agosto 31, 2005

O bom gigante

4 6.64 DANIEL ROSS AUS
1 12.17 JOSE GREGORIO POR
3 10.33 CHRIS DAVIDSON AUS
2 11.43 GONZALO ZUBIZARRETA GZ

Heat # 1 do Round 2 do Boundi Billabong Pro, em Ribeira d´Ilhas, Ericeira

Publicado por manuel castro em 12:27 PM | Comentários (5)

agosto 28, 2005

Mar chão

Publicado por vascomendonca em 07:56 PM | Comentários (1)

agosto 27, 2005

Quem pára o Mineirinho?



Adriano de Souza, o Mineirinho, vencedor do Rip Curl Pro


Publicado por pedroarruda em 02:39 PM | Comentários (3)

agosto 24, 2005

A ASP Europe está de parabéns

Pelos pormenores da realização e por um acutilante uso da visão periférica. É assim que se batem recordes de visitas e pageviews. O surf europeu está no bom caminho.

Publicado por vascomendonca em 11:24 PM | Comentários (0)

Hoje de manhã,

A meio da manhã, entre turistas, projectos, telefonemas e janelas do messenger, abro o Internet Explorer para dar uma vista de olhos nos resultados do Rip Curl Pro. O maravilhoso mundo do Web Broadcast é a salvação para o surfista fora de água, preso na imensidão deserta de um escritório qualquer. Ao fim de dois heats, um com um irreconhecível Kieren Perrow e outro com um Guilherme Herdy absolutamente WCT’iano entra o Saca. A coisa começa mal, muito mal. Ao fim de cinco minutos Gabe Kling e Daniel Ross têm o heat na mão e o Tiago flutua. Ondas más, a fecharem, poucas manobras, as melhores notas são um 3,23 e um 4,50, a desilusão começa a ganhar forma. Os minutos vão passando, a transmissão arrasta no ecrã do computador. Atendo telefonemas, respondo a mensagens do msn, um último reduto de esperança faz-me olhar os resultados e o Time Remaining: 01:50. Perdeu, e logo em quarto, poucos pontos, merda. Bah. O tempo desaparece, o heat acabou, entra o próximo e surpresa! Na última onda, no último minuto, na buzina, o Saca faz um 8,50 dá a volta ao heat e passa em segundo para a próxima ronda. Sei que dei um grito que ninguém ouviu. Sorri sozinho e pensei grande Saca. Força Saca. Agora vou almoçar contente com o dia. PA

Act.

Tiago PIRES destroy the wave not the beach

Act. II
depois já não deu, não vi e não sei como foi (se calhar foi isso que deu azar...), 4º lugar no heat são 935 pontos e 1.100 Dolares, agora é ganhar em casa!

Act. III

Tiago PIRES made his best to advance to the next round but wasn't able to find the good waves.

Publicado por pedroarruda em 02:12 PM | Comentários (5)

Saca

Com um 8.5 de raiva na buzina, que premiou uma óptima, mas dramática, onda, e depois de um heat mais que sofrido em que esteve sempre longe da frente, o Saca avança para o round 3 do Rip Curl Pro Super Series, em Hossegor.
Vamos torcer para que a estrela da sorte acompanhe o talento e a grande vontade do Tiago, que é por certo fazer um grande resultado em Hossegor.
Allez Allez

Publicado por manuel castro em 01:14 PM | Comentários (0)

agosto 23, 2005

A meu favor

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Alexandre O´Neill

Publicado por manuel castro em 11:28 AM | Comentários (1)

agosto 20, 2005

O mundo perfeito #6


I'll go to surf-knows where. PAS

Publicado por pedroadãoesilva em 12:47 PM | Comentários (2)

agosto 19, 2005

open minded

Às vezes parar e não ir à água durante uns tempos é bom. Não interessa a razão e as causas da ausência de mar, nem o desespero de tal ausência. Mas, às vezes, parar e retornar ao convívio das ondas com o espírito e a abertura das primeiras vezes é todo um novo prazer. Por vezes a repetição cria vícios, manias, pequenos trejeitos dos quais nem nos apercebemos. É como quando se surfa sempre a mesma onda, ou se tenta sempre a mesma manobra, as coisas acumulam-se na cabeça e nos músculos de uma maneira que não conseguimos sair desse esquema e fazer de outro modo. Inovar em vez de repetir. Às vezes é bom parar para cortar com os maneirismos e os tiques e voltar a olhar a onda com o olhar virgem que ela nos pede. Voltar ao mar aberto para a sintonia própria das ondas e esquecer a imprópria e estranha sabedoria das repetições forçadas. Às vezes é bom partir para poder regressar. PA


