julho 30, 2005

A importância de ser arrastado

Vamos lá ver se de uma vez por todas se consegue clarificar o que está aqui em causa.

Que pode ter havido exagero ou sensacionalismo da comunicação social na forma como a notícia foi transmitida, sem dúvida. Mas nós somos um país pequenino (em todos os sentidos, infelizmente) e nos países pequeninos as notícias são tratadas desta forma. Não esquecer que estamos a falar da mesma comunicação social que abre um telejornal em prime time com a notícia do Mourinho ir ser transferido para o Chelsea onde ganhará um ordenado milionário ou que 2 concorrentes daqueles reality shows patéticos andaram à estalada ao vivo ou aprofundaram intimidades em directo frente às câmaras… Portanto, tudo dentro da mesma linha…

Mas quanto ao resto… quanto ao resto, acho que seria importante não esquecermos o essencial que aconteceu mesmo e tratarmos disto com alguma moderação. E isto aplicar-se-ia a ambas as facções. A tese anti-arrastão defende estarmos perante manipulação da informação e (sic) “branqueamento da realidade”. A principal defensora desta posição, a jornalista Diana Andringa, actual candidata independente do BE à câmara municipal da Amadora, produziu, inclusivamente, um documentário para provar esta circunstância.

Trata-se de um filme de 20 minutos, em minha opinião tecnicamente bem feito e que revela algum trabalho cuidado de investigação detalhada e de suporte mas, também ele, bastante manipulativo da realidade. É que os argumentos que usa e repete, sucessivamente até à exaustão, para defender que não houve arrastão são puramente demagógicos; a saber:
- o elevado n.º de adolescentes na praia naquele dia era pura coincidência e devia-se ao encerramento do ano lectivo;
- algumas pessoas que se encontravam na praia naquele dia não deram por nada;
- os pseudo assaltantes fotografados a fugir com objectos nas mãos, eram os seus legítimos proprietários em fuga (de que fugiam, então, não se percebe se afinal nada aconteceu…);
- nem no Brasil (país que detém os direitos de autor de arrastões) alguma vez ocorreu um arrastão com 500 participantes, pelo que não seria em Portugal que iria ter lugar o primeiro;
- alguns dias passados chega-se à conclusão (não se sabe bem como…) que assaltantes eram “só” 30 ou 40.

Sinceramente, não me podia estar mais a borrifar para o nome que lhe dão. O facto (e pelos vistos isto deve ser verdade pois mesmo os anti-arrastão aceitam essa situação) de 30 ou 40 indivíduos, de forma organizada, ou não, entrarem por uma praia dentro e começaram a roubar o que podem, já me parece, só por si, bastante grave sem ter que me preocupar com a qualificação técnica a atribuir. Como também me pareceria grave se fosse apenas 1 ou 2 que fizessem o mesmo. Por sua vez, a gravidade não aumenta nem diminui se o marginal ou os marginais em questão forem louros de olhos azuis, chineses, árabes, negros, indianos ou de qualquer outra raça. Esse facto não pode servir para os desculpar nem para os condenar em excesso, mas, simultaneamente, não devem deixar de ser acusados pelo receio de, ao o fazer, se poder estar a incorrer em perseguição racista.

Chamem-lhe o que quiserem, inventem um pseudo critério para o classificarem: o acto em si está mal, a situação em si está errada, os infractores devem ser severamente punidos. Tudo se reduz a estes simples factos e divagar como tem sido feito sobre esta situação é demagogia pura.

Ou será que, como o Miguel Portas afirma, como não eram 500 marginais de raça negra “mas só 30 ou 40 putos” já não faz mal e as pessoas não se devem indignar, nem preocupar, nem levar a mal o que aconteceu…???

De tudo isto, têm sido feitas derivações em todos os sentidos possíveis: religiosos, rácicos, económicos, sociais. Neste campo e por causa disto, já se debateram questões como a imigração, a nova lei da nacionalidade, a exclusão social e até o aborto… Parece-me que não podemos perder a perspectiva do que está aqui verdadeiramente em causa, analisando o facto de todos os seus diversos ângulos e em relação a todos os intervenientes: falta de segurança, desgoverno, permissividade, brandos costumes, desemprego, carências económicas, falta de educação cívica, desresponsabilização, falta de disciplina, omissão de justiça, ausência de autoridade.

