abril 30, 2010

Jadson André

Publicado por vascomendonca em 12:00 AM | Comentários (9) | TrackBack

abril 28, 2010

Se eu fosse especulador, atacava aqui

Landscape Altered - Episode 2 from Kustom Airstrike on Vimeo.

Publicado por pedroadãoesilva em 10:31 AM | Comentários (4) | TrackBack

abril 27, 2010

Exposição de Fotografia - Ricardo Bravo - Hawaii 10 Momentos

É já neste fim-de-semana no Porto, na Praia Internacional, associada ao TMN PRO - primeira etapa do CNS 2010. Mais informações aqui
O texto que se segue é do Manuel Castro.

Makiki Street

Gostaria de começar a escrever este texto descrevendo a palavra Makiki e a rua com o mesmo nome, no North Shore de Oahu. Gostava mas não posso, porque nunca lá estive. Sim, temos o Google Maps, o Google Translator e o Google Street View. O Facebook e o Twitter. O Buzz e o My Space. O outro lado do mundo é aqui ao lado mas ainda há lugares dos quais sabe bem manter uma certa distância apaixonada, para manter em lume brando o desejo de lá ir um dia. Como tudo na vida, não é?

E de onde vem esse desejo? Vem, ironicamente para um lugar que não se conhece de todo, de uma relação de descoberta. De uma certa familiaridade cultural. É que dos lugares que um surfista conhece sem nunca lá ter estado, o North Shore está no topo da lista. Desde sempre que a história do surf tem naquele trecho de costa um intenso viveiro de narrativas escritas e visuais, onde os superlativos nunca, mas mesmo nunca, parecem redundantes.
Essa perspectiva contínua, cortesia de fotógrafos, cineastas, jornalistas e escritores, que é reproduzida em revistas, livros e filmes de surf ofereceu-nos uma relação natural com o lugar. É uma ligação estranha a um lugar onde, ao contrário daqueles de todos os dias, nunca sentimos o balanço do mar, não conhecemos as caras que, de braços cruzados fitam o horizonte, ignoramos os sentidos do vento que vem de terra, não sabemos a que sabe o sal do seu oceano e qual a textura da areia das suas praias.

Contudo, para quem não sabe quase nada, sabemos muitas coisas: o que é Pipe/Backdoor, o Mark Cunningham,o quebra-coco de Waimea, os black trunks e OTW (assim mesmo, só com as siglas) e como se deita o sol em Sunset Beach.
E com um pouco mais de interesse, somos até capazes de saber mais: o que é a Kam Highway, a town, o Foodland, o Rabbit Kekai e até quando começa a funcionar o terceiro reef de Pipeline.

O que o Ricardo Bravo nos oferece, uma vez mais, é uma história visual divergente. Os elementos que conhecemos, sem nunca termos conhecido, estão lá todos: o admirável poder do mar nas suas mais diferentes formas; a excelência translúcida das ondas; as silhuetas recortadas na luz do fim de tarde; os drops com pranchas grandes; o clima de assombro na praia; o recolhimento de um campeão durante a mais famosa competição de surf do mundo. Resumindo: a intensidade e o pulsar do North Shore.
Mas a forma como olhamos para tudo isto através destas imagens é claramente distinta. É isso que as identifica profundamente. E é isso que nos faz identificar profundamente com elas.

Continuo sem saber o que quer dizer Makiki. Por mim, depois de ver estas imagens, só pode querer dizer uma só coisa: magia.

Manuel Castro

Publicado por ricardobravo em 11:24 PM | Comentários (1) | TrackBack

Standard & Billionaires

Num tempo em que tudo o que é matéria importante parece andar ao sabor das agências de rating (menos o Benfica), não há nada como uns dias de Verão antecipado e boas ondas para ajudar a relativizar a visão apocalíptica da nação. É nestes dias que, ao invés de sentirmos que algo ou alguém nos está a conduzir para um abismo, mais sentimos que a vida pode e deve aproximar-se mais de um passeio pelas montanhas como aquele que o Kerouac descreve em On The Road. A melhor parte do passeio, se é que me lembro correctamente, é quando o gajo diz que o carro ia subindo e descendo as montanhas em ponto morto.

