fevereiro 28, 2006

Sol e sombra

À tarde, na Baixa.

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fevereiro 27, 2006

Mirones

Às vezes, sem saberem bem como, não se sentem observados lá do alto...?

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fevereiro 26, 2006

Alerta

Porque é urgente repor a verdade:

"Alerta para a macaquice estatística que no mês passado levou as Universidades de Yale e de Columbia a cair num logro sobre o estado ambiental do nosso país. Com base em fontes estatísticas não indentificadas e que ninguém duvida serem erradas de alto a baixo, chegaram à conclusão brilhante de ser Potugal um dos países do mundo com melhor performance ambiental. Com - imagine-se - dados como 100% da população ligada à rede dos esgotos e a beneficiar de eficiência de saneamento, atribuem-nos o 11.º lugar no "ranking" do índice de desempenho ambiental.
Errar é humano, mas já agora, convinha emendar o erro - não vá a UE, deslumbrada com a descoberta estatística das Universidades americanas, decidir que o país afinal não precisa dos vários milhões de euros que vai receber para saneamento básico e que são a nossa última oportunidade para deixar de viver a chapinhar em águas sujas e a contaminar lençóis freáticos...
Estranho é que o Ministério do Ambiente não tenha sequer levantado o sobrolho de admiração. Ou será que, aproveitando a dinâmica Gates, está a pensar decretar a realidade pela medida de estatística americana ?!?..."

(in revista Única, jornal Expresso de 25/02, Luísa Schmidt)

Querido Primeiro-Ministro, uma vez que até já foi Ministro do Ambiente, nem isso sequer lhe dá vontade de tomar algumas medidas mais concretas e pragmáticas em nome do dito cujo? Sabe que quando se deteriorar de vez (e já estivemos mais longe...) não há retorno possível...

Publicado por castafiore às 09:21 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 24, 2006

Sin City

Escapou-me no cinema mas desde que vi o dvd fiquei absolutamente rendida! Que filme fabuloso! Porém, é obrigatório gostar de comics, caso contrário não vale a pena. Mas para qualquer fã de BD é sensacional!

Publicado por castafiore às 11:25 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 22, 2006

Inexplicável

O que é que estará a acontecer à Manuela Moura Guedes que agora passa a vida a insultar os outros pivots da televisão como o José Alberto Carvalho, o Rodrigo Guedes de Carvalho e o José Rodrigues dos Santos em tudo o que é revista cor de rosa.... ????

Bem, Shakespeare dizia que "não há fúria no Inferno comparável à da mulher desprezada", mas não será uma reacção excessivamente freudiana?

Publicado por castafiore às 11:52 PM | Comentários (5) | TrackBack

fevereiro 20, 2006

Todos os caminhos vão dar a...


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fevereiro 19, 2006

Brokeback mountain

Um grande filme, uma história muitissímo bem contada, 2 actores fantásticos e uma fotogafia e banda sonora de cortar o fôlego... Além disso, também nos faz pensar muito sobre os preconceitos que, infelizmente, ainda subsistem na nossa sociedade sobre (homo)sexualidade. Um filme adulto para nos ajudar a crescer.

Publicado por castafiore às 08:47 PM | Comentários (2) | TrackBack

fevereiro 16, 2006

Uma questão de Princípio


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fevereiro 15, 2006

Cidade à beira mar estendida

Lisboa ao fim da tarde, claro.

Publicado por castafiore às 12:08 AM | Comentários (4) | TrackBack

fevereiro 14, 2006

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Pois!

Exactamente! Mais vale começarem a escrever assim.... Talvez se perceba melhor...

É que agora não temos histórias para contar, temos estórias. Não seguimos líderes mas sim lidêres que nos fazem entrar em guerras que acabam em dezenas de cadávêres. Em compensação fala-se de alérgias e refere-se o perigo da hépátite...

E como se não bastasse todo este disparate ortográfico-fonético ainda me vêm impingir os cartunes...

Está tudo doido!

Publicado por castafiore às 09:40 PM | Comentários (4) | TrackBack

fevereiro 13, 2006

Munique

Fui ver. Não gostei especialmente. Enorme, e sente-se toda a sua dimensão. Interessante o tom de documentário que pretende dar, mas a sensação com que se sai de lá é que algures pelo meio, o tom da narrativa muda e começamos a entrar por intrigas pseudo-policiais e dramas psicológicos sem continuidade. O fim, uma desilusão...

Publicado por castafiore às 11:22 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 11, 2006

Sou Dinamarquesa

Sou Dinamarquesa nesta polémica dos cartoons, como acho que todos deveríamos ser.

Sou da opinião que não é devido nenhum pedido de desculpa e que a postura que a União Europeia está a assumir é incorrecta. Que as declarações de Freitas do Amaral são uma vergonha. Que enquanto existir liberdade de expressão haverá sempre inevitavelmente alguém que se sinta ofendido nas suas crenças religiosas ou agnósticas, nas suas convicções políticas, nos seus princípios morais.

