setembro 02, 2006

Darfur

A 31 de Agosto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que permite o envio de uma força de manutenção da paz, das Nações Unidas para o Darfur.

Esta é a boa notícia.

Porém......, a má notícia é que previamente ao envio de tropas o governo do Sudão tem de autorizar, a manutenção de tal força no seu país o que é o mesmo que dizer que tais tropas serão enviadas talvez no dia de São Nunca à tarde.....

Publicado por castafiore às 12:01 AM | Comentários (77)

agosto 04, 2006

Lutar contra o racismo!

Publicado por castafiore às 12:40 AM | Comentários (987)

julho 20, 2006

Execesso de democracia

Como na Holanda, onde terá de ser autorizado o registo de um partido político que defende a pedofilia. A permissão foi dada pelo juiz de um tribunal com o fundamento que o grupo tem o mesmo direito de existir que qualquer outro partido e está defendido pelas mesmas liberdades democráticas...

Enfim...

Publicado por castafiore às 12:08 AM | Comentários (4)

junho 08, 2006

Pegada ecológica

E eu que achava que até me portava bem, tinha cuidado com o ambiente, reciclava e economizava água e electricidade...

Quando fui testar a minha pegada ecológica aqui, descobri que estou muito acima da média; estar acima neste caso não é nada bom...

Passo a explicar: a pegada ecológica é o esforço que o Planeta tem de suportar com cada ser humano em termos de água, alimentos, ar, energias, etc., para permitir a manutenção do nosso nível de vida.

Em termos de média mundial, temos um rácio de um custo equivalente a 2 hectares por pessoa. Este valor ideal varia, obviamente de país para país, e em Portugal a pegada ecológica média é de 4,5 hectares/pessoa.

No meu caso, após testar o meu modo de vida, obtive um resultado de 6 hectares .... Que vergonha! Ainda pior quando descobri que se todos fossem como eu seriam necessários todos os recursos de mais 3,3 vezes Planetas Terra para nos permitir a todos a sobrevivência ...

Enfim... Nada como um choque destes para reactivar a nossa (neste caso concreto, a minha) consciência ambiental. Hoje já comecei a fazer uns pequenos ajustes e correcções ...

Publicado por castafiore às 11:58 PM | Comentários (915)

maio 19, 2006

O 1.º genocídio do séc. XXI

O Darfur é uma região do Sudão, o maior país africano, e tem, por si só, uma dimensão equivalente a França.

Há já algum tempo, mas com especial enfâse nos 2 últimos anos, decorre naquela zona um processo brutal e desumano em que milhares de pessoas vivem em condições que poucos de nós podem imaginar e sobrevivem a situações que muitos não imaginam sequer serem possíveis.

São cometidas diariamente atrocidades indiscritíveis contra populações indefesas de homens, mulheres, crianças, idosos. Violações, mutilações, sequestro, são algumas das versões, ainda assim, mais suaves do que ali acontece.

Forças militares apoiadas pelo Governo daquele país desalojaram cerca de 2,5 milhões de pessoas nos 2 últimos anos. Centenas de milhares morreram como vítimas dos ataques, torturas, doenças e fome. Apesar de não existirem números oficiais para calcular uma estatística rigorosa, a estimativa é que as vítimas diárias ascendam a 500 pessoas.

Daqui, de longe, poderemos não conseguir fazer muito, mas se difundirmos o que se passa, se apontarmos o dedo e acusarmos em voz alta os responsáveis, se os chamarmos pelos seus nomes a um e um, se criarmos um movimento, se a nível internacional for feita a pressão certa ... se com isso conseguirmos salvar 1 pessoa ... já valeu a pena.

Entre muitos outros sites com informação disponível na net, podemos saber mais aqui. E passar palavra! Urgentemente! Porque logo, ao fim do dia, já terão sido assassinados outros 500...

Publicado por castafiore às 01:15 AM | Comentários (2)

março 22, 2006

Continuo a ser Dinamarquesa

Ainda a propósito deste assunto, algumas considerações:

1 - Não tenho qualquer veleidade de achar que a cultura ocidental é melhor do que qualquer outra cultura, muito antes pelo contrário. E apesar de não ter um conhecimento ilimitado sobre povos e culturas do mundo até me atrevo a dizer, daquilo que estudo e conheço, que existem muitas outras culturas ou civilizações que considero mais evoluídas.

2 - Ao dizer isto, penso acima de tudo nas culturas asiático-orientais que, com toda a sua possível estranheza para o homem europeu, permitem um modo de vida mais puro e despojado e em que as coisas verdadeiramente importantes são mais preservadas.

3 - A cultura islâmica, por outro lado, com tudo o que tem de nobre e valoroso, não me atrai nem seduz e se bem que lhe reconheça imenso valor, importância e significado em muitos aspectos, a sua faceta fundamentalista no que toca à religião pesa de tal forma negativa que, no meu caso pessoal, anula quase todos os outros aspectos mais positivos.

4 - Dito isto, penso, porém, que é importante distinguir 2 coisas distintas. Em nome da nossa (ocidental) pseudo sobranceria cultural não podemos criticar hábitos culturais de outros povos; sem dúvida. Neste âmbito incluiria referências a querermos que, por ex., os homens árabes rapem as barbas ou deixem de fazer as chamadas para as orações aos gritos a horas fixas, ou até querermos impor às mulheres que deixem de usar burka.

5 - Neste último exemplo, porém, já começamos, a meu ver, a entrar na zona cinzenta de fronteira com o outro aspecto civilizacional que (sendo ou não uma tradição milenar) envolve práticas humilhantes, degradantes, brutais e/ou selvagens que qualquer ser humano minimamente racional não poderá tolerar, independentemente do seu sexo, credo, raça ou religião.

6 - Ou seja, se as mulheres islâmicas querem usar burka ou véu de sua livre e espontânea vontade, obrigá-las a não o fazer em nome da nossa civilização e hábitos culturais será uma violência, um abuso, uma ingerência... Sem dúvida! Não podia concordar mais com este aspecto. Mas será que assim é? Será que as mulheres islâmicas podendo decidir em absoluta liberdade e consciência optam por usar aquelas vestes? Ou será que são as normas religiosas mais puras e duras, agora recentemente reforçadas que as obrigam? Duvido que essa utilização fosse uma escolha espontânea se verdadeiramente pudessem optar...

7 - Diferente, no entanto, são outros casos como a excisão genital feminina. Julgo que ninguém no seu juízo perfeito pode achar que esta prática executada ao abrigo de tradições e costumes milenares, deve ser respeitada e tolerada precisamente por ser uma tradição. Pode sê-lo sem dúvida, mas é igualmente um acto brutal ao qual nenhuma rapariga se submete voluntariamente. Ou o apedrajamento até à morte de um ladrão. Ou o sepultar viva da mulher adúltera. Ou a violação colectiva da jovem solteira que dormiu com homem casado... Tudo isto são costumes e hábitos de tal forma brutais, primitivos e rudes que pessoalmente não os consigo validar ou justificar ao abrigo de nenhum hábito ou tradição. Apenas os consigo condenar. Sem apelo.

8 - Da mesma maneira que condeno as filosofias kamikaze orientais. Ou que condeno o conceito de pecado, culpa e punição que a igreja católica incute aos seus crentes. São excessos, são fundamentalismos que não podem, não devem persistir se queremos que a nossa civilização e a nossa sociedade verdadeiramente evoluam de forma positiva.

9 - Por outro lado, a questão dos cartoons não a consigo enquadrar em teorias sobre manipulações de opinião ou jogos de interesses emoldurados no binómio "EUA vs. o resto do mundo". Os Estados Unidos têm como país, povo, cultura e civilização imensos, vastissímos defeitos mas também têm imensos aspectos positivos, virtudes e valores. O facto de actualmente serem liderados por um indíviduo absolutamente imbecil e que infelizmente tem demasiado poder, não os pode transformar nos eternos culpados das desgraças que acontecem e da opressão dos pobres povos árabes, com o estigma do fantasma dos interesses pretrolíferos sempre por trás.

10 - A reacção de algum mundo árabe aos cartoons é desproporcionada e disparatada. Winston Churchill dizia "cuidado com os povos que não se sabem rir de si próprios". A afirmação, a meu ver, é extensível às pessoas. Desconfio imediatamente (e até agora com uma margem de erro de 0%) das pessoas que não se sabem rir de si próprias, dos seus erros, dos seus tiques das suas opiniões... Que não admitem estar erradas, enfim, que se levam demasiado a sério, que se acham iluminadas e esclarecidas acima de qualquer suspeita e que, no entanto, representam aqueles que verdadeiramente se deixam ir "na carneirada".

