outubro 31, 2004

A mulher dos bolos

Na Fundação de Serralves, no Porto, encontra-se a primeira exposição em Portugal da Paula Rego, cujo nome é o de um dos quadros em exposição, e sem dúvida um dos mais curiosos.

Goste-se ou não do estilo é uma referência incontornável na nossa cultura e um marco a reter.

Achei a exposição muito interessante, rica em termos da quantidade do acervo de obras expostas. De algumas gostei, de outras nem por isso: achei-as muito pesadas, muito violentas, algumas quase que me atrevo a dizer de uma violência gratuita, ou que pelo menos não sei compreender.

Os desenhos que serviram de estudos para a obra, porém, são verdadeiras preciosidades, alguns, na minha modesta opinião, ainda melhores, mais interessantes, mais mágicos, do que a própia obra final.

De qualquer maneira, recomendo a todos os que gostem de pintura. Acho que não devem perder.


Publicado por castafiore às 11:45 PM | Comentários (0)

outubro 30, 2004

Tempestade

Hoje, em Viana do Castelo, na praia, está muito mau tempo. Mas é tão bonito mesmo assim...


Publicado por castafiore às 07:36 PM | Comentários (0)

outubro 28, 2004

Património cultural

Açores - Ilha Terceira - Angra do Heroísmo - Paços do Concelho, onde funcionam em simultâneo a Câmara Municipal e o Governo Civil e onde existe o mais rico Salão Nobre de todo o país.

Publicado por castafiore às 11:42 PM | Comentários (0)

outubro 27, 2004

Jantar de idiotas

Fui ver e gostei mesmo muito... O António Feio e o José Guilherme voltam a dar cartas na arte de nos fazer rir com um humor fabuloso e muito inteligente. Desta vez o Zé Pedro Gomes não lhes faz companhia mas o João Lagarto é extraordinário! Se querem passar 2 horas bem divertidas.... recomendo!

Publicado por castafiore às 01:15 AM | Comentários (0)

outubro 24, 2004

Campeonato

Decidi que vou participar no Campeonato Nacional de Língua Portuguesa. Achei que aquilo iam ser "peanuts" ... Pois sim! Confesso que já ando há 2 dias de volta do 1.º questionário para chegar à conclusão de que sei muito menos do que eu pensava..... Não faz mal.... Pelo menos aprendo...

Publicado por castafiore às 01:17 AM | Comentários (3)

outubro 22, 2004

Chuva

Detesto o Inverno, adoro a Primavera, Outono e o Verão.
Mas gosto de estar à noite em casa, a ouvir a chuva a cair lá fora, bem puxada pelo vento...
E depois....
Depois fico a sentir-me culpada por me poder dar a esse luxo...
... porque as pessoas que vivem com os tais € 300,00 por mês devem odiar as noites de chuva e frio e vento em que tudo é ainda mais difícil...
... e em que tudo se torna necessariamente ainda mais precário...
Não devia ser assim!
Não deviam existir estas situações....
Não quero um mundo perfeito, mas gostava de uma sociedade mais justa...

Publicado por castafiore às 01:21 AM | Comentários (0)

outubro 18, 2004

Infelizmente

Cerca de dois milhões de portugueses vivia em 2001 com menos de 300 euros por mês, ou seja, um em cada cinco portugueses enfrentava uma situação de risco de pobreza, indicam os dados divulgados no dia 14/10 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na mesma data, a média nos Quinze era de 15% da população em risco de pobreza, que aqui é medido por população com rendimentos inferiores a 60% da mediana da distribuição do rendimento líquido em cada país. O INE refere ainda que, em Portugal, as transferências sociais traduzem-se numa redução de quatro pontos percentuais no risco de pobreza, que passa de 24 para 20%. Na UE, considerando os 15 Estados- membros, as transferências sociais permitiam uma redução de nove pontos percentuais, de 24 para 15%.

Portugal era também o país da UE com maiores discrepâncias na distribuição dos rendimentos, com uma desigualdade da distribuição do rendimento, medida pelo coeficiente de Gini, de 37%. Este valor compara com os 28% de média nos Quinze.

Portugal apresenta também a maior diferença entre os rendimentos dos 20% da população com maiores rendimentos e os rendimentos dos 20% mais pobres. Em 2001, os mais ricos ganhavam 6,5 vezes mais do que os mais carenciados, enquanto que na UE esse rácio era de 4,4.

Publicado por castafiore às 12:10 AM | Comentários (1)

outubro 14, 2004

Ainda sobre a Joana...

... há muita coisa a dizer, até porque, confesso este assunto tem-me feito muita, muita impressão.... Não consigo compreender como é que uma família, uma mãe, faz uma coisa destas à própria filha, ou igualmente horroroso e condenável, permite que façam. A propósito gostava de aqui deixar o artigo que a Inês Pedrosa escreveu na revista Única do Expresso, de 9/10/2004, com o qual não posso concordar mais...

