseguido por 2 cobradores do fraque” para acusar o candidato socialista de ser “o pai do défice”.


Episódio seguinte…
Dia 30 de Maio de 2004 – 19.09

Depois dos ataques dos dirigentes do CDS/PP a Sousa Franco, o n.º 2 da lista do PS às Europeias, António Costa, afirma que os socialistas recusam entrar no “campeonato do insulto” e refere que “não ganha quem insulta mais”.

António Costa sublinha que nas eleições europeias “não ganha quem insulta mais, ganha quem tem razão, quem tem ideias e consegue transmiti-las ao país e que o país reconhece como tal. Manter-nos-emos no campeonato das ideias, deixaremos Paulo Portas e o PSD no campeonato dos insultos e esperemos que sejam muito felizes nesse campeonato, que não é o nosso. Não alimentaremos essa troca de insultos!”.


No dia seguinte
Dia 31 de Maio de 2004 – 07.49

Horas depois de Deus Pinheiro ter aceite o pacto anti-insulto proposto pelo PS, Ana Manso, da lista da Coligação violou as regras impostas pelo líder ao dizer que “no PS temos um homem sem categoria”.


O que mais irá acontecer....???

Publicado por castafiore às 10:38 PM | Comentários (0)

maio 27, 2004

Trombas

Não sou adepta do FCP, sou benfiquista. Ainda assim ontem segui o jogo com toda a atenção e a torcer pela vitória da nossa equipa. No final foi uma grande alegria, evidentemente e a festa da celebração, observando o contentamento dos participantes directos que transmite uma sensação de felicidade por sugestão ou contágio.

Ao vivo a festa ainda é mais vibrante; para quem participa é um sentimento de euforia que fica espalhado por todo o lado.

Assim sendo julgo que é de louvar o treinador José Mourinho. Não apenas pelo excelente trabalho técnico que levou a cabo, mas também, e principalmente, pelo facto de no meio de tanta felicidade ter conseguido manter umas trombas monumentais e inalteráveis e um ar de fúria e desdém no meio da festa dos seus atletas e do seu clube..... Nem o mais pequeno sorriso se lhe vislumbrou!

Caramba! Qual será o problema daquele homem?

Publicado por castafiore às 11:50 PM | Comentários (2)

maio 20, 2004

Esqueci-me das mais-valias!!

De acordo com informações da Agência Lusa, a ministra de Estado e das Finanças, principal responsável pelo combate à evasão fiscal, esqueceu-se de declarar ao fisco cerca de 15 mil euros em mais-valias na declaração de rendimentos de 2002, tendo corrigido a falha no ano passado.

O gabinete de imprensa do Ministério das Finanças confirmou a falha ao Jornal “24horas”, que na sua edição de hoje especifica que Manuela Ferreira Leite não incluiu na declaração de IRS de 2002 as mais-valias resultantes da venda de uma casa de família na zona de Sintra. "A Dra. Manuela Ferreira Leite fez uma correcção à liquidação do IRS respeitante ao ano de 2002 para antecipar um pagamento", escreve o gabinete do Ministério, ressalvando que a ministra fez a rectificação "antes de ser notificada pela Administração Fiscal da necessidade de o fazer".

Ou seja, ao notificar o fisco das mais-valias fora do prazo Manuela Ferreira Leite cometeu uma infracção punível pelo Regime Geral de Infracções Tributárias. O advogado Dias Ferreira, irmão da ministra, afirmou ao mesmo jornal que se tratou de "um esquecimento de todos", ou seja, dele próprio, da ministra e dos outros dois irmãos. "Foi um descuido em que caímos (...) por um misto de desatenção e de desconhecimento", disse o advogado, justificando a rectificação fora do prazo das declarações dos quatro irmãos.


Palavras para quê ... ???????

Publicado por castafiore às 11:26 PM | Comentários (2)

maio 16, 2004

Finalmente!

Parece que depois da tragédia que o ano passado ocorreu em Portugal durante o Verão com os incêndios que destruiram o nosso país, o Governo decidiu fazer alguma coisa concreta em vez de se limitar a deixá-lo arder novamente.

Podem não ser as medidas mais eficazes, mas pelo menos já são alguma coisa: decidiram equipar com mais meios a protecção florestal e os bombeiros, porem os militares que passam todo o dia no quartel sem fazer nada a patrulhar as matas, permitirem que os jovens em regime de ATL que assim o pretendam possam também ajudar nessa missão; mais, os que recebem o rendimento social mínimo e pretendam receber um pequeno acréscimo, podem ter direito a isso se estiverem dispostos a ir ajudar a guardar o nosso património ecológico.

Para quem quiser saber mais detalhes sobre esta medida, sugiro que vejam o BIOTERRA num post de 13 de Maio.

