junho 27, 2006

Os melhores momentos

Os melhores momentos foram aqueles em que não busquei as melhores ondas, mas aqueles em que as melhores ondas me encontraram a mim.

Publicado por pedroarruda em 01:05 AM | Comentários (7)

junho 24, 2006

Quantos são?

Publicado por vascomendonca em 01:22 AM | Comentários (82)

junho 22, 2006

The search

Publicado por vascomendonca em 06:38 PM | Comentários (8)

junho 21, 2006

México

Numa madrugada de Fevereiro de 1998, ainda com as costas quebradas do banco da Greyhound, eu chegava à estação de autocarros de San Diego vindo de Tucson, Arizona. Aí começava a mais fantástica e longa surf trip da minha vida. Nos seis meses que se seguiram, surfei tudo o que consegui, vivi tudo o que pude e fui feliz. Por razões financeiras, a maior parte desses seis meses foram passados no México, um dos mais mágicos, interessantes e hospitaleiros países do mundo. Um país onde a expressão para tudo bem? é que onda?! só pode ser um país fantástico. Um país que, ainda por cima, tem altas ondas por todo o lado. Quando se fala em México, invariavelmente, o que vem à mente é Puerto Escondido, e, para alguns, Todos Santos, mas a verdade é que de Tijuana a Puerto Angel, toda aquela costa em que o México se junta com o Oceano Pacifico é abençoada por milhentos picos, todos eles de excelentes ondas. Quem tem por habito comprar revistas de surf certamente já leu sobre uma de muitas viagens de jipe até aos desérticos picos de Baja, ou sobre os surfistas hippies dos anos 60 que se instalaram em Zihuatanejo, ou do crowd e dos quebra-cocos de Puerto Escondido. Agora, pela mão da Rip Curl e da ASP, o verdadeiro México entra pelos ecrãs do computador de todos os viciados em surf do planeta. Pelo que já me pude aperceber o local do campeonato, a que decidiram chamar “La Jolla”, fica em Huatulco Estado de Oaxaca, o mesmo Estado de Puerto Escondido. Eu não tenho a certeza do sítio exacto da onda, mas o que tenho para vos dizer é isto: não interessa. A grande maldade, ou beleza, disto tudo é que não interessa onde é exactamente aquela onda porque toda aquela costa está repleta de ondas iguais ou melhores às que vimos serem destruídas ontem pelos melhores surfistas do mundo. Acreditem em mim, no caso específico do Estado de Oaxaca, principalmente da parte mais a sul do Estado, em que a costa se vira para sul, existe um sem número de pequenas baías e enseadas e praias com um sem número de ondas fantásticas, ainda para mais nesta altura do ano em que as tempestades equatoriais atingem de frente aqueles quilómetros de costa. Portanto, marquem já as vossas passagens e não sejam medrosos, apanhem os autocarros, procurem os sítios menos conhecidos, de Tijuana a Puerto Angel. Mais ainda, do Alasca ao Peru há três continentes em linha com o Pacífico e em sintonia com algumas das melhores ondas do planeta. Descer a Pan-Americana é certamente a viagem da vida para qualquer surfista, ou mesmo uma viagem para toda a vida. Uma nota final: Oaxaca é uma das zonas mais pobres do México, ou não fizesse fronteira com o estado de Chiapas, cuja capital é San Cristobal de las Casas, sede do Exército Zapatista de Libertação Nacional do Sub Comandante Marcos. Se lá forem, respeitem os indígenas e partilhem um pouco do vosso dinheiro de primeiro mundo. No início deste texto esqueci-me de dizer que no México, também cresci. Um dia, com tempo, talvez escreva do olhar surpreso e irónico de dois cowboys mexicanos a olharem para um gringo de mochila e pranchas às costas no meio do deserto de Sonora, ou já que estamos em maré de futebol, dos descendentes que alguns jogadores portugueses deixaram em Saltillo. Que Viva México!

