setembro 30, 2005

FF

Bem sei que não é assunto novo mas hoje tive um animado debate com colegas e amigos sobre o assunto da Fátima Felgueiras e só queria deixar aqui expressa a minha indignação relativamente à fantochada que isto revela sobre o estado da nossa nação.

A mulher sai do país, fugindo às autoridades, vive 2 anos no Brasil de onde regressa com o visual renovado: mais nova, mais magra, novo corte de cabelo, nova cor e com aspecto de quem regressa de umas longas, repousadas e saborosas férias.

Perdoam-lhe a prisão preventiva porque já não há perigo de fuga uma vez que ela voltou voluntariamente (devo precisar de cerca de mais 40 anos para digerir a lógica subjacente a esta argumentação...)!!! Participa na campanha eleitoral, candidatando-se justamente a presidente da câmara de onde fugiu com acusações de corrupção e ...

... ou muito me engano ou vai mesmo ser eleita ....

E depois...??? Bem, isso só nas cenas dos próximos episódios. É que qualquer semelhança entre esta história e um guião do 421.º episódio de uma qualquer telenovela mexicana é pura coincidência... O pior é que a nossa história é mesmo baseada em persongens reais....!!!

Pobre país!

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setembro 29, 2005

Vista de cima-2


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setembro 28, 2005

Uma cidade sem horizontes-16


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setembro 27, 2005

Todas as cores do arco irís

"Células de porcelana branca
contêm mel, azul, verde, vermelho.
Primeiro, faz-se a lápis,
em papel grosso, um jardim.
Os vidoeiros, o alpendre, a arrecadação,
tudo salpicado de luz do sol. Mergulho
e rodo a ponta do pincel
no belo amarelo laranja;
e, entretanto, no godé cheio,
no brilho do seu vidro lapidado,
que cores se acenderam,
que êxtase floriu!"

(Vladimir Nabokov, O Dom)

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setembro 26, 2005

À tona de água-7

O que é que está verdadeiramente cá fora, à tona de água? Aquilo que temos como real ou, ao invés, o reflexo invertido? É que, se por qualquer razão nos pusséssemos de cabeça para baixo, o que agora é inverso passava a verdadeiro... Onde começa e onde acaba a linha divisória? Será num simples espelho de água?

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setembro 25, 2005

O jardim

"O jardim, como todos os jardins de Ain Krorfa, era na verdade um pomar. Debaixo das laranjeiras havia pequenos canais que corriam de uma fonte construída numa das extremidades de um planalto artificial. As palmeiras mais altas ficavam na extremidade oposta, perto do muro que bordejava o leito do rio; debaixo de uma delas estava estendido um grande tapete de lã, vermelho e branco. Sentaram-se aí, enquanto um criado trazia lume e uma maquineta para fazer chá. O ar estava pesado do odor da hortelã que crescia junto aos canais. (...)."

(Paul Bowles, O Céu que nos protege)

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setembro 24, 2005

Um dia de praia-6

Açores, São Miguel

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setembro 23, 2005

Silêncio

"Eu remava num lago. Era uma gruta abobadada sem luz do sol, mas estava claro, havia uma luz transparente e homogénea que irradiava da pedra azul-pálida. Embora não se sentisse nem uma ponta de vento, as ondas subiam, mas não tanto que isso pudesse representar qualquer perigo para o meu barco, pequeno, mas sólido. Eu continuava a remar calmamente entre as ondas, mas quase nem pensava nos remos, estava todo concentrado em absorver ao máximo o silêncio que dominava o lugar, um silêncio como nunca o tinha sentido em toda a minha vida. Era como um fruto que eu nunca tivesse comido mas fosse o mais suculento de todos. Agora, tinha os olhos fechados e sorvia-o. Mas não sem alguma perturbação. O silêncio era ainda total, mas sentia-se uma perturbação contínua; qualquer coisa ainda sustinha o ruído, mas ele estava à porta, a rebentar de vontade de entrar subitamente. Rodei os olhos na direcção daquele que não estava ali, soltei um dos remos da amarração, pus-me de pé no barco que baloiçava, ameaçando o vazio com o remo. Mas o silêncio persistiu e eu continuei a remar."

(Franz Kafka, Parábolas e Fragmentos)

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setembro 22, 2005

Chapitô

O Chapitô recebeu a Silver Rose Award, um prémio atribuído pela SOLIDAR, uma organização não governamental europeia, membro da EAEA - European Association for Education of Adults, pelo trabalho desempenhado nessa área.

Afinal também sabemos fazer coisas boas e bem feitas!!!

Que tal fazer mais...???

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Vista de cima

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setembro 21, 2005

Lista telefónica

Hoje, quando cheguei a casa encontrei, no tapete de entrada, a nova lista telefónica. No processo de substituição da antiga, caiu-me ao chão e abriu-se acidentalmente nas páginas iniciais.

