março 31, 2007

E MAIS UMA!!!!!

O Tiago está a surfar de uma forma tão agressiva que é contagiante! Ia tendo uns quantos ataques cardíacos neste heat!

Já tinha a certeza, mas realmente há algo diferente no Tiago este ano, e de maneira nenhuma ele passava este heat em anos anteriores. O homem finalmente está nos campeonatos, somente para uma coisa, ganhar!

Vamos em embora Tiago! SACA TUDO!!!

Publicado por miguel bordalo em 08:06 AM | Comentários (56) | TrackBack

elogio da barriga

Só hoje me chegou às mãos a última edição da Transworld Surf (contingências de viver no meio do atlântico…) e antes de fazer qualquer tipo de análise sobre o conteúdo uma coisa tem que ser dita, que é isto: o elogio da barriga. Não sei quantas pessoas repararam, mas na fotografia da capa surge um Jamie O’Brien entubando de boca aberta numa direita qualquer e, isto é que é realmente importante, com barriga. Sim, com uma barriguinha proeminente facilmente detectável para qualquer observador atento. Aquele extra de gordura é para mim um símbolo de humanidade, um sinal de esperança num mundo de abdominais perfeitamente esculpidos, um farol de desleixo num mundo viciado em yoga, pilates, fitness e inúmeras outras formas de tonificar os músculos. Longe da obsessão contemporânea pelo corpo perfeito, com os índices de massa corporal nos mínimos exigíveis e os bíceps formatados a horas de ginásio, naquela foto temos o jovem Jamie, surfista extraordinário, mostrando ao mundo que há mais coisas na vida do que um corpo perfeito. Podemos depois conversar sobre a cabeça do miúdo e as opções profissionais de quem não parece ter pachorra para QS e CT e outros ASP do género (se bem que eu acho que para o ano, quando o boy from Pipe, vir o compincha Reynolds estourando nas melhores ondas do mundo contra apenas mais um surfista na água, sim porque eu aposto já uma caixa de cervejas em como o Dane Reynolds entra já para o ano no WCT, quando o rapaz Jamie vir isso vai de certeza querer correr atrás…). Mas, sinceramente, para mim, que estou a ficar velho e gordo e careca, aquela foto foi um bom momento de identificação e um elogio da diferença num tempo feito de comportamentos iguais.

Publicado por pedroarruda em 12:01 AM | Comentários (168) | TrackBack

março 29, 2007

going and going and going

e o Tiago continua, surfando, surfando, surfando...

Publicado por pedroarruda em 03:30 AM | Comentários (319) | TrackBack

março 27, 2007

Mundo Perfeito #21


Leslie Feist
(no Canadá há ondas perfeitas, e também faz muito frio)

Publicado por pedroadãoesilva em 05:00 PM | Comentários (269) | TrackBack

março 25, 2007

começando bem o ano

Se a coisa fosse como no futebol podíamos dizer que o Saca está a ter o seu melhor inicio de época desde que começou no WQS. Como falamos é de Surf e o ano ainda é longo devemos dizer que o Saca está a ter até ao momento um fantástico início de ano, competindo com grande regularidade e segurança. O WQS não é uma prova de sprint, mas uma maratona onde tão importante como um bom arranque é saber manter o ritmo ao longo da prova e guardar uma réstia de esforço para a recta final. Neste momento o surfista que todos os portugueses sonham ver no WCT está no bom caminho, conseguindo óptimos resultados nas quatro provas que já disputou este ano. Agora vem aí um 6 ****** Prime e muitos pontos em disputa. Força Saca.


Tiago Pires, Hang Loose Pro Contest 2007, Cacimba do Padre, Fernando de Noronha

Publicado por pedroarruda em 02:33 PM | Comentários (14) | TrackBack

março 23, 2007

O Mar e o Sonho

São o mar e o sonho as duas partes mais importantes do Surf. São estes os elementos primordiais. A essência. É no mar que tudo se completa, no mar somos em plenitude, unificados com a matéria que nos envolve. É no mar que vivem as ondas, que são tudo para nós que vivemos nelas, por elas. O mar é o pai de qualquer surfista, o mar educa, o mar disciplina, o mar engrandece, o mar abraça e acolhe quando a vida se torna triste. E o sonho é a vontade, a esperança, o desejo. O sonho, como uma mãe, que nunca deixa desistir, que nunca nos abandona, que dá vida. O sonho de outras paragens, melhores ondas, novas manobras. O sonho de viagens infindáveis nos antípodas do mundo, correndo por praias a perder de vista, remando em mares de cores surpreendentes. O sonho de ser completo, em paz, de ter sempre o sal no corpo, o sonho de nunca acabar e de ser eterno, deslizar pela crista de uma onda que nunca se feche no horizonte de um sol que nunca se ponha. Sempre no mar vivendo num sonho, ou apenas o sonho do mar de amanhã.


