novembro 29, 2006

A Besta

Enquanto no Havaí se espera e desespera, e como ainda não falei aqui do oitavo título de Kelly Slater, resolvi celebrar a conquista do meu surfista preferido da melhor maneira possível: calado.

in Campaign 2

Publicado por manuel castro em 07:25 PM | Comentários (17)

novembro 28, 2006

Radiograma

Alegre triste meigo feroz bêbedo
lúcido
no meio do mar


Claro obscuro novo velhíssimo obsceno
puro
no meio do mar

Nado-morto às quatro morto a nado às cinco
encontrado perdido
no meio do mar
no meio do mar

Mário Cesariny de Vasconcelos 1923-2006

Publicado por pedroadãoesilva em 03:45 PM | Comentários (2)

novembro 23, 2006

NA MUCHE

Não tenho tido muito tempo para escrever, mas a análise ao último WQS está aqui. Travis Ferre tirou-me as palavras da boca. Exceptuando que eu acentuaria o facto de que Taj, talvez, tenha sido mesmo prejudicado. Mas Andy esteve noutro mundo, e tudo ficou decidido pela escolha de ondas... quando se está em sintonia...

Publicado por miguel bordalo em 10:02 AM | Comentários (1)

novembro 22, 2006

One down, two to go

Primeiro terço da temporada havaiana concluído. AI regressa às vitórias em casa. Grande Micky Picon surfa que se desunha e chega a uma final com dois havaianos e um australiano. Haleiwa funcionou mas não muito. O Tiago foi eliminado cedo demais numa bateria em que um tal de Simão Romão não ajudou. Agora não precisa de fazer contas. Tem mesmo que ganhar em Sunset. A onda não lhe é estranha. Já ali foi segundo, quem nos diz que não ganha desta vez? Os ateus que façam figas. Quanto aos crentes, não custa nada incluí-lo na oração.

Publicado por vascomendonca em 06:09 PM | Comentários (10)

novembro 19, 2006

Next call tomorrow at 7:30am

Kam Highway

Já começou. As nexts calls mais aguardadas do ano.
A cereja no topo do bolo do surf profissional, o final de todos as ânsias que se fazem em finalmentes - é por isto que esperamos durante um ano.
A Triple Crown havaiana está on . Entre vitórias e derrotas, pontos e rankings, o que aqui conta verdadeiramente são as ondas que cada um apanha. É com elas que se fazem e arrasam egos, constroem mitos e edificam lendas, num livro ao qual se está sempre a acrescentar personagens, histórias e capítulos, em páginas abertas ao ritmo dos "building swells".
Ontem, contrariamente ao ano passado, Haleiwa abriu com ondas muito pequenas, morna, fria até para Neco Padaratz, que perdeu de primeira e teima em não assegurar rapidamente uma vaga que já pareceu pertencer-lhe pela certa. Pelo contrário, o esquadrão havaiano avançou em peso, esquecendo o inside de Haleiwa e indo, ao longo de vários heats, para Avalanches esperar pelas maiores e mais gordas esquerdas, que trouxeram os scores mais altos do dia. Mas o que é que isso interessa?

Hoje é o nosso dia. Vamos ter, se tudo correr como planeado - que não tem tradução em havaiano, pelo que nada é realmente certo - Justin e Saca.
Tiago, cujo nome continua a despertar constantes referências, quem ouviu ontem o webcast sabe do que estou a falar, e não por acaso.
O facto de ser um dos cinquenta melhores surfistas do mundo e o nome que ao longo de dez anos construíu no North Shore, onde o seu surf enche os olhos, chegam para perceber os elogios constantes e também, para lembrar o enorme previlégio que temos, como pequeno (e periférico) país na órbita do surf mundial, de ver o Tiago no Havai como nome a abater.
Cá por mim, espero que ele se divirta muito e apanhe ondas boas - mas mesmo, mesmo boas. Isso será meio caminho surfado para ele voltar com os seus objectivos pessoais concretizados - e isso é que importa.
Justino, esse, na sua segunda temporada, e depois de uma estreia no ano passado bem ao estilo survivor - e com um grande resultado em Sunset - pode também beneficiar do facto de não ter, obrigatoriamente, que fazer resultados bons. Sendo assim, vai ter a pressão, como todos os outros, de estar no Havai com aqueles, como ele próprio diz, tremendos cacetes. A nível competitivo pode sempre colher frutos de ser um underdog no Havai.

