março 31, 2006

Que estranho...!!!

Hoje de manhã num dos noticiários horários da TSF ouvi que uma sondagem do DN/Marktest apurou que, durante o mês de Março, o Ministro mais popular do Governo de Sócrates foi... Freitas do Amaral....

...???...!!!....???

Como é que é possível, considerando o seu comportamento, as suas atitudes, as suas declarações ....???? Francamente, ou as sondagens são mesmo manipuladas ou então o povo Português enlouqueceu definitivamente...

Qualquer das opções, somos todos nós quem fica a perder...

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março 30, 2006

Equilíbrio


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março 29, 2006

Serei eu que estou a ver mal a coisa...???

... devo ser, decerto....

É que por muito que tente analisar o assunto de diferentes ângulos e perspectivas, não consigo ficar chocada com a decisão que o Governo do Canadá tomou de mandar sair do país os imigrantes ILEGAIS que ali se encontravam.

Independentemente das tragédias pessoais que esta situação envolve, e pelas quais tenho consideração e alguma simpatia, o facto é que aquelas pessoas se encontravam ILEGAIS naquele país.

Não pode ser muito surpreendente que ao detectarem essas situações as autoridades tomem a decisão que tomaram. Tal como nos Estados Unidos qualquer imigrante ilegal (se conseguir entrar...) é rapidamente devolvido à procedência assim que for detectado.

A ideia daquelas autoridades não é apenas a de regularizar as situações. É também de deixar bem claro que quando se faz algo contra as lei vigentes num país, quem o faz deve estar disposto a sofrer as consequências e a arcar com a responsabilidades inerentes. Isto é o que fazem (e bem) as autoridades fortes e rectas de países soberanos.

Obviamente que em Portugal se tem muita pena dos coitadinhos dos imigrantes, que sofreram tanto e são tão boas pessoas e mesmo ilegais deixa-os ficar cá que eles assim que puderem tratam de regularizar a situação, e olha já passaram mais 3 anos e continuam ilegais mas a culpa não é deles é da burocracia que a segurança social ainda não lhes arranjou o papel que precisam, coitadinhos, pois porque também tiveram de fazer umas greves e agora têm 143.000 processos para analisar, mas não faz mal deixamos que fiquem mais uns tempos, é que a quota deste ano era só de 500 e deixámos entrar 5.000 mas teve de ser senão ainda se podem lembrar de nos chamar xenófobos e depois como fomos a última potência colonialista temos este complexo às costas e temos de mostrar que somos super democráticos, etc., etc....

E entretanto afundamo-nos todos!

O acto do Governo Canadiano pode não ser um acto humano. É, no entanto um acto de rigor e de coragem. É o acto de um país soberano que pode e deve decidir em todas as alturas quem quer ou não dentro das suas fronteiras. E de um país que tem a coragem de fazer cumprir as suas regras, para que a imagem de laxismo, permissividade e "nacional porreirismo" não lhe seja associada como a muitos outros que conheço...

E sim, infelizmente estou a ver-nos nesse espelho...

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março 28, 2006

Simplex 333

Oh Sr. Primeiro Ministro...!!! Mas porquê...??? Acho que isto era mesmo necessário???

Sabia que:

1 - Podia arranjar um nome para o programa que não soasse tanto a detergente de máquina de lavar roupa ou a remédio para a tosse...
2 - Ou então a um plágio de mau gosto do livro do José Rodrigues dos Santos - Codex 632...
3 - Ainda que importantes, nalguns casos, não lhe parece que o país necessita de outro tipo de intervenções mais de fundo, mais estruturantes, mais de actuação concreta em problemas transversais de fundo da nossa sociedade, do que estas acções de marketing político para tapar o sol com a peneira...??? Já chega de cosmética, não lhe parece?
4 - E porquê 333? Algum fetiche com este número? É que cerca de 200 têm a ver com a eliminação de certidões... Era preciso contar todas a uma e uma...??? Depois queixe-se de o acusarem de tentar andar a fazer figura... Ainda consegue deslumbrar alguém (além de a si próprio...) com estas acções?
5 - Já agora, cuidado, não se deixe entusiasmar. É que no meio desta fúria anti burocrática ainda elimina algumas coisas que, apesar de tudo, são mesmo necessárias. Já me fez lembrar aquelas limpezas caseiras de Primavera em que acabamos quase sempre por deitar fora alguma coisa importante com tanto entusiasmo...
6 - Finalmente, "Simplex" faz lembrar um pouco a palavra simplista o que não me parece também uma boa associação de ideias...