Em 2001, num debate sobre terrorismo, Diana Andringa explicou que tinha uma maneira de olhar o terrorismo condicionada pela leitura do livro A condição humana. Disse a jornalista: “Percebi que quando um terrorista comete os seus actos, há qualquer coisa que desligou. Sai da condição humana. O que resulta sobretudo, do facto de não serem tratados como seres humanos. Sou contra o terrorismo, mas também não posso deixar de o tentar perceber”. O mesmo, presumo, pode-se aplicar à sua visão sobre a marginalidade. Tentar percebê-la não está errado, muito antes pelo contrário, tentar desculpá-la e justificá-la vitimizando o criminoso e transformando-o num pobre coitado, isso sim, é profundamente errado. Na minha opinião, também o marginal, tal como o terrorista, saiu da condição humana. Neste ponto em concreto, estamos plenamente de acordo.

Apenas uma última nota quanto ao assunto da exclusão social: por uma questão de respeito para com aqueles que tão pouco têm e que vivem em condições tão difíceis, acho que as pessoas deveriam evitar utilizar este argumento como justificativo todo-poderoso e ilibador de toda a culpa nos casos de marginalidade. É que (infelizmente) existem milhares de pessoas em situação de exclusão social, e desses milhares (felizmente) apenas uma parte residual, apesar de tudo, resvala para a marginalidade. Se outros não o fazem e com enormes dificuldades conseguem continuar a ter uma vida séria e honesta, por vezes sem se saber a custo de quê, então, usar as causas sócio-económicas como desculpa permissiva é no mínimo vergonhoso.

Tudo isto é no mínimo vergonhoso!

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julho 29, 2005

Prémio tapar o sol com a peneira

Mais um prémio!

Este vai para o Governo em geral e para o Ministro da Justiça em particular com a medida anunciada a semana passada que visa reduzir o atraso dos processos judiciais!!!

Será o quê? Nomear mais juízes? Abrir mais tribunais? Apertar os prazos? Alargá-los, talvez... Reforçar o número de funcionários de apoio administrativo? Providenciar ferramentas tecnológicas mais eficazes...??? Qual quê!

Muito mais fácil e óbvio: reduzir aquilo que é crime!!! Em 1.º lugar, a emissão de cheques sem cobertura!!! Estejam à vontade! Independentemente do valor que esteja em causa, não há problema! Como somos um país de gente séria e honesta, agora que se sabe que já não é crime, os cidadãos vão colaborar e vão até deixar de usar cheques não vá alguém enganar-se no valor que preenche... Até os comerciantes colaboram, pois a maioria já nem os aceita como forma de pagamento....

Qual o próximo crime que vai deixar de o ser para reduzir ainda mais o n.º de processos? Talvez assaltos, furtos, homicídios, pedofilia ou violações... Que importância é que isso tem? O que interessa é que estatisticamente falando resulta!!!!!

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julho 28, 2005

Canídeos-3

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Emel - 4.º episódio

Ao fim de todo este tempo (de notar que a saga começou a 27 de Abril), 3 meses mais tarde portanto, a EMEL reconheceu que tinha rebocado o meu carro indevidamente... Foi um engano, um erro, disseram eles... Errar, parece que é humano... Magnânimes, devolveram-me parte do dinheiro que paguei. Da multa de € 90,00, devolveram-me € 60,00 porque os restantes têm de ser devolvidos pela DGV, para onde na altura também reclamei, mas que até agora se remeteu ao mais absoluto silêncio...

Há pachorra para isto...???

Episódios anteriores:
Emel - 3.º episódio
Emel - 2.º episódio
Emel

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Irreversible

Nunca tinha tido oportunidade de ver este filme. Enquanto estava no cinema escapou-me. Sábado passado, por acaso, liguei a televisão ao calhas antes de me ir deitar e apanhei um late night show justamente com o filme que estava mesmo a começar. Fiquei a ver. E não me arrependi de me ter deitado tão tarde. O filme é muitíssimo bom, bem feito e bem representado. Também é um soco no estomâgo e na cabeça ao mesmo tempo. Pesado, perturba e incomoda, mas enquanto cinema é qualquer coisa de especial.

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julho 27, 2005

Consistência

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julho 26, 2005

Prémio Inchado como um perú

Obviamente atribuído a Mário Soares, que "modestamente" considera a sua (re)candidatura à presidência da República Portuguesa como "um acto cívico e pedagógico" (sic), de acordo com notícia de hoje do Diário Digital.

Amor próprio ninguém o pode acusar de não ter.... Quanto à noção da realidade, já será diferente...

Publicado por castafiore às 09:58 PM | Comentários (1) | TrackBack

julho 25, 2005

À espera-6


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julho 24, 2005

Upside down


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julho 23, 2005

Haja decência!!!

