maio 31, 2007

Costa de Caparica: "para o ano é que é"

“As obras estruturais de fundo não se fazem em período de tempestade", sublinhou Nunes Correia em conferência de imprensa, explicando que foi necessário esperar por "condições do mar mais propícias" para iniciar estas duas intervenções. Segundo o ministro, só agora, depois daquelas que "terão sido as últimas marés vivas de grande dimensão", será possível avançar com as obras que, garante, "resolvem o problema" do avanço do mar na Costa da Caparica "de forma bastante duradoura”. Ministro Nunes Correia ao Público em 21 de Março.

"A Costa da Caparica poderá passar mais um Inverno sem as obras contra a erosão estarem concluídas. O enchimento artificial das praias onde já foram reparados os esporões de protecção ainda depende de um concurso público e de financiamento. E, mesmo que avancem este ano, não estarão prontas antes de 2008. Este calendário foi confirmado ontem pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia (...). "Estamos em fase avançada de discussão com a Comissão Europeia", disse Nunes Correia, à margem da audição parlamentar. "Se tudo correr bem, poderemos avançar com as obras ainda este ano", afirmou, dizendo, no entanto, que realisticamente elas não estarão concluídas antes de 2008." Do Público de hoje.

comentários para quê? parece que a Costa vai estar exposta a mais umas quantas "marés vivas", como o Ministro gosta de dizer.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:35 AM | Comentários (9) | TrackBack

maio 27, 2007

Um mundo perdido

Folheia-se as revistas de surf e o que vemos são páginas e páginas de fotos de surf. Do acto propriamente dito: pranchas que rasgam ondas e que voam acima das águas. Em contrapartida, nada nos é revelado sobre o contexto, a praia e o modo como o surf contamina o espaço em redor das ondas. Isto é tanto mais estranho quanto sabemos que, para quem faz surf, a experiência não se limita aos breves momentos em que estamos dentro de água. Traze-mo-la invariavelmente connosco cá para fora, para o “outro mundo”.
Há naturalmente excepções. Nas reportagens em lugares exóticos é-nos revelada também uma paisagem, a extensão da praia, alguns locais. Já quando o surf é nas “nossas praias”, o mesmo não acontece. Das três uma: ou os fotógrafos não têm capacidade de olhar ou os editores não o querem revelar ou a cultura do surf hoje não tem nada para mostrar. Provavelmente um pouco das três coisas.
Vem isto a propósito do livro do mítico fotógrafo Ron Stoner, editado por Matt Warshaw e recentemente publicado. Stoner foi juntamente com Leroy Grannis, um dos grandes fotógrafos de surf dos anos sessenta e, tal como Grannis, o que o distinguia não era as fotografias do surf em si, mas a capacidade de retratar uma época, um lugar e uma geração através das imagens do mundo do surf: o sul da Califórnia nos anos sessenta e a adolescência dos baby-boomers antes do Vietname.
O tempo e o lugar aqui não são irrelevantes. O sul da Califórnia no pós-guerra foi, cinismos à parte, a cristalização de um mundo perfeito: sol, praias, crescimento económico, emprego, frigoríficos, televisão e carros. A depressão era já uma miragem distante, a paz perpétua parecia estar mesmo ali à mão e a cultura de praia era a corporização do espírito do tempo. As fotos de Ron Stoner, como a música de Brian Wilson e as imagens de Bruce Brown foram o auto-retrato desse período.

Um período quase único na história da sociedade ocidental. Porventura, até aí, não tinha havido um tempo em que o lazer e as actividades não-produtivas tivessem sido socialmente tão toleradas. E o surf, por natureza egoísta e não-produtivo, era a quinta-essência desse espírito hedonista. É por isso que o que vemos através das fotografias de Stoner é não apenas o surf mas, também, os melhores momentos da vida de um surfista – pranchas em cima dos carros, grupos de amigos que olham para o line-up e ângulos que parecem reflectir o nosso olhar quando chegamos e vemos as ondas.