11 - É por isso que, como princípio, desconfio de religiões e partidos políticos, pois gosto de pensar pela minha própria cabeça, sem que me digam qual a opinião que devo ter sobre esta ou aquela matéria. Sou agnóstica convicta e nunca me ofendi com as múltiplas piadas, algumas bem maldosas, que tenho ouvido ao longo da minha vida. Quando tenho oportunidade explico o meu ponto de vista, respondo à letra, ou, se se tratar de uma versão mais "light" rio-me com o meu interlocutor e sigo em frente. Se eu, tenho de ter esse "jogo de cintura" e admitir que as pessoas trocem da minha falta de crença ou fé no transcendente porque é que os outros não têm igualmente de aceitar que eu faça o mesmo em relação às suas convicções? Porque são sagradas? E desde quando é que existe um "top de importâncias absolutas universal" que diz que os meus princípios e regras morais e éticas são menos importantes que os religiosos apenas porque não têm uma benção divina (seja lá o que isso for...) por cima?

12 - Penso que essa capacidade de nos relativizarmos e de nos encaixarmos ou enquadrarmos na grande ordem global é um sinal de inteligência diametralmente oposto ao sentimento de ofensa, porque alguém gozou com uma coisa que para nós é sacrossanta mas que para aqueles outros não é. E isso é o 1.º passo para o fundamentalismo...

13 - Isto não quer dizer que se se adopte uma postura de admitirmos sermos enxovalhados e insultados e as nossas opiniões desprezadas. Então onde é que se traça a linha? Como é que mantemos o equilibrio? Com bom senso, claro. Com inteligência. Com razoabilidade. Se os cartoons são de gosto duvidoso? Alguns são. A outros nem lhes acho piada. Outros não os percebo. Outros são parvos. Outros têm graça. Algum justifica a violência a que deram azo? Nenhum! Nada a justifica! Não, nem mesmo o facto de o profeta ter tido representação física. Isso violou as convicções daquela gente? É uma brutalidade aos seus princípios, à sua crença? Que diabo! Foi a sua própria reacção exarcebada que passou a legitimar a publicação de uns desenhos que doutra maneira teriam passado absolutamente despercebidos...

14 - Já agora um pouco de "food for thought": neste país quando alguém morre os velórios são obrigatoriamente feitos em capelas de igrejas. E aqueles que não têm credo religioso? Quando o meu Pai morreu, tão agnóstico como eu, incomodou-me profundamente que os últimos momentos que passei na companhia física do seu corpo, momentos em que queria paz para o recordar com tristeza mas tranquilidade, em que queria deixar bem cravado na minha memória o privilégio que tinha sido ter sido filha daquele homem extraordinário, terem tido que ser observados, supervisionados, por um altar repleto de imagens religiosas e símbolos de uma fé que para poucos na minha família representam seja o que for e que vão contra muitos dos nossos princípios, éticas de pensamento, de liberdade, de filosofia. Isso incomodou-me, incomodou-nos a todos, como decerto teria incomodado o meu Pai. Não tivemos alternativa porque no nosso país a igreja católica tem este monopólio de assegurar que acompanha os mortos até à sepultura talvez na tentativa de arrependimentos e conversões em massa de última hora que possam reverter de forma positiva para a sua contabilidade ou estatística de almas salvas... E agora? Ninguém se choca com esta violência que foi imposta às nossas convicções? Creio que não! E, no entanto, ainda assim, nenhum de nós achou que tinha o direito de escaqueirar o altar, a igreja, rebentar com os bancos, roubar a caixa das esmolas e de caminho dar uma tareia o padre... Seria talvez uma reacção desproporcionada e selvagem, não vos parece?

Publicado por castafiore às 01:12 AM | Comentários (4)

fevereiro 16, 2006

Uma questão de Princípio


Publicado por castafiore às 11:12 PM | Comentários (1)

fevereiro 11, 2006

Sou Dinamarquesa

Sou Dinamarquesa nesta polémica dos cartoons, como acho que todos deveríamos ser.

Sou da opinião que não é devido nenhum pedido de desculpa e que a postura que a União Europeia está a assumir é incorrecta. Que as declarações de Freitas do Amaral são uma vergonha. Que enquanto existir liberdade de expressão haverá sempre inevitavelmente alguém que se sinta ofendido nas suas crenças religiosas ou agnósticas, nas suas convicções políticas, nos seus princípios morais.

Acima de tudo deve pervalecer a máxima intemporal: "Não concordo com o que dizes mas defenderei até à morte o direito de o dizeres".

Independentemente de os cartoons serem, ou não, de gosto duvidoso, independentemente de serem ou não uma provocação, NADA, mas ABSOLUTAMENTE NADA justifica a desproporção das reacções que têm existido por parte dos muçulmanos. E nada ainda menos justifica a ausência de retaliações sérias por parte das autoridades dos respectivos países relativamente àquela turba animalesca...

Pela liberdade de expressão, pelo direito de exprimir as minhas opiniões sem medo, também eu assumo de coração e de espírito a nacionalidade Dinamarquesa.

Publicado por castafiore às 02:47 PM | Comentários (8)

janeiro 30, 2006

As crianças e a SIDA

Porque infelizmente a SIDA afecta cada vez mais aqueles que menos fazem para pertencer aos chamados "grupos de risco", é importante esclarecer, explicar, prevenir.

Nunca é demais aprendermos para sabermos aquilo com que lidamos e também as diversas formas como podemos colaborar. A UNICEF-unite for children agradece.

Todas as crianças do mundo, agradecem!

Publicado por castafiore às 10:46 PM | Comentários (9)

outubro 08, 2005

Carlos e a máquina de fazer pão

Pode ser uma gota de água no oceano, mas gostei de ler a história da viagem de regresso do Gonçalo Cadilhe a El Salvador (Viagens, revista Única, Expresso de 1 de Outubro), do seu reencontro com o amigo Carlos, um padeiro que habita um bairro paupérrimo e que gastava 1/3 do seu ordenado mensal (€ 120,00) no aluguer da máquina de amassar pão, onde fabricava os pães que depois vendia durante o dia, sustento do seu agregado familiar (mulher e 4 filhos).

O Gonçalo Cadilhe, em conjunto com amigos e familiares, quotizaram-se e pela quantia de cerca de € 2.500,00 compraram a máquina, que lhe ofereceram, para que aquela despesa deixasse de lhe pesar e os rendimentos provenientes da venda do pão sejam mais significativos.

É que o Carlos tem um encargo acrescido: o pagamento ao banco do empréstimo que fez para comprar os tijolos de que precisa para construir as paredes da sua casa e ir assim, a pouco e pouco, substituindo as placas de zinco, por outro material mais consistente...

É uma lição de vida que se retira daquele texto, daquela história.

Não o conheço Gonçalo e decerto que o Carlos lhe agradeceu imensamente, mas, sem que conheça sequer o Carlos, deixe-me agradecer-lhe também em nome dele.

Publicado por castafiore às 12:19 AM | Comentários (0)

setembro 20, 2005

Wiesenthal

Simon Wiesenthal, o caçador de nazis, morreu hoje com 96 anos.

Depois de sobreviver às atrocidades de vários dos campos de concentração de Hitler, este arquitecto judeu, dedicou-se a localizar, perseguir e capturar todos os ex-nazis que em fuga por todo o mundo tentavam cobardemente escapar às suas responsabilidades; levava-os, então, perante a justiça para serem julgados.

Ele e a sua pequena organização conseguiram apresentar a julgamento 1.100 nazis, todos eles posteriormente condenados a penas de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade.

1 homem e 1 pequeno número de ajudantes capturaram 1.100; imaginem se uma organização (inter) governamental tem decidido ajudar nessa tarefa, quantos não poderiam ter sido apanhados...

Wiesenthal era a prova viva que a vontade humana é, por vezes inquebrável, e que 1 homem sózinho pode, ainda assim, fazer a diferença.

Good night sweet prince...

Publicado por castafiore às 11:58 PM | Comentários (1)

setembro 17, 2005

Marcha-atrás

"As Nações Unidas não esclarecem se é devido à crise económica ou ao clima de austeridade instalado no País, mas garantem, no Relatório do Desenvolvimento Humano, que os padrões de vida dos portugueses se degradaram no último ano, quando comparados com outros países desenvolvidos.

Entre 2004 e 2005, Portugal passou da 26.ª para a 27.ª posição, no Índice de Desenvolvimento Humano, trocando de lugar com a Eslovénia, um dos novos parceiros da União Europeia. Esta mudança significa que aquela República da antiga Jugoslávia garante, actualmente, melhor qualidade de vida que Portugal, em matéria de educação, esperança de vida e rendimento real ajustado.

A Noruega continua a liderar este índice das Nações Unidas, seguida da Islândia, país que, no ano passado, se encontrava na 7.ª posição. Uma das maiores surpresas este ano é a queda da Suécia da 2.ª para a 6.ª posição, bem como da Holanda que perdeu 7 lugares. Quanto a subidas destaca-se o Luxemburgo, que surge como o 4.º país com maior desenvolvimento humano.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considera que Timor-Leste foi um dos Estados que mais conseguiu melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, tendo subido 18 lugares na lista, passando países como o Sudão, o Paquistão e o Quénia, entre outros."

