julho 25, 2006

Vida e morte dos Santiagos

O livro que estou actualmente a ler. Nunca tinha lido nada deste autor, mas estou a gostar imenso. Muito, muito interessante.

Publicado por castafiore às 12:05 AM | Comentários (9074)

junho 10, 2006

Kafka à beira-mar

Esta é a minha actual leitura. Um livro genial...

Publicado por castafiore às 10:57 PM | Comentários (579)

fevereiro 06, 2006

Lisboa que adormece

Este é um CD absolutamente fantástico da Paula Oliveira e Bernardo Moreira.

Agarraram em fados clássicos, todos eles suportados por fabulosos poemas, a maior parte dos quais da autoria de Ary dos Santos, e musicaram-nos em ritmo jazz, muito calmo, muito soft, muito, muito bom.

Foi-me oferecido pela minha Mãe, que o tinha ouvido algures e que como achou que tinha "a minha cara" concretizou a oferta; desde há 2 dias que o oiço compulsivamente...

Publicado por castafiore às 10:37 PM | Comentários (2)

janeiro 15, 2006

Que infantilidade, Inês!

Além de apreciar imenso o estilo de escrita, aprecio imenso o conteúdo dos textos da Inês Pedrosa. Muitas das apreciações, análises e considerações, muitas das opiniões que ela exprime semanalmente na Crónica Feminina podiam ser escritos por mim, de tal forma reflectem a maior parte das minhas próprias opiniões.

Imaginem a minha desilusão, esta semana ao ler a crónica habitual no Expresso. Com o título "O novo PREC", e dedicada ao abuso de poder por parte do Estado na forma como colide com as liberdades privadas, tem como suporte a indignação pela lei que em ESPANHA proíbe que se fume em locais públicos com determinadas características e dimensões.

Eu própria suspeito do fundamentalismo dessas medidas, apesar de não ser fumadora e de me incomodar imenso e cada vez mais, estar a almoçar ou a tomar uma bebida e a conversar com amigos e ter de estar a engolir o fumo do cigarro alheio... Acresce que existem outros vícios privados sobre os quais julgo que seria mais importante o Estado legislar e intervir pelos estragos que, mesmo na esfera privada de cada um, podem acabar por causar na comunidade...

Ainda assim não posso deixar de me indignar quando leio a seguinte frase na referida crónica: "Protegem-nos como crianças (a obrigatoriedade do cinto de segurança em adultos é outro sintoma desta negação da liberdade individual), ou seja, desconsideram a nossa capacidade de escolher a nossa própria vida."

Em 1.º lugar, comparar a tudo o resto a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança, e considerar tal medida como uma negação da liberdade individual parece-me uma afirmação com uma dosagem de infantilidade que não é digna de alguém com as capacidades intelectuais da Inês Pedrosa.

Em 2.º lugar, parece-me que levarmos a conversa para esse campo acaba por fazer de nós fundamentalistas também, mas no extremo oposto. Recordo-me sempre, em situações como esta, da frase que o meu Pai ouviu num restaurante poucos dias depois do 25 de Abril de 1974, e que o deixou à beira de um ataque de nervos: "Ainda bem que agora temos a liberdade para eu até poder passar com os sinais vermelhos...!!!" E vivam as mentalidades esclarecidas dos nossos Tugas!

Em 3.º lugar, para alguém que, como a Inês Pedrosa, tantas e tão boas crónicas escreveu sobre a falta de civismo dos Portugueses ao volante, o facto de sermos o País da Europa onde mais se morre na estrada, o facto dos acidentes serem quase integralmente causados por excesso de velocidade e excesso de álcool e a circunstância de com isso se acabarem de forma violenta, ou estropiá-las para sempre, vidas que apenas tiveram o azar de estar no sítio errado, na hora errada, parece-me um profundo contrasenso esta explosão de revolta adolescente de considerar que a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança é uma negação da liberdade individual...

Desculpe-me lá, cara Inês, mas você não deve começar sequer por ter uma pálida ideia do que são privações de liberdade individual "à séria" para ter sequer a falta de senso para comparar uma coisa à outra. Devia abster-se de o fazer por respeito e consideração para com todas as pessoas que diariamente no mundo vêem os seus direitos mais básicos e as suas liberdades individuais mais elementares serem-lhes retiradas...