Family Ties, ontem, nos primeiros rounds do Op Pro, Mason Ho eliminou o tio, Derek Ho. Coisa que não se faz. Menos, claro, no Havai.

tons havaianos de começo de temporada.

turma brasileira a fingir que sabe jogar à bola. Pigmeu está dentro do WCT 2007 e Bruno Santos é convidado especial para o Pipemasters. Destes dois pode-se sempre esperar muito nesta temporada havaiana.

update
19 Nov. - 6:43 am - - - - - Morning Update - - - - - Contest is ON - - - -
2 to 3 at Haleiwa 4 to 6 at Avalanche competition is ON, round of 128 and half of round 96 clean conditions building Northerly swell.

Publicado por manuel castro em 03:33 PM | Comentários (3)

novembro 16, 2006

o inverno havaiano está prestes a começar

E parece que começa a carburar também deste lado do mundo.

Publicado por vascomendonca em 02:55 PM | Comentários (3)

A gente é que anda meio distraída

Mas este senhor e esta senhora são os novos campeões nacionais de Surf Open. Parabéns ao Ruben Gonzalez, à Patrícia Lopes e à Alfarroba, que gentilmente nos cedeu estas imagens, por mais um ano de sucesso. Venham mais, muitos mais.

Publicado por vascomendonca em 02:20 AM | Comentários (2)

novembro 14, 2006

A realidade é real


Tenho um amigo que surfa muito mais vezes do que eu. Invejo-o por isso. Mas invejo-o ainda mais porque sempre que lhe pergunto como estava o mar, a resposta é, invariavelmente, “óptimo”. É verdade que quando vem da Ericeira e me fala de direitas inacreditáveis, as descrições são credíveis. Mas mesmo quando regressado da Costa da Caparica, os relatos são semelhantes: “o mar estava muito bom”. Tudo independentemente do que as webcams mostravam ou daquilo que o windguru previa.
As histórias do meu amigo Miguel fazem-me recordar as histórias de pescadores. Como é sabido, conversa-se com um pescador e ele ou viu ou, em alguns casos, pescou peixes irrealisticamente grandes. Acontece que, muitas das vezes, os pescadores quando contam as suas histórias não mentem. Limitam-se a relatar a realidade como a viveram. Claro que o meio ajuda a explicar a diferença entre o que se vê e vive e as coisas como elas de facto são. A água desproporciona, aumenta e, essencialmente, amplifica as nossas sensações. Quando surfamos não temos os pés assentes em terra firme, o que faz com que deixemos de percepcionar a realidade de modo adequado. É em parte por isso que os surfistas, tal como os pescadores, têm tendência para alimentar lendas e rescrever o que se passou. A melhor pescaria não foi provavelmente uma grande pescaria, do mesmo modo que a melhor surfada não foi necessariamente uma grande surfada. Mas isso é o que menos importa.
Na verdade, o prazer que retiramos do surf tem também a ver com a descontinuidade no espaço em que decorre a experiência. Na água sentimos o peso dum modo diferente e, por mais que surfemos, os nossos mecanismos de percepção estranham o contexto. O Miguel é apenas um caso disso mesmo. De facto, para ele, as ondas estiveram mesmo óptimas, incríveis e todos os outros adjectivos que lhe ocorra mobilizar.
Se com o surf temos sensações que nos levam a rescrever a realidade, uma surf trip em registo familiar levou-me a uma experiência não surfística, ainda assim do mesmo tipo. E não, não foi nenhum tipo de alucinógenos.
O País Basco espanhol tem conhecidos locais de manifesto interesse surfístico, ainda para mais, durante o Verão, com uma improvável água quente. Mas mesmo para o surfista viciado em ficar na praia, a olhar para o horizonte à espera que um swell estival acabe por chegar, vale a pena pôr o surf de lado por um dia ou dois para ir a Bilbau. Se nada mais, para visitar o magnífico Museu Guggenheim, projectado por Frank Gehry. Se todo o edifício questiona o modo como olhamos para os espaços e a forma como percepcionamos a realidade, a instalação de Richard Serra – que faz parte da exposição permanente e que ocupa a maior sala do museu – é, tal como o surf, a corporização dos problemas que as nossas categorias de entendimento têm para processar experiências estranhas ao quotidiano, para as quais o nosso corpo parece não ter sido formatado.
A ideia da instalação é simples: um conjunto de elipses metálicas, castanhas escuras, através das quais é possível caminhar. Ao atravessá-las é inevitável que tenhamos uma ilusão óptica e que percepcionemos o espaço dum modo diferente daquele que vemos posteriormente, quando olhamos de fora para a instalação. Como no surf: sentimos uma coisa, que depois olhada com olhos de ver é distinta. No texto explicativo, Serra sublinha exactamente a impressão de ausência de peso produzida pelas elipses e o modo como a experiência colide com a noção de “tempo real”, substituindo-a por uma sensação fragmentada, descontínua, descentrada e sem coerência narrativa.
Quando me vi perante a instalação de Richard Serra não pude deixar de me recordar do Miguel e da minha própria sensação no surf. Também o prazer de percorrer ondas não é passível de relatar de modo coerente e com lógica narrativa. Tem de ser rescrito, pois como todas as experiências para as quais o nosso entendimento não está formatado, é forçosamente fragmentária, forçosamente reconstituída, forçosamente reinventada. Mas uma coisa é certa, ninguém fala tão verdade como o Miguel quando diz que apanhou ondas óptimas ou como os pescadores que se viram confrontados com peixes de dimensões imensas. Entre o real real e o real vivido nas ondas do mar, este último é absolutamente superior. Porque muito mais autêntico.

