janeiro 30, 2005

Tão pouco

Em tão pouco em tão nada afinal acredito
Só me empolga o rigor com que o digo e não digo.

(David Mourão-Ferreira)

Publicado por castafiore às 06:04 PM | Comentários (0)

janeiro 29, 2005

Closer


Fui ver o filme e gostei.

Publicado por castafiore às 01:13 PM | Comentários (0)

janeiro 27, 2005

Uma cidade sem horizontes-VI

Londres, novamente.

Publicado por castafiore às 11:44 PM | Comentários (1)

janeiro 25, 2005

Caminhos-VIII


Publicado por castafiore às 11:00 PM | Comentários (1)

janeiro 24, 2005

À espera-III


Publicado por castafiore às 09:21 PM | Comentários (0)

janeiro 23, 2005

Papagaio sem penas


Publicado por castafiore às 01:24 AM | Comentários (0)

janeiro 22, 2005

À tona de água-III

Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar,
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
Farei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,
E nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.

(Fernando Pessoa, "Poesias")

Publicado por castafiore às 01:10 AM | Comentários (0)

janeiro 21, 2005

Caminhos-VII


Publicado por castafiore às 12:00 AM | Comentários (2)

janeiro 20, 2005

Azul


Publicado por castafiore às 11:54 PM | Comentários (0)

janeiro 19, 2005

Diz-me com quem andas...

Senhoras e senhores, eis o braço direito do Presidente Bush...

Publicado por castafiore às 01:18 AM | Comentários (11)

janeiro 18, 2005

Uma cidade sem horizontes-V

Vargos, Tomar

Publicado por castafiore às 11:57 PM | Comentários (0)

janeiro 16, 2005

Ecopontos

Este é um dos muitos ecopontos que existem ao pé de minha casa; foi fotografado hoje à tarde.
Onde os meus vizinhos depositam conscientemente as suas embalagens para reciclar....
... mesmo quando já não cabe mais nada....
... mesmo quando, obviamente, a Câmara já não passa para recolher e esvaziar há muito, muito tempo...
Seria útil, talvez, dar aulas de civismo aos fanáticos da reciclagem e aulas de eficiência prática aos serviços camarários...

Publicado por castafiore às 09:13 PM | Comentários (0)

A pousada de Soka

"No segundo ano da era de Genroku (1689) comecei a minha longa viagem, por terras de Oou. Amedrontava-me o pensamento de ver os meus cabelos brancos em sítios tão longínquos, mas esta ideia era atenuada pela própria violência do desejo de as conhecer e dava-me esperanças de regressar com vida. Nesse mesmo dia cheguei à pousada de Soka. Doía-me o corpo do peso da carga que os meus fracos ossos suportavam. Para viajar deveria bastar-nos o nosso corpo; mas as noites reclamam um agasalho; a chuva, uma capa; o banho, um traje limpo; o pensamento, tinta e uma pena. E as prendas que não se podem recusar... As dávidas estorvam os viajantes."

Matsuo Bashô (1644-1694), "O Gosto Solitário do Orvalho", seguido de "O Caminho Estreito"

Assim não me sinto tão culpada do excesso de carga com que ando sempre atrás quando viajo... E principalmente do peso com que regresso...

Publicado por castafiore às 05:38 PM | Comentários (0)

janeiro 15, 2005

Uma cidade sem horizontes-IV

Bem sei que esta é um clássico, mas não resisto porque gosto imenso desta fotografia; além disso deu-me imenso gozo tirá-la. Não foi fácil: chovia torrencialmente e a multidão era imensa...

Publicado por castafiore às 03:32 PM | Comentários (0)

janeiro 14, 2005

Santanice

Nova palavra para o dicionário de Português:

Santanice - acto ou acção de alguém que acaba sempre por prejudicar outro alguém e ser também ele prejudicado com esse acto ou acção, sem ter consciência disso. Forma de agir inopinada e irresponsável que prejudica toda a gente envolvida directa ou indirectamente na acção, sem que o autor tenha uma consciência absoluta das consequências dessa acção - "fez-lhe uma santanice", " acabou por se santanizar", "se disse isso, vai ser santanizado"; estupidez, parvoíce, inexperiência, irresponsabilidade de grande dimensão, efeito negativo de algo dito ou feito por um inconsciente com poder para o fazer.

Publicado por castafiore às 11:30 PM | Comentários (0)

janeiro 12, 2005

À espera-II

Estas estavam à minha espera no Funchal...

Publicado por castafiore às 11:09 PM | Comentários (1)

janeiro 10, 2005

Caminhos-VI

Bom Jesus, Braga

Publicado por castafiore às 11:40 PM | Comentários (0)

janeiro 08, 2005

Uma cidade sem horizontes-III

Esta fachada é de uma casa em Ourém, na vila velha, mesmo encostada às muralhas.

Publicado por castafiore às 12:01 AM | Comentários (0)

janeiro 07, 2005

Silêncio

Só, no silêncio cercado pelo som brusco do mar,
Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,
Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragância da brisa de qualquer céu.

(Fernando Pessoa)

Publicado por castafiore às 11:34 PM | Comentários (0)

janeiro 06, 2005

À tona de água-II

O Céu beijou a Terra e deixou-lhe impressa no rosto a sua efígie deslumbrante.
O Céu é a imagem da Terra, mas indefinida e transparente.
Noivam, todos os anos, o Céu e a Terra.

Teixeira de Pascoaes (1877-1952) - "O Pobre Tolo - Prosa e Poesia"


O mar de Porto Santo parece-me adequado para ilustrar este belissímo verso.

Publicado por castafiore às 10:11 PM | Comentários (0)

janeiro 05, 2005

Uma cidade sem horizontes-II

Continuando, pelos Açores, ainda na Ilha Terceira, esta casa ficava numa terra mesmo ao lado de Angra do Heroísmo de cujo nome não me lembro...

Publicado por castafiore às 12:18 AM | Comentários (3)

janeiro 04, 2005

Uma cidade sem horizontes

Descobri que pelos vistos gosto de fotografar casas... Não precisam de ser monumentos. Bastam simples casas. Estive a rever fotografias de viagens e constatei que tenho imensas de casas. Podem ser prédios de apartamentos, de escritórios, casas de famílias, igrejas, barracas, mas acabam sempre por ser casas. Casas de uma cidade que não começa nem acaba. Sem princípio nem fim. Casas de uma cidade que se espalha pelo mundo inteiro.

Começo aqui hoje uma nova série de fotografias com este tema.

Esta primeira é dos Açores, Ilha Terceira, Angra do Heroísmo, a terra das minhas raízes paternas.

Publicado por castafiore às 12:51 AM | Comentários (1)

janeiro 02, 2005

À tona de água

Paira à tona de água
Uma vibração,
Há uma vaga mágoa
No meu coração.

Não é porque a brisa
Ou o que quer que seja
Faça esta indecisa
Vibração que adeja,

Nem é porque eu sinta
Uma dor qualquer.
Minha alma é indistinta
Não sabe o que quer.

É uma dor serena,
Sofre porque vê.
Tenho tanta pena!
Soubesse eu de quê!...

(Fernando Pessoa, in Poesias)

Publicado por castafiore às 07:53 PM | Comentários (0)