Só um país com mentalidade do assim chamado "3.º mundo" deixa que, ano após ano, aconteça o que acontece em Portugal todos os verões com os incêndios.

Perdão! Fui injusta! Nenhum país do 3.º mundo permite que deliberada e sistematicamente façam às suas matas, florestas, campos de cultivo e sementeiras o que nós permitimos que aconteça. Esses países sabem o valor incalculável e totalmente insubstituível que esse património tem. É que a nossa mentalidade não é de 3.º mundo, é bem pior: é de novos ricos...

Publicado por castafiore às 12:18 AM | Comentários (0)

maio 15, 2004

Ele há cada coincidência...

Outro dia de manhã ouvi na TSF uma notícia de acordo com a qual a ANACOM tinha decidido fazer uma queixa contra os CTT uma vez que face aos preços praticados e ao tarifário em vigor, a qualidade de serviços fornecida não corresponde aos padrões de exigência: correspondência perdida ou atrasada, demora no atendimento, falta de qualidade nos serviços em geral, tudo tinha motivado a razão da interposição da dita queixa. Contra ela insurgia-se o representante dos CTT de acordo com quem, teria havido de facto alguns problemas na empresa, todos insignificantes e todos eles largamente ultrapassados uma vez que para os CTT, 2004 é o ano da Qualidade.

Coincidência ou não, quando cheguei nesse dia ao escritório o pânico estava instalado pois tinham telefonado da delegação do Porto onde há 2 dias deveria ter chegado o original de um importantíssimo contrato, enviado via Postlog, mas que até à data ainda não tinha dado sinal de vida. Lá se improvisou uma solução mas o transtorno causado foi significativo.

Ainda não tinha tido tempo de respirar fundo, e de volta à minha sala atendo o telefone: era a minha mãe, à beira de um ataque de nervos! É que pela 10.ª vez em 2 meses o carteiro tinha deixado toda a correspondência trocada lá em casa; sendo assim a minha mãe predispunha-se a mais uma ronda pelas casas dos vizinhos, num convívio com motivo forçado a que se vêem obrigados desde que o novo carteiro entrou em funções, para trocarem cartas, avisos, postais, encomendas e revistas até todos terem aquilo que lhes pertence. Estava disposta a fazer queixa de tão irritada estava.

Uma vez que eu própria tinha de ir levantar uma encomenda à estação dos correios, ofereci-me para, em nome dela, redigir a dita queixa e fazer a respectiva entrega. À hora do almoço lá fui eu: estação dos correios da Av. João XXI; nova, recente, equipada com as mais modernas tecnologias, senhas de vez, ecrã electrónico, 6 guichets, hora de maior afluência, 2 funcionários e uma espera de 32 pessoas à minha frente que se traduziu numa permanência de 45 minutos naquela estação. Os ânimos foram-se exaltando e contra alguns protestos os zelosos funcionários, dignos representantes da irmandade do caracol, respondiam que não tinham culpa que era hora do almoço.... Pois claro!

Terminada a epopeia e de regresso ao escritório, aproveitei passar à porta e, por pura curiosidade, espreitei a estação de correios da Av. da República; mais pequena, com apenas 4 guichets, mas com a mesma filosofia de empresa: apenas funcionava 1! Pelo menos existe coerência. Tirei senha e constatei que aquela única funcionária era muito mais eficiente que as outras 2 colegas pois a espera era “apenas” de 25 pessoas.

Voltei ao trabalho com aquela frase de 2004 ser o ano da Qualidade para os CTT na cabeça.... De facto há coincidências lixadas....

Publicado por castafiore às 11:59 PM | Comentários (0)

maio 08, 2004

Em trânsito

Hoje de manhã ouvi uma notícia extraordinária: parece que na madrugada de dia 7 passou no aeroporto da Portela um empresário francês, cujo nome não me recordo, confesso, procurado por suspeita de tráfego de armas com o Iraque e relativamente a quem existem diversos mandatos de captura internacionais. Foi identificado mas não foi detido. Perguntarão porquê? Pois ao que parece porque os funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras entenderam que tecnicamente ele não estava no território Português porque se encontrava “em trânsito”…

…!!!!!!!?????!!!!!!?????!!!!!????

Pergunto eu em estado de pura ingenuidade: e ainda que a detenção se viesse a revelar ilegal, o que sinceramente duvido, mas ainda que assim fosse, detê-lo e posteriormente libertá-lo não iria de algum modo ajudar a localizá-lo, seguir-lhe o percurso daqui para a frente, avisar as autoridades desse país de destino, manter os seus passos mais vigiados…????

Será que o dever de cooperação internacional a que Portugal se encontra vinculado ao abrigo de todos os tratados e organizações de que faz parte não impõe obrigações concretas? Será que o mais elementar bom senso não permite contornar estes tecnicismos exagerados atrás dos quais quem não quer assumir responsabilidades se escuda? Será que enlouqueceram todos definitivamente?