publicado previamente na Surf Portugal.

Publicado por pedroadãoesilva em 12:21 PM | Comentários (1)

novembro 10, 2006

Mick, Myself & Eugene

Mesmo a propósito, o trailer de um novo filme dedicado ao competidor, freesurfer e gajo porreiro que varreu a concorrência no Brasil. Como o próprio nos diz, he is the youth of the world. Surfou com a garra e a concentração de quem ainda pretende encurtar distâncias - no ranking ou no surf propriamente dito. Apetece-me dizer uma coisa: jamais um segundo classificado com essa perspectiva será um perdedor.

Publicado por vascomendonca em 12:19 AM | Comentários (8)

novembro 08, 2006

Fanning dominador

Depois de J-Bay, a praia da Rosa. E não surpreende ninguém. Após uma meia-final contra Phil MacDonald em que só atinou na segunda metade - fazendo três ondas acima de 8 - Mick Fanning surgiu na final com a corda toda e pareceu absolutamente imparável face a um Damien Hobgood sem sorte e sem argumentos na anarquia de 4 a 5 pés on-shore que hoje presenteou os competidores. A contenda viu-se resolvida com um 9,5 e um 9,27 por parte do australiano, o que deixou Hobgood a precisar de uma combinação. Enquanto Fanning procurava direitas - e as encontrava a um ritmo alucinante - o mais bem classificado dos irmãos Hobgood desesperava com a alteração das condições do mar. As esquerdas que o tinham levado até à final praticamente deixaram de se ver e o melhor que conseguiu foi um 7,5 pobremente secundado - nada que perturbasse a poderosa e inspirada abordagem do Sr. Eugene.

Contas feitas após esta etapa: Fanning salta para segundo, Taj sobe para terceiro e Martinez passa de sexto para quarto do ranking. Os perdedores em destaque são por isso Andy Irons e Joel Parkinson, que derraparam ranking abaixo e são agora quinto e sexto, respectivamente. A luta continuará interessante, mais que não seja por culminar em terras havaianas.

Publicado por vascomendonca em 04:47 PM | Comentários (2)

nem só de Slater é feito o wct

Se o mar colaborar amanhã poderemos assistir à coroação de mais um campeão de uma etapa do WCT e, mais importante, a alguns dos mais interessantes heats deste ano. Logo a abrir as quartas-de-final uma batalha de irmãos com Hobgood versus Hobgood, depois Freddy P, que despachou três brasileiros de seguida, versus Darren O, depois Greg Emslie contra Macca, uma espécie de confronto de touros bravos e depois Fanning versus Martinez, se o mar colaborar amanhã temos competição.