Foto

Publicado por pedroarruda em 12:50 PM | Comentários (16)

Porras é de La Jolla

É definitivo, Portugal vai ganhar ao México no mundial. Quem tem ondas assim não pode andar com a cabeça no futebol. Quando pensamos que a perfeição está nas águas cristalinas de Fiji, o mar todo poderoso dá-nos uma bofetada e diz-nos: água verde e castanha uma onda interminável, cavada, cheia de parede… ok, é natural que nos próximos dias mesmo os mais atentos não façam justiça a outras ondas, mas, na realidade, neste momento não há onda melhor. Os melhores estão no México e, desta vez, não estão para brincadeiras. O ridículo? Dizem que o raio da onda pode ficar muito melhor. O mais ridículo? Tenho a certeza que sim, o dia todo esteve vento side-shore para on-shore, e aquela coisa aguenta com mais swell!

Vimos tubos incríveis, mas na minha opinião aquela onda ganha mais na saída do tubo, se Slater e Yury Sodre fizeram dois tubos paranormais, vimos reentrys impressionantes durante todo o evento, cutbacks enormes e outras manobras de abrir o olho. Slater foi… bem… Slater. Irons foi atrás dele, e nem mesmo Taj Burrow, que não passou, deixou má imagem. Parece que houve quem perdesse só para poder surfar aquilo amanhã. Mesmo no final, já noite aqui, pude ver Adriano de Souza a fazer um floater que não tem explicação. Ficando a sensação que não há nada que não se possa fazer naquela onda. Mas quando digo nada, é mesmo nada!

Publicado por miguel bordalo em 01:45 AM | Comentários (14)

junho 20, 2006

Ou alguém anda a mentir


Ou muito provavelmente o que se vai passar aqui pode ser o melhor campeonato do ano. A organização vai alertando para os riscos da webcast puder não funcionar na perfeição – afinal La Jolla parece ficar no meio do nada –, as fotos surgem com actualizações lentas, mas os relatos parecem dizer tudo. Fanning diz que a onda é como Snappers, mas melhor, as previsões de swell são de 8 pés e, mais importante de tudo, Slater regressa. Ora como ficou provado em Fiji, sem Slater os campeonatos funcionam pior. Slater é a medida de todos os outros e parece que só a sua presença faz despertar Irons da sua (longa?) letargia. Façam as vossas apostas, que não tarda a coisa volta a rolar.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:17 AM | Comentários (522)

junho 17, 2006

Alguém chamou?

Falaram em inútil e eu pensei que fosse para mim.

Nem de propósito o Público de hoje revisitou a obra de Agostinho da Silva, ficam aqui dois excertos de duas das suas conversas vadias com o jornalista Adelino Gomes e a escritora Isabel Barreno, transmitidas em 1990 pela RTP. Penso que Agostinho não fazia surf...

"Eu costumo dizer que a vadiagem é uma das formas de poesia".

"O homem não nasce para trabalhar (mas sim) para criar"

Querem melhor desculpa para continuar a surfar?!

Aproveito para dar os parabéns ao Saca, que já está no homem a homem onde vai defrontar o Bret "Bart" Simpson a quem já venceu na ronda 4, mas que é uma das grandes promessas do surf made in Califórnia, e saudar o Miguel Bordalo, de quem conheço pouco, as minhas desculpas, e o Júlio Adler que conheço melhor de ler a sua "marmelada", desculpem goiabada! Boas ONDAS
HV

Publicado por HV em 12:28 AM | Comentários (524)

junho 09, 2006

O elogio da inutilidade

“É verdade que os mundos que eu visito ao sabor das minhas buscas podem por vezes ser julgados pueris ou inúteis, tão distantes se acham das preocupações quotidianas, mas quando hoje penso naqueles que me acusavam de ser inútil, e no que eles julgavam ser útil, então, perante eles, não tenho apenas o prazer de ser inútil, mas também o desejo de ser inútil”. É assim que termina a longa entrevista autobiográfica a Hugo Pratt, recentemente publicada em português, “o desejo de ser inútil” (Relógio D’água). Uma resposta final que serve também para definir com clareza o espírito por detrás das aventuras do marinheiro Corto Maltese, de que Pratt é autor.