(Paulo Santos, in Visão, 10 de Setembro de 2005)

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julho 30, 2005

A importância de ser arrastado

Vamos lá ver se de uma vez por todas se consegue clarificar o que está aqui em causa.

Que pode ter havido exagero ou sensacionalismo da comunicação social na forma como a notícia foi transmitida, sem dúvida. Mas nós somos um país pequenino (em todos os sentidos, infelizmente) e nos países pequeninos as notícias são tratadas desta forma. Não esquecer que estamos a falar da mesma comunicação social que abre um telejornal em prime time com a notícia do Mourinho ir ser transferido para o Chelsea onde ganhará um ordenado milionário ou que 2 concorrentes daqueles reality shows patéticos andaram à estalada ao vivo ou aprofundaram intimidades em directo frente às câmaras… Portanto, tudo dentro da mesma linha…

Mas quanto ao resto… quanto ao resto, acho que seria importante não esquecermos o essencial que aconteceu mesmo e tratarmos disto com alguma moderação. E isto aplicar-se-ia a ambas as facções. A tese anti-arrastão defende estarmos perante manipulação da informação e (sic) “branqueamento da realidade”. A principal defensora desta posição, a jornalista Diana Andringa, actual candidata independente do BE à câmara municipal da Amadora, produziu, inclusivamente, um documentário para provar esta circunstância.

Trata-se de um filme de 20 minutos, em minha opinião tecnicamente bem feito e que revela algum trabalho cuidado de investigação detalhada e de suporte mas, também ele, bastante manipulativo da realidade. É que os argumentos que usa e repete, sucessivamente até à exaustão, para defender que não houve arrastão são puramente demagógicos; a saber:
- o elevado n.º de adolescentes na praia naquele dia era pura coincidência e devia-se ao encerramento do ano lectivo;
- algumas pessoas que se encontravam na praia naquele dia não deram por nada;
- os pseudo assaltantes fotografados a fugir com objectos nas mãos, eram os seus legítimos proprietários em fuga (de que fugiam, então, não se percebe se afinal nada aconteceu…);
- nem no Brasil (país que detém os direitos de autor de arrastões) alguma vez ocorreu um arrastão com 500 participantes, pelo que não seria em Portugal que iria ter lugar o primeiro;
- alguns dias passados chega-se à conclusão (não se sabe bem como…) que assaltantes eram “só” 30 ou 40.

Sinceramente, não me podia estar mais a borrifar para o nome que lhe dão. O facto (e pelos vistos isto deve ser verdade pois mesmo os anti-arrastão aceitam essa situação) de 30 ou 40 indivíduos, de forma organizada, ou não, entrarem por uma praia dentro e começaram a roubar o que podem, já me parece, só por si, bastante grave sem ter que me preocupar com a qualificação técnica a atribuir. Como também me pareceria grave se fosse apenas 1 ou 2 que fizessem o mesmo. Por sua vez, a gravidade não aumenta nem diminui se o marginal ou os marginais em questão forem louros de olhos azuis, chineses, árabes, negros, indianos ou de qualquer outra raça. Esse facto não pode servir para os desculpar nem para os condenar em excesso, mas, simultaneamente, não devem deixar de ser acusados pelo receio de, ao o fazer, se poder estar a incorrer em perseguição racista.

Chamem-lhe o que quiserem, inventem um pseudo critério para o classificarem: o acto em si está mal, a situação em si está errada, os infractores devem ser severamente punidos. Tudo se reduz a estes simples factos e divagar como tem sido feito sobre esta situação é demagogia pura.

Ou será que, como o Miguel Portas afirma, como não eram 500 marginais de raça negra “mas só 30 ou 40 putos” já não faz mal e as pessoas não se devem indignar, nem preocupar, nem levar a mal o que aconteceu…???

De tudo isto, têm sido feitas derivações em todos os sentidos possíveis: religiosos, rácicos, económicos, sociais. Neste campo e por causa disto, já se debateram questões como a imigração, a nova lei da nacionalidade, a exclusão social e até o aborto… Parece-me que não podemos perder a perspectiva do que está aqui verdadeiramente em causa, analisando o facto de todos os seus diversos ângulos e em relação a todos os intervenientes: falta de segurança, desgoverno, permissividade, brandos costumes, desemprego, carências económicas, falta de educação cívica, desresponsabilização, falta de disciplina, omissão de justiça, ausência de autoridade.

Em 2001, num debate sobre terrorismo, Diana Andringa explicou que tinha uma maneira de olhar o terrorismo condicionada pela leitura do livro A condição humana. Disse a jornalista: “Percebi que quando um terrorista comete os seus actos, há qualquer coisa que desligou. Sai da condição humana. O que resulta sobretudo, do facto de não serem tratados como seres humanos. Sou contra o terrorismo, mas também não posso deixar de o tentar perceber”. O mesmo, presumo, pode-se aplicar à sua visão sobre a marginalidade. Tentar percebê-la não está errado, muito antes pelo contrário, tentar desculpá-la e justificá-la vitimizando o criminoso e transformando-o num pobre coitado, isso sim, é profundamente errado. Na minha opinião, também o marginal, tal como o terrorista, saiu da condição humana. Neste ponto em concreto, estamos plenamente de acordo.

Apenas uma última nota quanto ao assunto da exclusão social: por uma questão de respeito para com aqueles que tão pouco têm e que vivem em condições tão difíceis, acho que as pessoas deveriam evitar utilizar este argumento como justificativo todo-poderoso e ilibador de toda a culpa nos casos de marginalidade. É que (infelizmente) existem milhares de pessoas em situação de exclusão social, e desses milhares (felizmente) apenas uma parte residual, apesar de tudo, resvala para a marginalidade. Se outros não o fazem e com enormes dificuldades conseguem continuar a ter uma vida séria e honesta, por vezes sem se saber a custo de quê, então, usar as causas sócio-económicas como desculpa permissiva é no mínimo vergonhoso.

Tudo isto é no mínimo vergonhoso!

Publicado por castafiore às 01:55 AM | Comentários (3)

julho 20, 2005

Assassinos!!! - III

Não sou especialmente adepta nem entusiasta da revista Sábado; no entanto esta semana comprei-a e, porque ao ler o editorial da direcção (As desculpas do terrorismo), senti que expressava bem aquilo que penso sobre este assunto, deixo-vos aqui a parte relevante:

"Só há uma coisa em que os terroristas são melhores do que a matar - é a arranjar desculpas. A responsabilidade pela morte de dezenas de pessoas em Londres é, pelo que diz Bin Laden e os seus seguidores, da guerra no Iraque. E, antes disso, da invasão do Afeganistão. E, antes disso, da existência de bases militares americanas na Arábia Saudita. E, antes disso, do massacre de muçulmanos na Bósnia, que os ocidentais não quiseram evitar. E, antes disso, da formação do Estado de Israel. E, antes disso, como foi invocado pelo próprio Bin Laden numa mensagem gravada numa caverna, e para que não restassem dúvidas de que eles de facto têm boas e antigas razões para estarem furiosos connosco, da reconquista de Espanha aos mouros em 1492.

Quer dizer: mesmo sem o Iraque, o Afeganistão, a Arábia Saudita, a Bósnia ou Israel, o atentado terrorista em Londres teria sempre como desculpa uma batalha do século XV. O Dr. Mário Soares e todas as outras pessoas que comentaram o atentado com frases cheias de "mas", "porém, "todavia" e "contudo" deviam meditar sobre este supremo pecado cometido pelos reis católicos Fernando e Isabel.

Uma pessoa de bem cora por ter de repetir o óbvio, mas parece que é preciso: os homens que mataram dezenas de inocentes na semana passada não agiram por motivos nobres. Eles não estavam a "reagir" ao "imperialismo americano". E os seus correligionários que esta quarta-feira mandaram pelos ares mais 20 crianças que estavam a pedir doces a soldados da coligação em Bagdade também não. Eles estavam a agir, de forma fria e premeditada, como têm feito desde antes do 11 de Setembro - e teria acontecido exactamente a mesma coisa fosse qual fosse o Governo dos Estados Unidos."

Até eu, que não podia ser mais anti-Bush, tenho de concordar com isto. É tempo de pararmos de desculpabilizar os coitadinhos dos terroristas, auto-flagelando-nos com culpas e remorsos que nos tentam impingir!! De uma vez por todas termos coragem de lhes chamar aquilo que eles são realmente: assassinos, cobardes!! Chega!!

Publicado por castafiore às 12:33 AM | Comentários (5)

julho 08, 2005

Assassinos!!! - II

A contagem de mortos já vem em 50...

Publicado por castafiore às 08:39 AM | Comentários (0)

julho 07, 2005

Assassinos!!!