Aviso à porta de uma Igreja em Santillana del Mar, País Basco, Espanha.

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julho 22, 2005

Às riscas


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julho 21, 2005

Live 8

Bem sei que não é uma notícia muito actual mas não podia deixar passar esta questão sem a mencionar aqui. Uma referência para a Mariza, a única artista Portuguesa a participar no Live 8, através de um convite pessoal do Peter Gabriel, seu admirador incondicional.

Integrada na sessão Africa Calling que decorreu na Cornualha no extraordinário cenário do Eden Project, Mariza cantou e deslumbrou quem a ouviu.

Parece que o "fádôh" começa a ser moda em terras estrangeiras... Uma interessante tendência a seguir e a incentivar agora que Portugal pretende classificá-lo como património mundial junto da UNESCO.

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julho 20, 2005

Caminhos-14


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Assassinos!!! - III

Não sou especialmente adepta nem entusiasta da revista Sábado; no entanto esta semana comprei-a e, porque ao ler o editorial da direcção (As desculpas do terrorismo), senti que expressava bem aquilo que penso sobre este assunto, deixo-vos aqui a parte relevante:

"Só há uma coisa em que os terroristas são melhores do que a matar - é a arranjar desculpas. A responsabilidade pela morte de dezenas de pessoas em Londres é, pelo que diz Bin Laden e os seus seguidores, da guerra no Iraque. E, antes disso, da invasão do Afeganistão. E, antes disso, da existência de bases militares americanas na Arábia Saudita. E, antes disso, do massacre de muçulmanos na Bósnia, que os ocidentais não quiseram evitar. E, antes disso, da formação do Estado de Israel. E, antes disso, como foi invocado pelo próprio Bin Laden numa mensagem gravada numa caverna, e para que não restassem dúvidas de que eles de facto têm boas e antigas razões para estarem furiosos connosco, da reconquista de Espanha aos mouros em 1492.

Quer dizer: mesmo sem o Iraque, o Afeganistão, a Arábia Saudita, a Bósnia ou Israel, o atentado terrorista em Londres teria sempre como desculpa uma batalha do século XV. O Dr. Mário Soares e todas as outras pessoas que comentaram o atentado com frases cheias de "mas", "porém, "todavia" e "contudo" deviam meditar sobre este supremo pecado cometido pelos reis católicos Fernando e Isabel.

Uma pessoa de bem cora por ter de repetir o óbvio, mas parece que é preciso: os homens que mataram dezenas de inocentes na semana passada não agiram por motivos nobres. Eles não estavam a "reagir" ao "imperialismo americano". E os seus correligionários que esta quarta-feira mandaram pelos ares mais 20 crianças que estavam a pedir doces a soldados da coligação em Bagdade também não. Eles estavam a agir, de forma fria e premeditada, como têm feito desde antes do 11 de Setembro - e teria acontecido exactamente a mesma coisa fosse qual fosse o Governo dos Estados Unidos."

Até eu, que não podia ser mais anti-Bush, tenho de concordar com isto. É tempo de pararmos de desculpabilizar os coitadinhos dos terroristas, auto-flagelando-nos com culpas e remorsos que nos tentam impingir!! De uma vez por todas termos coragem de lhes chamar aquilo que eles são realmente: assassinos, cobardes!! Chega!!

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julho 19, 2005

Alinhamento


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julho 18, 2005

Sonhar

"A inacção consola de tudo. Não agir dá-nos tudo. Imaginar é tudo, desde que não tenda para agir. Ninguém pode ser rei do mundo senão em sonho. E cada um de nós, se deveras se conhece, quer ser rei do mundo. Não ser, pensando, é o trono. Não querer, desejando, é a coroa. Temos o que abdicamos, porque o conservamos sonhado, intacto, eternamente à luz do sol que não há, ou da lua que não pode haver."

(Bernardo Soares, O Livro do Desassossego)

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julho 17, 2005

Luz ao fundo do túnel


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julho 16, 2005

Diplomacia...

... ou a arte de tocar em assuntos delicados de forma muito subtil...

Publicidade numa loja de Bilbao especializada em roupas XXL!

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julho 15, 2005

Teia ... de aranha? - 4


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julho 14, 2005

Pequeno grande nada

O ar condicionado do meu carro avariou!

Pode ser trágico depois de estacionado um dia inteiro ao sol.

Ainda não recuperei inteiramente da sensação sauna/banho turco/microondas...

