junho 29, 2008

Desabafo I Tema de Verão

Já estou com saudades do frio... é só o que tenho para dizer...

E então? Quero lá saber disso!

Raios... para este vento de norte nojento...

Publicado por miguel bordalo em 07:23 PM | Comentários (22) | TrackBack

junho 25, 2008

Programa para hoje

"Quarta-feira, dia 25, por volta das 22h, há mais uma sessão mensal da Cinecittà no Centro Cultural O Século no nº 80 da Rua de O Século, junto à Escola Superior de Dança e ao Ministério do Ambiente.

Desta vez, com o Verão finalmente à porta e para celebrar o 30º aniversário do filme, vai ser exibido "Big Wednesday" (EUA, 1978): magnífica fusão de surf, misticismo e mitologia, entre a herança da tradição clássica e a modernidade das novas vagas, e elegia a um tempo perdido, segundo a pessoalíssima visão de um realizador (e argumentista - Apocalypse Now, Jeremiah Johnson, Dirty Harry) "maldito", John Milius. Clássico de culto da "Nova Hollywood" dos anos 70, épico e intimista, é um das mais belas e comoventes reflexões sobre as dores do crescimento e a passagem do tempo. Entre os seus muitos admiradores está, por exemplo, Quentin Tarantino, que o homenageou em "Death Proof" e se referiu a ele como um filme "muitíssimo melhor do que os surfistas alguma vez mereceriam"... A seguir, haverá mais um "set" musical do DJ Frank da Soundcraft, desta vez mais ligado a sonoridades "tki", para manter o espírito da noite. Entrada livre. (o filme será exibido com legendas em inglês; a alternativa, legendagem em brasileiro, não é de todo aconselhável)."

Publicado por vascomendonca em 12:56 PM | Comentários (17) | TrackBack

junho 24, 2008

Obama é fixe

Publicado por manuel castro em 10:46 PM | Comentários (5) | TrackBack

Mar Salgado

Ao contrário do que diz a cartilha dos indigentes, ao pé do mar ficamos enormes, ficamos gigantes. Só de o ver.
Olhar sem esperar nada - nem a retribuição do olhar - é um privilégio. O mar, como a morte, oferece-nos essa plateia. Diante deles só podemos melhorar.

Filipe Nunes Vicente no Mar Salgado, uma leitura diária e obrigatória.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:12 AM | Comentários (45) | TrackBack

Saca Interview

Words from Tiago Pires (PRT) about his ASP World Tour Rookie Year

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Tiago Pires, who will turn 27 this summer, has been a leading European surfer for a decade now, and after qualifying for the Dream Tour last year thanks to a 4th place finish on the ASP World Qualifying Series ratings, he has all the potential to remain among the ASP Top 45.

...

3. What is your plan now?
I went to the Maldives and got another good result for my ASP WQS ranking. I have chosen to attend the biggest WQS events this year to try and secure my ASP Top 45 spot on both tours, and so far it has been a good choice. The WQS offer a different format and you always get to surf more heats in shorter waiting periods which is a very good training, and keeps you fit and focused on your surfing before the main ASP Wolrd Tour stops.

...

6. What about the ASP Top 45?
It has been an amazing year so far and the level at every event is just crazy. I was sort of expecting a bit more of Andy Irons (HAW); I thought he would be a little bit more psyched to win another world title, but I guess he has been kind of lazy in his heats. I thought he would be the warrior he used to be when he won his three consecutive ASP World titles. Kelly Slater (USA) has been the killer this year, and the excess of confidence has been tearing the others apart. He gets to the places the day before competing while everybody has been there training for a couple days sometimes a week, and wins almost all the time.