Podemos imaginar que o balanço que o carro levava depois da descida o teria feito subir, voltar a descer, e assim sucessivamente. Podemos também aceitar que a descrição pretende invocar um estado ébrio de bem-estar em que as leis que nos regem apenas interessam na medida em que provocam a demissão da nossa lucidez. Ora, quer-me parecer, nos tempos que correm, que um bocadinho de ignorância por dia dá saúde e alegria.

Publicado por vascomendonca em 04:51 PM | Comentários (2) | TrackBack

abril 25, 2010

Uma patáfora da liberdade

Publicado por vascomendonca em 11:32 PM | Comentários (1) | TrackBack

abril 23, 2010

A Era Moderna

Publicado por vascomendonca em 04:02 PM | Comentários (1) | TrackBack

abril 21, 2010

Casa

A. queria sempre mais; outro lugar, outras pessoas, outras ondas. Procurava qualquer coisa mas não sabia bem o quê. Viajava, pulava, conhecia, ria, devorava, espalhava-se, chorava e voltava para ir logo embora outra vez – não necessariamente por esta desordem.
Não parava nem lutava contra o desejo de partir. O ponto de partida era sempre o mesmo: para longe de casa.

Era um querer profundo mas nada objectivo, material e identificável. Apenas o desejo inevitável que se sente naquelas pessoas que sabemos que querem estar em todo o lado menos ali, como o tipo que está preso numa reunião com os seus patrões idiotas e tem a mulher à espera no Miradouro da Sofia para aproveitarem o único fim de tarde que podem ter juntos naquela semana primaveril - o mesmo género de excitação, só que sem a reunião e os patrões idiotas, apenas a fúria da liberdade. Até ao dia.

A. folheava uma revista de surf e, duas páginas abertas depois, viu uma daquelas ondas lindas, remetidas ao apartado do sublime, uma esquerda doce e picante ao mesmo tempo. Os seus olhos brilharam. “É isto! Era aqui que eu queria estar.”
Os seus dedos percorreram a página, acompanhando a forma da onda, tropeçando pelos pontinhos que se espalhavam ao longo desta, serpenteando até à legenda.

E a onda, escrevia a legenda, era casa. E ele era um dos pontinhos.

Publicado por manuel castro em 01:43 AM | Comentários (11) | TrackBack

abril 14, 2010

Sonhos de infância

Daqui.

Publicado por vascomendonca em 11:20 AM | Comentários (7) | TrackBack

abril 11, 2010

Vem aí o Brasil Medinado...

Publicado por miguel bordalo em 05:29 PM | Comentários (0) | TrackBack

abril 09, 2010

O meu Fantasy Surfer

Primeiro gostava de dizer, que é muito provável que nunca mais jogue ao Fantasy Surfer na minha vida, aquela página é um hino à incompetência.

Segundo, falar um pouco dos dois campeonatos que acompanhei, e escolher uma equipa de 8 para o brasil, já sem ver dinheiros "a la fantasy", porque aquele sítio é para esquecer.

Começando pelo Saca, a perna australiana foi boa, não foi magnífica, mas foi melhor do que em anos anteriores em que o Tiago surfava bem mas acabava por perder mal. Desta feita perdeu mal na primeira, e apesar de me ter deitado a altas horas da noite chateado com o resultado do Fanning, quando se vai surfar com o campeão do mundo vai-se surfar com o tipo que estabelece a maneira de surfar uma onda, é preciso ser bem melhor do que o campeão do mundo para o bater. Felizmente essa oportunidade só apareceu na ronda quatro, o que é uma novidade, o Tiago agora está em 13º a um passo do top 10, que é o lugar onde pertence. O Brasil vem a seguir, e se tudo correr bem, só se apanha um top 5 nos quartos. E não é que o Saca não tenha surf para bater um top 5, já o fez, já bateu o Kelly, já demoliu o Joel, ainda que tenha perdido, entre outras demonstrações de força. Mas é importante bater com regularidade os surfistas a baixo do top 10, a vitória contra o Daniel Ross foi muito importante por isso.