Phil Harnsberger, California

Publicado por pedroarruda em 12:54 AM | Comentários (2)

agosto 18, 2005

Largou tudo e fugiu.

O Pierre sente isso de vez em quando, se já não apanha boas ondas há uns dias, se chove, se o on-shore persiste, se alguma saudade aperta. Para ele, ainda assim, os dias chatos tornaram-se mais efémeros. Não vale a pena comparar a minha vida com a dele. Lembro-me imediatamente dos breves instantes que interrompem um sonho muito bom. Enquanto me viro e procuro o amortecimento da almofada, o Pierre consulta mapas de ondulação. O que me leva a concluir que os nossos melhores sonhos são a rotina de milhares de felizardos. E há algo que não bate certo nisto.

O que lê o Pierre? Mapas de ondulação.

Lê-os de olhos abertos. Eu leio-os de olhos fechados. Só estou aqui porque não há ondas? Infelizmente, não. Só estou aqui porque … lá está, é aqui que estou. O Pierre representa um caso anormal. Revelou a sua natureza precoce ao compreender, mais cedo que o comum dos mortais, e sem a perigosa capacidade de se convencer do contrário, uma verdade simples: largar tudo e fugir é pegar em nós e correr atrás. O futuro?

O Pierre é um turista acidental atropelado pelo mar.

Tomado de assalto pela vida. Ele quer lá saber do futuro. Será mesmo necessário perguntar-lhe? Ele diria que está a fazer aquilo que lhe dá prazer. Nada mais irrefutável. Por uma vez na vida, respeite-se um pirralho que pensa assim pela sua própria cabeça. O futuro há-de ser aquilo que for. Eu, por exemplo, faço do sonho uma rotina, deixo a vida lá fora prosseguir sem horas marcadas. Obedeço a relógios de parede.

Para o Pierre, a rotina tem horas marcadas e é ditada pelas leis da natureza, obedece à soma das biologias que o comandam.

Que totalidade é esta? Não há uma teoria universal para a prossecução do sonho. Uns sonham com a materialização do sonho num instante, outros sonham com os meios de se lá chegar. Eu faço parte dos primeiros. O meu sonho favorito inclui a praia da Comporta, uma ondulação inefável, uma rapariga, febras de porco preto, e um grelhador (chamem-me o que quiserem). Ao incluir mentalmente tudo isto na velocidade de um mero instante, eu reproduzo a totalidade de um momento altamente improvável. Sou, no entanto, incapaz de prosar acerca da sua consecução. Parece-me tudo muito bom, assim conjugado, e é só. Até ao momento em que me lembro da Costa Rica e de como é fácil lá chegar. Eu sou um sonhador preguiçoso. Vós sois sonhadores preguiçosos. Um sermão aos peixes, é o que isto é.

O Pierre pegou no sonho, atou-lhe uma vela, e partiu num foguetão.

Os que sonham com os meios de atingir essa materialização instantânea estão um pouco mais próximos daquilo a que eu chamo o sonhador ágil. Não é fácil tornar a perspectiva que temos da realidade uma ilusão aos nossos próprios olhos. É um processo complicado, por vezes moroso, quase sempre doloroso. Não espanta que a maior parte de nós desista nesta fase. O sonhador ágil usa a ilimitação da mente para predispor. Desenvolve uma espécie de planeamento estratégico da vida, uma vezes maturado, outras vezes em cima do joelho. Há quem pense em constituir família, há quem planeie meticulosamente um roubo, há quem deixe tudo e todos para dar a volta ao mundo. Podemos nós contestar os motivos do ladrão ou o egoísmo do viajante? Devemos? Temos todos a nossa dose de loucura, o nosso silêncio ensurdecedor, o nosso lado histriónico. Revelamo-nos esporadicamente, mas o electrocardiograma volta à sua timidez. É o nosso sentido de responsabilidade a dar de si.