Londres 7/07 - em nome dos 37 mortos, centenas de feridos e outros tantos milhares em perigo em todo o mundo (todos e cada um de nós), gritemos a uma só voz: ASSASSINOS! COBARDES!

Publicado por castafiore às 10:55 PM | Comentários (5)

junho 24, 2005

Bakea behar dugu

Em basco quer dizer: PRECISAMOS DE PAZ

Uma boa mensagem para difundir.

Publicado por castafiore às 12:23 AM | Comentários (1)

junho 22, 2005

ONE - 2.º episódio

Together as ONE, we have helped do something incredible!

No passado dia 12 de Junho, os EUA e outros países considerados como os mais ricos do mundo, assinaram um acordo que permitiu libertar milhões de pessoas, habitantes de países pobres - do assim chamado "terceiro mundo" -, do peso esmagador da dívida externa dos respectivos países. Os ministros das Finanças do G8 acordaram no preferido perdão, no valor de milhares de milhões de euros, exigindo em retorno que esses países invistam dentro das suas próprias fronteiras os respectivos montantes de dívida perdoada, em benefício da população, através da criação de escolas, hospitais e redes de abastecimento de água potável.

Este perdão da dívida vai ter como resultado concreto e real a possibilidade de salvar literalmente milhares de vidas. E tal situação resultou "apenas" da capacidade de negociação de tãosomente 8 homens sentados à volta de uma mesa.

8 homens e os milhões que os observavam, pressionando a uma só voz, a fazer aquilo que era moral, ética e humanamente certo.

A reunião dos ministros das Finanças do G8 funcionou como o aquecimento para a verdadeira reunião, a ter lugar a 6 de Julho com os presidentes e primeiros ministros daquele grupo poderoso.

Vamos fazer com que Toni Blair, George Bush e os outros sintam a pressão de uma só voz, em uníssono, a pedir que se tome a atitude correcta.

I'm watching you, Mr. President!


Episódios anteriores disponíveis aqui.


Publicado por castafiore às 10:04 PM | Comentários (2)

junho 20, 2005

Ideias simples

Enquanto passeava por Espanha na semana passada, mais concretamente na Galiza, em plena campanha eleitoral, vi diversos cartazes de propaganda. Estes não eram propriamente de nenhum partido político mas sim da própria Xunta de Galicia, província cujo slogan é "Caminhos da Concordia".

Parecem ser princípios básicos e simples que todos poderíamos seguir:

- Na política procurar novas vias democráticas para a construção da paz;
- Na sociedade criar um mundo mais solidário;
- Na cultura e educação utilizar a palavra e o diálogo como meios para alcançar o consenso.

Simples, não é?

Porque é que não somos capazes?

Publicado por castafiore às 11:47 PM | Comentários (0)

junho 03, 2005

A França, a SIDA e a publicidade

A SIDA é um flagelo cada vez maior a nível mundial. Isso abrange países não apenas do 3.º mundo. Nos EUA e na Europa morre-se cada vez mais de SIDA, o que não deixa de ser um contrasenso se considerarmos o volume de publicidade e de divulgação de medidas pedagógicas que, à partida, deveriam ser suficientes (mas não são!) para que fossem tomados mais cuidados que, em diversas situações (sexo, drogas, etc.), poderiam provavelmente evitar muitos contágios. Acima de tudo, é preciso ajudar quem padece desta doença e tentar sempre, e cada vez mais, evitar que a propagação feroz, incontida e descontrolada continue!

Como nada parece resultar, as campanhas desdobram-se. E como "uma imagem vale por 1000 palavras" nada como fotografias-choque para fazerem passar a mensagem.

Em França, encontra-se actualmente a decorrer uma mega-campanha que utiliza apenas 2 imagens: tratam-se de 2 fotografias muito intensas, uma virada para o público masculino e outra para o feminino, deixando de forma muito clara a noção que, em determinadas circunstâncias, sexo sem preservativo é uma sentença de morte assinada de forma consciente e deliberada pelo(a) próprio(a).

As fotografias são estas:

A legenda, que aqui não se consegue ler bem, diz: "sem preservativo é com a própria doença que fazes amor".

Eficazes, sem dúvida!

Mas não são para estomâgos fracos nem para mentes retrógadas!

Não me interpretem mal: sou a primeira a aplaudir este tipo de intervenção, mas não deixa de me causar estranheza que o mesmo país que lança e divulga uma campanha destas, com este tipo de fotografias, com esta postura adulta, dura e crua, seja exactamente o mesmo onde esta campanha publicitária é proíbida por ordem do Supremo Tribunal de Justiça, por se considerar a respectiva fotografia chocante e ofensiva dos mais nobres princípios religiosos (leia-se, católicos, claro!)...

Memória curta, dois pesos e duas medidas ou apenas e tão sómente a fabulosa e "isenta" participação da Igreja Católica?

Você decide...

Publicado por castafiore às 12:49 AM | Comentários (3)

junho 01, 2005

ONE

A Cimeira dos G8 é um encontro anual dos líderes dos 8 países considerados os mais ricos do mundo: Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e EUA. Este ano o encontro irá decorrer na Escócia, entre 6 e 8 de Julho e os referidos líderes irão discutir o destino de uma geração que a nível mundial vive com menos do equivalente a 1 dólar por dia: cerca de um bilião de pessoas que vivem em condições de pobreza extrema. A necessidade de chamar a atenção destes líderes para a necessidade de pôr um fim a esta situação levou à criação da organização ONE, uma “ong” com base nos EUA e que reúne um número imenso de associados famosos, entre cantores e actores de renome mundial, que se preocupam apenas com uma coisa: falar a uma única voz com o objectivo de fazer a pobreza passar à história (Make poverty history).

A campanha arranca já hoje, dia 1 de Junho, e decorre através de inúmeros eventos nomeadamente nos EUA, Reino Unido, mas também um pouco por toda a Europa (Portugal está de fora...). O mais perto de nós é Espanha onde podemos consultar o Pobreza Cero para apurarmos que eventos irão ter lugar e onde.

De qualquer forma parece-me importante reter o facto de em todo o mundo cada 3 segundos morrer uma pessoa, a maioria das quais são crianças; as causas de morte são pobreza extrema, SIDA, doenças variadas e fome.

Para mais informações e divulgação desta campanha recomendo o site da ONE. Trata-se de um simples passar a palavra e tentar conscencializar o maior número possível de pessoas para esta realidade. Tal como lá é dito: we're not asking for your money. we're asking for your voice!

E enquanto andarem a navegar por lá percam um bocadinho de tempo para ver o excelente video promocional da iniciativa. É só uma pessoa de cada vez mas o resultado prova que de facto cada um de nós pode fazer a diferença se quiser.


THE ONE DECLARATION
“WE BELIEVE that in the best American tradition of helping others help themselves, now is the time to join with other countries in a historic pact for compassion and justice to help the poorest people of the world overcome AIDS and extreme poverty. WE RECOGNIZE that a pact including such measures as fair trade, debt relief, fighting corruption and directing an additional one percent of the U.S. budget toward meeting basic needs – education, health, clean water, food, and care for orphans – would transform the futures and hopes of an entire generation in the poorest countries. WE COMMIT ourselves - one person, one voice, one vote at a time - to make a better, safer world for all.”


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maio 28, 2005

Mentalidades

Foi apenas ao ler um artigo na revista Visão desta semana que me apercebi, em choque, de quão retrógada ainda é a mentalidade do povo Português, em certas matérias... E não apenas dos Portugueses, em bom rigor. Num excelente artigo sobre a homossexualidade ("Ser gay em Portugal") recordei dois factos reveladores:

1.º - apenas no início da decáda de 80, com a revisão do Código Penal, a homossexualidade deixou de ser considerada um crime, lado a lado com o incesto, adultério e prostituição...

2.º - apenas há 15 anos que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista das doenças mentais...

É extraordinário! E chocante! Como é que alguém, um legislador, um povo, uma moral colectiva, que seja, acha que tem idoneidade ética ou moral para poder classificar alguém como criminoso apenas por causa das suas preferências sexuais, quando elas vão no sentido de gostar de pessoas do mesmo sexo....???!!!??? E não vale a pena aduzir argumentos ou exemplos como o do processo Casa Pia, pedofilia, etc. Confundir os elementos é comum e frequente, e um truque a que muitos pseudo-moralistas recorrem.

Homossexualidade, pedofilia e abuso de menores, são 3 realidades distintas e independentes que não se podem nunca considerar de forma una. Senão, repare-se apenas que em termos de incidência a grande percentagem de abuso de menores e pedofilia ocorre com heterossexuais.