Finalmente, e em 4.º e último lugar, desculpem que vos diga que enquanto houver pessoas que fazem afirmações destas e comparações destas é natural que haja uma certa tendência para desconsiderar a capacidade de cada um escolher a sua própria vida. Portugal é, infelizmente, um País com um nível excessivamente elevado de boçalidade intelectual. E enquanto assim for existem pessoas que precisam que pensem por elas e que à força lhes seja demonstrado o que podem ou não fazer para permitir uma sã convivência entre todos. Se isso tiver de passar por estradas com tolerância zero, proibição absoluta de beber álcool antes de guiar, penas de prisão pesadas para os praticantes de street racing, mais pesadas ainda para condutores que em violação do código da estrada assassinam inocentes, paciência!!!

Pessoalmente, prefiro suportar a alegada violência de ter de apertar o cinto de segurança para me deslocar 2 quarteirões até casa dos meus pais do que pensar que posso ser projectada para fora do meu carro, por não o ter colocado, quando o próximo adolescente-imbecil-sem-carta-e-podre-de-bêbado-que-saíu-às-escondidas-com-o-mercedes-do-pai, embater a 160 kms./hora, no meu carro por trás porque nem sequer sabia a diferença entre o travão e a embraiagem... E curiosamente, a única violação que acho que é feita à minha liberdade pessoal num caso desses, é a do responsável sair impune dessa situação porque tem "a sorte" de só ter 17 jovens e inconscientes aninhos...

Publicado por castafiore às 09:58 PM | Comentários (1)

novembro 03, 2005

Leituras ainda

Acabei há já algum tempo a leitura do tal calhamaço-bestseller, Shantaram, que é interessante mas que, se das 955 páginas ficassem 500, seria ainda uma história girissíma sem as partes de filosofia-de-trazer-por-casa.

A seguir li a biografia da D. Leonor Teles, Rosa Brava, que é engraçado e que se lê muito bem e serve para reavivar os conhecimentos de história de Portugal, às vezes um bocadinho enferrujados.

Agora iniciei finalmente um livro que há já muito tempo tinha na calha para ler e ao qual nunca mais chegava. E apesar de ainda estar muito no princípio já estou arrependida de não o ter começado há mais tempo: A montanha da alma, de Gao Xinjian.

Entretanto, nas arrumações do feriado passado, estive a ordenar as minhas estantes por autores e descobri imensos livros para ler. Ai quem me dera agora não fazer mais nada durante um ou dois meses...


Publicado por castafiore às 12:37 AM | Comentários (1)

setembro 03, 2005

Crónica Feminina

Estou em simultâneo com o outro livro, a ler esta colectânea das crónicas da Inês Pedrosa.

Apesar de recordar a maior parte da altura da sua publicação original, pois sou leitora mais do assídua no Expresso, quanto mais leio mais gosto dos textos e mais respeito tenho pela autora.

É que ela não tem medo da verdade dura e crua, nem de "chamar os bois pelos nomes", nem de dizer que o rei vai nu...

Publicado por castafiore às 03:37 PM | Comentários (0)

agosto 10, 2005

Ler ... ainda!

Terminei o tal livro do Richard Zimmler que estava a ler e do qual acabei por gostar imenso depois de um início menos entusiasmado. Afinal, recomendo-o: "Goa ou o Guardião da Aurora". É um livro triste e que dá que pensar mas uma história muito gira.

Agora vou-me atirar a um paperback de 936 páginas em inglês com o título Shantaram, uma história biográfica sobre o seu autor, um homem chamado Gregory David Roberts, com uma vida fabulosa, trágica e aventurosa e que, ao que consta, é um retrato extraordinário da Indía de hoje.

Em paralelo, vou intercalando e volto a deliciar-me com as crónicas da Inês Pedrosa, um best of das suas escritas semanais no Expresso, compiladas na colectânea Crónica Feminina.

Publicado por castafiore às 01:02 AM | Comentários (129)

junho 19, 2005

Continuação de leituras

Durante as férias uma das coisas boas que posso fazer é ler muito mais do que geralmente consigo. Assim sendo, acabei de ler "A misteriosa chama da Raínha Loana" do Umberto Eco que tinha começado há quase 2 meses. Ao princípio confesso que não entrei bem na história. Depois envolvi-me completamente e identifiquei-me imenso com o percurso do personagem principal que através das leituras da sua infância e adolescência tenta recuperar a memória que perdeu em consequência do AVC.