O Surf é provavelmente o único desporto de alta competição onde ainda se trocam abraços sentidos e verdadeiros depois do confronto. Joel Parkinson, que ficou a precisar de uma combinação para passar, felicita CJ Hobgood por um "job well done".

Publicado por pedroarruda em 01:11 AM | Comentários (4)

novembro 06, 2006

Luta pelo vice-campeonato ao rubro

16 baterias depois, as festividades terminaram em mais um dia de condições pouco favoráveis. Com o sol a dar finalmente um ar da sua graça, Bede Durbidge saiu vencedor no último confronto do dia, despachando Chris Ward e garantindo, para já, um 9.º lugar. Tendo em conta que o australiano, actualmente no 15.º lugar do ranking, se ficou pelo 33.º lugar em 5 das 9 etapas realizadas, há ali muito resultado para descartar e ainda muitos pontos para amealhar rumo a uma presença no top 10.

E o que dizer dos improváveis resistentes Peterson Rosa e Odirlei Coutinho? O primeiro superiorizou-se a Taylor Knox em ondas pouco ou nada favoráveis à linha de surf de ambos, mas o destaque do dia e da competição vai todo para Odirlei, bem alcunhado pelos comentadores brasileiros de «exterminador de Irons». Quando se pensava que o irmão Andy ia vingar a eliminação de Bruce, eis que surgiu este brasileiro a remar como se não houvesse amanhã e a fazer quase tudo o que os júris premeiam naquele mar com um jeito algo trapalhão e deselegante que deve ter deixado Irons a precisar de espairecer numa qualquer festa hoje à noite.

Logo a seguir Taj Burrow pouco fez, mas só isso chegou para avançar à ronda seguinte e ultrapassar AI no ranking. Se o seu segundo lugar é para manter, só as próximas rondas o dirão, já que os restantes candidatos a vice-campeão continuam em prova. É complicado, quase uma ironia, aferir os níveis de motivação na luta por um segundo lugar, mas Mick Fanning e Joel Parkinson mostraram, cada um à sua maneira, ganas suficientes para manter a coisa interessante pelo menos durante mais um dia. Ah, e o rookie do ano continua a surfar que se desunha portanto temos 5 artistas a brigar pelo título mundial - na categoria de seres humanos, leia-se.

Fred Pattachia deixou uma praia inteira e a equipa de comentadores de luto ao atropelar Adriano de Souza com uma inapelável exibição de surf . Três ondas acima de 7, coisa rara nesta competição, asseguraram em três tempos uma passagem à ronda seguinte onde defrontará o herói Odirlei Coutinho. Amanhã veremos provavelmente o último dia de surf em Imbituba já que a organização do evento prevê uma melhoria significativa das condições. Façam-se figas para que o vento amaine e o swell aumente.

Publicado por vascomendonca em 10:12 PM | Comentários (0)

Surf desenhado


Escrever sobre surf, que é aquilo com que nos entretemos aqui, é difícil e arriscado. Surfar uma onda é isso mesmo, surfar uma onda. Tudo o que se possa acrescentar à expressão, “surfar uma onda” incorre no risco de fazer com que o acto pareça uma outra coisa, necessariamente menos próxima da realidade. Quem surfa ondas sabe que a experiência é difícil de exprimir e que quando o fazemos podemos, aliás, estar a estragar a natureza essencial da sensação que vivemos. Isto é válido para as palavras, mas não menos para as imagens não fotográficas, que tentam rescrever a realidade de surfar uma onda. Se é arriscado dizer por palavras o surf, que dizer das tentativas de o exprimir por imagens não fotográficas? Os riscos são imensos e as tentativas de o fazer, na maior parte dos casos, resultam mal. O André Côrtes, que vai postando os seus “desenhos” por aqui, e que agora está no banner do ondas, é um dos poucos exemplos de que o surf desenhado pode captar a experiência do surf. Eu, enquanto trabalho, fechado em frente ao computador, quando olho para imagens como esta, tenho presente todo o imaginário associado ao surf. Haverá maior elogio?