Como o referido artigo chama, e bem, a atenção, a questão das mentalidades é tão gritante quanto a forma como a homossexualidade foi utilizada na última campanha eleitoral, em tentativas sórdidas de tentar denegrir a imagem de políticos com piadas e insinuações torpes sobre as suas eventuais escolhas sexuais... O que é que as restantes pessoas terão a ver com isso é o que eu me interrogo... E o que é isso pode influir na forma como se governa um país, ou exerce uma profissão também é matéria que me escapa!

Decididamente ainda estamos muito na idade da pedra no que toca a estas matérias...

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maio 18, 2005

(no) logo

Publicado por castafiore às 12:22 AM | Comentários (1)

maio 16, 2005

Inquisição legitimada

O Supremo Tribunal de Justiça francês proibiu a divulgação do cartaz publicitário da marca Marithé et François Girbaud, com a designação "A Última Ceia" por o considerar violador dos mais elementares princípios fundadores da religião católica e por acusar a marca de mercantilizar com desrespeito ícones religiosos.

O cartaz, como se pode ver, é uma réplica do famoso quadro de Leonardo da Vinci, onde 11 mulheres substituem as tradicionais figuras dos apóstolos, vestidas com roupas da marca. A pseudo figura de Cristo é também uma mulher vestida da mesma forma. O 12.º apóstolo e a 13.ª figura do quadro é o único homem representado que surge de tronco nu e de costas, abraçado a uma das mulheres...

Por muito que me esforce ainda não consegui ver desrespeito ou falta de consideração; vejo uma interpretação com sentido de humor e alguma dose de saudável provocação... Devo ser eu que sou muito liberal, decerto, porque isto a mim parece-me um acto digno da Santa Inquisição nos tempos aúreos do Cardeal Torquemada...

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maio 04, 2005

Já está!

Outro dia no Várias gotas de água avisava que podiam ir lá clickar diariamente para ajudar a obter os donativos necessários para se poder construir mais um projecto de água potável na Etiópia. Pois fiquem sabendo que já está! Em apenas tão pouco tempo já se conseguiu! De facto a união faz a força! Pena não ser possível este tipo de solidariedade noutros assuntos.

De qualquer maneira ficam a saber que o site conseguir arrecadar um total de € 200.000,00 que irão ser utilizados em projectos de água potável que permitam fazer chegar àgua limpa e segura às populações, associada a projectos sanitários integrados.

Pensem que 1 em cada 6 pessoas da população mundial não tem acesso a água potável. No entanto, para o continente Africano, o custo de instalar redes básicas de saneamento é de apenas € 23,00 por pessoa...

Dá que pensar, não dá?


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A olhar para ti

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abril 29, 2005

Prenúncio de neve

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abril 28, 2005

Várias gotas de água

A Aquaplastics é uma ONG sediada no Reino Unido, com fins humanitários e que pretende ajudar a levar água potável a tantos quantos possíveis na população da Etiópia.

O projecto vive dos donativos dos partners internacionais que, por sua vez, os vão entregando contra a divulgação da associação do seu nome a esta empreitada.

Para tanto é preciso publicidade e essa consegue-se com uma visita ao site oficial e com um simples click no local assinalado para o efeito. Cada click é uma gota de água; quando o tanque estiver cheio é mais um projecto de água potável que pode ser instalado.

De vez em quando, quando se lembrarem vão lá... Não custa nada... è só fazer click... Aquaplastics...

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abril 23, 2005

Coelho de neve

Alguém construiu um coelho de neve. Conseguem vê-lo?

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abril 17, 2005

Como água que corre


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abril 15, 2005

É neve a subir...


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abril 11, 2005

Um dia (quase) de Verão

"Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê..."

(Alberto Caeiro, in "Poemas")

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abril 10, 2005

Uma cidade sem horizontes-11

Publicado por castafiore às 10:51 PM | Comentários (2)

abril 09, 2005

Quioto

De acordo com o Ministério do Ambiente, Portugal terá de gastar entre 200 a 300 milhões de euros adicionais em 5 anos para comprar quotas de emissão de dióxido de carbono ou investir em mecanismos de desenvolvimento limpo.

Para os ambientalistas, nomeadamente, para a Quercus, o cenário não é assim tão optimista: a derrapagem nacional está calculada, por aquela entidade, em 13 milhões de toneladas. Tendo por base um valor de mercado de 12 euros por tonelada, isso implica que Portugal terá de gastar 160 milhões de euros por ano para conseguir cumprir Quioto....

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abril 07, 2005

Bolha de água

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abril 05, 2005

Descansar... novamente

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

(Alberto Caeiro, in "Poemas")

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abril 04, 2005

Teia ... de aranha? - 2


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março 30, 2005

Espelho, espelho meu...

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março 28, 2005

Uma cidade sem horizontes-9

"Construí a minha casa a partir de nada, por isso, todo o mundo me pertence"
(Goethe)

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março 25, 2005

Assim na terra como no céu


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março 24, 2005

Uma cidade sem horizontes-8


Publicado por castafiore às 11:30 PM | Comentários (0)

março 23, 2005

As Árvores

"Pois nós somos como troncos de árvore na neve. Temos a impressão de que assentam sobre ela, e que com um pequeno empurrão seríamos capazes de os deslocar. Não, não somos capazes, porque eles estão firmemente presos à terra. Mas - quem diria? - até isso é ilusório."

Franz Kafka (1883-1924), in "Parábolas e Fragmentos"

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março 22, 2005

Dia mundial da água

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Água.

As Nações Unidas alertam para o facto de na África sub-sahariana 43% da população infantil não ter acesso diário a água potável.

Por outro lado, morrem diariamente em todo o mundo 4.000 crianças por razões directamente relacionadas com o não poderem beber água potável: diarreia, sede, doenças transmitidas por água inquinada, etc.

Dados bem simples de que nos podemos todos lembrar cada vez que deixarmos a torneira aberta com água a correr em pleno desperdício...

Publicado por castafiore às 11:46 PM | Comentários (0)

março 21, 2005

Sombras chinesas

Sombras, reflexos e outras imagens...

Quando olhamos para um espelho qual das imagens é a verdadeira?

Quando procuramos agarrar a sombra que se reflete na superfície oposta quais os contornos mais consistentes?

Quando nos encantamos com o que vemos gostamos mais da imagem real ou do seu negativo?

Por cada imagem que vemos em cima temos outra em baixo à nossa espera. Por cada uma que olhamos do lado esquerdo encontramos outra à direita. Por cada contorno a preto e branco temos outro a branco e preto.

Qual escolhemos? Qual é o verdadeiro....???

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março 16, 2005

À espera-V

Publicado por castafiore às 12:35 AM | Comentários (1)

março 15, 2005

Foi aqui...

... que tive uma magnífica semana de férias.

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março 14, 2005

Caminhos-IX


Publicado por castafiore às 11:42 PM | Comentários (0)

janeiro 27, 2005

Uma cidade sem horizontes-VI

Londres, novamente.

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janeiro 24, 2005

À espera-III


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janeiro 19, 2005

Diz-me com quem andas...

Senhoras e senhores, eis o braço direito do Presidente Bush...

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janeiro 15, 2005

Uma cidade sem horizontes-IV

Bem sei que esta é um clássico, mas não resisto porque gosto imenso desta fotografia; além disso deu-me imenso gozo tirá-la. Não foi fácil: chovia torrencialmente e a multidão era imensa...

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dezembro 31, 2004

Mitos

No dia em que se soube da tragédia que assolou os países asiáticos na sequência do maior tremor de terra dos últimos 50 anos e das subsequentes tsunamis que causaram aquela que é já considerada como a maior catástrofe natural no espaço de 1 século, foi entrevistado, senão me engano na RTP 1, um médico português, de cujo nome infelizmente não me recordo, responsável pelo INEM e que, directamente de Coimbra, nos dava conta da sua vasta experiência em situações de calamidade porque há 2 anos havia coordenado a equipa de médicos portugueses que deu apoio ao tremor de terra devastador que afectou o Irão.

Interrogado sobre a dimensão da tragédia e os efeitos secundários de tantos cadáveres a flutuar na água, em países de clima quente e condições sanitárias nem sempre perfeitas, questionado sobre o perigo de propagação de infecções, o nosso especialista respondeu do alto da sua sabedoria que isso não passava de um mito.

"O mito da propagação das doenças". Um mito dizia ele, porque tal nunca acontecia e a opinião pública tinha sempre tendência para especular sobre esse assunto.

Um mito ...

Presumo pois que o nosso especialista esteja já a caminho da Tailândia ou do Sri Lanka para explicar a sua teoria sobre mitos às autoridades sanitárias e militares daqueles países, à Cruz Vermelha Internacional e aos outros organismos, cujas equipas que no terreno, com máscaras sobre a cara para conseguirem suportar o cheiro e as infecções, lutam contra o tempo a tentar conciliar a identificação dos corpos, a localização dos familiares e o tratamento temporário dos cadáveres antes de eminentes e perigosas epidemias começarem a alastrar...

Um mito, dizia ele...