Pipeline (que mais poderia ser?), foto de Aaron Chang.

texto publicado na edição 26 da ONFIRE

bom fim de semana

Publicado por pedroarruda em 07:57 PM | Comentários (3) | TrackBack

março 21, 2007

poesia das ondas.

De palavra em palavra
a noite sobe
aos ramos mais altos

e canta
o êxtase do dia.

Eugénio de Andrade

Publicado por manuel castro em 04:46 PM | Comentários (1) | TrackBack

Brincar com coisas sérias

Ontem uns deputados do PCP fizeram umas declarações insurgindo-se contra o facto de, apesar de ser expectável há muito tempo (anos) que viesse a acontecer o que aconteceu na Costa, ninguém ter feito nada. PCP que, por mera coincidência, há muitos anos preside à Câmara de Almada. Na altura, falaram das “marés vivas” que ocorreriam por estes dias. Hoje, do Ministro da tutela, finalmente despertado da sua longa letargia, chega-nos esta pérola: “As obras estruturais de fundo não se fazem em período de tempestade", sublinhou Nunes Correia em conferência de imprensa, explicando que foi necessário esperar por "condições do mar mais propícias" para iniciar estas duas intervenções. Segundo o ministro, só agora, depois daquelas que "terão sido as últimas marés vivas de grande dimensão", será possível avançar com as obras que, garante, "resolvem o problema" do avanço do mar na Costa da Caparica "de forma bastante duradoura” (via público).
Eu gostava de saber exactamente o que é uma maré viva, conceito que desconheço em absoluto. Mas, assumindo tratar-se de uma amplitude de maré muito significativa (baixa-mar com pouca altura e preia-mar com altura significativa – próprio da lua cheia e da lua nova), combinado com ondulação forte, gostava de saber o que é que impede que daqui a um par de semanas tenhamos novamente uma ondulação forte, com o pico na preia-mar. Aliás, a próxima preia-mar de lua nova, que ocorre no dia 17 de Abril, terá uma altura de 3.8, o que não representa uma grande diferença face aos 4.0 do da passada terça-feira. O senhor ministro, portanto, está a garantir que não vai haver uma ondulação com dimensões significativas na Costa portuguesa nessa altura. Acontece que há coisas com que não se brinca e a natureza é uma delas.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:09 PM | Comentários (4) | TrackBack

março 20, 2007

A política de trincheira


Há umas semanas defendia-se uns quantos apoios de praia (um eufemismo para descrever umas construções abarracadas onde se serve café e sumos a preços insultuosos); depois, o mar levou os ditos apoios e passou a defender-se o parque de campismo (um abarracamento permanente em plena faixa costeira que nunca deveria ter existido ali). Agora, que o mar cumpre o seu papel e ameaça o parque de campismo, o que é que se vai defender? A própria vila da Costa?
Entretanto, as várias autoridades continuam a reagir como se tudo isto não estivesse programado para acontecer. Estava e só não via quem não queria.
Ou muito me engano ou andaremos de trincheira em trincheira até à derrota final. Espero ao menos que a derrota final possa ser uma vitória: começar de novo.
(há uns tempos que não ia à Costa propriamente dita. Há um par de semanas, contudo, arrisquei uma ida às praias da vila na meia maré. Escuso-me a descrever a saída do mar, agora que não há nem praia, nem escadas, feita atirando-me literalmente para as pedras dos pontões, mas não deixei de ficar estupefacto com um novo prédio de vários andares que está a ser construído, em frente à praia do Barbas, ao pé da Carolina do Aires. Por este andar, daqui a quanto tempo é que estarão a criar valas para defendê-lo?)

Publicado por pedroadãoesilva em 01:53 PM | Comentários (4) | TrackBack

março 15, 2007

Banhos de Mar

Há um par de anos, tive o privilégio de jantar em Lisboa com Tonino Guerra, poeta, argumentista e co-responsável pela criação do universo que atribuímos exclusivamente a Fellini. Durante um fim de tarde e noite, partilhei com não mais de vinte pessoas, as palavras de um contador de histórias admirável, que aos oitenta e muitos anos mantinha os olhos vivos de quem vive numa infância exuberantemente reinventada – como aquela que se vê no Amarcord de Fellini e Guerra. Sei que guardarei muitas das palavras simples ditas por Tonino Guerra. Mas, de tudo o que ouvi, há uma lição de que não me esqueço e que arrisco citar de cor: “Os adultos têm sempre as mãos limpas. Eu tenho oitenta anos e lavo-as muitas vezes ao dia. Mas só quando as tenho sujas me recordo de quando era criança”.