Publicado por pedroadãoesilva em 01:05 PM | Comentários (4)

Segunda ronda terminada, terceira ronda dentro de água

Voos que ultrapassaram em altura o tamanho das ondas, verticalidade q.b., e a velocidade possível. As restantes baterias da segunda ronda mostraram a boa vontade dos surfistas, que muito fizeram de tão pouco - a boa vontade ou o instinto de sobrevivência perante os escassos pontos em disputa no circuito deste ano. Por uma razão ou por outra, o certo é que o público ontem presente não terá dado por desperdiçado o seu tempo.

Num mar desordenado com a ocasional onda razoável, sobressaíram Durbidge, Pattachia, Martin, Paterson, e Picon, este último com o melhor score do dia - 15,67 - a despachar Luke Stedman. Merece também destaque a eliminação do vice-rookie de 2006 Shaun Cansdell aos pés de Toby Martin, que selou a passagem à terceira ronda com um 8,17 de backside primorosamente sacado a um mar pouco ou nada cooperante.

Entretanto, que já se passaram umas boas horas, a terceira ronda decorre com uma série de baterias decisivas para os que ainda procuram garantir a requalificação. A malta brasileira do webcast promete inclusivamente que vão "rolar altas". A ver vamos.

Publicado por vascomendonca em 01:01 PM | Comentários (12)

novembro 03, 2006

Dia 5 em Imbituba

Adriano de Souza parece um pouco incrédulo. Será que a vida de um surfista profissional pode ser assim tão boa perante a quase total ausência de ondas? É claro que pode. Os factos são indesmentíveis. A caminho de uma Expression Session ganha por Taj Burrow, o Mineirinho posa para a fotografia fazendo aquilo que a maior parte dos profissionais do 'CT fazem quando o mar não mexe: promover o desporto e a sua singular forma de vida. Junto dos fãs, que são quem mais importa. De resto, não aconteceu mais nada. Muita gente tentou voar em ondas de 20 centímetros mas poucos conseguiram, e no fim ganhou um australiano. Nada de surpreendente ou particularmente emocionante. Pelo menos para os que, como eu, não estão lá.

Publicado por vascomendonca em 07:44 PM | Comentários (65)

novembro 01, 2006

Não se faz nada

Chegado o terceiro dia da etapa do WCT em Imbituba, as condições do mar não preencheram os requisitos. Perante ondas inferiores a meio metro penteadas pelo vento on-shore que se tem feito sentir, a organização decidiu, por hoje, adiar os restantes heats da segunda ronda.

O campeonato tem sido disputado em condições fracas com ondas de 3 pés que se têm revelado melhores com a maré vazia. Qualificaram-se para a terceira ronda nesta fase Andy Irons, Damien Hobgood, Tom Whitaker, Dean Morrison, Phillip MacDonald, e Odirlei Coutinho, que derrotou um inconsistente Bruce Irons.

Esta ronda tem sido uma verdadeira razia para os surfistas da casa, que saíram derrotados em 6 das 7 baterias disputadas. Ainda à espera de molhar o fato no round dos eliminados encontram-se, entre outros, nomes como CJ Hobgood, Shaun Cansdell, Micky Picon, e os favoritos locais Adriano de Souza e Paulo Moura.

Tanto o score mais elevado como o mais baixo desta ronda aconteceram na bateria que viu frente a frente Joel Parkinson e Pedro Norberto. A competir em casa, o campeão catarinense ficou-se por um score de 8,33, não tendo conseguido ligar manobras perante um Parko que controlou todo o heat sem dificuldade. A fluidez apresentada nas difíceis ondas e um seguríssimo frontside air valeram-lhe a passagem ao terceiro round com um 8,83 e um 7,67, perfazendo um total de 16,50.

O domínio de havaianos e australianos faz-se sentir nesta fase mas a armada brasileira conta ainda com a quase totalidade dos seus representantes no WCT para oferecer a vitória ao público da casa. A competição segue dentro de momentos, mas enquanto isso não acontece vejam os melhores momentos do round 2 aqui.

Publicado por vascomendonca em 05:03 PM | Comentários (2)