dezembro 05, 2005

The Dark Hours (2005)

Um thriller. Sem fim. Uma história complicada, que exige ginástica mental.

Onde a verdade não significa a redenção, onde a vingança nem sempre tem um sabor doce, onde a dor não nos acorda do sonho. Onde os jogos nem sempre são divertidos.

Onde existe outra realidade, aquela que não vemos.

A Dra. Samantha Goodman é psiquiatra. Tem como objectivo perceber um seu paciente, Harlan Pyne, condenado por violação e morte de uma adolescente. Este é a sua cobaia, para um novo medicamento de tratamento a tumores no cérebro.

Quando a obrigam a tirar um fim-de-semana para descansar, Samantha dirige-se à cabana isolada do seu marido, um escritor frustrado, onde está também a sua irmã mais nova, Melody Goodman. E está prestes a descobrir que nem tudo é o que parece, quando Harlan surge do nada, acompanhado pelo seu “protegido”, Adrian, para lhes proporcionar uma noite de terror, onde nem a morte nem a vida são garantias e de onde não há fuga possível...

Um filme canadiano, com o toque de alternativo que (felizmente) os filmes provenientes do Canadá ainda não perderam..

Realizador:
Paul Fox
Argumento: Wil Zmak
Actores: Kate Greenhouse (Dra. Samantha Goodman) - Melhor Actriz no Festival Fantasia 2005 em Montreal ;
Aidan Devine (Harlan Pyne);
Gordon Currie (o escritor David)
e
Iris Graham como a irmã Melody.

Publicado por omelete em 11:01 PM | Comentários (50)

outubro 08, 2005

Bancos da Frente no Cinema

I became a member of what in those days was kind of a free masonry.
A free masonry of cinephiles...
I was one of the insatiables...
the ones you'd always find sitting closest to the screen.
Why do we sit so close?
Maybe it was because we wanted to receive the images first...
when they were still new, still fresh...
before they cleared the hurdles of the rows behind us...
before they'd been relayed back
from row to row, spectator to spectator...
until worn-out, secondhand, the size of a postage stamp...
it returned to the projectionist's cabin.

In "The Dreamers" (2003), de Bernardo Bertolucci

Gosto sempre de ficar nas primeiras filas do cinema. Estar dentro do filme. Sentir o som, as imagens em primeira mão. Ser rodeada pelas paisagens fascinantes, pelas batalhas entusiasmantes, pelas dores, pelos sentimentos. Não estar numa sala de cinema, mas estar num mundo que não é este. Esquecer o mastigar das pipocas, os "chuack, chuack" dos namorados, as conversinhas entre-linhas.

Publicado por omelete em 02:21 AM | Comentários (3)

setembro 26, 2005

Crash!

Em primeiro lugar, não confundir com o filme de David Cronenberg, do ano de 1996, com a loiraça Rosanna Arquette e James Spader.


It's the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In LA, nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something.


Este é o “Crash” que abana o ano de 2005 (o filme é de 2004, mas só parou nas salas portuguesas este ano) com a sua realidade americana.

Uma realidade que reflecte o racismo escondido. Racismo de negros contra brancos, brancos contra negros, negros e brancos contra chineses, chineses contra persas, que são confundidos com árabes, etcetera.

A realidade das amizades que não existem quando é preciso.

A realidade das amizades que surgem quando menos se espera e é preciso.

Os perigos que vêem donde não se julga haver perigo.

Os crimes de pessoas que parecem inocentes.

Os vícios daqueles que são exemplos para a comunidade.

Os milagres que se explicam. As mortes sem explicação.

A tristeza, a mágoa, a dor de viver numa sociedade multi-racial e multi-racista.

Os julgamentos que se fazem por cor e credo.

Recomenda-se. Para os que andam a dormir no mundo. Pela excelente realização e interpretação. Por tudo.

Site Oficial

"Crash" (2004) de Paul Haggis, com Sandra Bullock, Matt Dillon e muitos outros bons actores. Em Portugal está classificado para maiores de 12, mas sou da opinião que deveria ser para maiores de 16.