Acima de tudo deve pervalecer a máxima intemporal: "Não concordo com o que dizes mas defenderei até à morte o direito de o dizeres".

Independentemente de os cartoons serem, ou não, de gosto duvidoso, independentemente de serem ou não uma provocação, NADA, mas ABSOLUTAMENTE NADA justifica a desproporção das reacções que têm existido por parte dos muçulmanos. E nada ainda menos justifica a ausência de retaliações sérias por parte das autoridades dos respectivos países relativamente àquela turba animalesca...

Pela liberdade de expressão, pelo direito de exprimir as minhas opiniões sem medo, também eu assumo de coração e de espírito a nacionalidade Dinamarquesa.

Publicado por castafiore às 02:47 PM | Comentários (8) | TrackBack

fevereiro 09, 2006

Não tenho nada para vestir...

... até eu, com os meus roupeiros atafulhados, tenho este pensamento matinal, volta e meia... e por breves, brevíssimos segundos, penso que se usasse farda tudo seria mais fácil... Depois recupero a sanidade mental e sinto um arrepio só de pensar como ficaria desanimada se não pudesse dar largas à imaginação para combinar as minhas queridas roupas, sapatos e acessórios... sim, todos temos um lado fútil por muito que o neguemos...

Tenho uma profissão liberal que exerço por conta de outrém, mas que apesar de não me permitir utilizar todos os dias roupa tão casual como às vezes me apetece, também não me obriga a "uniformes" clássicos e cinzentões, no género de saia-e-casaco ou blusinhas de colarinho e casaquinhos de malha...

Consigo sempre um meio-termo razoável, uns dias mais tradicional outros um pouco mais arrojada, consoante as actividades profissionais do dia, e recorro sempre ao mais elementar bom senso para articular e combinar as roupas. Na dúvida, opto pela versão mais conservadora e discreta. Garanto que nunca há hipótese de gafes.

Por isso, tanto me faz pensar esta história de que agora tanto se fala dos dress codes obrigatórios em certas empresas, polémica que a Vodafone veio reacender no princípio do ano, com as normas obrigatórias e clássicas sobre vestuário super-conservador para os empregados.

No entanto... No entanto, parte de mim percebe-os e compreende-os. Tanto à vontade, tantas fashion victims, tanta mania de armar em modernaços, descontraídos e top models, tudo associado à mais básica mentalidade Tuga tinha de dar asneira... E deu!

As pessoas, que regra geral, são totalmente desprovidas de bom senso e de capacidade de auto-análise e espírito crítico para consigo próprias (sim, porque para com os outros têm sempre ideias muito claras e definidas...) e quase sempre completamente desprovidas de inteligência, tomaram literalmente "o freio nos dentes" e, em matéria de vestuário, impera o "salve-se quem puder"!

Desde empregadas de restaurante que me servem à mesa proporcionando-me um close up dos seus umbigos com piercings em barrigas cheias de celulite, passando por empregadas de notários que atendem ao balcão com camisolinhas curtas que permitem que o invariável pneu salte para fora do cós das calças, proporcionando um espectáculo patético e deprimente, até aos empregados de lojas que vão trabalhar com as suas bermudas "da moda" exibindo a perna peluda e o pézinho 45, e igualmente peludo, dentro das sandálias de surf, infelizmente há de tudo... Claro, "é moda", portanto é preciso é usar .... independentemente do mais elementar bom gosto para ver se nos fica bem ou do mais básico bom senso para ver se é adequado ao local para onde se vai... Não interessa! "É moda"!

Terei então de dar razão à Vodafone? É que, diariamente vejo uma rapariga que trabalha no mesmo local que eu e que se atreve com trajes de micro-mini saia preta de folhos usada com collants de rede preta e camisola de gola alta preta que acaba por cima do umbigo expondo os rins ao frio sem medos nem receios; e, para que nada disto pareça excessivamente negro ou gótico, há que acrescentar um toque de côr ... umas botas de mega salto alto e por cima do joelho, em bom estilo D'Artagnan, em PVC azul turquesa, estão mesmo a calhar, não vos parece?

Volta António Carrapatoso, estás perdoado....

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fevereiro 08, 2006

Pride and prejudice

A adaptação mais recente de um clássico da Jane Austen.

Um grande filme, 100% inglês (com tudo o que isso representa), 100% impecavelmente representado, com uma fotografia incrível, uma banda sonora extraordinária e aquela sensação de nos transportar para o meio da história, como se de uma verdadeira peça de teatro se tratasse.

A melhor prova? Talvez a imensa salva de palmas espontânea no momento em que o filme acaba, numa sala de cinema completa acima da metade e com um público de ambos os sexos, muitíssimo variado em idade e referências sócio-culturais.

Este também vale mesmo muito a pena!