Publicado por castafiore às 01:15 AM | Comentários (0)

maio 07, 2004

Mel com fel

Todas as manhãs, um pouco antes das 10.00, a TSF tem uma rubrica chamada “Mel com fel” em que são convidadas 2 personalidades, mais ou menos anónimas, para dizerem, respectivamente, bem e mal daquilo que acham mais importante realçar.

No dia 4 de Maio, a personalidade convidada para a secção do “Mel” foi uma tal Alfreda Fonseca, professora e membro de um auto-intitulado Movimento dos Profissionais Católicos, que decidiu elogiar a recente nomeação de uma mulher para um alto cargo no Vaticano.

Entre outras “pérolas” de sabedoria pessoal não posso deixar de destacar duas que falam por si próprias.

1.ª citação:
- “(...) orgulho nomeadamente de uma mulher ter acesso a um lugar até agora reservado à gerontocracia masculina, onde começam a entrar sem ser para fazer as limpezas, com direito a gabinete e tudo (...)”;
2.ª citação:
- “(...) o Papa verificou que as mulheres têm cérebro e que há toda a vantagem em pô-lo ao serviço da comunidade eclesiástica (...)”.

E depois ainda se queixam que são discriminadas.... O pior é que por estas pagamos todas.....

Publicado por castafiore às 12:29 AM | Comentários (0)

abril 27, 2004

Com unhas e dentes

Ontem ou anteontem, já não sei ao certo, ouvi uma entrevista com o advogado da Fátima Felgueiras. Fiquei deslumbrada! Muito indignado, estava aquele senhor, por saber que alguns torpes e desonestos políticos do nosso país pretendem que a sua ilustre constituinte deveria perder o mandato de autarca por motivo de faltas!!!!??? Até onde pode chegar a má fé, senhores? Até onde???? É que a Dra. FF, não está a faltar...!!! Isso só aconteceria, se estando em Portugal , ela não cumprisse com as suas obrigações! Mas se ela nem sequer está no país, se ela nem cá pode entrar.... Como é possível pretender que a zelosa política possa estar em situação menos linear??? Com sinceridade..... Má fé, é o que é, má fé..... Sim senhor, Sr. Advogado! É de se lhe tirar o chapéu! E de não esquecer nunca o seu nome também, pois se um dia estivermos em apuros, não há que hesitar... Está desde já contratado: isto sim, é mesmo "vestir a camisola"!

Publicado por castafiore às 01:08 AM | Comentários (0)

abril 25, 2004

Geracao HEIDI vs. Geracao POKEMON

GERAÇÃO HEIDI
Têm hoje 30 anos, ou à volta disso. Chamavam-se Anas "qualquer coisa..." (especialmente Cristina, Filipa, Rita ou Sofia). As outras eram Carla, Sandra ou Sónia. Os rapazes eram João "qualquer coisa..." (geralmente Pedro, Nuno ou Paulo) ou Luís Miguel. Muitas mães eram domésticas, e levantavam-se mais cedo para enfiarem almôndegas à força nos termos da escola. As que não eram andavam muito ocupadas nas manifestações e davam dinheiro para comer na cantina. Principal preocupação dos pais: que os filhos dessem em doutores.

Pequeno-almoço: papa de qualquer coisa, se possível com leite gordo e muito açúcar, ou então café com leite. Lanche: uma carcaça mole ensopada de doce de morango ou marmelada. Comida da cantina: carne assada com massa, bife com massa ou jardineira.

Levava-se para a escola: uma mochila verde tipo tropa com fechos de cabedal que encaracolavam no segundo dia e com inscrições dos grupos favoritos. Havia uma régua espetada nos dias das aulas de desenho. Pesavam toneladas. Não se conseguia encontrar os livros escolares. Estavam sempre esgotados porque eram os mesmos para toda a gente. Havia quem os forrasse para passarem para o irmão mais novo no ano seguinte. Na papelaria da esquina comprava-se 1 embalagem de marcadores, 1 afia, 1 borracha, 1 esquadro e era suposto que desse para todo o ano.

Na ginástica, usava-se sapatilhas brancas e fatos de treino azul escuro, encarnados ou verdes com uma risca branca e uns fechos muito desconfortáveis que faziam uma marreca à frente. Nas aulas: faziam-se cadernos de autógrafos a dizer: "Nas ondas do teu cabelo, ensinaste-me a nadar / Agora que estás careca, ensina-me a patinar". Passavam-se papelinhos.