Que eu saiba, não há nas aventuras do marinheiro romântico qualquer ligação ao surf. Mas, na verdade, o que falta é apenas a referência específica. Nos livros de Pratt/Corto encontra-se todo o imaginário alimentado pelos surfistas: a liberdade; o desejo de errância; a proximidade aos mares; a aventura e uma tendência inata para rescrever os próprios feitos. E, claro, um desejo intenso de ser inútil.
Arrisque-se perguntar a qualquer surfista o que gostava, de facto, de fazer com a sua vida. Quase que aposto que a resposta é, invariavelmente, nada. Ou melhor, surfar, ter uma vida distante das preocupações quotidianas. Um estranho ao surf achará este desejo pueril e tenderá a considerar-nos apenas um bando de preguiçosos, que quer fugir à realidade e às responsabilidades. Mas nós, tal como Pratt quando afirma o seu prazer e o de Corto em serem inúteis, sabemos o quanto os estranhos ao surf estão errados na sua avaliação.
Nos surfistas o desejo de ser inútil pode, no entanto, assumir duas formas.
Uma, é aquela romântica, corporizada no que se usa chamar de ‘soul surfing’. Neste caso, o surf é uma forma de escape, uma alternativa à vida das pequenas coisas, à rotina do quotidiano. O marinheiro Corto Maltese, nunca tendo feito surf, é talvez a mais perfeita corporização dessa via.
Mas há outra, que faz do elogio da preguiça um mecanismo de subversão. Paul Lafargue, pensador do século XIX, casado com uma das filhas de Marx, e que naturalmente nunca ouviu falar de surf, escreveu um conhecido opúsculo sobre o tema: “o direito à preguiça”. Simplificando, a sua ideia era que as nossas sociedades haviam desenvolvido uma paixão moribunda pelo trabalho que afastara o homem da sua natureza original. “Todas as misérias individuais e sociais nascem da paixão pelo trabalho”, escreveu Lafargue. O trabalho era visto como o principal factor de alienação e o mecanismo contra-revolucionário por excelência. Subverter a ordem social implicava defender o direito à preguiça e a uma vida ociosa. Esta seria a forma de, a um tempo, destruir os mecanismos de exploração do homem pelo homem e contrariar a ideologia dominante, que exacerbara as virtudes do trabalho.
Um pouco mais de um século passado desde a escrita do “direito à preguiça”, é fácil na galeria de lendas do surf descortinar muitos exemplos de “lafargueanos”. Miki Dora, o rebelde solitário e subversivo, é, porventura, o caso mais paradigmático. Surfar contra o mundo, contra a sociedade e fazer desse acto – visto pelos outros como ocioso – um modo de emancipação é a história da sua vida.


A verdade é que, de forma mais ou menos consciente, os surfistas se dividem em “inúteis românticos”, como Corto Maltese, ou em “preguiçosos subversivos”, como Miki Dora. Há em qualquer dos casos uma raiz comum: um desejo secreto de nada fazer. Além de surf, claro. Todos os surfistas são preguiçosos. Excepto quando toca a fazer surf. E é por isso que como Pratt/Corto gostávamos de, um dia, poder olhar para trás e pensar que levámos uma vida melhor do que todos aqueles que olharam criticamente para a nossa suposta inutilidade.
Publicado na edição de Maio da Surf Portugal

Publicado por pedroadãoesilva em 04:50 PM | Comentários (255)

junho 07, 2006

Big Wednesdays

Esta expressão já foi usada vezes sem conta mas a primeira coisa que me ocorre quase sempre é este dia em 1996. Na altura, contentei-me com o exemplar da Bodyboarding dedicado à sessão e lembro-me que forrei o dossier seguinte a preceito. 2 anos depois surfei em Carcavelos, também numa quarta-feira, o maior mar de até então. Um pequeno passo para homens, um grande passo para o petiz Vasco Mendonça. Largos anos depois, a internet resolve resgatar estas imagens ao caótico baú de memórias. Nem de propósito: também numa quarta-feira. A quem é que eu agradeço?

Publicado por vascomendonca em 03:15 AM | Comentários (328)

junho 06, 2006

Bandeira Verde


Há um problema sistemático em Portugal: o direito no papel é uma coisa e a prática outra. Pois com os nadadores salvadores é apenas isso que se está a passar. O novo diploma não prevê nenhum impedimento para os surfistas quando está bandeira vermelha. Na verdade, é omisso sobre o tema, mas não revoga um diploma específico, que já existia, que autoriza a prática de surf (e também de windsurf), desde que nas zonas próprias. Se há nadadores-salvadores a impedirem alguém de fazer surf apenas porque está bandeira vermelha, não estão a agir em conformidade com a (nova) lei. Estão apenas, por desconhecimento e/ou má informação, a fazer uma interpretação errada da mesma. Fonte do Ministério da Defesa disse-me hoje que considerando que a situação actual está, pelos vistos, a gerar alguma confusão, o ISN fará um esforço de explicação interna, de modo que o que aconteceu pelo menos ontem em Água d’Alto não volte a acontecer.