Não pude deixar de me recordar de Tonino Guerra ao ler recentemente um pequeno e espantoso texto da escritora brasileira, Clarice Lispector, Banhos de Mar. Aquilo que para Tonino são “as mãos sujas”, são para Lispector “os banhos de mar”: metáforas para um regresso a um paraíso perdido, a uma infância absoluta de sensações e à qual somos capazes de regressar, num caso, através da sujidade das brincadeiras, noutro, com os mergulhos no mar e o cheiro a sal no corpo. “Somos crianças feitas para grandes férias”, escreveu Ruy Belo num dos mais magníficos poemas em língua portuguesa (A orla marítima). É essa a nossa natureza: buscar incessantemente a felicidade num feixe de luz que nos transporta para um passado que até pode não ter existido como o vemos hoje. Pouco importa. É esse passado, rescrito e reinventado, que recordamos. O correr dos tempos, intensifica esse retorno difuso às sensações de quando estávamos crianças, surpreendidos com a descoberta. O sentimento tende a agravar-se com a chegada dos filhos, quando, ao olharmos para eles, vemos nos seus sorrisos deslumbrantes a nossa própria felicidade.
Clarice Lispector conduz-nos com palavras doces para uma infância de tranquilidade, feita de banhos madrugadores no mar do Recife, levada pela mão do pai: “O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele”. O lugar era onde a felicidade começava e tudo era assombrosamente novo: “essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro”. A impressão táctil desse passado resistiu, a roupa e os cabelos impregnados de sal que iam secando no regresso a casa. E, no fim, uma crença que ficou para a vida, que era também a partilha de um léxico familiar: “meu pai acreditava que não se devia tomar logo banho de água doce: o mar devia ficar na nossa pele por algumas horas. Era contra a minha vontade que eu tomava um chuveiro que me deixava límpida e sem o mar”.
Leio e releio o texto de Clarice Lispector e quase que sinto o cheiro da infância – a t-shirt que se colava ao corpo com o sal que a costa atlântica portuguesa nos dá em doses generosas; as noites bem dormidas; os dias feitos de mergulhos e carreirinhas infindáveis nas ondas de verão que pareciam maiores do que realmente eram; as correrias; o bicicletar sem rumo; e mais tarde os primeiros take-offs, partilhados com um par de amigos. Tudo se torna nítido, como é próprio dos prazeres iniciais.
Mas o texto de Clarice tem um tom sombrio no final, a impossibilidade de regressar a esses tempos de banhos de mar: “A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais? Nunca mais. Nunca.”
Pois eu sei como se reencontra esse tempo. Pego na prancha, remo para o outside e, mesmo que não sorria como faz o meu filho, em cada onda que apanho fico perto do seu mundo fácil. É também para isso que serve o surf, para recuarmos ao tempo da ingenuidade, às suas sensações, aos seus prazeres e à sua libertinagem. Dentro de água tudo o resto desaparece e podemos beber, nas ondas, o mar. Depois, no regresso à Terra, o peso delicado do sal no corpo ajuda a sedimentar a memória da infância.

("banhos de mar" teve recentemente edição portuguesa no "curso breve de literatura brasileira", coordenado por Abel Barros Baptista e editado pelos Livros Cotovia, no volume, "conversa de burros, banhos de mar")

publicado na coluna Sal na Terra da Surf Portugal

Publicado por pedroadãoesilva em 04:50 PM | Comentários (4) | TrackBack

março 13, 2007

Delírios Invernais

Faltam poucos minutos para as seis da manhã

Seguro o volante com as mãos e, com esperança de não perder o controlo do carro, entrego o meu destino à tecnologia do ABS sem realmente perceber sequer o que isso é.
Chegámos a um ponto de subordinação da modernidade em que, por vezes, a nossa própria vida pode chegar a depender disso. Claro que não seria este o caso - mas um pouco de drama não faz mal a ninguém. Os telemóveis que nos seguem os passos como uma sombra, a oferta absurda de canais de televisão que nos enlouquece com um simples zapping, os computadores e as suas avarias cirúrgicas, que acontecem só quando não devem e deitam fora trabalhos de dias, semanas, anos. Estamos presos num conforto virtual - somos reféns da modernidade. Temos a falsa ideia que somos controlados por esses mecanismos que nós próprios inventámos, quando a nossa capacidade de revolta quanto a isso é muito maior do que podemos supôr.

Numa altura em que parece que não há nada mais para inventar no surf – embora haja, sobretudo para reinventar, dentro de cada um de nós – uma certa, e falsa, sensação de domínio sobre o elemento nesta ancestral dança com o mar, também aumenta. Estamos no mais puro exercício de libertação possível, mas perante o mais susceptível dos elementos. Chegamos a um lugar e queremos aquelas ondas – é um desejo óbvio que aqueles breves minutos de ponderação disfarçam.
Absorvidos com a adrenalina, que bombeia e detona doses de uma felicidade inconsciente , deixamo-nos envolver por essa energia estranha, e abraçamos tanto o momento que o pensamento racional se torna quase num delírio - um estranho desejo alucinogénico. E, há momentos em que isso nos faz esquecer que no mar somos meros soldados de papel.