Publicado por castafiore às 09:41 PM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 06, 2006

Lisboa que adormece

Este é um CD absolutamente fantástico da Paula Oliveira e Bernardo Moreira.

Agarraram em fados clássicos, todos eles suportados por fabulosos poemas, a maior parte dos quais da autoria de Ary dos Santos, e musicaram-nos em ritmo jazz, muito calmo, muito soft, muito, muito bom.

Foi-me oferecido pela minha Mãe, que o tinha ouvido algures e que como achou que tinha "a minha cara" concretizou a oferta; desde há 2 dias que o oiço compulsivamente...

Publicado por castafiore às 10:37 PM | Comentários (2) | TrackBack

fevereiro 05, 2006

Eyes wide... shut!

Desde ontem, e durante pelo menos 1 semana, não vou poder editar aqui as minhas queridas fotografias graças.... adivinharam... a obras de manutenção da fabulosa netcabo...

... vamos lá ver quanto tempo é que isto vai durar...

Publicado por castafiore às 09:31 PM | Comentários (2) | TrackBack

fevereiro 04, 2006

Uma cidade sem gente a viver na rua

A notícia tem já 2 ou 3 dias e diz respeito à única sem-abrigo de Viana do Castelo que foi alojada provisoriamente numa pensão daquela cidade pelos serviços da Segurança Social, entidade que vai, entretanto, tentar arranjar uma solução definitiva para o problema da mulher que passou os últimos dias e noites nas ruas da cidade.

A solução deverá passar ou pela sua colocação numa instituição de solidariedade social ou pela sua integração numa família de acolhimento.

Paralelamente, vai ainda ser tentada a atribuição de uma pensão social à mulher, «que não dispõe de qualquer forma de subsistência», para que «não tenha que se dedicar à mendicidade».

Laurinda Dantas Arantes, 50 anos, é natural de Serdedelo, Ponte de Lima, e há mais de uma semana que vivia nas ruas de Viana do Castelo, onde se têm registado temperaturas mínimas de quatro e cinco graus negativos.

Um cartão estendido no chão era o seu colchão e tapava-se com um velho cobertor. «Claro que tenho muito frio, mas o que é que hei-de fazer? O que eu quero é que não me façam mal», disse à Lusa.

Laurinda Arantes queixou-se das pessoas que a «escorraçavam» porque não a queriam ver junto às suas casas ou aos seus estabelecimentos. Comia o que um ou outro transeunte lhe oferecia ou o que conseguia comprar com as esmolas que ia angariando durante o dia.

Diz que «serviu em casas de gente muito rica», como que para lembrar que «já soube muito bem o que é o conforto». «Foi a vida que me atirou para a rua. Só eu e Deus é que sabemos como são as noites ao relento. É o frio, é o medo, é como se a gente fosse um farrapo».

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fevereiro 02, 2006

Trio

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fevereiro 01, 2006

Uma história de eficiência

Cá por casa, há já uns dias que a situação começava a raiar o pânico. O frio de rachar que se faz sentir, e das minhas torneiras, a água que saía, se bem que quentinha, tinha um caudal correspondente a um fio de azeite...

Depois das verificações habituais de não haver obras por perto, uma fuga na rua ou a bomba de pressão ter saltado, o mistério adensava-se. Decidi consultar na internet o site da EPAL para ver se detectava alguma informação relevante, mas nada! Por mero descargo de consciência deixei nota da situação no local próprio para o efeito...

E é aqui que tudo muda!

Porque também temos de dizer bem quando ele é merecido, aqui vai o relato, digno de qualquer país super-super civilizado e desenvolvido.

Dia seguinte à ocorrência anterior.

Chego a casa, à hora de jantar. Recado no gravador de mensagens.

É da EPAL. Acusam recepção da reclamação que deixei no site e pedem-me para que, assim que possível, entre em contacto com eles para o n.º de telefone de atendimento 24 horas que me deixam registado.

Telefono. Sou atendida com imediato tratamento personalizado pela operadora. Não só o sistema reconheceu o meu n.º de telefone como assinalou o assunto.

Nada tive de explicar!

Muito pelo contrário, pedem-me que me dirija a uma torneira e verifique se o caudal já está regularizado.

...!!! Sim, de facto, já está!!! Mais do que regularizado...

Ficam satisfeitos. Havia obras de manutenção em curso na conduta prioritária de abastecimento à minha área da cidade e ainda não tinham a certeza do abastecimento já estar reposto com normalidade em todas as zonas.

A minha reclamação fê-los verificar que não, e imediatamente duplicaram a intensidade do caudal.

Obviamente que se a situação voltasse ao anteriormente, teria de os contactar com a maior brevidade. Para o efeito foi-me dado um n.º de telefone especial... Despedem-se de forma amável, desejando boa noite e agradecendo o facto de ter feito a reclamação.....

Fico 1 minuto a olhar para o telefone de boca aberta!

Será que finalmente estamos a ficar civilizados...????

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