AS CRIANÇAS-ABONO
“Não, a miséria não explica tudo. De cada vez que se justifica um crime com a pobreza física de quem o cometeu, está-se a exercer uma discriminação violenta contra os milhões de pobres deste mundo que não esfolam nem matam os seus filhos. A família da “pequena Joana” não tem atenuantes – sabia muito bem onde estava o bem e o mal. E sabia que “viver do abono”, ou seja, do dinheiro que o Estado lhes entrega para criar as crianças que vão gerando dá menos trabalho do que trabalhar. As crianças dos pais violentos (e a negligência é também uma forma de violência) não dão trabalho nenhum. Aprendem a sobreviver coladas às paredes. Aprendem a levar porrada em silêncio. Para não levarem mais porrada, pensam elas. Porque são inocentes.

Menos atenuantes ainda têm os funcionários dessa coisa eufemisticamente chamada Comissão de Protecção de Menores. Que menores é que efectivamente esses senhores estão a proteger? As traças do papel em que arquivam as queixas? As “psicólogas” desta extraordinária Comissão receberam uma denúncia por maus tratos e foram averiguar – “obviamente com o consentimento dos pais”, explicava uma delas, briosamente anónima – ao “Correio da Manhã”. Obviamente? Então há uma denúncia de que uma mãe está a maltratar uma criança e a primeira coisa que ocorre a estas almas investigadoras é pedir licença à mãe (porque ao pai, na verdade, nem sequer fora concedido o direito básico de conhecer a morada da filha) para, se faz favor, as ajudar a confirmar ou desmentir as suspeitas? É que às doutoras especialistas parecia-lhes aquela “negligência por pobreza” uma acusação “demasiado vaga”. Olharam para a menina, falaram com a mãe, e apressaram-se a concluir, em bom psicologês, que tudo se resumia a “um problema de organização por parte de mãe”. Na melhor das hipóteses, terão aconselhado a progenitora a “organizar-se” melhor – a não se esquecer de comprar comida ou de tratar da filha. Não lhes ocorreu fazer perguntas aos vizinhos, nem falar com as professoras. Caso o tivessem feito, teriam descoberto que a menina faltava muitíssimo ás aulas, que mudara diversas vezes de escola – e que tinha uma tristeza invulgar numa criança de oito anos. Uma menina muito triste que desenhava incontáveis casas. Casas bonitas, com flores e sol por cima. A casa que não tinha.

Talvez aquela psicóloga em particular estivesse sobrecarregada de trabalho; talvez os meios sejam escassos, e os casos muitos – mas também esta tradicional desculpa lusitana tem que deixar de servir. Às pessoas que têm o dever de proteger as crianças exige-se-lhes a coragem de protestarem em nome delas. De reivindicarem os meios, de insistirem. Tudo menos arquivarem imediatamente os problemas que se lhes apresentam. Faz-se o ofício em português de papel almaço, enterram-se os papeis com os burocráticos améns nos conformes, e fica-se com a suave sensação de dever cumprido. Depois do crime, virá um senhor ministro – no caso, Fernando Negrão – reproduzir a cassete oficial de todo o mundo e ninguém: “Somos todos responsáveis, há uma falta de sensibilidade da sociedade, etc., etc.”. O tanas. A responsabilidade da sociedade acaba, muito concretamente, nos impostos que paga – e que devem servir, entre outras coisas, para pagar aos responsáveis destes serviços sociais imprescindíveis. Se o orçamento não chega, é fácil: cortem nos assessores mais bem pagos do que o Presidente da República e nos monumentais salários e benesses dos gestores públicos. Mas não digam que a culpa é nossa. Eu não tenho culpa que haja tantas Joanas abandonadas a progenitores que não deviam ter o direito de ter crianças à sua guarda. Enquanto cidadã, o que posso - e devo – fazer é exigir que as entidades responsáveis actuem.

(...)”.

O sublinhado é meu, e não resisto a repetir aqui uma frase: ÀS PESSOAS QUE TÊM O DEVER DE PROTEGER AS CRIANÇAS EXIGE-SE-LHES A CORAGEM DE PROTESTAREM.

Pena que ninguém o faça, pena a cobardia generalizada, pena a falta de vergonha de quem manda, pena a mentalidade estúpida e mesquinha dos serviços e da maioria dos seus funcionários.... pena que a Joana tenha morrido, morrido desta maneira, atraiçoada e abandonada por todos, por aqueles que tinham o dever de a amar e proteger e por aqueles que tinham a responsabilidade de a defender....


Publicado por castafiore às 12:28 AM | Comentários (0)

outubro 11, 2004

Peregrinação

Recomendo vivamente a edição que o Expresso começou a publicar no passado dia 9, da obra Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, com ilustrações de Carlos Marreiros. Fabulosa!

Publicado por castafiore às 01:07 AM | Comentários (1)

outubro 10, 2004

Sem comentários....

"A guerrilha é legítima, mas sou contra o sequestro de civis"

(Simona Torretta, uma das 2 reféns italianas sequestradas no Iraque)

Publicado por castafiore às 06:58 PM | Comentários (0)

outubro 06, 2004

Não sou

"Não sou uma besta"

(Alberto João Jardim, líder do Executivo madeirense, em entrevista ao Expresso)

... mas disfarça muito bem....

Publicado por castafiore às 08:53 PM | Comentários (0)