Cada vez gosto mais de surfar no Inverno. Parece-me cada vez mais indiscutível que no Inverno é que é – boas ondas, que dão para fazer surf a sério e fugir à cultura reinante das dez manobras por onda. Pelo menos, no meu (muito teórico, é certo) ideal de surf - arcos profundos, curvas amplas, rail, mínimo de movimentos, linha e colocação. Depois de semanas de trabalho a fio, a adormecer com a sinfonia das ondas e a ver, sem poder tocar, o mar todos os dias, fui provar um pouco dessa minha muito ansiada sobremesa mental.

Depois de dois dias divertidos, que nem chegaram para requentar o que estava há muito frio, finalmente chegou o swell desejado. Uma esquerda perfeita sugava areia junto às rochas numa baía de água esverdeada. "Redenção", pensei. Remei para fora e erámos três ou quatro no pico.
Meia-hora depois veio um set daqueles. Passámos a ser ainda menos no pico. Resolvi dar descanso ao meu ego e sair disfarçadamente. Demorei outra meia-hora.
A maré vazava com aquela rapidez típica das luas cheias. Os sets entravam sem pudor - podia não ser bem este o caso, mas, novamente, um pouco de drama não faz mal a ninguém.
Perco e ganho forças ao sabor da corrente. Chego cá fora e olho para a baía esverdeada e a esquerda perfeita. O cenário é o mesmo, mas agora adjectivo-lhe uns quantos depreciativos.
Uma miúda com ares polinésios cruza-se comigo. Não parecia achar o mesmo.
Lá se vão os arcos profundos, as curvas amplas, rail, linha e o mínimo de movimentos – com colocação, claro.

Faltam poucos minutos para as seis da manhã

Numa estrada feita manteiga saio da Ericeira em direcção a Lisboa para depois partir para alguns dias de ondas. Depois de derrapar num susto, preocupo-me com o que me não me controla e não me preocupo com o que, realmente, tem a capacidade de me controlar.
E, dias depois, nessa manhã de Inverno, numa pequena baía com o mar esverdeado, daquelas que andava à espera há muito, voltei a aperceber-me disso. Somos e fazemos o que o mar nos deixa. Ali controlamos zero e os nossos paradigmas não valem nada.
Se inventámos todos aqueles aparelhos que nos irritam, é também verdade que o mar e a água nos inventaram a nós. E a nossa capacidade de revolta quanto a isso, a nossa forma, ainda que efémera, de fugir a esse controlo absolutista e poderoso do mar, é também algo de muito maior do que muita gente pode supôr. Chama-se surf.

Publicado na SURFPortugal nº169

Publicado por manuel castro em 03:06 PM | Comentários (6) | TrackBack

março 11, 2007

...

Publicado por manuel castro em 09:10 PM | Comentários (10) | TrackBack

março 09, 2007

Simplicidade, Estilo e eternidade

Miles, Platão e Curren são o exponencial máximo, na sua arte, dos substantivos titulados.

Depois de mais um campeonato intenso, no WCT, cheio de manobras, truques, saltinhos, viras e outros rodriguinhos, apeteceu-me relaxar. Estive a ver uns quantos vídeos do Tom Curren e parece que tudo encaixou novamente no sítio... Para mim é evidente quem é o melhor surfista do mundo, e esse surfista não é Tom Curren, e nem podia ser...

Miles Davis também serve para voltar à base, por vezes, ao ouvir jazz, uma pessoa pode distrair-se com os pormenores técnicos de alguns músicos, ficar maravilhado e finalmente cansado. Eu até sei quem é o melhor músico de jazz de sempre, e esse músico não é Miles Davis, e nem podia ser... apesar de, neste caso, Miles até ser o meu músico de jazz preferido.

Na filosofia os séculos passaram e teorias foram criadas e recriadas, estudadas e refutadas, analisadas e adulteradas. A génese de toda a ciência complexificou-se, verdade seja dita, desde o tempo da Grécia antiga que há um ou outro filósofo que nunca deixou de ser um pouco hermético, o que faz parte da filosofia, e por vezes faz sentido que assim seja - porque a questão é complexa e não há maneira de a compreender sem descodificar a própria linguagem. Deverá haver filósofos de grande valor, será difícil classificar Platão como O melhor filósofo de todos os tempos, seria um exercício fútil, mas acima de tudo não seria justo para o autor...

As três palavras:

Simplicidade é quando Curren desenha a linha, e ao contrário do surfista que se lhe segue, nada é forçado. Quando Curren desenha uma linha, a linha parece ter sido desenhada antes de ele lhe passar por cima. Voltar ao básico, desenhar no picotado, sem que o picotado esteja realmente lá. Miles tem essa característica, não ouvimos dele uma nota a mais, o floreado, tudo encaixa, desde a primeira vez que ouvimos que a música faz sentido, apesar de ser surpreendente, tal como as linhas de Curren – EXACTO! – exclama-se como um aluno que chegou lá, mas um segundo tarde demais, sem perceber, nem se importar, de ter sido levado ao colo. Platão tem esta característica, toda a explicação tem de fazer sentido, entramos num diálogo separado por séculos, e tudo ainda faz sentido, porque é simples, porque o que tem de ser dito é dito, e nada mais.