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novembro 25, 2004

Bushismos

E pensar que o autor destas frases vai ser o Presidente dos Estados Unidos da América do Norte durante os próximos 4 anos...

Deixemos George Bush (Jr.), falar por si próprio:

- A grande maioria de nossas importações vem de fora do país.

- Se não tivermos sucesso, corremos o risco de fracassarmos.

- Eu tenho feito bons julgamentos no passado. Eu tenho feito bons julgamentos no futuro.

- O futuro será melhor amanhã.

- Eu mantenho todas as declarações erradas que fiz.

- Nós temos um firme compromisso com a NATO. Nós fazemos parte da NATO. Nós temos um firme compromisso com a Europa. Nós fazemos parte da Europa.

- Um número baixo de votantes é uma indicação de que menos pessoas estão a votar.

- Nós estamos preparados para qualquer imprevisto quer possa ocorrer ou não.

- Para a NASA, o espaço ainda é alta prioridade.

- É tempo para a raça humana entrar no sistema solar.

Publicado por castafiore às 12:07 AM | Comentários (1)

novembro 23, 2004

Catástrofe ecológica

De 6 a 17 de Dezembro decorrerá em Buenos Aires, a cimeira da ONU sobre negociações climáticas e aquecimento global. Com a recente ratificação por parte da Rússia, o Protocolo de Kyoto entrará, finalmente, em vigor.

As alterações climáticas são já responsáveis por sofrimento concreto e agudo causado a muitos seres humanos (perda de bens, da saúde, da vida...), perdas económicas reais e prejuízos ambientais incalculáveis, à medida que condições climatéricas extremas tais como inundações, tempestades e secas aumentam em quantidade e intensificam a sua ocorrência.

A nível mundial, os Governos ainda não se aperceberam que os prejuízos, custos e perdas decorrentes destas situações serão num futuro próximo, são aliás já, muito mais avultados do que aquilo que poderiam investir para o evitar.

Provavelmente por isso nada é feito para, por exemplo, diminuir a emissão de gases que provocam o efeito estufa, apesar dos cientistas alertarem para a necessidade imperativa de uma redução imediata na ordem dos 60-80%...!

Na sequência deste alerta, e ao abrigo do Protocolo de Kyoto, os países industrializados concordaram em reduzir, até 2012, as emissões de gases para a atmosfera em 5%. Desde a assunção deste compromisso, as referidas emissões de gases... aumentaram 8%...!!!


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novembro 22, 2004

Pobreza

Com 14% da riqueza das 225 pessoas mais ricas do mundo, seria possível dar alimento, educação, cuidados médicos e oportunidade de desenvolvimento às comunidades mais pobres do mundo, revela um estudo da ONG World Vision.

Tão simples... Só não acontece porque não se quer!


Publicado por castafiore às 11:51 PM | Comentários (0)

novembro 13, 2004

Sorry everybody

Ficamos pelo menos com o alívio de saber que metade dos Americanos não queriam mesmo continuar com o Bush como presidente e que o facto de terem de o aturar (e nos obrigarem ao mesmo...) durante mais 4 anos parece que realmente os incomoda... Vá lá...

Duvidam? Tirem as teimas em Sorry everybody...

Publicado por castafiore às 12:49 AM | Comentários (0)

novembro 04, 2004

The great american disaster

Bush foi reeleito para um novo mandato de 4 anos...

Clinton foi de longe um Presidente bem melhor do que Bush e caiu em desgraça; em termos de opinião pública a sua "cotação" não podia estar pior aquando do final do seu segundo mandato; para a situação contribuiu seguramente o caso Lewinski. De forma decisiva...

Bush envolveu os EUA (e o resto do mundo) numa guerra desastrosa no Iraque, com as mais graves e difundidas repercussões, despoletada pelas razões erradas e ao abrigo da mentira da existência das armas de destruição maciça...

Mas foi re-eleito.

Moral da história: se queres ser presidente dos EUA não faz mal que enganes toda a gente, inventes as maiores mentiras e aldrabes os cidadãos que te vão eleger! Não podes é enganar a tua mulher...

Publicado por castafiore às 12:41 AM | Comentários (2)

novembro 03, 2004

Go Johnny go!

A esta hora já encerraram as urnas de voto em 25 dos 50 estados dos EUA. As projecções da CNN apontam para a vitória de Bush nos estados de West Virginia, Indiana, Kentucky, Georgia, Tennessee, Alabama e Oklahoma.

Quanto a John Kerry é dada como certa a sua vitória nos estados de Vermont, New Jersey, Maryland, Massachusetts, Delaware, Illinois, Connecticut, Maine e Washington D.C. ....

Oxalá seja certa também a sua vitória nas eleições presidenciais para livrar o mundo daquele cowboy incapacitado que infelizmente, e ainda ninguém sabe bem como, conseguiu subir ao poder há 4 anos atrás!

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outubro 10, 2004

Sem comentários....

"A guerrilha é legítima, mas sou contra o sequestro de civis"

(Simona Torretta, uma das 2 reféns italianas sequestradas no Iraque)

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agosto 06, 2004

Fome!

De acordo com o World Food Program das Nações Unidas, existem actualmente, espalhados por todo o mundo, cerca de 800 milhões de homens, mulheres e crianças em estado de subnutrição.

Consoante as zonas do planeta onde existem conflitos mais ou menos graves, as áreas de Fome são classificadas em vermelhas (as mais dramáticas), laranjas, amarelas, etc., até chegar às zonas verdes, aquelas onde se considera que o problema é menos latente: Europa, Estados Unidos da América do Norte, Canadá, Austrália e Argentina.

E mesmo nestes países, bem sabemos como o conceito de não existir miséria e/ou fome é relativo. Apenas podemos dizer que não é tão gritante como a relação de 1 pessoa em cada 3 a morrer de fome em cada minuto que passa, tal como se verifica na África sub-sahariana, no Haiti, no Cambodja ou na Mongólia.

Estamos no século XXI e a miséria continua a viver entre nós...
... e milhares de crianças continuam a morrer de fome diariamente...
... e 800 milhões de seres humanos no mundo, hoje, esta noite, amanhã, no sábado .... vão continuar a sentir a dor e o sofrimento de não terem que comer....

Provavelmente não irão já sentir essa humilhação e angústia daqui a 3 dias...
... porque entretanto morreram!

E outros, no lugar deles, preparam-se para o mesmo destino...

Que vergonha! Que vergonha para todos nós que nada ou tão pouco fazemos para alterar essa situação. Que vergonha para os governos, para os partidos politícos. Que vergonha para a Igreja Católica, no meio do luxo e ostentação do Vaticano...

Ao menos que tenhamos a coragem de encarar a verdadeira dimensão do problema: Hunger Map

Publicado por castafiore às 12:03 AM | Comentários (1)

julho 06, 2004

Sem abrigo

Já toda a gente tropeçou neles, algures, alguma vez... Às vezes com nojo, quase sempre com desconforto, normalmente com alguma coisa a pesar e a doer até ao fundo da nossa alma e da nossa consciência.

Mais que deprimente, é chocante, é quase obsceno o espectáculo da degradação humana socialmente adquirida... E permitida! No início do século XXI, num país membro da União Europeia, pertencente à zona Euro, cumpridor dos critérios de convergência e demais requisitos económico-financeiros que nos permitem fazer parte deste clube privado, onde nos inserimos.

Mas se é chocante ver estas pessoas que bateram no fundo da sua condição social, e às vezes humana, encontrarmos nessas pessoas, homens e mulheres, que já sem condições nem meios, tentam ainda manter um resto de dignidade antes do colapso final, é uma lição de força, coragem e humildade para todos nós, preocupados com as pequeninas aflições mesquinhas do nosso dia-a-dia.

Cruzamo-nos com estes seres humanos na rua: alguns até passariam despercebidos, não fosse pela expressão de alguns dos seus rostos, de alguns dos seus olhares: espezinhados pela vida, pela miséria, pela injustiça e, acima de tudo, pela indiferença de tantos de nós! Por trás daquela expressão mais ou menos vaga, mais ou menos indiferente, algumas vezes quase invejosa, outras muito humilde, está sempre, inevitavelmente, uma gigantesca carga insuportável de miséria e desespero que lhes partiu a alma e a vontade em muitos bocados.

Para os que ainda resistem, para aqueles que ainda lutam para se manterem à tona, ajudá-los é mais do que um mero acto de caridade: é uma obrigação, um dever moral que pende sobre todos nós, sob pena de, em consciência, nos tornarmos aquilo que nem mesmos o pior deles será: indignos!

Ajudar reveste muitas formas, muitas maneiras, muitas caras, muitas mãos, muito trabalho, muitas associações. Todas valem a pena, porque o fim a alcançar justifica largamente todos os meios. Não importa o que se faça desde que seja feito!

Aqui, como em muitos outros casos, o pior de todos os crimes será sempre o da omissão!