Nas férias: iam para a casa dos avós ou eram deixados à balda. Vestia-se aquilo que viesse à mão. Blusas verde-eléctrico com golas de bico, calças de bombazine com joalheiras. As meninas podiam ter aplicações de malmequeres de pano, vestiam saias de pregas sem nenhuma forma e sapatos rasos com lacinhos. Ambos: pull-overs às riscas, camisolas tricotadas pelas mães dois números acima, kispos (que deveriam durar quatro anos, no mínimo), galochas amarelas e botas caneleiras. Não havia a Zara. Era normal ser-se muito feio com 10 anos.

Trocavam-se cromos das Maravilhas da Natureza, da Heidi, do Vicky ou da caderneta do Benfica. Em casa brincava-se: às bonecas, aos carrinhos e com os bonecos dos Strunfs. Jogava-se ao jogo da Glória e ao Monopólio. Batia-se nos irmãos. Com os amigos, andava-se de skate, jogava-se ao elástico, o bate-pé e ao quarto-escuro. Alguns ficavam na rua a tarde toda a jogar à bola e a andar de bicicleta.

Lia-se: "A Condessa de Ségur", os "Cinco", as "Gémeas no Colégio de Santa Clara" e a Patrícia, a Mónica, a Mafaldinha e o Astérix. Os rapazes liam o Michel Vaillant. Na televisão via-se a "Abelha Maia", a "Água Viva" e o "Espaço 1999" (em reposição contínua), O Vasco Granja com desenhos animados checoslovacos que ensinavam a atravessar a rua, a Pantera cor-de-rosa e o professor Baltazar. Aos domingos, o Júlio Isidro, o "Sítio do picapau amarelo", "Dallas, o "Homem da Atlântida", os "Marretas" os "Anjos de Charlie" e "Os 3 Dukes".

No cinema: "7 noivas para 7 irmãos", "Sissi", "ET", a "Musica no coração" pela 2934484.ª vez, e"Os malucos" em outras fases da sua existência.

Ídolos: O Chalana, os Queen, Duran Duran, Billy Idol, Bruce Springsteen, Brian Adams, Sheena Easton e Bob Geldolf.

O que se vai recordar: esfregar a sola dos sapatos novos no passeio. A bola da comida de termo no prato. Verdade ou consequência. Os Porcos no Espaço. A tiara de lata da Supermulher, as barbatanas entre os dedos do Patrick Duffy. Os pacotes de Belinhas.


GERAÇÃO POKÉMON
Têm hoje 10 anos ou por volta disso. Chamam-se Joana, Inês e Filipa. Ou então, Marta, Mariana, Madalena ou Rita, sem falar na Cátia e na Vanessa, claro. Os rapazes são André, Tiago, Bernando, Fábio ou Marco. As mães trabalham até às 8 da noite, passam duas horas paradas no tabuleiro da ponte a ouvir a Rádio Nostalgia ou a pensar na vida e sabem que descongelar é uma arte. Principal preocupação dos pais: que os filhos não dêem em drogados.

Pequeno almoço: qualquer coisa que tenha crocante, chocolate e brinde escrito no mesmo pacote. Lanche: donuts, batatas fritas, tiras de milho frito ou snacks de chocolate. Comida da cantina: carne assada com massa, frango com massa ou bife com massa.

Levam para a escola uma mochila de rodinhas. Ou, então, mochilas impermeáveis de marca, pretas ou azul-escuro. Continuam a pesar toneladas. Em Setembro vão ao corredor do hipermercado que diz "Regresso às Aulas" e compram milhares de canetas, aguarelas e lápis de cera. Têm coisas sofisticadíssimas dentro do estojo, principalmente as meninas: borrachas com cheiro a tangerina, elásticos e fitas do cabelo, autocolantes minúsculos e pulseiras. Na ginástica, as meninas vestem tops e calças de lycra. Os rapazes, calções. Ambos: ténis com sola fluorescente e que não digam "Made in Indonesia". Nas aulas: jogam Gameboy e mandam mensagens pelo telemóvel.

Nas férias: vão para campos de férias moer o juízo dos animadores ou passam 15 dias em Inglaterra a estudar Inglês. Os mais sortudos vão para casa de um amigo. Ambos vestem calças e sweat-shirts com t-shirt por baixo ténis em camurça. As meninas usam brincos, pulseiras, borboletas autocolantes para espetar no pescoço, molas, ganchos, malinhas, gel fluorescente. Há calças especiais para meninas, mais justas em cima. Todos os anos (algumas todos os dias) têm roupa nova. Não é suposto andarem andrajosos, nem no recreio. Conhecem-se as tendências internacionais. Há marcas que usam e outras que só por cima do seu cadáver. Trocam-se cartas do Pokémon e brindes de pacotes de batatas fritas. Quem pode, joga computador e fala num chat da Internet até às 4 da manhã. Vê-se televisão. Bate-se nos irmãos (é bom ver que algumas coisas não mudam). Nunca se brinca na rua porque se pode ser raptado por um pedófilo. O tempo que não se está na escola, está-se no inglês, na natação, no taekondo, no kickboxing ou, então, em casa a olhar para o ar.