A simplicidade leva ao estilo. O acto de tornar as coisas simples, faz com que tudo faça sentido, e logo, torna-se agradável aos sentidos. Os sentidos odeiam o supérfluo, porque os sentidos são desconfiados. Uma rasgada é assim, porque teve de ser assim, e o braço tinha de estar ali, e o rabo nesta posição, e os joelhos exactamente àquela distancia, nada é forçado, tudo é evidente. Se as notas fazem sentido, o nosso ouvido não fica contrariado, ouve relaxado, recebe relaxado, entende a posição, é daí que vem o estilo. Miles segura e liberta, constrói momentos para os libertar da maneira perfeita. Tal como na escrita. Haverá maneira mais evidente, lógica e compreensível do que ensinar um aluno, mesmo 23 séculos depois, senão através de um diálogo?

E finalmente a eternidade, porque ser o melhor do mundo não é eterno. O melhor surfista do mundo pode ser o segundo melhor amanhã. O melhor músico do mundo pode ser o segundo melhor amanhã, o melhor no dia seguinte, e o pior dois dias depois... O filósofo, bem... para uns é compreensível, para outros é estúpido, para uns é genial e para outros assim e mais ou menos.

Mas os três de que vos falo, e só falei em três, para não se falar em mais ninguém, são responsáveis por muito mais do que serem melhores ou piores. Eles são responsáveis por bases, eles são fundamentos, eles são a definição ontológica da arte ou ciência que praticaram. Compará-los, graduá-los, simplesmente não tem sentido.

Publicado por miguel bordalo em 12:55 AM | Comentários (10) | TrackBack

março 08, 2007

Não tentem isto em casa

Publicado por manuel castro em 01:59 PM | Comentários (18) | TrackBack

março 07, 2007

A BOLA: "Notícias na hora"

"SURF: Fanning vence em Gold Cost

O surfista australiano Mick Fanning derrotou o compatriota Bede Durbidge na final da competição em Gold Costa, primeira etapa da WCT.

(foto de arquivo do slater em tavarua para dar bom aspecto à coisa)


O esforço desenvolvido por Bede Durbidge na meia-final para derrotar o campeão Kerry Slater acabou por pesar na final, onde perdeu para Fanning.

Resultados:

Meias-finais:
1. Bede Durbidge (AUS) 19.40 x 18,73 Kelly Slater (EUA)
2. Mick Fanning (AUS) 18,13 x 7,33 Taj Burrow (AUS)

Final:
Mick Fanning (AUS) 16.17 X 12,00 Bede Durbidge (AUS)"

Mas como é o site de um jornal dedicado a matérias do foro esférico, como é melhor que nada, uma pessoa passa à frente. O pior é quando pessoas que até percebem do assunto fazem coisas parecidas - ou muito piores.

Publicado por vascomendonca em 11:33 AM | Comentários (129) | TrackBack

março 06, 2007

eu sei que ele ainda tem de comer muita sopa

E é claro que o rapaz ainda não tem experiência suficiente onde a contenda é normalmente decidida. Ainda assim, isto é um bottom à campeão mundial.

Publicado por vascomendonca em 07:36 PM | Comentários (11) | TrackBack

Gostava de ser jornalista

Final Results:
Final: Chelsea Hedges (AUS) 11.33 def. Carissa Moore (HAW) 6.70

Roxy Pro Semifinal Results:
Semifinal 1: Carissa Moore (HAW) 15.43 def. Rebecca Woods (AUS) 10.50
Semifinal 2: Chelsea Hedges (AUS) 13.33 def. Silvana Lima (BRA) 12.50

Roxy Pro Quarterfinal Results:
Quarterfinal 1: Rebecca Woods (AUS) 16.16 def. Amee Donohoe (AUS) 13.83
Quarterfinal 2: Carissa Moore (HAW) 16.50 def. Megan Abubo (HAW) 7.64
Quarterfinal 3: Silvana Lima (BRA) 18.80 def. Melanie Redman-Carr (AUS) 8.09
Quarterfinal 4: Chelsea Hedges (AUS) 14.33 def. Stephanie Gilmore (AUS) 9.16

Para perguntar à Carissa Moore o que é que ela quer ser quando for grande.

Publicado por vascomendonca em 11:35 AM | Comentários (6) | TrackBack

O melhor momento de 2007?

Sim eu sei, não está muito imaginativo o departamento dos títulos neste blogue... mas o que eu acabei de ver do Slater foi algo inesquecível!

Um 10 e um 9.qualquer coisa, que será a melhor pontuação que vamos ver o ano inteiro, muito provavelmente.

Mas o 10 é que foi realmente impressionante, não só pela maneira como o homem fez a sequência das manobras, não só pela qualidade isolada de cada manobra, mas também porque numa onda com 9? manobras ou mais, todas foram completamente diferentes! Jà disse coisas a mais... se não viram vejam nos vídeos amanhã!