Já esteve melhor, não acha, meu caro? Ou será que ainda se acha fantástico? Nós começamos mesmo a achar que não, sabia...???

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março 27, 2006

Vedação


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março 26, 2006

(Mais) uma valente imbecilidade

E desta vez vinda de onde menos se esperava....

E, se bem que este comentário, já seja um pouco extemporâneo, não posso deixar este apontamento sobre a verdadeira barbaridade que foi o fim do Ballet Gulbenkian.

Não sei o que passou pela cabeça daqueles "iluminados" mas coisa boa não foi de certeza, e quem ficou a perder fomos todos nós. Os mais belos, interessantes e bem dançados espectáculos de dança que vi, foi através deles que tive oportunidade de desfrutar.

Uma homenagem póstuma e com algum atraso mas mais do que merecida...

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março 25, 2006

Dançar

É o nome do espectáculo da Companhia Nacional de Bailado actualmente em cartaz no Teatro Camões.

E é muito bom! 3 coreografias, a última das quais da autoria do bailarino e coreógrafo espanhol Nacho Duato, com o título Por vos me muero, é absolutamente fabulosa.

Recomendado!

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março 24, 2006

Maratona financeira

Notícia do DN online de 22/03:

"As Finanças recuaram à última hora no convite a todos os funcionários do ministério para que participassem nas próximas meia e minimaratona de Lisboa, domingo, envergando uma camisola com o dístico "consolidar agora para um futuro melhor". Nada mais nada menos que o lema político do Governo inscrito no Orçamento do Estado para 2006.
O convite foi endereçado por e-mail aos vários funcionários, tendo estes de responder se aceitavam o convite para que o ministério procedesse à impressão das referidas camisolas. Depois de um primeiro apelo à participação (com data-limite de 15 de Março), o Ministério das Finanças deu um novo prazo para os funcionários responderem, prazo esse que terminou no passado dia 20 de Março. As camisolas seriam oferecidas pelo ministério, bem como a referida impressão, mas a inscrição na prova teria de ficar a cargo dos eventuais participantes.
Ontem, perante questões colocadas pelo DN, as Finanças disseram que se decidiu anular a iniciativa e que todos os funcionários inscritos seriam avisados da decisão."

No email dirigido aos funcionários podia ler-se ainda a seguinte frase: "O equilíbrio orçamental é um elemento indispensável ao quadro de estabilidade macroeconómica no qual se reforça a confiança dos investidores internos e externos e com ela o investimento na economia portuguesa. Este assegura o potencial de crescimento e o bem-estar das futuras gerações. Por isso, a consolidação orçamental é também um acto de solidariedade intergeracional a favor dos nossos filhos e dos nossos netos."

Oh Sr. Ministro... Isto é que é literalmente vestir a camisola... ou não... já que afinal esta ideia "genial" não vingou... Isto quase ganha o prémio da patetice do ano, mas como ainda vamos em Março, infelizmente que muitas mais virão...

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março 23, 2006

Estalactites


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março 22, 2006

Continuo a ser Dinamarquesa

Ainda a propósito deste assunto, algumas considerações:

1 - Não tenho qualquer veleidade de achar que a cultura ocidental é melhor do que qualquer outra cultura, muito antes pelo contrário. E apesar de não ter um conhecimento ilimitado sobre povos e culturas do mundo até me atrevo a dizer, daquilo que estudo e conheço, que existem muitas outras culturas ou civilizações que considero mais evoluídas.