7. Next event is the Billabong Pro at Jeffrey's Bay, how do you like it there?
I love Jeffrey's Bay and South Africa in general. I guess if it's turned on it can be mind-blowing with the atmosphere and feeling that are always great there. The wave itself is amazing and I know I can do good on such a righthand pointbreak. I will be really focused!

mais do Saca aqui

Publicado por pedroarruda em 12:31 AM | Comentários (16) | TrackBack

junho 23, 2008

outlier

I wish that I believed in fate
I wish I didn't sleep so late
I used to be carried in the arms of cheerleaders

Concerto dos National na Aula Magna para ver aqui.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:05 AM | Comentários (12) | TrackBack

junho 20, 2008

Eu sou suspeito mas parece-me uma boa ideia

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/8f8e9fd3232e3db4f162c3.html

Lisboa, 20 Jun (Lusa) - O plano global para a zona ribeirinha de Lisboa que a câmara vai apresentar sábado à imprensa prevê uma nova praia, com ondas artificiais, na Doca do Poço do Bispo, que a autarquia quer ver integrado no domínio público municipal.


Aposto que aquelas empresas das "experiências" vão inventar um novo pack: Jantar na Bica do Sapato + Lux + Corte de Cabelo no Facto + Aula de Surf.

Publicado por vascomendonca em 06:24 PM | Comentários (40) | TrackBack

junho 19, 2008

Mundo Perfeito #36

Ao longe, mui longe, no horizonte,
além, muito além daquele monte,
como ave que voa desdenhada,
flutua tristemente uma jangada.

Nos zangados soluços do oceano,
quase desaparece o canto humano
de quem no mar e céu inda confia
porque em terra tudo lhe é melancolia.

Isso de terra firme e mar traiçoeiro
nem sempre é certo para o jangadeiro
mais preso ao fiel sal que à incerta areia.

Mistura ao grande azul as suas mágoas
e encontra no vaivém das verdes águas
consôlo às negras dores cá da terra.

Gilberto Freyre
continuando a roubar inspiração daqui.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:11 AM | Comentários (11) | TrackBack

junho 18, 2008

combatendo a melancolia (do mar flat, por exemplo)

Publicado por vascomendonca em 10:08 AM | Comentários (19) | TrackBack

junho 16, 2008

O Surf como ele é

Na sua autobiografia, “Pipe Dreams”, Kelly Slater diz que só houve dois filmes que retrataram o surf de modo adequado: Apocalipse Now e Big Wednesday. Com a intuição certa que o caracteriza, Slater afirma que, em ambos os casos, o surf surge como algo que, simultaneamente, apaixona e contamina as vidas dos protagonistas, sendo que estes estão dispostos a arriscar a “pele” por isso. Mais importante, nenhum dos filmes trata o surf ou os surfistas através de estereótipos apatetados.
Na verdade, Apocalipse Now e Big Wednesday são duas excepções que mostram o surf como ele é. Todas as tentativas feitas para envolver o surf em produções de Hollywood têm sido um enorme desastre. Nem é preciso recordar as aparições de Jimmy Slade (aka Slater) na série Baywatch, basta pensarmos em North Shore – Desafio no Havai, Point Break com o rei dos canastrões, Patrick Swayze, ou no mais recente Blue Crush para corarmos de vergonha com a imagem que o cinema constrói do surf e dos surfistas. O que é menos sabido é que por detrás das duas excepções encontra-se o mesmo homem, John Milius, membro destacado da geração de ‘movie brats’ (de que fizeram parte Coppola, Scorcese, Lucas, Spielberg), que no final dos anos setenta tomou Hollywood de assalto. Milius foi o argumentista de Apocalipse Now e realizador de Big Wednesday. Mas Milius é, antes de tudo o resto, um surfista. É esse o seu código genético e a sua identidade, construída na Malibu do início dos anos sessenta.
A propósito dos 30 anos da estreia de Big Wednesday, a Surfer’s Path regressou ao filme entrevistando Milius. Na entrevista, um conjunto de coisas resultam claras.
A primeira delas é que faz toda a diferença quando os filmes são feitos por surfistas. Isso nota-se em Apocalipse Now, na cena em que debaixo de fogo cerrado e enquanto os helicópteros avançam ao som da “Cavalgada das Valquírias’, a memória da Califórnia leva uns quantos soldados a apanhar umas ondas. É difícil conceber algo de mais contrastante do que o surf e a violência em absoluto do napalm, mesmo ali ao lado. Mas, ainda assim, há naquela cena uma dimensão realista, que a torna provável. Na total privação, qualquer surfista aproveitaria a possibilidade de surfar. E além de que o Vietname foi a “guerra da Califórnia”, o princípio do fim de uma era: a “era dourada”, do crescimento económico e da liberalização dos costumes – que encontrou na Califórnia do final dos anos sessenta a sua quintessência. A partir daí, tudo passaria a ser diferente e que melhor metáfora para o fim desse mundo do que expor a sua agonia em pleno Vietname.