Identifiquei-me porque achei extraordinário que mais de 90% dos livros que ali vêm mencionados, seja literatura mais séria, mais leve ou banda desenhada, também eu a tenha lido na minha infância e adolescência apesar de ser muito mais nova do que o herói do livro. Será que isso prova que os bons livros são realmente intemporais? Acho que sim. Depois, o final do livro, confesso que me desiludiu bastante; até porque não sei bem o que pensar em relação ao suposto final.... Enfim...

Entretanto, como disse, o tempo em férias rende muito, por isso em pleno Gerês já iniciei novas leituras. Desta vez ataquei "Goa ou o Guardião da Aurora", de Richard Zimler. Estou curiosa para ver o que daqui sai. Já li um livro deste escritor ("O último cabalista de Lisboa") e não me entusiasmei muito. Pode ser que este me faça mudar de ideias...

Publicado por castafiore às 10:39 PM | Comentários (1)

maio 29, 2005

Feira do livro

Foi este o resultado da minha incursão à Feira do Livro.

Publicado por castafiore às 09:53 PM | Comentários (0)

maio 10, 2005

Hotel

Gosto muito deste CD do Moby, versão edição especial com 2 discos, principalmente do CD "Ambient" que passou quase todo o fim de semana a tocar sem me cansar de o ouvir, exactamente como música ambiente enquanto trabalhava e lia.

Não resisto a transcrever o texto escrito pelo próprio, na contra capa do CD porque gostei do que li:

"(...) people sleep in hotel rooms and cry in hotel rooms and bathe in hotel rooms and have sex in hotel rooms and start relationships in hotel rooms and etc and etc, but yet every time we check into a hotel room we feel as if we're the first guest and we get very upset if there's any remnant of a previous guests stay. something about his idea, that these intimate spaces are wiped clean every 24 hours, fascinates me. that we enter a hotel room and it becomes our biological home for a while and then we leave. in some ways it's similar to the human condition.

we exist and we strive and we love and we cry and we laugh and we run around and we sleep and we build things and we have sex and then we die and, not to sound too depressing, the world is wiped clean of our biological presence. which, from my perspective, makes our brief biological time here all the more precious due to it's relative brevity. (...) but i don't feel like making music that is airless and lifeless because i also really like people and the messy miasma of the human condition and i want to make messy, human records that are open and emotional. because, whether i like it or not, i'm messy and human, too (...)"

Publicado por castafiore às 12:52 AM | Comentários (0)

abril 26, 2005

Mais leituras

Já acabei de ler. Gostei mas não fiquei fascinada. Está muito, muito longe de obras como "Cem anos de solidão", "O amor nos tempos de cólera" ou "O outono do patriarca". Ainda tem a mesma magia, mas parece que agora sem centelha...

Enfim... também García Márquez estará no seu outono de vida e literário...

Vou já começar com outro livro, pois a pilha de leituras em stand-by cresce com mais frequência do que a consigo desbastar. E a ordem de prioridades está em permanente alteração. Assim sendo, e passando à frente de outros que ja aguardam há algum tempo, segue-se:

Estou muito curiosa em relação a este livro.

Publicado por castafiore às 12:47 AM | Comentários (3)

abril 18, 2005

Leituras

Acabei ontem de ler um livro bastante interessante. Chama-se "Viúva por um ano", da autoria de um escritor norte-americano, John Irving. Recentemente foi adaptado ao cinema e o filme (que não vi ainda) chama-se "A Porta do chão", razão pela qual o livro é vendido com 2 títulos e 2 capas sobrepostas. A história é densa e intensa, mas sendo uma narrativa tão psicológica tenho uma certa curiosidade de ver como é que a adaptaram e filmaram. Espero não ter uma desilusão muito grande quando vir o filme; como já saiu dos circuitos tenho de ficar à espera da edição em DVD.

Entretanto, como ando em fase de leituras compulsivas já iniciei a leitura da "Memória das minhas putas tristes" do Gabriel García Marquez. Estou curiosa para ver o que dali sai.

Publicado por castafiore às 11:27 PM | Comentários (0)