2 - Ao dizer isto, penso acima de tudo nas culturas asiático-orientais que, com toda a sua possível estranheza para o homem europeu, permitem um modo de vida mais puro e despojado e em que as coisas verdadeiramente importantes são mais preservadas.

3 - A cultura islâmica, por outro lado, com tudo o que tem de nobre e valoroso, não me atrai nem seduz e se bem que lhe reconheça imenso valor, importância e significado em muitos aspectos, a sua faceta fundamentalista no que toca à religião pesa de tal forma negativa que, no meu caso pessoal, anula quase todos os outros aspectos mais positivos.

4 - Dito isto, penso, porém, que é importante distinguir 2 coisas distintas. Em nome da nossa (ocidental) pseudo sobranceria cultural não podemos criticar hábitos culturais de outros povos; sem dúvida. Neste âmbito incluiria referências a querermos que, por ex., os homens árabes rapem as barbas ou deixem de fazer as chamadas para as orações aos gritos a horas fixas, ou até querermos impor às mulheres que deixem de usar burka.

5 - Neste último exemplo, porém, já começamos, a meu ver, a entrar na zona cinzenta de fronteira com o outro aspecto civilizacional que (sendo ou não uma tradição milenar) envolve práticas humilhantes, degradantes, brutais e/ou selvagens que qualquer ser humano minimamente racional não poderá tolerar, independentemente do seu sexo, credo, raça ou religião.

6 - Ou seja, se as mulheres islâmicas querem usar burka ou véu de sua livre e espontânea vontade, obrigá-las a não o fazer em nome da nossa civilização e hábitos culturais será uma violência, um abuso, uma ingerência... Sem dúvida! Não podia concordar mais com este aspecto. Mas será que assim é? Será que as mulheres islâmicas podendo decidir em absoluta liberdade e consciência optam por usar aquelas vestes? Ou será que são as normas religiosas mais puras e duras, agora recentemente reforçadas que as obrigam? Duvido que essa utilização fosse uma escolha espontânea se verdadeiramente pudessem optar...

7 - Diferente, no entanto, são outros casos como a excisão genital feminina. Julgo que ninguém no seu juízo perfeito pode achar que esta prática executada ao abrigo de tradições e costumes milenares, deve ser respeitada e tolerada precisamente por ser uma tradição. Pode sê-lo sem dúvida, mas é igualmente um acto brutal ao qual nenhuma rapariga se submete voluntariamente. Ou o apedrajamento até à morte de um ladrão. Ou o sepultar viva da mulher adúltera. Ou a violação colectiva da jovem solteira que dormiu com homem casado... Tudo isto são costumes e hábitos de tal forma brutais, primitivos e rudes que pessoalmente não os consigo validar ou justificar ao abrigo de nenhum hábito ou tradição. Apenas os consigo condenar. Sem apelo.

8 - Da mesma maneira que condeno as filosofias kamikaze orientais. Ou que condeno o conceito de pecado, culpa e punição que a igreja católica incute aos seus crentes. São excessos, são fundamentalismos que não podem, não devem persistir se queremos que a nossa civilização e a nossa sociedade verdadeiramente evoluam de forma positiva.

9 - Por outro lado, a questão dos cartoons não a consigo enquadrar em teorias sobre manipulações de opinião ou jogos de interesses emoldurados no binómio "EUA vs. o resto do mundo". Os Estados Unidos têm como país, povo, cultura e civilização imensos, vastissímos defeitos mas também têm imensos aspectos positivos, virtudes e valores. O facto de actualmente serem liderados por um indíviduo absolutamente imbecil e que infelizmente tem demasiado poder, não os pode transformar nos eternos culpados das desgraças que acontecem e da opressão dos pobres povos árabes, com o estigma do fantasma dos interesses pretrolíferos sempre por trás.