O mesmo é válido para Big Wednesday, tudo ali é revelador do surf como ele é: a obsessão por uma onda mítica, a espera por um swell que faz com que mais nada tenha sentido e, claro, o surf como princípio orientador de toda a vida. A essência do filme é a relação dos surfistas com o mar ao longo das estações. Além de que os personagens são pessoas de carne e osso, com densidade e não os “bonecos” que habitualmente fazem de surfistas no cinema. Não por acaso, é o único filme que envolve surf que diz qualquer coisa mesmo àqueles que não surfam.
Mas provavelmente a razão determinante para que Big Wednesday tenha resistido bem ao desgaste do tempo, prende-se com o modo como usa o surf para lidar com questões essenciais, que estão para além dos namoros à volta da fogueira no fim das férias que enxameiam a praia reflectida no cinema. Não por acaso, Milius reconhece na entrevista que teve duas grandes inspirações para escrever o argumento: as referências mitológicas ao Rei Artur e Moby Dick.
Num caso, a ideia de que, tal como a espada – Excalibur – era feita para um momento especial, também há pranchas que têm uma identidade própria que, revelando-se no tal dia que chegará e será como nenhum outro, acabam por transformar quem as usa. Como se a matéria tivesse existência autónoma, capaz de influir nas capacidades de quem a usa. No outro, a metáfora central de Moby Dick: o espectro do passado empurra-nos para uma busca – para a busca da baleia branca pelo Capitão Ahab – e durante esta, ao longo do caminho, sabemos que chegará um dia em que seremos obrigados a confrontar-nos com todos os nossos medos, com as nossas paixões e obsessões e que só então seremos capazes de mobilizar todas as nossas forças. O dia em que a tripulação do Pequod encontra Moby Dick é, em tudo, igual ao dia em que a ondulação perfeita chega, o Big Wednesday.

No fim, lida a entrevista e recordado o filme, sobra a questão que o Surfer’s Journal colocou aquando dos 20 anos de Big Wednesday: não será o filme apenas mais um exemplo do triunfo do marketing nostálgico da geração de baby-boomers californiana? É claro que é assim, mas para que volte a surgir bom cinema com surf, é preciso também que alguém volte a lançar um olhar nostálgico aos mitos fundadores da cultura de surf.

publicado na coluna Sal na Terra da SurfPortugal

Publicado por pedroadãoesilva em 06:05 PM | Comentários (46) | TrackBack

junho 13, 2008

prancha de bodyboard com ilhéu em fundo

Publicado por pedroarruda em 02:24 AM | Comentários (204) | TrackBack

junho 12, 2008

coisas ainda melhores

Israel Kamakawiwo'ole aka IZ

e gostava de vos reportar para este post, dos idos de Fevereiro de 2004

MySpace | CD

Publicado por pedroarruda em 11:44 PM | Comentários (17) | TrackBack

coisas que eu realmente gostava de ter

Catch Surf surfboards by Y

P. S. e entretanto nas Maldivas o Saca não pára, não pára, não pára... para onde?

:)

Publicado por pedroarruda em 11:28 PM | Comentários (163) | TrackBack

Detalhes Praisagisticos

...ou eu a querer dar uma de Nico...

fragmentos de um fim-de-semana em Vila Franca

Publicado por pedroarruda em 08:51 PM | Comentários (4) | TrackBack

junho 09, 2008

Histórias que gostaríamos de ter escrito

The Tao of Mick Fanning
By Tim Baker

Kelly Slater is standing in front of a hushed adoring crowd, hanging on his every utterance, at the Sun Theatre, in Anahiem, California. It's the Surfer Poll Awards night, and for the first time in 10 years Slater hasn't won first place - occasion for a deep, heartfelt, reflective pronouncement from the Wonder Boy, to 2000 or so of the heaviest hitters in the US surf industry.
Suddenly, Mick Fanning wanders on stage, pissed to the eyeballs, like it's a Kirra Boardriders club presso or something, and starts calling their hero "Jimmy Slade" - Kelly's old Baywatch character.
Kelly stops his speech and allows Mick to come up and share the podium, throws a friendly arm around him and asks what would happen if Kelly showed up in Australia and acted like that.
"You'd get laid!" Mick retorts.