Pude verificar uma coisa que se calhar para muitos não é novidade mas com que só hoje me deparei... As linhas telefónicas de apoio especial têm horário de funcionamento, muitas com pausa para o almoço...!!!

Inédito!!!

A linha de apoio à criança maltratada funciona entre as 10.00 e as 20.00, ou seja a partir desta hora, exactamente quando muitas crianças são confrontadas com a dura realidade do regresso a casa de pais e mães violentos ou embriagados, não existe ajuda telefónica deste tipo...

... a linha de apoio à vítima é mais requintada: funciona entre as 10.00 e as 13.00 e entre as 14.00 e as 17.30. À hora de almoço, pelos vistos, as vítimas que se amanhem como puderem...

A linha SOS Drogas, está activa das 10.000 às 24.00, por isso pessoal, nada de "chutos" depois da meia noite que ninguém atende o telefone se a coisa der para o torto...

E a linha SIDA funciona das 10.00 às 20.00 e ao sábado das 14.00 às 20.00, o que me leva a imaginar que ao domingo não funcione, por isso dúvidas e perguntas sobre o assunto só mesmo na hora do expediente...

Serei só eu a achar que isto é profundamente ridículo??? Serei só eu a achar que ou estas linhas telefónicas são para funcionar a sério 24 em 24 horas, 7 dias em 7, ou então é ridículo existirem, com horário de repartição pública do século passado, num arremedo de seriedade e competência que apenas parece troçar das tragédias reais, sérias, dramáticas e profundas daqueles que realmente teriam necessidade de as utilizar a qualquer hora, em qualquer momento...????

Por outro lado, será necessário existir a linha SOS Criança, em paralelo com a linha Criança Maltratada e ainda com a Recados da Criança...??? Todas, evidentemente, dependem de diferentes organismos e todas têm diferentes horários de atendimento, MAS nunca para além das 20.00 horas, claro....

E será necessário haver uma linha SOS - Deixar de fumar...???

A triste realidade é que tudo isto existe de facto.... E tudo isto é profundamente patético...

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setembro 20, 2005

Wiesenthal

Simon Wiesenthal, o caçador de nazis, morreu hoje com 96 anos.

Depois de sobreviver às atrocidades de vários dos campos de concentração de Hitler, este arquitecto judeu, dedicou-se a localizar, perseguir e capturar todos os ex-nazis que em fuga por todo o mundo tentavam cobardemente escapar às suas responsabilidades; levava-os, então, perante a justiça para serem julgados.

Ele e a sua pequena organização conseguiram apresentar a julgamento 1.100 nazis, todos eles posteriormente condenados a penas de prisão por crimes de guerra e contra a humanidade.

1 homem e 1 pequeno número de ajudantes capturaram 1.100; imaginem se uma organização (inter) governamental tem decidido ajudar nessa tarefa, quantos não poderiam ter sido apanhados...

Wiesenthal era a prova viva que a vontade humana é, por vezes inquebrável, e que 1 homem sózinho pode, ainda assim, fazer a diferença.

Good night sweet prince...

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Sentir!

"É preciso fazer um esforço para deixar de sentir o presente, como na música para deixar de ouvir o timbre dos instrumentos."

(Hugo von Hoffmannsthal, in Livro dos Amigos)

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setembro 19, 2005

À espera-7

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setembro 18, 2005

Filhos de uma justiça menor

"(...) Salvador é um dos 170 antigos funcionários da falida Cooperativa Agrícola do Vale do Sorraia, que há quase 10 anos (des)esperam por receber o dinheiro que lhes é devido por indemnizações de antiguidade subsídios e salários em atraso. E o desespero continua: revogando duas decisões judiciais anteriores (1.ª instância e Relação), um controverso acórdão do Supremo Tribunal de Justiça retirou aos trabalhadores a prioridade dos créditos da massa falida da empresa, tendo dado primazia à Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Significa isto que só depois de o maior banco português (e possuído pelo Estado) ser ressarcido dos mais de dez milhões de euros de que é credor, é que a situação dos ex-funcionários merecerá atenção."

(Tiago Fernandes, in Visão, 25 de Agosto de 2005)


Esta decisão, muito polémica, como o artigo refere, e inclusivamente tecnicamente (leia-se, juridicamente) muito questionável do ponto de vista da sua correcção, ou mesmo legalidade, foi subscrita pelos juízes-conselheiros do STJ, de seu nome, e a saber: Neves Ribeiro (relator), Araújo Barros e Oliveira Barros.