10 - A reacção de algum mundo árabe aos cartoons é desproporcionada e disparatada. Winston Churchill dizia "cuidado com os povos que não se sabem rir de si próprios". A afirmação, a meu ver, é extensível às pessoas. Desconfio imediatamente (e até agora com uma margem de erro de 0%) das pessoas que não se sabem rir de si próprias, dos seus erros, dos seus tiques das suas opiniões... Que não admitem estar erradas, enfim, que se levam demasiado a sério, que se acham iluminadas e esclarecidas acima de qualquer suspeita e que, no entanto, representam aqueles que verdadeiramente se deixam ir "na carneirada".

11 - É por isso que, como princípio, desconfio de religiões e partidos políticos, pois gosto de pensar pela minha própria cabeça, sem que me digam qual a opinião que devo ter sobre esta ou aquela matéria. Sou agnóstica convicta e nunca me ofendi com as múltiplas piadas, algumas bem maldosas, que tenho ouvido ao longo da minha vida. Quando tenho oportunidade explico o meu ponto de vista, respondo à letra, ou, se se tratar de uma versão mais "light" rio-me com o meu interlocutor e sigo em frente. Se eu, tenho de ter esse "jogo de cintura" e admitir que as pessoas trocem da minha falta de crença ou fé no transcendente porque é que os outros não têm igualmente de aceitar que eu faça o mesmo em relação às suas convicções? Porque são sagradas? E desde quando é que existe um "top de importâncias absolutas universal" que diz que os meus princípios e regras morais e éticas são menos importantes que os religiosos apenas porque não têm uma benção divina (seja lá o que isso for...) por cima?

12 - Penso que essa capacidade de nos relativizarmos e de nos encaixarmos ou enquadrarmos na grande ordem global é um sinal de inteligência diametralmente oposto ao sentimento de ofensa, porque alguém gozou com uma coisa que para nós é sacrossanta mas que para aqueles outros não é. E isso é o 1.º passo para o fundamentalismo...

13 - Isto não quer dizer que se se adopte uma postura de admitirmos sermos enxovalhados e insultados e as nossas opiniões desprezadas. Então onde é que se traça a linha? Como é que mantemos o equilibrio? Com bom senso, claro. Com inteligência. Com razoabilidade. Se os cartoons são de gosto duvidoso? Alguns são. A outros nem lhes acho piada. Outros não os percebo. Outros são parvos. Outros têm graça. Algum justifica a violência a que deram azo? Nenhum! Nada a justifica! Não, nem mesmo o facto de o profeta ter tido representação física. Isso violou as convicções daquela gente? É uma brutalidade aos seus princípios, à sua crença? Que diabo! Foi a sua própria reacção exarcebada que passou a legitimar a publicação de uns desenhos que doutra maneira teriam passado absolutamente despercebidos...

14 - Já agora um pouco de "food for thought": neste país quando alguém morre os velórios são obrigatoriamente feitos em capelas de igrejas. E aqueles que não têm credo religioso? Quando o meu Pai morreu, tão agnóstico como eu, incomodou-me profundamente que os últimos momentos que passei na companhia física do seu corpo, momentos em que queria paz para o recordar com tristeza mas tranquilidade, em que queria deixar bem cravado na minha memória o privilégio que tinha sido ter sido filha daquele homem extraordinário, terem tido que ser observados, supervisionados, por um altar repleto de imagens religiosas e símbolos de uma fé que para poucos na minha família representam seja o que for e que vão contra muitos dos nossos princípios, éticas de pensamento, de liberdade, de filosofia. Isso incomodou-me, incomodou-nos a todos, como decerto teria incomodado o meu Pai. Não tivemos alternativa porque no nosso país a igreja católica tem este monopólio de assegurar que acompanha os mortos até à sepultura talvez na tentativa de arrependimentos e conversões em massa de última hora que possam reverter de forma positiva para a sua contabilidade ou estatística de almas salvas... E agora? Ninguém se choca com esta violência que foi imposta às nossas convicções? Creio que não! E, no entanto, ainda assim, nenhum de nós achou que tinha o direito de escaqueirar o altar, a igreja, rebentar com os bancos, roubar a caixa das esmolas e de caminho dar uma tareia o padre... Seria talvez uma reacção desproporcionada e selvagem, não vos parece?