Publicado por castafiore às 01:20 AM | Comentários (4)

junho 15, 2004

Animais selvagens

Hoje de madrugada, na praia da Oura, no Algarve, uns quantos cidadãos Ingleses, adeptos da selecção do seu país, vestidos com o equipamento oficial, e em profundo estado de embriaguês, envolveram-se em cenas de pugilato com elementos da GNR, que terminaram cerca das 6 horas da manhã com a prisão de diversos deles.

Nessa mesma praia, amigos meus que lá se encontram a passar férias, informam-me que durante o dia, o areal se encontra invadido por esses mesmos indivíduos, que desde manhã cedo até ao fim da tarde jogam futebol, de garrafa de litro de cerveja na mão, completamente bêbados, enquanto gritam insultos aos outros veraneantes e vomitam à beira-mar.

A zona central de Albufeira onde se concentram bares e restaurantes está parcialmente destruída, 50 pessoas estão hospitalizadas, os hotéis cancelaram as folgas de todos os seus seguranças privados que, armados, patrulham as ruas ao lado da polícia, aconselhando as pessoas a não sair depois do jantar e a tomarem precauções redobradas na 5.ª feira que vem, data do próximo jogo da selecção inglesa. Estado de sítio numa tentativa de salvaguardar a integridade física dos turistas que se apanham sem querer no meio destes distúrbios.

Na madrugada do passado sábado, diversos adeptos da mesma selecção foram presos na fronteira de Vila Real enquanto tentavam entrar ilegalmente no país já depois de lhes terem apreendido os passaportes, com o objectivo concreto de impedir a respectiva entrada!

Dois dias antes em Lisboa, aquando do desfile das marchas populares na Avenida da Liberdade, registaram-se os incidentes que todos vimos.

Na véspera, os primeiros adeptos Ingleses a chegarem a Lisboa invadiram a Praça do Rossio e penduraram bandeiras e panos e outros acessórios transformando aquela praça num verdadeiro circo; chamaram-lhe o colorido próprio das celebrações…

Eu chamo-lhe selvajaria! Desde há muito que está provado que os adeptos Ingleses não se sabem comportar no estrangeiro, tendo mesmo chegado a praticar actos de homicídio no tristemente célebre Heisel Park. Em função disso a Inglaterra esteve interdita de jogar em competições europeias e muitos hooligans ainda hoje não têm autorização para sair do Reino Unido, pelo menos com destino a países da União Europeia.

Desconfio que infelizmente a memória dos Ingleses, à custa do sol Português apanhado em excesso e dos litros da nossa cerveja que têm ingerido, já se deve ter esquecido desses factos. Desconfio que infelizmente será necessário relembrar-lhes outra vez certas normas elementares de civismo, educação e conduta. Para um povo com a “cagança” e arrogância que têm, que olham para todos os outros da forma superior e sobranceira como o fazem, seria talvez útil, quando estão no estrangeiro, aprenderem a portar-se como seres humanos civilizados e não como verdadeiros animais selvagens!


Publicado por castafiore às 11:28 PM | Comentários (0)

Lisboa versus Nova Iorque

No último ano, o custo de vida em Lisboa aumentou a um ritmo superior ao de Nova Iorque, de acordo com um estudo da consultora de recursos humanos Mercer, divulgado esta segunda-feira. Lisboa é a 71.ª cidade do mundo com maior custo de vida, sendo, no entanto, a nona cidade europeia com o custo de vida mais baixo.
A capital portuguesa sobe 23 lugares em relação à listagem de 2003, tendo um custo de vida equivalente a 76,1% do registado na Big Apple. No ano passado, Lisboa tinha um custo de vida de 67,6% face a Nova Iorque, cidade-padrão neste estudo.
A listagem de 250 cidades de todo o mundo é liderada por Tóquio, seguindo-se Londres e Moscovo. O custo de vida na capital nipónica é 30,7% superior ao de Nova Iorque.

Publicado por castafiore às 09:19 PM | Comentários (0)

junho 02, 2004

Fundamentalismos – episódio II

1.º - No passado dia 31/05, entidades oficiais do Ministério da Saúde afirmaram que 85% dos fumadores se inicia na faixa etária dos 11 aos 18 anos e que o tabaco é a porta de entrada para outras dependências como o álcool e a droga...

2.º - Associada a este espírito, a UEFA aderiu a uma campanha a ser divulgada nas escolas secundárias, onde são usadas expressões como “alvo”, “vítima” e “escravo” para designar os fumadores...

3.º - Finalmente, a OMS alerta para o facto de que “os fumadores privam membros das suas famílias de um rendimento essencial – devido ao absentismo por motivos de doença – e impõem-lhes despesas suplementares em cuidados de saúde, criando-se, assim, um ciclo vicioso entre o tabaco e a pobreza"...

Não me considero uma perita em marketing nem uma psicóloga de massas, e muito menos psicóloga da faixa etária da adolescência; mas ainda me lembro como e o que é que pensava na altura, sei o que é que penso agora, vejo e ouço o que as outras pessoas dizem e, desculpem a presunção, mas não me parece que a campanha seja votada a grande sucesso...

Aliás até vos digo mais: não sou fumadora e de repente até me apeteceu uma valente passa num cigarrinho...

Arre que é demais!

Publicado por castafiore às 12:40 AM | Comentários (0)

maio 18, 2004

Fundamentalismos!

Não sou fumadora! O fumo dos cigarros incomoda-me! Muito!!! E o cheiro, nas roupas e no cabelo depois de se estar num ambiente de fumo é horrível... Isto para já não mencionar o efeito que esses ambientes têm nos meus olhos e nariz e o estado em que a minha alergia fica depois dessas experiências... Reuniões de trabalho com fumadores são experiências muito dolorosas principalmente no inverno.

Mesmo assim ... fundamentalismos é que não! E certas coisas enervam-me!

Primeiro em Nova Iorque não se podia fumar nos hotéis nem mesmo em quartos especiais; depois na Irlanda acabaram com a possibilidade de se fumar em bares e restaurantes. Há inúmeros edifícios smoke free para já não se falar nos aviões: tudo no limite do razoável ainda. Mas agora na Austrália querem tornar as praias em zonas onde é proibido fumar! O argumento? Mais do que a perturbação do fumo, é o facto de em média, por dia, naquelas praias aparecerem na areia cerca de 700.000 beatas...

E que tal sistemas alternativos para as pessoas as porem em vez de as enterrarem na areia (realmente nada pior do que estendermos a nossa toalha em cima de um monte de beatas ...)? Que tal criar um sistema de multas pesadas para quem não cumprir? É que o facto de lá estar esse elevado número de beatas quer dizer que quem vai à praia fuma. E será que vai continuar a ir àquela mesma praia com uma proibição dessas em vigor?

Bom senso, acima de tudo, por favor! Uma norma destas, caso eu fosse australiana era suficiente para me por a fumar como uma chaminé cada vez que chegasse à praia, como forma de protesto... Já agora porque é que não proíbem também a venda de cervejas nos bares das praias? Toda a gente sabe que apanhar banhos de sol com álcool no estômago é meio caminho andado para uma congestão. Porque não regulamentar o tipo de protector solar que podemos utilizar? É que os que são em spray podem não ter o sistema aerosol e prejudicar ainda mais o buraco na camada de ozono... E finalmente considerar a instalação de uma cortina de duches mesmo à beira mar para que o nosso corpo com creme, desodorizante, suor, perfume e sabe-se lá que mais não afecte de forma irreversível o ecosistema das algas e eventuais peixinhos, ao mergulharmos de forma abrupta no meio das ondas!

São medidas como esta que tiram seriedade e credibilidade a coisas sérias e elementares como aquilo que afinal visam proteger: o investimento fundamental em educação cívica, num meio ambiente saudável, em hábitos de vida equilibrados e acima de tudo, em ensinar as pessoas a preocuparem-se e respeitarem os outros e os locais onde se encontrem ... Acreditem que é possível! Mas com medidas destas duvido...

Publicado por castafiore às 11:58 PM | Comentários (1)

maio 12, 2004

Mortalidade infantil


Nos Estados Unidos da América do Norte em cada 1000 crianças que nascem, 8 morrem na idade compreendida entre os zero meses e os 5 anos.

Na Bolívia essa taxa de mortalidade infantil passa para as 80 crianças mortas entre aquelas idades.

E no Mali atinge as 224...

... não vale a pena dizer mais nada, pois não?