Sejamos irresponsáveis por um momento. Quem sabe não dura eternamente.

Ele gosta de sentir que vive uma boa parte dos seus dias mergulhado numa vida fácil, desprovida de incessantes pensamentos no futuro. Os despojos do passado lembram-lhe postais desinteressantes. Representam memórias pouco claras de uma infância que, seja como for, raramente é recordada com nitidez. O Pierre começou cedo a construir a memória, tão cedo quanto provavelmente pôde. Quantos de nós se poderão dar ao luxo de um dia esquecer uma sessão de 2 metros em picos triangulares a milhares de quilómetros de casa? Pois. Ele vai esquecer muitas dessas sessões. Os limites da nossa memória residem na capacidade de engavetar milhões de recordações em favor das sensações que a nossa existência consegue ditar.

Há mar e mar. Para isso só é preciso ir.

Somos capazes de reconhecer a divindade no topo de uma árvore, ou de pelo menos incorporar o mito nos nossos discursos como se de uma realidade se tivesse tratado. Imaginemos então uma criança que pela primeira vez vê o mar. Podemos nós saber que confluência inenarrável acontece naquele momento? Não. Devemos acreditar nela? Sim. O Pierre encontrou o mar e, sem saber, sem alguma vez se ter sentido escolhido pelo destino, viu muito mais que os restantes banhistas. Não o partilhou com ninguém, não sabia exactamente como o fazer. Perdeu-lhe o rasto. Nunca mais foi o mesmo. O apelo do oceano tornou-se imemorial. O momento vivido foi tão cosmogónico como indizível. Depois disso era apenas uma questão de tempo. Experimentou a cadência do mar. Bom ouvinte, preencheu-lhe os compassos. Houve até aquele dia aborrecido em que o excesso de crowd o incomodou pela primeira vez, e ele viu o oceano ser sabotado por elementos a mais. Uma espécie de composição barroca com demasiados chapinhares. Confrontado com isso, percebeu então que estava talhado para uma experiência mais individual. Pensou nas várias hipóteses e decidiu-se pela epopeia. Poucos anos depois, experimentou o segundo reef de Pipeline apenas com 3 dos seus ídolos dentro de água. Digamos que se trata de um rapaz perceptivo.

Sensoriais somos todos. Uns mais que outros.

O Pierre deixou-me com um ímpeto atravessado, mesmo que não me sinta desencantado com a minha vida. Para mim, acaba por ser mais um instante a intervalar a realidade – o que não me impede de antever alguns dias bem passados no próximo verão na Comporta ou de pensar mais seriamente na tal viagem à Costa Rica. O Pierre existe, e não existe. O Pierre acontece, mas algumas destas coisas talvez não lhe tenham sucedido. É um míudo que eu pessoalmente desconheço mas cujo exemplo muito me inspira. É muito importante que, de vez em quando, algo ou alguém nos faça sentir um eremita, um dos fulanos que ainda não saiu da caverna. No caso em questão, os 16 anos do Pierre traduzem um salto em direcção à mundividência, uma definição daquilo que é estar fora do mundo, vivendo-o até ao tutano. Quantos de nós não sonham com isso? Quantos de nós acham isso concretizável? Quantos de nós têm a idade do Pierre? Quantos de nós se lembram da sua própria idade? Quantos de nós fazem algo de irresponsável e decisivo com a vida que têm, pelo mais puro ímpeto de uma paixão? Quantos de nós já se abandonaram a essa concretização? Ao leitor que aguentou até aqui: se não nos voltarmos a encontrar, ficam os desejos sinceros da melhor vida possível, e impossível.