Publicado por miguel bordalo em 02:13 AM | Comentários (3) | TrackBack

março 05, 2007

2007 os piores momentos

BEDE DURBIDGE

AKA: Durbo, The White Fijian
Birth date: February 23, 1983
Birth place: Brisbane, QLD Australia, but now resides in Currumbin, QLD, Austrlia
Home beach: Currumbin

Stance: Natural (regular) foot
Weight: 178.6 lbs (81 kilos)
Height: 6’1" (202 cm)

Sponsors: Mt. Woodgee surfboards and Creatures of Leisure accessories
Primary shaper: Wayne McKewen
Favorite waves: Hollow Rights
Favorite maneuvers: Aerials
When he’s not in the water, you can find him: Golfing, fishing or kicking the footy
Favorite surfers: Kelly Slater, Andy Irons and Joel Parkinson

CAREER HIGHLIGHTS
Career Earnings: US $231,385
Years on the Foster's ASP World Tour: Bede’s first year was in 2005 making this season his third season
Highest Foster's ASP World Tour Rating: His 2007 position at 15 is his best
Years on ASP WQS: Seven (2001 – 2007)
Highest ASP WQS Ratings: 14th in 2004
Career Victories:
2006- Boost Mobile Pro Presented by Hurley, Lower Trestles, California - USA
2004- Nokia Lacanau Pacific Motion Pro, Lacanau - France (ASP WQS)
2003- Rip Curl Newquay Board Masters, Newquay - England (ASP WQS)
Other Accolades:
- 2nd at 2003 Rip Curl Newquay Boardmasters

SEM PATROCINADOR PRINCIPAL!!!


Bede em acção no Boost Mobile Pro, Trestles, do ano passado


Publicado por pedroarruda em 11:42 PM | Comentários (3) | TrackBack

março 04, 2007

2007 os melhores momentos

Roxy Pro, Snapper Rocks, Gold Coast, Australia, Mar. 3

Heat 4: Carissa Moore (HAW) 15.66 def. Layne Beachley (AUS) 9.34

Wildcard Carissa Moore (HAW), the 14-year-old phenom, has just scored a sensational upset in eliminating reigning and seven-time ASP Women's World Champion Layne Beachley (AUS) from Roxy Pro competition.

Moore, who bested Beachley in Round 1, dominated the peaky righthanders, netting the day's high single-wave score of a 9.33 out of a possible 10 for a combination of big hacks and fin-free maneuvers.

Halfway through the heat, the youngster Moore had Beachley comboed and looking for scores that never came.

Publicado por pedroarruda em 11:26 PM | Comentários (0) | TrackBack

2007 os melhores momentos

Quiksilver Pro, Snapper Rocks, Gold Coast, Australia, Mar. 4

Heat 2: Jake Paterson (AUS) 16.00 def. Andy Irons (HAW) 10.07

Wildcard Jake Paterson (AUS) has just scored arguably the biggest upset of the event in knocking out former three-time Foster's ASP World Champion and No. 2 event seed Andy Irons (HAW) in Heat 2.

The former elite tour stalwart Paterson got underway quickly, locking in two solid scores and putting Irons on the rope.

The fiery Hawaiian was unable to secure a solid score in the tricky high-tide conditions before Paterson nailed the coffin shut with an 8.33.

Publicado por pedroarruda em 11:14 PM | Comentários (0) | TrackBack

março 03, 2007

2006 os melhores momentos

Como já disse antes, comparar as ondas de 2006 com as ondas de 2005 no circuito mundial é um pecado. Mas a prova de que o que faz o circuito são os surfistas é o interesse que cada um teve em ver o WCT... (Qual foi o vosso?) Para mim foi bom, apesar da facilidade com que o Kelly ganhou o mundial ter sido engraçada, mas uma pena ao mesmo tempo.

Para recordar um pouco 2006 vou falar dos momentos altos de cada evento. Se tiverem algum momento para recordar não se esqueçam de falar nele nos comentários

Gold Coast - Kelly Slater a surfar tanto no Super Bank, enquanto esteve bom, como no beach break para onde passaram a competição. Kelly surfou mais que os outros, estava entusiasmado e em grande forma.


Foi aqui que foi ganho o título de 2006

Bells - Occy nos quartos-de-final contra Andy Irons, o grande ogro tinha o destino da sua carreira, a curto prazo, dependente de uma onda magnífica que apareceu em Bells. Irons tinha prioridade, mas estava ainda a regressar, foi um erro de Occy um pouco antes a pedalar para uma onda em que não conseguiu entrar. Ainda assim, o mais carismático surfista de todos os tempos decide arrancar, Irons ainda se faz à onda, e ou não consegue, ou não quis estragar o momento. Occy obliterou aquela onda, foi um momento incrível. A manobra de Slater na final que lhe deu a vitória ficou bem perto...