Os mesmos, certamente, que juntamente com tantos outros magistrados judiciais, protestam contra as medidas do Governo de redução das férias judiciais (de 60 para 30 dias) porque isso os obriga a ter férias numa altura específica do ano o que consideram ilegal (por acaso também acontece o mesmo, por exemplo, com os professores, mas até agora ainda nenhum se lembrou de vir reclamar contra isso...), ou contra o facto dos Serviços Sociais do Ministério da Justiça irem ser extintos e terem de passar a usufruir "apenas" das mesmas outras regalias que os restantes funcionários públicos, integrados no sistema geral da ADSE (que por acaso, para quem não saiba, é, por sua vez, bastante mais generoso em termos de regalias e reembolsos, do que o sistema de Segurança Social, de que o comum mortal beneficia...).

Nada disto decerto preocupa Salvador Domingos, de 59 anos, o ex-funcionário da Cooperativa Agrícola que o artigo da Visão refere. Não é por falta de interesse cívico, de qualquer forma, que ele não se preocupa com isto.

Desempregado, sem família, sózinho, talvez tenha os seus dias demasiado ocupados a tentar obter 100 euros mensais para pagar o exíguo quarto onde vive, e mais alguns cêntimos que diariamente lhe permitam matar a fome...

É tudo uma questão de perspectiva, decerto, mas cada vez me convenço mais, que no nosso Portugal de hoje, a Justiça, infelizmente, não é cega. Antes fôsse, porque esta que nós temos, de olhos bem abertos e que escolhe a dedo aqueles poucos que resolve agraciar, infelizmente é cada vez mais digna das tristemente célebres ditaduras da América Latina.... Ali, Justiça significa aplicação da lei tout court, mas interpretando-a sempre da forma mais conveniente a quem tem mais poder; nos países civilizados geralmente costumam ponderar-se muitas outras variantes e consideram-se muitas outras perspectivas: sociais, económicas, culturais, pessoais, até....

... pelos vistos ainda não chegámos lá...

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setembro 17, 2005

Marcha-atrás

"As Nações Unidas não esclarecem se é devido à crise económica ou ao clima de austeridade instalado no País, mas garantem, no Relatório do Desenvolvimento Humano, que os padrões de vida dos portugueses se degradaram no último ano, quando comparados com outros países desenvolvidos.

Entre 2004 e 2005, Portugal passou da 26.ª para a 27.ª posição, no Índice de Desenvolvimento Humano, trocando de lugar com a Eslovénia, um dos novos parceiros da União Europeia. Esta mudança significa que aquela República da antiga Jugoslávia garante, actualmente, melhor qualidade de vida que Portugal, em matéria de educação, esperança de vida e rendimento real ajustado.

A Noruega continua a liderar este índice das Nações Unidas, seguida da Islândia, país que, no ano passado, se encontrava na 7.ª posição. Uma das maiores surpresas este ano é a queda da Suécia da 2.ª para a 6.ª posição, bem como da Holanda que perdeu 7 lugares. Quanto a subidas destaca-se o Luxemburgo, que surge como o 4.º país com maior desenvolvimento humano.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) considera que Timor-Leste foi um dos Estados que mais conseguiu melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, tendo subido 18 lugares na lista, passando países como o Sudão, o Paquistão e o Quénia, entre outros."

(Paulo Santos, in Visão, 10 de Setembro de 2005)

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Excessivamente grave

"Nada há de excessivamente grave no mundo, a não ser levarmos os nossos pequenos dramas demasiado a sério e os nossos grandes sonhos demasiado a brincar."

(Woody Allen)

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setembro 16, 2005

I was here...

... durante grande parte das minhas férias...

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setembro 15, 2005

E não se pode exterminá-lo...???

Refiro-me àquele estranhíssimo ser, de seu nome José Castelo Branco, que, ao assumir-se como apoiante da candidatura de Mário Soares, proferiu a seguinte frase: "Não me apetece muito ter o senhor professor como Presidente e a senhora dona Cavaca como primeira-dama"...

Bem sei que, em democracia, todos têm direito a expressar as suas ideias, mas ter de gramar com estas pseudofilosofias é dose...

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Elogiar é preciso!

António Correia de Campos, um Ministro competente e conhecedor das matérias com que lida, decidiu louvar publicamente 7 funcionários do Sistema Nacional de Saúde pelas boas práticas de eficiência e, acima de tudo, de solidariedade, reveladas durante a época de incêndios deste Verão.

São funcionários do Centro de Saúde de Penacova: a directora clínica (médica, portanto), 1 motorista e 4 enfermeiras; estes, em conjunto com 1 enfermeiro de Santa Comba Dão auto-destacaram-se para o teatro de operações, i. é., para o local onde as labaredas estavam no seu apogeu para melhor poderem prestar assistência, in situ, às polulações e aos bombeiros em risco.

Bons exemplos a seguir: o de um Ministro que não tem medo de elogiar, o de cidadãos que se superam e vão mais longe do que aquilo que lhes é exigido, indo muito além da usual mentalidade mesquinha do nosso portuguesinho-rasca (moralmente rasca), geralmente traduzida naquela frase tantas vezes repetida: "não me pagam para isto".