Texto previamente publicado na Vert Magazine

VM

Publicado por vascomendonca em 11:05 PM | Comentários (0)

agosto 17, 2005

O heat que esteve para não acontecer


Já sabíamos, pela entrevista à Surfer, que depois da perna australiana, Slater haiva pensado saltar as etapas africanas (terá sido por causa da visão de Anne Nicole-Smith nos MTV music awards australianos?). Mas a verdade é que tudo mudou após o come-back de uma combinação face a Bruce Irons em Teahupoo. Depois, a história é conhecida: uma sucessão de baterias mais-que-perfeitas relançaram-no na corrida pelo título mundial. Mas se em Tahiti e nas Ilhas Fiji ficou demonstrado o domínio avassalador do careca, a verdade é que só com o frente a frente com A.I. na final de J-Bay é que Slater se desforrou da derrota de há dois anos no PipeMasters. Isto para dizer que amanhã (5ª feira) às 18.10, com repetição depois de amanhã às 15.10, a Sport-TV vai mostrar o resumo da etapa de J-Bay. A rever aquele 9.50 na buzina que podia nunca ter acontecido. PAS

Publicado por pedroadãoesilva em 07:17 PM | Comentários (3)

Impaciência

O mar desperta repetidamente o desejo pela próxima. O vício faz-se de impaciência e sofeguidão. Desce-se uma onda e, instantes depois, damos por nós a calcular as hipóteses de chegar a tempo. Como se aquele set fosse o último e a eventual duplicação do prazer um momento irrepetível. A wave combination não existe apenas em competição. Tudo o que o surfista sempre quis foi apanhar, logo após, uma onda tão boa ou melhor. VM

Publicado por vascomendonca em 01:33 AM | Comentários (0)

agosto 15, 2005

De novo o incomunicável

Primeiro pensaram tratar-se de rebeldia. Sossegadas as consciências pela minha natural propensão para caminhos pouco tumultuosos, pensaram depois tratar-se de uma afirmação de estilo. A praia seria o improvável palco, e a constelação de acessórios justificados pela prancha seria, em todo o caso, desnecessária. As indumentárias ao surf associadas não perduraram. O mar em mim foi-se tornando cada dia mais discreto, cada vez menos percebido. Aliás, a única coisa que hoje resta no guarda-fatos é uma vestimenta de neoprene para ocasiões especiais. Perceberam que tinham passado algum tempo a arranhar a superfície. Foi assim que concluíram tratar-se, tudo isto, de uma expressão individualista do meu ser, disfarce romântico para algum egoísmo. Talvez correcto, mas apenas parcialmente. Ao longo dos anos foram várias as ocasiões e múltiplas as personalidades que, entre mim e as ondas, definiram analiticamente uma forma de escape, um passatempo favorito, uma expressão saudável de pertença, um pretexto altamente contestável para gastar dinheiro, uma estratégia simples para impressionar miúdas ou, actualmente, um meio eficaz de isolamento. Raras foram as pessoas que pensaram tratar-se de amor. Talvez não lhe reconhecendo a bidireccionalidade, passaram anos a tentar perceber, na passagem dos anos, a persistência das ondas. Talvez nem sempre me tenha feito entender, com receio de responder à curiosidade com algum tumulto confessional. E talvez o mar tenha feito de mim uma pessoa mais individualista. Entre as metáforas que aos olhos dos outros se afiguram e as que o meu olhar contempla nas linhas do oceano, existirão sempre individualismos latentes. Uns de desencantamento, outros de paixão alimentando a sempre tenra idade de um amor cada vez mais sereno.
VM

Publicado por vascomendonca em 09:19 PM | Comentários (1)

Sonho de Verão

Todos os sonhos de Verão deviam ser assim. Surpreendentes, como a leve brisa que corta o ar quente a meio da noite despida de nuvens. Noites que antecipam dias quentes, de fraca ondulação.
Depois da rotina laboral diária, que vai provando que há ainda uma certa esperança quanto à minha utilidade social, convenço-me que o melhor é ir para casa porque há coisas a fazer. Bastantes coisas.
Mas com o vento zero e um par de horas de luz pela frente até ao fim do dia, as coisas, que até eram bastantes, ficam para trás. Cinco minutos e estou na praia.
Delírio. Ondas. E glass. Mais delírio. E enquanto dou por mim já a remar para fora – para fora também das coisas que eram bastantes – percebo que, como num sonho de Verão, dificilmente tudo poderia estar melhor. Sai quase toda a gente de dentro de água e só fica quem interessa. Para além da satisfação egotrípica e da histeria colectiva que se instalam com a perfeição, a calma suprema do glass só é perturbada pelo deslizar das pranchas, na parede que se confunde com o fundo. E pelo rasgar das quilhas. Como a leve brisa, que corta o ar quente a meio da noite despida de nuvens. Assim, como todos os sonhos de Verão deviam ser. Surpreendentes. MCG