Occy esteve imparável


Não sei o que vos aconteceu, mas estava acordado à quatro ou cinco da manhã, levantei-me da cadeira, mãos na cabeça, seguido de um aplauso. O triste? Estava sozinho... há quem fale sozinho... é pior, não?

Teahupoo - Capacidade de adaptação de Slater – se não se tivesse lesionado Slater tinha ganho os três campeonatos consecutivos, e depois ainda seria pior do que foi. As ondas em Teahupoo estavam estranhas, havia heats em que o mar oferecia tubos, havia heats em que não oferecia nada. Slater nem esperava para saber, quando o vento estava assim o tipo fazia tubos, quando o vento estava assado, o tipo destruía as ondas com manobras. Ganhou a Bruce Irons assim, que quase a chorar se queixava de ter ficado quase 15 minutos à espera de uma onda com um bom tubo... 15 minutos à espera de uma onda? Assim vai ser difícil para o Bruce.


Slater fez tudo o que quis neste campeonato, o floater que acabou por o lesionar foi insano!!

Fiji – foi tão desinteressante Fiji, que por vezes faz medo pensar o que acontecerá se Slater sair do circuito. Provavelmente muitos rookies vão tomar conta da competição, é a única alternativa. Bobby Martinez fez um tubo fantástico neste prova. Ninguém acreditava que o homem iria sair de lá. Depois de ganhar teahupoo, as exibições em Fiji serviram para confirmar Bobby como muito perigoso de... front side! Mania de dizer que o que é bom em Martinez é o backside. Irrita! A qualidade de Martinez, como qualquer surfista de topo é ser bom a ir para os dois lados.


Ainda agora se olharem bem não se percebe como é que saiu dali!

México – as ondas foram as melhores do circuito e o melhor surfista no México, para mim, foi Pancho Sullivan. Algumas das suas manobras no México ainda hoje me fazem impressão quando as recordo. Foi quase o único bom evento que Pancho fez o ano inteiro. Mas há duas manobras que não me vou esquecer tão cedo. Pancho avançava na onda, dava uma enorme cacetada tipo snap, arrancava para um cut back curto para dentro do tubo, e saía!!!!! Incrível!


uh...

Jeffreys – J-Bay este ano esteve estranho. Não esteve sequer decente a não ser no último dia, e mesmo nesse dia não foi nada de especial. Mick Fanning a controlar Slater na meia final foi um momento interessante. Fanning estava preparado e completamente motivado para bater Kelly. Ainda assim, do outro lado da árvore estava Taj Burrow, num momento em que ainda muita gente acreditava que podia ser este ano que Taj iria dar o salto, foi dele que se viu o surf mais evoluído.


Fanning esteve na zona

Trestels - Em Trestels a grande surpresa, por incrível que pareça, foi Occy. O homem surfou tanto com transições de manobras tão rápidas que ponha qualquer surfista envergonhado. Foi o surfista mais rápido no campeonato e o heat contra Fred Patachia, não me lembro em que round, foi inacreditável, o havainano ficou quieto no outside, boquiaberto, a ver um homem de 40 anos a dar-lhe a coça da vida dele!


Occy! Occy! Occy!

França - Joel Parkinson.


Esteve noutro nível! Quem o viu no free surf disse a mesma coisa

Espanha - Joel Parkinson.


O relógio devia ter ido para para o Vitor Ribas! O resto até encontrar Slater foi só Joel!

Brasil - Tenho de pedir desculpa aos nossos amigos do Brasil, mas confesso não ter visto o campeonato. Tudo estava decidido, Sl8ter não apareceu, mas as ondas estiveram bem melhores do que p habitual. Confesso que comecei a ver este campeonato, mas o pior dos campeonatos no Brasil não são as ondas, nem por sombras, como se pode ver pela foto - para uma pessoa em Portugal o pior é o Webcast. É tarde, e não se consegue ver nada de jeito. Simplesmente tira a vontade...


O Fanning esteve em grande

Pipeline - Bom Pipeline até à final teve um surfista - Kelly Slater - mesmo quando perdeu contra o punheteiro do O'Brien o Slater pareceu em forma. Foi o surfista que fez mais ondas de 10 pontos no campeonato. Contrariado com o formato apresentado com quatro surfistas, já não é novidade que Sl8ter faça uma interferência. Em 2005 custou-lhe uma eliminação. Em 2006 a vontade era tão grande que lhe valeu uma onda de 10 pontos. Na final parecia ter tudo dominado, mas aí veio Andy. E como se sabe Andy é o único tipo que consegue bater o pé a Kelly, e assim o foi. A exibição em 10 minutos de Andy foi uma das melhores coisas que aconteceu ao surf profissional. Parecido com a exibição de Slater contra Bruce Irons em 2005 em Teahupoo. Não chegou para ganhar o mundial, mas nesse dia a vitória foi para Irons. Se lhe perguntassem, Kelly? Preferes ganhar dois mundiais ou dois pipe masters? Neste momento SLater provavelmente escolheria a segunda.


