abril 30, 2008

teaser 2

Publicado por pedroarruda em 03:40 PM | Comentários (19) | TrackBack

teaser

Publicado por pedroarruda em 09:12 AM | Comentários (164) | TrackBack

abril 29, 2008

O Verão chega mais cedo

Os Vampire Weekend vão estar na Casa da Música, no Porto, dia 30 de Maio.

Depois não digam que não avisámos.

Publicado por manuel castro em 11:38 AM | Comentários (15) | TrackBack

abril 28, 2008

Mundo Perfeito #31

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher bonita

Sérgio Godinho, "espalhem a notícia"

Publicado por pedroadãoesilva em 04:31 PM | Comentários (131) | TrackBack

abril 26, 2008

um filme de bodyboard


Backlight from tramber on Vimeo.

Publicado por vascomendonca em 12:30 AM | Comentários (228) | TrackBack

abril 24, 2008

Improvável é bom

Sempre admirei surfistas improváveis.
Desde pessoas que não têm vida para fazer surf a gente que vive em lugares onde surf é tudo menos uma experiência convidativa.
É tão fácil e tão bom pegar numa prancha num dia cheio de sol e ondas boas que quase que dá para esquecer que o outro lado da moeda é bem menos glamouroso. E não estou a falar daquele eterno e aborrecido paralelo entre o Verão e o Inverno, a tirar conclusões generalistas sobre o que é muito bom, o que é muito mau, o que é a sério e o que é que é a brincar.
Falo de lugares como Thurso, um pequeno lugar na costa norte da Escócia, nas Highlands escocesas, onde conheci alguns dos surfistas mais vibrantes e apaixonados de que tenho memória. O lugar propriamente dito, Thurso, que acolhe uma das melhores ondas da Europa, Thurso East (que não vi funcionar em pleno) é britânico por defeito e escocês por excesso. Organizado, cinzento, afável e etílico, é um daqueles lugares que poderia ser cenário de uma série qualquer da britcom, uma Liga dos Cavalheiros – se bem que, quanto a mim e neste caso particular, o País de Gales, que por acaso também tem umas ondas porreiras, no plano do grotesco seja muito mais uma "local shop for local people".

Fora da vila e contando que Thurso East fica já a caminho do nada do outro lado do rio, em frente à propriedade do Lord de Thurso – e onde vive, num barracão alugado ao aristocrata, Chris Noble, o local de Thurso – entramos noutra dimensão, com paisagens amplas, pintadas de verde seco e o recorte das montanhas como pano de fundo, que parece estar sempre mais e mais longe.
De vez em quando, e por entre um vento ciclónico e gélido, surge na paisagem uma aldeia e lembro-me de me perguntar o que é que aquela gente faria ali no meio de um lugar que está perdido no espaço, no tempo e na mesma latitude que Oslo (mas sem norueguesas).

Curiosamente, o que mais me lembro da Escócia é o silêncio. Da noite, quase branca e que me deixou sem dormir uma semana e do dia, em que os quadros que a Natureza ali pintou parecem, como a temperatura, congelados, imutáveis e aparentemente fora do alcance da acção humana. De repente, quase sem o esperarmos, encontramo-nos com o Mar do Norte, que até prova em contrário para mim será o azul a partir do qual todos os azuis foram coloridos. O Mar do Norte parece parado, sereno demais. Dá para desconfiar, claro.
É que, baía atrás de baía – há sempre uma baía nestas histórias – escondem-se ondas lindas, resultado do encontro entre ondulações certeiras com reefs simétricos. Isto sem ninguém – uma coisa absurda se pensarmos nas anormalidades que vemos todos os dias dentro de água por causa de ondas mais ou menos boas.
E neste ponto regresso à segunda coisa que mais me lembro na Escócia: os surfistas. Como experiência ficou o modo como eles lidam com aquele off-shore polar e a temperatura da água: com um sorriso. Contra todas as probabilidades.

PS: O Lago Ness também é giro. Entretanto, e sendo que o campeonato WQS de 6 estrelas Prime que ali anualmente se realiza vai decorrer em Brims Ness, uma onda fabulosa em frente a uma quinta mal cheirosa num lugar remoto e por isso não há-de ser muito fácil haver webcast, nada como irmos espreitando por aqui para ver o que se vai passando lá por cima.

Publicado por manuel castro em 05:48 PM | Comentários (33) | TrackBack

abril 21, 2008

Mundo Perfeito #30

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.

Sophia de Mello Breyner Andresen
(escrito certamente a pensar no swell surfável que não há meio de chegar)

Publicado por pedroadãoesilva em 03:22 PM | Comentários (35) | TrackBack

abril 19, 2008

Feeling The Good Foot

11.27 Tiago Pires PRT vs 9.10 Leigh Sedley AUS (quartos-de-final)

...a lutar pela vitória, por águas sul-africanas.