Por enquanto estes "condecorados" ainda são a excepção. Oxalá um dia sejam a regra... O louvor, esse, será sempre merecido.

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Sorry baby, the honeymoon is over...

Ainda no espírito de partilha das minhas leituras atrasadas, um excerto da execlente crónica da Áurea Sampaio, na Visão de 25 de Agosto, sob o título "Consumido pelo fogo":

"... Já agora, apenas uma ou duas coisas a propósito das férias de José Sócrates. Não vale a pena questionar aspectos menores destas duas semanas de lazer. Vendo bem, ele regressou tão mal disposto e tão stressado que até justificaria passar mais algum tempo no safari. E é verdade que, se as tivesse interrompido, os fogos não desapareceriam por artes mágicas. Mas há vertentes impossíveis de ignorar: ele é o chefe do Governo e isso implica deveres, sobretudo quando há mortos (13 durante a sua ausência), dezenas de feridos, centenas de desalojados, milhares em desespero e sofrimento, ora porque combatem ora porque perderam tudo. Por isso Sócrates tinha a obrigação de estar presente nestes momentos dramáticos, de dar a cara em nome da solidariedade humana e política e de ser o exemplo para aqueles que, no terreno, fazem esforços sobre-humanos na luta contra as chamas. Não o fez e isso terá um preço. O que fica por esclarecer é se a sua ausência implicou atrasos nos pedidos de ajuda internacional e no desencadear de outras medidas urgentes. Afinal, não seria de bom-tom dramatizar uma situação com um primeiro-ministro fora do País. Talvez isto nunca se saiba, mas o mais certo é qualquer réstia de estado de graça de Sócrates ter sido consumida nas labaredas deste Verão.".

Pois é... novamente...

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Caminhos-17


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setembro 14, 2005

O carisma do rock 'n roll

Uma das vantagens das férias (e dos fins de semana...) é que geralmente consigo sempre ler muito mais, e muito mais intensamente, do que durante os restantes períodos. Estas férias (que ainda continuam, mas agora em terras lusas) não estão a ser excepção.

Estou inclusivamente a pôr em dia a leitura de algumas revistas "Visão" que tinha deixado menos bem lidas.

Aproveito para transcrever um excerto de um artigo do Pedro Norton, na revista de 31 de Agosto:

"Um Estado só poder ser respeitado se se der ao respeito. Se os seus representantes máximos souberem cultivar, obviamente sem conservadorismos barrocos, uma consideração mínima pelos símbolos e pelas tradições que lhe dão corpo. Ao condecorar em Belém um Bono Vox de jeans e chapéu de cowboy o Presidente da República não contribui - ao contrário do que possa pensar - para construir uma imagem "moderna" ou cosmopolita do País. Muito pelo contrário, associa Portugal à imagem de um país provinciano cujo Presidente se presta a tudo para receber uma estrela rock internacional."

Pois é.... infelizmente é mesmo assim...

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Algodão

Durante muito, muito tempo, enquanto fui criança, acreditei firmemente que as nuvens eram almofadas gigantes, feitas de algodão consistente, sobre as quais se poderia andar, correr, saltar, e, melhor do que tudo, rolar, infinitamente, numa superfície macia e fôfa, suficientemente resistente para não cairmos. Era apenas uma questão de conseguirmos chegar lá acima, o que, achava eu, seria possível com alguma facilidade, quando fôsse mais velha.

Ainda me lembro do desgosto (profundo) que tive quando soube a verdade e que a minha fantasia de rolar e saltar e correr e pular nelas nunca poderia ser realidade...

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setembro 13, 2005

Já cá estou!

... ainda tenho o zumbido do avião nos ouvidos... Detesto sentir isto...

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setembro 04, 2005

4, 3, 2, 1 ... zero!

É agora!
Cá vou eu!
Até daqui a uns dias...

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setembro 03, 2005

Crónica Feminina

Estou em simultâneo com o outro livro, a ler esta colectânea das crónicas da Inês Pedrosa.

Apesar de recordar a maior parte da altura da sua publicação original, pois sou leitora mais do assídua no Expresso, quanto mais leio mais gosto dos textos e mais respeito tenho pela autora.

É que ela não tem medo da verdade dura e crua, nem de "chamar os bois pelos nomes", nem de dizer que o rei vai nu...

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Uma cidade sem horizontes-15

Londres, novamente. Edifíco nas dockland.

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setembro 02, 2005

Um dia de praia-5

Açores, São Miguel

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Quase... quase...

... de férias...

Depois de um verão demasiado quente e com demasiado trabalho, é já no dia 4 que estou de partida....

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setembro 01, 2005

Teia ... de aranha? - 5


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