Publicado por pedroadãoesilva em 11:07 PM | Comentários (1226)

proibido entrar na água

Eu sempre disse que o surf era um desporto de inverno, agora o estado português deu-me razão. Este fim-de-semana um amigo meu foi impedido, pelos nadadores-salvadores, de entrar na água porque estava bandeira vermelha e ao que parece eles tinham razão. De acordo com a nova lei, no verão sempre que der ondas, é proibido fazer surf. O Decreto-Lei 96-A/2006 estabelece uma série de contra-ordenações no âmbito da assistência aos banhistas. Ora, no seu Artigo 5.º, o diploma diz assim: Utentes das ZAB (sendo que as ZAB são as zonas de apoio balnear) Constituem contra-ordenação punível com coima de € 55 a € 550 os seguintes actos praticados pelos utentes das ZAB: a) Incumprimento dos sinais de informação estabelecidos, tais como bandeiras, placas, bóias, das normas constantes do edital de praia e das instruções dadas pelos nadadores-salvadores, relativamente a situações susceptíveis de colocar a segurança de terceiros em perigo; b) Incumprimento das limitações legais estabelecidas para as actividades náuticas motorizadas e não motorizadas ou praticar tais actividades à margem das determinações das autoridades marítimas. Em complemento a isto convém lembrar que a bandeira vermelha representa Proibido entrar na água. Esta bandeira representa PERIGO. É içada na presença de correntes marítimas de força excepcional, devido a vagas que enrolam e rebentam com grande estrépito na zona de rebentação, devido à presença de tubarões nas proximidades (nomeadamente na Madeira e nos Açores), devido ao derrame de hidrocarbonetos (combustíveis líquidos ou sólidos), devido à presença de toxinas na água, devido à presença de explosivos no areal ou nas águas mais próximas, devido a exercícios militares com desembarques anfíbios, por imposição da Autoridade Marítima, etc. Esta bandeira é um alerta da maior importância e deve ser prontamente cumprida. E é com base nisto que os nadadores-salvadores e os Cabos do Mar vão impedir os surfistas de entrar na água sempre que houver ondas, ou isso ou vamos andar o verão todo a juntar as multas de parquímetro às multas do vagalho. Brincadeiras à parte o importante era que as autoridades entendessem que a limitação ao surf é mais importante em alturas de bandeira verde, quando a mistura de crowds pode realmente causar acidentes, do que nas alturas de vagas que enrolam e rebentam com grande estrépito na zona de rebentação, que é quando os banhistas devem estar na areia e os surfistas tem a obrigação de entrar na água. E há mais uma coisa que as autoridades devem ter em conta é que nas praias portuguesas os surfistas são um complemento importante à acção dos nadadores-salvadores, eu vou todos os verões buscar uns quantos banhistas ao outside. Este é um assunto que não deve deixar nenhum surfista indiferente, façam o favor de fazer barulho.

adenda: o Decreto-Lei n.º 96-A/2006 foi publicado em Diário da República - I Série-A no N.º 107 de 2 de Junho de 2006, ou seja na passada 6ª feira. De acordo com os juristas com quem falei e como veio no PÚBLICO de um destes dias há um período de cinco dias no continente e de quinze dias nas ilhas depois da publicação do decreto em que as autoridades apenas devem advertir os cidadãos explicando o contéudo da lei depois disso, ou seja amanhã no continente e no dia 17 deste mês nas ilhas, a lei é mesmo para aplicar e pelo que percebi de uma conversa informal com um responsável da Policia Marítima aqui dos Açores ainda não há uma orientação da tutela para o caso específico dos surfistas e bodyboarders, portanto se as capitanias assim o entenderem vão mesmo multar os amantes das ondas. Seria importante que a Federação Portuguesa de Surf ou a ANS fizessem alguma coisa sobre este assunto.