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março 21, 2006

À espera-11


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março 20, 2006

Não matam mas moem...

Em 2005, os números são brutais: 7.995 ocorrências de casos de violência doméstica entre casais aos quais acescem 382 praticados sobre menores com menos de 16 anos.

Neste total 7.745 suspeitos são do sexo masculino e 761 do sexo feminino.

As vítimas, por sua vez invertem-se em proporção como seria de esperar; aqui, o tradicional "sexo fraco" é mesmo fraco: contabilizamos 960 vítimas do sexo masculino contra 7.734 do sexo feminino...

Quanto a agressores detidos, existe um número "recorde": 83...

Estes números deixam-me profundamente triste, com uma tristeza imensa que não passa, porque é causada por um mal profundamente intrincado na nossa sociedade: a bestialidade do ser humano.

Será possível inverter isto...???

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março 19, 2006

Tranquilidade


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março 18, 2006

(Des)proporção ambiental

A Holanda ocupa uma área territorial de 41.500 km2 e dispõe de uma equipa de mais de 200 inspectores do ambiente, distribuídos de forma homogenea, por todo o país.

Portugal ocupa uma área com mais do dobro daquela dimensão: 92.117 km2.

A sua equipa de inspectores ambientais é composta por 20 pessoas e estão todos centrados na área de Lisboa.

Palavras para quê...???

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março 17, 2006

Manto branco


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março 16, 2006

Atropelamento e fuga

De acordo com a Câmara Municipal de Lisboa, o ano de 2005 resume-se desta forma, relativamente a acidentes ocorridos na zona metropolitana:

N.º de atropelamentos - 918
Mortos - 23
Feridos graves - 141
Feridos ligeiros - 811

Que civilizados que somos, que bem que guiamos e tanto que respeitamos as regras de condução e de civismo... Viajar nas nossas estradas já era uma aventura... Cada partida representa uma incógnita sem que se saiba se chegamos ao fim da viagem com vida; agora, andar ou guiar na cidade já representa quase o mesmo risco...

Publicado por castafiore às 01:19 AM | Comentários (1) | TrackBack

março 15, 2006

O sagrado acima de tudo!

Ainda a propósito da crise dos cartoons, consta que D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, proferiu recentemente uma homilia com o seguinte conteúdo: “Com o sagrado não se brinca. O respeito pelo sagrado é algo que a cultura não pode pôr em questão, mesmo em nome da liberdade!”

E que ninguém diga que os valores não estão claramente prioritizados para a Igreja Católica...

Porque será que esta afirmação do Sr. Cardeal não é, apesar de absurda, uma completa surpresa...???