Publicado por castafiore às 11:59 PM | Comentários (4)

maio 03, 2004

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

Comemora-se hoje, dia 3 de Maio, o Dia Mundial da Liberdade da Imprensa, implementado pela UNESCO, como corolário e consagração do direito fundamental de liberdade de imprensa, consagrado pelo art. 19.º da Declaração Universal dos Direitos do Homem. A propósito desta efeméride, o Director-Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, revelou que o tema para o prémio deste ano são os “media” em zonas de conflito e pós-conflito, e em países em fase de transição. Perante este tipo de situações, o trabalho dos “media”, transmitindo informação rigorosa e de forma independente pode contribuir de modo muito significativo para o processo de reconstrução e de reconciliação. Em tempos de levantamento, desordem e incerteza, a necessidade que as pessoas têm de informação de confiança é especialmente significativa – a sua própria segurança pessoal e até mesmo sobrevivência dependem muitas vezes disso. Porém, é precisamente nessas alturas que muita da informação transmitida é encarada como mera propaganda; é por estas razões que um tipo de jornalismo independente e pluralístico é fundamental. Ao comemorarmos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, é fundamental reflectirmos nas acções a desencadear junto dos governos e das autoridades à escala mundial para que sejam ensinados a respeitar a contribuição que os “media” podem dar para uma paz, democracia e desenvolvimento sustentáveis.

O WORLD PRESS FREEDOM AWARD é um prémio anual atribuído pela UNESCO, no valor de $ 25.000,00, e que tem o nome de Prémio Guillermo Cano. O seu nome é uma homenagem ao jornalista colombiano homónimo, assassinado no seu país natal em 1987 após a denúncia de numerosos barões da droga, presos e condenados pela justiça colombiana a pesadas penas de prisão.

Na sequência destes princípios, o prémio deste ano foi anunciado no passado dia 24 de Março e foi atribuído ao jornalista e poeta cubano RAÚL RIVERO CASTAÑEDA, nascido em 1945, e desde 1988 perseguido pelas autoridades daquele país por se ter tornado, juntamente com outros jornalistas, num dissidente do regime de informação do Estado, e por em 1995 ter fundado a Cuba Press, uma agência independente de informação e em 2001 a primeira associação livre e independente de jornalistas cubanos.

Em Abril de 2003 ele e 25 outros jornalistas foram condenados a penas de prisão entre os 14 e os 27 anos, acusados de violação ao art. 91.º do Código Penal Cubano: prática de actividades que constituem perigo efectivo e real para a independência e integridade territorial do Estado Cubano.

Raul Rivero foi condenado a 20 anos de prisão, pena que se encontra a cumprir numa penitenciária a 461 kms. de Havana. Gravemente doente, com problemas circulatórios e cardíacos que inspiram os maiores cuidados, só tem autorização para receber visitas da sua mulher e, ainda assim, apenas cada 3 meses.

A UNESCO tem realizado diversas diligências junto do governo de Fidel Castro no sentido de tentar obter a libertação deste jornalista e de permitir a sua comparência à cerimónia de entrega do prémio que irá decorrer hoje em Belgrado. Desconhece-se até ao momento se tal irá ou não acontecer, o que parece, porém, profundamente improvável.

Pela coragem demonstrada, pela coerência de princípios defendida e pela dignidade com que conduziu a sua vida e a sua actividade profissional, este prémio é mais do que merecido.

Pena é que as circunstâncias da sua atribuição sejam estas.

Pena é que no mundo continuem a existir regimes políticos que permitem e dão cobertura a este tipo de situações.

A vergonha e a responsabilidade é um pouco de todos nós!

Publicado por castafiore às 12:50 AM | Comentários (0)

maio 01, 2004

História do dia do trabalhador

No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários. Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua.

A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a reunir um novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.

Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.

116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.

Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.

No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.

Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Em Portugal, actualmente, os trabalhadores vivem melhor que há 15 anos mas continuamos muito afastados da média comunitária, da qual nos estamos a aproximar a um ritmo demasiado lento. Temos maiores salários, mas continuam os mais baixos e desiguais da União Europeia; o mesmo acontece com as pensões. Os avanços legislativos não se traduzem muitas vezes na prática, face às violações sistemáticas da Lei. A sinistralidade laboral é a 1ª na Europa. Todos os dias morrem 15 pessoas em Portugal em consequência de um acidente de trabalho, metade dos quais ocorrem no sector da construção civil.

Porque trabalhar é um direito que todos temos e que exercemos, por gosto ou necessidade, vamos trabalhar em boas condições e de forma humana e civilizada. E não vamos esquecer aqueles que antes de nós, não se detiveram perante condições bem mais adversas e lutaram para fazer a diferença e para que hoje, anos mais tarde, aquilo que dantes dependia de lutas diárias sejam direitos adquiridos legalmente protegidos.

Um bom 1.º de Maio!

(com base em informação retirada do Expresso online)

Publicado por castafiore às 07:43 PM | Comentários (1)

abril 24, 2004

A Terra em miniatura

Se fizermos um exercício de comparações e proporções estatísticas e matemáticas somos capazes de aprender alguns factos curiosos que talvez nos façam pensar na necessidade de relativizar a importância das coisas, da vida, das situações.

Vamos considerar a população do planeta Terra e vamos reduzi-la a uma escala mais pequena e mais fácil de apreendermos: uma aldeia com 100 pessoas. Agora vamos reduzir todas as restantes percentagens à mesma escala.

Sabem como seria o perfil demográfico, económico e sócio-cultural dessa aldeia? Vejam:

- 57 asiáticos, 21 europeus, 8 africanos, 4 americanos;
- 52 mulheres e 48 homens;
- 30 brancos;
- 70 não cristãos;
- 11 homossexuais;
- 6 pessoas deteriam 59% da riqueza da aldeia;
- 80 viveriam em condições subhumanas;
- 70 analfabetos;
- 50 subnutridos;
- 1 com educação universitária;

Dá que pensar, não dá?

Publicado por castafiore às 01:00 AM | Comentários (2)

abril 22, 2004

Basra

Ontem, em Basra, no sul do Iraque, houve vários atentados suicidas, à bomba, que causaram a morte de 68 civis. Entre eles encontram-se 18 crianças que, por ser de manhã, se dirigiam para as aulas, em autocarros escolares.

Questões políticas à parte acho que nos devíamos lembrar que são os netos, filhos, irmãos de alguém, que de manhã saíram de casa, provavelmente alegres, para mais um dia de escola e que nunca, nunca mais vão voltar.

O terrorismo, por muito nobres que sejam os motivos e as causas que lhe sirvam de suporte, é a forma de luta mais cobarde que existe. Quem o pratica e quem a ele recorre, ainda que inicialmente coberto de razão, transforma-se no mais desprezível dos seres. NADA justifica o que aconteceu... NINGUÉM que participe num acto destes pode ser perdoado.

Não deixem de olhar para a fotografia por muito que vos custe; façam-no, ao menos, por respeito para com os que morreram e para com as respectivas famílias. Aquilo que vos possa impressionar, acreditem que nem se pode começar a comparar com a dor que eles sentem neste momento!

Publicado por castafiore às 12:15 AM | Comentários (7)

março 29, 2004

Seropositivos

No dia 29 de Janeiro p.p. o Vaticano divulgou um comunicado onde acusava de GENOCÍDIO as empresas farmacêuticas que a nível mundial se recusam a baixar o preço dos medicamentos que os seropositivos têm de tomar diariamente, permitindo-lhes manter, a curto prazo, níveis aceitáveis de saúde e, a médio prazo, a sua sobrevivência.

Estes medicamentos são muito caros, a maior parte não é comparticipada pelo Estado, no caso de Portugal, precisamente tendo em conta os preços elevados praticados pelas empresas farmacêuticas que procedem à sua manufactura. Os doentes que são seguidos em consultas hospitalares recebem-nos de graça, mas os restantes doentes, um seropositivo que esteja a ser tratado no regime privado e que tenha um grau de contaminação médio/alto despende em média cerca de € 500,00/mês com a referida medicação. Os que podem, claro. Os outros limitam-se a morrer ou sobrevivem na mais completa miséria.

Compreende-se assim, e é de louvar, a acusação e o apelo do Vaticano.

Não se compreende, porém, é que esta instituição tão nobre e magnânime em criticar tal atitude, seja precisamente a mesma que semanalmente em cada homilia dominical, diariamente em cada aula de catequese, constantemente em cada curso de preparação para o matrimónio, sempre que possível em cada obra de apoio social, lidere uma verdadeira cruzada contra a utilização difundida do preservativo, não apenas como meio de planeamento familiar mas também como um dos mais seguros e eficazes meios de evitar a propagação desmedida da SIDA.

Criticar e apontar o dedo afinal parece ser fácil; mas a uma instituição com a envergadura da Igreja Católica pede-se mais do que simples demagogia: pede-se consistência nas doutrinas, coerência nas atitudes, e acima de tudo coragem e honestidade na abordagem dos problemas.

O ditado que invoca o nome de um dos pilares da Igreja Católica – São Tomás – tem, afinal aqui, e tristemente, plena aplicabilidade: também dela se pode dizer “Faz o que ela diz, mas não faças o que ela faz”.......

Publicado por castafiore às 11:43 PM | Comentários (0)