Publicado por manuel castro em 11:07 AM | Comentários (376) | TrackBack

Fighting the good fight


Saca


Lipke

...a lutarem a boa luta, por águas sul-africanas.

Publicado por pedroarruda em 12:29 AM | Comentários (277) | TrackBack

abril 13, 2008

the teahupoo pokercam

A nova menina dos olhos de Tim McKenna.

Publicado por vascomendonca em 08:26 PM | Comentários (40) | TrackBack

abril 12, 2008

A Califórnia da Europa.

No final do ano passado o governo português, através do Ministério da Economia e Inovação, lançou uma nova campanha publicitária de promoção do país como destino turístico. O conceito da campanha foi resumido no slogan – Europe’s West Coast. O slogan e a campanha, como sempre, geraram alguma polémica, que é o que se pretende destas coisas, com argumentos atirados por ambos os lados, os a favor e os contra. Não me interessa entrar aqui numa discussão política ou técnica sobre o slogan ou sobre esta ideia do país, mas parece-me que para todos nós, que estamos de uma maneira ou de outra ligados aos desportos de ondas e que vivemos de facto a maior parte do nosso tempo mergulhados nessa costa oeste da Europa, esta campanha apresenta alguns aspectos sobre os quais devemos reflectir. Claramente, a intenção dos responsáveis por esta campanha é criar uma associação entre Portugal e o imaginário do oeste americano e em particular a Califórnia, com tudo o que isso implica de liberdade, aventura, sol, praia e por aí a fora. Ora desde a celebre Gidget, às não menos celebres Marés Vivas, que não há nada mais californiano do que a imagem de um jovem, na sua prancha, surfando em Malibu uma onda até à areia, ao encontro da namorada de biquini. É claro que todas as comparações são falaciosas e potencialmente redutoras da verdadeira essência dos elementos comparados, mas num mundo globalizado e capitalista em que tudo é revertido em números e os países são hierarquizados em listas estatísticas, este tipo de comparações podem também servir como um estimulo e ser um factor de progresso. No que toca ao mundo do Surf, com tudo o que gravita em torno dos desportos de ondas e a eles está associado, Portugal é, ou deveria ser, a Califórnia da Europa. Portugal tem cerca de 1800 km de orla costeira, a grande maioria da sua população vive nessa faixa de litoral que, apesar da massificação dos últimos vinte anos e da concentração imobiliária e populacional, ainda apresenta diversos pontos de natureza virgem e de extraordinária beleza. Mais importante para nós, amantes das ondas, ao longo dessa costa encontramos milhares de locais próprios para a prática de desportos a elas associados, desde praias para principiantes até reef breaks que desafiam a imaginação, acessíveis apenas aos melhores ou aos mais inconscientes. Juntemos a isto dois arquipélagos atlânticos e podemos até acreditar que Portugal é melhor do que a Califórnia. E em alguns aspectos até é. O que nos falta é o engenho, a organização e a capacidade de trabalho para tornar a indústria e o negócio do Surf português num factor de desenvolvimento e num sustentáculo real da economia nacional e da vida de cada um de nós. Da mesma forma que esta campanha publicitária pretende deslocalizar geograficamente a ideia que o mundo tem de Portugal de um país de sul para uma nova ideia de costa oeste da Europa, também o mundo do Surf português poderia, ou deveria, deslocalizar o centro do Surf europeu do noroeste da França para o verdadeiro oeste atlântico português. Desde os surf camps, às escolas de surf, até à indústria de produção, importação e exportação de surf wear e material técnico, passando por campeonatos, revistas e outras actividades paralelas, Portugal tem todos os elementos para se afirmar dentro do contexto europeu como a maior potencia no que aos desportos de ondas diz respeito. O determinismo histórico que fez da França o centro do Surf europeu tem hoje, no nosso país, um adversário com argumentos imbatíveis para que essa deslocalização se faça. O grosso deste trabalho cabe ao governo e às empresas, por exemplo com benefícios fiscais à Indústria do Surf e capacidade de negociação internacional. Mas há também um papel que cabe a cada um de nós, que gostamos de apanhar ondas. Um papel que passa apenas por acreditarmos que somos melhores, que temos as melhores ondas, que podemos ir lá fora e ganhar. Um papel que passa por acreditar que o Surf é mais do que uma alternativa de vida, é uma maneira viável de ganhar a vida. Isso sim fará de Portugal a Califórnia da Europa.

publicado na Free Surf



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Publicado por pedroarruda em 12:02 AM | Comentários (13) | TrackBack

abril 09, 2008

Mundo Perfeito #29


A banda sonora de Juno serviu para recuperar uma mão-cheia de coisas boas, entre elas este Sea of Love, que estava no álbum covers da Cat Power e que desconheço de quem seja o original. Pelo caminho, um tipo generoso resolveu deixar que a música fosse apropriada por um surf de fim-de-tarde, num Sul da Califórnia a transpirar de conforto burguês. Se calhar foi a pensar nisto que a música foi escrita e depois cantada. Nunca se sabe.