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Grafitti



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julho 13, 2005

A Casa de Bernarda de Alba

Fui ver. Gostei muito, muito, muito! Um exemplo do bom teatro que se faz entre nós. Ao abrigo do conceito "um cenário dois projectos" este fabuloso texto de Frederico García Lorca é apresentado em teatro ou em dança. Assisti à versão de teatro, que para além de um elenco de actrizes extraordinárias tem uma encenação fora de série da responsabilidade do Diogo Infante. Além de original é de um bom gosto estético extremo. Recomendo vivamente. Teatro São Luiz.

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julho 12, 2005

O caminho faz-se caminhando


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julho 11, 2005

Um edifício fantástico! - 3

Outra ainda...

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julho 10, 2005

Clube motard

Tinha-me esquecido completamente desta fotografia! Foi tirada o ano passado em Santa Maria, nos Açores. O Clube Motard tinha estas instalações liliputianas mas nem imaginam a agenda e calendário preenchidos com actividades!

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julho 09, 2005

Guerra dos mundos

Fui ver. Não gostei! Não gostei mesmo nada! Onde está a história do fabuloso livro de H. G. Wells? Onde está a remake do histórico de Orson Welles? Mr. Spielberg..??? Hello...???? Onde está a sua mestria de bem fazer filmes? Tom, meu querido, o que é que se passou...??? Ou sou eu que estou completamente noutra dimensão ou então houve aqui qualquer coisa que não resultou mesmo...

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julho 08, 2005

Assassinos!!! - II

A contagem de mortos já vem em 50...

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julho 07, 2005

Assassinos!!!

Londres 7/07 - em nome dos 37 mortos, centenas de feridos e outros tantos milhares em perigo em todo o mundo (todos e cada um de nós), gritemos a uma só voz: ASSASSINOS! COBARDES!

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julho 06, 2005

Fosforescências


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julho 05, 2005

Vergonhoso!

Mais uma vez o país está a arder!!! Todos os anos, muito certinho, tudo volta a acontecer... Já não ardem extensões tão grandes porque pura e simplesmente está tudo queimado! Como é que é possível que ano após ano, após ano, após ano nada seja feito...???

A única resposta possível é que muita gente importante, em muitos sectores-chave, não quer que isto acabe!!! Não há outra explicação!!!

Desta vez é (novamente) a Tapada de Mafra. 400 bombeiros, verdadeiros heróis, estão no terreno a tentar circunscrever o incêndio. 8 estão hospitalizados, 4 em estado muito grave com queimaduras de 1.º e 2.º grau. O fogo passou de um lado para o outro da autoestrada com a ajuda da ventania que se faz sentir. Uma extensão considerável já ardeu e é irrecuperável nos próximos 50 anos. 50 anos!!!

Diversas espécies animais estão em perigo e não morreram mais porque corajosos cidadãos voluntários acorreram à zona zoológica da Tapada e, na medida das suas possibilidades, salvaram os que puderam. Entre eles uma família de 8 lobos, os primeiros a ali se reproduzirem em cativeiro!

Que país de atrasados mentais nós somos para destruir o que é nosso, as nossas principais riquezas aquelas que nunca mais se recuperam! Somos bem os murcões de garrafão e fato de treino roxo! Às vezes tenho vergonha deste país!

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julho 04, 2005

Prémio bacorada

Mais uma vez (não sei porquê algo me diz que não será a última...) é atribuído a Alberto João Jardim, pelas suas declarações durante o fim de semana, em que afirmou que não tolerará nem chineses nem indianos na Ilha da Madeira!

Palavras para quê ....??? É o Presidente do Governo Regional, em exercício de funções há 26 anos...

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julho 03, 2005

Um edifício fantástico! - 2

Mais Gugenheim.

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julho 02, 2005

Um pouco mais

Um pouco mais de sol - eu era brasa
Um pouco mais de azul - eu era além.

(Mário de Sá Carneiro)

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julho 01, 2005

Velocidades comtemporâneas

"Em voz baixa e nunca perante mais de uma pessoa, pode um segredo contar-se a quem quer que seja; exigindo, sempre, que o não conte a ninguém. Se esta regra for cumprida, um segredo pode ser conhecido por todos sem deixar de ser um segredo.
Num tempo longínquo, inexistente, como tudo o que é decisivo, as pessoas, que não eram sabiam. Digamos que era o tempo de um Cristal sem falhas.
Cada um se reconhecia na sua certeza e, sabendo-a comum a todos, não precisava de a partilhar. Só raramente algures alguém contava ainda, em voz baixa o Segredo."

(Alexandre Melo)

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