Stoner era um autodidacta, com fraco domínio das técnicas fotográficas e um misto de desinteresse e ignorância sobre a história da fotografia. Mas essa era também parte da sua marca. Um olhar imaculado e uma intuição pura que lhe davam uma capacidade singular de captar os momentos estáticos associados ao surf com a mesma intensidade com que fotografava o deslizar nas ondas propriamente dito.
Mas do mesmo modo que com o aproximar do final dos anos sessenta, o intensificar da guerra fria, a mobilização para o Vietname e os primeiros sinais de arrefecimento económico, esse mundo perfeito começou lentamente a desaparecer, também Stoner se esvaneceu. O fotógrafo que havia revelado o lado luminoso começava, como muitos da sua geração, a perder-se no lado escuro. No zénite da sua carreira, fruto de experiências mal medidas com ácidos, a esquizofrenia de Stoner revelar-se-ia. Em 1970 praticamente já não fotografava, em 1977 foi dado como desaparecido e, em 1991, oficialmente morto. Matt Warshaw, no excelente texto que acompanha o livro, escreve que “Ron Stoner teria ficado bem se pudesse ter ficado em 1966”. Percorre-se com os olhos as suas fotografias, a luz cristalina que delas sobressai e não podemos deixar de nos questionar se não estaríamos todos melhor naquele lugar, naqueles anos. Afinal, não é isso que procuramos em cada onda que apanhamos? Regressar àquele mundo perdido que o mais provável é, de facto, nunca ter existido.

publicado na coluna Sal na Terra da Surf Portugal

Publicado por pedroadãoesilva em 09:34 PM | Comentários (8) | TrackBack

maio 24, 2007

A/C do Pedro Arruda

Cuidado com a barriguinha Jamie

Gostaria de esclarecer os milhares de leitores da FLUIR, sobre o comentário do Jamie O'Brien, "queimando" o Livro de Regras da ASP. Além de membro da entidade, ele foi vencedor de recente evento Monster Energy, WQS 4 estrelas no Havai, ou seja, denigre o prato em que se alimenta. Mais do que isso, chega a ser patética a sua colocação quanto à qualidade de ondas no WQS. São 16 eventos em ondas de qualidade, oito campeonatos PRIME, quatro provas no próprio Havai e mais sete lugares que têm ou tiveram provas do WCT. Como para cada atleta somente se conta os sete melhores resultados, Jamie O'Brien só não classifica para o WCT em ondas de qualidade se preferir ficar comendo donuts durante o verão havaiano, cultivando barriguinha para aparecer fazendo rodeo clowns em vídeos do seu patrocinador. Menos conversa, mais surf Jamie.
Renato Hickel (ASP Tour Manager), na secção de cartas da revista Fluir de Maio de 2007.

E para quem teve o azar de passar ao lado, fica aqui o link para o que o Júlio já tinha escrito sobre isto.