Os meninos prodígio continuam a surfar muito. O Reinaldo perdeu numa bateria onde passou metade do tempo sem arriscar. Parece que está novamente naquele estado de espírito de querer ganhar a tanto custo, que fica bloqueado e não faz o que está acostumado a fazer. Não deixa de ser um prazer vê-lo surfar. O gigante africano é de outra matéria, o tipo vai mesmo querer lutar pelo campeonato mundial. É bom que se despache a fazê-lo se quiser ganhar um título com o Slater ainda lá.

O Fanning e o Parko parecem duas máquinas a surfar. Com uma máquina publicitária por trás. O Taj continua em alta, parece impossível aquele tipo não ganhar um título.

O Bobby e o Adriano estão em grande, são, tirando o Taj, os dois tipos mais regulares, com a grande vantagem do Bobby, sendo goofy, ter dois terceiros lugares, nas duas primeiras etapas. Conhecidas por favorecer os regulares. Algo se passa com o Bobby, parece mais antipático, por vezes contrariado, como se fosse obrigado a fazer tudo, isto fora da água, na água, faz coisas como a aéreo frente ao Parko que... epá... pronto, é ver.

Finalmente a maior ameaça delas todas. O Slater, que nunca está de fora de seja que luta for, mas se o deixarem vencer no Brasil, aquela que parece a luta mais interessante pelo título mundial em anos de vida do desporto, ameaça definhar em pouco tempo. É que se o bicho ganha no Brasil, ele vai e ganha em Jeffreys também. E vejo com dificuldades não fazer uma brincadeira em Teahupoo se aquilo estiver a bombar, super motivado com uma 4.9 que voa naquelas esquerdas.

A transmissão no último dia foi uma miséria, só eu sei como é que me aguentei até ao fim. Mas é normal que nestes lugares muito remotos seja difícil fazer uma transmissão competente. É a grande qualidade do campeonato em Bells, admitir que a onda é uma pequena miséria, e alargarem aquilo a metade da Austrália. Quem dera em Portugal de repente poderem mudar para Sagres, dava o seu jeitinho. Isto para dizer que a final, entre cortes, ondas perdidas, lá vi um dos momentos do campeonato. O Slater levanta voo numa daquelas manobras que ele faz com uma perna atrás das costas, mas a meio a prancha descola dos pés, e ele cai sequinho. Porra, matou-se todo. O Kelly sendo o Kelly ainda estava para ali a lutar na espuma, é frequente, o tipo não desiste, já o vimos a fazer bodyboard em Arica numa onda que era gigante de início e no final só cabia lá um tipo deitado, que era o Kelly. Eu desanimado pensei, epá que grande pincho, o tipo estatelou-se todo, penso isto e o homem levanta-se, fácil. Porra! Nove pontos por uma recuperação! Totalmente merecidos diga-se, foi a recuperação mais brutal que vi em toda a minha vida. No outro dia fiz um post sobre essa capacidade que o tipo tem de puxar as coisas a um limite que a prancha é uma adenda ao corpo dele, ele empurra-a com os pés, e ela volta com agrado às suas plantas. Há pequenos momentos de história, o pé mal tratado, uma manobra impossível, o quarto sino, o troféu para os aborígenes, que saem dali, vão vestir os jeans e a t-shirt agarrados a um troféu com o número 40, que só vamos ver com o Kelly é aproveitar enquanto dura...

No meu último Fantasy surfer escolhi o Kelly, o Taj, o Jordy, o Tiago, o Andy, o Jeremy, o Owen wright, e o Brett Simpson. Sei que os nervos de última hora fizeram-me alterar tudo, e entre outros, larguei o Andy e o Taj. BURRO! Não pelo Andy, mas claro está pelo Taj. Estava convencido que o Taj ia ter um ano em grande, mas deixaram-nos escolher no dia em que o homem tinha perdido na primeira ronda. E como é evidente eu já me enganei no passado, pensei, afinal é capaz de estar um pouco farto daquilo, e pronto ele ganha a etapa.