post previamente publicado na revista Onfire

Publicado por manuel castro em 06:31 PM | Comentários (1)

agosto 13, 2005

estrela em ascensão

Adriano de Souza, o mineirinho, em pleno vôo nas merrecas francesas. Tem 18 anos, é campeão mundial junior, neste momento lidera o circuito WQS e para o ano estará a bater homem a homem no WCT. Gosto deste puto.
PA

Publicado por pedroarruda em 08:13 PM | Comentários (2)

agosto 12, 2005

Choque de Gerações

O'Neill Pro 2005

Heat # 3
Round of 16

Red - Adriano de Souza - Bra [data de nascimento: 13 de Fevereiro de 1987]
White - Tom Curren - USA [data de nascimento: 3 de Julho de 1964]

Entre os dois o meu coração balança e é já daqui a pouco... ainda dizem que o WQS não tem motivos de interesse.

Publicado por pedroarruda em 04:27 PM | Comentários (5)

saca batido por uma interferência.stop.

Publicado por pedroarruda em 12:10 PM | Comentários (1)

agosto 11, 2005

Sugestões musicais para depois do meio metro a 20 kms de casa

19:30

Celso Fonseca - Rive Gauche Rio

21:00

Hanne Hukkelberg - Little Things

23:00

Dorothy Ashby - Afro Harping

Perdoem-me os colegas pela dimensão do post. Espero não desfigurar isto novamente.

Publicado por vascomendonca em 06:44 PM | Comentários (1)

Le Saca

Um já está. Força!

Ronda de 96, heat 16 do O´Neill Pro, em Anglet

1 14.87 TIAGO PIRES (PRT)
2 11.83 GLENN HALL (AUS)
3 11.73 DAISON PEREIRA (BRA)
4 10.73 JARRAD SULLIVAN (AUS)

Publicado por manuel castro em 02:32 PM | Comentários (4)

Quero Lembrar-me

Será que me lembro da última vez que olhei o mar? As imagens que guardo são as imaginadas e não aquelas que os olhos realmente observaram. Não me quero lembrar do último momento de mar. As memórias que guardo são outras. São as emoções da primeira remada num dia de inverno com o mar glass, dois metros e picos perfeitos de direitas e esquerdas a quebrarem limpas sem ninguém lá fora. As entradas em picos desconhecidos com a euforia própria das viagens em que mesmo o pior swell se parece com todas as fotografias das revistas. Quero lembrar os calmos mergulhos no outside na espera das ondas, o imenso prazer de umas merrecas de verão quando tinha doze anos e qualquer milímetro de onda era um Universo inteiro de satisfação. Quero lembrar a vontade de surfar todos os dias do ano como aquele velho sobre quem li um perfil na Surfer há uns anos atrás. Quando tudo acabar, quando o corpo desfalecer e já não tiver mar e já nada mais for possível quero lembrar o sonho e quero não deixar nunca morrer o sonho. PA

ONFIRE 16

Publicado por pedroarruda em 02:26 AM | Comentários (5)