Lêem: a colecção "Uma aventura" e outros autores portugueses. Os "Arrepios". "O clube das Amigas". Os mais intelectuais já se atiram ao Harry Potter.

Na televisão vêem: tudo o que os adultos vêem...


Não sei porquê, mas acho que alguma coisa, algures no meio deste processo, não correu bem…

Publicado por castafiore às 11:14 PM | Comentários (3)

abril 23, 2004

Siga aquele táxi

Não sei se é só comigo que este fenómeno se passa, mas cada vez que tento apanhar um táxi sinto-me como a actriz principal do filme "Missão Impossível". Aqueles úteis meios de transporte são dotados no seu tejadilho de duas luzes que pretendem assinalar se o veículo se encontra ou não ocupado. Presumo que a louvável intenção seria evitar aquela figura entre o patético e o hilariante que todos fazemos, equilibrados na borda do passeio, a esbracejar freneticamente sem conseguirmos distinguir se o táxi vem ou não ocupado mas demasiado desesperados com a espera para deixar escapar aquela ténue oportunidade de obter transporte!
Pois muito bem! O pior é que algum cérebro genial entendeu que a luz verde deveria acender-se quando o táxi .... está ocupado! Lógico, não é? Nada a fazer no entanto, pois a matéria era inclusivamente objecto de regulamentação solene!
Porém, parece que água mole em pedra dura, efectivamente tanto dá até que fura, pelo que o ano passado, decidiu-se pela normalização da situação e então lá condescenderam que sim, que pronto, talvez até fizesse algum sentido a luz verde acessa indicar que o veículo estava disponível... Estabeleceu-se assim um novo sistema de sinaléctica para os táxis que iria ser instalado a partir de então nos carros que obtivessem novas licenças ou fossem adquiridos pela 1.ª vez!
Tudo certo, finalmente?
Não! Tudo errado!
É que os anteriores táxis mantinham o seu antigo sistema para não obrigar os desgraçados proprietários a despesas acrescidas e, faseadamente, até Março deste ano (prazo entretanto já alargado "sine die"), o 2 sistemas podiam coexistir...
Ora, isto representa uma carga de nervos acrescida para os potenciais utentes: não apenas temos de nos afligir com a dificuldade de apanhar o táxi, arriscar a vida em equilibrio instável na borda do passeio a tentar vislumbrar um no horizonte, iniciar o processo de "esbracejamento", como agora, risco acrescido, temos de arriscar o pézinho no alcatrão para tentar descortinar em breves segundos se o sistema de luzes no tejadilho é dos antigos ou dos novos, consultar os nossos apontamentos, verificar qual o significado da luz verde de acordo com o sistema em vigor e, finalmente então, ou retroceder para o passeio com um ar infeliz ou avançar mais uns passos destemidos e fazer uma placagem directa ao taxista.
Como entretanto decorreram cerca de 5 minutos, já o táxi, que por acaso até ia vazio e com ambas as luzes apagadas porque o proprietário as deixou fundir e se esqueceu de comprar o kit de substituição, passou por nós uma tangente furiosa e desapareceu algures no horizonte...
Face ao actual panorama creio que poderíamos sugerir outros tipos de sinalização para que, ao fazermos sinal para que o táxi páre, possamos saber de antemão qual a escolha clubística do condutor, as suas convicções religiosas, que estação de rádio tem seleccionada, qual a data de realização do exame de condução, etc. Tudo informações úteis para quem, afinal, vai passar as 2 horas seguintes preso no inevitável engarrafamento a ter de ouvir a conversa do condutor... Através de um sistema de luzes de várias cores tipo grinalda-de-árvore-de-natal que acenderiam formando diversas sequências todo este género de informações úteis seria disponibilizado... Dúvidas? Decerto que sim, mas facilmente resolvidas pela consulta de pequenos manuais postos à venda pelas centrais de táxis (preço simbólico de € 10,00 de acréscimo sobre a bandeirada...) para que os utentes pudessem descodificar toda a informação de forma imediata e com facilidade...
Não sei qual a vossa opinião mas por mim, geralmente desisto e vou a pé...