Nunca é tarde para se ler uma boa história. Agradeçam ao Julio, foi ele que desencantou este delicioso pedaço de prosa.

Publicado por vascomendonca em 04:41 PM | Comentários (100) | TrackBack

junho 06, 2008

A CRISE NO MAR E NA TERRA

É impressionante o que as notícias nos trazem, greve de pescadores, mobilidade dificultada (e todos os surfistas sabem o que isso custa), e esta notícia de quebrar o coração... aqui a crise!

ps: se todas as discussões em posts do ondas fossem assim...

Publicado por miguel bordalo em 06:44 PM | Comentários (107) | TrackBack

Transportes Públicos

Em meados, finais, dos anos 80 os desportos de ondas tiveram o seu primeiro grande boom em Portugal. Ainda antes do Portugal Radical, muito antes dos Morangos com Açúcar, nesses que foram os primeiros anos de CEE, a estabilidade política e económica que o país viveu, permitiu o surgimento de uma ampla classe média com posses suficientes para se dedicar aos prazeres hedonísticos da vida. Para um grupo de putos de Benfica, com 12 e 13 anos, mais do que o consumismo das marcas e dos primeiros “grandes” centros comerciais, o âmago das nossas vidas passou a ser nessa altura as pranchas, os fatos, os materiais, as revistas e tudo o mais que fosse relacionado com esse mundo maravilhoso do desporto dos reis hawaianos. Enquanto miúdos íamos à praia levados pelos pais, os tios, os pais dos amigos ou os irmãos mais velhos, passávamos o dia na água e regressávamos a casa cheios de água nos ouvidos e sonhos nos olhos. Depois, aos 14 - 15 anos a margem de liberdade que os nossos pais nos davam já permitia ir em grupos, aos fins-de-semana, de transportes públicos, às praias mais próximas. Ir e vir da praia tornou-se, então, um ritual tão significativo como as horas passadas na água. Os transportes públicos eram o nosso único passaporte para as ondas.

De Benfica, uma ida à Costa implicava um autocarro, ou dois, ou metro, até à Praça de Espanha e Rodoviária Nacional até à Caparica, o dia todo na água e o mesmo calvário de paragens, esperas, apertos e transbordos, de volta. Para a Linha eram os mesmos, ou mais, autocarros e metro até ao comboio no Cais do Sodré em direcção a Cascais. A Praia Grande era o limite das idas de um dia só e obrigava a Carris, CP e Rodoviária Nacional, que, se não fosse até mesmo à praia obrigava a fazer o caminho a pé desde a estrada da Praia das Maças (olhem bem para aquele monte e imaginem-no com pernas de 14 anos…). Tudo o que fosse para além disso, Ericeira, Peniche, Litoral Alentejano, obrigava a fim de semana prolongado com a correspondente autorização parental, o que tornava tudo muito mais difícil e desejado. Ser surfista sem carro, morando em Lisboa, foi sinónimo de muitas horas em transportes públicos.

A minha primeira onda foi na praia do CDS, na Costa de Caparica. Numa SunTalon, empurrado pelo Rodrigo, fiz uma carreirinha em linha recta, daquelas de começar no outside e só parar quase na areia seca. Podia mentir e dizer que me lembro como se fosse hoje, mas a verdade é que o que lembro é uma imagem vaga construída pela memória da sensação da altura. Ao fim destes anos guardo, acima de tudo, a emoção e o prazer dessa primeira onda. E por incrível que pareça, das memórias desses tempos, são tão nítidas as dos primeiros tubos e manobras, como as das dificuldades de tentar entrar num autocarro a abarrotar de gente com pranchas e mochilas. O esforço da ida e vinda de casa às ondas e das ondas a casa marcou de forma perene toda a experiência do acto de as apanhar. Por razões de proximidade, para esse grupo de Benfica, a nossa viagem mais regular era para a Costa e nessa altura se nos podíamos considerar locais de algum spot seria do pontão entre o CDS e o Bento. Os sucessivos sábados e domingos em que empreendíamos a peregrinação de caminhar, apanhar autocarros e metro, para nos entregarmos ao mar que estivesse e fazer tudo de volta, permitia-nos não só esse vago estatuto, como e principalmente transformou a experiência das ondas em algo quase religioso. Como se o caminho e as horas de e para a praia fossem como o périplo dos peregrinos até ao local sagrado. Dessas viagens, tanto ou mais do que das ondas, se fez o nosso crescimento.