Publicado por manuel castro em 12:09 PM | Comentários (0) | TrackBack

Outras Galáxias da Vida


Deitado no sofá da sala, a cerca de 60 metros das esquerdas das Maçãs, espero tranquilo que a maré vazia traga um final de tarde cheio de velocidade e acção. Os objectivos, os pensamentos e os desejos continuam a ser exactamente os mesmos. O dia a dia, tal como as marés, continua a ser estruturado da mesma forma, desde há 17 ou 18 anos atrás. A praia continua a ser o topo, o auge, a harmonia total. O surf, continua a ser a referência principal de toda uma vida, como adolescente, jovem, adulto, estudante, atleta, enfim... Depois de tantos anos a insistir no mesmo, não me canso, não me sinto derrotado, nem cansado, nem saturado. Pelo contrário, continuo com mais vontade do que nunca, com mais vontade do que já alguma vez tive. Vontade de entrar no mar, de acordar e olhar a rebentação e a formação das ondas, como se não o fizesse há séculos. Parece sempre que é a primeira vez, o entusiasmo doentio nunca enfraquece, pelo contrário, aumenta de ano para ano, passa a ser um entusiamo mais maduro, mais forte, mais sério. Vontade de sentir o neoprene, a areia nos pés, cheirar a parafina, ouvir os insides a quebrar, sentar para lá das ondas e olhar o horizonte. Um autêntico fanatismo e obsessão para andar nos tubos e soltar as quilhas, o mais rápido que conseguir. Depois de tantos anos, os valores continuam a ser os mesmos. Aliás, esses valores passaram a fazer parte de mim, da minha forma de crescer, de estar na vida, de pensar e de comunicar com os outros. Uma galáxia diferente, que para mim deixou de ser diferente há muito tempo e que na realidade tomou conta da minha existência, que incutiu em mim um olhar diferente, diferente de todos aqueles que estão do lado de fora, diferente da maioria das pessoas que me rodeiam no mundo onde vivo. Mas atenção... na verdade, os verdadeiros discípulos desta galáxia são muito menos do que se aparenta, pois é preciso fazer opções difíceis, por vezes decisivas para toda a vida. Fica muita coisa para trás, ofertas, trabalhos, dinheiro, oportunidades, tudo para dar lugar a uma remada infinita, a tímpanos fechados, à côr dourada nos cabelos, ao V dos dorsais desenvolvidos, entre outros traços inconfundíveis. Quando nos tornamos verdadeiros discípulos desta galáxia, sabemos muito bem qual é o nosso lugar na hierarquia do mar, sabemos também que ao experimentarmos a abstinência ficamos mais longe do alcance das rainhas, uma abstinência que inevitavelmente nos afasta devagarinho e progressivamente nos neutraliza as sensações e as experiências que nos diferenciam. Um movimento em falso, uma fraqueza ou uma opção de vida dentro do mundo normal, afasta-nos definitivamente do topo da pirâmide e somos lançados para uma plataforma social longe dos buracos verdes e das rasgadas rápidas e radicais. Caros amigos, esta galáxia é apenas para aqueles que por serem reis ou vagabundos, escolheram o quotidiano das ondas, a vida das marés... Esta é uma galáxia em que o mar e as ondas deixaram de ser uma brincadeira desde há muito tempo e passaram a ser o centro da vida… e apesar de tudo isto nem sempre justificar a arrogância e a prioridade, estas são naturalmente as ferramentas mais óbvias para marcar as diferenças perante todos aqueles que não gozam do bom senso para reconhecerem e respeitarem os filhos desta galáxia… e nestas alturas, o lugar ideal para o fazer é forçosamente na água, reclamando a prioridade e geralmente expressando um frequente nível mais elevado de controlo e habilidade. O mar é de todos, costuma-se dizer… mas tenham a noção que a galáxia onde pertencem é aquela onde têm passado a maior parte do tempo das vossas vidas, tenham a noção que a prancha que muitas vezes está ao vosso lado na água, pode acordar e adormecer ali mesmo… pode pertencer a outra galáxia da vida...
texto enviado pelo Sandro Maximiliano

Publicado por pedroadãoesilva em 10:29 AM | Comentários (28) | TrackBack

maio 18, 2007

Alegoria da coisa ( e tal…)

Erunt duo in carne una
Serão dois num corpo só (passagem bíblica)