agosto 10, 2005

Efeito surpresa


Antes de chegarmos à praia já sabemos tudo. O vento, o swell e as suas direcções. No fundo, o que para nós é importante. Surfista, com a Internet à mão, transformou-se em meteorologista amador. Mas, enquanto, de ecrã à frente, fizemos de nós cientistas de trazer por casa, retirámos também a ansiedade, por vezes recompensadora, que antigamente nos acompanhava. Raramente somos surpreendidos por aquele dia que não esperávamos. Acordar cedo e ir para a praia na ignorância passou de regra a excepção. Sabemos o que nos espera e somos prisioneiros das previsões. Desiludimo-nos menos, é verdade. Mas, por isso, valem tanto os dias que contrariam as previsões. Houve um fim de semana de Junho que foi assim. Dias de praia para a família transformaram-se, como por milagre, em horas de surf de calções em água quente, com ondas perfeitamente pequenas. Não estava objectivamente inesquecível. Mas foi inesperado e, essencialmente, contra as previsões.
Hoje, quando penso nesses dias, sei que nada é superior ao regresso ao prazer adolescente da surpresa. Mesmo que as ondas não sejam as perfeitas, nada nos deixa tão satisfeitos como o espanto. PAS
post previamente publicado na ONFIRE

Publicado por pedroadãoesilva em 05:23 PM | Comentários (0)

agosto 07, 2005

Entre os deuses do surf surfado, mas principalmente do estilo transmitido, encontrar-se-á, enquanto me conseguir lembrar, Joel Tudor.

Publicado por vascomendonca em 03:02 PM | Comentários (1)

agosto 06, 2005

Livros 9

Wavescape, portraits of the planet’s best surf spots
Chris Towery and Matt Pruett
Barrons


Este é um interessante livro que tenta glorificar alguns dos melhores locais de surf do mundo. Apesar de não ser totalmente completo, é no entanto, incontestável nas suas escolhas, todas as ondas que aqui surgem são de facto das melhores do mundo. Cobrindo todos os oceanos, todos os continentes e dividido por regiões do globo este Wavescape é um bom indicador, ou até um bom guia de viagens. Com bons textos de acompanhamento das imagens e uma introdução bastante completa do desporto e dos locais escolhidos. As imagens são de certo modo datadas, o livro foi lançado em 2002, mas de qualquer modo são um retrato abrangente do melhor que o nosso planeta tem para dar em matéria de ondas. Na secção dedicada à Europa, Portugal surge representado por Coxos e Supertubos, não está mal.
PA

Publicado por pedroarruda em 12:18 PM | Comentários (0)

agosto 05, 2005

saca samurai [já não foi] III

ronda de 24 - heat 7

2 - 14.84pts Glenn Hall (AUS )
3 - 9.67pts Tiago Pires (PRT )
1 - 15.07pts Marcelo Trekinho (BRA )

foi uma boa prestação, a melhor do ano até agora, esperemos que este resultado e os ares do Japão, com que o Saca se dá tão bem, sirvam de inspiração para os restantes campeonatos do ano. Nunca tantos europeus estiveram tão perto de escancarar as portas do WCT como neste ano, força Saca, tens que ser um deles.

Publicado por pedroarruda em 10:26 AM | Comentários (1)

agosto 04, 2005

saca samurai II

e no segundo também [obrigado Nuno]

ronda de 48 - heat 11

2 - 12.77pts Brett Simpson (USA )
1 - 13.83pts Tiago Pires (PRT )
4 - 7.77pts Patrick Bevan (FRA )
3 - 10.83pts Norimasa Ohno (JPN )

Publicado por pedroarruda em 11:09 AM | Comentários (0)

saca samurai

em competição no Japão Saca [a.k.a. Tiago Pires] passa na frente no seu primeiro heat

ronda de 96 - heat 22

2 - 11.80pts Greg Emslie (ZAF )
1 - 12.24pts Tiago Pires (PRT )
3 - 5.60pts Masato Watanabe (JPN )
4 - 3.17pts Yasuyuki Sugihara (JPN )

Tahara Pro presented by Billabong


Publicado por pedroarruda em 12:59 AM | Comentários (1)

agosto 02, 2005

How can we contrive to be at once astonished at the world and yet at home in it?*

*A pergunta é do G.K. Chesterton. A resposta, como frequentemente acontece, parece-me límpida e evidente. Crystal clear. É invariavelmente assim. VM

Publicado por vascomendonca em 12:07 AM | Comentários (0)

agosto 01, 2005

O futuro que nos espera?


Para quem se interessa pelo desenvolvimento de ondas artificiais, vale a pena ler esta entrevista. PAS

Publicado por pedroadãoesilva em 04:28 PM | Comentários (1)