A banda sonora, a cargo de Mark Isham, em sintonia com as imagens e a história, intensifica as emoções transmitidas para o espectador. Excelente!

Publicado por omelete em 03:34 AM | Comentários (0)

agosto 26, 2005

Sincity - O Filme como o Comic

Retirado do site Duplipensar.net, a opinião de Maurício Gomes Ângelo, com a qual concordo totalmente...

"Este é o típico filme que sabe transformar seus potenciais defeitos em virtudes. Muito fantasioso? Não podemos esperar fidelidade ao real numa história em quadrinhos. Violento demais? A violência é necessária para a atmosfera corrupta. Vazio de significado? O vazio é requisito básico em função de sua temática. Nada disso impede que seja um bom filme, e ele é. Transcreve exatamente a obra de Miller. Há pouquíssimo espaço para criação. Os ângulos, os diálogos, as cenas, os ambientes, a disposição dos objetos, os trejeitos, tudo, tudo foi rigorosamente adaptado das graphic novels. È, anos-luz, a produção cinematográfica mais fiel a seu material de origem. Utiliza-se adequadamente de sua estética noir (ou, para os mais perfeccionistas, “neonoir”), não falta nada: tem um belo jogo de luzes e sombras no indispensável contraste preto/branco, os indefectíveis personagens “mulher fatal de vermelho”, “policial honesto e problemático, porém impiedoso”, “cidade degradada”, e claro, a tensão psicológica de seus elementos. O humor mezzo negro, mezzo irônico, quando funciona, é ótimo, em especial a cena do resgate de Dwight do poço de piche. Possui ainda a câmera intensa de Robert Rodriguez, que acha o ritmo e a cadência certa, tanto nos zooms, como em ambientes abertos ou fechados e não deixa escapar nenhum sentimento (agonia, medo, dor, confiança, sadismo, prazer, revolta). A técnica de utilizar a tela verde, inserindo cenários totalmente criados em computação gráfica, incomoda, e a maioria dos ambientes não consegue sequer se passar por real, sendo um ponto a ser aperfeiçoado na continuação, se almejarem maior plausibilidade (...)"

"Miller passou anos recusando propostas de Hollywood temendo que os produtores “estragassem” suas idéias. Rodriguez trouxe a solução: transpor as coisas exatamente como são. “Sin City”, neste quesito, alcança o sucesso absoluto. Todavia, não há o que estragar. O mal que Hollywood faria - talvez as deixasse ainda mais inócuas – está na própria constituição das idéias. Inocuidade por inocuidade, não faz a menor diferença. Continua tudo em perfeita harmonia no encantado mundo das verdinhas fáceis. A menos que seios e armas signifiquem alguma coisa. E, afinal de contas, não significam?"


Artigo Completo AQUI

Publicado por omelete em 06:01 AM | Comentários (1)

agosto 18, 2005

Star Wars - What Next ??

Já alguém se perguntou, o que se passou depois das duas trilogias do Star Wars? De certeza que sim. Mark Thomas e Dave Macomber tiveram a brilhante ideia de nos ajudarem. Pelos vistos, o tempo é passado a treinar Jedi's para o Lado Negro da Força. Não há bonzinhos aqui.

Venham conhecer o "treinador" de Jedi's (paródia ao 'Count Dooku'), Darth Oz the Great and the Terrible e os 'trainees' Lord Rive e Darth Blight, e o combate que se segue.

Duality é um pequeno filme (cerca de 15 minutos) produzido com a ajuda de programas digitais para criar o cenário, as armas e os fatos dos personagens. O Adobe Photoshop foi um dos programas escolhidos (pessoalmente, faria a mesma opção) para a concepção.

O filmezinho já é de há três anos atrás, mas vê-se bem e recomenda-se.

Download de Duality (28 Mb)

Os realizadores produziram, antes deste, outro filmezinho, Duel, baseado no Star Wars que podem tirar AQUI

[Para download dos clips - Cliquem com o botão direito do rato em cima do link e escolham "Guardar Destino Como..."]