Correndo o risco de aborrecer os que, coisa e tal, gostam de começar pelo princípio, é ponto assente que a introdução deste texto vai começar pelo fim. Não tenho por hábito fazer isto. Garanto que é pontual (abro aqui um parênteses para explicar que se faço isto é para que a interpretação seja livre, para chegarmos a ponto rebuçado sem conclusões precipitadas). Pode não parecer mas alterei a ordem para favorecer a criação de clímax do texto.
Antes de colocarem já um ponto final na leitura peço-vos uma pontinha de confiança para continuar (continuar ponto e virgula, que ainda nem comecei); o ponto de partida é acautelar-vos já que isto vai acabar em reticências à frente da elipse das ondas. Enfim, depois dela é que começa.
E não é o caso de vos querer dar música mas a canção Tatuagem, de Chico Buarque, é, coisa e tal, ponto de apoio. Veio ajudar-me a colorir a carne deste texto breve porque, algumas vezes, apenas o inconsciente pode suportar coisas predestinadas à percepção exclusiva da alma. Não há saída para as palavras, portanto, não me venham encurralar ainda com pontos de interrogação. Senão isto dá ponto morto. Guardem isso para inquirirem o início de alguns parágrafos que se seguem.
E, se coloco já os pontos nos ii, é só para alertar que o ponto alto disto tudo será quando cada um de vós seguir para longe dos três pontos que deixarei cair na última frase. Sublinho: o que vou escrever não passa de um artifício, um chamamento ao infinito, para conseguir chegar ao píncaro da vossa alma. Teoricamente, esse vai ser o meu ponto de chegada. Exactamente quando vocês, ponto por ponto, avançarem para lá dos meus vocábulos apertados e, coisa e tal, escreverem com sensações as ideias que a alma gosta de fazer evaporar: essas que vêm com um ponto de exclamação no início do silêncio.
Agora que já desfoquei a temática da coisa ao ponto de vista de cada um, não reparem nas voltas e voltas que dei para começar a falar nela. Mesmo quando ela se deixa apanhar é fuga sem princípio nem fim.
«Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é para te dar coragem
Para seguir viagem
Quando a noite vem»

É preciso ser voyeur cego para descrever com sinceridade o seu corpo. Entrar----lhe na noosfera com os olhos fechados: sem freio. Abrir a mão com dedos impossíveis ao tacto e, coisa e tal, penetrar-lhe a alma extravenada. As coisas sem olhos têm alma também. Nada é mais desonesto do que dizer que os olhos são o espelho da alma. Lugar-comum do presbita. O olhar anda demasiado duro, viciado e seco para conseguir reflectir algo énidro e maciço como a alma. Fundamental abusar do sétimo-sentido (aquele que abre a sensibilidade humana ao ponto irreversível dos sete mares: não ter tamanho o movimento da imaginação hedónica) para lhe chegar ao pormenor afio, tangível e inopinável. Fazer sumir a vista cansada no deleite que ela transporta. Portadora de fantasias que o surfista esconde nas traseiras de umas pálpebras salgadas. Depois disso o vislumbre. Visão maior. A perspectiva de maior alcance dentro do olho azul de mar. Aparição.
- Quem é ela?
Ela é a fêmea sem embustes. A puta que o excita como se o destino tivesse algum significado secreto. Objecto do prazer passageiro que, coisa e tal, agita à formação daquele esperma que dá continuidade à utopia. Clítoris da onda. Ponto mais sensível do tubo. Emoção virgem que expulsa o sémen salgado dos sonhos repetidamente. Útero da felicidade dele. Dança da vida em gestação. Mãe das glórias imprevistas e salgadas.
«E também para me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava»

-Quem é ela?
Ela é a sensualidade independente. Daquela obscenidade que pela força terrível de entrar em qualquer gesto dele parece produzir-se sozinha. Imagem pornográfica que obriga a uma leitura erótica. Coisa fálica.
«Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem»

Quem é ela?
Ela é o evento existencial que lhe quebra a monotonia da existência. Ele sai de si. Às vezes a existência é um peso difícil de suportar sozinho. Ele incorpora o objecto. Ela nele como um enxerto metafísico. Identidade. Torna-o mais leve. Suspenso.
Ela transporta a medida mais íntima da liberdade. Pela voluptuosidade adivinham-se os caprichos. As condições. Chega às mãos anónima. É pelo perfil que ele lhe chega ao nome. Um dia todas elas diabólicas e imaculadas. Barely legal. Lolitas.
O surfista abraçado à vida apesar de negligenciar o acto. Qualquer coisa de superstição quando se fixa ininterruptamente aquela individualidade a dois: as mãos que a prendem contra a anca. Matérias enlaçadas e na babugem de mar restos de vibração orgástica que só ela pode.
«E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta,
Morta de cansaço»