P.S.
com a devida vénia ao Pedro Marques Lopes que descobriu o video.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:35 AM | Comentários (95) | TrackBack

abril 02, 2008

Nunca tantos pareceram tão poucos

Não é preciso chegarmos à praia onde surfávamos tranquilamente há quinze anos e deparar-mo-nos com um crowd insuportável para percebermos que o surf está por todo o lado. Nas telenovelas (e no restante telelixo) e na publicidade, é difícil não nos cruzarmos com uma prancha, sempre pronta a sugerir uma ideia de liberdade, de vida que foge à norma. Há hoje certamente mais gente a fazer surf do que no passado e, não menos importante, o surf tornou-se uma presença constante na vida quotidiana de todos. Acontece que, pese a ilusão criada pelo crowd que disputa as ondas que dentro de água parecem sempre escassas, nunca tantos surfistas pareceram tão poucos.
Os exemplos da incapacidade dos surfistas para defenderem os seus interesses são vários e, no que é mais preocupante, crescentes.
Desde logo a atitude parasita da publicidade. Ao mesmo tempo que se usa e abusa do conjunto de metáforas para as quais remete o surf, o investimento das marcas de fora do meio no surf continua a ser, salvo raríssimas excepções, residual. Aliás, só isso pode ajudar a explicar as dificuldades que existem para ter prize moneys razoáveis nos diversos circuitos. Numa etapa do WCT o vencedor recebe uns patéticos 30.000 dólares e numa do nacional 1.500 euros. Valores que não encontram paralelo em quase nenhum desporto de competição e muito menos em desportos com números significativos de praticantes e com marcas associadas à modalidade com volumes de negócios como os da Quiksilver, Billabong e Rip Curl, só para citar algumas.
Depois, a presença do surf fora dos meios de comunicação especializados continua a ser quase nula. A Vanessa Fernandes – praticante de triatlo, um desporto que rondará as centenas de praticantes entre nós – consegue que a sua impressionante sucessão de vitórias seja conhecida de todos; a Telma Monteiro, que pratica judo, uma modalidade entusiasmante, é sistematicamente notícia de televisão; isto já para não falar dos afamados “Lobos”, que viram a sua bravura, mas, também, a sua sucessão de honrosas derrotas, deixar o país suspenso no Rugby durante umas semanas. O Saca qualificou-se notavelmente para o WCT, com um improvável 5º lugar no WQS, se considerarmos que vem da Europa onde a tradição competitiva não se compara com a dos norte-americanos e australianos. Experimentem perguntar a algum português, leitor de jornais desportivos, se sabe quem é o Saca.
Se a estes exemplos juntarmos a discriminação negativa que as companhias aéreas fazem ao transporte de pranchas de surf (quando por exemplo comparado com o de tacos de golf) ou a incapacidade dos surfistas em se baterem por coisas tão concretas como a protecção do litoral português, já para não falar das reuniões da ANS às quais quase ninguém vai, temos um belo retrato da inércia dos surfistas para agir enquanto grupo capaz de defender os seus próprios interesses.
As razões para que assim seja têm a ver com a própria natureza do surf. Mas não devem ser motivo de orgulho.
O surf, todos nós o dizemos com insistência, não é apenas um desporto. É mais do que isso: é um estilo de vida e a concretização física de um desejo de liberdade. Por isso mesmo é também uma experiência individualizada, em que os sentimentos de pertença a um grupo são escassos. Fazemos surf sozinhos e mesmo quando partilhamos o line-up com uma mão cheia de amigos, o acto é absolutamente individual e solitário. No surf vivemos a quinta-essência da liberdade.
Mas como escreveu um bom amigo meu, a propósito da morte recente do escritor Luiz Pacheco – o paradigma do libertário –, enquanto elogiava a sua escrita e revelava reticências face àqueles que mostravam grande entusiasmo com a vida sem freios que Pacheco sempre propagandeou, “se calhar não é má ideia dar uma voltinha ao supermercado antes de fazer afirmações épicas e absolutas sobre a liberdade de um homem”. A afirmação vale também para o surf: talvez seja boa ideia, em lugar de repetirmos em tom grandiloquente que ‘surf é liberdade’ e usar essa desculpa para parecermos poucos na defesa do que nos interessa, de vez em quando pensarmos na protecção conjunta dos nossos interesses. É que, como a vidinha de todos os dias se encarrega de demonstrar, para sermos livres convém que antes tratemos de um conjunto de coisas. A maior parte delas chatas e materiais, como ‘ir ao supermercado’.

publicado no 'sal na terra', SurfPortugal.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:14 PM | Comentários (45) | TrackBack