Publicado por castafiore às 12:52 AM | Comentários (0)

abril 04, 2004

Emel

Cidade de Lisboa. Um qualquer dia de semana. Zona central de escritórios. Rua de bastante movimento com estacionamento pago e controlado pela EMEL. Hora indeterminada a meio da manhã. Um fiscal da EMEL entra na rua da forma mais discreta que consegue e aproxima-se dos carros estacionados, quase na totalidade sem estarem a pagar. É detectado pelo Segurança do meu edifício de escritórios. Frenesim de telefonemas estratégicos, palavra rapidamente passada, elevadores entupidos com a afluência, e vista de cima, a massa de pessoas que se precipita para fora do edifício em direcção aos parquímetros parece um formigueiro gigante. O pagamento é feito nas barbas do fiscal e os papelinhos postos atempadamente no tabelier. Estacionamento pago pelo valor mínimo dos € 0,30, o suficiente para garantir a ausência da multa, e, pior ainda do bloqueador............

O cenário deve ser o mesmo e repetido por toda a cidade de Lisboa. Sobre esta matéria há muitas questões a abordar. Vamos portanto demorarmo-nos por aqui.

Os transportes públicos funcionam mal, os autocarros não têm horários, existem muitas zonas da cidade de Lisboa mal cobertas ou que apenas o são em horários muito específicos e felizmente que começamos a ter uma rede de metropolitano boa e bem desenhada. Ainda assim, resta-nos o direito, ou a necessidade, de querer utilizar o nosso carro. Próximo problema: a maioria dos edifícios de escritórios não tem garagem nem locais de estacionamento próprio e o montante diário de pagamento à EMEL comporta um custo de cerca de € 7,00 ou € 8,00; feitas as contas no fim do mês.......

Ainda assim, tenho a certeza que apenas o mais tacanho cidadão não compreende a necessidade de haver estacionamento pago e sanções justas para quem não cumpre. Mas é precisamente na questão do justo que temos de batalhar pois também tem de existir uma forma justa do controlo.

Os fiscais da EMEL dirigem-se a uma rua da cidade de Lisboa onde sabem que irão encontrar em média 30 carros estacionados em infracção mas levam apenas consigo 10 bloqueadores; há, consequentemente, 20 sortudos na rua. Mas a aplicação das normas não pode ser um critério de sorte ou azar. Azar, por exemplo, para os que não têm um jipe. Não sabiam que os bloqueadores da EMEL não bloqueiam rodas de jipe? Pois não, não têm a dimensão necessária......

E sabiam também que a EMEL não tem de facto poder legal para passar multas? Não tem! Cerca de 1995 ou 1996 foi publicado um decreto-lei que atribuía à EMEL a possibilidade de passar multas de estacionamento. Foi muito controverso na altura, uma vez que se tratava da atribuição de um poder contra-ordenatório a uma empresa particular. As forças policiais reagiram mal e se bem repararem não existe hoje em dia um único polícia a multar carros que não tenham pago o parquímetro (apenas multam os que se encontram em situação de infracção a uma qualquer disposição do código da estrada). Na altura foi inclusivamente suscitada a possível inconstitucionalidade do diploma que foi remetido para apreciação pelo Tribunal Constitucional, onde decerto tem ficado esquecido em nome de outros assuntos mais importantes, mas por outro lado, nunca chegou a ser publicado o necessário diploma regulador das normas estabelecidas pelo dito decreto-lei.

A realidade é que as multas que a EMEL passa são ilegais e do facto de não serem pagas não resulta nenhuma consequência directa uma vez que existe um vazio legislativo quanto a esses efeitos.

Mais uma vez aqui afirmo: sou a favor do estacionamento pago desde que exista um sistema justo e eficaz de controlo; ora isso não pode acontecer enquanto:
- as normas e métodos de controlo não permitirem uma sanção equivalente para todos os prevaricadores;
- não houver bloqueadores que imobilizem todos os tipos de carro;
- não deixarmos de ter de esperar 2 horas pelo carro que surge com os desbloqueadores;
- as autoridades bloquearem carros cujo tempo de estacionamento tiver sido ultrapassado em 10 minutos e nada fizerem em relação ao camião das obras que 5 metros mais à frente, estacionado em 3.ª fila cria um engarrafamento verdadeiramente perturbador;
- o pequeno poder da ameaça do carro embrulhado numa fita amarela se sobrepuser ao cumprimento básico de um dever cívico instituído e intrinsecamente absorvido por cada um de nós...

e, pessoalmente, enquanto não me convencerem que faz algum sentido que estando eu em infracção, a sanção imediata que me impõem é obrigarem-me a permanecer ainda por mais tempo em infracção......

Publicado por castafiore às 04:51 PM | Comentários (2)

abril 02, 2004

Sucessões

Ainda me ocorre protestar quanto a outro assunto. Porque é que quando eu morrer os meus herdeiros têm de pagar ao Estado para ficarem com uma coisa que já era deles, por ser anteriormente minha e logo, necessariamente deles?