Dilata a vida sensorial do surfista até que ele, coisa e tal, pressinta que as suas formas, volume, linhas e curvas nascidas de um bailado de sombras, na tarde de oficina de um artista indeterminado, desvaneceram. Só ele conhece a fundo a beleza dos pequenos traços. Só ele sabe em privado das covinhas, do detalhe, do remendo, da ferida, do segredo…
«Quero pesar feito cruz nas tuas coisas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas»

-Quem é ela?
Ela é também o desatino do qualquer que a espia do lado de fora. Assobio de engate. Bico de pássaro a romper em antecipação a linha do horizonte. Bando de sensações a bambinar no sangue enguiçado do espectador do seu jogo. Alvo do olhar maníaco. Petardo de prazer explícito a estalar nos olhos despidos de axiomas. Quase avulsiva quando mancha os nervos ópticos e, coisa e tal, leva o ponto de vista de quem a traz debaixo de olho, às alturas da miragem. Miradouro do elísio. Instiga o mirone a perdê-la de vista. Ela a miscar para ser encontrada no inobservável eminente. Manipuladora da atenção de algum olho nu. Mau-olhado para quem não a vê assim: corpo nascido para o encaixe com o mar, e alma criada para a fusão com o homem.
«Quando a noite vem
Quer ser cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, ferro e fogo
Em carne viva»

Ela desdenha de todas as mulheres que impedem os homens de serem semi-deuses. Não anseia deuses como essas mulheres. Tal como num ritual de transição leva-o à mudança, e coisa e tal, aproxima-o dos homens. Falar é esgotar o desejo. Prefere exaltar a intimidade psíquica no que não se diz. Musa dos versos que o surfista-poeta imortaliza nas linhas do mar. Fá-lo sonhar.
E há uma que é para sempre. Ponto forte e ponto fraco. A única. Antes e depois outras. Talvez tantas. Mas apenas essa gravada no braço aquífero da memória de um surfista. Na alma, esse maravilhoso reservatório de lembranças, tatuagem da coisa amada pelo amador.
Ela não está naquilo que se vê num reflexo de mar. Mas está, ao mesmo tempo, nos (s)cem sentidos que ela própria sugere: sensação condensada de plenitude etérea. Parto do princípio que os olhos não serão nunca o espelho da alma enquanto, coisa e tal, o amor for cego.
«Corações de mãe
Arpões, sereias, serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes»
(Chico Buarque e Ruy Guerra)
-Quem é ela?
Ah! Ela é a amante: prancha…

texto enviado pela Susana Alves.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:31 PM | Comentários (8) | TrackBack

maio 15, 2007

Coming of Age

De um nosso leitor (que desde já, pede desculpa por estar em inglês e por ter sido publicado também na Surfer), recebemos este post

The new crop of surfers is blowing minds these days. It’s become totally normal for the top pros to be freaking out about some 12-year-old kid blowing up out at their local break. I go to Shane-O’s event every year, and some of the kids there this year were amazing. I can’t believe the level young kids are getting to with their techniques and their flow. In some ways it can be better than a seasoned vet because of their low centers of gravity. There seems to be a growth spurt between 14 nad 18 that can sometimes be tough to grow into when the power isn’t quite matching the ability, but there doesn’t seem to be a lack at that age right now. Some of the older groms, like Jordy Smith, Dane, and Clay, are just unbelievable with the way they see the wave, but I suspect that even they are going to be looking behind them in the next couple of years at the John Johns and Kolohe Andinos of the world.
There is so much to be done on a wave and in the ocean, and it just keeps going. My advice? Look at the wave in your own way and never doubt it. Take good things from other people’s surfing and use it in your own way. Work on your carves by riding a big, stiff board. Work on your airs by watching vids of Taj and Bruce. Pull into barrels you think are unmakeable and ride it ou. Smooth it out by riding a longboard. Learn everything you can about bodysurfing and you’ll never take a wave for granted. Never think you can’t learn something from anyone you watch surf, and keep your mind open to the possibility, in all parts of your life, of being able to improve what you love most, from your family, to your friends, to your schoolwork and reading, to just about everything you do, feeding your mind and bettering the things you love to do. Don’t close your scope to just surfing, because there’s so much more in life to make you enjoy it along the way. Can’t wait to see what happens in the coming year of surfing. Let’s see it. K.S.

