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Artemrede apresenta no Teatro Sá da Bandeira: RECITAL DE CANTO E PIANO A QUATRO MÃOS -CICLO 1000 ANOS DE MÚSICA

O Teatro Sá da Bandeira, em Santarém vai ser palco de um recital de piano a quatro mãos integrado no “Ciclo 1000 Anos de Música” da Artemrede, no dia 5 de Fevereiro, às 18 horas.

Um grupo de quatro cantores - Ana Ester Neves (soprano) Larissa Savchenko (contralto) Mário João Alves (tenor) Luís Rodrigues (barítono) -   e dois pianistas -  João Paulo Santos e Jaime Mota -  percorre o universo do Lied do século XIX, interpretando obras de Schubert, Hugo Wolf e Schumann, incluindo, deste último, o raríssimo Spanische Liebeslieder op. 138 para quatro vozes e piano a quatro mãos, com poemas de Gil Vicente, Sá de Miranda e Luís de Camões.
Assinalando o cinquentenário da morte de Luís de Freitas Branco, o programa 4 é completado com os Três Sonetos de Antero deste compositor e com Poema de Deus e do Diabo de Alexandre Delgado, sobre texto de José Régio.

Este espectáculo coordenado pelo compositor Alexandre Delgado está integrado no “Ciclo 1000 Anos de Música” que arrancou o ano passado e abrange todas as épocas e estilos, desde a  Idade Média até à actualidade.
Centrada na música de câmara, vocal e instrumental, a programação assinala o cinquentenário da morte do maestro Luís de Freitas Branco e o 3º centenário do nascimento do Judeu (através de uma das suas ópera barrocas de marionetas, As Variedades de Proteu – que já passou por Santarém).
Obras marcantes dos grandes clássicos - de Bach a Beethoven, de Haydn a Schumann, de Schubert a Ravel - surgem a par de obras injustamente negligenciadas e de criações contemporâneas, em concertos comentados pelos próprios intérpretes.
Segundo o compositor Alexandre Delgado,  “o programa 4 é muito especial porque inclui uma obra raramente ouvida, nomeadamente Canções de Amor Espanhol 4as, de Robert  Schumann –  a quatro vozes e piano a quatro mãos. Um dos príncipes, uma das figuras máximas do Romantismo alemão, que curiosamente utilizou, neste ciclo, poesias de Gil Vicente, Sá de Miranda e Camões. É um verdadeiro luxo podermos ouvir uma obra-prima de Schumann inspirada não só em poemas espanhóis, mas também nos nossos autores”.
Alexandre Delgado frisa “temos uma das obras-primas, Três Sonetos de Antero, de Luís Freitas Branco, um dos maiores compositores portugueses de todos os tempos, cujo cinquentenário da sua morte é assinalado este ano. Obras dos anos 30 e 40, em que ele foi, verdadeiramente, a essência de alguns dos mais íntimos e expressivos sonetos de Antero de Quental”.
 
O programa incluiu ainda uma obra do compositor Alexandre Delgado intitulado Poema de Deus e do Diabo, inspirado nos primeiros poemas do livro de José Régio. Um poema em torno da imagem dilacerada do homem que está entre Cristo e o Demónio.
Na segunda parte, quatro cantores reúnem-se para cantar Schumann. “Um verdadeiro néctar, uma oportunidade raríssima para ouvir um repertório densamente deslumbrante”, conclui Alexandre  Delgado. 
 
 
 
 

Biografia de Alexandre Delgado
 
 
O compositor Alexandre Delgado nasceu em Lisboa, em 1965, e estudou na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Aluno de Joly Braga Santos e de Jacques Charpentier, diplomou-se com o 1.º prémio do curso de composição do Conservatório de Nice (1990). É autor da ópera de câmara O Doido e a Morte (1993), cuja estreia dirigiu em Lisboa e em Berlim. Estreou como solista o seu Concerto para violeta e orquestra (2000) em Portugal, Espanha e Holanda. Assina o programa A Propósito da Música na Antena 2, desde 1996. Membro do Quarteto Lacerda e do Moscow Piano Quartet, é director artístico do Festival de Música de Alcobaça, desde 2002.
 
 
 

Santarém | TEATRO SÁ DA BANDEIRA

Informações: 243 309 460

Preço do espectáculo -  Recital de piano a quatro mãos: 8€

Desconto 25% - 6 € (< 25 anos; desempregados; grupos > 11 pessoas)


 
 
 
 
 
 
 
 

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