Já é suficientemente revoltante que por lei eu seja obrigada a ter de ter certos herdeiros ainda que não os queira, que não possa ter o direito de fazer à totalidade do meu dinheiro e dos meus bens aquilo que me apeteça e dê na “real gana”, porque afinal são meus e de mais ninguém e a mais ninguém deveria dizer respeito o que lhes faço.

Mas não! O Estado, que é um benemérito, vem proteger os sagrados valores da família e garantir que são os meus ascendentes e/ou descendentes quem em primeira mão recebe o património. Não se iludam. Não é para garantir essa instituição milenar..... É para melhor poder controlar se pagam ou não impostos, pois assim consegue-se restringir o número de declarações a fiscalizar.

E assim sendo, os meus filhos, comigo morta, para ficarem com a minha casa, que já era obviamente deles, ainda vão pagar (outra vez) dinheiro ao Estado, apesar de eu antes deles já ter pago para a comprar, para a construir, para lhe pôr luz eléctrica, para lhe ligar a água e até (que vulgaridade!), para ter a possibilidade de puxar o autoclismo.

Que me perdoem, mas isto não são impostos. Isto são assaltos à mão armada, delapidação de patrimónios particulares que o Estado, na sua figura de parasita residente utiliza, usa e abusa para se encher à custa da riqueza alheia.....

E ainda se houvesse algum retorno, se assim fosse, ainda se pagaria de bom grado....

Onde estão, então, pergunto eu, o sistema de saúde pública sem luxos mas de funcionamento impecável, eficiente e transversal? Onde está a rede de escolas de ensino escolar obrigatório com instalações dignas e confortáveis, com bibliotecas e laboratórios devidamente equipados e com uma rede de transportes própria? Onde está um sistema de segurança social que tira de facto a quem tem mais para dar a quem tem realmente menos e precisa desesperadamente de ajuda para sobreviver? Onde está a política de investimento sensata e razoável penalizando os que não cumprem e premiando os que contribuem? Onde está a sociedade segura e tranquila onde os mais idosos podem passear na rua às 11 da noite sem receio de serem atacados???? Não estão.....

Enquanto não souberem o que fazer ao nosso dinheiro, enquanto não me provarem que o sabem gerir para o bem comum, enquanto o retorno não for minimamente proporcional ao que é dado, lamento mas não terão o meu nem que para isso seja preciso inventar formas sucessivas e sistemáticas de evasão.

Publicado por castafiore às 01:10 AM | Comentários (4)

março 29, 2004

Sigilo Bancário

A propósito das notas escritas sobre o ESTADO gostava apenas de acrescentar que estou surpreendida de há muito tempo não se falar nessa história obscena de quererem acabar com o sigilo bancário............

Acabar com o segredo bancário.... Interessante, sem dúvida. Nos tempos que correm já é possível controlarem para onde me desloco de carro graças à Via Verde; o que compro, onde compro e quanto gasto, graças à rede SIBS e à utilização global de cartões de crédito e débito; como estou vestida e quanto tempo demoro em cada loja graças aos CCTV’s; quanto ganho, para quem trabalho, quem são os meus clientes, graças ao necessário sistema informatizado e cruzado de informações fiscais e para da segurança social.....

Males, ou melhor, vicissitudes dos tempos modernos, com mais vantagens do que desvantagens, pelo que remédio temos nós senão aguentar a parte menos boa.

Mas será admissível que ao abrigo de uma suspeita de eu violar a lei ou simplesmente de controlar se a minha declaração de IRS está mesmo certa, o Estado poder ir bisbilhotar a minha conta bancária????? Que em princípio nem é só minha, pelo que a intimidade dos outros co-titulares fica igualmente devassada ainda que nenhuma suspeita penda sobre eles? Ou passamos a ser todos suspeitos? Ou teremos de nos pautar todos pelo velho ditado que “Quem não deve não teme” e acreditarmos na eficiência e rigor dos serviços de controlo do Estado que nós sabemos que não funcionam pura e simplesmente?????

Sim, sim já sei. Assim domina-se melhor a fraude e a evasão fiscal...... Assim combatemos as ilegalidades e apanhamos os verdadeiros infractores.... Claro que sim, tinha-me esquecido disso... Estava distraída a escrever uma carta ao Pai Natal e a encomendar ovinhos ao Coelho da Páscoa.....