Publicado por pedroadãoesilva em 04:51 PM | Comentários (10) | TrackBack

maio 14, 2007

maio 11, 2007

Grandes Malhos


bodyboarder não identificado, The Wedge, Setembro 2005
foto de MIGATOHABLA

Publicado por pedroarruda em 04:18 PM | Comentários (2) | TrackBack

maio 09, 2007

Um mau começo de dia

É acordar com a mesma febre do dia anterior, decidir, ainda assim, ir ao café de bairro tomar o pequeno-almoço, chegar lá e descobrir que os bolos de arroz já foram todos, aceitar esse facto com o auxílio de um pastel de nata, pegar no jornal desportivo e perder o interesse vinte segundos depois, tentar saborear o pastel de nata e, nisto, entrar um amigo do dono do café esfuziante porque "estão altas ondas na Costa!". E estavam mesmo. Doeu muito encontrar alguém claramente mais bronzeado do que eu naqueles primeiros minutos de dolorosa consciência matinal.

Previamente publicado na Onfire, escrito durante um Inverno de poucas idas ao mar que teimava em não acabar.

Publicado por vascomendonca em 10:36 AM | Comentários (3) | TrackBack

maio 08, 2007

Pouca gente conhece Wavetoon


De início estranha-se o universo, mas depois de entrar percebe-se melhor a vida que rola em Wavetoon. As ilustrações, bem, estou a pensar imprimir várias para o quarto do meu filho. Para que se vá habituando.
“Vou contando pra vocês neste blog, um pouco de mim e da minha terra, apresentando os meus amigos, as nossas praias e ondas. Falando nisso, na nossa ilha tem MUIIIITA onda, a natureza foi generosa conosco e nos deu uma costa repleta de picos alucinantes. Tá rolando até um livro, que em breve vai ser publicado, contando histórias reais acontecidas por aqui. Histórias que falam de surf, de aventura e amizade. Pouca gente conhece Wavetoon, mas posso garantir que é um lugar de sonho!"

Publicado por pedroadãoesilva em 11:19 AM | Comentários (2) | TrackBack

maio 06, 2007

saravá

O Brasil é a nova nação n.º1 do longboard mundial. Rajzman, campeão; Rodrigo, vice e Bahia 3º. Parabéns galera.


Carlos Bahia, 3º classificado Oxbow World Longboard Championship Anglet


Danilo Rodrigo, vice-campeão Oxbow World Longboard Championship Anglet


Phil Razjman, campeão Oxbow World Longboard Championship Anglet

Parabéns Brasil.

Publicado por pedroarruda em 08:05 PM | Comentários (4) | TrackBack

E já agora...

A reportagem "Por Este Rio Acima", hoje à noite, no Jornal da Noite da SIC.