Uma vez, numa ida à Praia Grande, roubaram-me os ténis na praia e tive que fazer toda a viagem de volta descalço. Numa idade em que a humilhação social é a mais temida de todas as catástrofes, eu de calções, prancha e pés pretos descalços no autocarro da Carris entre a estação de Benfica e o Califa, debaixo dos olhares estupefactos dos restantes passageiros, sentia-me o mais rebelde de todos os jovens sem causa. Era um surfista satisfeito, descalço, mas feliz. Isso ou o enorme prazer exausto de um dia inteiro de quebra cocos da Praia Grande não me deixava sentir mais nada do que o desejo de chegar a casa. Hoje, que vivo numa ilha no meio do Atlântico, numa casa com vista para o mar, a cinco minutos do spot surfável mais próximo, não posso deixar de pensar que as inúmeras horas que passei em transportes públicos, a caminho ou no regresso das ondas, sonhando ou relembrando as emoções de cada onda, de cada manobra, foram imprescindíveis para a materialização de um amor que ficou para a vida toda. Tão importantes como as ondas foram, ainda são, os sacrifícios que fizemos [fazemos] por elas.

publicado na FreeSurf

Publicado por pedroarruda em 12:04 AM | Comentários (17) | TrackBack

junho 05, 2008

Mundo Perfeito #35

Os seres imperfeitos agitam-se e acasalam-se para se completarem, mas as coisas só belas são solitárias como a dor humana.

Marguerite Yourcenar (continuando a pilhar daqui.)

Publicado por pedroadãoesilva em 05:01 PM | Comentários (23) | TrackBack

Pessoas de quem gostaríamos mesmo que fizessem surf #1

O crowd é sereno, o crowd é sereno.

Publicado por manuel castro em 03:03 PM | Comentários (14) | TrackBack

junho 04, 2008

O meu Fantasy surfer III

Não resisti novamente a mudanças de última hora! Mas desta vez não foi bem culpa minha, tinha o Andy Irons na equipa e o Jordy Smith também, mas uma doença subita de Dane Reynolds fez-me substituir estes tipos todos por goofys, ele foi Fred Patacchia, ele foi Ace Buchan ele foi Michael Campbell! Sei lá! Escolhi vários goofys e compensou, fiz o primeiro resultado decente do ano, com dois regulares apenas, se é que se pode dizer que o Slater é seja o que for, visto que o Slater tem de ser posto numa classe à parte. O meu outro regular? O SACA pois está claro.

Para Jeffreys Bay ele lá continuará, e desta vez mais forte, mais decidido, e com a certeza de quem quer que seja que se ponha no seu caminho irá ter grandes dificuldades, o Tiago foi feito para o WCT e terá agora o trabalho de sair dos lugares mais recuados do ranking para não ter de encontrar Taj Burrows, Joel Parkinsons, Andy Irons e afins logo na terceira ronda do campeonato.

Fiji foi um desastre para observar, houve dias em que foi mesmo impossível, eu não consegui ver a bateria do Saca contra o Taj, e não consegui ver mais alguns momentos que gostaria mesmo de ter feito.

A chatice disto tudo é que se perdeu o apoio da Fosters que o Web Cast e o acompanhamento a nível de televisão está nas mãos de cada patrocinador isoladamente, o que é um perigo para o surf, visto que se perde os programas anuais, e perde-se acima de tudo experiência, que é essencial para se fazer um Web-cast, que não é uma coisa fácil de fazer, mas também não é um bicho de sete cabeças.