Para visualização, é necessário o QuickTime.

Publicado por omelete em 07:40 AM | Comentários (0)

agosto 17, 2005

Frases Memoráveis.. SE7EN

Do personagem 'Somerset', interpretado brilhantemente por Morgan Freeman:


"(...)I can't live anymore where stupidity is embraced and nurtured as if it were a virtue.
Tradução: Não posso viver mais onde a estupidez é abraçada e alimentada como se fosse uma virtude.

If you don't ignore everything and everyone around you, you go insane. It's easier to smoke crack, and not worry that your wife and kids are starving to death. And, it's so much easier to beat a child till that child finally shuts up, because it takes so much work to love. And, if you bothered to think about the abuse, and the damage, you'd be sad.
Tradução: Se não ignoras tudo e todos à sua volta, ficas louco. É mais fácil fumar crack e não te preocupares se a tua mulher e filhos morrem à fome. E, ainda é mais fácil bater numa criança até que finalmente se cale, porque dá muito trabalho amar. E, se te preoupares em pensar nas violações, e nos estragos, ficarias triste.
(...)

Ignorance isn't bliss, it's a matter of survival.
Tradução: A ignorância não é um dom, é uma questão de sobrevivência.

Mais frases memoráveis do filme AQUI

Publicado por omelete em 03:00 PM | Comentários (0)

julho 18, 2005

Outdoor Cinema

Hoje, às 22h00m, começam as sessões de cinema ao ar livre, na esplanada do IPJ (próximo do Jardim da Alameda).

Assim se inicia o ciclo denominado "Os Amigos Americanos", com o filme "Sideways" de Alexander Payne.

Nesta sexta feira, também às 22h00m, será exibido “Uma Canção de Amor (A Long Song for Bobby Long)”, de Gabel.

Publicado por omelete em 03:33 PM | Comentários (0)

Batman... Bad Boy

Vi o novo Batman, "Batman Begins" e adorei. Este Batman é 'dark', sem boas intenções a pulular, sem o maricas do Bat Boy ao lado (desculpem, mas sempre achei este 'companheiro' do Batman um pouco ridículo), abdicam das personagens exageradamente maquilhadas, como Mr.Freeze e Joker. ´
Tem argumento, excelentes actores, como Christian Bale, Morgan Freeman, Gary Oldman, Liam Neeson, Katie Holmes. Tem acção. Desvenda-nos a origem do Batman como "defensor da justiça" e não como vingador, porque escolheu o símbolo do morcego, como apareceu a Bat Cave, o carro mil-maravilhas, as armas que possuí, a técnica de vôo, o treino intensivo que o torna (quase) num ninja...

Recomendo a todos. Mesmo aqueles que não gostam do Batman, para ficarem supreendidos.

Para mais informações:

Site Português do Filme

Site Oficial do Filme

Publicado por omelete em 02:39 PM | Comentários (0)

julho 09, 2005

Mr and Mrs. Smith

A imagem acima pouco tem a ver com o filme que estreou há 2 semanas, mais ou menos, nas salas portuguesas. Mas achei curioso e postei. O casal acima trata-se de um dos primeiros a assentar arrais nos actuais Estados Unidos da América.

Em relação ao filme, é um bom filme de acção. Um casal com problemas de comunicação, escondem a vida profissional de cada um. Jantam às 19h, lavam os dentes em conjunto, mas não falam. Profissões? Assassinos profissionais. Mas de "Agências" rivais. Um belo dia, descobrem que têem de se aniquilar um ao outro ou são ambos eliminados. E aí começa a guerra. Primeiro, desejam matar-se um ao outro, fazem tudo por tudo, desde colocar umas "bombinhas" no casaco até destruírem a casa onde vivem, até desistirem e travarem uma guerra com as "agências". Acção garantida. Sexo? 0%.