Publicado por manuel castro em 06:39 PM | Comentários (5) | TrackBack

O ondas aconselha

Todd Terje - Eurodans

Publicado por vascomendonca em 05:34 PM | Comentários (2) | TrackBack

maio 05, 2007

Grandes Malhos


Daryl "flea" Virostko, Waimea, 15 de Dezembro de 2004

Publicado por pedroarruda em 02:24 PM | Comentários (6) | TrackBack

maio 04, 2007

ser

Confesso que tenho trabalhado muito nos últimos dias, coisa que, dir-vos-á quem melhor me conhece, não é costume. Que fazer quando os nossos melhores e mais próximos amigos não sabem verdadeiramente quem somos? Enfim, siga. A verdade é que nos últimos dias, nos intervalos inconstantes das rotinas dos afazeres, tenho-me ocupado com as transmissões live e com as fotografias de Teahupoo e de Anglet. E ao ver essas imagens dei por mim a lembrar-me da minha avó. Quando pela primeira vez me apaixonei por essa coisa das ondas, sim porque me apaixonei pelas ondas mais do que uma vez, (puto de dez anos empurrado por um amigo num espumaço da Costa de Caparica numa pranchinha de bodyboard dessas que se compra no supermercado, Suntalon…) nunca mais parei de me obcecar com tudo o que directa ou indirectamente, com certeza ou vagamente, fosse relacionado com ondas, mar, surf e bodyboard. Para a minha avó, coitada, isso significava obrigá-la a ver todos os minutos de ondas que surgiam na televisão da altura (falo-vos de um tempo em que não havia cabo, apenas satélite, mas dos poucos canais e poucos programas onde passava ondas não escapava nada, era isso e MTV, os velhos tempos do 120 minutes e do Alternative Nation…). A minha avó, que casou com um espanhol e gostava de touros, disse-me um dia, depois de passar infindáveis horas a olhar ondas e surfistas no ecrã da TV, que depois das touradas o surf era para ela o mais estético e sensual de todos os desportos. Vendo as imagens de bravura e graça de surfistas em Anglet e Teahupoo lembrei-me da minha avó. Há algo de indescritivelmente primário no desejo de ondas, como no desejo de arena. Há nas ondas uma ligação ao mais puro instinto, ao mais puro sentimento, de ligação à natureza, como com a cabeça de um touro. Um surfista e uma onda, um homem e um touro, encontram-se perante a capacidade mútua de aniquilamento. Remar para uma onda, entrar na arena, são momentos de igual imponderabilidade, de abismo, mas ao mesmo tempo de total entrega e compromisso, do ser consigo mesmo, com a natureza, com o momento, a historia, a natureza, o segundo, a sensação. Dizia-me a minha avó que nas touradas e no surf havia a mesma entrega a um destino de comoção interna pela hipótese de beleza em face da morte. Como se a vida pudesse ser resumida a esse eterno tango entre duas forças, igualmente vivas e poderosas, entre dois elementos, racional e indomesticável, humano e selvagem, iguais, opostos, a possibilidade de um abraço, de uma coreografia e, ao mesmo tempo, o imponderável, a exacta existência do erro, o falhanço e o fim. Há nas ondas e no touro a mesma capacidade, a mesma força, o mesmo destino, a mesma energia impulsionadora capaz de céu e de inferno. Há no homem que enfrenta a onda, como no homem que enfrenta o touro, a mesma sensibilidade e o mesmo ímpeto de beleza, de graça e de sublime. É a entrega total da existência a um único momento, um único segundo de vida, um batimento do coração. Por mais egoísta que isto possa parecer, ou machista e insensível, garanto-vos que não o é. Só um profundo amor pode levar um ser humano a lançar-se na natureza com um sorriso e uma sensação plena de preenchimento.


Anthony Walsh, Teahupoo


Manuel Jesus "El Cid", Sevilha


Carlos Bahia, Anglet

P.S. este post começou por ser uma tentativa de texto para a ONFIRE, depois as palavras levaram a melhor sobre mim e passou a um testemunho muito pessoal sobre o amor pelas forças da natureza, peço desculpa ao António, ao Hugo e ao Nuno, prometo enviar outro texto para vocês o mais depressa possível.

Publicado por pedroarruda em 12:59 AM | Comentários (13) | TrackBack

maio 03, 2007

serie "Grandes Malhos"


Jay Moriarty (1978-2001), Mavericks. 19 de dezembro de 1994, Jay tinha 16 anos.

Publicado por pedroarruda em 05:04 PM | Comentários (7) | TrackBack

maio 02, 2007

Mundo Perfeito #23

"o mais importante não é a queda, é a aterragem"
Mathieu Kassovitz, La Haine

Publicado por pedroadãoesilva em 05:37 PM | Comentários (4) | TrackBack