Quanto ao Slater, bom... parece uma aposta segura, ele foi o melhor em Fiji, ninguém lhe tocou, mas o mais impressionante foi mesmo a exibição dele em Restaurants. Aquele onda parece feita para ele, fez dois 10 na mesma bateria, os juizes deram-lhe um 9 e muito, mas só para não desmoralizar o resto do pessoal. Em Cloudbreak a grande força de Slater, deixem-me explicar melhor – a força que desta vez Slater mais aproveitou... a força que lhe deu mais vantagem em relação aos outros... não sei dizer – a força de Slater foi a leitura da onda e a capacidade de reagir a cada secção da onda com uma determinação e uma segurança que ninguém tem, teve ou terá, muito menos em backside! Talvez o Occy tenha o mesmo tipo de segurança em backside, mas a determinação... tenho as minhas dúvidas. A maneira como estes dois encaixam as pernas na prancha, fixos, não há dúvidas, os pés são raízes de Carvalhos e quando caem é estranho – uma arvore enorme e majestática derrubada por uma tempestade gigantesca.

A onda que mais me impressionou foi na final, pontuada com um 8 e muito, ele arranca fora do pico, acelera, acelera, acelera, dá um floater só para acelerar ainda mais, manda um bruto rasgadão e no meio daquela velocidade toda, descontrolada para o comum dos mortais, na sequência da manobra, atenção, encaixa para o tubo, desaparece, sai com toda a naturalidade. A mudança de velocidades parece algo inatingível para qualquer outro surfista, para Slater é ridiculamente fácil, não dá para perceber o que vai fazer a seguir.

Em Jeffreys não há melhor do que Slater, na minha opinião, em qualquer tipo de ondas, pequenas, médias, grandes, gigantes. A minha aposta mantém-se firme. O Dane vai voltar à minha equipa, tenho a sensação que vai surpreender o Fanning e o Bobby Martinez mantém-se também.

O Bobby aprendeu uma lição fundamental na última bateria com o Slater, tinha um 9, o Slater um 6, arranca numa onda boa, melhor do que aquela em que o Slater fez o 6 e foi fazer o famoso “safe surfing”, uns cut backs manhosos, tentou surfar a onda até ao fim, para tirar um 3.5 da contagem. Conseguiu um 4 e tal, atrás vinha a besta, numa tubaça do principio ao fim da onda... estava feito. Regra: não fazer surf seguro com o Slater, e chega!

Desculpem a falta de fotos, mas quero mesmo ir dormir.

Publicado por miguel bordalo em 09:09 PM | Comentários (11) | TrackBack

Pessoas de quem não gostaríamos mesmo que fizessem surf #3


Sim - os dois.

Quando se discute Barak, Hilary e MacCain eu sou pela Euroforce, acho que a solução não passa pelos EUA, passa pela UE, o problema é que o dirigismo da Europa é de má qualidade e normalmente envolvido com a CIA.

A Europa irá ter um campeão do mundo de surf, e as soluções globais para a Terra passam pelo velho continente e pela América do Sul, que parece estar a tranformar-se.

Para mais um bitaite político – a maior preocupação nos próximos anos é ambiental, em vez de estarmos preocupados com os preços dos combustíveis não deviamos estar preocupados em encontrar uma solução diferente?

Vou dormir, estou cansado e com sono, não me telefonem mais.

Publicado por miguel bordalo em 08:27 PM | Comentários (15) | TrackBack

Kurungabaa

Ainda a propósito do novo template: Tim Baker respondendo à questão - Am I getting old and jaded or are surfing magazines getting worse?, no que promete ser a melhor revista de surf online.

People read left to right, top to bottom. Black text on a white background is easiest to read.

Beware the excesses of your ambitious and over-adventurous art directors. More great stories and photos have been destroyed by insensitive art direction than by any other means. I don’t care how impressive your page layout might look in your portfolio or what kudos you might earn from your art school pals by running type backwards, sideways, or overlayed on photos so that it is rendered unreadable. That is not your job. Your role is to present words and photos to best effect for the enjoyment and edification of your readers. The art director is not the star of the show, they are a conduit to facilitate the best presentation of the writer’s and photographer’s crafts, and through them the ocean’s splendour. If I see one more article defaced by elaborate backgrounds or overlaid on photos that leave the text unreadable, I am going to take matters into my own hands and start swinging punches.