Publicado por castafiore às 11:44 PM | Comentários (0)

março 28, 2004

Futilidades

Ainda sobre a falta de coerência e critérios das normas e sobre o abuso do poder. Aqui há uns tempos um estranho personagem do nosso patético auto intitulado jet-set foi detido na alfandega por não ter declarado as jóias que trazia consigo propriedade sua e da sua mulher. Por mero acaso tive oportunidade de ler as várias entrevistas que o protagonista deu à imprensa da especialidade. Sem comentar as muitas derivações que esta história e o dito personagem podem suscitar gostava apenas de afirmar que até compreendo a sua posição. Porque é que eu tenho de pagar impostos por entrar no país com jóias que são minhas? Se elas são minhas...... Cá está mais um pequeno assalto do Estado.... E mais uma incoerência também. O pobre desgraçado teve azar porque foi apanhado numa alfândega, foi preso.........Tivesse ele viajado de carro e estivesse a regressar de Itália ou França, estivesse ele a praticar a mais hedionda das ilegalidades, mas com a diferença de se deslocar no espaço Schengen e presumo que até poderia transportar heroína na mala do carro que ninguém o controlaria..... Não parece um pouco ridículo?

Mas que espécie de fiscalização e controlo da legalidade é este? Estamos num país Europeu digno membro da União Europeia ou numa república das bananas? A polícia perde tempo com uma situação destas, ocupa espaço de prisão, prende um cidadão como criminoso de delito comum, e gasta tempo e dinheiro porque ele não declarou e não pagou (mais uma vez a cobiça desmedida de conseguir dinheiro à custa alheia) e consequentemente, com um tão detalhado e eficiente alocar de recursos a um caso destes, deixa de perseguir outros criminosos cujas faltas para com a sociedade me parecem bem mais graves ...

Esta história faz-me lembrar uma coisa curiosa. Aqui há tempos fiz umas compras online. Encomendei uns pijamas muito engraçados de uma loja canadiana. Uma semana depois fui avisada que a minha encomenda estava retida na alfandega. É que os pijamas vinham do Canadá mas eram “made in China” e como não existe nenhum acordo de comércio externo tripartido entre Portugal-Canadá-China ou eu arranjava uma declaração da embaixada do Canadá subscrita pela delegação de comércio externo da República Popular da China em como os pijamas se destinavam a utilização própria e não eram para ser comercializados ou então teriam de ser devolvidos pois era ilegal a sua entrada no país....... Foram devolvidos, obviamente, pois quando acabei de me rir e de chorar com esta história e com as preocupações legalistas implícitas não tinha forças para obter qualquer declaração que fosse....

Escusado será dizer que os respectivos pijamas me chegaram meses depois na mala de uma amiga que os trouxe junto com a sua roupa suja no regresso de umas férias no Canadá.... Ainda bem que escrevo com um pseudónimo pois caso contrário imagino que a nossa zelosa força policial e alfandegária, preocupada em perseguir os criminosos que assombram a nossa sociedade, viria no nosso encalço e certamente que seríamos as 2 presas como perigosas cabecilhas de uma importante rede internacional de pijamo-tráfico.......

Publicado por castafiore às 11:40 PM | Comentários (0)

Estado

Um membro da minha família está desempregado. Há 9 meses. Só agora começou a receber o subsídio de desemprego. Não era felizmente o caso, mas se não existissem poupanças ou rendimentos auferidos por outros elementos do respectivo agregado familiar, como é que tinha sobrevivido? Do ar que respira ou da esmola que entretanto ia pedir? De que serve um sistema destes que a desempregados, reformados, doentes e idosos começa a pagar o que lhes é devido, aquilo para o qual todos nós descontamos mensalmente, com meses, meses e meses de atraso?

As causas? Oh, quanto a isso não se preocupem, elas existem sempre, desde o erro informático até ao extravio do processo, passando pela baixa do funcionário responsável ou pelo facto dos serviços estarem em greve nas semanas anteriores, há sempre uma razão.......

Que ridículos somos! Que patéticos! Pagamos a tempo e horas para receber atrasado e com as contas mal feitas; descontamos à cabeça para recebermos meses mais tarde, atrasado e sem juros de mora; pagamos taxas, impostos, coimas, contra-ordenações porque compramos carro, casa, porque estacionamos, porque vamos às compras, porque morremos, porque deixamos uma casa nossa aos nossos filhos.

E ainda pedem honestidade, seriedade e isenção na forma como são declarados os rendimentos...... Deve ser uma anedota de mau gosto, de certeza..... Pagar? Pagar em troca de quê? Um sistema de saúde pública que nos garante meses à espera de uma consulta na especialidade médica que precisamos com urgência. Um subsídio de desemprego que começa a ser pago quando geralmente já estamos novamente a trabalhar. Uma reforma miserável que não chega para pagarmos os medicamentos que ninguém comparticipa......

Com sinceridade, será que alguém acha que assim se consegue de facto alguma coisa? Andamos todos a deitar areia para os olhos uns dos outros? Será que acham que podem continuar a enganar toda a gente durante quanto mais tempo? E o problema não é da cor política actualmente em acção. A verdadeira tragédia é que quando vierem os próximos tudo vai ser igual..... Como é que se quebra este ciclo?

Publicado por castafiore às 11:38 PM | Comentários (2)