Slater brincou com as ondas no último dia da competição


Onda vencedora, com um floater impossível no final

ps: Gosto muito desta foto de Slater em Bakio. Dizem que o grande defeito do Slater é atirar muito os braços para o ar. Eu vejo harmonia, parece um guerreiro numa banda desenhada... os dedos todos esticados, o ar concentrado, pouca expressão facial. Colocação perfeita da prancha, leque lindo. O campeão mundial!

Publicado por miguel bordalo em 01:08 AM | Comentários (3) | TrackBack

março 01, 2007

um dos eliminados no round 1

É assim.

Eu queria escrever um post mais interessante, mas o internet service provider não me deixou ver as baterias de ontem.

Publicado por vascomendonca em 07:25 PM | Comentários (230) | TrackBack

ASP – Associação do Slater & Profissionais

Já começou o tempo de espera da primeira etapa do WCT, e a pergunta subsiste desde 2005, e o Slater?

Pouco mais importa para os fãs e aqueles que o querem ver perder. Se alguém fica indiferente, bom.. o surf competitivo, para esse guarda da rainha, não é o seu desporto.

A verdade é que os maiores interessados em que Slater fique só podem ser os surfistas do WCT, pelo menos o top 10. É fácil de explicar - para Fanning, Andy, Parko e companhia a vitória de Slater em 2006 foi muito próxima de uma vergonha. Não que eles não saibam que Slater é o melhor surfista de todos os tempos, isso é uma verdade de La Palice, mas porque este tipo - que eles pensavam acabado, e em comparação com eles próprios, apregoavam ao mundo que eram superiores - deu-lhes um dos maiores bailes de que há memória na história recente do surf. E não há outra maneira de o descrever - foi um baile!

É verdade que Fanning parece sempre bem. O ultra concentrado Fanning que entra na água primeiro que todos e é sempre o último a sair, já está a ficar famoso pela sua capacidade de concentração, ainda bateu o Kelly umas quantas vezes este ano. Mas há campeonatos, e arriscaria a dizer, há ondas, que não são compatíveis com o surf de Mick. Já Parko, indicado por muitos como o melhor em 2006 - não sei porque raio de razão – deve ser o surfista mais frustrado deles todos, perdeu três vezes este ano para o Kelly, a última recusou-se a apertar-lhe a mão, em Mundaka; a segunda foi em Trestels, completamente dominado; e a primeira caiu “vítima do cansaço”, o que também é engraçado, visto Kelly ter mais 10 anos que o senhor estilo... A mim já ninguém me engana com a peta que estes dois tipos não têm vontade suficiente para ganhar o mundial, em 2006 quiseram, mas nem perto estiveram.

O Andy é outro caso, se o Kelly sair do circuito, o Andy nem sequer fica no top 10, cai para o mesmo estado de espírito do seu irmão. O ano passado foi um ano sabático de Irons, sinceramente não esperava nada dele, e Andy foi até muito melhor do que eu estava a pensar. Perdeu para Slater em 2005 de uma forma um pouco dramática, vítima em parte das suas próprias queixas. Em 2006 era normal aparecer mais calmo, ainda assim ganhou uma das finais mais incríveis de sempre em Pipe, e ganhou o campeonato com as melhores ondas de todo o ano, no México. Este ano Andy não vai deixar o Occy partir na melhor onda do dia quando ele tiver prioridade...

Mas no novo ano há muitas outras novidades que vão fazer com que o circuito melhore. Os novos rookies são incríveis, se se pensava que no ano passado eram bons, este ano são bem melhores, e todos os anos promete ser assim. Josh Kerr, Jérémy Flores, Ben Dunn, Royden Bryson, a nova escola de talentos não vai tomar prisioneiros, até porque são novos e arrogantes o suficiente para não ligarem muito ao facto de serem eliminados do circuito ou não!

Nota mais pessoal: Bernardo Miranda está de volta... com certeza mais forte, e mais experiente. Eu sou fã do surf do Bernardo e vai ser um prazer vê-lo surfar ao vivo mais vezes.

Teremos também Mick Campbell, um tipo sui generis, que mesmo que não venha a surfar coisa nenhuma, que é um risco, vai criar alguns momentos engraçados, no mínimo! Na mesma base, um pouco mais calmo, mas não menos polémico, está de volta Neco Padaratz. É bom para o circuito ter tipos que não se intimidam com ninguém. Estes dois vão deixar marca.

Para 2007, para lá da continuidade de Slater espero bem que as ondas não nos deixem tão mal como no ano passado. Não houve um único evento, excepto no Brasil, onde as ondas estivessem melhores, foi um pouco perturbador ver o Dream Tour de 2005 comparado com o de 2006.

Preparem as equipas no Fantasy Surfer, eu já tenho a minha! Este ano promete. Prometo também, dentro em breve, contar aqui os melhores momentos de 2006 em cada prova. Só para podermos recordar...

Publicado por miguel bordalo em 12:48 AM | Comentários (172) | TrackBack