Sinceramente, esperava mais do filme... Mas continua a ser um filme bom para simplesmente distrair, naqueles momentos em que não nos apetece pensar muito... Como o outro diz: "An absolutely ridiculous movie that happens to be ridiculously fun.", John Venable, SUPERCALA.COM


Crítica no Site Rotten Tomatoes

Publicado por omelete em 07:46 PM | Comentários (0)

março 01, 2004

Óscares

Está a começar a dar os Óscares na TVI, mais uma vez a altas horas da madrugada cá em Portugal (é o pagamento pela diferença horária), com a apresentação - once again - de Billy Cristal.
Para mim, o melhor filme do ano será o "Senhor dos Aneís - Regresso do Rei", Melhor Actor para Sean Penn; Melhor Actriz será Naomi Watts ou Charlize Theron.

Para verem os nomeados em todas as categorias cliquem aqui

Publicado por omelete em 01:37 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2004

21 grams [21 gramas]

Vi ontem o filme "21 grams".

Diz-se que todos perdemos 21 gramas no momento exacto da nossa morte.
O peso de uma barra de chocolate, de uma moeda de 5 cêntimos, de um colibri...

Mas qual o verdadeiro peso dessa alma para as outras pessoas que com ela convivem? Qual o peso da sua influência?

Um belo filme, dramático, com boas representações por parte de Benicio del Toro e Sean Penn.

O interlaçamento discreto de 3 vidas, 3 famílias. Um acidente que leva ao atropelamento de um pai de família e das suas duas filhas, um transplante de coração, o condutor do carro assassino.

Três vidas, três famílias supostamente com nada a ver umas com as outras, mas com tudo a ver. A necessidade da vingança, a necessidade da paixão, a necessidade de amar, a necessidade da descendência, do arrependimento e do perdão.

Lindo, adorei este filme. É uma boa lição de vida.
Aconselho vivamente a verem.

Publicado por omelete em 11:44 AM | Comentários (0)

novembro 16, 2003

Estreias - Elephant

Há uma parábola budista, sobre um grupo de cegos que examinam várias partes de um elefante. Todos eles conseguem descrever a parte que lhes cabe, mas ninguém tem a percepção do todo. Esta alegoria é também aplicável à tragédia que aconteceu num liceu do Minnesota, onde dois alunos armados assassinaram colegas e professores.
Baseado parcialmente neste massacre, o realizador Gus Van Sant apresenta-nos «Elephant», cuja acção se desenrola num dia num típico liceu norte-americano.

O resultado é um murro no estômago, uma obra que vai incomodar, com uma violência cortante e feroz que promete deixar o espectador desconcertado, e sem qualquer consideração moral a que se possa agarrar. Um filme audaz que recebeu uma surpreendente Palma de Ouro no último Festival de Cinema de Cannes.

Página oficial

Talvez uma diferente perspectiva sobre o que se passa em nosso redor, sem razões lógicas, e que às vezes nos passam ao lado ou nos atingem directamente...

Trailer

Publicado por omelete em 03:35 AM | Comentários (2)

outubro 20, 2003

Gattaca

"There Is No Gene For The Human Spirit"


Acabei de ver o filme "Gattaca" (1997) na TVI. Pena exibirem filmes desta qualidade a uma hora tão tardia e com tantos intervalos de longa duração pelo meio.

É um filme de ficção científica... Mesmo científica, com bases sólidas em que se pode sustentar, como sejam a manipulação genética que na actualidade já está extremamente avançada, as maneiras de contornar os "defeitos" que, num futuro próximo, irão distinguir pessoas qualificadas de não-qualificadas, com base no seu património genético.

Aconselho a verem. Original, com um bocadinho de crime pelo meio que, francamente, não fazia falta à história mas também não lhe retira o interesse. Conta com interpretações de Uma Thurman(Irene) e Ethan Hawke (Vincent), nos principais papéis. O cenário mistura simplicidade futurista com carros dos anos 50, sessões de música clássica, painéis solares e o mar eterno.

Adorei. Vale a pena estar até tarde a ver filmes destes, admito.

Curiosidade: o título do filme, GATTACA, é composto pelas iniciais das 4 proteínas que formam o DNA (A, G, T e C)

Publicado por omelete em 03:42 AM | Comentários (3)