Publicado por pedroadãoesilva em 04:51 PM | Comentários (36) | TrackBack

Teacher, leave those kids alone


Carlos olha pra cima e já não enxerga mais nada, Júlio Adler. A foto, claro, é do Steve Sherman.

Publicado por manuel castro em 12:33 PM | Comentários (5) | TrackBack

Quiver

Bom, três pranchas em três dias. Não que nos assumamos como prós que podem partir mil e uma pranchas em cada onda, mas desta vez a mudança de template foi uma odisseia pior do que passar a rebentação na Praia Grande, na maré vazia, num dia de swell noroeste três a quatro metros. Não digo mais nada, aguardo apenas os comentários, já agora aproveito para agradecer ao Ricardo Bravo pelas extraordinárias fotografias que vão adornar o cabeçalho, ao Gui pelas dicas e ao meus absolutamente conservadores companheiros de blogue pelas criticas negativas ao longo do processo. Entretanto, na terra prometida, Obama declarou-se nomeado e eu, Hillary supporter convicto, tremo por dentro a pensar que o McCain vai ganhar em Novembro e o mundo …

Publicado por pedroarruda em 03:47 AM | Comentários (25) | TrackBack

junho 03, 2008

Pessoas de quem gostaríamos mesmo que não fizessem surf #1

PS - Porto na segunda divisão e fora da Liga dos Campeões!

Publicado por vascomendonca em 10:07 PM | Comentários (15) | TrackBack

A geração do banho turco

A primeira vez que tomei contacto com esta coisa dos campeonatos mundiais Júnior a selecção portuguesa de raparigas eram três (não havia dinheiro mas sobretudo não havia mais ninguém que se justificasse mandar para o Taiti).
Perderam todas de primeira (penso que no caso dos rapazes também, ou quase, mas não me lembro). Como não havia repescagens ficaram por ali.
Na segunda vez foram à Califórnia. Não me lembro, mas penso que já foram quatro, e se não perderam de primeira no quadro principal, perderam logo a seguir e perderam depois também rapidamente nas repescagens. A Francisca aguentou-se um bocadinho mais (acho que ficou em 31º, com mais umas quantas eliminadas na mesma ronda). A campeã acho que foi uma tal Stéphanie Gilmore de que se calhar ninguém mais ouviu falar de tal maneira aquilo é um campeonato de segunda categoria.
Depois foram ao Brasil. Lá fizeram qualquer coisa no quadro principal e nas repescagens e se não em engano a Francisca foi também a melhor (das raparigas) e terá ficado em 25º.
Vieram à Caparica e não foi igual a progressão que tinha havido e a Francisca (outras vez a melhor portuguesa, eliminada no último heat por uma inglesa com uma prancha enorme e o dobro da força no braços que era o suficiente para a impedir de ganhar prioridade num mar sem ondas. Azar, é a vida, mas não define o nível de surf de cada uma. Em Janeiro a Francisca ganhou um heat na Austrália à Laura Enever que agora ganhou este ISA Júnior de 2008 mas evidentemente esse heat não define as posições relativas de cada uma) terá ficado de novo um pouco abaixo das vinte melhores. Num campeonato ganho por uma tal Sally Fitzgibbons, que calculo que também já ninguém saiba quem é.
Os rapazes sigo menos, mas tenho ideia do Kikas em lugares semelhantes.
Desta vez em França estiveram quatro raparigas. A melhor foi a Maria Abecassis, que esteve no campeonato por cortesia da Ana Sarmento (da Ericeira). E com ela esteve a Margarida Guerra, do Guincho, a Francisca Sousa, da Caparica e a Carina Duarte da Ericeira.
Ou seja, de Carcavelos à Praia Grande ficaria quase tudo de fora (já houve anos de três da Caparica e a Margarida). E estamos a falar de idades escalonadas entre os treze ou catorze e os dezassete, ou seja, de gente com uma gama de idades bastante variada que tenderá a sair do escalão de forma mais ou menos suave (ao contrário do que acontecia antes, com grande concentração de idades por falta de alternativas, suponho eu).
E até pode haver outros muito melhores no resto do país mas o curioso é que não têm aparecido nos campeonatos (ou pelo menos não têm tido os resultados que a sua superioridade faria supor). É que estas são efectivamente as mais bem classificadas (mais lugar menos lugar que isto não é matemática).
E haveria mais que poderiam também estar, ao contrário do que acontecia antes.
E nos rapazes há um processo semelhante.
E todos eles, raparigas e rapazes passaram pelo menos um heat no quadro principal e quase todos pelo menos mais um heat nas repescagens. Nos rapazes o melhor de cada escalão (e não contando com o Nicolau cujos resultados se devem à excelente organização da Federação Alemã de Surf, conhecida em todo o mundo pelos seus brilhantes resultados) terá ficado entre os trinta melhores de todo o mundo.
Em quantos desportos Portugal tem pelo menos um atleta em cada escalão entre os trinta melhores de todo o mundo (bem sei, as contas não se fazem bem assim porque pode haver cinquenta australianos melhores e só estão ali quatro mas…)?
Resultados decepcionantes? Parabéns pela participação?
O estatuto de alta competição obtém-se, nas modalidades individuais, ficando no terço superior da tabela de campeonatos deste tipo, ao que julgo saber.
Mas parece que isso é pouco exigente para o surf: resultados no primeiro terço são, ainda assim, decepcionantes.
É obra.
É a partir deste grau de exigência que o país vai entrar gloriosamente na eterna ventura.
Os meus agradecimentos a quem assim se empenha no futuro dos meus netos.