Mas continuaria a apostar nos mesmos, acho que o Fanning vai começar a levantar voo. Mas não seria mal pensado pegar no Adriano, que está cada vez mais perto de dar uma alegria àquele povo. É inevitável hoje em dia, vai acontecer, o Adriano ser campeão do mundo, e o Adriano ganhar no Brasil. Estará mais perto a última do que a primeira, até porque o homem precisa de um pouco mais de músculo naquelas pernas para certas ondas. Devo confessar que o Chris Davidson é mesmo um caso sério. E é daqueles tipos que se se liga àquilo, se descobre a fórmula competitiva, vai ser um caso sério.

Publicado por miguel bordalo em 09:05 PM | Comentários (3) | TrackBack

abril 07, 2010

Saca mais uma

Pronto, mais uma bateria. Assustou um pouco, porque o 6.67 do Ross comparado com o 7.87 do Saca é ridículo, mas enfim... O Saca destroí uma onda inteira, o Ross faz uma manobra e meia.

Não faz mal, tudo correu bem no final. Agora é pensar na próxima, é só uma bateria.

FORÇA SACA!!!

Publicado por miguel bordalo em 02:07 AM | Comentários (4) | TrackBack

abril 05, 2010

Já não se via uma cobertura assim desde nunca

"Clash of the Titans
Ja tinha visto Curren duas vezes antes aqui no estacionamento, as duas com seu filho que, dizem as boas línguas, surfa bem pacas - e é, vejam a gigantesca ironia, Goofy.
Agora, ver Curren vestido com sua roupa de borracha indo para bateria é uma outra sensação.
No estacionamento ele parecia um senhor serio do alto dos seus quase 50 anos, enquanto o Curren de camisa de lycra é quase uma assombração dos anos 80 que voltou para fazer justiça nesse mundo espoleta do surfe moderno de fundo.
Arrependei-vos pois nunca usaram a borda, miseráveis! Diria uma voz gutural vindo dos ceus.
Porra, nunca tinha visto o Curren se alongando antes duma bateria, comenta um cara ao lado antes dos dois descerem a rampa que leva até a praia.
Naquele mesmo mar que todo round 2 foi relegado, Occy e Curren foram jogados aos leões.
Desci até a praia para poder ver a reação do publico que nessa altura lotava as areias de Bells.
Os locutores despejavam quilos e mais quilos de merda nos alto-falantes na esperança de entreter a corja.
Ainda hoje, 25 anos depois da primeira vitoria do Curren em Bells, a magia permanece.
Intacta.
Oooos e Aaaahs por todo lado e segundo consta, entre alguns dos 45 presentes.
A posição dos braços, as pernas dobradas como quem senta na cadeira de diretor dum filme do Kurosawa, a prancha saindo da inercia para mais completa curva como uma faca afiada cortando um belo pedaço de carne, firme, segura, precisa.
Estava tudo ali: Michael Peterson, Phil Edwards, Dora, Nat, Rabbit.
Um movimento que não respeita tempo nem época, Timeless, escreveria um petit pede aussie.
Em seguida entram duzentos surfistas para a expression session.
Das 4.985 ondas surfadas, apenas duas ficariam na memoria de alguem com menos de 30 anos."

E em português: Júlio Adler

Publicado por manuel castro em 10:40 AM | Comentários (2) | TrackBack

abril 03, 2010

Saca mais uma

Pensando bateria a bateria - O Saca tinha uma boa oportunidade numa onda muito difícil, mais ainda para goofys, e aproveitou-a. Surfou bem melhor que os seus adversários - um dia de descanso... ou dois - e a próxima bateria é para passar, não é uma ronda, não é um lugar, é uma bateria, a próxima. Força Saca! Car%&#$"! Dá-lhe tudo! Obrigado por mais uma noite/manhã alegre aqui no burgo, vou ver o Fanning e vou para a cama.

Ps: É engraçado ver o Saca em Bells, em casa, com os amigos, e com os copos... - Vamos para o LUX? - VAMOS VER O SACA!!!! EM MINHA CASA! - BORA!!!

Publicado por miguel bordalo em 05:47 AM | Comentários (2) | TrackBack

abril 01, 2010

Queria estar em Bells...

...mas estou desconfiado que por aqui continuaria a saber mais do que por lá se passa.

Publicado por manuel castro em 10:06 AM | Comentários (0) | TrackBack