Publicado por castafiore às 01:22 AM | Comentários (2) | TrackBack

março 14, 2006

Homícidio qualificado

“Há pouco mais de 1 mês, 3 rapazolas de famílias médias encurralaram uma pedinte de Barcelona numa caixa de multibanco, deitaram-lhe fogo e deixaram-na morrer. Há poucos anos, uns jovenzitos ricos encontraram um índio Bêbado dormindo numa paragem de autocarro de Brasília, pontapearam, queimaram e mataram-no. Na semana passada, um grupo numeroso de rapazes pobres do Porto seviciou durante dias um travesti, doente e solitário, matou-o e atirou-o a um poço. Ponto comum nas 3 mortes: muitos mataram alguém solitário e fraco.
(...)
Ora, à luz do crime do Porto, os heterossexuais não têm de ter pena dos outros, têm de ter medo também por si. O crime do Porto não é um travesti morto, é um homem morto. E são 14 rapazes, dos 12 aos 16 anos, capazes de matar de forma vil e cobarde como o fizeram. Estes têm de ser combatidos pelo que fizeram com o Gesberto, por terem provado do que são capazes de fazer com as velhas sem companhia, com os automobilistas apanhados em lugar ermo e à noite, com os comerciantes desprevenidos e sozinhos. Connosco, enfim. (...)”

(in “O essencial do crime”, Ferreira Fernandes, revista Sábado, de 2 a 8 de Março – sublinhado meu)

E por favor não me venham com tretas atenuantes que se tratam de crianças rejeitadas pela sociedade, sem amor e sem carinho e que no fundo os culpados somos nós! Será que nunca teremos coragem de castigar e punir com severidade aqueles que realmente o merecem? Temos medo de quê?

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março 13, 2006

O silêncio é de ouro

Nalguns casos mais do que noutros...

De acordo com notícia do jornal Público do passado dia 4/03, Freitas do Amaral comentou sobre o ataque às embaixadas da Noruega nalguns países muçulmanos: “uma reacção condenável mas compreensível”.

Mas ninguém o manda estar calado... ???

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março 12, 2006

Voltei de férias

Acabaram...
Estou inconsolável...

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março 07, 2006

Um presunto ou um homicidio

Antonio Hernandez, um espanhol de 41 anos, deu entrada no passado dia 24/02 na prisão de Huelva, em Espanha, onde irá cumprir uma pena de prisão de 12 anos por um crime cometido em 1985, em conjunto com outras 4 pessoas – um assalto sem violência a uma vivenda, de onde roubaram uma televisão, um rádio e um presunto.

12 anos de prisão!!! Talvez um pouco demais...

Em Portugal, a mãe e o tio de Joana, a menina assassinada no Algarve foram condenados a 20 e 19 anos de prisão respectivamente, num crime que no nosso fabuloso país de brandíssimos costumes, poderia, quando muito ser punido com um máximo de 25 anos...

19 anos de prisão!!! Talvez um pouco de menos...

E isto, apesar do Ministério Público ter recorrido e pedido uma pena de 23 anos e de os advogados de defesa desta maravilhosa família quererem decretar nulo o julgamento, por os reús se considerarem... inocentes, claro...!!!

A vida de uma criança no nosso país vale apenas mais 7 anos do que uma televisão, um rádio e um presunto, todos juntos, no país vizinho...

É reconfortante esta valoração comparada, não é?

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março 04, 2006

Teia ... de aranha? - 9

Realidade ou ... ficção...?

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março 03, 2006

Queda para a arte...

Manuel Maria Carrilho, de visita à exposição da Fundação Serralves em exibição no Palácio de São Bento, estraçalhou-se contra uma escultura em madeira, representando uma árvore com vários galhos, um dos quais... já não é!

Este homem é tão cultural que até os seus acidentes pessoais são de alguma forma artísticos.... Extraordinário!

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março 02, 2006

Saudades...


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março 01, 2006

Oxalá ele não ligue muito ao futebol...

... senão estamos bem tramados, tendo em conta o grau de hiper-sensibilidade do Profeta!

Amigável ou não, o facto é que Portugal espetou com 3 a zero à Aráubia Saudita... Será que os rapazes aguentam esta indizível ofensa à sua religião, à sua cultura e, sim porque não, à sua masculinidade, ou vão já começar a partir isto tudo...???

Já agora uma dúvida: este era o tal jogo de futebol tão inteligentemente proposto pelo fantástico Freitas do Amaral para pacificar o ambiente...????

Tem jeito para estas coisas da diplomacia o rapaz.... Vai longe... Vai longe....

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