henrique pereira dos santos

PS - Acho que há por aí umas pessoas que acham que eu não posso falar de surf porque não sou surfista. Suponho que os próprios não têm nem emitem opiniões sobre a guerra do Iraque porque nunca lá estiveram. Para esses as minhas desculpas por ter ousado profanar o espaço sagrado que deveria estar reservado aos iniciados.

Publicado por pedroadãoesilva em 02:58 PM | Comentários (38) | TrackBack

pranchas, blogues, campeonatos e outros fenómenos

Duas pranchas novas no espaço de dois dias. A primeira, aparentemente, não foi do gosto de ninguém. Oxalá que esta funcione melhor. Para já o novo template será este. Está configurado para três browsers diferentes e para todo o tipo de ecrãs, ou pelo menos assim o espero. E no entretanto, enquanto ia dando voltas ao html, o mestre Slater punha mais um na sua conta pessoal de 2008 ganhando Fiji. Foi da maneira que se salvou a minha equipa do Fantasy. Mas a grande questão neste momento, em que apenas um cataclismo, ou uma supermodel, pode parar Slater, é se ele faz 9 será que vai querer fazer 10?

SLA7ER | SL8TER | SL9TER | SLATEN...

Publicado por pedroarruda em 02:01 AM | Comentários (23) | TrackBack

junho 02, 2008

Da terra vem a água e da água a alma


(O poema chama-se Orla Marítima e foi retirado do audiolivro «Poemas de Ruy Belo», da colecção «Sons» © Assírio & Alvim (2003). A voz inimitável é de Luís Miguel Cintra.

Mais coisas interessantes no novo blogue da Assírio e Alvim.

Publicado por vascomendonca em 02:04 PM | Comentários (11) | TrackBack

junho 01, 2008

changes

Até hà poucos dias estava convencido de que o tema mais polémico que podiamos tratar aqui no ONDAS era a eterna "guerra" Surf vs Bodyboard. Pelos vistos não. Parece que o tema mais polémico deste blogue, mesmo mais do que os critérios de julgamento dos heats do Saca, é o futebol. Em face do "sismo" nada melhor do que lavar a cara ao blogue e criar um template novo. É como se fosse uma prancha nova.

Publicado por pedroarruda em 11:23 PM | Comentários (25) | TrackBack

sala de shape

blogue temporariamente na sala de shape

Publicado por pedroarruda em 05:30 PM | Comentários (16) | TrackBack