Publicado por pedroarruda em 05:45 PM | Comentários (5335)

Não, hoje é dia da besta

Publicado por manuel castro em 12:58 PM | Comentários (190)

hoje é o dia da besta


nenhuma outra onda merece mais o epiteto de 666 do que tchopo

Publicado por pedroarruda em 12:10 PM | Comentários (16)

junho 05, 2006

Saca tudo

A foto já era por alguns conhecida, mas o nosso leitor Ricardo Marques chamou-nos a atenção para esta galeria no site da Surfer onde aparece esta foto (foto, qual foto, fotão!), que saiu na edição de Junho, no primeiro número impresso em papel reciclado na histórica revista norte-americana. A postura, que revela uma intimidade fora do vulgar com esta perdição made in Coxos, denuncia imediatamente o surfista. É o Saca.
Este foi o melhor dia do ano, mas poderia também ser o pior que a relação manter-se-ia intacta.
A aclamação - que é diferente de exclamação - do Tiago numa das melhores ( e com certeza maiores) revistas de surf do mundo é reflexo directo do respeito imenso que ele tem vindo a acumular ao longo destes anos.
Entre adversários e media, como aliás pude constatar in loco na Escócia, o Saca continua a ser um caso à parte no WQS.
O seu surf, que entra pelos olhos adentro de qualquer mortal que goste de surf, está num patamar de qualidade diferente do da maioria dos seus (duríssimos) adversários de circuito, e isso é algo que o Tiago não sacrifica em nome de pontos.
O WCT é um jogo que nem todos estão prontos para jogar - como se vê pelas constantes subidas e descidas dos efémeros journey mans - e mais vale entrar, ou "die trying", de um modo convicto e coerente, a surfar bem e a mostrar que a presença na elite é merecida, como o Saca tem feito, solidificando um estatuto e ganhando força para desafios maiores.
A presença na elite mundial deve ser um espelho de uma carreira, e não fruto de, um ou vários, acasos, que são pés de barro para muitos surfistas no WCT.
E agora que se aproxima mais uma fase decisiva do WQS, mais uma vez, força Saca!

Publicado por manuel castro em 06:12 PM | Comentários (7)

50 anos de Howl


Tio Allen quer voce

Nada como entrar num saite chamado Ondas com a celebração dos 50 anos do poema Howl do Allen Ginsberg, aquele que diz:
"I saw the best minds of my generation destroyed by madness"
E nunca mais fomos os mesmos.

Publicado por julio adler em 02:22 AM | Comentários (13)

junho 03, 2006

aqui não há locais, só há amigos

Algumas das minhas melhores amizades foram feitas no mar e alguns dos meus melhores amigos foram feitos no surf. No mar constroem-se as histórias que ligam os amigos. E, surpreendentemente para mim, encontrei na blogoesfera o mesmo tipo de união. Nos últimos dois, três anos, em que os blogues se tornaram num vício paralelo ao vício das ondas, conheci neste oceano virtual pessoas extraordinárias e forjei amizades que antes apenas julgava possíveis no mar, na espera das ondas ou nas conversas crepusculares sobre ondas surfadas. Este blogue é também isso, um elo na corrente que liga a partilha de uma paixão comum entre amigos que remam para a mesma onda com um sorriso. Bem vindos, Miguel e Júlio.

Publicado por pedroarruda em 11:53 PM | Comentários (19)

melancolia estival

Há dois tipos de pessoas no mundo: as que discutem por causa de um despertador e as que optam por outro fuso horário.

Publicado por vascomendonca em 12:54 AM | Comentários (5)

junho 02, 2006

Boards of Canada

Uma grande banda, com um grande video. E quem diria que metia surf?

Publicado por pedroadãoesilva em 05:21 PM | Comentários (11)

Pequenos dramas da vida de um surfista

Separaram-se porque sempre que punha o despertador para as cinco da manhã para fazer uma matinal quem acordava era a namorada.

Publicado por pedroarruda em 12:53 PM | Comentários (156)

o mundo perfeito #16

"in many ways surfers are like soldiers. While they acknowledge the role of family and friends play in civilian life, it is with fellow warriors that they march into battle. And it is with these fellow warriors that they inevitably share the most dramatic, spiritual and, dare I say, intimate experiences of their lives."
Sam George, Surfer mag

Publicado por pedroadãoesilva em 10:37 AM | Comentários (7)